[FILMES] UM PEQUENO FAVOR

 

1Direção: Paul Feig
Ano de Lançamento: 27 de Setembro de 2018
Elenco: Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding, Linda Cardellini, Rupert Friend
Gênero: Suspense/Comédia
Duração: 1h59min
Sinopse: Stephanie (Anna Kendrick) é uma jovem mãe que divide o tempo entre a criação do filho e o trabalho como vlogueira. Quando sua melhor amiga Emily (Blake Lively) desaparece, ela parte em uma jornada para descobrir a verdade por trás do ocorrido.

 

Caso você se pergunte se o objeto de nossa resenha de hoje é um filme de comédia ou suspense a resposta é sim. Pros dois. Paul Feig não se contentou em nos entregar apenas um gênero de filme dentro de 2h e tentou juntar essas duas fórmulas que quando bem feitas podem ser grandes sucessos.

Em Um Pequeno Favor vemos Blake Lively e Anna Kendrick, que interpretam confortavelmente Emily e Stephanie respectivamente, se tornando amigas por intermédio de seus filhos, e, enquanto Stephanie tem uma amiga pela primeira vez, Emily tem uma babá que não ganha por isso. Stephanie (Anna) é aquela típica mãe dona-de casa-do-subúrbio que torna seu filho o centro do seu mundo e é ativa em todos os projetos curriculares da escola, além de cuidar dele sozinho já que é viúva. Emily (Blake) é uma mulher de negócios de sucedida, casada e cheia de mistérios, que também tem seu filho como centro do seu mundo, mas suas ações para demonstrar isso talvez sejam um pouco diferentes demais das de Stephanie.

Tentando ajudar a nova e única amiga, Steph se propõe a cuidar do filho de Emily caso um dia ela fique apertada no trabalho e, obviamente, Emily não ia fazer desfeita e aceitou a ajuda de sua mais nova amiga, pedindo para que ela pegasse seu filho na escola pois teria que resolver um problema no trabalho. Quatro dias, porém, se passaram e Emily estava sumida e ninguém sabia de seu paradeiro.

Esse sumiço repentino, a falta de respostas e acontecimentos estranhos fez com que Stephanie ficasse curiosa e sentindo que havia algo errado, então ela parte em uma pequena viagem para vasculhar mais sobre o passado de Emily, descobrindo que ele poderia ser tão misterioso – e talvez até perigoso – quanto ela.

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Fazer um filme de suspense que tenha tons de comédia que dê certo no final não soa como um trabalho fácil, mas o diretor Feig consegue desenvolver bem a história, que em alguns momentos pode ficar meio óbvio para onde o roteiro está indo, mas nada que atrapalhe o final do filme. A escolha do elenco é um ponto alto do longa onde temos Anna Kendrick em um papel de uma mãe esforçada e aparentemente bobona em contraste com a sexy e bem sucedida Blake Lively. Ambas estão bem confortáveis uma com a outra em cena e a dinâmica entre elas é bem legal de assistir.

O elenco de apoio não fica atrás, nos trazendo Sean (Henry Golding) como o escritor falido e marido de Emily e os pais das outras crianças que dão apoio a parte mais engraçada do filme e que consegue tirar algumas risadas do público quando em cena.

Quando não estamos rindo no filme, somos pegos de surpresa pelos mistérios que envolvem o passado de Emily e descobrindo também que Stephanie e Sean (Henry Golding, marido de Emily) não são tão perfeitinhos quanto eles querem parecer. Ao prestarmos atenção podemos ver o caminho para o qual o diretor e o roteiro quer nos levar a acreditar, mas apenas momentos depois sermos pegos de surpresa e acontecer uma reviravolta, não daquelas de tirar o fôlego, mas o suficiente para querermos saber o final dessa história toda envolvendo esses três personagens centrais.

Os vários cenários que os roteiristas Jessica Sharzer e Darcey Bell construíram nos fazem descascar um pouco a faceta de cada personagem e no final já não conseguimos ver eles com os mesmos olhos inocentes do início do longa. Isso nos faz lembrar que nem tudo no mundo é preto no branco, assim como na vida real. Chega um momento em que você não sabe mais em quem acreditar e a única coisa que nos resta é esperar o filme terminar sem tirar conclusões.

