[Especial] 4 motivos para ver Secret Forest (Stranger)

A louca dos ~especiais~voltou!

Se algo é bom é pra ser recomendado, mas quando é ótimo é pra ser divulgado, panfletado, enaltecido e várias outra palavras terminadas com “do”, por isso a divulgação e recomendação master da semana é esse dorama maravilhoso de incrível: Secret Forest ou Stranger e para provar esse ponto vai aqui uma lista curta e sucinta do porquê se entregar essa intriga, além do prêmio de ter levado Seoul Award de melhor drama em 2017:

  1. O Plot

    Em princípio possui um caráter investigativo, ressalto que não segue o mesmo padrão usualmente encontrados em grande parte das séries estadunidenses, onde um caso é solucionado por episódio e podendo haver ou não uma trama maior se desenvolvendo para eclodir no fim da temporada, o drama segue a premissa de desenvolvimento de uma única trama com casos específicos não isolados. Mas vamos ao enredo, o foco é o chegar a resolução de casos em que o prelúdio é o assassinato de um homem com conexões e material suficiente para encurralar desde oficiais de alta patente até a membros do poder judiciário, em resumo membros do mais alto nível da pirâmide hierárquica do poder coreano, porém é através do arrasto de um promotor para a cena do crime que as circunstâncias ilógicas do crime se tornam o início do que parece um desafio, com sua personalidade apática e intelecto calculista Hwang Si-Mok é perspicaz, somando a sua falta de tato e sensibilidade se torna um personagem que contraria o carisma usuais se tornando incrivelmente estimulante, agora inserido nesse grande caso onde o produto principal é poder.
    Se algo atrai muito é um plot excitante e bem desenvolvido, colocar a mente para trabalhar é peça-chave para manter a atenção de quem assiste, quando inseridos plot twists existe a probabilidade do erro e apesar de isso não faltar, são todos tão bem calculados que a qualidade é uma crescente quase “tangível”, é possível identificar quando uma reviravolta volta é crucial.

  2. O cast e personagens (vou me abster para não ficar muito longo)
    Como uma boa entusiasta de Sense8 (se eu vivo é pra enaltecer a arte desse cluster) não escondo que um dos fatores que me levou a investir no drama foi a presença da rainha exterminadora, ela mesma, Donna Bae, como esperado, a brilhante atuação da Bae não decepciona e a sua personagem, a Tenente Han Yeo Jin demonstra o maravilhoso desenvolvimento de uma policial subestimada que acredita numa justiça limpa e na integridade de seus companheiros, porém o seu envolvimento na trama corrupta dos famintos pelo poder arranca essa sua “inocência” e seu amadurecimento pessoal e profissional é uma linha incrível de acompanhar.
    É com orgulho que digo que a experiência de ter meu queixo derrubado por tantos atores com perfeito encaixe nas características de seus personagens foi espetacular, primeiro que já conhecia o trabalho do Yoo Jae Myung, mas não interpretando alguém tão dissimulado e cheio de controvérsias de caráter, a seriedade de seu papel e a personalidade um pouco tola de seus personagens anteriores vistos por mim foram até mesmo esquecidos vendo-o assumir características tão sérias e mesmo manipuladoras.
    A minha apreciação fica envolta da maestria do Jo Seung Woo em literalmente se “vestir” de Hwang Si-Mok, um personagem que está longe de ser simples como pareceu na sinopse, Si-Mok é apático, sua condição de infância, a misofonia, onde esse quadro clínico de rejeição extrema a ruídos resultava em ataques agressivos, o levou a lobotomia, sendo a consequência dessa intervenção cirúrgica além de sanar sua síndrome, a perca de certas capacidades emocionais, ao mesmo tempo que expandiu sua capacidade estrategista e é nessa parte em que sua personalidade lembra a do detetive Sherlock Holmes, a alta perceptividade e raciocínio são características inerentes de ambos.

    Lobotomia é processo cirúrgico de risco de intervenção no cérebro, o nome se deve justamente ao fato de o córtex cerebral ser chamado de lobo cerebral, o uso dessa técnica só acontece em casos extremos e ainda sim sequelas são possíveis, como perda de sensibilidade e alterações de manifestações emocionais.

    Porém para Si-Mok sua agilidade de pensamento o conduz a uma conclusão precipitada e esse suposto deslize o desafia a desvendar esse caso, em contra-ponto a sua apatia, existem pontos que ratificam que ele é capaz de sentir frustração embora em baixa escala, como nas passagens frequentes em que ele acaba sendo requisitado e acaba deixando todo sua refeição intocada – deixe-me registrar aqui minha revolta por não deixarem ele comer, cada refeição deixada é um dor compartilhada com o Si-Mok -, juntando às constantes pressões para solucionar um caso extenso que coloca todo o sistema político e judiciário em mira, o promotor precisa manter o controle e ainda interpretar as dissimulações dos outrora colegas promotores, seu intelecto direto o deixa imune a questões que possam desvirtuá-lo de seu objetivo, afinal ele é obstruído de impulsos e desejos ocasionais.
    Em uma breve síntese dos outros personagens que se envolvem bastante na trama, como no caso da tenente Han e do Si-Mok que são como personalidades complementares por características opostas, o mesmo ocorre com Seo Dong-Jae, interpretado por Lee Joon-Hyuk e Young Eun-Soo, por Shin Hye-Sun, ambos possuem algo em comum relacionado aos próprios interesses, ao mesmo tempo que um esboça um cinismo calculista, o outro aparenta estratégia por impulso com traços de uma inocência quase extinta no âmbito não só da Promotoria, mas também do judiciário.

  3. Antagonismo
    Não posso especificar de forma definida e personificada quem assume a faceta como vilão no drama, mas faça suas apostas prontos para sérios riscos, assim como existem jogos de poder, existem os de influência do próprio drama, não posso revelar mais por motivos de: spoiler!
    E também porque não quero, existe àquela adrenalina em ser influenciado pelo fatos, se sentir o mais próximo possível da trama – e se sentir frustrado pelas várias conclusões equivocadas -, então valorizo essa experiência, cada emoção é chave nesse desenrolar então vai nessa sem medo, afinal o único aparentemente destemido aqui é o Hwang Si-Mok mesmo.
  4. Retrato realístico
    Existe momento mais oportuno do que o atual para abordar sobre corrupção? Creio que não, então vá em frente para quebrar alguns tabus, o que se sabe com certeza a absoluta além da morte?
    É que seres humanos NÃO são perfeitos, sim existem poderes como judiciário, legislativo e executivo para manter a possível bagunça ordenada na medida possível, porém os desfalques de caráter existem, pessoas podem ser influenciadas por distintas coisas, poder principalmente, este pode assumir diferentes facetas, dinheiro, influência, comida – mas veja só – e até mesmo vingança, um ser humano em profunda tristeza e capaz de apostar o que tem, até que ponto pode ir?
    Outra observação possível que expressa a realidade é reprodução da própria sociedade sul-coreana, o costume de sempre respeitar os mais velhos e manter o nível hierárquico de comando em uma constante, gera controvérsias no drama sobre o quanto pode ser danoso ignorar tais condutas, a confiança cega pode ser cruel e se mostrar uma grande decepção.
  5. Extra – Onde ver
    Para melhorar ainda mais, dá para ver pela Netflix e DramaFever, isso mesmo, sabe aquela de baixar para ver offline? Dá pra fazer e a vontade.

Fechando com esse gif dos bastidores do drama, olha esses dois que fofos!

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