[Especial] A Força da Mulher na Literatura e no Cinema

Post muito amor feito em parceira entre eu (Vivi) e a Lari!

Representatividade feminina, feminismo, igualdade de gênero, sexismo, repressão, mas sim, o que isso tem haver? Tudo! Em pleno século XXI, um fator decorrente em questões sociais é o papel da mulher na sociedade e até onde ele se estende. Com anos e anos de represálias, minoração moral e artística, a mulher começou a ganhar espaço e hoje tem como dizer que já deixam sua marca, a presença não é tão constante quanto o esperado, porém não deixa de ser um avanço irrefutável de décadas de luta, não sem perdas pelo caminho, mas com uma pequena vitória que para nós é motivo de orgulho, o marco da nossa representatividade.

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Ano passado durante a premiação do Oscar, ocorreu o levantamento de uma questão que a tempos influía nesse tipo de evento, o fato da relevância sobre a expectativa quanta a premiação só fossem questionadas aos convidados e indicados do sexo masculino, enquanto as mulheres em mesma posição eram simplesmente requisitadas sobre questões a cerca do traje que usavam, então através da movimentação virtual com a tag #AskHerMore, repercutiu de uma maneira devastadora para essa realidade renegada, por assim dizer.

Além de receber o apoio de diversas atrizes já desgastadas com tal tipo de situação, o movimento alarmou sobre a influência midiática e o machismo em Hollywood, então alguns passaram a se questionar a cerca da subestimação da mulher no âmbito cinematográfico, o que não parou por aí e levou à outras questões do mesmo segmento, sobre as personagens que estas representavam nessas produções, até quando isso irá chegar?

Então com vocês alguns nomes, de muitos outros, que representam o nome e a força feminina nas grandes artes, uma breve linha do tempo de representatividade:

1792Mary Wollstonecraft, a britânica é também a base de todo o pensamento filosófico feminista da atualidade, por perpetuar em sua época as condições desiguais em que as mulheres eram sujeitadas, maior parte contida em sua obra: A Vindication of the Rights of Woman, a autora ainda criou outra obra com visões politizadas das expectativas impostas pela sociedade.

1813Jane Austen A romancista reconhecida por seus títulos literários de romances de época, Jane Austen, é uma pioneira no quesito expressividade, Jane que nasceu e viveu no século XIX, tinha a mente a frente de seu tempo e não era adepta das limitações impostas as mulheres. Orgulho e Preconceito é somente a ponta do iceberg, quando se trata de Austen, que em meio a sua dedicação a escrita nunca esteve em um matrimônio e assim permaneceu, algo que com os olhos de hoje seria algo até normal, mas para uma mulher nascida onde tudo era voltado ao casamento, era um baque e tanto.

1818 – Depois de sua mãe Mary Wollstonecraft, que inovou a escrita com sua mente crítica, a autora do conto gótico Frankstein, ou O Moderno Prometeu, Mary Shelley, se lançou quando ainda possuía apenas 19 anos de idade, também responsável pela edição e promoção de alguns trabalhos de seu marido, Percy Bysshe Shelley, poeta romântico e filósofo. Sendo responsável por revolucionar o mundo da literatura, pois Frankestein é considerada a primeira obra de Ficção Científica da história.

1940 – Poucos devem saber que a consagrada Clarice Lispector, muito citada em salas de aulas, críticas literárias e temáticas cotidianas, deu o primeiro passo para o mundo das letras, através do seu primeiro texto Eu e Jimmy, em que narrava uma relação amorosa entre um homem e uma mulher, com embasamento em uma visão feminista.  A autora passou por diversas dificuldades como escritora e tradutora, toda a sua carreira se desenvolveu com alguns conflitos em torno de suas vitórias.

Machiko Hasegawa1946 – Primeira mangaká a se lançar, Machiko Hasegawa, com a obra Fukunichi Shinbu, que inclusive foi adaptado para animes em 1969 e conta com um recorde no Guinness pelo anime mais longo da história com com 2550 episódios. Poucos têm conhecimento de sua obra, no entanto o lançamento de Machiko revolucionou a atuação da mulher nas publicações dos quadrinhos japoneses e isso se estende até os dias atuais.

51d5c400496bfa693ee7d753745a91b0.jpg1979 – Com o lançamento do filme Alien vemos uma das primeiras heroínas do cinema, a personagem Ellen Ripley, interpretada pela atriz Sigourney Weaver fugia do esteriótipo mocinha que precisa ser salva pelo herói. Hoje temos heroínas fortes tanto no cinema quanto na literatura por exemplo a personagem Rey de Star Wars e Katniss Everdeen da saga Jogos Vorazes.

1994Sex and The City Quando propuseram a Candace Bushnell que  desenvolvesse uma coluna sobre sexo, a autora não mensurou o impacto que sua criação causaria, hoje renomada por sua produção, em que aborda o tema sexual sob uma perspectiva feminina, além de correlacionar com o casamento, família e carreira profissional, é através de Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha, em Sex and the City, que Candace traz uma visão madura da vida de mulheres apaixonadas por si e orgulhosas, em busca de seus objetivos.

