[Resenha] Uma Dobra No Tempo

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Livro: Uma Dobra No Tempo – Irmãos Murry #1

Autora: Madeleine L’ Engle

Editora: Harper Collins Brasil

Páginas: 240

Ano: 2018

Sinopse: Era uma noite escura e tempestuosa; a jovem Meg Murry e seu irmão mais novo, Charles Wallace, descem para fazer um lanche tardio quando recebem a visita de uma figura muito peculiar.

“Noites loucas são a minha glória”, diz a estranha misteriosa. “Foi só uma lufada que me pegou de jeito e me tirou da rota. Descansarei um pouco e seguirei meu rumo. Por falar em rumos, meu doce, saiba que o tesserato existe, sim.”

O que seria um tesserato? O pai de Meg bem andava experimentando com a quinta dimensão quando desapareceu misteriosamente… Agora, com a ajuda de três criaturas muito peculiares, chegou o momento de Meg, seu amigo Calvin e Charles Wallace partirem em uma jornada para resgatá-lo. Uma jornada perigosa pelo tempo e o espaço.
Uma dobra no tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para os mestres da fantasia e da ficção científica do mundo, agora adaptada para os cinemas pela Disney. Junte-se à família Murray nesta jornada, entre criaturas fantásticas e novos mundos jamais imaginados.

O Pai de Meg, está desaparecido. A bastante tempo que sua família não tem notícias dele. Nos últimos anos, ele vinha trabalhando em experiências para o governo, é derivado desses experimentos, resultou em seu sumiço.

Desde então a vida de Meg mudou completamente. Suas notas caíram, seu comportamento piorou, e ela vive se envolvendo em brigas, detenções dentro do colégio.

Mas um dia, em meio a uma tempestade, enquanto desfruta de um delicioso chocolate quente, com seu irmão mais que especial, Charles Wallace e sua Mãe, uma figura estranha, envolta em lençóis e frases desconexas, é um jeito bastante peculiar, conhecida como Senhora Quequeé, entra em sua casa e sua vida para vira-la de cabeça para baixo.

[…] Você não precisa entender as coisas para elas existirem.

A partir daí, Meg, seu irmão Charles e seu amigo Calvin, partem em uma jornada para salvar o Pai de Meg. Uma viagem que promete muitas aventuras, mas a maior delas deve acontecer dentro da própria Meg.

Uma Dobra No Tempo, é mais um daqueles livro atemporais, que apesar de ter sido lançado em 1962, possui mensagens e ideais que nos são relevantes e úteis ainda no dia de hoje.

O livro clássico de Madeleine L’Engle, é uma obra necessária, em tempos onde padrões de perfeições tentam determinar como as pessoas devem ser é agir, aprendemos junto com Meg, que nossos defeitos, são quem nós somos, e o amor das pessoas que nos cercam é o que nos mantém forte, não importando as adversidades, se tiver o amor, temos como combate-las.

O coração tem razões que a própria razão desconhece.

55 anos após a publicação original, a Harper Collins nos presenteia com uma edição maravilhosa, desse livro brilhantemente escrito é narrado. Em março, a Disney vai lançar uma adaptação, estrelada pela Oprah Winfrey. O segundo livro da série dos Irmãos Murry, “Um Vento à Porta” já foi publicado no Brasil pela Harper Collins.

Confira o Trailer:

O filme será lançado no Brasil dia 29 de Março.

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[Texto] Você só tem uma vida

Uma vez eu conheci uma pessoa que tinha desistido de viver.

Essa pessoa, emanava uma aura de dor e tristeza, que contaminava todos que tentavam se aproximar, que tentavam ajudar de alguma forma. Ela se agarrava ao trabalho, e ao consumo deliberado na esperança de preencher o vazio dentro de si.

Ela sugava a alegria e a vida das pessoas, para tentar preencher o abandono que sua família havia deixado. Caia de cabeça em histórias de amor, para esquecer da falta que o amor fazia na sua vida.

Mas ela esquecia que se quisesse, poderia ter tudo aquilo que sentia falta. A vida não tira as coisas boas de você, você é que faz as coisas boas se afastarem da sua via. Quando estamos cegos pela dor e pela tristeza, não conseguimos enxergar que existe uma luz do lado de fora, que existe uma luz dentro das pessoas. Nós abraçamos a dor de uma forma tão desesperada, que a vida passa, e nós não vivemos o que ela tem de bom.

Por mais difícil que as coisas pareçam, por mais triste que você esteja, não deixe seu coração se fechar para vida. Pois tudo passa, tudo acaba, mas a Vida é uma só, e não podemos vive-la em sofrimento.

