[Resenha] Crepúsculo

crepusculoLivro: A Mediadora - Crepúsculo
Autora: Meg Cabot
Ano: 2007
Editora: Galera Record
Páginas: 272
Sinopse: Desta vez é vida ou morte. A série A mediadora, de Meg Cabot, chega ao fim. Suzannah já se acostumou com os fantasmas em sua vida: eles a acordam no meio da noite, reviram seu armário e aprontam coisas ainda mais assustadoras. Como mediadora, pode não somente ver fantasmas como também interagir com eles.
E foi assim que se apaixonou por Jesse, um gato do século XIX. Mas, suas questões vão muito além de assuntos do coração: sua função é entender as mágoas dos mortos e ajudá-los a resolver os problemas com os vivos.
É muito aterrorizante ter o destino dos fantasmas em mãos, podendo alterar o curso da história. E tudo ficou mais assustador depois que ela descobriu que Paul também sabe como fazer isso.
E ele adoraria evitar o assassinato de Jesse, impedindo-o de virar fantasma e lhe garantindo uma vida tranqüila, finalmente... Isso significaria que Jesse e Suzannah jamais se conheceriam.

O coração já sente que é agora ou nunca!

É incrível o quanto alguém pode se apegar tanto a uma história, a ponto de sentir aquela pontada quando se aproxima do final, desde que até então o novo livro era somente um sonho muito vago e surreal. Enquanto isso, no 6º livro da série era declarado o fim eminente que se aproxima e o que parece ser um vazio já se apresenta com os momentos decisivos. Como Suze vai lidar com as novas descobertas sobre sua condição de mediadora? Por quê interfere tanto na vida dela e interfere na sua relação em “potencial” com Jesse? E Jesse? Como pode o homem que ela mais deseja estar destinado a um destino de vagante sem rumo?

São tantos problemas e poucas resoluções, mas a interferência de Paul pode  proporcionar uma quantidade razoável de respostas, como ela pode ser mais do que só uma mediadora? Controlar sua nova habilidade parece terrivelmente atraente, mas um alerta inesperado – vindo de uma pessoa mais inesperada ainda – coloca em foco os pensamentos de Suzannah e na gravidade dos atos de Paul.

— O que é que está acontecendo, hermosa? — ele tirou mais um pouco do meu cabelo que tinha caído no meu rosto. Quando ele viu minha expressão, ele tirou sua mão de volta.

Jesse dessa vez não pode exatamente tentar manter Suzannah a salvo, quando quem mais corre risco é ele mesmo, os planos de Paul se resumem a dar um fim no cowboy e para isso pretende evitar a sua morte (??) a 150 anos atrás. No entanto, ele pode manter Suze longe de Paul e das garras pegajosas do garoto, afinal se ele não pode se proteger com tudo, manter ela a salvo é também uma possibilidade, o que leva Suzannah a tomar medidas quase suicidas em prol do seu amor e do cara mais incrível que ela já conheceu e não mereceu o fim que teve.

— Com você – Jesse disse.
— Comigo?
— É — ele disse e eu levei todo esse tempo pra entender o que ele estava fazendo. Lá estava eu, 150 anos atrás, para protegê -lo, e ele estava tentando proteger a mim.
Isso era uma coisa que o Jesse faria que eu quase comecei a chorar. De verdade! Mas só quase.

Quem leu pelo menos os três primeiros livros da série percebeu que a escrita da Meg em A Mediadora, possui a redundância de um diário, talvez resquícios da outra série dela, O Diário de Princesa, de todo começo fazer uma introdução dos acontecimentos até aquele momento – uma vibe estilo Percy Jackson -, o que torna esse contexto repetitivo e cansativo, ainda mais para quem sabe que os livros são pequenos e o que se tinha nunca foi suficiente, mas Jesse existe e tudo é passado.

Esse é o momento da série em que paramos para refletir e desfrutar de um casal que demorou para acontecer, uma personagem que quase relutou em amadurecer, mais quando ambas as coisas aconteceram foi libertador e de modo sincero. Jesse é a paixonite literária que todos deveriam ter na sua juventude, na sua vida, não importa quando, somente leiam para rir com a Suzannah – com o Mestre também, porque não? – e se derreter pelo cowboy mais quente de todos.


