[Resenha] Garotas de Neve e Vidro

Livro: Garotas de Neve e Vidro
Autora
: Melissa Bashardoust
Tradução: Edmundo Barreiros
Ano: 2018
Editora: Plataforma 21
Páginas: 384
Sinopse: Mina é filha de um mago cruel e sua mãe está morta. Aos dezesseis anos, seu coração nunca bateu apaixonado por ninguém – na verdade, ele jamais bateu de forma alguma, e Mina sempre achou esse silêncio normal. Ela nunca suspeitou que o pai arrancara seu coração e, no lugar, colocara um coração de vidro. Então, quando Mina chega ao castelo de Primavera Branca e vê o rei pela primeira vez, ela cria um plano: ganhar o coração dele, tornar-se rainha e finalmente conhecer o amor. A única desvantagem desse plano, ao que tudo indica, é que ela se tornará madrasta.
Lynet tem quinze anos e é a imagem de sua falecida mãe. Um dia, ela descobre a verdadeira razão disso: a partir da neve, um mago a criou à semelhança da rainha morta. Mas, apesar de ser a projeção visual perfeita da falecida rainha, Lynet preferiria ser forte e majestosa como sua madrasta, Mina. E Lynet realiza seu desejo quando o pai a torna rainha dos territórios do sul, tomando assim o lugar de Mina.
A madrasta, então, começa a olhar para a enteada com algo que se assemelha ao ódio, e Lynet precisa decidir o que fazer – e quem quer ser – para ter de volta a única mãe que de fato conheceu… ou simplesmente vencer Mina de uma vez por todas.
Garotas de neve e vidro traça a relação de duas mulheres fadadas a serem rivais desde o princípio – a não ser que redescubram a si mesmas e deem novo significado à história que lhes foi imposta.
Este aclamado reconto feminista do clássico Branca de Neve nos leva a um mundo singelo e, ao mesmo tempo, maravilhoso – como nos contos de fadas. Uma releitura contemporânea para mantê-lo sempre atual e presente.

Tá sentindo isso? É o cheiro da glória

Com uma visão inspirada na realidade do quanto a sociedade espera a desavença e inimizade entre figuras femininas, como um desejo sanguinário de sobressair às custas da outra, algo em realidade é desnecessário, é possível coexistir e ainda se aliar. Diferente do conto de fadas de A Branca de Neve, pontas soltas são revertidas em partes de uma trama que faz ainda mais sentindo explicando suas relações humanas, inserindo contextos dolorosos e até mesmo dramas  da realidade, onde são abordados temas como abuso familiar e até obsessão.

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