Você só tem uma vida. VIVA!

[RESENHA] Contra Todas as Probabilidades do Amor

Livro: Contra Todas as Probabilidade do Amor

Autora: Rebeka Crane

Editora: Faro Editorial

Ano: 2018

Páginas: 238

Sinopse: Sejam bem-vindos ao acampamento Pádua. Um retiro de verão para adolescentes problemáticos. Mas não se tratam de problemas comuns, como não querer estudar, mentir ou colar na prova. Não! Estamos falando de problemas reais. Alguns deles tão grandes, tão sérios, que até um adulto desmoronaria sob o peso deles. No acampamento, Zander, uma garota enviada pelos pais contra a sua vontade, encontra uma série de adolescentes na mesma situação, e com três deles ela estabelece uma relação de amizade — Grover, Alex e Cassie. Todos os quatro são tão diferentes quanto as pessoas podem ser, mas têm algo em comum — eles estão quebrados por dentro. Em meio às sessões de grupo e, à medida em que o verão dá as caras, os quatro revelam seus trágicos segredos. Zander encontra-se atraída pelos encantos de Grover, e então começa a se perguntar, depois de muito tempo, se pode apostar em ser feliz novamente.
Mas, antes, ela precisa lidar abertamente com seus problemas, para poder juntar seus pedaços e reconstruir sua vida
Você pode pensar que se trata de uma história triste. E há partes duras sim, mas, Rebekah Crane consegue mostrar como na dificuldade podemos encontrar uma saída. Isso é uma das coisas que faz o livro completamente encantador, divertido e doce, capaz de deixar em você um grande sorriso no rosto.

Zander está tentando lidar com sua dor da forma que pode. Ela é uma aluna dedicada, atleta exemplar, e namora o jogador de futebol do colégio. Coisa que em qualquer outra história, seria o sinônimo de uma vida perfeita.

Mas por dentro, ela guarda muita dor, em silêncio, para não incomodar ninguém, sentindo cada vez mais incômodo.

Temendo que algo aconteça, e que todo esse silêncio se torne permanente, os pais de Zander a inscrevem no Acampamento Pádua. Um lugar a muitos quilômetros de distância, onde jovens que passam pelo mais diversos problemas emocionais e físicos vão para tentar se encontrar. Lá ela conhece e convive com Cassie, Groover e Alex, pessoas totalmente diferentes entre si, mas que tem o sofrimento, os medos e insegurança em comum.

Junto os quatro vão descobrir, que a melhor forma de se enfrentar um problema é quando temos outras pessoas ao nosso lado, para nos ajudar no caminho.

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Contra Todas as Probabilidades do Amor, foi um dos livros mais lindos que ja li nos ultimos tempos. Quem nos acompanha nos Stories do Instagram (@blogoutrogarotolendo), sabe que eu ando em uma vibe muito grande de livros sobre autoconhecimento, e encontrar uma livro de ficção, um YA, com essa temática, foi extremamente incrível. Zander e seus amigos, passamo verão buscando dentro de si mesmo as respostas para seus problemas. Mas quando você é o problema, não séria melhor buscar uma resposta do lado fora? Quando percebemos que não somos as unicas pessoas no mundo, e abrimos mão de um pouco dos nossos problemas, para enxergar o dos outros, isso nos dá uma nova visão sobre nós mesmos.

Rebekah Crane, conseguiu abordar assuntos da saúde emocional de muitos adolescentes e jovens adultos, de uma forma leve e cheia de lições que com certeza vão te ajudar se você estiver precisando. A edição produzida pela Faro Editorial, mais uma vez é digna de destaque, graças a um trabalho de qualidade gráfica impecável. Essa é uma leitura, que vale super a pena vocês conferirem, e recomendarem para os amigos estejam passando por um momento difícil.

E se você está lendo essa resenha, e está passando por algum momento complicado, triste ou se sentindo sozinho(a), lembre que aqui você tem sempre um amigo. E se quiser desabafar, não tenha medo ou vergonha de nos mandar um direct, ou deixar uma mensagem no nosso Fale Conosco, vai ser um prazer te ouvir e te ajudar.

[Resenha] Apenas Um Dia

downloadLivro: Apenas Um Dia

Autor (a): Gayle Forman

Editora: Novo Conceito

Ano: 2014

Páginas: 384

Sinopse: Apenas um Dia – A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida. Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro… Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

Bom, migos, hoje eu trago a beleza e maravilhosidade por trás da escrita de Gayle Forman. Quem já leu livros dela sabe o quanto é envolvente a leitura, quanto o leitor se identifica facilmente com os assuntos abordados nos livros. Dessa vez não seria diferente,  então hoje teremos Apenas Um Dia.

