Mulher, ambição e poder!

Filme: O Escândalo

Título original: Bombshell
Direção: Jay Roach
Elenco: Charlize Theron, Nicole Kidman, Margot Robbie
Duração: 1hr 49min
Gênero: Biografia/Drama
Produção: Bron Studios Inc
Distribuição: PARIS FILMES
Sinopse: Um gigante do telejornalismo e antigo CEO da Fox News, Roger Ailes (John Lithgow) tem seu poder questionado e sua carreira derrubada quando um grupo de mulheres o acusam de assédio sexual no ambiente de trabalho.
Estreia dia: 16 de Janeiro de 2020


A princípio O Escândalo soa pretensioso quando o assunto é sobre feminismo e suas áreas abrangentes, o elenco tem a melhor apresentação para lidar com esse tema, principalmente no cenário político e televisivo que ele se encontra, talvez tenha faltado um toque feminino, uma diretora com mais aprimoramento tratando sobre um espaço que ela sabe falar, mas nada que atrapalhe a interpretação do filme e no fim ele não passe a mensagem designada e fortemente frisada através de sua conclusão final. Em uma semana com títulos como “Adoráveis mulheres” – ainda em cartaz, combina-se os temas e suas diferentes perspectivas sobre a repressão masculina e seu frágil egotismo.

O caráter televisivo transporta ao telespectador a imersão dos estúdios de tv americanos ao qual o início narra e sua fixação em primeira pessoa quanto aos âncoras se dispondo ao público, aqui eu segrego dois pontos sobre a visão reacionista do longa, uma talvez ditada pelo diretor ao desenvolvimento de seus personas, e outra a imagem que alguns mais sensíveis terão de seu progresso:

Jay Roach (Diretor) célebre diante de desafios com o caráter político, transcendeu o caos ideológico pontuando a eleição (e vitória, para infelicidade republicana) do Donald Trump em 2016, um ano em que o escândalo da Fox veio a tona e aqui é retratado dramaturgicamente, infelizmente algumas cenas são sexualizadas e consideradas masculinas demais quanto a ênfase primordial. Daí o sentimento de supressão da realidade e o quão poderia ser melhor abordada por um olhar feminino. O caráter simbólico que pesa quanto aos homens de grande poder e sua obsessão pelo assédio por mais abordado que seja acaba por superficial em um momento que poderia ter um melhor desempenho.

A Margot Robbie (Kayla pospisil) carrega o fardo de em cena demonstrar o assédio. Abalada, constrangida, divide sua frustração com sensibilidade de ser uma jovem mulher travando a luta de construir uma carreira jornalística saudável, o desenvolvimento de suas personagens é impecável, a Gretchen Carlson (Nicole Kidman) serve como coluna de sustentação, uma mulher madura e experiente que deseja o êxito de suas sucessoras e justiça para as demais de sua classe, a Charlize Theron (Megyn Kelly) a força da mulher que tem que optar entre sua carreira e poder e a luta (desde o início classificada como uma não-feminista) pela igualdade de classes. A suprassumo os déficits citados são perceptíveis porém não incidem no processo final, cabe a o espectador escolher o seu lado.

Com três indicações ao Oscar 2020, sendo eles, Melhor atriz para a Charlize Theron, resistente, solida, excelente, disputa com grandes nomes não obstante o seu papel de mulher dividida por sacrifícios, grande personagem, enorme atuação. Melhor atriz coadjuvante para a Margot Robbie, já citada e disposta a maior desenvolvimento. Melhor cabelo e maquiagem sendo a Charlize com toda certeza, uma admirável visão, com esses precedentes O Escândalo condiz com seus fatores e atribui ao feminismo seu sucesso.

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