Com um suspense construído o suficiente para nos manter de olhos na telona, atuações e personagens cheios de camadas, Um Pequeno Favor vem para nos lembrar que nada do que vemos pode ser aquilo que achamos, e que outras vezes aquilo que achamos é realmente aquilo mesmo. Não sei se deu pra entender, mas isso é apenas outro motivo para assistir Um Pequeno Favor, que estréia dia 27 de Setembro nos cinemas, e tirar suas próprias conclusões.

Enquanto o filme não é lançado, confira o trailer logo abaixo:

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Festival Ela Faz Cinema

Esse texto começará com um aviso importante: leiam jornais amigos, vocês nunca saberão o que poderão encontrar e a dica de hoje eu avistei num belo jornal de segunda-feira bem do nada.

Não sei se por falta de público ou falta de estrutura, ou os dois, mas geralmente Salvador fica sempre de fora de eventos importantes envolvendo a cultura cinematográfica e quando acontece infelizmente não são todas as pessoas que conseguem chegar a informação e acabam alheias ao que está acontecendo. Mas esse não será o caso de vocês.

O Festival Ela Faz Cinema, pela primeira vez em Salvador, é um projeto inteiramente feito por mulheres e para mulheres, visando dar mais visibilidade a projetos feitos por mulheres latino americanas contribuindo para que seu trabalho seja reconhecido e automaticamente reconhecendo o nosso lugar dentro do cinema, que ainda é majoritariamente masculino.

O evento, realizado pela Movida Produtora de Conteúdo, com produção da Maré Produções Cultural e patrocínio do Governo do Estado da Bahia além de apresentar longas, curtas e documentários, também está trazendo oficinas que serão ministradas por mulheres dentro da indústria e a inscrição poderá ser feita no próprio site clicando aqui.. Dentro do evento ainda ocorrerá uma Mostra Competitiva entre Curtas e Longas.

A abertura do festival aconteceu ontem, 20 de Setembro, no Espaço Itaú de Cinema, Glauber Rocha, e começou com uma homenagem a uma das mais importantes diretoras e roteiristas, e uma das mais premiadas do cinema brasileiro, Lúcia Murat, onde o público assistiu ao primeiro longa dirigido e roteirizado por ela lançado em 1989 chamado Que Bom Te Ver Viva (longa esse que participou de inúmeros prêmios nacionais e internacionais) e logo após houve uma mesa de conversa com a diretora onde ela respondeu perguntas diretas dos que estavam presentes.

Os que ficaram até o final ainda puderam assistir a um pocket show da cantora baiana Larissa Luz (que no início de outubro estreia uma peça sobre a vida e trajetória de Elza Soares) para a fechar do evento que começou muito bem.

O Ela Faz Cinema acontece entre os dias 19 a 23 de Setembro no Glauber Rocha e esse é o espaço perfeito para nós, mulheres, tomarmos conta e aprendermos diariamente nesses 4 dias um pouco mais sobre o mundo do cinema e sobre as mulheres que resistem e que diariamente quebram as barreiras e adentram nesse mundo ainda tão dominado pelos homens.

Para mais informações sobre o Festival e sobre sua programação é só clicar aqui.

Por nós e para nós.

[FILMES] OS JOVENS TITÃS EM AÇÃO!

26907037_1569240073123423_3275243011070113832_nDireção: Peter Rida Michail e Aaron Horvath
Ano de Lançamento: 30 de Agosto de 2018
Elenco: Scott Menville, Greg Cipes, Tara Strong, Kristen Bell, Nicolas Cage, Khary Payton
Gênero: Filme de ficção científica/Ação
Duração: 1h32m
Sinopse: Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs. Ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, eles decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. O líder do grupo, Robin, está determinado a ser visto como um astro e com ideias malucas e até uma canção eles partem em busca de um diretor de Hollywood, mas acabam enganados por um supervilão.

