[Resenha] A Seleção

A SeleçãoLivro: A Seleção
Autora: Kiera Cass
Ano: 2012
Editora: Seguinte
Páginas: 368
Sinopse: Para trinta e cinco garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama. Abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe - e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.

Vamos falar sobre A Seleção?

A série se passa em Illéa, uma representação dos Estados Unidos em um futuro após uma 4ª Guerra Mundial, em que este passou a ter o nome de Estado Americano da China, onde a sociedade é funcionalizada pela segregação – sim, isso mesmo, segregação – existem 8 castas, cada uma possui designações estabelecidas para seus membros desde o nascimento, herdadas de geração em geração, que se divide da seguinte forma:

  • Oito: Os que não podem se manter, são dependentes, desamparados, em geral, os viciados, deficientes e sem-teto.
  • Sete: Empregados domésticos com níveis mais baixos na hierarquia destes, por realizarem os trabalhos mais braçais, como os pedreiros, lavradores e jardineiros.
  • Seis: Esta não se diverge tanto da Sete, só que a hierarquia aqui já sobe um pouco e o trabalho executado deixa de ser basicamente braçal, são as governantas, cozinheiros, costureiras e secretários.castas
  • Cinco: São os artistas dessa formação social, sendo os dançarinos, músicos, atores e cantores.
  • Quatro: Estão relativamente mais confortáveis financeiramente, como os joalheiros, chefes de cozinha, fazendeiros e proprietários de estabelecimentos.
  • Três: Estes já possuem carreira profissional propensa ao sucesso como funções mais reconhecidas, como arquitetos, filósofos, professores, escritores, cientistas, médicos, engenheiros e produtores musicais.
  • Dois: Os mais próximos da realeza de melhor status social depois da própria Um, são as celebridades, políticos, atletas profissionais e oficiais (policiais, soldados, bombeiros e guardas reais).
  • Um: Os soberanos e seus enraizados, ou seja, a realeza e o clero.

Em outras sociedades fictícias divididas em agrupamento bem definidos como em Divergente, em que se prioriza a influência social e Jogos Vorazes, em que o status social e influências estão entrelaçados nos distritos, em Illéa segue-se esse raciocínio, mas para por aí, são sagas diferentes, com propósitos ainda mais distintos.

As castas são mecanizadas, além de hereditárias e negociáveis, existindo formas de ascensão como por casamento, sendo só possível a mulher, devido ao matrimônio, o contrário também sendo verídico, afinal a mesma situação se com um homem de casta inferior resulta, na queda de casta da mulher – para minorar tais acontecimentos, a própria legislação impõe inúmeros processos a serem cumpridos na união de pessoas de castas diferentes -, e por último existe a possibilidade de compra de ascensão de casta, um fato quase impossível para as castas mais miseráveis, dada as condições de vida a que estão sujeitas.

Obviamente esse sistema não é bem aceito, se alguns aceitam são aqueles que pouco se importam com a miséria dos desafortunados, ou os já privilegiados de nascimento. Ainda existindo  os acomodados, que nem se importam mais com a vida medíocre que são obrigados a ter e se tentam uma mudança, não deseja que englobe a todos, mas só a si mesmo, em parte alguns são aceitáveis frente a desesperança da vida que levam, se contentar com o que têm não é algo inadmissível.

America Singer é uma Cinco, logo faz parte dos artistas, sabe cantar e tocar diversos instrumentos, principalmente o violino, mas ao contrário do comum nas castas mais inferiores e até mesmo em sua família, que se forma por quatro irmãos, Kota, Kenna, Gerad e May, além próprios dos pais, sendo a mãe a mais parecida com ela não somente pelo cabelo ruivo como também pelo temperamento, America não segue a mentalidade de outros em situação similar a sua, ou de sua idade, que em plenos 17 anos de idade, não almeja mais do que um simples conforto .

A ascensão de casta não importava para America, pelo contrário para ficar com seu amado Aspen Leger, ela seria uma Seis. Aspen não compartilhar da mesma ideia que ela, a ama sim, no entanto sabe o desgaste que já passa tendo que manter sua própria família, ainda mais depois de um de seus irmãos ter sido penalizado por furto, com apenas nove anos, Jeremy, irmão do meio de Aspen, levou chicotadas, sendo esta, a lei de Illéa, nem mesmo crianças estão aquém da crueldade do sistema.

Não era raro que pessoas da Seis, da Sete e da Oito morressem de exaustão.
(…)
Além dos Dois e Três, havia apenas graus distintos de vida ruim.

