[FILMES] RAMPAGE: DESTRUIÇÃO TOTAL

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Direção: Brad Peyton
Data de Lançamento: 12 de Abril de 2018
Elenco: Dwayne Johnson, Jeffrey Dean MOrgan, Breanne Hill, Joe Manganiello e Naomie Harris
Gênero: Fantasia/ Ficção Científica
Duração: 1h55min
Sinopse: Davis Okoye é um primatologista, um homem recluso que compartilha um vínculo inabalável com George, um gorila muito inteligente que está sob seus cuidados desde o nascimento. Quando um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores que inclui o primata, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho. Agora, Okoye precisa conseguir um antídoto e impedir que seu amigo provoque uma catástrofe global.

Este é um grande e bobo filme de monstros, muito mais caricatural do que a maioria dos filmes de quadrinhos modernos, e mais parecido com filmes de monstros bobos clássicos do que os modernos monstros vistos nos últimos King Kong e Godzilla. A corporação do mal responsável pelo caos é cômica, ridiculamente má; o diálogo é exagerado como nos anos 90 e a narrativa não se importa muito com lógica ou razão.

Se é isso que você procura e se você mantém suas expectativas de qualidade baixas, você irá adorar Rampage.

O jogo de arcade em que é baseado era adorado por ter monstros enormes destruindo os prédios de uma cidade, enquanto um minúsculo exército humano tentava detê-los. O filme certamente entrega isso – embora demore cerca de uma hora para os monstros chegarem à cidade. A batalha climática tem alguns momentos adequadamente épicos que proporcionam um nível de espetáculo puro.

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Mas o requisito óbvio para todos os bits importantes a serem feitos em um computador diminui o impacto, como quase sempre acontece. A computação gráfica é muito bem feita, mas em várias cenas de ação cruciais ela parece claramente computação, falhando em enganar o olho humano para acreditar.

O enorme carisma de Dwayne Johnson faz com que todas as cenas sejam agradáveis, Naomie Harris é uma parceira de cena interessante e Joe Manganiello é um destaque surpreendente como um mercenário sexy. Jeffrey Dean Morgan vai um pouco longe demais com tudo, fazendo seu personagem em The Walking Dead parecer sutil em comparação, mas a maior parte do elenco de apoio aqui atrapalha as coisas mais do que deveriam.

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Isso é tudo parte do estupendo tom de brincadeira – o que provavelmente vai irritar muitos espectadores, embora eu tenha gostado bastante. Há algumas piadas que não deveriam ter existido e é uma pena que algumas das ações não funcionem, mas o filme é bem ok, bom, se formos comparar com a maioria das adaptações de videogames, o filme é realmente bom.

 

Link do trailer logo abaixo:

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[FILMES] UM LUGAR SILENCIOSO

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Direção: John Krasinski
Data de Lançamento: 5 de Abril de 2018
Elenco: John Krasinski, Emily Blunt, Millicent Simmonds e Noah Jupe
Gênero: Drama/Thriller
Duração: 1h35min
Sinopse: Em uma fazenda nos Estados Unidos, uma família do Meio-Oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

 

Imagine um futuro onde você não pode fazer nenhum tipo de barulho, por menor que ele seja, estar atento o tempo todo a tudo o que ocorre ao seu redor, caminhar sempre pelos mesmos caminhos com os pés descalços em cima de uma areia branca porque se o menor dos ruídos for propagado você poderá morrer por uma besta que ninguém sabe ao certo o que é (e nem tiveram o tempo de descobrir)? Em um resumo bem compacto, essa é a sinopse de Um Lugar Silencioso, terceiro filme do diretor John Krasinski, que também atua na obra.

O filme se passa no ano distópico de 2020, onde pouco tempo após uma invasão alienígena a terra se encontra no seu estado de quase inabitação de qualquer ser vivo. Aqueles que sobreviveram e continuam a tentar sobreviver estão tendo que viver num silêncio quase que absoluto, pois qualquer barulhinho, um desses aliens, que são incrivelmente rápidos e com um ouvido super desenvolvido, ataca a qualquer coisa com uma violência extrema.

