[Resenha] A Elite

A EliteLivro: A Elite
Autora: Kiera Cass
Ano: 2013
Editora: Seguinte
Páginas: 360
Sinopse: A vida no palácio não era tão ruim quanto America imaginava. Ou melhor: com todos os mimos e privilégios que estava tendo, ela já mal se lembrava de como era pertencer à casta Cinco. Ser Um, em compensação, era fácil: suas criadas eram costureiras talentosíssimas e faziam vestidos maravilhosos; os banquetes e as festas que frequentava eram incrivelmente divertidos; e o conforto em que vivia agora seria impensável alguns meses atrás. Além de tudo, quando sentia saudade de casa, tinha Aspen por perto.
Ele era compreensivo, companheiro e tinha decidido colocar sua vida em perigo por ela - afinal, o que aconteceria se alguém descobrisse que, além de guarda do palácio, era ex-namorado de uma das candidatas? Era com Aspen que America contava nas horas mais difíceis. Por outro lado, o príncipe Maxon era atraente, bondoso, carinhoso e - o mais importante - desejava America mais do que qualquer outra garota da Elite.
Mas, além de estar com o coração secretamente dividido, também era difícil lidar com o fato de que aceitar Maxon significava ter que aceitar uma coroa. America não tinha certeza se gostaria de ser uma princesa. Apesar da vida glamorosa, havia tantas coisas com as quais ela não concordava e que permaneciam sem explicação: por que o palácio sofria tantos ataques rebeldes? O que era reivindicado? Por que os castigos aos infratores tinham de ser tão violentos? O que estava por trás daquele regime de castas tão cruel?
O tempo está acabando e as dúvidas de America só aumentam.

A Elite é o começo de um fim!

A Seleção toma prosseguimento com a formação da Elite, o nível mais avançado em que somente seis Selecionadas continuam, nessa reta final, as mais determinadas, dedicadas ou mesmo gananciosas, permanecem. A formação da vez conta com: America Singer, casta Cinco, Marlee Tames, casta Quatro, Kriss Ambers, casta Quatro, Celeste Newsome, casta Dois, Natalie Luca, casta Quatro e Elise Whisk, casta Quatro.

A Elite Fan art
Olha essa fanart disponível no Deviantart na página da FullFull-Moon-16!

Em plena semi final a Seleção passa por altos e baixos turbulentos, a ganância pela coroa e pelo poder põe em prova a verdadeira personalidade dos personagens – perceba que não falo exclusivamente das Selecionadas -, agora é quase um jogo de matar ou morrer.  Ficar para trás pode significar bem mais do que uma simples desvantagem e sim uma perda sem tamanho, afinal toda a Illéa forma a audição para os acontecimentos que escolherá a futura rainha.

Não só boa parte dos cidadãos illeanos tomam parte do momento, como também os rebeldes, que cada vez mais mais fecham cerco, mesmo com uma “temporada” em silêncio. Agora se sabe mais claramente que existem também facções entre eles, os nortenhos e os sulistas, onde esta primeira são os que mais se agarram a causas sociais, evitando perdas civis ou reações demasiadamente agressivas, ao que parece estão em busca por fontes de conhecimento sobre Illéa e seu passado antes de se tornar esse sistema opressor de castas, enquanto os sulistas são os mais reconhecidos pela abordagem mortal, em que não poupavam ninguém no processo de suas movimentações.

keep-calm-cause-we-are-the-eliteA pressão social aumentou e as consequências das ações de America e seu baixo status social estão em foco, a desaprovação do público parece rugir e Maxon como príncipe e futuro soberano, não pode ignorar essa urgência, ainda pior são as ações dos rebeldes que atacam o governo monárquico e a desigualdade das castas que empurram cada vez mais esse governo até então falho ao precipício, pondo em prova a soberania e a própria monarquia.

America agora assume de vez que está em completo impasse entre Aspen e Maxon, sua indecisão reverbera em suas ações frequentemente, em conjunto com seu temperamento impulsivo, que reverberam na sua imagem que é caricaturizada ao ser repassada aos illeanos mas dessa vez as consequências são ainda piores, já que para atingi-la, o punido é o príncipe Maxon, que já tinha ciência da natureza ditadora e por vezes agressiva do pai, o rei Clarkson, mas nem mesmo America poderia imaginar a que nível chegava a tirania  do rei

Um corte ainda cheio de sangue rasgara-o desde o ombro até a cintura, onde unia-se a outro que também sangrava; este, por sua vez, cruzava com outro que parecia que já tinha cicatrizado alguma vez e com mais outro, enrugado pelo tempo. Parecia haver seis lambadas de chicote nas costas de Maxon, abertas sobre muitas outras.

Para o ápice do sufoco do nível avançado da Seleção, o envolvimento de Marlee com um dos guardas reais, que é expressamente represado pela regras da Seleção e até mesmo de Illéa, faz o sistema decair e America se revoltar, a punição para a Selecionada é cruel e revoltosa, ela sendo a mais próxima de Marlee não consegue fechar os olhos e negar o ultraje e absurdo da situação, como poderia a liberdade das pessoas serem tomadas por tão pouco? Por que Marlee não lhe confiou esse segredo? Estaria ela também fadada ao mesmo fim em seu envolvimento com Aspen?

O som dos gemidos de Marlee me assombraria pelo resto da vida. Jamais ouvi nada parecido. Ou o eco doentio da multidão, vibrando, como se aquilo não passasse de mero entretenimento. Ou o silêncio de Maxon, permitindo aquilo. Ou o choro das garotas ao meu redor, aceitando aquilo.

São muitas perguntas e a ausências de respostas  a deixam a beira de um colapso, com o bônus infeliz do tirano rei Clarkson que insiste em expor a falta de preparo e diferença entre a família real e uma Cinco – hipócrita esse pensamento – em mais uma vez chegar ao ponto de ações físicas e psicológicas, levando não só America a beira de explodir com tanto e agir da forma mais impulsiva possível. Isso viria a resultar não só em uma reação revoltada do rei, como na possível expulsão dela da Seleção, o que traria alguma satisfação ao rei, o que America não previa e Maxon é capaz de tudo para evitar, ele mesmo concorda com a proposta ousada dela, mas sabe que essa conduta não era a mais adequada a obter sucesso.

Apesar de nesse segundo livro a Kiera parece se perder um pouco da problemática principal do enredo e se envolver mais com o romance, ela consegue retomar as rédeas e introduzir novas perspectivas envolvidas no contexto. As decisões e a intempestividade de America em seu relacionamento não só com Maxon, que agora parece também estar disposto a procurar outra possibilidade, desde que sua escolhida parece lhe favorecer, mas também no clandestino com Aspen, seu guarda, põe em prova os nervos de quem se sensibiliza com o trio, afinal a decisão pode não só decidir a vida, como até mesmo o rumo de toda a Illéa.


Olha que fofa essa fanart da Camille representando a amizade de America e Marlee!

The Selection Fanart

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5 comentários em “[Resenha] A Elite

  1. Oi!
    Bela resenha!!
    Quando li esse livro fiquei torcendo pra America conseguir conquistar o coração de Maxon.
    Detestei o rei Clarkson e suas atitudes, mas a America continua muito impulsiva e metendo os pés pelas mãos.
    Meu personagem favorito com toda certeza é Maxon. America me deixou bastante irritada durante todo o livro. Mesmo assim continuo adorando ela e a maioria de suas atitudes.
    Abraço!

    Curtido por 1 pessoa

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