[Resenha] A terra das sombras

terra das sombrasLivro: A Mediadora - A terra das sombras 
Autora: Meg Cabot
Ano: 2004
Editora: Galera Record
Páginas: 288
Sinopse: Falar com um fantasma pode ser assustador. Ter a habilidade de se comunicar com todos eles então é de arrepiar qualquer um. A jovem Suzannah seria uma adolescente nova-iorquina comum, com seu indefectível casaco de couro, botas de combate e humor cáustico, se não fosse por um pequeno detalhe: ela conversa com mortos.
Suzannah é uma mediadora, em termos místicos, uma pessoa cuja missão é ajudar almas penadas a descansar em paz. Um dom nada bem-vindo e que a deixa em apuros com mãe e professores.
Como convencê-los da inocência nas travessuras provocadas por assombrações?

Vamos dar início a nossa semana da Mediadora!

Para quem já conhece a escrita da Meg Cabot, entende que sua narrativa é bem mais jovial, engraçada e fluída, assumindo um tom mais leve, desde O Diário da Princesa se tem em conta o teor mais descritivo e com referências que se relacionem aos personagens e o período em que estes estão vivendo, seja adolescência da temporada do colegial, ou de transição para a fase adulta, é na adolescência de seus 16 anos que conhecemos Suzannah Simon, ou Suze para os mais íntimos.

Suze está de mudança, deixando para trás a badalada Nova York e sua melhor amiga, para morar em Carmel, um lugar que para todos os efeitos é ótimo, isso não teria como discordar, que pessoa não iria gostar de um casarão incrível com uma vista e localização quase privilegiadas e um horizonte incrível?

Bem, as pessoas normais talvez se perdessem em pensamentos diante de todos esses bônus, porém morar em uma casa antiga não é o ponto de Suzannah, para todos os efeitos ela é uma garota comum, sem mais delongas, se não fossem suas fugidas noturnas e seu dom que a mantém além das perceptividades usuais das pessoas, afinal, ela é uma mediadora e uma de sangue-quente, como uma verdadeira nova-iorquina.

Eu ainda não estava em condições de dar um murro naquele cara – ainda não. Mas faltava pouco. Simplesmente, eu tinha viajado um quaquilão de quilômetros, num percurso que parecia ter tomado dias e dias, para viver com um bando de garotos bobocas (…)

Entretanto, a nova moradia de Suze além de agora abrigar sua mãe, seu novo padrasto, Andy Ackerman e seus novos meio-irmãos de idades próximas a dela, David, Brad e Jake, ou como ela carinhosamente apelidou: Mestre, Dunga e Soneca, não esquecendo é claro, do mascote dos Ackerman, o cão Max (esse nutre um afeto indescritível por Suze), tem aquele que mexe com os nervos de Suze é o fato de um inquilino anterior ainda se fazer presente, Jesse, o fantasma de cowboy mais controverso que ela poderia conhecer.

Jesse estava sorrindo para mim. Ele tinha um belo rosto. Uma cara boa. O tipo de rosto que em meu colégio antigo bastaria para ser eleito na hora o rei do baile. O tipo de rosto que Gina recortava das revistas para colar na parede do quarto.

Jesse é um fantasma, um fantasma de um homem lindo, moreno, com olhos arrebatadores, um sorriso cheio de insinuações e modos de um cavalheiro –  algo condizente com seu tempo em vida -, mas ele é consciente de sua situação, só não parece saber ao certo o porquê de continuar preso nessa condição de vagante do mundos vivos, sem ser visto por ninguém. E é Suzannah quem mexe com sua paz, quando impõe regras em uma casa que em verdade já era dele, isso bem antes de ela nascer e ainda por cima é  a única com quem ele pode conversar em toda sua existência fantasmagórica.

Enquanto Jesse parece assombrar sua nova vida e a si mesmo, Suzannah encontra seu primeiro desafio no colégio, a Academia da Missão, não aquele chamado “primeiro dia de aula” não, é o fato de ter uma fantasma disposta a dar um jeito na vida do seu namorado, a Heather. Só que o mais impressionante para Suzannah não é atitude da dita “alma penada” e sim um novo companheiro, tudo bem que ela parece estar satisfeita com Cee Cee, a aspirante a investigadora e jornalista da escola e Adam, o novo habilitado e alvo dos olhares da brilhante Cee Cee, só que acima disso, a presença do diretor da colégio é ainda mais impactante afinal Suze não está sozinha e agora descobre que o padre Dominic é também um Mediador.


 Só para constar até hoje ainda me inspiro na Liz Gillies e no Avan Jogia para Suze e Jesse, qual a inspiração de vocês?

inspiracao

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