[Resenha] O Verão em que Tudo Mudou

df Livro: O Verão em Que Tudo Mudou

Autores: Gabriela Freitas; Thaís Wandrofski; Vinícius Grossos

Editora: Faro Editorial 

Ano: 2017

Páginas: 304

Sinopse: A vida às vezes guarda inúmeras surpresas. Sem avisar, ela muda de direção. Na hora você não entende, já que “tudo parecia estar bem”. Então percebe que havia sinais…. um sentimento, uma lembrança, um fato que parecia bobo, mas não era… É quando a gente entende que todo o caminho estava errado, que nada fazia muito sentido. Pelo menos, pra você. Fred sente-se absolutamente comum diante de um mundo com tanta gente especial. Lavínia, ao alcançar aquilo que parecia um sonho, algo pelo qual tanto lutou descobre que a nova conquista nunca foi realmente um desejo seu. E Sol, sem perceber, vive sempre à espreita, desconfiada, em constante alerta, tentando controlar tudo ao redor, na esperança de não se ferir novamente… Mas que controle podemos ter diante de tudo? Três jovens, de cidades distantes, com diferentes realidades, descobrindo o mundo a partir de suas próprias escolhas: complexo, difícil, libertador.Três histórias que se cruzam, no exato momento em que se coloca, diante de cada uma delas, uma exigência capaz de definir algo para o resto de suas vidas.

Hey migos! Hoje temos uma história cheia de identificações, então agora com vocês: O Verão em Que Tudo Mudou.

Inicialmente somos apresentados a “Quando os Infinitos se Encontram.”, história de Fred, ou Frederico (mas ele não gosta de ser chamado assim), escrito pelo Vinícius Grossos. Fred é um menino que aos poucos perdeu o fio condutor da sua vida, não tem sonhos nem perspectivas e com um problema seríssimo: ele não sabe o que fazer quando o que ele está habituado é mudado. Porém, na véspera de Natal, enquanto fechava a livraria onde trabalha, conhece uma menina, Valentina, que é totalmente oposta aquela tranquilidade que o menino está acostumado. Ela tira Fred do lugar que ele mais está acostumado a ocupar: a zona de conforto.

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Logo depois conhecemos Lavínia, escrito pela Gabriela Freitas, em Mantenha-se viva. Lav (sim, já sou íntima) passou uma boa (enorme) parte da vida vivendo um sonho, mas o sonho não era dela e sim de seus pais: ser arquiteta. Ela passa nesse curso, mas não é o que ela realmente quer fazer e então o dilema do “e agora?” se instaura na vida da personagem. A saída que ela encontrou foi uma viagem afim de se libertar de tudo, que a tanto tempo vem prendendo-a. E quem diria que, além de todas essas descobertas e libertações ela ainda acharia espaço para descobrir um amor… (cauêzão, beijo lindo!!)

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E, por fim, nos deparamos com Sol, ou Marisol, escrito pela Thaís Wandrofski, em Pôr do Sol. Nesse conto, Sol é a própria dona e proprietária da empresa organização, do tipo que organiza basicamente tudo que vai fazer no dia, tudo mesmo. Em um belo dia, anteriormente planejado, Sol recebe um sms por engano e tenta ajudar aquele anonimo. Quem diria que uma simples mensagem iria mudar totalmente a vida de uma pessoa, porque ela começa a fazer coisas atípicas para ela mesma, e se auto descobre depois de umas cosias jogadas na cara por sua amiga (inclusive tive o prazer de falar um sonoro finalmente depois dessa autoanálise). E sim, ela descobre quem é esse anônimo.

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Cheio de reflexões sobre o que ser da vida, ou o que fazer da vida, o livro gera identificação, pois, infelizmente, esses sentimentos são recorrentes na maioria dos jovens hoje em dia. Jovens que não tem muita perspectiva, sem saber quem são e o que querem realmente fazer; jovens que tem sonhos de seus pais projetados em si mesmos para ele ser “o médico da família”, ou “o advogado da família.”, no caso de Lavínia a arquiteta. As histórias não são simplesmente soltam em um livro, elas se encontrar de uma maneira muito boa, devo considerar, o que acaba matando um pouco da saudade que a gente sente dos personagens que já passaram pela leitura.

Uma pausa para falar dessa edição LINDA e FOFA que esse livro tem!!! Fiquei apaixonada, é tudo muito fofo, as letras azuis e os cards que estão ao longo do livro com frases que caracterizam o que foi dito naquele momento na história. Juntamente com uma playlist para cada personagem, que aparece ao fim de seus respectivo contos, faz com que toda experiencia seja fofa e tenha um significado.

Espero que vocês tenha gostado, até a próxima

Xoxo,

Nath.

[Resenha] Amor em Manhattan

downloadLivro: Amor em Manhattan

Autor (a): Sarah Morgan

Editora: Harlequin

Ano: 2018

Páginas: 384

Sinopse: Um romance brilhante sobre três amigas que decidem abraçar a vida – e o amor – em Nova York. Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova York? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um feliz para sempre? O primeiro livro da série para ‘Nova York, com amor’ traz um enredo empolgante e divertido, com personagens superando situações inusitadas em busca do seu final feliz.

Aqui estou mais uma vez e agora com um chick-lit que me conquistou desde a capa até a história em sim. Estou falando de Amor em Manhattan, da Sarah Morgan.

Paige Walker foi desafiada desde criança e esse desejo por se provar cresceu junto com ela. Com uma personalidade definida e independente, depois de muito ser tratada com todo cuidado e super protegida, ela é competente no que faz e se orgulha disso. O ápice da sua carreira profissional estava, aparentemente, firme em sua mão e escorre pelos dedos. Ela acaba de ser, junto com suas duas melhores amigas, ser demitida. E agora? O que fazer?

Jake Romano, melhor amigo do irmão de Paige , Matt, e eterno crush de Peige entra em cena para ser a solução dos problemas profissionais das três amigas, propondo que elas se tornem suas próprias chefes, sem o medo de serem demitidas inesperadamente e não trabalharem mais juntas.

” – Vou dizer o que é que vocês têm de fazer. – Jake pegou o champanhe. Sua camisa delineava perfeitamente os ombros fortes. Ele tinha o corpo de um lutador, com músculos desenvolvidos e potentes. – Vocês têm que comemorar. E dois minutos depois de beber essa garrafa de champanhe, deveriam abrir a empresa de vocês. Querem ter controle sobre o que o chefe de vocês faz? Então sejam suas próprias chefes.”

Simples assim, como 1+1 =2. Para Jake era sempre assim: relaxe, isso não é o fim do mundo. Para ele era realmente mais simples, sendo bonitão, badalado e famoso em Manhattan, tudo era realmente mais fácil. Porém, não nos enganemos, Jake Romano tem um passado e isso o torna não só um rostinho bonito e um corpo atraente.

Mas como toda pessoa normal Paige tem uma coisinha chamada orgulho que a impede de dar, imediatamente, o braço a torcer pela ajuda que ele propõe para a empresa dela. Porém ela precisa dele, da experiência dele, dos contatos que ele tem para não falir a sua tão sonhada empresa. A partir disso é desenvolvida a história.

“[…] – Peige, olhe pra mim.

Ela não conseguia.

Com a respiração curta e acelerada, encarou o peitoral de Jake e sentiu os dedos masculinos deslizarem pelo queixo dela, enguendo-lhe o rosto. O toque era ao mesmo tempo reconfortante e malicioso.”

Vamos agora explorar alguns pontos.

1- Que escrita fluida e envolvente é essa, minha grande amiga Sarah!? Ela te envolve no dedo mindinho e te impede de querer fazer outra coisa a não ser ler o livro e saber o que vai acontecer mais pra frente.

2-  Como característica de um chick-lit, o envolvimento nas relações não só amorosas, como afetivas é um ponto positivo. Sabe aquela coisa que a gente acha que não sente falta nas leituras, mas no fundo sente? então é isso. A relação dela com as amigas, formando aquele squad que todo mundo tem, inseparáveis; a relação dela com o irmão, que mesmo sendo super protetor, somos capazes de ver o lado dele da história e entender.

3- O cenário, porque sim. Por mais que muitos não admitam, todos queremos, pelo menos uma vez, viver o tão famoso sonho americano e, particularmente, amei ter o foco em Manhattan por motivos de Friends.

4-  Você se projeta na história, fazendo com que se sinta lá, sentada na fila vip esperando o final feliz, torcendo por Paige e Jake, ou pelos dramas dos personagens envolta deles. Mesmo sendo um chick-lit e não tendo muita reflexão envolta da história em si, você consegue analisar as situações e tirar disso uma lição, mesmo que não perceba.

5- Um ponto muito interessante e que eu vi poucas vezes em histórias em geral: a maturidade das personagens ao não tratarem o relacionamento como algo vital, você não precisa daquele relacionamento para viver, para respirar, você precisa daquela pessoa pra completar suas partes incompletas, mas tudo bem se algo no meio do caminho não for bem, vocês superam.

6- Tenho dito e vou repetir: a valorização das personagens secundárias, não só as melhores amigas de Paige, Eva e Frankie, como também o irmão dela, Matt e a mãe de Jake, Maria. Todos eles tem uma história que te envolve e você percebe a influencia delas na personalidade de cada um.

Enfim, acho que já falei de mais e espero ter encorajados vocês para que, assim como eu, viagem para Manhattan junto com essa história.

xoxo,

Nath.

[Resenha] A Pequena Livraria dos Corações Solitários

A pequena livraria dos corações quebrados

Livro: A Pequena Livraria dos Corações Solitários
Autora: Annie Darling
Editora: Verus
Páginas: 308

Sinopse: Era uma vez uma pequena livraria em Londres, onde Posy Morland passou a vida perdida entre as páginas de seus romances favoritos. Assim, quando Lavínia, a excêntrica dona da Bookends, morre e deixa a loja para Posy, ela se vê obrigada a colocar os livros de lado e encarar o mundo real. Porque Posy não herdou apenas um negócio quase falido, mas também a atenção indesejada do neto de Lavínia, Sebastian, conhecido como o homem mais grosseiro de Londres. Posy tem um plano astucioso e seis meses para transformar a Bookends na livraria dos seus sonhos — isso se Sebastian deixá-la em paz para trabalhar. Enquanto Posy e os amigos lutam para salvar sua amada livraria, ela se envolve em uma batalha com Sebastian, com quem começou a ter fantasias um tanto ardentes. Resta saber se, como as heroínas de seus romances favoritos, Posy vai conseguir o seu “felizes para sempre”. O primeiro livro da série A Livraria dos Corações Solitários!

A Pequena Livraria dos Corações Solitários, conta a história de Posy Morland, uma vendedora de livros, que é completamente apaixonada pelo que faz. Posy, perdeu os pais em um acidente de carro e se vê em uma grande responsabilidade; cuidar do seu irmão mais novo. Ela contava com ajuda de Lavínia, que veio a falecer também e deixando sua livraria para Posy.

Lavínia deixou bem claro em seu testamento que deixava a livraria para Posy, mesmo sabendo que os negócios do ramo literário não ia indo bem. Porem Posy teria um prazo de dois anos para fazer sua livraria decolar, caso contrario a livraria seria passada para Sebastian, o neto e homem mais grosso de toda Inglaterra.
Sebastian, o único neto e herdeiro de Lavínia, foi muito mimado por sua avó e por sua mãe durante sua infância e desde então não sabe escutar um não de ninguém. Sebastian é um homem completamente grosso, e praticamente leva Posy a loucura com seu jeito mandão e grosseiro.
Sebastian não concorda com a ideia de Posy transformar a Bookends em uma livraria completamente feminina, A felizes para sempre. Ele quer reformar a livraria para vender somente livros policiais, a Adaga Sangrenta.
Com tantas desavenças, eles não percebem a aproximação dos dois durante a aquele período de discussões. E é nesses momentos de tensões que Posy começa a escrever seu romance de época; Violada pelo devasso (confesso que queria ler esse livro, poderia ter uma spin off).
Os personagens são maravilhosos, cada um com sua peculiaridade. Posy por exemplo é apaixonada por romances de época, o que me deixou mais encantada com ela, pois sou amante desse gênero. Sebastian, mesmo com toda sua grosseria, esconde debaixo de tanto sarcasmo uma boa pessoa.
E o mais legal de tudo, não foi o romance em si, e sim a determinação de Posy para mudar a Bookends para Felizes para sempre. Posy me cativou desde o inicio.
A pequena livraria dos corações solitários, é um livro bastante rápido de se ler. Ele é um tipico romance chick lit, completamente clichê e previsível. A escrita da Annie Darling, é bem simples e ela fez seu livro recheado de referencias de autores que tanto amamos.
Não podemos deixar de falar da capa maravilhosa que esse livro tem. A edição está simplesmente perfeita.
Esse livro é seu romance de estreia, e já podemos aguardar a sequencia da serie dos corações solitários.