Jesse, jesse, jesse!!

uhool

[Resenha] Assombrado

assombradoLivro: A Mediadora - Assombrado
Autora: Meg Cabot
Ano: 2006
Editora: Galera Record
Páginas: 240
Sinopse: Suzannah passou o último verão no Pebble Beach Hotel and Golf Resort. Não, ela não estava hospedada com os ricaços. Em vez disso, tomava conta dos filhos deles. E foi assim que ela conheceu Paul Slater: Suzannah era a babá do irmãozinho dele, Jack, e Paul acabou se encantando por ela.
Mas é claro que quando um garoto bonitão se interessa por ela as coisas não podem simplesmente dar certo. Assim como Suzannah, os irmãos Slater são mediadores. 
A única diferença é que o pequeno Jack ainda não sabe lidar com isso, enquanto Paul sabe até demais, pois se revelou um garoto realmente cruel, deixando Suzannah apavorada.
Mas todo esse pesadelo acabou junto com as férias de verão. Ou, pelo menos, era o que Suzannah pensava.

Esse livro é o êxtase quanto a essa série!

Agora a vida de Suzannah já complicada fica uma bola de neve, quando a garota mal terminou de resolver alguma dificuldade anterior, surge uma nova e se soma a sua rotina já acumulada de assuntos inacabados, o principal deles vive em seu quarto e atende pelo nome de Jesse, agora ele se torna tudo em que ela pode pensar e que sabe que não deveria, mas o mistério a atrai e ela quer saber o porquê de ele ainda ser um vagante.

O relacionamento entre Suze e Jesse parece ter ido de morno, para uma temperatura negativa, uma nova descoberta promete balançar a vida não tão pacata de Suze e quem revela isso? Ele mesmo, a lata amassada que ninguém prioriza no mercado, Paul Slater, o garoto é bom de lábia, apesar dos apesares, algumas verdades ele sabe e diz. Por outro lado, para Suzannah os conhecimentos e avanços proporcionados pelo garoto vão de bem-vindos a temerários, a mente de Paul é estranha, ele sabe mais do que ela sequer poderia imaginar e uma nova possibilidade relacionada aos seus dons de mediação parecem estar prestes a mudar o jogo,

O que era simplesmente errado. Porque eu não estava apaixonada por Paul Slater. Certo, o cara por quem eu estava apaixonada…
a) estava morto, e
b) aparentemente não tinha um interesse real num relacionamento comigo. Mas isso não significava que eu achasse que podia me jogar em cima do primeiro gostosão que por acaso aparecesse. Quero dizer, uma garota tem de ter princípios … 

O que nesse momento leva Suze a uma crise emocional, não aquela por vezes comum pelo período juvenil, nem mesmo da fase “rebelde”, primeiro é a possibilidade estar em possível triângulo amoroso, com um cowboy fantasma gato e  outro cara, só que esse é potencialmente maníaco com um appeal e tanto. Em seguida vem o novo caso da mediadora que envolve além de manter a própria vida – lógico! – envolve afastar brigas e salvar um fantasma das mãos de um meliante (??)

– Pode não ser justo – observou David – mas é a ordem natural das coisas. Darwin provou que os mais fortes da espécie tendem a ter mais sucesso, e Paul Slater é um espécime físico soberbo. Cada pessoa do sexo feminino que entra em contato com ele, pelo que eu notei, tem uma propensão nítida a exibir o comportamento de ajeitar as penas.

Para fechar com chave de ouro, o livro reserva muitas surpresas e leva o leitor a uma montanha russa de sensações, querer estapear um personagem e abraçar no momento seguinte não é anormal, mas melhor que é isso, é o meio-irmão mais novo de Suze, David – que ela chama como Mestre – o garoto está mais do que acima da média e prova ter um perceptibilidade maior do que a garota imaginava, nem mesmo Jesse está aquém da sagacidade do pequeno gênio, que faz o que pode para apoiar a irmã e entender o que se passa na vida dela.


O coração já acelera lembrando do está por vir!

