[Resenha] Os Segredos de Colin Bridgerton

 


capaLivro: Os Segredos de Colin Bridgerton
Autora: Julia Quinn
Ano: 2014
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Sinopse: Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres.
Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade.
Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum.
Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente.
No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz

É a semana dele: do humorado e galanteador Colin!

De um lado, Penelope que interpretou o clássico papel de mocinha singela, talvez até quem sabe reprimida, tendo em vista uma mãe como a Sra. Featherington, que não por casualidade, atiça os temores de sua filha, desde a infância, infligindo a moça diversos momentos de inferioridade imposta, imprimindo em Penelope a noção de não ser boa o suficiente em hipótese alguma para um matrimônio. Penélope pode até sentir isso, mas não externa a questão, possui isso em seu âmago, pra si, enquanto resguarda a esperança de que seu primeiro amor de anos a fio seja retribuído, mas Colin não é exatamente o homem que deseja dizer os votos e fincar-se em um único lugar.

Portia parecia acreditar que, uma vez que Felicity se casasse, sua esperança de uma união com os Bridgertons estaria frustrada para sempre.
Mas Penelope continuava solteira – será que isso não servia de nada?Seria pedir demais que a mãe pensasse nela com o mesmo orgulho que sentia das outras filhas?

Do outro lado – virando a esquina, dada a localização da casa Bridgerton em Londres, em relação a residência de Penelope – temos Colin, o último solteiro da família Bridgerton durante essa temporada, não excluindo Gregory, que como bem já salientou a colunista fofoqueira Lady Whistledown outrora, ainda não possui a idade requirida para causar certo alvoroço nas casadouras da alta sociedade

Talvez as adoráveis debutantes – e, mais importante, as mães ambiciosas – devam procurar em outra parte. Se o Sr. Bridgerton está à cata de uma esposa, esconde bem esse desejo.
Por outro lado, não é exatamente desse tipo de desafio que uma debutante mais gosta
Crônicas da Sociedade de Lady Whistledown

Da série, este foi um dos mais homogêneos em vista de equiparidade dos envolvidos, eles são da mesma classe, sem empecilhos maiores, no entanto um romance advindo de uma amizade já de infância, não explode como um vulcão em erupção, – acredito, que isso seria o desejo de Penelope -, porém quando as partes se envolvem fica impossível prever um resultado, ou talvez essa seja questão, este esteve ali todo o tempo, porém óbvio demais para que lhe dessem o devido valor.

Engana-se quem julga a personalidade de Penelope com base nos outros livros, tendo em mente que ela não possui qualquer senso de humor e é a típica moça que tenta fervorosamente encaixar-se nos parâmetros da sociedade, não, não, não! Isso até pode ser uma meia verdade, mas está longe de ser uma afirmação fiel da personalidade dela, que ainda com 28 anos permanece solteira. É preocupante em alguns casos, só não revoltante pois, Penelope ainda mantém a si em alta conta e se permite sim – por que não? -, sonhar com um pouco de afeto recíproco de sua companhia, esse advindo da sua melhor amiga e confidente – de coisas que convém a serem compartilhadas – Eloise Bridgerton.

Para estar em companhia tão próxima de um Bridgerton já se comprovou que é necessário bem mais que uma vontade de aço, caráter e por favor não esqueçam, disponibilidade para o humor sorrateiro e enigmático dos entes dessa família, algo que Penelope possui e por convenções de aparência, suprime. Através dessa ligação que ela mantém uma proximidade considerável com a família, o que lhe rende um certa vantagem, mesmo que isso não se aplique ao seu amado Colin.

Um verdadeiro alvoroço de sentimentos ronda esse momento, se é por que Colin está de volta? Pode ser… mas o epítome é a busca pela Lady Whistledown, ninguém resiste a um bom desafio, quando este envolve a mais enigmática e incisiva figura dos últimos tempos, então a possibilidade de um romance de um Bridgerton com uma ‘solteirona’ acaba ficando em segundo plano.

– Sabe o que eu acho, Srta. Featherington? – indagou Lady Danbury, o seu tom enganosamente suave.
– Não faço a mais vaga ideia – retrucou Penelope com bastante franqueza, e respeito.
– Acho que você poderia ser Lady Whistledown.
Felicity e Eloise arfaram. Penelope entreabriu os lábios, surpresa. Ninguém jamais pensara em acusá-la de tal coisa antes. Era inacreditável… impensável… e…
Bastante lisonjeiro, na verdade

A hesitação de ambos quando o sentimento começa a vir à tona – com exceção dela que já está ciente disso a muitos – está em conjunto com o temor pelas possibilidades, o que me fez admirar ainda mais a Julia por conseguir desenvolver magistralmente o avanço e a mudança de decisões de ambos, de quando Colin reconheceu que Penelope era uma companheira mordaz e não a moça que ele se via na obrigação de tirar para dançar nos bailes, ela era uma mulher e para todos os efeitos pensava e agia como uma. Quanto a Penelope, ela se tornou mais segura de si, mais confiante e envolvida nas circunstâncias de seus temores e dissabores, ao perceber que Colin sofre de questões semelhantes, ela aflora e se rebela ao que todos esperam dela, Penelope Featherington assumiu de vez seus desejos e anseios, nem toda a sociedade londrina estaria preparada para o seu grande momento.

– Não quero morrer sem ter sido beijada – concluiu ela.
Colin podia pensar em cem razões pelas quais beijar Penelope Featherington era uma péssima ideia, e a primeira delas era o fato de que ele queria beijá-la

Por último, por favor deem uma atenção especial ao trabalho da Editora Arqueiro nesse livro, excepcionalmente ligado aos detalhes, até mesmo a interpretação da expressão da modelo na capa condiz com o conteúdo, que não foi nada menos do que bem elaborado e melhor ainda, bem remanejado quanto a edição, mais uma vez a editora ganhou um espaço todo especial na minha estante.


Espero que se apaixonem pelo Colin e pela Penelope! ^^

 

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