Me deparar com Alysson foi como olhar um pouco para um espelho. Não totalmente, claro, mas alguns de seus dilemas e inseguranças também foram/são como os meus em algum momento da minha vida. Alysson é a menina certinha, que os pais sabem exatamente onde está,  o que está fazendo e por isso não se libertou para as aventuras que o mundo tem para oferecer, até mesmo as mais “bestas” como esticar a noite em um pub.

Em uma viagem, que ganhou dos pais, de formatura pela Europa, para conhecer os países e absorver as suas respectivas manifestações culturas, conhece o jovem e intrigante ator Willem, porém, o garoto é totalmente oposto de Alysson. Willem é um espírito livre, esperamdoesperando o próximo acaso para mudar totalmente a vida dele e ele próprio,  porque não!?

Por serem completamente opostos, desenvolvem um tipo de atração e isso faz com que eles embarquem em uma romântica viagem a Paris.

(Um ponto: claramente eu não teria a mesma cabeça dela com relação a sair para um país novo com um total desconhecido e não façam isso crianças,  é perigoso.)

Paris, como se espera, se torna um determinante na relação deles, sendo palco para uma das mais bonitas cenas de romance, com destaque para os detalhes descritos pela autora, o que torna a experiência ainda mais rica.

“Parte de mim sabe que mais um dia não servirá para nada além de postergar o coração partido. Mas outra parte de mim pensa diferente. Nascemos em um dia. Morremos em um dia. Podemos mudar em um dia. E podemos nos apaixonar em um dia. Qualquer coisa pode acontecer em apenas um dia.”

Acima do romance,  que obviamente é muito importante, o livro é sobre descobrimento. Descobrimento de Alysson sobre o mundo, sobre o romance e especialmente sobre ela mesma, o que é uma coisa necessária para todos nós, nos descobrir. Outro ponto interessante é o tempo do livro, se eu pensei que ele se passaria em apenas um dia? Pensei sim, mas não é bem assim. Ao longo do livro é mostrado a vida dela na faculdade e os pontos importantes que ela viveu no período. Com relação ao fim do livro, é aberto, assim a gente pode acompanhar mais dessa história em Apenas Um Ano.

Espero que tenham gostado e que leiam essa lindeza de livro, e como nós temos mais que apenas um dia, até semana que vem.

Xoxo,

Nath.

 

 

[Resenha] Um sedutor sem coração

Livro: Um sedutor sem coração (Os Ravenels #1)
Autora
: Lisa Kleypas
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas.
A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon.
Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar.
Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?

Romance de época para o ano ficar melhor

Lisa retorna com mais uma série de romances de época e cativa pela construção de enredos e incita o leitor a acompanhar cada momento e desenrolar dramático de sua obra, uma escritora carismática com personagens tão bem concebidos que a proximidade para reconhecer suas evoluções é tangível a um nível além da imaginação.

Lady Kathleen Trenear é viúva de um casamento de apenas 3 infelizes – literalmente – dias de duração, mesmo assim imposta às rígidas etiquetas sociais para seguir o extenso período de luto, junto as suas cunhadas, Lady Helen e as vivazes gêmeas, Ladies Cassandra e Pandora, são reclusas no Priorado de Eversby em Hampshire. Mas seu equilíbrio de normalidade e etiqueta é abalado pela posse do novo herdeiro do condado e seu irmão, Devon Ravenel e West Ravenel respectivamente, mas ela não permite que as naturezas indignas dos dois ponham a prova sua paciência e a vida de inúmeras pessoas que dependem do novo Lorde, cabe a ela tentar estabelecer limites e ao mesmo tempo manter seu orgulho.

Kathleen deu as costas a West e jogou algumas últimas palavras por sobre o ombro:
– Talvez um dia o senhor encontre alguém que o salve de seus excessos. Pessoalmente, não acredito que valha o esforço.

Devon é o oposto de um perfeito protagonista de romance, preguiçoso e evasivo com responsabilidades, seu objetivo de vida era levar a vida junto ao irmão West, de forma indulgente e evitando tipo de atividade “decente”. Entretanto, após a herança de um condado cair em seu colo sua primeira reação é lavar as mãos de qualquer relação com essa interminável fonte de problemas em Hampshire e voltar a Londres, uma casa caindo aos pedaços, um condado falido e afundado em dívidas não é nada que ele queira, mas quando uma jovem viúva de atitude sagaz e língua ferina o atacam ele decide não só se prestar ao desafio, quanto assumir responsabilidades pelo futuro de suas incontroláveis primas e para conquista da domadora espirituosa, Kathlenn.