Depois de uma decepção amorosa e insistência por parte da mãe, America se candidata na Seleção, processo seletivo que se volta aos interesses da família real em eleger a próxima princesa, a que se casará com o único príncipe, Maxon Schreave, até enfim por ironia chegar ao palácio descrente da impertinência e absurdo desse “concurso”, America tenta se manter no palácio, para infelicidade dela, logo se encontra com o príncipe e daí vem a seguinte reflexão: “Queira alguém que te valorize, como America valoriza as jóias reais do príncipe”.

Se o primeiro encontro dos dois é no mínimo… chocante, dado que America tem temperamento e Maxon é condescendente, consequentemente o resultado é catastrófico, não somente por suas personalidades, mas pelas diferenças já impostas desde o nascimento, America é Cinco e Maxon é Um, o que para ela é o fim, todo o sofrimento de Illéa na concepção dela é consequência da tirania das castas superiores – o que é uma verdade, mas não TODA a verdade.

Maxon podia ser o príncipe herdeiro, mas não se alienava de tentar ajudar como podia os cidadãos illeanos, poderia estar alheio ao sofrimento em si, mas não se recusava a tentar mudar isso, mesmo com todas as imposições de seu pai, o rei Clarkson – sujeitinho detestável tenho que dizer – que pouco fazia para se envolver com seus súditos e ainda dono de uma mentalidade tacanha de que todos devem servi-lo, a única que aparentemente suporta tal temperamento é a rainha e mãe de Maxon, Amberly. Logo percebe-se que a natureza gentil que o príncipe possui é devida a mãe, dando grande destaque a sensibilidade dele e essa capacidade enorme de fazer alguns – muitos – corações por aí se derreterem.

— A propósito — ele prosseguiu, elevando um pouco a voz —, se você não quiser que eu me apaixone, não pode ficar assim tão linda. A primeira coisa que farei amanhã será mandar suas criadas costurarem uns sacos de batata para você usar. Dei-lhe uma cotovelada no braço.
— Cale a boca, Maxon.
— Não é brincadeira. Você é bonita demais para o seu próprio bem. Quando sair, vamos ter que mandar alguns guardas para acompanhá-la. Nunca sobreviverá sozinha, coitada — ele gracejou, fingindo pena. 

Enquanto America começa a se acertar com essa nova vida e propõe uma aliança com o outrora a seu ver detestável príncipe Maxon, eles passam a se apoiarem mutuamente, levando a criarem até um alarme secreto, um leve mexer na orelha, para que pudessem se comunicar diretamente e sem intervenções, o que acaba não só por aproximar America de algumas selecionadas, em especial Marlee Tames, uma Quatro, que não possuía a hostilidade de outras como Celeste Newsome, uma Dois, o que ajudava a suportar o distanciamento que tinha da família, além de aproximar-se das suas três criadas: Lucy, Anne e Mary e a se envolver mais politicamente nos assuntos reais e com a realeza também – com extra de outro tipo de envolvimento.

— Sinto muito, demais. Nunca beijei ninguém antes. Não sei o que estou fazendo. Eu só… desculpe, America.
Ele respirou fundo e passou a mão no cabelo algumas vezes, apoiado no parapeito. Sem que eu esperasse, um calor me subiu pelo corpo.
Ele queria que seu primeiro beijo fosse comigo. 

Depois America começar a se habituar e se impor diante de dificuldades como a falta de orientação escolar digna, graças ao sistema “hierárquico” que privilegia com conhecimento os de mais poder na escala social e a tomar as rédeas nessa nova realidade e enfrentar a perspectiva de mudar Illéa talvez como a nova rainha, são introduzidos novos guardas no palácio e dentre eles está Aspen. Este ironicamente acabou designado como guarda pessoal de America pelo próprio Maxon, tendo em vista a vinda dos dois da Carolina da Norte, então Maxon – inocente – decide que para manter America longe dos riscos dos rebeldes em um ataque ao palácio e da própria America que adora sair perambulando pelo palácio.


Eu acho Freddie Stroma em A Nova Cinderela: Era uma vez uma canção tão Maxon!

tumblr_lrdtvaX82y1qcyy51o1_500

Anúncios

5 comentários em “[Resenha] A Seleção

  1. Já li esse livro faz um tempinho, e adorei! Comprei sem expectativa nenhuma, mas pela capa
    mesmo e me apaixonei *-*
    A trilogia é muito perfeita e muito bem escrita! Só senti falta da autora explorar mais Illéa.
    Ah, também sou team Maxon 😀
    A princípio achei a América um pouco chatinha, mas depois o enredo me conquistou completamente! Me pareceu que todo o livro teve uma evolução e enriquecimento e isso me agradou bastante.
    Agora só falta ler A coroa 🙂
    Abraço!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Amo A seleção! Nunca gostei do Aspen, nem no início acredita?
    Mas também não caio de amores pelo Madonna, algumas atitudes dele quase me fizeram largar o bendito livro, mas fazer o quee ne

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s