Minha Pátria Era Um Caroço de Maçã

Livro: Minha Pátria Era Um Caroço de Maçã
Autora: Herta Müller
Editora: Biblioteca Azul
Ano: 2019
Páginas: 215
Sinopse: Em uma profunda conversa autobiográfica com a jornalista austríaca Angelika Klammer, Herta Müller conta sobre o que a levou à literatura e o que determinou sua vida como autora, desde a infância campesina na Romênia, passando pelo despertar da consciência política até a concessão do Prêmio Nobel de Literatura, em 2009.Em Minha pátria era um caroço de maçã, Herta Müller imprime uma diálogo franco a respeito de sua vida e de uma produção artística em que a só a força da palavra pode dar conta de uma realidade marcada pela brutalidade, que a leva a desconfiar do Estado e dos amigos mais íntimos com igual intensidade. Uma obra que percorre os caminhos de sua vida e obra, tanto para quem já conhece seus livros como para quem toma contato com a autora pela primeira vez.

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Herta Müller, ganhadora do Nobel de Literatura em 2009, discorre sobre memórias a cerca de sua infância e sua formação enquanto autora em entrevistas a sua editora Angelika Klammer nessa obra mais recente publicada no Brasil.

O serviço secreto invadia relações estreitas e íntimas através de pessoas de confiança.

Nascida em 1953, Herta recorda durante as 215 páginas sua infância no interior da Romênia, a pobreza e a ditadura vivida naquela época, sua mudança de país para Alemanha, até chegarmos na consagração de seus textos no prêmio Nobel.

Como a escrita, também as colagens se transformam com o tempo. Elas tinham, sem exceção, imagens em preto e branco e palavras de papel de jornal, sem rimas.

Um texto fluido e instigante do começo ao fim, que proporciona ao leitor a real sensação de estar inserido no dialogo entre essas duas amigas, com grandes lições de vida e exemplos de como uma guerra e uma ditadura podem destruir vidas e sonhos. Solicitei esse livro sem grandes pretensões, apenas por curiosidade para ler algo de uma autora ganhadora do Nobel, e esse livro já se tornou um dos meus favoritos de 2020, devido toda sua carga emocional cativante.

E, quando as palavras estão coladas, não se pode mais mudar nada no texto. É como na vida. Alguma coisa acontece e não se pode mais desfazê-la.

A Biblioteca azul realizou um belíssimo trabalho de edição e esse livro deveria ser uma leitura essencial em momentos sombrios onde pessoas apoiam regimes totalitários. Se você gosta de grandes histórias de vida, esse livro é feito para você.