[RESENHA] Battle Royale

Livro: Battle Royale

Autor: Koushun Takami

Editora: Globo Alt

Páginas: 664

Ano: 2014

Sinopse : Em 1997, o jornalista e escritor japonês Koushun Takami sofreu uma grande decepção. O manuscrito de seu romance de estreia havia chegado à final do Japan Grand Prix Horror Novel, concurso literário voltado para a ficção de terror, mas acabou preterido. Não era para menos. Embora habituado a tramas assustadoras, o júri se alarmou com a história do jogo macabro entre adolescentes de uma mesma turma escolar que, confinados numa ilha, têm de matar uns aos outros até que reste apenas um sobrevivente. Detalhe: o organizador da sangrenta disputa é o próprio Estado japonês, imaginado pelo autor como uma totalitária República da Grande Ásia Oriental. O livro, intitulado Battle Royale, só seria lançado em 1999, espalhando um rastro de polêmica – vendeu mais de 1 milhão de exemplares e foi comentado no Japão inteiro. A repercussão foi tão intensa que apenas um ano depois já eram lançadas as adaptações da história para o cinema e para os mangás – mais tarde, viriam sequências tanto na tela grande como nos quadrinhos. O filme, que tem no elenco o ator e cineasta cult Takeshi Kitano, chegou ao Brasil apenas em DVD, enquanto a série em mangá completa foi publicada aqui entre 2006 e 2011. Para alento de quem assistiu ao filme, acompanhou os mangás ou não fez nada disso – mas adora ficção juvenil de primeira linha – a Globo Livros finalmente preenche a última lacuna: com tradução direta do japonês, assinada por Jefferson José Teixeira, o livro Battle Royale aporta nas livrarias brasileiras na condição de um dos lançamentos mais aguardados de 2014. A ansiedade se explica pela duradoura permanência de Battle Royale sob os holofotes. Em 2009, ninguém menos do que Quentin Tarantino chegou a eleger o filme como o melhor que viu desde o início de sua carreira de cineasta. Mais recentemente, com o sucesso do blockbuster cinematográfico Jogos Vorazes, não faltaram leitores e espectadores do mundo todo acusando a norte-americana Suzanne Collins, autora do livro em que se baseou a produção de Hollywood, de ter plagiado a história de Koushun Takami. Apesar de o ponto de partida ser exatamente o mesmo – jovens obrigados a se matar entre si como parte de um jogo –, a escritora alega que só veio a saber da existência da obra japonesa quando o primeiro Jogos Vorazes já estava no prelo. De sua parte, Takami, cordialmente, declarou que não pretende processar Collins, por acreditar que cada livro tem algo novo a oferecer. Independentemente disso, a questão tomou conta da internet, com milhares de páginas de fãs debatendo semelhanças e diferenças entre as obras. Um ponto comum entre muitas das resenhas é o de que em Battle Royale o autor se aprofunda com mais vigor no desenho psicológico dos numerosos personagens – a turma de estudantes tem 42 pessoas –, trazendo à tona informações sobre a história de cada um como forma de explicar seu comportamento e suas reações diante dos perigos do jogo pela sobrevivência. Na batalha de todos contra todos, há os que enlouquecem, os que se revoltam, os que extravasam os piores instintos, os que buscam se alienar – e até os que assumem com prazer a missão de eliminar pessoas que horas antes eram colegas de classe. Nesse ambiente, o fio do suspense se mantém esticado o tempo todo: é possível confiar em alguém? Do que um ser humano é capaz quando toda forma de violência passa a ser incentivada? A tarefa de traduzir a esperada saga coube a Jefferson José Teixeira, carioca que morou no Japão durante 11 anos. Especialista em caligrafia chinesa, atua como tradutor desde a década de 1980, e exibe em seu currículo de documentários a clássicos da literatura, como A Chave (Kagi), de Junichiro Tanizaki, Miso Soup, de Ryu Murakam, Chuva Negra, de Masuji Ibuse e Norwegian Woods, de Haruki Murakami.

Compre Aqui


Em um país totalitário, todos os anos uma turma de estudantes do nono ano é escolhida aleatoriamente para participar de um jogo.

Seus alunos são dispostos em um campo de batalha, com um kit de sobrevivência e uma arma. O objetivo? Matarem uns aos outros.

O Battle Royale surgiu como um experimento governamental, onde cinquenta estudantes, selecionados devem se matar entre. E todos os dados e tempo do programa são analisados e estudados pela secretaria defesa.

Durante uma viagem escolar, turma B do Colégio Shiroiwa é surpreendida, e forçada a participar do programa. Enquanto alguns se recusam e tentam uma forma de escapar, outros parecem mais inclinados a viver a experiência até o fim.

Uma história eletrizante e apaixonante, que mesmo em suas 623 páginas, prende a atenção do leitor, eo contagia para cada novo acontecimento.

Tem livros que se a gente apertar, eles chegam a pingar sangue não é mesmo?

*se você tem estômago fraco ou não sabe lidar com história de crueldade desenfreada contra menores, esse livro não é indicado*

A primeira vez que assisti ao filme Battle Royale, foi em 2010. E desde aquele momento a história me cativou e não saia da minha cabeça. Mas com a maturidade, vem também o senso crítico, então 9 anos depois, chegou a hora de ler o livro e resenha-lo.

A um primeiro contato, BR aparenta ser apenas mais uma distopia, cheia de sangue e mortes, do tipo que conquista o leitor mais pelo enredo do que pelo os personagens. Mas quando lido com mais atenção, a história vai além. Uma critica ao regime governamental da Coreia do Norte e seu regime totalitário. Os personagens mesmo adolescentes possuem um grande discernimento de certo e errado, mesmo aqueles escolhem por matar durante o jogo, tem pensamentos políticos e sociais muito bem construídos para uma história escrita em 1999.

O desenvolvimento da trama é dividido, lento na primeira parte para inserir o leitor nos eventos que levaram ate ali; acelerado nas últimas partes, tirando o fôlego e deixando o leitor ansioso pelo desenrolar da história. O universo construído por Koushun Takami faz um paralelo com o mundo real, o que torna toda a história ainda mais assustadora e possível de chegar se tornar real.

Battle Royale é uma história que eu sempre recomendo para quem curte histórias violentas e sanguinárias, em qualquer uma das mídias (mangá, filme, anime e livro), sempre fiel a história original de Takami, e que estimula o pensamento social e senso crítico de valores.

Ja leu? Me diz o que você achou!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s