[Textos] Longe dos Holofotes

Hey! Como vocês estão?

2016 foi um ano muito louco mais ainda assim um ano muito especial. Foi um ano de dar e receber muito amor, carinho, boas energias, e muito incentivo vindo de vocês. E eu preciso retribuir isso de alguma forma, ou ficaria completamente maluco.

A mais ou menos um mês, eu anunciei que estava escrevendo um livro novo, e diferente de “Começo & Fim” eu não publicaria ele no Wattpad. “Longe dos Holofotes” vai sair das minhas mão diretamente para de vocês de outra forma que ainda não podemos comentar, pois por enquanto são apenas planos. Mas nada mais justo do que compartilhar um pouquinho da história do Sérgio Raul com vocês. Uma coisa que posso dizer é que tenho me divertido muito com esse cantor egocêntrico e apaixonado pela própria aparência.

Então vamos lá:

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Sinopse: Sérgio Raul é um cantor de sucesso. Adorado por legiões de fãs histéricas
que fariam das mais diversas loucuras por ele, jornalistas e paparazzi que seguem
seus passos todos os dias, e por sua namorada, a Diva POP Christina C. 
Com seu carisma e um belo sorriso torto, o cantor adolescente de baladas 
românticas, conquista todos por onde passa, mas ainda assim, o jovem sente que 
falta algo na sua vida. Durante o último show da sua turnê mundial, Sérgio conhece
Nicolas, um garoto do interior que está lutando pelo seu lugar nos holofotes, 
mesmo que para isso ele precise começar por baixo. Como assistente de produção, 
por exemplo. 
Juntos eles irão aprender muito sobre si mesmos, sobre os caminhos que precisam 
tomar, e que o amor não escolhe a hora para aparecer.

 

Sérgio ficou muito famoso fazendo videos no Youtube com covers de grandes artistas. Ele saiu pela sua primeira turnê pelo Brasil e está as vésperas de gravar seu primeiro álbum. Mas ele sente que ainda falta algo na sua vida. Sérgio tem um ego enorme, as coisas mais importantes do seu dia são: ir para academia e fazer algum novo tratamento de beleza.

Nicolas sempre lutou muito para ter o seu lugar. Seu sonho sempre foi ser musico, e para isso ele saiu do interior do Rio para estudar em São Paulo. Quando surgiu a oportunidade de trabalhar em uma turnê ele pensava que fosse ser sua grande chance. Ele só não pensou que para isso ele fosse precisar do Sérgio.

Com certeza eu nunca me divertir tanto escrevendo um livro como esse, e para vocês entenderem um pouco, e como meu presente de Natal, vocês vão poder ler um trecho do livro e espero que vocês gostem dele tanto quanto eu. Aproveitem, “Longe dos Holofotes”:

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“SENHORAS E SENHORES! COM VOCÊS, SÉRGIOOOOOO RAUL!!”

Por mais que eu subisse no palco 5 dias por semana, as vezes mais de uma vez no dia, eu nunca iria me acostumar com isso. A correria atrás da coxia, os gritos das fãs que lotavam o teatro, uma comichão no meu peito… mas faltava algo. Eu não sabia o que era, mas sabia que faltava algo.

Subo no palco e os gritos aumentam de forma que mal consigo ouvir a minha própria voz. Corro de um lado para o outro, cantando com meu amor e com minha dor, as horas passam e eu nem as sinto, devido a energia que corre meu corpo. A 5 meses atrás quando eu comecei a postar meus covers na internet, eu não podia imaginar que um dia estaria em um palco como esse, cantando para pessoas que mesmo sem as conhecer pessoalmente, gritavam meu nome, vestiam camisas com o meu rosto estampado e sabiam todo o meu repertorio.

O pequeno Sérgio, que odiava ir para aulas de violão com certeza teria se esforçado mais se soubesse onde estaria agora. A música termina, e começa o meeting & greeting no camarim. Com certeza esse é o meu momento favorito: O abraço e o carinho das pessoas, as fotos, os presentes, o choro… Mesmo assim a sensação de que algo estava faltando incomodava meu peito. Mas o que poderia ser?

 

-Finalmente acabamos a turnê nacional, meu querido!! – Comemorava a Lúcia, minha empresaria. Apesar de termos quase a mesma idade, ela 27 e eu 23, a Lúcia foi a pessoa que me tirou do interior de São Paulo, logo depois dos meu  vídeos começarem a fazer sucesso. Ela era como uma mãe para mim. Um mãe super descolada, cheia de tatuagens, corte de cabelo descolado e extremamente linda. – Agora vamos te dar uma semana de descanso, e logo em seguida vamos começar a gravação do seu álbum.

-Sério Lu? Uma semana inteira de descanso?! Nossa, que fantástico! – Ela logo percebe que minha voz está carregada de ironia e começa a rir. Para quem está a 4 meses seguidos fazendo show praticamente todos os dias, uma semana de descanso pode fazer muita diferença. Isso se essa pessoa não fosse eu, que fico entediado logo após a segunda hora preso em casa. – Mas falando sério agora, você sabe que eu não vou conseguir ficar em casa essa semana inteira não é mesmo?

