[Resenha] Os Segredos dos Olhos de Lady Clare

Livro: Os Segredos dos Olhos de Lady Clare
Autora: Carol Townend
Ano: 2018
Editora: Harlequin
Páginas: 288
Sinopse: Enquanto investiga a causa do aumento de bandidos em Troyes, sir Arthur Ferrer encontra a misteriosa Clare, uma possível filha ilegítima do conde de Fontaine, da Bretanha. Ele então percebe que ela pode ser a chave para a sua própria salvação.
A honra exige que Arthur a leve até o pai para que possa ser reconhecida mas o desejo prefere que ela fique em seus braços. Será possível conciliar honra e desejo?
A autora Carol Townend mais uma vez convida as leitoras para uma viagem inesquecível de volta a condados, cortes e reinos e às incríveis histórias de amor entre nobres da (nem tão) alta sociedade da época

Clara leva o leitor a um período medieval para narrar a vida da misteriosa Clare

Vivendo em eterno temor de se distanciar de onde vive a se esconder, Clare acaba por acompanha a jovem Nell ao Torneio da Noite de Reis, tentando esconder parte de seu pânico e passado como uma pária e escrava, nessa mesma ida ao evento de cavaleiros no torneio ela é dragada pela imprevisibilidade do destino devido a presença de um famoso e temível vendedor de escravos. Nesse meio tempo conhece Artur, um cavaleiro que fica atraído pelos olhos dispares dela, uma característica que ele já observou em outra pessoa, ele se demonstra disposto a ajudá-la a reencontrar seu verdadeiro eu a muito esquecido, porém ao que parece, presente em seus olhos, olhos esses peculiares e inesquecíveis, mesmo seus ruivos cabelos lhe conferem uma aparência destoante e como fugitiva do passado são como faróis para sua presença aonde vá.

Será que um dia conseguiria a liberdade? Algumas vezes, Clare era só dúvidas e tristeza. Aquele era um desses dias. Não importava o que fizesse, o pesadelo estava sempre rondando. As pessoas não conseguiam evitar fitar seus olhos destoantes, um azul acinzentado e outro verde. Olhos assim eram impossíveis de se esconder.

Mesmo se mostrando benevolente e disposto a ajudar Clare, Artur também possui um interesse pessoal em “resgatar” ela, porém com sua conturbada experiência sujeita a submissão contra a sua vontade, Clare teme que a boa vontade de Artur seja algum tipo de armadilha, só depois que ela cede e arrisca o seguir para descobrir quem ela pode ser e o que já foi, mas sempre atenta, sua timidez observada no início da trama vai dando lugar a uma mulher tenaz e auto consciente. Assim como Clare esconde cicatrizes, Artur mantém suas feridas ocultas e tenta remediá-las, pouco a pouco reconstruindo um novo objetivo, ele se descobre ainda mais envolvido com Clare a descoberta de que ela lhe é querida bem mais do que ele reconhecia no início da jornada deles é um avanço de aceitação e desafio.

Clare não era seu bem-querer. Um cavaleiro sem terras não tinha nada a oferecer a alguém como ela. Era preciso se lembrar do que havia acontecido com sua mãe, a maneira como fora marginalizada porque havia tido um filho fora do casamento. Isso não aconteceria com Clare.

Carol Towend tem um escrita apreciável e sua liberdade em desenvolver seus personagens no tempo certo é bem tecida, envolvendo dramas e mistérios torna o romance ainda mais atrativo para o desfrute de uma boa leitura, tanto Clare, quando Artur possuem seus espaços narrativos, tendo suas lamúrias e sentimentos expostos ao leitor com uma franqueza auto deliberada de cada um, não podem deixar o passado para trás, portanto necessitam de coragem para tentar um futuro.


