{Resenha} Elle (2016)


Filme: Elle
Elenco: Isabelle Huppert, Laurent Lafitte,
Anne Consigny, Charles Berling, Judith Magre
Direção: Paul Verhoeven
Gênero: Drama
Ano: 2016
Sinopse: Michèle (Isabelle Huppert) é a 
executiva-chefe de uma empresa de videogames, 
mas sua rotina é quebrada quando ela é atacada 
por um desconhecido, dentro de sua própria casa. 
No entanto, ela decide não deixar que isso a abale.
O problema é que o agressor misterioso ainda não
 desistiu dela. (fonte: filmow.com)

Hello, hello, hello!

A temporada de premiações começou! E hoje vamos falar de um dos concorrentes mais fortes à categoria de Filme Estrangeiro e à corrida acirrada de atriz principal.

Elle é um drama dirigido por Paul Verhoeven, adaptação do livro “Oh…” de  Philippe Djian. A história começa com o estupro de Michèle Leblanc, chefe de uma empresa desenvolvedora de games. Porém percebemos que sua reação é peculiar. Após o acontecido, Michèle simplesmente levanta, arruma sua casa do estrago que o confronto causou e continua com  sua vida. Apenas dias depois ela decide revelar o abuso para seu ex-marido e amigos em um jantar. Também deixa bem claro que não vai reportar nada à polícia pois acha desnecessário.

Mas Michèle não esquece o acontecido. Ela passa a observar com mais atenção as pessoas ao seu redor e procura se proteger mais. Seu agressor também não a esquece, e a ataca novamente. Assim, a história vira um jogo de gato e rato repleto de violência e suspense.

O melhor do filme, com certeza é a personagem principal. O longa é apenas um estudo sobre ela e como ela lida com o incidente. Michèle é uma pessoa fria, distante e calculadora. Ela repara em tudo e em todos e sempre está um passo a frente e um degrau acima da outra pessoa. Em nenhum momento ela tenta conquistar a empatia do espectador, mesmo sendo a vítima da história você não se pega em nenhum momento com dó.

A interpretação de Isabelle é maravilhosa, minimalista e incrível de assistir. Ela nunca deixa sua personagem parecer fraca ou indefesa, nem deixa o espectador penetrar em outras camadas.

Elle é um filme sobre vingança, violência, prazeres ocultos, traição e um pouco mais. Doentio mas ao mesmo tempo realista. Recomendo muito que vocês assistam e já estou na torcida por Isabelle Huppert, que ganhou minha admiração junto com muitos prêmios, incluindo o Globo de Ouro.

Até mais, e obrigado pelos peixes!

Já Estou Com Saudades (2015)

Já Estou Com Saudades : Poster

Filme: Miss You Already (Já Estou Com Saudades) 
Elenco:  Drew Barrymore, Toni Collete, Dominic Cooper, Jaqueline Bisset, 
Frances de la Tour 
Direção: Catherine Hardwicke
Gênero: Drama
Ano: 2015
Sinopse: Jess e Milly são melhores amigas desde a infância. Enquanto Milly 
se casou, teve dois filhos e construiu uma carreira de sucesso, Jess decidiu 
levar uma vida pacata ao lado do marido Jago. Após se submeter a um
tratamento, Jess enfim consegue engravidar. Mas a notícia vem justamente
quando Milly descobre ter câncer de mama e precisa passar por quimioterapia,
o que necessitará do apoio não apenas da amiga,
mas de toda a família. (adorocinema.com)

Olá pessoal!

Desde que a Netflix adicionou este filme no seu repertório eu estava ansioso para assistir, porque adoro Toni Collete e Drew Barrymore. Mal sabia eu que ia chorar litros.

Já Estou Com Saudades é um drama que conta com a direção da Catherine Hardwicke (Aos Treze) e roteiro da Morwenna Banks. A princípio acreditamos ser apenas um filme sobre amizade e risos, mas está longe disso.

O longa começa contando como Jess (Drew Barrymore) e Milly (Toni Collete) se conheceram quando criança. Milly sempre sendo a mais extrovertida e pioneira das dupla, elas cresceram como melhores amigas. Jess esteve para o casamento de Milly, o nascimentos dos seus filhos e todos os momentos importantes da vida. Esta vem a ser a base para nosso drama.

