[FILMES] O Diário de Anne Frank

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Direção: Hans Steinbichler
Ano de Lançamento: 2016
Elenco: Lea van Acken, Martina Gedeck, Ulrich Noethen, Stella Kunkat
Gênero: Drama
Duração: 2h09m
Sinopse: Anne Frank ganha um diário como presente de seu aniversário de 13 anos. Quando os nazistas ocupam a Holanda, ela se esconde com sua família e outros judeus em Amsterdã. Durante esse tempo ela escreve todos os pensamentos sobre a situação em que ela se encontra no seu diário. Mais tarde, os judeus são traídos e levados para campos de concentração.

Hoje eu trago um filme – e uma leitura – obrigatória para todas as idades, afinal, alguns passados tem que ser relembrados diariamente para que eles nunca mais venham a acontecer novamente, e, sem dúvidas, O Diário de Anne Frank é uma das obras mais reais que nos contam sobre o período vergonhoso e imperdoável que nós vivemos na II Guerra Mundial.

Para aqueles que leram o diário assim como eu, lhes dou uma dica: não fiquem chateados com as diferenças que podemos notar do filme para o livro, ou dos momentos que a Anne escreveu que ou foram apressados ou foram subtraídos. Olhem para essa obra como um todo e percebam que, no final, ela passa o mesmo objetivo que a Anne teve ao escrever o seu diário: relatar os horrores da guerra em paradoxo a tentar viver o seu cotidiano como uma adolescente de 14 anos.

O Diário de Anne Frank (Das Tagebuch der Anne Frank) foi filmado em 2015 em Cologne, na Alemanha e lançado no ano passado, dirigido pelo alemão Hans Steinbichler. O diário já foi inspiração para alguns filmes e documentários, mas esse é o mais recente – e o único que eu assisti. O filme começa mostrando o cotidiano da família Frank no meio de uma já iniciada Segunda Guerra e em como eles tentam e conseguem viver, marcados no peito com a Estrela de Davi (símbolo judaico), em meio a dedos apontados e privação de ir a certos lugares onde apenas pessoas de puro sangue (como Hitler acreditava que os alemães fossem) pudessem circular.

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Após Margot, irmã de Anne, receber uma carta de aviso, seu pai decide que chegou a hora deles se esconderem, e é nesse lugar que eles vivem por quase 2 anos e meio, juntamente com a família Van Daan e o doutor Friedrich Pfeffer. Anne então passa a escrever em seu diário, que ganhou de aniversário de 13 anos, quase que diariamente, relatando todos os seus medos, anseios, felicidades, descobertas e raivas. Detalhando o que acontecia na guerra, – e em como ela ansiava mais do que tudo quando ela acabasse e em todas as atividades que ela poderia voltar a fazer – como funcionava o Anexo Secreto (local em que ela apelidou carinhosamente a casa em que eles moraram) e em como ela se relacionava com todos.

Comentava sobre todos os problemas que eles tinham que lidar diariamente, como as idas aos banheiros, os silêncios que pareciam intermináveis que eles tinham que viver a grande maior parte da semana, sobre como ela estava virando uma moça morando e tendo que lidar com pessoas que ela nunca havia visto na vista. Mas sempre e nunca perdendo a fé de que eles sairiam daquele local vivos e seguros para poder retornar as duas vidas como era antes.

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Como comentei mais acima, sim, eu senti falta de alguns momentos que a Anne sempre descrevera em seu diário, sobre como ela estava estudando francês (que no filme foi algo muito vago e houve apenas uma cena de alguns segundos), sobre como ela adorava estudar sobre outras culturas (inclusive ela já havia lido sobre o Brasil e nosso sistema de café e em como a nossa sociedade da época era majoritariamente analfabeta). Também me incomodei um pouco sobre como eles apressaram o relacionamento dela com o Peter e em como eles romantizaram ao extremo algo que no diário, era meramente infantil.

Mas novamente, como disse acima, a obra como um todo é uma obra que merece ser vista e conhecida. Com uma escolha de atores maravilhosa que fizeram jus a como Anne descrevera todos em seu diário. Em como o Anexo Secreto estava bem produzido e detalhado assim como ela fizera em suas anotações. Em como os relacionamentos eram estabelecidos, principalmente com o seu pai.

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O Diário de Anne Frank é um filme que você tem que estar preparado para assistir e tem que saber o que irá vir pela frente. É uma obra sensível e direta contada pelos olhos e entendimentos de uma adolescente em seu período de descobrimento pessoal e do mundo.

É definitivamente uma história que o mundo todo já ouviu falar, mas que, mais do que nunca, precisam assistir e refletir, pois, mudando os personagens e os ambientes, estamos vivendo a mesma coisa no nosso país. A diferença era que lá na Alemanha de Hitler era algo escancarado. Aqui no Brasil é maquiado.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

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