[Resenha] O arcano nove

arcano noveLivro: A Mediadora - O Arcano Nove
Autora: Meg Cabot
Ano: 2005
Editora: Galera Record
Páginas: 272
Sinopse: Suzannah continua literalmente apaixonada por um sujeito de outro mundo. O fantasma do bonitão Jesse, que vive aparecendo em seu quarto, mexe com o coração da adolescente. Mas Tad Beaumont, o garoto mais descolado e rico da cidade, também entra no páreo. E com uma vantagem inegável: ele está vivo. 
O rapaz convida Suzannah para uma festa, onde ela pode ganhar seu primeiro beijo.
Enquanto lida com os ciúmes de Jesse e as investidas de Tad, Suzannah precisa resolver o assassinato de uma mulher que aparece aos gritos em seu quarto. Noite após noite a mesma coisa se repete. 
Com a imaginação fértil da idade, Suzannah logo cria várias hipóteses para o "assassinato", mas sua principal preocupação é descobrir quem é aquela mulher.

Voltei com mais Suzannah!

Como bem dito pelo título do segundo livro da série, o Arcano Nove, uma carta de tarot, nesse momento é inserido um pouco de misticismo no decorrer da trama, agora começa com mais intensidade uma polêmica e tanto, como se situar com a Suze? Já é de opinião pública que Suze conquista e enerva, até mesmo os dois ao mesmo tempo. Encarando os fatos, a autoconfiança dela é admirável, o que torna a narrativa mais leve e até mesmo engraçada, por outro lado, acreditar ser a última Coca em um dia quente, ou o Jimmy Choo mais querido da temporada (como ela mesma colocaria) não é exatamente o mais fácil de se engolir, contudo, para amenizar temos um Jesse que insiste em ser maravilhoso e mesclar o seu espanhol na fala, revelando um lado não tem bem controlado.

– Meu pai foi atrás de você?
– Nombre de Dios, Suzannah – disse Jesse irritado. – O que você esperava que ele fizesse? Que tipo de pai ele seria se não tentasse se livrar de mim?

Suze já está com o ego inflamado e uma paciência em processo de extinção, tudo por causa do maldito sumagre venenoso e o fantasma pomposo e muito gato que insiste em não só em se meter na sua vida – para garantir a auto preservação e segurança dela -, como também em seus pensamentos. Mas tudo isso é posto de lado quando uma fantasma lhe faz uma visita descortês em seu quarto no meia da noite gritando aos montes e exigindo que ela encontrasse um tal Red e lhe assegurasse de que não foi responsável pela sua morte (!?)

Pois bem, o que Suzannah tem de impulsiva, Jesse tem de racional e desconfiado, o que faz a aparição da tal fantasma não passar despercebida e ele se opõe a aventura descabida em que Suze está prestes a se meter, o que ainda é posto em prova somando a desconfiança do pai dela – Peter Simon – quanto a contatar o tal Red.

– Suzannah, isso que ele está segurando é uma arma.
– Você quer que eu…
– Não se preocupe, Jesse – falei me aproximando da beira do aquário, onde antes houvera uma parede de vidro, isto é, antes de eu tê-la quebrado. – Está tudo sob controle.
– Quem, diabos, é Jesse? – Eu percebi que Marcus estava ficando irritado. – Não existe nenhum Jesse aqui. Agora largue a luminária e vamos.

Contudo, com ou sem o apoio dele, Suze começa uma investigação que a leva a territórios obscuros, onde magnatas não só têm o poder, como podem exercer este da forma mais fria possível, é nesse momento que ela descobre que lidar com forças fantasmagóricas é bem diferente de lidar com uma força viva e talvez até mais prejudicial, mesmo que isso envolva um potencial namorado, que atende pelo nome de Tad.

É nesse meio tempo, que chega até o conhecimento do padre Dominic, da existência de Jesse em seu quarto, não posso descrever o quanto ele se sente ultrajado pela situação, não importando quão boas são as intenções do rapaz. Por outro lado, enquanto Jesse tenta se manter no nível do aceitável, se questiona o motivo de Suze não se incomodar tanto com sua presença ali, apesar de agora estar melhor por ter um companhia e um gato, Spike que parece nutrir verdadeiro afeto por ele (coisa que Suzannah não aprova, mas quem não iria querer um carinho desse cowboy?!)

Quando novamente a mediadora está por um fio, sua genialidade louca, combinada à intervenção de Jesse para tentar minorar os estragos na vida dela, desde que ela não escuta seus apelos, o jeito é arregaçar as mangas e entrar em combate, demonstra que os dois têm um laço e se importam um com outro mais do que gostariam, ou viriam a admitir.


Até logo! ^^

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