A obra foca inteira e apenas numa família, a família Abbott que tenta levar uma vida “normal” com seus filhos, mas os perigos são constantes e vem de todos os lados. A invasão ocorreu rápido demais e as mortes em massa também foram rápidas demais para que alguém conseguisse desenvolver uma teoria do que pudesse ter acontecido. Enquanto um dia passa após o outro, o patriarca tenta descobrir o que houve e entrar em contato com qualquer outro sobrevivente em outra parte do mundo, já que as pessoas que restaram vivem isoladas umas das outras, cada um com o seu sistema de sobrevivência.

A nota de 99% de aproveitamento no Rotten Tomatoes neste filme não é atoa. O roteiro bem amarrado e com poucos furos, juntando com as atuações impecáveis do filme o faz ele ser um dos melhores filmes de suspense/terror já lançados esse ano e que marcará a carreira do diretor Krasinski, que antes desse trabalho teve dois outros de sua autoria mas que não tiveram tanto reconhecimento da mídia.

Falando nas atuações, não poderia deixar passar em branco o show que é ver a Emily Blunt gigante na minha frente. Falar da atuação dela é como falar que o céu é azul: não há contradição no que diz respeito ao tamanho talento que ela tem. John Krasinski (Você deve lembrar dele de uma das maiores séries americanas, The Office), que também dirigiu o filme, também teve um ótimo desempenho apesar deste gênero ele já ter afirmado em entrevistas que não era fã desde pequeno. Além de ter que dirigir uma imensa atriz e sua mulher, Emily Blunt. Porém eu diria que o grande destaque desse filme foi a atuação das crianças. Você já deve ter visto o rostinho do Noah Jupe em um dos grandes sucessos de bilheteria do ano passado, Extraordinário, onde ele fez o papel do melhor amigo do Auggie Jack Will. Em Um Lugar Silencioso ele interpreta o assustado porém corajoso filho do meio da família. E junto com ele conhecemos a filha mais velha, que é surda, e é interpretada também por uma atriz surda, Millicent Simmonds, que deu um show de atuação. (Se quiser conhecer mais o trabalho da Millicent, recomendo que assista Wonderstruck, para esse trabalho ela foi indicada para inúmeras premiações como Melhor Jovem Atriz).

Em uma entrevista recente, John disse que queria apenas que uma atriz surda interpretasse a personagem, porque além da importância de representatividade, ele estaria trabalhando com uma pessoa que vive com essa questão diariamente e isso iria ajudá-lo a imergir ainda mais no mundo em que o filme se passa.

Um Lugar Silencioso estreia hoje, 5 de Abril em todos os cinemas do Brasil, e se mesmo tu tiver aquele medinho (que eu mesma tenho) de assistir esse tipo de gênero, não pense duas vezes antes de assisti-lo em uma sala de cinema, pois além do trabalho maravilhoso da equipe de trilha sonora que nos deixa sufocados junto com a família o filme inteirinho, ele nos traz importantíssimos efeitos sonoros para que nós possamos quase que sentir como é a sensação da personagem da Millicent, e isso faz a experiência ser completamente diferente, o que não aconteceria se estivéssemos assistindo por uma tela de computador. O filme é 95% mudo e todo esse trabalho sonoro com as atuações fazem o filme ser simplesmente incrível.

Confira o trailer do filme logo abaixo legendado:

[FILMES] Jogador Nº 1

A3Direção: Steven Spielberg
Data de Lançamento: 29 de março de 2018
Elenco: Olivia Cooke, Tye Sheridan, Ben Mendelsohn, Simon Pegg, T. J. Miller
Gênero: Fantasia/Thriller
Duração:  2h19min
Sinopse: Em 2044, Wade Watts, assim como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts tem de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

 

Você está pronto para um momento genuinamente divertido no cinema? Procurando por algo que não exige nada além de você relaxar, esquecer um pouco dos problemas do mundo e aproveitar o que há na tela? Jogador Nº1 se encaixa perfeitamente nesses planos e atende às altas expectativas estabelecidas após suas exibições nos festivais de filmes. Jogador Nº1 é uma alegre celebração da cultura pop de duas horas, um espetáculo visual ininterrupto, mas não cansativo, que parece ao mesmo tempo novo e antigo.

