[Variedades] Cantando a Literatura

Olá, terrestres – e não terrestres, sem preconceito aqui ^^

Que tal não falar de livros inspiradores e sim em músicas que poderiam inspirar livros, séries e enredos diversificados? É verdade que somente ouvindo uma melodia dá para sentir um turbilhão de emoções e outro dia me vi meditando sobre isso (lê-se: acordada às 2:00 da madrugada, olhando a lua e tomando sereno, quando era para estar dormindo a um bom tempo), assim cheguei a conclusão de enredos que inspiram músicas é algo notável, porém além de ‘Faroeste Caboclo‘, música aclamada da banda Legião Urbana – mesmo com tantas controvérsias em relação a letra e ao conteúdo do filme – quantas outra existem? Particularmente muitas e aqui vão algumas delas:

Marry you, Bruno Mars

marry me

O que dizer dessa música que é uma das mais lindas e insanamente maravilhosas que já ouvi… melhor ainda, para mim já existe livro, na verdade livros que possuem essa essência, a série da Nora Roberts traz o que há de melhor no quesito casamento, porém pessoalmente o que tem o ideal de We’re looking for something dumb to do é o primeiro título da série Stage Dive, ‘Lick‘, acreditem já no primeiro capítulo, dá para sentir a ligação, mesmo assim é possível enlouquecer ainda mais nesse possível “casamento”, logo, janela para novas possibilidades.

Straitjacket, Alanis Morissette

crazy

Acredito que de todas as que escolhi nessa lista, essa é a mais pessoal, quase um hino, uma lição sobre liberdade, quebra de paradigmas e conclusões utópicas alheias, o motivo dessa música estar tão enraizada é a conclusão de que tudo gira em torno de: “Ninguém se conhece tão bem quanto você mesmo, mas, você é fiel as suas próprias ideologias, a si?”, em realidade sabe-se que tal feito, nem sempre é possível, porém, deve ser revisto até que ponto nos pintamos e auto suprimos a essência que promove a singularidade de cada indivíduo, a nossa essência. Daí surge a ideia de um contexto menos surrealista e mais concreto do mundo e das relações interpessoais, um tema mais realístico para um enredo. 

Teenage Dirtbag, Wheatus

love idiot

Não diria que seria um clichê, porém é um enredo visto com frequência um romance juvenil, que amo ler, fluem de uma maneira deliciosa e essa é a música que faz querer tomar partido do acontecimentos que transcorrem na narrativa, nos eventos que sucedem a cada passo dado na história, quase um vício. Esse trecho serve para reflexão do que transcorre na base de um romance assim: And why does she give a damn about?” 

Stockoholm Syndrome, One Direction

sei lá

Para muitos, um termo desconhecido, mas o que é a “Síndrome de Estocolmo”? Trata-se de um caso a parte em que um indivíduo quando infligido, por tempo prolongado a uma situação de recuo físico por outro, acaba desenvolvendo certa 
sensibilidade com seu ‘captor’, podendo isto ser visto como uma forma de sobrevivência. Em termos mais visuais, trago o caso de uma personagem bem conhecida, a Daenerys Targaryen, de ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’, que no desenrolar de sua relação conjugal, inicialmente forçada, passa a nutrir sentimentos de afeto para com seu marido, Khal Drogo. 
É um conceito com uma base sombria, porém pode render uma boa tese para uma obra. 

Empty, The Cranberries

alone

Um diamante do rock dos anos 90, a letra traz versos que retrata o auto conhecimento, o vazio (como a própria letra já diz), a necessidade de algo sem saber o que falta, com um delineado entre sentimento e solidão, entretanto o que poderia representar essa falta? Existem inúmeras possibilidades, dentre elas, cito ‘Invisível’ do David Levithan em parceira com a Andrea Cremer, que retrata bem um vazio, mas especificamente o de si mesmo, de definição própria, ou seja, um espelho sem nada para refletir. Uma discussão fortificada pelo o que mora no âmago do ser humano e até que ponto a falta de uma personalidade afeta não somente a si, como também ao mundo em que este se insere. 

Admirável Chip Novo, Pitty (observação que é a única nacional da lista, não sei como me explicar)

sucks

Essa é um up, o ritmo e a letra profusas, são um retrato da realidade e uma chave para uma discussão da política da atualidade e seus efeitos na sociedade, sabe o que isso lembra? Distopia, esse gênero não é somente discutível para um universo alternativo, porém o que há de comum nele, com o cotidiano usual, é que de certa forma um aspecto replicante na nossa realidade vai estar ali, demarcando e mostrando rumos de um novo mundo. 

Old Yellow Bricks, Arctic Monkeys 

what

Não é somente pelo apelos com a performance contagiante do baixo, o Alternativo é um gênero musical especialmente crítico e nessa música, através da voz de Alex, é narrada uma aventura marcada pela reinvenção e exploração do mundo, bem como a fome pela auto satisfação e agito, do agora e do tudo, o sempre não exatamente o necessário, porém não está excluso das listas de objetivos da maioria, uma meditação de como viver com o pouco e sonhar com o muito.


É isso, para fechar esse levantamento nada como ouvir ainda mais músicas e conspirar imaginar novos enredos e até estipular o cast dos sonhos. 

See ya! 

see ya

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