[Resenha] Play

268990503Livro: Play
Autora: Kylie Scott
Ano: 2015
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 320
Sinopse: Mal Ericson, o baterista da mundialmente famosa banda de rock Stage Dive, precisa melhorar sua imagem, e rápido. Ter uma boa garota ao seu lado parece ser o suficiente. Mal não planejara que este artifício temporário se tornasse permanente; no entanto, ele não esperava encontrar o amor de sua vida.
Anne Rollings jamais pensou que conheceria o rockstar que inundava as paredes de seu quarto na adolescência - especialmente não naquelas circunstâncias. Anne está com problemas financeiros, e dos grandes. Porém, ser paga para ser a namorada de mentira de um selvagem e festeiro baterista não poderia terminar bem, não importa se ele é muito gostoso. Será que um final feliz é possível nesse caso?

Lhes apresento Anne e Mal, a combinação perfeita para risos sem fim!

Kylie se destaca em Play com uma narrativa inteligente e divertida, colocando em cena toda a horda do Stage Dive, com agregados e suas crises, Anne não é representação da protagonista clichê que se afeta pelo seu “preferido”, mas sim uma mulher que se aprecia por saber o que quer e saber se valorizar, sexo é bom e ela gosta e quando ele bate a porta? Bem, é preciso checar o que vem junto, principalmente se for o perigo ambulante, de quebra loiro e tatuado com uma boca destruidora, afinal Malcolm Ericson é bem mais do que a paixonite da Anne adolescente, é também a promessa catalisadora do desejo da Anne adulta e o baterista da mundialmente famosa, Stage Dive.

No ápice de um momento desestabilizador Anne acaba frente a frente com o Stage Dive, mas é Malcolm Ericson que mexe com seus nervos –  literalmente! – Anne possui noção do que a cerca e é orgulhosa, mas não deixa isso tomar conta do seu bom senso no momento de aceitar entrar em um relacionamento de fachada com Mal, o baterista louco e descontrolado que promete uma estadia de pura loucura na sua vida pacata.

— Suas bochechas ficaram totalmente coradas. Você está tendo pensamentos indecentes sobre mim, Anne?
— Não.
— Mentirosa — Ele zombou com uma voz suave. — Você está totalmente pensando em mim sem calças.
Eu estava totalmente.
— Isso é simplesmente grosseiro, cara. Uma invasão maciça da minha privacidade — Ele se inclinou mais perto, sua respiração aquecendo meu ouvido. — Tudo o que você está imaginando, é maior.

Mal Ericson é tudo o que se pode unir de comédia em uma pessoa, com um ego de dar inveja, ele não fica jogando charme ao vento, ou usa isso para suprimir quem o cerca, não, ele usa a seu favor, para quê esperar elogios, quando pode elogiar a si mesmo? Muita gente poderia aprender com ele, se blindar contra as interferências externas. Malcolm é enlouquecedor com seu raciocínio… único e seu dom de converter situações em piadas.

— Enfiar seu pau? — Perguntei, minhas sobrancelhas provavelmente se tocando. — Você realmente disse isso?
— Fazer amor. Eu quis dizer fazer amor… É claro. Eu nunca iria apenas enfiar meu pau em você. Gostaria de fazer um louco, apaixonado amor com esse seu doce, corpo doce por dias, não, semanas. Seria bonito, abóbora. Haveria anjinhos, e passarinhos, e você sabe… Todos apenas pendurados ao redor, observando. Pervertidos.

Se Lick não ganhou a atenção, os rios de risadas que Mal e Anne proporcionam em Play vai te cativar sem igual. A obra continua maravilhosa com a narrativa fluída e bem humorada  da Kylie e a edição da Universo dos Livros, mantendo as capas originais e as lombadas cheias de significados – já fica essa dica! – no entanto uma mudança fez toda diferença na edição nacional, na versão original o apelido que o Mal dá a Anne é abobora e a graça do apelido incomum foi completamente alterada para moranguinho, ainda me recupero desse choque, mas sendo desse baterista não existe maneiras de levar qualquer um dos dois a sério,

As interações de Mal e Anne são impressionantes de tão surreais, ele tem energia e ela sentia falta de um agito na sua vida, então mergulhar nesse redemoinho que é Malcolm é mais do que um prazer, é puro êxtase. E êxtase no sentido literal da palavra, desde que o homem não é só enlouquecedor com as palavras, mas no sexo também.

E para melhorar a Kylie ainda disponibilizou uma playlist para cada livro, vai ser repeat sem fim:


Reação ao ler Play:

bateria

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