Em um ano com grandes lançamentos de super heróis tentando salvar o mundo de terríveis vilões, Os Jovens Titãs em Ação também entra para o corredor desse gênero, mas fica ao lado de grandes nomes como O Homem Formiga e a Vespa e Thor, que, apesar de parecer anos, ambos foram lançados esse ano e com o mesmo tom de comédia, para acalmar um pouco os corações dos fãs desse tipo de filme e faze-los esquecer de toda a tragédia que aconteceu em seus respectivos mundos.

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Os Jovens Titãs em Ação para o mundo cinematográfico no entanto, vai mais longe, certificando-se que quase tudo o que acontece nele seja referencial a algum grande acontecimento de qualquer filme de heróis, que deixa bem exposto a nossa obsessão por eles e que nos agrada bastante ao descobrirmos de onde vinha a referência. O fato de conseguir fazer isso ao mesmo tempo em que é um desenho deixa muito mais divertido e é a sua grande carta escondida debaixo da manga.

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Baseado no famoso desenho de animação do canal de TV Acabo, Cartoon Network, a franquia é uma versão ridicularizada de um supergrupo cômico composto principalmente de parceiros. O líder da equipe Robin (dublado por Scott Menville) está cansado de como super-heróis, até mesmo o pior dos vilões ou pessoas normais, parecem garantir produções cinematográficas de alto orçamento serem produzidos sobre eles, enquanto os Titãs Adolescentes, ele principalmente, não tão são reconhecidos. Então isso se torna o objetivo de Robin: fazer Hollywood notá-los. Mas com todos os super-heróis no tapete vermelho, quem está protegendo o mundo de todo o mal?

As vozes de Kristen Bell, de Nicholas Cage, de Michael Bolton e de um Stan Lee muito esportivo surgem no que é uma comédia de ação implacavelmente boba, chocante e de alta perspicácia. Provavelmente é um pouco inteligente demais para os jovens de hoje, e cheio de falas demais para crianças, mas que com certeza não será um problema para nós, um pouco, mais velhos.

Confira o trailer logo abaixo:

DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE LÉSBICA

Fruto do 1º Seminário Nacional de Lésbicas, criado em 2006, no qual se discutiu a importância da visibilidade para a promoção do respeito e inibir violência, o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é um dia celebrado em todo território nacional onde grupos se juntam para celebrar, debater e refletir todas as lutas conquistadas até hoje, mas sem esquecer do grande caminho que há pela frente e das notícias que saem a respeito dessas mulheres, que muitas vezes acabam virando estatística.

Apesar da comemoração essa data no nosso país já há 12 anos e de haver debates e mesas espalhadas por todo o país para a conversação e desmistificação desse assunto, o Brasil é o país que mais mata LGBT’s no mundo. Só ano passado foram 445 homicídios, sendo desses números 43 lésbicas (de acordo com o GGB). Isso sem mencionar os tantos casos de agressão física, verbal e humilhações públicas. O debate se faz importante pois a invisibilidade dessa comunidade contribui para a banalização, estereotipação e perpetuação de discriminações, uma vez que pouco ou nada se propõe exclusivamente para as lésbicas no sentido de políticas públicas ou projetos.

Passando para  a representatividade dessa comunidade na tv e no cinema, grandes avanços tem acontecido, mas ainda há muito o que mudar. Em séries vemos muitos casais lésbicos sendo usados como isca para ter mais visualizações e assim aumentar o público da série, para apenas depois o casal ser desfeito por algum motivo banal. Na TV, em novelas, vemos o tempo todo lésbicas não tendo finais felizes ou acabar terminando com algum homem, dando a entender que é apenas uma fase confusa na vida da mulher. Nos filmes brasileiros há ainda pouca visibilidade para elas, mas no exterior já estamos conseguindo ver grandes mudanças. Filmes com lésbicas sendo seu arco principal, sendo bem desenvolvidas e acabando em um final feliz, e caso não tenha um final feliz, a história ao menos nos dá estrutura o suficiente e desenvolvimento de personagem para acreditarmos no motivo da mudança.

Para celebrar esse dia aqui vai uma lista com seis filmes tendo mulheres lésbicas e seus relacionamentos como foco principal, alguns com finais felizes, outros com histórias bem estruturadas, outro sobre amizade – mas todos retratando fielmente todos os relacionamentos e respeitando os personagens.

