[Resenha] A Caminho do Altar

capaLivro: A Caminho do Altar
Autora: Julia Quinn
Ano: 2016
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. 
Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece.
O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. 
Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la.

Em retorno a nossa interrompida #8WeeksofBridgertons e para enaltecer a maravilhosa Julia Queen (trocadilho proposital) ^^

Como uma escritora consagrada no coração dos leitores e uma romântica incurável, Julia Quinn não deixa de surpreender, com uma narrativa radiante e cheia de altos e baixos. Não menos importante e ainda mais evidente, o carinho com que a Arqueiro trata cada um de seus lançamentos, conquistando nós fãs, pelo conteúdo e por trabalho editorial detalhista e envolvente, em A Caminho do Altar é definitivo, a combinação de romance e detalhes é tão homogênea inserindo aventura, tensão e a promessa de um grande amor, com uma cálida sensualidade.

O sétimo dos singulares irmãos Bridgertons e, portanto, o último homem, Gregory é um romântico, o fato de todos os seus irmãos – incluindo sua irmã mais nova Hyacinth – tenham um matrimônio com uma sólida base de amor, Gregory mal pode aguardar o seu grande momento, ele tem consciência de que sua metade está por aí, mas como encontrá-la?

Com 26 anos, a pressão que essa demora faz sobre o rapaz é desalentadora, superando até mesmo o constante sermão de seu irmão mais velho, o visconde Anthony, que insiste na – segundo o próprio Gregory – ladainha de que o irmão mais novo deveria ter alguma visão para o futuro, mal sabendo ele que a maior ambição do mais novo é o casamento, mas por amor, para chegar ao ápice de sua existência, o que ele acredita estar próximo de alcançar ao conhecer a encantadora Srta. Hermione Watson e consequentemente a sagaz Srta. Lucy Abernathy.

Era estranho, assustador e, acima de tudo, desconfortável, porque ela não era a Srta. Hermione Watson.
Aquela era Lady Lucinda Abernathy, não a mulher com quem ele pretendia passar o resto de sua vida

Lucinda Abernathy é a filha do falecido conde de Fennsworth, sendo agora irmã do herdeiro do título, a pacata e analítica Lucy se mantém cômoda quanto ao seu futuro, ao contrário de sua amiga Hermione, um casamento proveitoso para ela é o suficiente, afinal amor não sustenta uma família e para a sempre ajuizada, o amor não está nas cartas. O fato de se ver como uma garota mediana e comum a faz se manter sempre em segundo em plano, com a amizade de anos com a ofuscante Hermione.

Lucy assiste um homem atrás do outro cair aos pés da beleza inigualável da amiga, mesmo que esta já parece ter entregue seu coração a um candidato um tanto improvável, sendo o enlace entre dois ainda para mais improvável, então envolvida na ideia de fazer a amiga mudar de ideia e convencida pelo charmoso Gregory Bridgerton, Lucinda embarca na missão de unir os dois, o que ela não esperava é que o vazio de seu futuro a amedrontasse e ao contrário do que sempre acreditou, o amor se mostra atraente e tivesse nome e face tão suntuosos.

Lucy flutuara. E sentira frêmitos. Experimentara todas as sensações que Hermione dissera ter experimentado com o Sr. Edmonds – e com Richard também.
Tudo isso com uma pessoa.
Ela estava apaixonada por ele. Estava apaixonada por Gregory Bridgerton. Não poderia ser mais claro… ou mais cruel.

Como o próprio título sugere, A Caminho do Altar retrata os momentos essenciais para a união de um casal, até a chegada definitiva ao altar, Lucy e Gregory percorrem um perigoso caminho, ultrapassando inúmero obstáculos, três deles quase intransponíveis, o tio e tutor de Lucy, Robert, o provável futuro sogro de Lucy, o conde Davenport – incrivelmente não o visconde de Haselby, mas o próprio conde – e por último, o casamento iminente da Srta. Abernathy – porém não com o querido Bridgerton.

Lucy assentiu. A faca dele pressionava suas costelas cada vez mais forte, a lâmina roçando o tecido duro de seu corpete.
Ele a levou pelo corredor e desceu as escadas. Gregory estava ali, Lucy dizia a si mesma. Estava ali e iria encontrá-la.

Com uma série de tirar o fôlego e uma síntese de descobertas improváveis, Julia mais uma vez renova o amor incondicional por suas criações, os Bridgertons são mais que uma família e isso fica claro, afinal um Bridgerton é petulante, mas juntos são uma força da natureza. Como uma força da natureza, a irresistibilidade dos Bridgertons é um fator inegável, afinal essa acalentadora tempestade é tão suave quanto uma brisa de verão e uma chuva de primavera.


A fanart  com todos os irmãos e seus CÔNJUGES

fanart os bridgertons

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