– O que as damas usam sob a calça de montar?
Uma risada ofegante escapou dos lábios de Kathleen, que deixou as luvas caírem no chão.
– Eu imaginaria que um renomado canalha já soubesse a resposta para essa pergunta.
– Nunca fui renomado. Na verdade, sou apenas um canalha bem padrão.

Kathleen e Devon possuem personalidade antíteses, ele com seu princípio do pouco esforço, embora passe a se dedicar a tarefa de assumir o título de Conde e suas obrigações, ela possui forte senso de responsabilidade e uma rígida criação a poliu de forma que sua força de vontade além de ferrenha é determinada, mesmo que ambos possuam negligências familiares como marco de suas vidas, se recusam a compartilhar seus sentimentos, quem assume então o papel de intermediador é o inconsequente em regeneração West, que sabe bem como é um Ravenel e conhece bastante a desaforada Lady Trenear.

– Isso é ter uma família? – perguntou Devon, irritado. – Discussões sem fim, conversas sobre sentimentos dia e noite? Quando diabo poderei fazer o que quiser sem ter que levar em conta meia dúzia de pessoas?
– Quando você viver sozinho numa ilha, com um único coqueiro e um coco – retrucou Kathleen, ríspida. – E mesmo assim, tenho certeza de que acharia o coco exigente demais.

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[Resenha] Kindred – Laços de Sangue

kindred_1505228890686336sk1505228891bLivro: Kindred – Laços de Sangue

Autora: Octavia E. Butler

Editora: Morro Branco

Páginas: 432

Ano: 2017

Sinopse: Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça.

Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida… até acontecer de novo. E de novo.

Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado.

Dana é uma jovem mulher negra de 26 anos, recém casada, que mora com seu marido Kevin, e leva uma vida bastante normal. Trabalhar para pagar as contas, escrever seu romance durante o tempo livre, e lutar para ser publicada no restante do tempo. Mas, Dana se vê dentro de uma sitiação completamente caotica, quando sem nenhuma explicação, viaja o tempo e impede que seu ancestral, Rufus Weylin morra afogado enquanto criança.

Já tinha visto pessoas serem surradas na televisão e nos filmes. Já vi sangue falso nas costas delas e ouvido gritos bem ensaiados. Mas não havia ficado perto e sentido o cheiro do suor nem ouvido as súplicas e orações das pessoas humilhadas diante de suas famílias e de si mesmas.

A partir dai, Dana começa uma jornada de viver e sobreviver, em um Estados Unidos pré Guerra Civil, dentro de um estado escravagista, e descobrir que a escravidão pode ser ainda muito pior do que narrada nos livros de história. Ainda mais se você for uma mulher negra, empoderada e esclarecida do século XX.

Octavia E. Butler, a grande dama da ficção científica nos entrega uma história de proporções épicas e exclarecedora sobre um périodo histórico muito importante para a formação da sociedade americana. É possivel perceber também que apesar de tantos anos de nos separam da narrativa e da cronologia histórica, pouco mudou quando falamos sobre racismo. Um livro magestralmente narrado e densenvolvido, com uma qualidade grafica e de edição e de revisão, que me deixou muito contente por ter vindo de uma editora iniciante com a Morro Branco, que apesar de pouco tempo dentro do mercado, conseguiu marcar seu território dentro do coração dos leitores.

Por um momento, queria ser dona de mim.

Antes que me esquecesse como era ser dona de mim.

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Kindred deveria ser uma leitura obrigatória, principalmente para autores que acham certo romantizar a escravidão, o abuso sexual e o preconceito racial, em obras desagradaveis e desnecessárias como “A Escrava e a Fera” da “autora” brasileira Jessica Macedo. Existem assuntos que não devem nunca ser romantizados, principalmente em épocas que a cada nova reforma na constituição perdemos nossos direitos, e quando os indices de violencia domestica e estupro alcançam numeros preocupantes.

Esperamos muito em breve ler mais obras de autoras como Octavia Butler, que usam da ficção para nos passar mensagens e ensinamentos.

– Olha, seus antepassados sobreviveram àquela época, sobreviveram com menos vantagens do que você tem. Você não é inferior a eles.
– De certo modo, sou.
– De que modo?
– Na força. Na resistência. Para sobreviver, meus antepassados tinham que enfrentar mais do que conseguiria. Muito mais.