Professor Marston e as Mulheres Maravilha

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Direção: Angela Robinson
Ano de Lançamento: 15 de Dezembro 2017
Elenco: Luke Evans, Rebecca Hall, Bella Heathcote, Connie Britton, Oliver Platt
Gênero: Drama
Duração: 1h42m
Sinopse: A história do psicólogo William Moulton Marston, que criou uma das personagens femininas mais importantes de todos os tempos: a Mulher-Maravilha.

Thelma

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Direção: Joachim Trier
Ano de Lançamento: 30 de Novembro de 2017
Elenco: Eili Harboe, Kaya Wilkins, Ellen Dorrit Petersen, Isabel Christine Andreasen, Henrik Rafaelsen
Gênero: Drama/Thriller
Duração: 1h56m
Sinopse: Thelma é uma jovem tímida que deixa a casa dos pais, super-protetores e muito religiosos, para estudar na capital. A ansiedade, e um novo amor trazem à tona seu lado libidinoso.

Desobediência

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Direção: Sebastián Lelio
Ano de Lançamento: 21 de Junho de 2018
Elenco: Rachel McAdams, Rachel Weisz, Alessandro Nivola, Alexis Zegerman, Anton Lesser
Gênero: Drama/Romance
Duração: 1h54m
Sinopse: Ronit precisa voltar para sua cidade natal após a morte de seu pai, um rabino. Uma vez de volta, ela recorda a paixão proibida pela melhor amiga de infância, atualmente casada com seu primo, e as duas exploram os limites da fé e sexualidade.

Carol

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Direção: Todd Haynes
Ano de Lançamento: 14 de Janeiro de 2016
Elenco: Cate Blanchett, Rooney Mara, Sarah Paulson, Kyle Chandler, Jake Lacy
Gênero: Drama/Romance
Duração: 1h58m
Sinopse: Therese Belivet tem um emprego entediante em uma loja de departamentos. Um dia, ela conhece Carol, uma elegante e misteriosa cliente. Rapidamente, as duas mulheres desenvolvem um vínculo amoroso que terá consequências sérias.

Entre Parceiras

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Direção: Susanna Fogel
Ano de Lançamento: 15 de Outubro de 2016
Elenco: Leighton Meester, Gillian Jacobs, Adam Brody, Gabourey Sidibe, Abby Elliott
Gênero: Romance/Comédia
Duração: 1h35m
Sinopse: Paige se envolve com um médico e sua amiga Sasha, que é lésbica assumida, e passa a ter relacionamentos imaturos. A amizade entre as duas muda de forma dramática.

Imagine eu e Você

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Direção: OI Parker
Ano de Lançamento: 27 de Janeiro de 2006
Elenco: Lena Headey, Piper Perabo, Matthew Goode, Celia Imrie, Anthony Head
Gênero: Romance/Comédia
Duração: 1h34m
Sinopse: No dia do seu casamento, Rachel conhece a florista Luce e sente uma forte atração por ela. Ao se reencontrarem, a amizade entre as duas cresce tanto quanto as dúvidas de Rachel em relação ao marido. Ao saber que Luce é gay, sua vida vira do avesso.

 

 

[FILMES] MEU EX É UM ESPIÃO

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Direção: Susanna Fogel
Ano de Lançamento: 23 de Agosto de 2018
Elenco: Mila Kunis, Kate McKinnon, Justin Theroux, Sam Heughan, Ivanna Sakhno, Gillian Anderson
Gênero: Comédia/Ação
Duração: 1h58min
Sinopse: As melhores amigas Audrey e Morgan embarcam em uma atrapalhada aventura de espionagem pela Europa depois que o ex-namorado de Audrey revela-se um agente secreto caçado internacionalmente por assassinos.

 

Se o ano de cinema de 2018 tiver de ser conhecido por algo, por favor, que seja o ano em que lembremos a dominância das mulheres nas grandes telas (e espero que isso só aumente com o passar do tempo.)