Um romance medieval encantador de ler

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[Resenha] A Duquesa

Resultado de imagemLivro: A Duquesa
Autora
: Danielle Steel
Ano: 2018
Editora: Record
Páginas: 336
Sinopse: A saga de uma jovem bem-nascida, que se vê sozinha no mundo e é obrigada a embarcar em uma jornada de sobrevivência e sensualidade em busca da tão sonhada justiça. Angélique Latham cresceu no esplendoroso Castelo Belgrave, na Inglaterra, e foi criada sob a tutela e o carinho do pai, o duque de Westerfield. Aos 18 anos, ela é a menina dos olhos do duque, mas, assim que ele morre, seus meios-irmãos mais velhos lhe viram as costas, abandonando-a completamente. Porém, com sua inteligência aguçada, uma beleza arrebatadora e um baú de dinheiro que seu pai lhe deu em segredo no leito de morte, ela fará de tudo para sobreviver. Sem conseguir arrumar emprego por não ter uma carta de referência, mesmo depois de um tempo trabalhando como babá, Angélique tenta a sorte em Paris. E é lá que o destino coloca em seu caminho uma prostituta, vítima dos maus-tratos de Madame Albin. Ao ajudar a jovem, Angélique vê uma oportunidade: abrir um bordel de luxo para atender aos homens mais abastados da cidade e onde pudesse proteger essas mulheres. Logo, o elegante le Boudoir, um lugar onde os homens poderosos podem satisfazer seus desejos mais secretos com as companhias mais sofisticadas, se torna a sensação de Paris. Mas, vivendo na iminência de um escândalo, Angélique conseguirá algum dia recuperar seu lugar no mundo?

A capa do livro é vermelha justamente pra combinar com a sede de sangue que o leitor sente lendo

Quem diz que a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena, só precisa ler as primeiras páginas desse livro para ficar com sede de uma vingança, uma vontade sanguinária de mudar fatos passados e a vida de Angélique. Filha caçula do duque de Westerfield, Angélique é uma garota nascida do amor e desse mesmo amor cresceu mesmo que tenha perdido a mãe em seu nascimento, seu pai não poupou esforços em lhe prover não só meios para crescer, quanto para desenvolver seu caráter, amada mesmo pelos criados da família, a quem seu pai respeita e por eles é respeitado.

O contra gosto de seus irmãos quanto a Angélique é explícito, mesmo que para ela não passe apenas disso, mas ela perde sua inocência de acreditar na boa fé daqueles que nunca lhe dedicaram o mínimo afeto e seu lar numa tacada cruel do destino que levou seu pai, desamparada pela condição de ser mulher, sua única “família” lhe descarta na primeira oportunidade, sem qualquer consideração a dor do luto de sua perda, aos 18 anos, Angélique é brutalmente jogada no mundo, sem amparo familiar e sujeita a se tornar babá num lugar desconhecido, longe de tudo que fez parte de sua vida desde sua infância, sem qualquer alento além de sua vontade de sobreviver.

Ela não havia perdido somente a vida e o mundo ao qual fora habituada  até aquele momento, como também o nome de sua família. Angélique estava se tornando uma pessoa anônima. Tristan também roubara sua identidade.

Mesmo com uma pequena garantia de algum conforto, a vida de uma mulher tão jovem sozinha no mundo não é nada fácil e Angélique descobre isso do jeito mais difícil, sendo envolvida em intrigas, assediada e ainda culpada por não se submeter às vontades de outrem, sem ter mais o que fazer e despachada sem carta de recomendação, ela tenta outros meios para reequilibrar sua vida, reconstruindo uma identidade pra si no país natal de sua mãe, na França

Meninas não conseguiam empregos, não tinham dinheiro nenhum nem lugar para morar se viam sujeitas à única coisa que poderiam fazer para sobreviver. Ela conseguia entender isso perfeitamente agora. Sem referência, a filha do duque também não estava conseguindo arrumar um emprego e, se não contasse com o dinheiro do pai, uma hora dessas, poderia se encontrar na mesma situação.

São penosas lições de vida as que Angélique aprende em sua jornada para sobreviver e driblar seus inúmeros infortúnios, mas sua descendência francesa, perspicácia e capacidade de administrar a colocam numa trilha improvável, porém, bastante frutífera, ainda mais se ela empregar os meios certos e oferecer tratamentos direcionados à todos aqueles envolvidos, um bordel luxuoso, onde ela acolheria as prostitutas mau tratadas para protegê-las e prover um ambiente propício para aferir mesmo que certo conforto a elas, ao mesmo tempo que atende os desejos dos homens influentes, até mesmo com sangue aristocrático, ela como filha da aristocracia pretende se beneficiar do dinheiro deles e de seus segredos, unindo a fome com a vontade comer, Angélique se torna capaz de gerir um novo universo sensual e enigmático no coração da França.


