[Resenha] Mentiras como o Amor

Livro: Mentiras como o Amor
Autora: Louisa Reid
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 432
Sinopse: Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e pela sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. 
Juntos, eles estão em busca de dias melhores.
A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro.
Então Audrey conhece Leo, e com ele é difícil fingir quem ela realmente é. 
Leo torna a vida de Audrey realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida.
Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família, especialmente de seu irmão, ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja?

Uma resenha um tanto dolorosa hoje

Confesso que a capa tão pouco atrativa me fez não ter um apelo sincero de devorar a obra, porém no livro a história age por si e enreda o leitor em uma trama tão densa que são necessárias pausas para digerir o conteúdo, me remeteu em parte o drama vivido por Madeline em Tudo e todas as coisas.

Audrey está presa, a sua condição emocional está tão ligada à sua família que ela vive em uma caixa invisível e constantemente aflita, seu irmão mais novo está em um centro de sua vida, a condição instável dela não a impele a seguir, mas o amor que sente por ele age como esse catalisador para resistir. Sofrendo de uma doença mental séria, Audrey sempre busca agradar, se sacrificando sempre e muitas dessas vezes, se fere irreversivelmente no processo.

A fragilidade da Audrey é aflitiva, sua mente está tão exaurida que muitas vezes é sentida a sua agonia e o conflitivo embate entre a realidade e fruto da imaginação dela. Não obstante a estrutura da sua família também não contribui para que ela possa superar, indo além da sua preocupação constante com o irmão, sua mãe, Lorraine não é exatamente gentil e destrói aos poucos e com palavras cortantes a filha, Audrey parece viver em um ciclo de sofrimento até Leo trazer um sopro de alegria pra vida dela.

As palavras da minha mãe eram pequenos punhais que me cortavam e perfuravam.

Leo é a pausa para a liberdade que Audrey precisava para sair dessa redoma autodestruitiva, indo além do romance, ele age como um pilar na vida dela, enquanto ela se torna parte da sua felicidade, os únicos momentos de deleite real de ambos é quando compartilham a presença um do outro.

(…) felicidade é ser amada por quem você é sem nenhuma reserva ou hesitação, sem retroceder ou se importar com o que qualquer pessoa venha a pensar.

A obra é intensa do início ao fim, apesar de possuir um ótimo conteúdo, é triste em muitas passagens e difícil de ler coma a vida de Audrey é tão carregada de dor. Reflexivo e marcante, a trajetória de Audrey e a chegada de Leo demarcam o efeito de uma pessoa que se envolve positivamente na vida de uma pessoa e o quanto um relacionamento tóxico pode vir em doses inesperadas.


Espero que se envolvam nessa obra tanto quanto eu

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