Steven Spielberg toca em algo incrivelmente especial com esta adaptação cinematográfica do popular romance de Ernest Cline. A ação e aventura polvilha tantas referências à cultura pop ao longo de seus 140 minutos de duração que é impossível capturá-las em uma única visualização. Na verdade, um dos elementos mais agradáveis de assisti-lo em um teatro lotado é ouvir membros da platéia reagirem a personagens/criaturas reconhecíveis quando aparecerem inesperadamente.

O filme é ambientado em 2045 e propõe um futuro em que todos escapam dos problemas de pobreza e superpopulação do mundo real ao entrar no OASIS, um mundo virtual onde você pode ser qualquer pessoa e fazer qualquer coisa. Wade Watts/Parzival (Tye Sheridan) e seus amigos (que ele não conheceu no mundo real) estão obcecados em ganhar um concurso criado pelo criador do OASIS, James Halliday (Mark Rylance). Antes de sua morte, Halliday criou uma caça ao tesouro dentro do OASIS, na qual os participantes devem procurar por três chaves escondidas. Quem vencer o desafio será recompensado com o controle sobre a fortuna de Halliday e sobre o OASIS.

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Wade cruza o OASIS em De Volta Para o Futuro DeLorean. Há várias referências a John Hughes e Robert Zemeckis, e até mesmo um T-Rex do Jurassic Park de Spielberg aparece em toda a sua glória de CGI. King Kong, um gremlin (ou talvez dois) e personagens de videogames populares (incluindo HALO) fazem parte do que só pode ser descrito como um geekfest cinematográfica. Além disso, The Shining está bem representado em uma das cenas mais memoráveis do filme. O que há de louco é que, quando o filme acabar, você vai esquecer pelo menos metade de quem você reconheceu e suas memórias não corresponderão à data de seu filme.

Tye Sheridan faz um ótimo trabalho ao liderar o elenco talentoso que inclui Mark Rylance, Olivia Cooke como Art3mis/Samantha, Lena Waithe como Aech/Helen, Philip Zhao como Sho, Win Morisaki como Daito, Simon Pegg como Ogden Morrow e TJ Miller como I-R0k Ben Mendelsohn lida com o papel de Sorrento, o principal vilão do filme, e abstém-se de interpretá-lo como um cara mau de bigode que ele poderia facilmente ter sido visto como exagerado no mundo de ficção científica em que o personagem existe.

O filme é como acordar na manhã de Natal para encontrar todos os seus brinquedos favoritos de anos passados, muitos dos quais você tinha esquecido, reunidos e apenas esperando para serem jogados. É incrível que o Jogador Nº1 seja capaz de abranger todas as faixas etárias e ambos os sexos. Nem todas as referências e personagens significam algo para todos os membros da audiência, mas isso não importa, porque se você não encontrar algo que outras pessoas na platéia estejam reagindo, a próxima cena provavelmente incluirá algo relacionado à sua faixa etária.

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Há uma quantidade surpreendente sentimento em Jogador Nº1, mas o filme não tenta colocar isso garganta abaixo com sua mensagem. Em vez disso, ele se preocupa mais com o entretenimento do público e mantém a história em um nível mais superficial no que diz respeito ao desenvolvimento do personagem. Ele não se aprofunda no porquê do OASIS existir e por que ele se tornou tão importante para a população da Terra.

Apesar do fato de que a história é toda fofa e sem preenchimento, Jogador Nº1 é o tipo de puro entretenimento de pipoca que precisamos ter neste momento. Escapismo na sua melhor maneira, o filme é um ótimo entretenimento familiar e que merece ser visto com seus colegas geeks em uma tela gigantesca.