Finalizar essa leitura e sentir a vitória de Angélique? Não tem preço!

[Resenha] Rio Vermelho – #ParaArrepiar

Livro: Rio Vermelho

Autora: Amy Lloyd

Editora: Faro Editorial

Ano: 2018

Páginas: 266

Sinopse: Há vinte anos, Dennis Danson foi preso pelo assassinato brutal de uma jovem no condado de Red River, na Flórida. Agora ele é o assunto de um documentário sobre crimes reais que está lançando um frenesi online para descobrir a verdade e libertar um homem que foi condenado erroneamente. A mil milhas de distância na Inglaterra, Samantha está obcecado com o caso de Dennis. Ela troca cartas com ele e é rapidamente conquistada por seu aparente charme e bondade para ela. Logo ela deixou sua velha vida para se casar com ele e fazer campanha para sua libertação. Mas quando a campanha é bem sucedida e Dennis é libertado, Sam começa a descobrir novos detalhes que sugerem que ele pode não ser tão inocente…


Dannis Danson, foi preso, acusado do assassinato de uma garota de 11 anos na cidade de Red River na Califórnia, quando tinha 18 anos. Um caso que ainda hoje, 20 anos depois, não foi completamente esclarecido devido a falta de evidências concretas.

Por isso, várias pessoas ao redor do mundo acreditam e defendem a sua inocência, entre elas a professora britânica Samantha. Depois de assistir ao documentário que conta a história de Dennis, Sam desenvolve uma obsessão por ele, que a faz passar horas defendo sua inocência na internet, e logo começar a trocar cartas apaixonadas com seu “amor bandido”.

Sam se muda para Califórnia, onde começa a visitá-lo regularmente, e acompanhar a gravação de um novo material sobre seu amado em Red River, cidade onde tudo aconteceu.

Após um inesperado pedido de casamento, e muitas reviravoltas judiciais, Dennis agora solto e casado com Sam, retorna a sua cidade natal, e Sam começa a questionar se o homem com quem ela casou, é realmente quem ela acretiva ser.

Se você confia nele… Então porque está com tanto medo?

Amy Lloyd constrói um enredo eletrizante e por vários momentos angustiantes. Um lembrete de que as vezes as pessoas não são o que parecem e que toda história tem mais de um lado e mais de uma verdade.

Rio Vermelho, é um livro feito para instigar o leitor e provoca-lo a questionar o seu próprio senso de certo e errado.

Com uma edição brilhante, a Faro Editorial nos presenteia com a genial e premiada escrita da Amy Lloyd, a qual esperamos muito reencontrar em outros livros.

[Resenha] O colecionador de memórias

Livro: O Colecionador de Memórias
Autora
: Cecelia Ahern
Ano: 2018
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Sinopse: Quando Sabrina Boggs se depara com uma misteriosa coleção de bens do pai, ela descobre uma verdade onde nunca soube que havia uma mentira. O homem familiar com quem ela cresceu de repente é um estranho para ela.
Uma quebra em sua rotina monótona deixa-a apenas um dia para destravar os segredos do homem que ela pensava conhecer. Um dia para desconhece memórias, histórias e pessoas que ela nunca soube da existência. Um dia que muda para sempre a vida dela e daqueles que a rodeiam.
O colecionador de memórias é uma história sobre como as decisões mais comuns que tomamos podem ter as consequências mais extraordinárias na forma como vivemos nossa vida. E como, às vezes, somente desvendando a verdade sobre outra pessoa, você realmente pudesse se entender.

Uma enredo com uma proposta totalmente diferente das obras usuais da Cecília, o romance abre espaço para a reflexão e dores passadas

Bolinhas de gude podem parecer pouco ou nada para as pessoas, mas Sabrina tem uma inesperada surpresa em descobrir que elas são como os mais valiosos tesouros para seu pai Fergus, não só por significar diversão, mas, por serem como cápsulas de lembranças de um passado diferente da pessoa que ele se mostra ser, mesmo em recuperação e constante acompanhamento de um derrame que lhe incapacitou as memórias, Fergus se demonstra realmente suscetível a lembranças que nunca externalizou.

Olhando essas bolinhas, eu juro, bem aqui, ser leal a ela, e não estou me referindo a sair dormindo com outras, mas deixar que ela veja meu verdadeiro eu, pela primeira vez. Mostrar-lhe essa bolinha, mostrar minha maior e melhor parte.

Sabrina surpresa em saber que seu pai esconde o eu de sua juventude, fica tocada e comovida a explorar mais sobre esse misterioso passado, com um curto espaço de tempo para desvendar fatos passados foram a felicidade e tristeza de seu pai. Com o complemento dos focos narrativos que são sabiamente alternados entre o processo atual de Sabrina envolvendo sua investigação para conhecer verdadeiramente seu pai e as lembranças do próprio Fergus, se enlaçando belamente em um ritmo tocante, como ler uma carta escrita com os sentimentos na ponta da caneta.

Tenha ele planejado ou não, Hamish sugou, sim, um pouco da vida do meu pai e, ao fazê-lo, não somente roubou parte do meu pai de mim, mas, pior, Hamish roubou parte do meu pai dele mesmo.

Porém o que seria uma infância vibrante e alegre como Sabrina esperava que o pai tivesse tido, se revela um período doloroso, a ponto de fazê-lo guardar ressentimentos, por simplesmente não poder deixar ir ou só trancar no passado, impossível de esquecer e mais ainda de renegar essas memórias e àquelas pessoas. Se espera emoções forte e um plot sobre conhecimento de si, esse é o livro, as grandes emoções não estão em reviravoltas, mas sim no processo construtivo do quebra cabeça do que Sabrina pouco sabe sobre si e seu pai, ou do que ele poderia ter sido se não estivesse preso em sua dor.


Um livro mais que extraordinário!

[Resenha] Quando as estrelas caem

downloadLivro: Quando as Estrelas Caem

Autoras: Amie Kaufman e Meagan Spooner

Editora: Novo Conceito

Ano: 2018

Páginas: 416

Sinopse: Tarver só tem 18 anos, mas já ocupa o posto de Major e foi condecorado como herói. Lilac é mimada e arrogante, e acha que o mundo existe somente para servi-la. A menina mais rica da galáxia e o guerreiro misterioso. Perdidos em um planeta abandonado, os únicos sobreviventes de um desastre que matou milhares de pessoas sabem que precisam aprender a conviver e não estão certos de que conseguirão voltar para casa um dia.
Juntos, eles enfrentam aparições, vozes fantasmagóricas, coisas que desaparecem e a presença cada vez mais próxima da força desconhecida que ejetou do espaço a nave Icarus.
Criando um vínculo que supera o clichê os opostos se atraem , Lilac e Tarver provam que a coragem e a lealdade podem ser muito maiores que o instinto de sobrevivência. Personagens que, de tão imperfeitos, nos fazem torcer por eles.
Suspense arrebatador, amadurecimento e um desfecho eletrizante daquelas fantasias que nos cativam e fazem querer compartilhar a história com todo mundo… Quando as estrelas caem é apaixonante.

Oi migos, tudo bom? Então, hoje vamos ter uma história de amor que tem um pouco de tudo que, particularmente, eu gosto: amor, clichê, romance e fantasia. Hoje, para vocês, “Quando as Estrelas Caem”.

Nesse livro conhecemos Lilac LaRoux, a intocável, filha do homem mais rico da galáxia, com todos prontos para servir suas necessidades. Além dela, temos Tarver Meredsem, que recentemente foi condecorado como um herói por seus feitos como major do exército. Para ele, seria mais um dia normal em sua vida, quando foi chamado junto com os outros colegas militares, para fazer a proteção de pessoas na nave Icarus. Na nave, o rapaz tem o primeiro contato com Lilac, que não o trata da forma esperada e ele, por displicência, não reconhece a garota.

“Meu olhar recai sobre uma garota sentada sozinha, observando a multidão sem muito interesse. Seus cabelos e sua pele lisa denunciam que ela é um deles, mas seu olhar diz que ela é melhor, que está em um nível acima, intocável. ”

Porém a nave é atacada e Tarver, como bom soldado que é, busca sempre salvar todos que estão ao seu redor. No seu caminho encontra Lilac, que os guia para a cápsula de sobrevivência mais próxima. Depois de adversidades da “viagem”, eles acabam em um lugar totalmente novo, sem nenhum vestígio aparente de vida, mas naquele momento eles precisam achar uma forma de sobreviver e achar uma saída para voltar pra casa.

