[Resenha] Ovelha: Memórias de um pastor Gay

ovelha__1437509603516142sk1437509603bLivro: Ovelha: Memórias de um pastor gay

Autor: Gustavo Magnani

Ano: 2015

Páginas: 2

Editora: Geração

Sinopse: Este livro, estreia impressionante de um jovem e talentoso escritor, é o 
relato pecaminoso de um decadente. A história de um homem religioso e carismático,
temente a Deus, mas amante insaciável de sua própria carne exótica, a carne de 
outros homens. Um pastor gay, casado com uma ex-prostituta, filho de uma fanática 
religiosa. Neurótico e depravado. E agora condenado.Internado no hospital,
debilitado e com um segredo de uma tonelada nas costas, este personagem 
atormentado decide libertar-se de seus demônios e relatar seu drama.Num relato cru
e sem censura, ele literalmente vomita seus trinta anos de calvário e charlatanice
 na cara da congregação (e de qualquer um que se interesse por um bom inferno). 
Sexo, paranoia, corrupção e destruição são os ingredientes tóxicos dessa obra 
provocante, polêmica e inovadora.

Antes que vocês me matem, vamos as desculpas: Nos últimos dias minha vida está virada de ponta cabeça. Em 2017 vamos inaugurar o nosso canal (SIM! DESSA VEZ SAI!), e eu estou gravando vários videos para já ter um “estoque” enquanto estou de férias da faculdade, já que o próximo semestre promete ser decisivo na minha vida acadêmica. Fora as obrigações insuportáveis da vida adulta que consomem muito do meu dia! Mas juro que tudo isso vai valer a pena, em 2017 nós teremos muito mais conteúdo, estaremos cada dia mais próximos e muitas novidades que eu espero de coração que vocês gostem! 

Enquanto isso vamos falar sobre essa releitura maravilhosa que fiz essa semana:

“Ovelha: Memorias de um pastor gay”, nos conta a história de um homem 30 anos, líder de uma igreja evangélica, casado com uma ex prostituta, pai de dois filhos, e o mais importante: gay.

Eliseu levou uma vida dupla por toda a vida. De dia o gay, satiríaco, que transa com qualquer um que tenha um pênis. De noite, o líder respeitado e idolatrado de uma comunidade cristã. Aos 30 anos ele descobre que possui o vírus da AIDS, e enquanto todos acreditam, que isso veio da sua esposa, ele sabe a verdade. Ele adquiriu nas ruas, festas gays, banheiros públicos, e todos os lugares onde ele se entregava aos homens.

Agora, a beira da morte, ele resolve escrever suas memoria em um diário, pensando que dessa forma ele pode ao menos se desculpar com todas as pessoas a quem decepcionou, e se libertar de verdade ao menos no seu leito de morte. O livro retrata a realidade muitos homossexuais que vivem de forma deliberada, e reclusa graças a família, religião, sociedade e outros fatores que os oprimem diariamente.

Esse é o livro de estreia do Gustavo Magnani, de 20 anos. E podem acreditar, esse livro é muito bom! Corajosamente, o autor tratou de um assunto polêmico e verídico. Muitos pastores evangélicos levam vidas como a do personagem Eliseu. Mas não apenas pastores. Padeiros, médicos, advogados, pais de família…

“Eu nasci veado. Amém”. Particularmente posso dizer que essa frase foi uma das mais marcantes do livro.

O livro possui uma narrativa interessante: ele é narrado sobe a perspectiva de uma conversa entre o pastor e Deus. Como se o diário fosse o método mais rápido de se conversar com o todo poderoso. Intercalando linguagem chula e vulgar, com termos e expressões evangélicas, o livro tem o único intuito de gerar polemica. Mas não interprete isso de uma forma errada. Eu gostei muito da forma como essa polemica foi construída durante o livro. E isso faz com que as pessoas abram os olhos! Milhares de homens e mulheres, escondem sua verdadeira identidade para agradar a um determinado público, ou seguir um dito padrão social, enquanto deixa sua felicidade resumida a breves momentos de prazer impensados. Esse um dos maiores problemas da comunidade gay, os ditos “enrustidos” que durante a noite soltam a franga na boate gay, dá para meio mundo, e durante o dia faz comentários homofóbicos no facebook (isso foi uma indireta).

Quanto a edição, esse se não me engano é o primeiro livro da Geração que leio sem ser “O Pequeno Príncipe” e gostei bastante. Letras em um ótimo tamanho, páginas amarelinhas <3, só reclamo com relação a capa. Afinal fui trolado. Eu realmente esperava uma textura, similar a couro ou algo que justificasse a estampa da capa.

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Esse é um livro que todas as pessoas devem ler, independente da sua religião ou opção sexual. E se você ainda não saiu de nárnia meu amigo, LEIA. Você não vai se arrepender.

 

Um cheiro e até a próxima.

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