1994 – Jane Campion se tornou uma das poucas mulheres a ganharem o Oscar de Melhor Roteiro Original, sozinha, por O Piano, filme com protagonistas mulheres. As duas atrizes principais também ganharam o premio máximo do cinema. Holly Hunter como Melhor Atriz principal e Anna Paquin como Melhor Atriz Coadjuvante.200px-BridgetJonesDiaryMoviePoster.jpg

1996 – O livro O Diário de Birdget Jones foi lançado por Helen Fielding, e revolucionou o mercado da literatura mundial lançando uma das mais importantes personagens de um gênero que só cresceu desde então, literatura feminina sobre mulheres modernas, chamado por alguns de Chick Lit.

1997J. K. RowlingQuando uma autora decidiu se lançar sobrepujando seu próprio nome e identidade em prol de sua obra e se seu sucesso, tendo em vista o seu público alvo, Joanne Kathleen Rowling, mais conhecida por J.K. Rowling, não imaginou que sua obra Harry Potter e Pedra Filosofal alcançaria o sucesso que possui hoje, saindo do público inicial de jovens garotos, para conquistar uma legião apaixonada por suas palavras e aventuras vividas pelo seu bruxo, Harry, em um mundo completamente novo e mágico. A autora ainda se relançou sob um pseudônimo masculino, uma nova fase para sua escrita e para o poder que ela representa.

nia_vardalos_headshot_a_p2002 Nia Vardalos, uma das poucas roteiristas de sucesso no mundo sexista de Hollywood, nos presenteou com o roteiro do divertidíssimo Casamento Grego, onde vemos uma protagonista determinada e divertida.

2004 – A estreia de Mean Girls (Meninas Malvadas) foi um solavanco na crítica cinematográfica e o um ponta pé na carreira de Tina Fey, que além de co-estrelar no longa, é a face por trás do produção do roteiro do filme, sendo este baseado na obra de Rosalind Wiseman, Queen Bees and Wannabes.

2007 Diablo Cody, criou o roteiro do filme Juno, filme que tem uma personagem feminina jovem e intrigante, e tratou gravidez adolescente e adoção de um jeito nunca antes visto no cinema. Ela ganhou vários prêmios inclusive o Oscar de Melhor Roteiro Original.

2010 2-xcfe19 Kathtyn Bigelow, se tornou a primeira e infelizmente a única mulher a ganhar um Oscar de melhor diretora, pelo filme Guerra ao Terror que se consagrou também como vencedor de Oscar de Melhor Filme. 

2012 – O filme Selma pode ter ganhado três indicações ao Globo de Ouro, que além de narrar uma parte trajetória de Martin Luther King, Jr, entretanto não foi esse  o maior marco do longa, a mente por trás da direScreen-Shot-2015-06-24-at-12.29.27-AM-500x375cção deste foi ninguém menos que Ava DuVernay, que em 2012 levou o prêmio de  Melhor Direção pelo filme Middle of Nowhere no Festival de Sundance, quebrando paradigmas, por além de ser mulher, se tornou a primeira diretora negra do cinema a ser indicada ao Globo de Ouro, estando também envolvida na produção da série Scandal.

2013Jennifer LeeA diretora Jennifer Lee, foi pioneira em estar a frente de uma obra cinematográfica de animação, sendo a responsável por escrever e dirigir, um dos maiores sucessos de estúdio da Walt Disney, Frozen, ao lado do também diretor Chris Buck, o filme garantiu o Oscar de melhor animação, sendo ela ainda a co-autora do longa Detona Ralph, que recebeu indicação ao Oscar de melhor animação.

2014 – No Japão uma representante se destacou por seus romances policiais, mas também por sua releitura do conto mitológico das irmãs Izanagi e Izanami, em O Conto da Deusa, é retratado o mito da criação do próprio Japão, Natsuo Kirino possui plena desenvoltura na sua escrita e se destaca por permanecer no ramo desde cedo.

2014 – Lies We Tell Ourselves ainda pouco conhecido no Brasil, escrito por Robin Talley  surpreende por ser uma obra que se aprofunda em questões relacionadas ao universo feminino, cercado de questões sociais como o preconceito e o homossexualismo, ainda relacionando a inserção feminina na sociedade.

2015 – Antes de se tornar a co-roteirista da série Filhos do Carnaval, pela HBO, Anna Muylaert, já havia se lançado como roteirista, participando das equipes produtoras de programas de TV de alta visibilidade, como: Mundo da Lua e  Castelo Rá-tim-bum, mas foi através de Que Horas Ela Volta?, que a roteirista brasileira se consagrou, tendo o filme premiado nos EUA, no  Festival de Sundance e na Alemanha, no Festival de Berlim.

Outras Referências:

  • Naomi Kawase, diretora japonesa
  • Samira Makhmalbaf, diretora iraniana
  • Nadine Labaki, diretora libanesa
  • Lone Scherfig, diretora dinamarquesa
  • Mira Nair, diretora indiana
  • Bonequinha de luxo, filme de Blake Edwards
  • Angelina Jolie, atriz, diretora, roteirista e humanitarista
  • Thelma e Louise, filme de Ridley Scott
  • As Crônicas de Gelo e Fogo, obra George R. R. Martin
  • E o Vento Levou, filme de Victor Fleming

Para finalizar, essa vai para todas as mulheres reais desse mundo, que vivem, sofrem, mas que são orgulhosas de serem mulheres e todos os os outros, não importa o sexo ou opção sexual e sim, que enxergam o mundo acima dos esteriótipos, somo todos humanos.

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