[RESENHA] Mais do que isso

mais_do_que_isso_1490714554588396sk1490714554bLivro: Mais do que isso

Autor: Patrick Ness

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Paginas: 432

Sinopse:Um garoto se afoga, desesperado e sozinho em seus momentos finais. E morre. Então ele acorda. Nu, ferido e com muita sede, mas vivo. Como pode ser? Que lugar é este, tão estranho e deserto? Enquanto se esforça para compreender a lógica de seu pior pesadelo, o garoto ousa ter esperança. Poderia isto não ser o fim? Poderia haver mais desta vida, ou quem sabe da outra vida?

 

Com uma edição bem trabalhada, fonte permitindo leitura confortável, uma divisão em três portas – oops! partes (rs), o que foi interessante por serem momentos específicos da história e a capa que retrata bem a claridade buscada pela personagem em meio ao desconhecido, que diz ser “purificador e cinza” (p.18), eis Mais do que isso, do autor Patrick Ness, publicado aqui no Brasil pela Editora Novo Conceito. Que leitura!

Capturar

Será que isso é um sonho?” p.22

Você termina a leitura extasiado e como a personagem Seth: ser poder dizer o que é real.

Seth se afogou. Sensações… Observações… A descrição física pode ser aplicada a afetiva. Ele “acorda” morto (?), atordoado. Seria um “último sonho antes da morte”? Acorda sem saber quem é.

Lampejos de memória vem primeiramente através de sonhos. É assim que lembra o seu nome: Seth Wearing. Tais “lampejos de memórias” doem quando tristes e ruins… E algumas lembranças são tão boas que machucam. Ainda mais quando se está total e completamente sozinho.

“A dor daquilo. A dor da falta que sente de Gudmund é tanta que ele mal consegue suportá-la.” p.99

E o Seth, lembrando a vida, incidentes familiares – um pelo qual se sente responsável, pensa na morte em vida. E a solidão daquele lugar.

“A solidão. Nessa exaustão contínua, a solidão terrível desse lugar o engole, assim como as ondas nas quais se afogara.” p.134

Sem eletricidade, nada funciona. Casa antiga, na Inglaterra, mato alto ao redor… Andando, lojas abandonadas, carros… nada. No mercado, latas de comidas vencidas, mas algumas comíveis. Até que, em um impulso, “loop”: arruma tudo sem descanso e, depois, sai para correr.

“Só mais uma rua comprida, e chegará ao sopé da colina.” p.149

Uma van preta, EM MOVIMENTO, muda tudo! Bem como duas mãos que se colocam por trás dele, sobre a sua boca, quando ele grita “espere” para o motorista.

— Porta —

Seria sua mente buscando explicações? Peças pregadas pelo inferno? Onde ele está? Morreu, mão morreu? Teorias… Lembranças continuam. Necessidade de respostas – mas não mais tão sozinho (ou está?): Regina e Tomasz (reais?). Presídio.

Seth precisa… o leitor precisa.

“Eu me lembro.” p.273

E outra porta.

Tomasz também não gosta de não saber as coisas, e devoraria o livro buscando saber. É real? Qual a explicação?

“Se tudo isso é mesmo uma história da minha cabeça…” p.426

Necessário adentrar o caixão. Olhar. Conectar.

Olhares.

“Está pronto?”

“Estou pronto!”

 

Um abraço,

Carolina.

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[Resenha] As Feiticeiras de East End

Livro: As Feiticeiras de East End
Autores: Melissa de La Cruz
Ano: 2012
Editora: iD
Páginas: 312
Sinopse: As três mulheres da família Beauchamp 
escondem um segredo: são feiticeiras poderosas, há 
séculos proibidas de usar sua magia. Joanna consegue 
ressuscitar os mortos e curar feridas graves; Ingrid 
prevê o futuro e tece nós que podem resolvem qualquer
problema; e Freya tem um encantamento que certamente
consegue curar os piores desencantos amorosos. Ela vai se casar com o 
misterioso Bran Gardiner, e cada vez fica mais difícil esconder seu segredo.
Ingrid e Joanna sentem o mesmo dilema, e as três percebem que não podem 
mais ignorar quem realmente são. Desenterram varinhas e vassouras e 
começam a criar feitiços bem intencionados para algumas pessoas. É então 
que ataques violentos começam a assolar a cidade. Quando uma jovem 
desaparece, elas percebem que está na hora de descobrir que forças 
obscuras operam contra elas.

Tem magia na resenha de hoje!

Vivendo na pacífica cidade-ilha North Hampton, tanto Joanna, quanto suas filhas Freya e Ingrid são feiticeiras em situação de restrição de seus poderes, enquanto lidam com sua natureza mágica, as três tentam se envolver com seu entorno. É sob os distintos pontos de vista das três Beauchamp que suas personalidades e dramas pessoais são apresentados.

Havia algo errado com os três pássaros mortos na praia durante a manhã, os que ela enterrou um pouco adiante na areia, mas Joanna não conseguiu atinar naquele momento. Era uma ameaça? Ou um aviso? Para quê? De quem?

Série Witches of East End

Freya apesar de se demonstrar egoísta em muitas coisas, de sua forma tenta dar pequenos empurrões em vidas amorosas com poções do amor, por outro lado, a mesma se encontra em um estranho triângulo amoroso, noiva e ao mesmo tempo envolvida em um caso com o primo de seu noivo. Enquanto isso, Ingrid é uma amante nata de livros e com um dom para curar, usa pequenos feitiços para ajudar aqueles ao seu redor, já Joanna possui uma personalidade mais turva, por assim dizer, passou pela perda de forma misteriosa de um filho e isso desandou parte de si, porém seu amor e dedicação a sua família é inspirador e puro.

– Você não está entendendo. Nós nos pertencemos. Sempre – Killian falou. – Eu não podia dizer nada. Estava preso à profecia e não podia me revelar até que você me reconhecesse pelo que sou. Só podia ter esperança embora eu tivesse tentado avisá-la sobre o perigo à minha própria maneira.

Em uma cidade tão pacata é uma perturbação suspeita, além de incomum, casos de assassinato, surtos de doenças e mortes misteriosas, que separados já causam uma inquietação da tranquilidade local, porém a brevidade dos acontecidos deixam as três feiticeiras em estado de alerta para qualquer interferência sobrenatural e nesse momento segredos a muito trancados voltam a emergir, abalando os laços que as unem e as mantém no manto do sigilo.

Adaptado para a série Witches of East End – que infelizmente foi cancelada após 2 temporadas -, a obra de Melissa é uma trama que envolve magia, romance e suspense, com personagens magnificamente desenvolvidos em um enredo de surpreender os mais céticos quanto ao conteúdo do livro, contando com uma capa linda e uma diagramação espetacular, a obra é mais do que gratificante.


Tem a série na Netflix!

[Resenha] Seraphina

Livro: Seraphina
Autores: Rachel Hartman
Ano: 2013
Editora: Jangada
Páginas: 384
Sinopse: Seraphina Dombegh, uma garota de 16 anos com grande talento 
para a música, tem um terrível segredo e razões para temer humanos e 
dragões. Ela se torna assistente do compositor da corte justo quando um
membro da família real é encontrado morto, devido a um ataque muito ao
estilo dos dragões, isto é, com a cabeça arrancada a mordidas. 
Seraphina, com sua inteligência e senso de humor ácido e feroz, passa a
colaborar com as investigações, ao lado do capitão da Guarda da Rainha,
o sagaz e encantador Príncipe Lucian Kiggs. Enquanto eles começam a 
encontrar pistas de uma trama sinistra para destruir a paz, a fachada 
cuidadosamente construída por Seraphina começa a desmoronar, tornando 
cada vez mais difícil manter seu segredo, cuja revelação seria 
catastrófica em sua vida.

Seraphina é a protagonista do meu coração!

Seraphina Dombegh é musicista, completamente envolta em notas e sons, a jovem de 18 anos utiliza sua vida em partituras como uma forma de exprimir sua verdadeira essência, mesmo tão jovem possui um talento inato para a música, a maior parte devido ao fato de seu hibridismo, Seraphina é meio-dragão. Como híbrida ela tenta esconder o seu sangue dragontino e escamas que cobrem parte de seu corpo, enquanto lida com as peculiaridades de sua existência, compartilhando sua mente com seres estranhos e que ameaçam lhe tirar o controle do próprio corpo.

Agora vivendo como parte da corte real, a existência de seres como ela é um tabu e um ato de extrema heresia, a paz superficial entre humanos e saarantras – dragões em sua forma humana – que mascara a hostilidade com que os qualquer um com sangue saar (dragão) está abalada, e uma crise que já borbulhava na superfície essa convivência está prestes a implodir de vez.

– Acabei de ser perseguida no mercado de São Willibald, e você sabe por quê? Porque fui gentil com um quig. Ocultei escrupulosamente todas as razões legítimas para as pessoas me odiarem, e agora elas não precisam mais de motivos legítimos. O Céu forjou uma adaga de ironia para me apunhalar.

O estopim para as atitudes ainda mais agressivas se dá com o assassinato de caráter dragontino do Príncipe Rufus, filho da rainha Lavonda, a decapitação e desaparecimento da cabeça do Príncipe não deixa margem para inocentar a comunidade de dragões, é quando Seraphina presencia as ações do grupo mais radical em oposição ao Tratado de Commomont, os Filhos de São Ogdo.

É na aproximação por interesses na manutenção da paz e investigação por trás do assassinato do Príncipe Rufus que Seraphina encontra no jovem Príncipe Lucian Kiggs uma proximidade afetiva, a recíproca é verdadeira e palatável. Desenvolvendo uma amizade, o príncipe vê em Seraphina um pedaço de si, uma pessoa que se mantém a margem, embora difícil de ler, ele sabe que o intelecto da jovem é sábio e passa a buscar cada vez mais a companhia e conselhos dela.

– Tenho raiva dela por me deixar tão jovem; você talvez sinta o mesmo em relação à sua mãe, mas também, para minha mortificação, raiva pelo fato de ela ter se apaixonado de maneira tão imprudente.
– Eu sei – sussurrei para o ar gelado, esperando e temendo que ele pudesse ouvir

Para Seraphina é uma oportunidade de estar próxima de alguém que compreenda parte de sua angústia, mesmo que aumente os seus níveis de tensão, afinal deixar alguém aproximar-ser tanto é um risco a sua vida, suas escamas estão sempre em evidência sobre as camadas de tecido de suas vestes, mas o seu inegável afeto com o dragão Norma, semeia uma desconfiança no Príncipe, que para espanto dela tem uma terrível conclusão sobre o significado dessa proximidade.

Enquanto se desvencilha da desconfiança de Kiggs acerca dos sentimentos, ela inicia uma parceria até então fora de seu horizonte, ao mesmo tempo que esta é a chave pra descobrir a verdade sobre os avatares em sua mente, Seraphina descobre que não está sozinha, em paralelo a ameaça a família real é ainda mais inesperada e na tentativa de pôr fim a essa sombra, novos métodos devem ser usados, um meio-dragão possui habilidades únicas e diferenciadas uns dos outros como ela tem a surpresa em saber.

A escrita da Rachel Hartman não deixa a desejar em quesito algum, desde a originalidade do enredo, até a construção do universo de seu livro é uma aventura repleta de detalhes que inferem personalidade a trama, além de um suspense bem dosado, é certeza de uma grande leitura, Seraphina é uma leitura formidável e uma interpretação fantástica e sublime do mito dos dragões.

[Resenha] Os 12 Signos de Valentina

Eu sou a Louca dos signos mesmo!

os_12_signos_de_valentina_1495722556683009sk1495722557bLivro: Os 12 Signos de Valentina

Autor: Ray Tavares

Ano: 2017

Editora: Galera Record

Páginas: 392

Sinopse: Isadora é ariana e seu ex namorado pisciano… Inferno astral! Em busca da combinação astrológica perfeita, ela cria um blog para relatar suas experiências. Isadora descobriu da pior forma possível que o namorado a traíra. E com sua melhor amiga, ainda por cima! A estudante de jornalismo entra numa fossa sem fim. Sem nenhum estágio à vista, ela se afoga em filmes feitos para chorar, pizza e em sua mais nova obsessão: stalkear o perfil do ex namorado no Facebook. Até descobrir exatamente o que deu errado entre ela e Lucas: seus signos são incompatíveis. Basta encontrar um rapaz de libra e seu mundo entrará nos eixos novamente. Com a nova obsessão e a desculpa do trabalho final de jornalismo online, uma reportagem investigativa sob um pseudônimo, Isadora une o útil ao agradável e cria um blog para relatar a experiência: Os 12 signos de Valentina. Já que precisa encontrar o libriano perfeito, por que não aproveita e experimenta os outros signos do zodíaco para ter certeza mesmo?

É normal sempre que terminamos relacionamentos, procurarmos por válvulas de escape para a dor que sentimos dentro de nós. Uns começam a beber, outros a fazer tricô, mas a Isadora não. Isadora se mete de cabeça no trabalho da faculdade, que consiste em criar um blog sobre um tema de sua escolha e fazer uma pesquisa aprofundada sobre esse tema.

E seguindo os conselhos de sua prima, e dando abertura a sua mais recente paixão, a astrologia, Isa inicia o blog “Os 12 signos de Valentina”, onde ela pretende pesquisar  na pratica sobre o beijo dos 12 signos do zodíaco, e de quebra superar a traição do sue ex namorado

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Sabe aqueles livros que te pegam sem a menor pretensão de serem o melhor livro do mês, e quando você se da conta, tu já está colocando a faca no pescoço dos seus amigos obrigando eles a lerem a qualquer custo? Foi tipo isso.

A Ray Tavares possui uma escrita leve, divertida e cativante, que faz com que você se identifique com a Isa durante todo o livro e não consiga largar antes do fim. E para mim que realmente sou a louca dos signos, o livro me ganhou graças ao processo de pesquisa que manteve os nativos dos signos como são, sem excessos de esteriótipos, deixando tudo mais verídico para o leitor poder comparar com  as pessoas da sua vida.

A Galera Record, nos deu uma das edições mais lindas desse ano, com um capricho e dedicação do começo ao fim do livro.

Sinceramente, espero ler mais livros da autora em breve, e de preferencia que a Isa esteja  neles.

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Um Cheiro e até a próxima!

[Resenha] Quinze Dias

quinze_dias_1494438332678885sk1494438332bLivro: Quinze Dias

Autor: Victor Martins

Editora: Globo Alt

Ano: 2017

Páginas: 208

Sinopse: Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática.

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho.

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

 

As férias de Felipe finalmente chegaram e, junto com elas, a liberdade de toda a opressão da escola. Ele planejou passar todos os dias maratonando séries e filmes no Netflix e apenas existindo, só que o seu vizinho gato sexy maravilhoso com umas pernas incríveis e que fica lindo de pijama e fabuloso de sunguinha vai dormir na sua casa, ou melhor: NO SEU QUARTO durante quinze dias e, além de lidar com suas próprias inseguranças, o protagonista vai aprender a lidar com o mundo e, não só um romance bobo, mas este livro é uma baita jornada em busca da autoaceitação. Que hino, meus amigos, que HINO!

“—Pode deitar, se quiser — eu digo e me dou conta de que isso parece o convite para sexo mais estranho de todos os tempos.”

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Este livro é do Vitor Martins, o booktuber em figura de gente, ele parece um artistão da porra, criativo e simpático, mas na verdade ele é muito, muito mais que isso. Sim, eu amo o canal do Vitor e assim que ele anunciou o seu primeiro livro com a capa + prólogo maravilhosos eu adicionei nos desejados do Skoob. Ou seja: ALTAS EXPECTATIVAS, o que pode ser tão perigosíssimo feito a espada de um samurai na hora de ler algo, mas que, quando o livro é tão bom quanto o esperado, a satisfação é ainda melhor do que seria se não tivesse expectativas. E bem, esse livro é MUITO BOM!

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“Da maneira que as coisas mudaram quando Caio disse ‘eu sou gay’, elas mudam quando eu falo ‘eu sou gordo’. Porque ‘gordo’ é o tipo de palavra que as pessoas tentam esconder a qualquer custo. Todo mundo diz ‘fofinho’, ou ‘forte’, ou ‘grande’, ou ‘cheiinho’, mas nunca GORDO. Gordo é uma palavra sem volta. Quando você afirma uma coisa, por mais que ela esteja clara para todo mundo, ela se torna real.”

Eu notei bastante de My Mad Fat Diary na história. Tanto o protagonista (Felipe, que nome lindo, hein? Tá, é o mesmo nome que o meu, mas é maravilhoso mesmo assim…) com a sua narrativa sarcástica, quanto toda a trama de uma personagem com baixo estima descobrindo o amor próprio, o amor romântico e o amor de simplesmente viver a vida sem se odiar. E tem tantas referências que o Capitão América ficaria no chão. Eu amei muito o seriado e o livro, aliás, se você gosta de um recomendo fortemente o outro e (quantos “e”) MDS é impossível ler essa história e não se tornar um(a) fujoshi (pessoas, geralmente mulheres, mas que shipam loucamente casais gays, amo/sou).

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No fim das contas, Quinze Dias é aquele tipo de livro que você termina sorrindo e sai saltitando pela casa pensando em como a vida pode ser bonita, chega de fotos em preto e branco e de chorar ouvindo Linkin Park, ai tu decide contar pro mozão que amou o livro e percebe que não tem mozão, que a vida é uma vadia cruel e que MDS Caio-Felipes cadê vocês no mundo real? Mas aí a bad acaba porque a mãe do Felipe é muito maravilhosa os dias de semana com atividades temáticas é muito incrível e AHHH é tudo tão bonitinho fofinho lindinho arco íris gifs de gatinho. Sério, é um livro muito aquecedor de coraçõezinhos.

“E então, para quebrar o silêncio, eu digo a verdade. Porque quem diz a verdade abre o caminho para as coisas boas. Acho que foi a minha mãe que disse isso uma vez. Ou Dumbledore.”

Resumindo: FABULOSO DEMAIS! Tudo se passa em Quinze Dias mas eu li o livro em três, e se tivesse com menos preguiça de existir provavelmente teria lido em um, porque a escrita é tão gostosa que passa voando, sabe? E OS PERSONAGENS SÃO MUITO AMORZINHO, tipo, já quero conto deles em um e-book na Amazon pra ontem.

Beijos de Sereia.

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