-Tanto sei, que foi exatamente por isso que acertei com a Christina para que a folga dela fosse na mesma semana que a sua. E nem faça essa cara, ela te ama Sérgio, e você pode não gostar dela como ela gosta de você, mas com certeza gosta de dormir com ela, e não precisa mentir para  mim. – Ela tinha razão, ela sempre tem razão. Quando comecei a namorar com a Christina, para mim não foi nada mais do que um jogo de publicidade: O cantor jovem e bonito, com a Diva pop e maravilhosa; sem duvidas as fãs iriam ficar loucas com esse “Shipp”. Mas ao que parece, a Christina sempre teve algum sentimento por mim. Já eu nunca senti por ela nada além de tesão, pois eu seria um idiota se dissesse que ela não é gostosa.

Com o tempo ficou mais difícil nos encontrarmos pessoalmente e mais fácil conviver com aquele namoro. Talvez essa semana em casa servisse para algo: Ou terminaríamos o relacionamento, ou talvez eu possa começar a gostar dela. Enquanto a Lúcia falava alguma coisa sobre a nossa viagem de volta para São Paulo, aproveitei para tirar as roupas extremamente justas do show e tomar um banho.

-Será que você pode deixar para tirar a cueca no banheiro Sérgio? Não é por que eu sou lésbica que, não tem nenhum problema você ficar andando nú na minha frente. Ainda sou mulher e mereço respeito. – Permaneço de cueca enquanto ela olha séria para minha cara. – E mais uma coisa, o Henrique te ligou durante o show, ele estava com uma voz diferente… Parecia até feliz. Talvez você devesse ligar para ele, nunca se sabe quando vamos ouvir aquele menino rir novamente não é mesmo?

-O Henri feliz? Oi? Com certeza eu vou ligar para ele. Porque, ou ele ficou mais rico, ou ele descobriu que tem alguma doença terminal. E não me olha desse jeito, tô só falando a verdade. Você sabe que tudo que o Henri mais quer é morrer. – Ela acena com a cabeça concordando. O Henri é dono de uma das maiores agencias de modelos do país, e ficamos muito amigos durante a passagem da turnê por Salvador. Mesmo ele sendo uma pessoa extremamente depressiva, ele se mostrou ser um cara muito legal. Na verdade, foi uma das poucas pessoas com quem eu pude ser eu mesmo, sem me preocupar se havia algum interesse envolvido na amizade dele. – Lú, pede para algum assistente trazer meu pijama e um misto quente? Eu vou tomar um banho, ligar para o Henri e podemos ir para o ônibus.

Ela saiu do camarim, já gritando as ordens pelo rádio. Eu entrei no banho, aproveitando cada gota daquela deliciosa agua quente me fazendo relaxar. Enquanto me secava aproveitei para admirar meu corpo no espelho gigante do banheiro. Não me entenda mal, eu gosto muito de me admirar. Eu sempre fui um adolescente gordinho, feio e com a cara cheia de espinhas, foi só quando completei 17 anos e graças a um surto dentro de casa que comecei a academia, fiz tratamento para pele, e consegui um corpo que me agradasse o suficiente. Hoje, aos 23 anos, não tinha nada que eu amasse mais do que meu abdômen definido, e a minha pele perfeitamente lisa.

Enquanto escovava os dentes, foi que percebi que tinha alguém no camarim. Ele cantava baixinho, uma música que eu não conhecia, e caramba, ele cantava muito bem! Sai do banheiro enrolado na toalha e fique encostado na parede ouvindo ele cantar. Eu nunca tinha visto esse cara antes, mas como eu nunca reparava em nenhum assistente de produção, não era nenhuma surpresa.

O garoto parecia ter mais ou menos a minha idade, e ser um pouco mais alto do que eu. Ele estava arrumando minhas coisas em uma mala, e não notou quando eu passei por ele, de tão absorto que estava na musica. Ele tinha cabelos castanhos cacheados, quase loiros, e sua voz era quase doce de mais para um garoto.

-Ei! Eu não sabia que tínhamos duas estrelas nessa turnê. – Falei com um certo sarcasmo na minha voz. Ele se assustou, e acabou caindo sentado no sofá. – Calma não precisa ficar assustado, eu só estava brincando. Qual seu nome garoto?

Sua expressão demonstra uma curiosa mistura da medo e excitação. – Meu nome? Desculpa senhor, eu não entendi direito.

-Mas o que é que tem para entender? Eu só quero saber seu nome uai. – Tiro a toalha e começo a me vestir. Eu nunca tive problema de ficar nu na frente das pessoas. Pelo menos não depois de ter emagrecido. Mas ao que parece o jovem, ficou envergonhado, por isso trato de vestir a bermuda primeiro. – Então rapaz?

-Nico… Ni… Nicolas! Meu nome é Nicolas senhor. – é ele ficou envergonhado. – Desculpa se eu estava cantando, é que eu pensei que o senhor ainda estivesse no banho, e a dona Lúcia me mandou deixar seu pijama e seu lanche aqui. Sinto muito te incomodar.

Algo naquele garoto me chamava atenção. Não sei dizer se era seu jeito, sua voz, ou seu olhar que por mais que ele tentasse esconder, não parava de subir e descer pelo meu corpo, vasculhando cada musculo, e por mais que suas bochechas estivessem vermelhas, seus olhos ardiam como chamas. Mas quem consegue resistir ao meu charme não é mesmo? Eu sei que sou incrível.

Um Cheiro e Feliz Natal!

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2 comentários em “[Textos] Longe dos Holofotes

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