[Resenha] A hora mais sombria

hora mais sombriaLivro: A Mediadora - A hora mais sombria
Autora: Meg Cabot
Ano: 2005
Editora: Galera Record
Páginas: 272
Sinopse: Suzannah sofre com sua paixão por Jesse - o fantasma "muito gato e com abdômen de tanquinho", que "vive" assombrando seu quarto. Desta vez, Suzannah aproveita as férias de verão para incrementar seu guarda-roupa com o dinheiro ganho com um trabalho árduo e muitíssimo trabalhoso.
Enquanto passa seus dias como babá, sonhando com aquele novo par de Manolo Blanik ou aquele vestidinho Prada, ainda arruma tempo para orientar um menino de cinco anos que se revela um mediador. Para completar, precisa fugir das cantadas do irmão mais velho do moleque, que guarda um estranho segredo.
Mas esse é o menor de seus problemas: acordar no meio da noite com uma faca na garganta, empunhada pela ex-noiva (morta!) de seu namoradinho fantasma, não pode ser um bom sinal.
Ainda mais quando a fantasma exige que a construção de uma piscina nos fundos da casa de Suzannah seja interrompida imediatamente.

A vida de Jesse já era um mistério, agora ainda mais!

Quando Andy o padrasto de Suze durante uma escavação no quintal encontra uma caixa antiga, a curiosidade aguçada da mediadora entra em jogo, ainda mais quando ao abri-lá descobrir que o conteúdo é na verdade um maço de cartas, de Maria de Silva, para Hector, ninguém menos que o cowboy maravilha Jesse de Silva.

O Clã de Silva é famoso em Carmel, estudado a anos com diversas teorias sobre o casamento que deixou o casamento não concretizado de Maria de Silva e Hector, até onde se sabe, ele desapareceu e Maria ficou “desemparada”, cabendo agora a Suze descobrir a verdade por trás dessa história, desvendando o passado do seu amado Jesse, que continua se recusando a mencionar o assunto, até que a própria fantasma Maria de Silva surge para mudar o jogo e ameaça a vida de Suzannah, querendo se livrar de seu ex-noivo e das evidências a todo custo.

— Se você não fizer seu pai e seu irmão pararem de cavar aquele buraco — sibilou ela. Bem, padrasto e meio-irmão, eu quis corrigir, só que não pude por causa da mão na minha boca. — Vou fazer você lamentar ter nascido. Entendeu? 

Nesse livro Suze, volta com tudo e se prova uma verdadeira nova-iorquina com três simples fatos: 1) gostar de gastar e 2) ter uma queda inegável por moda e seus frutos super faturados 3) ser incapaz de ceder quanto ao que acredita. Então como uma adolescente com energia e disponibilidade, ela decide – na verdade é impelida – a trabalhar como babá no mesmo hotel em que seu meio irmão Jake trabalha.

Como se não bastasse o fato de estar abalada emocionalmente com o distanciamento do seu querido ‘amigo’ Jesse, Suzannah passa a se aprofundar no passado dele, enquanto tenta mudar a atitude do seu protegido, Jack Slater, entretanto a parte ruim do seu trabalho tem nome e se cham, Paul Slater.

Não falei nada. O que poderia dizer? O garoto havia acabado de descrever um exorcismo — pelo menos todos os que eu tinha visto. Não estava inventando. Tinha exorcizado Jesse. Tinha exorcizado Jesse. Jesse fora exorcizado.

Sendo o imã para confusão que é, o seu protegido alega poder ver fantasmas e para piorar o irmão mais velho do garoto, Paul Slater não mexe uma palha para ajudar o irmão… eu falei que o garoto é uma mala? Não? Pois bem, Paul decide tirar a máscara de bom samaritano e se revelar um mediador e confessar interesse em Suze, que só tem pensamentos românticos para um tal cowboy com instintos cavalheirescos, mesmo estando morto demonstra mais moral do que o até então o vivíssimo Paul.

 —  É disso que eu preciso especialmente de uma folga. De conversas.  
— Ótimo — respondeu Jesse. Em seguida estendeu as mãos e segurou meu rosto. — Não precisamos conversar.  
E foi então que ele me beijou. Na boca.  


 Sonhem com esse trecho final ^^