O local tem um que de sobrenatural, quando, logo após chegarem, Lilac começa a ouvir alguns sussurros um pouco assustadores. Logicamente, quando você observa a circunstância, a resposta mais rápida é que ela esteja delirando, por conta de vários fatores: a batida na cabeça pós queda ou a situação traumática por si só. Mas e quando Traver também começa a ouvir os sussurros e ver coisas tal qual Lilac?

O grande ponto do livro é a ideia de que sozinhos eles não vão conseguir sobreviver, é clichê, mas juntos eles são fortes.

 “Se eles estão tentando se comunicar […] então a pergunta é: o que eles querem, com tanta dificuldade, dizer?”

QUE LIVROS SENHORAS E SENHORES!! Eu estou baqueada até agora e tem tipo uns 4 ou 5 dias que eu terminei ele. Surpreendente é uma palavra que caracteriza minha experiência, nada mais que isso. Eu, quando li a sinopse, achava que na hora que colocasse os olhos em Lilac a plaquinha do ranço iria descer em caixa alta e piscando neón, mas graças à Gaga quebrei a cara. Lilac te conquista com as pequenas coisas, mesmo que, no início, ainda tenha a soberba de uma menina rica e mimadinha, Major Merendsen é um espetáculo à parte, ele te prende, te faz querer (em um momento de loucura admito ter tido esse pensamento) viver com ele naquela situação.

 “— Você quer dizer que nunca mais nos veremos de novo? […]

— Talvez não. — Há uma nota mais suave e menos cheia de certeza na voz dele. […]

— É disso que eu tenho medo — digo, em um sussurro. Eu me inclino em direção a ele, enquanto os meus cabelos caem em volta do rosto dele, e permito que os meus lábios toquem os dele.”

Uma coisa que eu achei maravilhosa é a perspectiva do futuro que o livro nos dá, quando, entre um capítulo e outro são mostrados diálogos de interrogatórios que Traver estaria sendo submetido. Os capítulos são, como de outros livros que estão surgindo de uns tempos pra cá, que é cada personagem narrando um capítulo, o que eu não acho uma coisa ruim e dá até uma dinamicidade à história.

Se você quer um livro para suprir sua necessidade de romance, fantasia, clichê e aventura, esse É o seu livro. Além de tudo isso, deixa o leitor com o gostinho (gostão, na verdade) de quero mais.

“— Você sabe o que eu pensei na primeira vez que a vi, quando você falava com aqueles oficiais? — Há uma ponta de nervosismo na minha voz, certa hesitação. Eu pareço nervoso, mas não estou. Nunca tive tanta certeza do que dizer. […]— Eu pensei… Esse é o meu tipo de garota.”

Até semana que vem e eu espero que tenham gostado.

Xoxo,

Nath.

[Resenha] A Sede – #ParaArrepiar

Yooooooooo! Tamo começando um especial aqui no blog e lá no Instagram: o #ParaArrepiar. Vão ser resenhas e comentários sobre livros que fizeram nosso sangue gelar e os pelos da nuca ficarem arrepiados!


Livro: A Sede

Autor: Jo Nesbø

Editora: Record

Ano: 2018

Páginas: 531

Sinopse: Um assassino está a solta. Ele está na sua casa. E tem sede de sangue. Harry Hole está de volta para enfrentar o único assassino que escapou de suas garras.

Uma mulher é morta em seu apartamento depois de um encontro marcado pelo Tinder. As marcas no corpo mostram que a polícia está lidando com um assassino peculiar, quase sobrenatural. No pescoço, uma mordida brutal, com alguns fragmentos de tinta e ferro. Em toda a parte, indícios de que o criminoso bebeu o sangue de sua vítima. Logo em seguida outra mulher morre em condições semelhantes.
A equipe de investigação, agora liderada por Katrine Bratt, se vê pressionada pela mídia a solucionar esses casos o quanto antes. A repercussão é tamanha que o chefe de polícia, Mikael Bellman, precisa resolver os crimes o mais rápido possível para que sua reputação permaneça inabalada. Sua única saída é chantagear Harry Hole para trazê-lo de volta à Divisão de Homicídios. Ele não parece disposto a ajudar, mas semelhanças com casos passados colocam Harry frente a frente com o único monstro que já escapou de suas caçadas.

Depois de um encontro marcado pelo Tinder, o corpo de Elise é encontrado morto em seu apartamento. O departamento de polícia, não sabe se está tratando com um assassino ou um ser sobrenatural. Várias marcas foram deixadas pelo corpo da vítima, e seu sangue foi completamente drenado.

Depois de outros corpos aparecerem pela cidade com a mesma característica do primeiro homicídio, e com a pressão da mídia ao redor dos casos, a inspetora Katrine Bratt precisa da ajuda do único que parece ser capaz de resolver esse mistério: Harry Hole.

“A Sede” é mais um livro de Jo Nesbø, e narra mais uma aventura do detetive Harry Hole. A Sede é o primeiro livro dessa “série” que eu leio, e mesmo sendo livros individuais, eu senti falta de alguns pontos da história por não ter lido a série completa. Mas vamos avaliar a história como indivíduo:

A escrita do Jo Nesbø é absurdamente viciante. No minuto em que você começa a ler, seu coração só terá paz, quando você terminar de ler. E talvez nem assim. Outra característica do autor que me deixou muito empolgado, foi a troca de pontos de vista dentro dos capítulos, dando ao leitor uma perspectiva muito maior dos acontecimentos e da resolução do caso.

Como personagem, não achei muita diferença entre a personalidade do Harry Hole, com outros detetives já conhecidos na literatura, porém como li o quinto livro de aparição do personagem, fica difícil para mim avaliar se isso é uma constante, ou se ouve uma evolução ou regressão na construção do personagem.

A história como um todo é muito envolvente e trata de um ponto bem relevante, encontros por redes de relacionamento. Vale lembrar que é sempre um risco conhecer pessoas através desse aplicativo, pois nunca sabemos quando vamos encontrar o príncipe encantado ou Jack o estripador.

O livro possui uma edição simples, porém com ótima execução de tradução, revisão e diagramação. O Grupo Editorial Record, mais uma vezes mandando muuuuuito bem!

[Resenha] Um Planeta Em Seu Giro Veloz

Livro: Um Planeta Em Seu Giro Veloz

Autor: Madeleine L’Engle

Ano: 2018

Editora: Harper Collins Brasil

Páginas: 272

Sinopse: Um unicórnio, um menino e o vento, juntos em uma só velocidade!
Quando Charles Wallace Murry, agora com quinze anos, grita em desespero a invocação de uma antiga runa para afastar a escuridão, uma criatura radiante aparece. É Gaudior, unicórnio e viajante do tempo. Charles Wallace e Gaudior devem viajar até o passado através dos ventos do tempo e tentar encontrar um Pode-Ter-Sido, um momento do passado em que todos os eventos que se seguiram até o presente podem ser mudados, e o futuro da Terra – esse pequeno planeta em seu giro veloz – pode ser salvo.

Charles Wallace agora é um adolescente de 15 anos, Meg Wallace (agora Meg O’Keef) está grávida e casada com Calvin. Porém a ameaça de uma guerra nuclear assusta a todos os Murry; e uma estranha Runa da Mamãe O’Keef pode ser a única salvação.

Então Charles Wallace entoa a Runa e com a ajuda do Unicórnio Gaudior, eles vão viajar pelo tempo e contra ele, em busca de um Pode-Ter-Sido, que se modificado poderá salvar toda a humanidade.

“Um Planeta Em Seu Giro Veloz”, é o terceiro livro da série “Uma Dobra No Tempo”, e mais uma vez somos agraciados com a brilhante escrita Madeleine L’Engle, e suas impressionantes lições, sobre vida, amor e fé.

Em uma história única e de deixar o coração quentinho e cheio de amor, aprendemos que sacrifícios por aqueles que amamos, são sempre provas de amor. Que quando pensamos ter o controle das situações, apenas Deus e seu tempo controlam tudo. Uma história apaixonante é um pouco mais complexa nos parâmetros da ficção científica que as outras duas, Um Planeta Em Seu Giro Veloz é disparadamente meu livro favorito da série até então.

A Harper Collins Brasil, mais uma vez faz uns do mais belos trabalhos de edição para os livros dessa série e mal posso contar os dias para os próximos livro. (Sério, lancem logo Many Waters, preciso da história dos gêmeos logo!)

Um cheiro e até a próxima!