As coisas começam a complicar quando Milly descobre que está com câncer de mama. E antes mesmo de contar a seu marido e família, ela conta a sua melhor amiga. A princípio isso não afeta muito a relação das duas, mas conforme a doença vai avançando sua amizade encontra altos e baixos.

Paralelo ao sofimento de MIlly, finalmente as coisas começam a dar certo para Jess. Ela engravida, mas tem medo de contar para sua melhor amiga enquanto doente. Isso em parte leva a criar uma atmosfera diferente entre as duas. Jess começa a ficar em função da Milly por conta das quimioterapias e seu marido acha demais.

Já Estou Com Saudades : Foto Drew Barrymore, Toni Collette

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O filme é um ótimo drama, com mensagens de amizade e conscientização a prevenção do câncer. O melhor mesmo é a atuação das atrizes principais e sua dinâmica. Em muitas cenas você não acredita estar assistindo a um filme, elas contracenam muito naturalmente, o que traz mais sensibilidade à história.

Recomendo muito para quem quer ver aquele drama para se acabar chorando e ao mesmo tempo uma linda história de amizade.

[Resenha] 10 Cloverfield Lane (2016)

Filme: 10 Cloverfield Lane 
(Rua Cloverfield, 10) 
Elenco:  Mary Elizabeth Winstead, 
John Gallagher Jr., John Goodman
Direção: Dan Trachtenberg
Gênero: Suspense, Sci-Fi
Ano: 2016
Sinopse: Uma jovem (Mary Elizabeth Winstead), 
após um grave acidente de carro, acorda no 
porão de um desconhecido (John Goodman). 
O homem diz ter salvado sua vida de um ataque
químico que deixou o mundo inabitável, e, 
por isso, a manterá presa no local.

Hello, hello, hello!

Como havia mencionado no meu último post, um dos filmes que eu mais estava ansioso para assistir este ano era 10 Cloverfield Lane, e a espera acabou. E não podia faltar uma resenha.

O filme, dirigido por Dan Trachtenberg pode ser confudido com Cloverfield, longa de 2008 do diretor Matt Reeves. Os dois foram produzidos por J. J. Abrams, que leva mais destaque que os diretores, inclusive. Mesmo sendo filmes diferentes, o tema abordado vem a ser o mesmo. Um mundo pós-apocalíptico  devido à invasão de alienígenas na Terra.

Começamos a história com Michelle fazendo as malas e saindo de casa pois terminou seu relacionamento. Na estrada, ela sofre um acidente e acorda presa em uma cela. Assim ela conhece Howard, um aposentado da Marinha que lhe explica a situação.  Ele conta que a Terra foi atacada por alienígenas e todo o ar foi contaminado. Porém, ele estava preparado e contruiu um bunker (típico dos EU) para sobreviver o tempo necessário até poder sair à superfície.

Claro que a princípio Michelle não acredita na história de Howard, nem o espectador. Ela se sente presa e confusa. Logo descobre que tem uma terceira pessoa, Emmett. Ele é um rapaz que ajudou Howard a construir o bunker e se refugiou com ele. Assim, Michelle vai  fazer o possível para tentar escapar.

A atmosfera do filme é muito bem feita, com bastante suspense, mistérios e alguns sustos. Nada do que acontece é uma certeza e você se pega duvidando da própria sombra, assim como Michele duvida de tudo o que vê. Howard é um poço de mistérios e ela não se sente segura com aquela situação, nem acredita que o ar realmente está contaminado.  A fotografia também é muito boa junto com a trilha sonora.

Quanto às atuações, o destaque vai para Mary Elizabeth Winstead. Nossa personagem principal transborda  girl power, ela toma controle da situação e do plano de fuga e o executa praticamente sozinha. John Gallagher Jr também está ótimo e irreconhecível comparado a seu trabalho em Hush (resenha aqui). E John Goodman sabe transitar muito bem de ameaçador a sensível. Sinistro.

A melhor coisa do filme deixo como surpresa, que é o final. Particularmente gostei bastante, e vocês?