[Resenha] A Sétima Cela

a_setima_cela_1475711326617768sk1475711326bLivro: A Sétima Cela

Autor: Kerry Drewery

Ano: 2016

Editora: Astral Cultural

Páginas: 3116

Sinopse: Martha Heneydew é a primeira adolescente a ser
presa e condenada no novo sistema de justiça da 
Inglaterra. A polícia a encontrou ao lado do corpo de 
Jackson Paige, filantropo, milionário e uma das celebridades mais queridas do país.
Nesse novo sistema de justiça, o condenado tem sete dias cada dia em uma cela 
diferente para ter seu destino determinado pelos votos dos telespectadores. Se 
a audiência do programa de TV Morte é Justiça decidir pela inocência do preso, 
ele será solto. Caso contrário, será morto na cadeira elétrica. Porém, algumas 
peças não se encaixam na história que Martha conta para a justiça. Ela se declara 
culpada, mas há algo por trás da cena do crime que os telespectadores ainda não 
sabem. Com a ajuda da consultora psicológica, Eve Stanton, de um juiz do antigo 
sistema jurídico, Cícero, e do seu grande amor, os sete dias que precedem sua 
execução serão de muita intensidade, sofrimento, descobertas inesperadas e 
reviravoltas de perder o fôlego. Quem é, de verdade, Jackson Paige? Martha 
Heneydew é realmente culpada? Será que esse sistema jurídico é justo? Nesta 
distopia eletrizante, todas essas questões nos fazem refletir sobre o poder do 
dinheiro que, muitas vezes, prevalece sobre a justiça. E Martha, uma adolescente 
forte e destemida, mostra sua crença em uma sociedade verdadeiramente justa, na 
força da amizade e do amor. Mesmo que isso possa significar sua própria vida.

 

Estarrecida. Consternada. Reflexiva… E ansiosa pelo próximo.

São 02:27a.m., e agradeço não estar em uma das celas, mas ter finalizado esta minha visita à Martha Honeydew. Agradeço ter participado e conhecido um pouco da sua vida e momentos. Questiono-me até que ponto “distopia”.

 

[No Google, lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação; antiutopia.]

 

“O código de leis ficou louco.” p.89

 

Nossa realidade atual nos mostra diariamente as diferenças… Quem tem o poder de manipular a realidade exposta; quem parece sempre imune ao pagamento/conseqüências pelos seus atos; quem não tem recursos para alcançar meios necessários – à margem (nosso “arranha-céu”). Como seria esse sistema das sete celas no nosso dia-a-dia? Sem averiguações ou provas, mas tomadas de programa direcionado/mediado por apresentadores e votos por telefone, internet…  pagos:  $ + taxas?

Um Big Brother sem o convívio e com o dedo em um botão.

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Vocês não se questionam quanto aos motivos?

 

E as provas apresentadas na nossa realidade tem servido para algo? Gravações, depoimentos… Jamais esquecerei programa exibido tarde da noite, falando do nosso sistema prisional, a senhora presa a uns 7-8 anos por…roubar…um picolé que o filho pediu e ela não tinha condições de comprar. É errado, mas… Há quem roube milhões da saúde, da educação, cofres públicos… livres. (Assassinatos?)

 

“Olho por olho por olho por…”

 

Como seria organizado isso? Mais ainda, as ditas “provas” chegariam ao público? Tal público seria capaz de votar? Ser capaz não no sentido de “ter discernimento”, mas de ter “poder aquisitivo” para?…

 

“Kristina, você está me interrompendo para impedir que a informação  chegue à sua platéia e aos seus telespectadores? (…)” p.236

 

Pessoas com direito sobre a vida ou morte de alguém declarado culpado – por vezes sem o ser? Quem sabe? Quem votou? Quem conhece a verdade e é impedido de falar? Quem sabe que a câmera funcionava ou quem disse que a mesma estava quebrada?…

 

Manipulação.

 

Olhar o alheio sempre foi passatempo para alguns. Ficar na janela antigamente; câmeras, redes sociais, atualmente.

George Orwell nos apresentou a concepção do Big Brother sendo o Estado, que vigiaria todos os nossos passos… Mas sozinhos em celas sem contato humano ou quaisquer outros estímulos, animais encarcerados, com papel assinado abdicando da humanidade?

 

Observar…

 

Veio-me agora a mente meu querido Patrick Jane – seriado The Mentalist:

→ Ilusão de controle ←

 

E, em seguida, o Coliseu:

→ Prazer em ver a morte alheia ←

 

“Eu paguei uma boa grana para assistir a uma execução.” p.302

 

Justiça? Ou assistir a uma execução?

Evolução do sistema prisional? Ou loop constante do prazer com a fatalidade alheia?

 

“Mas ela confessou!”

 

E quem confessaria sabendo que o destino certo é a cadeira elétrica – e televisionada?… (Ninguém se declara culpado.)  Qual o papel que a Martha estaria assumindo para dar gratuitamente a vida dela para os telespectadores que dizem amar a um famoso que desconhecem enquanto ser humano, amando na realidade a uma imagem passada? Seria Martha Culpada ou inocente?

 

Você já votou?

 

As estatísticas atuais são ….. a favor  e ….. contra.

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Resenha enviada pela nossa Colaboradora Convidada: Carolina Silva (@carolinasilva_prof)

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