De temas que vão de filmes de terror com obscuros segredos familiares, um plano pensado nos mínimos detalhes para o roubo de uma joia milionária, e em como é a vida no ensino médio, histórias centradas em mulheres estão sendo contadas esse ano na telona, isso sem nem mencionar todas as histórias televisivas.

E o último filme dirigido por uma mulher que chega nos cinemas é “Meu Ex É Um Espião”, uma comédia que consegue usar todos os truques de espionagem para contar a história de duas espiões por acidente.

Mila Kunis é Audrey, uma mulher de 30 anos sem muita perspectiva que trabalha em um mercadinho. A única emoção em sua vida vem na forma de sua melhor amiga imprevisível, Morgan (Kate McKinnon). Além de lamentar sua vida sem graça, Audrey também está de luto por sua mais recente separação. Após um ano de namoro, seu namorado Drew (Justin Theroux) a abandonou da maneira mais irritante possível: via mensagem de texto.

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Mas, é claro, o rompimento não é apenas um rompimento e Audrey logo se vê nos fundos de uma van preta descobrindo que Drew era um espião com uma grande missão, e então armas e violência viram uma coisa normal na vida das duas amigas que se vêem sendo obrigadas a ir a Viena entregar um objeto para uma pessoa que elas não conhecem enquanto assassinos estão na sua cola. Mas elas não estão sozinhas nessa, já que o agente do BFI, Sebastian (Sam Heughan), resolve ir atrás delas, mas elas não sabem até onde pode confiar neles.

Kunis e McKinnon podem não ser tão eletrizantes quanto Sandra Bullock e Cate Blanchett estavam em “Ocean’s 8”, mas assistir a amizade delas em tela é quase perfeito – e o vínculo delas é tão real e natural porque elas desempenham do jeito que as mulheres realmente fazem. Muitos filmes querem forçar a competição entre mulheres, a serem facilmente irritadas, a lutar. Mas Meu Ex É um Espião não tenta em momento nenhum infligir amargura ou ciúmes na amizade delas e nos faz querer fazer parte dessa dupla. Mila e Kate são mulheres genuinamente engraçadas, e nesse filme elas estão no seu habitat natural e o seu timing de comédia está perfeito. Obviamente, Kate é comediante profissional e ganhou muitos elogios – com razão – por roubar a cena, mas Mila não fica muito atrás e Kate não conseguiria brilhar tanto se Mila não a acompanhasse e lhe desse espaço necessário para tal.

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O elenco de apoio é uma mistura de atores interessantes que se encaixam bem na história, trazendo cenas hilárias e ótimas sequências de luta – apesar de nos questionarmos sobre qual seria a possibilidade de isso acontecer na vida real. O Sebastian de Sam Heughan está ótimo e os fãs de “Outlander” certamente irão gostar do mistério de se devem confiar nele ou não. O mesmo vale para Justin Theroux como Drew, ele diz a Audrey para não confiar em ninguém, mas estaria ele também alertando-a para não confiar nele? Só assistindo o filme para descobrir. Gillian Anderson faz uma aparição como chefa do MI6 da Grã-Bretanha que rouba a admiração de Morgan, que fica radiante com a ideia de uma mulher ser chefa de toda uma rede espiã internacional.

Uma outra personagem que merece muita atenção é Nadedja (Ivanna Sakhno), uma assassina ucraniana que também é modelo e ginasta. Quando não está trabalhando em sua rotina de equilíbrio, Nadedja também gosta de tortura e morte. Ela é uma mulher de poucas palavras, mas sempre consegue falar com ela. Geralmente da maneira mais desagradável possível.

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Uma coisa que esse filme tem e que muitos filmes dirigidos por mulheres normalmente não, é a ação, claro, há muitos filmes que dão às mulheres momentos decentes de ação,  mas não há filmes de ação baseados em mulheres o suficiente, especialmente qualquer que seja tão violento quanto “Meu Ex É Um Espião”, cheio de explosões, tiros e carnificina.

A história se reúne sob a liderança de Susanna Fogel, que dirigiu e co-escreveu o roteiro com David Iserson. Essa história só poderia ter sido contada com uma mulher no comando. E o fato de muitos dos pessimistas críticos serem homens é muito revelador, este não é um filme estritamente para mulheres – mas é um que as mulheres são mais propensas a apreciar.

“Meu Ex É Um Espião” não é um filme perfeito, mas ele consegue o seu objetivo nos trazendo ótimas cenas de mulheres fortes quebrando a cara de homens ruins enquanto nos faz rir até a barriga doer.

Meu Ex É um Espião estará passando em todos os cinemas do Brasil esse final de semana:

[FILMES] PARA TODOS OS GAROTOS QUE JÁ AMEI

4Direção: Susan Johnson
Ano de Lançamento: 17 de Agosto 2018
Elenco: Lana Condor, John Corbett, Noah Centineo, Janel Parrish, Anna Cathcart
Gênero: Romance
Duração: 1h39min
Sinopse: Lara Jean Song Covey (Lana Condor) escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.

 

 

Que a adolescência é uma fase conturbada, confusa e cheia de paixões todos nós já sabemos, até porque todos nós já passamos por ela e sobrevivemos para contar os nossos amores e desamores, mas Lara Jean decidiu desde pequena ainda que ela não iria apenas viver essas paixões, ela iria escrever sobre cada uma delas e guardar em envelopes endereçados, afinal, de que adianta escrever uma carta sem colocar o endereço do destinatário?

2018 foi um ano muito bom para lançamento de adaptações, mas não podemos dizer o mesmo sobre seu desenvolvimento nas telonas. Para Todos Que Já Amei, lançado no Netflix dia 17, felizmente faz parte das adaptações que foram bem feitas e tem tudo para agradar o público, assim como vem agradando.

Lara Jean, interpretada pela iniciante Lana Condor, é a filha do meio que foi criada apenas pelo zeloso pai após a morte de sua mãe, e isso fez dela e suas irmãs Margot (Janel Parrish) e Kitty (Anna Cathcart) crescerem muito próximas. Lara vive uma vida normal de uma adolescente americana tímida que mora no subúrbio e adora tudo que envolve romances – apesar de não conseguir viver o seu próprio, mas isso não a impede de imaginar como seria. Essa timidez toda fez com que ela não conseguisse externalizar seus sentimentos, e todas as vezes que ela sente algo por alguém e é tão intenso que ela não sabe o que fazer com esse sentimento, ela resolve escrever sobre ele e guardá-lo dentro de uma caixa apenas para ela.

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Romances para ela eram lindos na TV, nos livros e nas cenas que ela criava em sua mente, mas quando suas cartas, que até então ela achava que só ela sabia da existência, caem nas mãos de todos os seus antigos – e o novo – amores, ela se vê no meio de um problema real e que poderá afetar uma das pessoas que ela mais ama, sua irmã Margot, já que o problema real se chama Josh Sanderson (Israel Broussard), ex namorado de sua irmã, de quem Lara é amiga desde que eram crianças e por quem ela desenvolveu uma paixão proibida.

Após descobrir que Josh leu o conteúdo das cartas e para não ter que lidar com a conversa que teria com ela, ela topa aceitar a proposta de Peter Kavinsky (Noah Centineo), um dos destinatários que foi o seu crush na época do fundamental e que está tentando chamar a atenção da ex-namorada, dos dois namorarem por um certo tempo até que Peter consiga sua ex de volta e que a poeira baixe com Josh. A história então se desenvolve com ambos mantendo esse relacionamento de fachada enquanto se conhecem melhor.

To All Of The Boys I've Loved Before

Numa época em que os adolescente estão expostos a constantes conteúdos que banalizam tudo e que o sentimentalismo e o amor se tornam mais efêmeros, ver um filme tranquilo e fiel que mostra o que se passa realmente dentro da cabeça de um jovem ao tentar criar laços é reconfortante. Estava sentindo falta de filmes adolescentes assim para assistir, onde nada acontece rápido demais e tem dramas demais. Agradeço a Jenny Han por ter escrito o livro e Sofia Alvarez pela adaptação.