Assista ao trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] MARIA MADALENA

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Diretor: Garth Davis
Data de Lançamento: 15 de Março de 2018
Elenco: Rooney Mara, Joaquin Phoenix, Chiwetel Ejiofor, Tahar Rahim, Sarah-Sofie Boussnina
Duração: 2 horas
Gênero: Drama/História
Sinopse: A história de Maria Madalena.

 

 

Em meio ao final do Oscar e de assistir aos filmes dele que ainda estão em cartaz nos cinemas, ou prestes a estrear, , aqui está outro com uma performance central que é bom demais para você perder a chance de assisti-lo. A probabilidade é de que ele não estará nos cinemas por tanto tempo quanto os filmes mais conhecidos, então faça logo os seus planos para ir ao cinema e se preparar para assistir um filme com atuações emocionantes.

Reunindo-se novamente com o diretor de “Lion”, Garth Davis, e o colega Joaquin Phoenix com quem trabalharam juntos em “Her”, o trabalho de Mara neste livro de viagem da alma merece ser mencionado com o mesmo alvoroço na qual ela era mencionada quando foi nomeada pelas suas atuações nos longas que concorreram ao Oscar “A Garota com a Tatuagem de Dragão” e “Carol”. É difícil imaginar qualquer um de seus colegas se doando tanto quanto ela para fazer essa personagem, que é uma das figuras mais incompreendidas. O mistério de Rooney Mara quando está sumida das câmeras a faz ainda a mais poderosa quando está na frente delas.

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Davis, começa seu filme com uma cena subaquática, ajustando-se a quão imersiva Mary Magdalene prova ser. Com a história contada mais através dos olhos do que o diálogo; locais estéreis e bonitos e a pontuação do falecido Jóhann Jóhannsson, há uma sonhabilidade aqui, essa é uma experiência muito rara no cinema moderno.

Com um olho no presente, Davis amarra muitos temas para o despertar de Maria, mas com uma sutileza que só aumenta o poder de seu filme. A violência é reduzida ao mínimo e qualquer pessoa que tema a natureza gráfica da Paixão do Cristo deve ter certeza de que a ternura é a qualidade definidora de Maria Madalena. Atuando perfeitamente em oposição a Rooney (com quem já tinha feito um par romântico antes em Her), a caracterização de Phoenix como Jesus é tão gentil quanto fraco – o “papel da vida” se torna uma lição de humildade.

[FILMES] TOMB RAIDER: A ORIGEM

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Direção: Roar Uthaug
Ano de Lançamento: 15 de Março de 2018
Elenco: Alicia Vikander, Daniel Wu, Walton Goggins, Dominic West, Hannah John-Ka
Gênero: Fantasia/Ação
Duração: 2h e 2min
Sinopse: Lara Croft é a independente filha de um aventureiro excêntrico que desapareceu anos antes. Com a esperança de resolver o mistério do desaparecimento de seu pai, Lara embarca em uma perigosa jornada para seu último destino conhecido – um túmulo lendário em uma ilha mítica que pode estar em algum lugar ao largo da costa do Japão. As apostas não podiam ser maiores, pois Lara deve confiar em sua mente aguda, fé cega e espírito teimoso para se aventurar no desconhecido.

 

Quando eu era mais nova, lá pros meus 10/12 anos, eu sempre jogava Tomb Raider no computador de uma amiga. Eu queria joga-lo o dia inteiro todos os dias. Era a primeira coisa que eu pensava em fazer e a última antes de dormir. Obviamente, no tempo eu não imaginava o ícone que ela era e eu só pensava no quanto era legal poder jogar algo em que só tem uma personagem feminina e que luta. Alguns meses depois de jogar incessantemente o jogo, o computador da minha amiga acabou quebrando, e a rotina de brincar no playground foi voltando e a lembrança do jogo e da personagem permaneceu no inconsciente da minha mente. Até eu ouvir sobre as gravações do filme.

Tomb Raider: A Origem começa já nos mostrando uma Lara adulta morando sozinha em Londres, trabalhando como encarregadora e tentando sobreviver sem tocar na milionária herança que seu pai a deixou, porque na cabeça dela, ao aceitar a herança seria assinar a morte dele e isso era a última coisa que ela queria. Um dia ela descobre por meio de uma passagem secreta de seu pai para onde ele havia viajado na última vez que eles se viram, há sete anos atrás, e decide encontrar o paradeiro dele – quer esteja vivo ou morto.

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A partir daí o propósito da nossa heroína começa e entre fugas, caídas de alturas absurdas, uns alívios cômicos aqui e ali que a história do filme se desenrola – e se desenrola bem. Claro, alguns exageros fazem parte do filme mas nada que o comprometa e nada que nós não tenhamos visto em filmes de heróis e batido palmas antes.

O CGI foi bem feito nas cenas em que era necessitado, as cenas de lutas foram muito bem coreografadas, e a trilha sonora deu aquela combinação que nós amamos em filmes desse tipo. Já o roteiro, eu senti que ele foi rápido demais em alguns momentos, acredito que todos adoraríamos ver como é um pouco o cotidiano da Lara e o seu círculo social. No final, ele ainda deixou um gancho para uma possível continuação. Se o diretor Roar conseguir manter o mesmo nível de qualidade que esse, porque não, né?

Em Tomb Raider: A Origem vemos uma Lara muito diferente da Lara que nós conhecemos anos atrás, mas ao mesmo tempo muito igual. O diretor soube trabalhar o filme dentro do contexto do momento que estamos vivendo. Dessa vez vemos uma heroína sem roupas curtas e biquínis e não há uma sexualização da personagem, o que não agradou muito aos telespectadores masculinos do filme (que devem ter o cérebro do tamanho do short que a Lara usava no primeiro filme.)

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Quanto a Alicia, a atriz sabia da responsabilidade de retratar uma personagem tão importante para o público feminino como a Lara Croft e fez o que era esperado. Ela, que já tem um Oscar pelo seu trabalho incrível em A Garota Dinamarquesa, nos entregou uma Lara destemida, forte e corajosa, mas que conseguimos ver com clareza as nuances da personalidade dela quando ela precisa ser emotiva e o quanto ela se esforça para parecer forte o tempo todo. Esse papel foi apenas mais uma prova para a Alicia que ela é uma das maiores atrizes da sua geração.

Tomb Raider: A Origem estréia hoje, 15 de Março, nos cinemas de todo o país e poderemos ver um filme novo e bom, com uma heroína que nos amamos sendo interpretada por uma atriz incrível.

[FILMES] O PASSAGEIRO

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Direção: Jaume Collet-Serra
Data de Lançamento: 08 de Março de 2018
Elenco: Liam Neeson, Vera Farmiga, Patrick Wilson, Sam Neill, Elizabeth McGovern
Duração: 1h e 25min
Gênero: Drama e Ação
Sinopse: Em um trem, uma mulher misteriosa oferece 100.000 dólares a um homem de negócios para ele ajudá-la a encontrar um passageiro escondido antes da última parada.

Uma mulher começa a conversar com você durante sua rotina diária dentro de um trem até o trabalho e te faz uma pergunta: Que tipo de pessoa você é? E em seguida informa que há uma pessoa dentro do veículo e que ela não pertence a ele. Você precisa encontrá-la e avisar a ela, e para isso haverá uma recompensa: 100 mil doláres.

De primeira essa é a premissa de O Passageiro, filme do diretor de ‘Sem Escalas’ Jaume Collet-Serra, e no início parece uma tarefa bem fácil de se fazer, até que algumas coisas estranhas começam a acontecer, de pessoas morrendo até ameaças, ao mesmo tempo em que você não poderá contar a ninguém o que está acontecendo e não poderá sair do trem até que a tarefa esteja finalizada, e caso não consiga, sua família sofrerá as consequências.

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Nós sabemos muito pouco sobre o porquê do protagonista Michael (Liam Nelson) ter sido o escolhido para encontrar essa pessoa, ou sobre o porque de esta pessoa estar sendo procurada, e só descobrimos o motivo disso tudo no meio do filme, após passarmos muito tempo vendo cenas de lutas más coreografadas, sons de murros fora de hora, situações aleatórias que acontecem e nos fazem falar “como que isso aconteceu?” e um propósito final explicado muito rapidamente e que nos deixa com mais questionamentos que não são respondidos no final do filme.

Em resumo e não querendo falar muito sobre ele, o filme tem uma boa premissa mas ela foi má trabalhada. A razão pelo qual a pessoa está sendo procurada foi mal explicada, e o plot twist envolvendo um dos personagens no final também, a razão pelo qual ele resolveu fazer o que lhe pediram não tinha força o suficiente para responder por todos os estragos que ele causou. Fora a ideia que o filme inteiro nos passou de um dos policiais ser uma má pessoa quando no final ele aparece totalmente diferente do que nos foi mostrado, pareceu que o ator fez dois personagens em um único filme.

O Passageiro se tornará apenas mais um daqueles filmes de ação sessão da tarde que assistiremos em um dia qualquer para passar o tempo.

Assista o trailer do filme legendado logo abaixo:

[FILMES] OS FAROFEIROS

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Direção: Roberto Santucci
Ano de Lançamento: 8 de Março de 2018
Elenco: Cacau Protásio, Danielle Winits, Aline Riscado, Nilton Bicudo, Antônio Fragoso, Elisa Pinheiro, Charles Paraventi e Maurício Manfrini.

Gênero: Comédia
Duração: 1h e 50min
Sinopse: Colegas de trabalho, Lima, Alexandre, Rocha e Diguinho decidem sair juntos em uma viagem com suas famílias para curtir o feriadão. Entre engarrafamentos quilométricos em carros apertados, ataques de mosquitos e disputas por um espaço na areia de praias lotadas, nada parece dar certo na viagem. Os planos de um passeio perfeito vão definitivamente por água abaixo quando descobrem que a casa que alugaram estava abandonada e caindo aos pedaços. Sem ter para onde ir, eles irão se meter em confusões hilárias e ainda terão que administrar os problemas de convivência para superar aquele que será o feriado mais infernal de suas vidas.

 

 

O gênero de filmes de comédia no Brasil já é um velho amigo nosso e conhecido por ter obras que são muito boas e farão os telespectadores saírem das salas de cinema cansados de tanto rir, e aquelas comédias meia boca que, infelizmente, tomaram conta do cinema nacional nos últimos anos (quiçá algumas raras peças aqui e ali).

Mas esse não é o caso do objeto da nossa resenha de hoje!

Começando meio lento, mas engatando logo depois, Os Farofeiros é o típico filme de comédia brasileira que nós amamos por retratar tão de pertinho o nosso cotidiano de classe média. Contando a história de quatro colegas de trabalho que decidem passar as festas de fim de ano com as famílias em uma casa de praia, e que, apesar dos engarrafamentos, luta corporal contra mosquitos e divergências entre eles, tudo parecia perfeito até eles chegarem ao endereço da tão esperada casa de veraneio, que não passava de uma casa velha ciando aos pedaços, com a piscina suja e ainda por cima ficava longe da praia.

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Juntando todos esses problemas eles ainda passam por situação hilárias ao mesmo tempo em que tem que consertar os perrengues da casa, e transformar aquilo que parece ser o pior feriado de todos os tempos em algo que eles lembrarão para sempre.

Com direção de Roberto Santucci, Os Farofeiros conta com um elenco de peso como Cacau Protásio, Danielle Winits, Aline Riscado e Maurício Manfrini, e que definitivamente vale a pena a ida ao cinema para assisti-lo com a certeza que você irá rir do início ao fim.

Confira o trailer do filme logo abaixo: