[Resenha] Para Sir Phillip com Amor

capaLivro: Para Sir Phillip com Amor
Autora: Julia Quinn
Ano: 2015
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Sinopse: Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante.
Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder.
Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos.

Nossas doces semanas com os Bridgertons continuam maravilhosas como sempre!

Já temos plena ciência de que Quinn – vou passar a chamar de Queen, se não é uma rainha então não sei como definir – tem o prazer de nos fazer cair de amores por seus romances, mais uma vez ela reafirma essa questão inegável ao sair da atmosfera habitual ao inserir não somente a mais petulante dos oito Bridgertons, Eloise – a 5ª na sequência por isso o nome com E – e Phillip, um viúvo com dois filhos.

Eloise Bridgerton está em uma fase crítica de sua vida, já atingiu a idade – desesperadora para uma solteira para a época – uma mulher com 28 anos que ainda permanecia solteira já não era bem vista como uma mulher desposável na época. Enquanto isso quase todos os seus irmãos estavam envoltos em matrimônios bem sucedidos Anthony com sua viscondessa Kate, Benedict no campo com Sophie, Daphne que mais do que uma duquesa, transborda felicidade a todos com seus filhos e seu marido Simon, Colin está prestes a subir no altar, todos estes com exceção é claro de Francesca que tornou-se viúva aos 23 anos de idade e vive na Escócia, viviam plenamente algo que Eloise tanto desejava pra si: amor e companheirismo.

Mesmo inserida em uma família de proporções digamos, acima da média, Eloise com tantos irmãos e irmãs, não consegue encontrar um familiar a quem compartilhar seus maiores segredos e lamúrias, o que só piora quando a sua melhor amiga Penelope, que antes ela acreditava fazer parte de seu futuro, como duas solteironas vivendo juntas, engatou um noivado com ninguém menos do que seu irmão Colin, o mundo dela parece se despedaçar aos poucos e a realidade antes uma sombra fresca, agora era um vendaval insuportável que empata sua visão, ainda mais para Eloise que se recusava a viver de forma conflituosa e introspectiva, se uma coisa ela se recusava a ser era introspectiva.

– Alguém já lhe disse que você sabe ser teimosa?
– O tempo todo. É meu único defeito
Ela notou, pela respiração dele, que Phillip sorria.
– O único, é?
– O único que vale a pena comentar.

Phillip enfrenta o recém desfecho de seu casamento com Marina, que mesmo já não sendo um dos mais envolventes e até mesmo felizes dos matrimônios – dada a condição depressiva que Marina possuía, que pode ser considerada o catalisador de seu final trágico – ele sabe que um botânico, ainda mais um viúvo não é o suficiente pra oferecer o suficiente de amor e atenção para seus gêmeos, Oliver e Amanda.

A perspectiva de Phillip muda ao encarar de vez a situação diante de si: casar novamente, encontrar uma nova companheira era o que precisava para suprir a falta que os filhos já tinham desde de antes da perda da mãe deles, então a resposta pareceu vir a cavalo – ou melhor a correspondência -, a carta da misteriosa prima distante de sua falecida esposa, oferecendo-lhe condolências pela perda dele. O que parecia uma usual notoriedade dada a situação, no entanto, muda ante a frequência com que os dois passam a se corresponderem não passa despercebido por ele, que não era um homem tolo de ver uma oportunidade fortuita e deixar passar, mas Eloise Bridgerton é bem mais do que uma moça solteira de uma família renomada, ela é uma Bridgerton, pior ainda, ela é Eloise.

– Meu Deus, mulher, você acabaria com a paciência até de um santo.
Ela o fuzilou com o olhar.
– O que a faria ficar quieta aqui sentada? – perguntou ele, cansado e sem paciência
– Não consigo pensar em nada – respondeu ela, com sinceridade
– Está bem – disse ele, projetando o queixo à frente. – Caminhe por toda a região se quiser. Nade até a França.

Se é para discorrer sobre essa obra, não tem como deixar passar o que particularmente foi o auge de todas as passagens quando todos – isso mesmo! – todos os irmãos Bridgertons aparecem em cena (para via de consulta: Anthony, Benedict, Colin e o jovem Gregory, agora ostentando a idade de 23 anos), não era para menos, afinal foi durante o festejo do noivado de Colin e Penelope que Eloise procedeu com o plano de viajar até Phillip, sem maiores indicações de suas ações a não ser um bilhete que convenhamos jamais seria o suficiente para segurar os ânimos quanto as loucuras de Eloise viajando sozinha para sabe-se lá onde.

Ocorreu a Phillip (enquanto ele era jogado contra a parede com dois pares de mãos em volta do pescoço) que Eloise poderia tê-lo prevenido com um pouco mais de antecedência
Ele não precisava de dias; sim, teria sido bom, mesmo que ainda insuficiente contra a força coletiva daqueles quatro homens enormes e furiosos.
Irmãos. Ele deveria ter pensado nisso. Provavelmente era melhor evitar cortejar uma mulher que tivesse irmãos.
Menos ainda uma que tivesse quatro.
Quatro. Era um espanto que ele continuasse vivo por tanto tempo.

Uma dos aspectos mais importantes da escrita da Julia que gosto sempre de apreciar, além de ser excepcional e inegavelmente cativante, são as personalidade de seus personagens, tanto Phillip quanto Eloise possuem aquelas características que os tornam mais próximo de serem humanos reais, um ponto de vista mais tangível, os dois possuem seus temores e se desenvolvem de formas diferentes perante eles.

– Até você passar por tudo isso, nunca reclame do que temos – continuou Phillip – Porque para mim… para mim… – Ele se engasgou com as palavras, mas prosseguiu rapidamente: – Isto… nós… é o paraíso. E não vou suportar ouvi-la dizer o contrário.

Seguindo o padrão dos livros anteriores, Para Sir Phillip. com Amor, possui um visual admirável em conjunto com a atenção que a Arqueiro se preocupa em sempre estar nos proporcionando, o resultado é um livro maravilhoso de se apaixonar, fazendo conjunto perfeito com o conteúdo que vão além de uma apreciação desenfreada, foi bem valorizado e bem editado, se Eloise e Phillip já são ótimos na imaginação, nas páginas desse livro eles são mágicos.


Espero que tenham um tempinho essa semana para apreciar essa obra!

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s