[Resenha] Em Algum Lugar nas Estrelas

em_algum_lugar_nas_estrelas_1461958916246843sk1461958916bLivro: Em Algum Lugar nas Estrelas

Autora: Clare Vanderpool

Ano: 2016

Editora: Darkside Books

Páginas: 288

Sinopse: A Segunda Guerra Mundial estava no fim, mas 
ele não tinha motivos para comemorar. Sua mãe morreu 
e seu pai... bem, seu pai nunca demonstrou se preocupar
muito com o filho. Jack é então levado para um 
internato no Maine (o mesmo estado onde vivem Stephen King e boa parte de seus 
personagens).
O colégio militar, o oceano que ele nunca tinha visto, a indiferença dos outros 
alunos: tudo aquilo faz Jack se sentir pequeno. Até ele conhecer o enigmático 
Early Auden.

Early, um nome que poderia ser traduzido como precoce, é uma descrição muito 
adequada para um prodígio como ele, que decifra casas decimais do número Pi como 
se lesse uma odisseia. Mas, por trás de sua genialidade, há uma enorme 
dificuldade de se relacionar com o mundo e de lidar com seus sentimentos e com 
as pessoas ao seu redor.

Obsessivo, Early Auden tem regras específicas sobre que músicas deve ouvir em 
cada dia da semana: Louis Armstrong às segundas; Sinatra às quartas; 
Glenn Miller às sextas; Mozart aos domingos e Billie Holiday sempre que estiver 
chovendo. Seu comportamento é um dos muitos indícios da síndrome de Asperger, 
uma forma branda de autismo que só seria descoberta muito tempo depois da 
Segunda Guerra, e que inspirou personagens já clássicos como o Sr. Spock 
(Star Trek), o Dr. House e Sheldon Cooper (The Big Bang Theory).

Quando chegam as festas de fim de ano, a escola fica vazia. Todos os alunos 
voltam para casa, para celebrar com suas famílias. Todos, menos Jack e Early. 
Os dois aproveitam a solidão involuntária e partem em uma jornada ao encontro 
do lendário Urso Apalache. Nessa grande aventura, vão encontrar piratas, 
seres fantásticos e até, quem sabe, uma maneira de trazer os mortos de volta 
ainda que talvez do que Jack mais precise seja aprender a deixá-los em paz.

 

Nem todas as mudanças são boas, quando somos muito jovens. Jack descobriu isso logo depois de se mudar para um internato militar após a morte de sua mãe. Seu pai, um general do exercito americano, acabou de ser convocado par servir durante a Segunda Guerra Mundial. Por mais que ele esteja em Morton Hills para atender as expectativas e agradar seu pai quando ele retornar da Guerra, Jack faz de tudo para se encaixar naquele lugar ao qual claramente não faz parte. O sofrimento, o medo e a insegurança tomam conta do seu peito, até que ele conhece Early Auden.

Todos temos manias, mas não como as Early. Ele sofre da síndrome de Asperger, uma doença que só viria a ser descoberta anos depois da segunda guerra. Early tem um segredo, daqueles que você não sebe se é melhor você saber ou se manter no escuro quanto a isso. Apesar de ser incrivelmente inteligente, as pessoas se mantem afastadas do Early pela seu jeito de ser. Durante as festas de final de ano, enquanto todos voltam para suas casas, os dois garotos ficam em Morton Hills e resolvem sair em busca do lendário Urso Apalache , e em uma jornada para conhecerem melhor a si mesmos e sobre suas vidas.

 

Nossas vidas são todas entrelaçadas. É só uma questão de ligar os pontos

 

A narrativa do livro é dividida entre a visão em primeira pessoa de Jack, e a história do número Pi contada por Early, transformando a leitura instigante e cativante do começo ao fim. Apesar de Jack ser o protagonista, é praticamente impossível não se apaixonar por Early Auden um garoto inteligente e de uma sensibilidade unica, que por mais que atestem ele não acredita na morte do seu irmão que foi convocado para servir no exercito, e nutre a esperança de que, assim como Pi é um numero infinito, seu irmão também. E que ao invés de morto, na verdade seu irmão está perdido… em algum lugar…

 

Ligar os pontos. Minha mãe dizia que olhar as estrelas tinha a ver com isso. “Lá em cima é como aqui embaixo, Jackie. Você precisa procurar as coisas que nos conectam. Encontrar os jeitos com que nossos caminhos se cruzam, nossas vidas se interceptam e nossos corações se encontram.”

 

Não é nenhuma novidade que quando se trata da parte editorial, a Darkside Books, consegue se superar a cada nova publicação, demonstrando um carinho especial, e um habilidade única, para oferecer ao leitor um produto de qualidade a preço justo (e com promoções incríveis).

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Ele precisava que o números continuassem, que a história continuasse, e precisava de Pi vivo. Porque na sua cabeça estranha, revirada e fascinante, se Pi estivesse morto, Fisher também estaria. Eu sabia que não fazia sentido algum. Sabia que era loucura, mas como discutir com Early? Queria ter também alguma história maluca para me fazer pensar que minha mãe ainda estava viva e que um dia ela voltaria. Mas meu cérebro não funcionava desse jeito.

 

Um leitura emocionante e única, com personagens e sentimentos igualmente únicos, para você começar o ano com um amor sincero e um sentimento verdadeiro. Se você ja leu esse livro, conta para gente nos comentários como foi a experiência, e não esquece de dizer o que achou da nossa resenha!

 

Um Cheiro, e até a próxima!

 

 

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6 comentários em “[Resenha] Em Algum Lugar nas Estrelas

  1. Lá vem eu de novo… Comprei na Bienal! Esse e O menino que desenhava monstros, mas não li nenhum dos dois. Até dei o do menino. Eu sabia que meu colaborador iria amar o livro!
    Bjs!
    P.S.: Fotos lindas, Alê!

    Curtido por 1 pessoa

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