[Resenha] Beleza Perdida


CapaLivro: Beleza Perdida
Autora: Amy Harmon
Ano: 2013
Editora: Verus 
Páginas: 336 
Sinopse: Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose... até tudo na vida dele mudar.

Um livro para amar – e chorar.

Precocemente julgado e caiu no selo de romance e somente isso, mesmo sendo uma releitura do conto de A Bela e Fera, essa não é toda a verdade, Amy faz jus ao título de ser intensa e de possuir uma narrativa poderosa, além de comovente, em Beleza Perdida a chave é: se entregar.

A princípio é retratado alguns temas mais comuns na fase em torno da adolescência, e sua reta final, a narrativa aprofunda-se em questões sobre as inseguranças desse período, Fern – a protagonista – é marcada pela falta de confiança em si mesma, sob o estereótipo de ser feia, o que a faz ser alienar dos melhores momentos do período colegial, algo tão profundo em sua personalidade em que ela acaba levando consigo até a fase adulta.

Minha aparência é coincidência ou ironia do destino?
Se Ele me fez assim, posso culpá-lo pelo que odeio
Pelos defeitos que parecem piorar a cada vez que olho no espelho,
Pela feiura que vejo em mim, pelo ódio e pelo medo

Enquanto Ambrose, por quem ela possui uma paixão desde a infância, não passa pelo menos, porém isso não implica que ele viva plenamente, sem suas próprias inseguranças, o medo de decepcionar as expectativas dos que o cercam é um fantasma constante em seus pensamentos. O fato de que pouco depois uma tragédia muda sua vida e o mantém aquém de tudo o que ele um dia foi é o princípio de um novo começo.

Somente esses dois somam uma carga emocional impressionante, mas não para por aí, a autora sabe como aproveitar bem cada personagem, cada passagem, o que se comprova na presença constante do primo e melhor amigo de Fern, o Bailey Sheen, que tornou cada momento que ele aparecia melhor e cheio de sabedoria. Bailey tem distrofia muscular o que o torna dependente de atenção, mas isso não o deixa pra baixo, ele sabe de sua condição, então faz o que pode para aproveitar o que pode fazer, enquanto pode.

Cada fato de certa forma se enlaça no decorrer da trama, na própria narrativa se tem noção disso, ao suceder determinado acontecimento por vezes um flashback é narrado e o acontecido encaixa o real ao emocional do personagem, garantindo a veracidade dos desejos de cada personagem. A autora demonstra que para existir um futuro, não dá para se desfazer do passado, é a vividez do que torna cada indivíduo um ser único, não existe uma igualdade, talvez uma similaridade, mas isso, é só um detalhe.

O livro mais magnificamente lindo e triste que tive a oportunidade de ler, parece paradoxal, clichê, talvez uma pieguice, entretanto, a mais pura verdade, com cada um dos seus personagens, Amy Harmon, emociona, cativa e ilumina seus leitores com as suas palavras transmitidas através de suas criações, seus personagens pulsam e suas emoções transbordam para muito além de um livro, talvez só fortaleça o fato de que, cada personagem é embasado em alguém próximo a autora.


Bem mais que uma obra brilhante da Amy, é um conjunto de reflexões, uma amálgama de sentimentos, dores, amores e dissabores, um reflexo da vida e da forma de viver, um vazio só é permanente por escolha, o sofrimento só existe se houve amor, felicidade, isso não é um conjunto de todo ruim e sim uma prova mais física possível de a saudade fica, porém o tempo não passa e aprender a superar e valorizar é parte da essência de cada indivíduo.

É com um toque todo pessoal que recomendo a leitura desse livro, já que não consigo desenvolver fielmente em palavras a sensação de mergulhar nessa obra.

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