[Resenha] A Melodia Feroz – Monstros da Violência #01

 

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Livro: Melodia Feroz – Monstros da Violência #01
Autora: V.E. Schwab

Editora: Seguinte

Páginas: 384

Ano: 2017

Sinopse: Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver.

 

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V. E. Schwab, ou Victoria Schwab, é uma autora muito superestimada pelos leitores. Ela é o tipo de pessoa que, se publicasse sua lista de compras do supermercado do ano todo compilada num último volume em hardcover, entraria na lista dos mais vendidos do New York Times num piscar de olhos. Por isso, eu fiquei com um pé atrás para ler A Melodia Feroz, livro que está sendo amado por quase geral, pois se eu não gostasse, admitir isso publicamente seria tão polêmico quanto anunciar pro mundo que não gosto de filhotinhos de cachorro, que por sinal gosto muito. Mas prefiro gatos. Mesmo assim, eu recebi o livro na minha primeira e única caixinha do Turista Literário, um serviço de assinatura maravilhoso e caro para desempregados que nem eu (por favor me contratem), e como já tinha pagado oitenta reais nessa bagaça, eu tinha que ler o livro, né? Então eu apaguei o fogo no rabo e li. E realmente… QUE LIVRÃO DA PORRA!

“Somos os atos mais sombrios transformados em luz.”

Depois dessa introdução gigantesca, finalmente vou falar da história. Resumindo a treta toda, é mais ou menos assim:

Neste universo incrivelmente bem construído, a violência gera monstros que se alimentam de carne, ossos e sangue (ou seja, de gente). Existem três tipos deles (Corsais, Malchais e Sunais), cada um gerado a partir de uma violência específica.

“Corsais, corsais, dentes e garras,sombras e ossos abrirão as bocarras.

Malchais, malchais, cadavéricos e sagazes, bebem seu sangue com mordidas vorazes.

Sunais, sunais, olhos de carvão, com uma melodia sua alma sugarão.”

A cidade de Veracidade é separada em dois territórios: Norte e Sul. No Norte, Callum Harker vende proteção para as pessoas, em forma de um medalhão de ferro. No Sul, o líder Henry Flynn tenta manter a trégua entre as duas cidades, eliminando o máximo de monstros que pode e caçando o máximo de pessoas que já criaram monstros com atos violentos, causando mais violência e gerando mais monstros.

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Kate Harker faz de tudo para conseguir a atenção do seu pai, Callum, mas ele a mantém afastada de Veracidade e longe de onde toda a ação acontece. Só que ela quer orgulhar o seu pai, então causa um monte de problemas em todos os colégios internos que estuda (incluindo botar fogo em uma capela, quem nunca?) durante sua adolescência até que, FINALMENTE, o seu pai a manda de volta para “casa”, em Veracidade.

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August Flynn é um Sunai. Ele rouba as almas dos pecadores (pessoas que já mataram pessoas), utilizando o seu violino para materializar as almas e se alimentar delas. Sim, a mitologia desse livro é incrível. Só que August não quer ser um monstro, ele quer ser um humano. E seu sonho meio que se realiza quando ele recebe a missão de estudar no mesmo colégio que a Kate, se passando por um humano e, caso algo aconteça, dar aquele sequestro básico nela e negociar com Callum em troca da trégua entre as duas cidades, que está sendo ameaçada.

“O nome disso é vida, August. Você queria se sentir vivo, certo? Não importa se é monstro ou humano. Viver dói.”

Essa é a ideia central do livro: dois ideais opostos convivendo, mas não é só isso. O livro toma um rumo diferente do que eu deduzi, com mais ação e reviravoltas, o que acaba sendo muito bom! Os personagens são incrivelmente humanos, até mesmo os monstros e o livro tem aquela escrita que parece um filme dentro da nossa cabeça. Se os outros livros da autora forem tão bom quanto esse, já quero!

“Temia que o vazio só deixasse de existir quando ele deixasse de existir.”

Se ainda não te convenci, te dou logo os cincos motivos para você ler A Melodia Feroz:

1. Os pontos de vista.

2. A capa é linda.

3. É uma distopia, mas não é mais do mesmo. (Cof cof, indireta.)

4. SEM ROMANCE. (Pelo poder da amizade!)

5. E os monstros criativos.

A Sony já comprou os direitos do livro, então espero que façam algo mais Jogos Vorazes do que Divergente. Ou seja: que essa história dê certo nos cinemas.

Um abraço violento e até mais.

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2 comentários em “[Resenha] A Melodia Feroz – Monstros da Violência #01

  1. Meu Deus, eu nunca tinha ouvido falar nesse livro, mas agora tudo que eu tô pensando é quando vou ter essa belezinha nas minhas mãos e a história na minha menteee! Eu amei a resenha, já quero mais!

    Curtido por 1 pessoa

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