Não podemos deixar de falar também da importância enorme de representatividade que o filme trouxe colocando uma atriz vietnamita/americana para fazer o papel da protagonista, assim como está descrita no livro e que, como eu disse anteriormente, foi interpretada perfeitamente pela Lana Condor. Ela conseguiu pegar e manter a essência da personagem e é lindo de ver a química que ela e o Noah Centineo tem entre cenas, assim como as cenas entre suas irmãs, destacando a atuação de Anna Cathcart, a irmã mais nova diabólica, mas com boas intenções, que foi a responsável pelo envio de todas as cartas.

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Para Todos os Garotos que Já Amei estreou na Netflix dia 17.

Confira o trailer legendado do filme logo abaixo:

[FILMES] MENTES SOMBRIAS

4Direção: Jennifer Yuh Nelson
Ano de Lançamento: 17 de Agosto de 2018
Elenco: Amanda Stengerb, Harris Dickinson, Mandy Moore, Gwendoline Christie, Golden Brooks
Gênero: Distopia
Duração: 1h45m
Sinopse: Em um mundo apocalíptico, onde uma pandemia mata a maioria das crianças e adolescentes da América, alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles então são tirados pelo governo de suas famílias e enviados para campos de custódia. Ruby, uma das sobreviventes, consegue escapar com outras crianças e sua vida muda para sempre.

Filmes distópicos que retratam a realidade de uma sociedade pós apocalíptica e que foram lançados nos últimos 10 anos temos aos montes. Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner estão entre os mais famosos, porém todos eles tiveram o seu fim recente, e o cinema já estava sentindo falta desse gênero para levar milhares as telonas, mas talvez isso não aconteça com Mentes Sombrias.

Após um vírus mortal atacar todo o mundo e matar a maioria das crianças e dos adolescentes fazendo com que apenas 10% destes sobrevivessem e desenvolvessem poderes sobrenaturais diversos, estes são levados a campos de estudo afim de descobrirem o que causou tudo isso e o porque dos poderes. Os jovens são classificados pelas cores vermelho, laranja, azul, verde e amarelo, sendo que os que são identificados como vermelhos ou laranjas são tidos como perigo em potencial e são mortos logo em seguida.

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Ruby (Amanda Stenberg) é uma das sobreviventes que foi tirada dos seus pais ainda quando era criança para o campo, e, após descobrir ser classificada como laranja, tenta ao máximo viver no local não chamando a atenção de ninguém com os seus poderes e assim polpar sua vida. D. Connor (Mandy Moore) decide ajudá-la, sem motivo inicial aparente explicado para Ruby ou nós, a fugir do local e ir para um acampamento seguro para que ela consiga viver sem o constante medo de alguém descobrir o seu segredo. E assim ao fugir ela encontra outras crianças e adolescentes que também estão fugindo e o filme se desenvolve mostrando eles se escondendo do governo e de outro grupo perseguindo-os, tentando chegar no destino final.

Ao assistir o filme temos uma espécie de deja vu, pois a não originalidade do filme nos traz lembranças das outras sagas que já acabaram e fizeram tanto sucesso, caminho que provavelmente Mentes Sombrias não irá seguir. Isso provavelmente é devido ao mau desenvolvimento do roteirista para adaptar o filme, fazendo com que tudo pareça fácil demais de se resolver e seguir em diante.

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Entretanto, a falta de originalidade não faz do filme ser ruim, sim, as tantas semelhanças o faz ser repetitivo, mas o ele tem suas qualidades e pontos altos que foram bem explorados, como por exemplo a amizade desenvolvida por Ruby e os fugitivos que ela encontra pelo caminho, Chubs (Sklyan Brooks) que é classificado como verde, Liam (Harris Dickinson) que é classificado como azul e Zu (Miya Cech) que é classificada como amarelo. Liam e Ruby inclusive iniciam um pequeno romance que parece meio estranho visto de primeira visto como o quão repentino foi, mas que acaba sendo divertido e romantiquinho, dando um toque leve ao filme, que é o que distancia ele das outras distopias sombrias.

Talvez eu não seja o público alvo de Mentes Sombrias e por isso eu não consiga ter me agradado 100% com ele, mas isso com certeza, e ainda bem, não é uma opinião universal e o filme vale a pena ser assistido por vocês para formarem suas próprias opiniões sobre ele.

Segue trailer logo abaixo: