[Resenha] Zac & Mia

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Livro: Zac & Mia

Autor (a): A.J. Beets

Editora: Novo Conceito

Ano: 2015

Páginas: 288

Sinopse: A última pessoa que Zac esperava encontrar em seu quarto de hospital era uma garota como Mia – bonita, irritante, mal-humorada e com um gosto musical duvidoso. No mundo real, ele nunca poderia ser amigo de uma pessoa como ela. Mas no hospital as regras são diferentes. Uma batida na parede do seu quarto se transforma em uma amizade surpreendente. Será que Mia precisa de Zac? Será que Zac precisa de Mia? Será que eles precisam tanto um do outro? Contada sob a perspectiva de ambos, Zac e Mia é a história tocante de dois adolescentes comuns em circunstâncias extraordinárias.

Sabe, depois de A Culpa é das Estrelas, eu não prestei mais pra livros que tratam de doenças, tipo câncer. Pensei que não seria capaz de lidar com essa temática novamente, mas estava errada, pelo menos nesse caso. Descobri Zac & Mia, por acaso, em um dos meus milhões de passeios pelo site da saraiva e um conselho, migos, nunca digam dessa água não beberei mais, porque beberás.

O câncer é uma realidade, tanto para Zac, quanto para Mia. O que os diferencia e a forma como cada um lida com a doença. Zac, vive o máximo que pode, afinal, depois de um transplante de medula bem sucedido ele só quer retomar sua vida, estar bem e viver os 55% de chances dele da melhor forma possível. Já Mia, não aceita sua doença, acha que não há volta a partir daquilo, prefere fugir e que preferia não ter os 98% de chances que tem.

Ao longo da história, você vai sentir muita vontade de sentar na cadeira rosa e conversar com Zac sobre tudo, porque ele é a pessoa pra isso, aparentemente não teria momento ruim pra ele. Em outros, você pode até sentir um pouco de raiva de Mia (admito que senti), mas é o jeito com que ela, inicialmente foi capaz de lidar com tudo aquilo… é aquela coisa de que só quem tem, quem está passando pelo processo sabe.

A maneira como A.J. Beets escreve, deixa tudo mais leve. Diferente de A Culpa é das Estrelas, o foco não está no romance em si, mas na superação de dois adolescentes que lutam contra uma doença que ninguém quer ter, principalmente com 17 anos. E o romance? Bom, esse é construído de uma maneira tão linda e fofa, que não tem como não pedir pra eles ficarem juntos a cada frase, a cada momento.

Muito desse livro é sobre o depois. Depois que a cirurgia é feita. Depois que a nova medula é colocada. Depois. E é nesse depois que eles se encontrar e o leitor pode perceber que muito desse livro também é sobre a salvar, um salva o outro. Juntos eles são fortes.

“Há tanta coisa que ela ainda não compreende: que fica melhor; que não é culpa dos médicos. “Não lute”, eu quero dizer. “Não puxe a alavanca da Saída de Emergência. Tome as pílulas e aproveite o passeio como der.”

Bom, eu me apaixonei por esse livro de uma forma que nem está escrita. Ele, com certeza, entrou para minha tríade de livros favoritos (que não é uma tríade), principalmente por me fazer refletir sobre essas questões do depois e de como vivemos de uma forma genérica, sem dar muita importância. E eu realmente espero que para vocês seja uma experiência tão boa e significativa quanto foi pra mim.

Até logo,

Nath.

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