[FILME] MÁQUINAS MORTAIS

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Direção: Christian Rivers
Ano de Lançamento: 10 de Janeiro de 2019
Elenco: Hera Hilmar, Robert Sheehan, Hugo Weaving, Jihae Kim, Ronan Raftery
Gênero: Fantasia/Filme de Ficção Científica
Duração: 2h09m
Sinopse: Anos depois da “Guerra dos Sessenta Minutos”. A Terra está destruída e para sobreviver as cidades se movem em rodas gigantes, conhecidas como Cidades Tração, e lutam com outras para conseguir mais recursos naturais. Quando Londres se envolve em um ataque, Tom (Robert Sheehan) é lançado para fora da cidade junto com uma fora-da-lei e os dois juntos precisam lutar para sobreviver e ainda enfrentar uma ameaça que coloca a vida no planeta em risco.

No início do ano passado chegou ao fim a última saga de filmes de distopia que veio acompanhando outras sagas de grandes sucessos como Harry Potter, Jogos Vorazes, Divergente (porque não né?). Houveram tentativas de falhas e desastrosas de tentar emplacar outras sagas como o finado Percy Jackson e Instrumentos Mortais, mas desde o fim de Maze Runner – A Cura Mortal, nós estávamos órfãos de sagas distópicas nas telonas e com saudades, portanto a ideia de outra saga distópica de best sellers aclamados lá fora para matar a saudades de fãs de distopias chegou em boa hora – uma pena é que veio para matar de desgosto os fãs da série e matar de tédio os que inocentemente compraram o ingresso.

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[RESENHA] DRAGON BALL SUPER – BROLY

Filme: Dragon Ball Super – Broly

Direção: Tatsuya Nagamine

Duração: 105 minutos

Classificação: Livre

Sinopse: Apesar da Terra estar em um período de calmaria, Goku se recusa a parar de treinar constantemente – ele quer estar pronto para quando uma nova ameaça surgir. O que ele não imaginava era que seu novo inimigo seria Broly, um poderoso super saiyajin sedento por vingança, que deseja destruir todos que encontrar pela frente.


Após o Torneio do Poder, Goku e Vegeta seguem treinando incansavelmente para aumentar os seus poderes. Freeza que ressuscitou, está de volta com seus planos de dominar o universo, em segue em busca de novos soldados que ajudem a realizar a sua vingança.

Broly é um Sayajin exilado em um planeta inóspito pelo antigo e cruel Rei Vegeta, e que passou a vida inteira treinando sob o olhar severo de seu pai. Com um enorme e incontrolável poder de luta, ele se junta ao exército de Freeza, que logo acredita ter encontrado um guerreiro capaz de destruir Goku.

Em uma animação eletrizante, o universo do anime Dragon Ball Super , reconta o passado do planeta Vegeta, sua destruição e a origem de personagens já conhecidos pelos fãs da série.

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[FILMES] BUMBLEBEE

4Direção: Travis Knight
Ano de Lançamento: 20 de Dezembro de 2018
Elenco: Hailee Steinfeld, John Cena, Gracie Dzienny, Vanessa Ross, Peter Cullen, Megyn Price
Gênero: Ficção/Ação
Duração: 1h53min
Sinopse: No ano de 1987, Bumblebee encontra refúgio em um ferro-velho de uma pequena cidade praiana da Califórnia. Charlie (Hailee Steinfeld), prestes a fazer 18 anos e buscando seu lugar no mundo, encontra Bumblebee machucado e sem condições de uso. Quando o revive, Charlie logo percebe que este não é qualquer fusca amarelo.

Bumblebee é o mais recente filme habitado no mundo de Transformers, que é o sexto filme a ser lançado da franquia e é uma prequela que se passa nos anos 80 divertida, sincera e cheia de ação que inaugura uma nova – e melhor – era de filmes sobre os Autobots.

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[Filmes] BTS: Burn the Stage – The Movie

Direção: Park Jun Soo
Ano de Lançamento: 2018
Elenco: Kim Seokjin (Jin), Min Yoongi (Suga), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Park Jimin (Jimin), Kim Taehyung (V) e Jeon Jungkook (Jungkook)
Gênero: Documentário
Duração: 85 min (1 hora e 25 minutos)
Sinopse: Primeiro filme do BTS mostrando o backstage da BTS Wings Tour a revelar a história completa da ascensão meteórica para a fama da banda. Esse evento cinematográfico imperdível promove uma perspectiva íntima do que acontece quando a o grupo global de maior sucesso de todos os tempos rompe as barreiras e invade a cena musical mainstream. Material exclusivo da turnê e novas entrevistas individuais com os membros do BTS dão aos fãs um vislumbre sem precedentes em suas vidas e uma oportunidade para todos celebrarem juntos nos cinemas de todo o mundo.

Mais que profissionais, humanos até o âmago

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[FILME] DE REPENTE UMA FAMÍLIA

2308941.jpg-c_215_290_x-f_jpg-q_x-xxyxxDireção: Sean Anders
Ano de Lançamento: 29 de Novembro de 2018
Elenco: Mark Wahlberg, Rose Byrne, Isabela Moner, Octavia Spencer, Tig Notaro, Tom Segura, Margo Martindale
Gênero: Comédia/Drama
Duração: 1h58min
Sinopse: Quando Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) decidem começar uma família, eles começam a explorar o mundo da adoção. Ao conhecer três irmãos, incluindo uma adolescente rebelde de 15 anos (Isabela Moner), eles se veem indo de nenhuma criança à três do dia para noite. Agora, Pete e Ellie precisam tentar aprender as dificuldades da paternidade para conseguir formar uma família.

 

Nós já sabemos o que esperar antes de assistir um filme drama/comédia familiar. Esperamos o casal ansiando por um filho, esperamos as crianças querendo ter uma família mas também sendo muito fechadas por ter passado por muitas coisas em um curto período de vida, vemos a família passando por dificuldades juntas, momentos felizes no meio, o ápice onde algo dá muito errado e logo seguido por um final feliz onde todos estão bem juntos. É clichê? É. Estamos cansados dessa mesma fórmula? Talvez. Mas não o suficiente para não querermos ir ao cinema e assistir De Repente Uma Família, um filme que segue essa fórmula a risca mas que no final, era tudo o que queríamos assistir mesmo.

Sean Anders se baseou em fatos reais ao roteirizar e dirigir esse filme, e apesar do tema de adoção e ele ser um assunto delicado que sofre de pobres políticas públicas nos Estados Unidos (e aqui também) ele não erra ao adicionar o tom de comédia no filme, que foi o suficiente para nos fazer rir enquanto chorávamos em algumas cenas no final também. Tudo muito bem pensado e medido para que o assunto do filme não ficasse pesado demais e que nós saíssemos da sala de cinema secando as lágrimas.

INSTANT FAMILY

Ellie (Rose Byrne) e Pete (Mark Wahlberg) são o tipo de casal que parece ter tudo. Tem uma casa ótimo que eles mesmos construíram, um negócio de sucesso (de construir e reformar casas) onde ambos metem a mão na massa, um cachorro que parece ter vindo de um comercial de ração canina chamado Almôndega, um relacionamento logo e saudável onde eles parecem ainda estar nos estágios iniciais, onde tudo se resume a saídas e a aproveitar a companhia um do outro. Mas para Ellie, parece que está faltando algo na vida deles e não demoram a perceber que talvez seja a existência de um filho. Eles então decidem adotar uma criança e resolvem passar por um curso intensivo de 8 semanas de como se tornar pais adotivos.

Logo eles se veem em uma feira de adoção tentando encontrar ter algum tipo de sentimento cósmico, como diz Pete, com alguma criança mas nada acontece. Porém, ao ver o grupo de adolescentes afastados em um lado da feira, Pete decide ir conversar com eles e se encanta com Lizzy, uma adolescente de 15 anos de idade, porém ela vem com um pacote de mais dois irmãos mais novos, Juan (Gustavo Quiroz) e Lita (Julianna Gamiz). Ellie e Pete não estão prontos para tudo isso, mas quando eles percebem que a família deles achavam que eles não seriam capazes de cuidar de três crianças ao mesmo tempo, eles tomam isso como um desafio e adota os três. Porém, após um período de lua de mel inicialmente tranquilo, logo esse relacionamento entre os cinco vira uma bagunça para todos os envolvidos.

Ellie e Pete, apesar de terem decidido adotar as crianças num momento em que se sentiram desafiados, tem a melhor das intenções, mas, ao acordarem, se veem entre uma adolescente que se sente abandonada e que não quer ser adotada pois tem esperança de voltar a ficar com a mãe, Juan, que está constantemente se envolvendo em acidentes e chorando implorando para que eles não o devolvam para o sistema de adoção e a pequena Lita tem uma personalidade… forte, vamos dizer assim. Em resumo, Ellie e Pete não estavam esperando e/ou estão equipados para isso. No entanto, à medida que as coisas progridem, e os primeiros papais e mamães saem das bocas dos menores, eles percebem o quanto tudo pode valer a pena e o quanto eles tem a perder quando a mãe biológica das crianças entra em contato com elas novamente.

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Os atores principais estão muito bem em seus papéis. Rose Byrne está dentro da sua zona de conforto, nos entregando as cenas mais emotivas e desafiadoras do filme, enquanto Mark Wahlberg pode te surpreender um pouco para quem está acostumado com um Mark musculoso e fazendo sempre o herói no fim do dia. Aqui ele nos entrega um personagem gentil e preocupado, com alguns deslizes mas nada que comprometa por inteiro o seu personagem. As crianças também estão boas em seus papéis mas nada extraordinário, talvez devamos ficar de olho na Isabela Moner, que interpreta Lizzy, que, apesar de não ter nos mostrado nada excepcional, não falhou em interpretar uma personagem com uma cargo histórico pesado em seus ombros e que ficaram visíveis nas cenas que necessitava de um pouco mais de emoção vindo da atriz. Tig Notaro e Octavia Spencer interpretam as assistentes sociais que acompanham o casal durante todo o processo de adoção, mas não são peças chaves no filme e se posso dizer, foram bem mal usadas em seus respectivos papéis. Tivemos participações mais que especiais de Joan Cusack e Margo Martindale mas que, novamente, não foram bem utilizadas, porém é sempre bom revê-las.

De Repente uma Família não é um filme que você lembrará daqui uns anos como um filme que te marcou, mas que, definitivamente, te fará passar bons minutos dentro da sala do cinema, quer seja rindo ou secando algumas lágrimas que venham a aparecer. Sean Anders, diretor e roteirista, nos entregou um filme que fala sobre um assunto sério e delicado mas que com seus tons leves de comédia e bem medidos, faz essas quase duas horas de filme passarem despercebidas. É só não ligar muito para a fórmula repetida.

Confira o trailer legendado do filme logo abaixo:

[Filmes] Animais Fantásticos: os crimes de Grindelwald

3423559.jpg-r_1920_1080-f_jpg-q_x-xxyxx Direção: David Yates
Ano de Lançamento: 15 de Novembro de 2018
Elenco: Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Fogler, Jude Law, Ezra Miler, Johnny Deep.
Gênero: fantasia
Duração: 2h 14 min.
Sinopse: Newt Scamander reencontra os queridos amigos Tina Goldstein, Queenie Goldstein e Jacob Kowalski. Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore, para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald, que escapou da custódia da Macusa (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de  magos sangue puro e seres não-mágicos.

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E vocês pensaram que eu não ia postar mais resenha né? Pois, eu voltei pela demanda popular! E voltei com algumas das milhões de coisas que eu mais gosto: J.K. Rowling; realismo fantástico e Ezra Miler.

Chama a Cristina Rocha porque o “Casos de Família” é real.

Tem dois anos que eu sai da sala de cinema, comentando com minhas amigas que eu mal podia esperar daquele momento à dois anos pra reviver todas aquelas emoções de novo. Então, ano passado, quando lembramos que em 2018 teria a sequência de animais fantásticos foi uma comoção total e uma expectativa tão bem criada que hoje ela já tem dois empregos, mestrado e caminhando pro doutorado.

Ambientado numa Paris lá pelos anos 20, três meses depois dos acontecimentos do primeiro filme da nova franquia, a obra cinematográfica perpassa por outros cenários já conhecidos, como o MACUSA (Ministério da Magia dos EUA) e pela própria Hogwarts, em Londres. Além disso, nos promete uma trama mais sombria com relação ao primeiro filme, fato comprovado no prologo dele.

Como sempre joanne não costuma me decepcionar. Assinando o roteiro da adaptação, a autora de todo a saga, faz com que o espectador seja transportado ao mundo bruxo e tenha uma experiência nova a cada cena e a cada arco de cada personagem.

Falando em personagem, vamos aos detaques:

– Eddie Redmayne como Newt Scamander, mesmo que eu, particularmente, tenha muitos problemas com a dicção do Eddie. É inegável que ele é o protagonista da franquia e tem uns trejeitos (de lufanos) que conquistam, como o personagem ser um pouco desastrado. Além de conhecermos um pouco mais a fundo o personagem, através de seu irmão

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– Jude Law como Alvo Dumbledore. O mais famoso professor do mundo bruxo caiu nas mãos de um dos melhores atores que eu já tive o prazer de assistir. Com competência Jude pega algumas marcas típicas do diretor de Hogwarts e faz delas sua. Além de ser comprovado que o professor sempre teve um apreço especial com estudantes específicos.

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-Johnny Deep como Gillert Grindelwald. Por mais críticas que eu tenha a ele com situações fora das telas, não dá pra negar que o (miseravel) ator sabe atuar e como o vilão dos filmes está em crescimento, como foi visto com Lord Voldmort em Harry Potter. Espera-se muito ainda do vilão, já que nesse filme ficou claro que ele não se resume a esses poucos feitos contados no filme 

– Ezra Miller como Credence, por motivos de eu amo um homem. Brincadeirinha rsrsrs. De verdade agora, Ezra atuando como Credence me faz querer colocar ele no meu colo e consolar, abraçar e dizer que vai ficar tudo bem. É emocionante. Afinal, quem já conhece a história do garoto sabe que ele procura ser amado e encontra esse amor, esse afeto, em Nagine (Claudia Kim), que também é uma personagem muito profunda e eu realmente quero que nos próximos ela tenha sua história mais explorada. 

O amadurecimento de alguns personagens também merece ser destacado, como Tina e Queenie Goldstein (Katherine Waterston e Alison Sudol respectivamente). Jacob rouba a cena como era de se esperar e se afirma como o alívio cômico do filmes, mesmo que ele tenha de agir seriamente perante algumas situações. 

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Depois dos personagens, vamos para o roteiro que é onde eu vejo o problema. Não sou tapada para dizer que só por gostar é tudo lindo e perfeito. Não é. Prova disso são as falhas no roteiro que fizeram com que o filme ficasse cansativo mais ou menos no meio dele e um dos personagens secundários sumisse do nada e voltasse da mesma forma. Mas Nath, por que cansativo? Porque a história meio que se repete, vira um grande pega pega que só vai ter sentido mais para o finalzinho do filme. Dos crimes de Grindelwald não conhecemos tantos, provavelmente só saberemos todos no fim do ultimo filme.

Em momento nenhum o espectador se esquece de quem é o protagonista do filme. Grindelwald protagoniza e chama a atenção para si. Seja pelo jeito como seu corpo se movimenta em cena ou como os discursos extremistas do bruxo nos transportam para uma realidade não muito distante rsrs.

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J.K. não arrisca tanto, tende a ficar na zona de conforto deixando no fã um gostinho de quero mais! Quero mais Dumbledre, quero mais Grindewald… enfim. Porém, para quase duas horas e vinte minutos de filme, a história contempla todos os personagens. Mesmo que por cinco minutos você vai saber mais sobre aquele personagem que apareceu no primeiro filme ou o personagem que é uma novidade como Theseus Scamander (Callun Turner) e Leta Lestrange (Zoë Kravitz).

Nath, dá pra eu assistir sem saber nada do universo de Harry Potter? Dá, se você pelo menos viu o primeiro. Porque de qualquer forma é outra saga somente com referencia que incrementam o enredo. Então bebê, se joga.

Com mais pontos positivos que negativos, e com muitas referências ao universo de Harry Potter (porque ela faz isso pra fã base não pros charts), Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald, deixa o fã na expectativa para os próximos filmes e tudo o que acontecerá nele. 

Confira o trailer e dia 15 corre pro cinema mais próximo. 

 

 

[FILMES] Infiltrado na Klan

0013923.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxxDireção: Spike Lee
Ano de Lançamento: 08 de Novembro de 2018
Elenco: John David Washington, Adam Driver, Laura Harrier, Jasper Pääkkönen, Topher Grace
Gênero: Drama/Filme Policial
Duração: 2h16min
Sinopse: Em 1978, Ron Stallworth, um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo por meio de telefonemas e cartas, quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

Da melhor maneira possível, Infiltrado na Klan se junta aos grandes sucessos dirigidos por Spike Lee. É direto e confuso, instigante e organizado, tudo ao mesmo tempo em que é bem divertido. Nos tempos que estamos vivendo é de extrema assistirmos, lermos, ouvirmos, termos mais e mais conversas, como a que esse filme pode trazer, afim de que isso jamais volte a acontecer, ou pior, que pessoas simpatizem com ideias parecidas. E ao assistir esse filme, por mais que a história conte um momento que não foi vivido tão explicitamente no nosso país, mas sabemos que aconteceu e que acontece no nosso país, estamos ajudando a história a ser relembrada para que nunca se repita.

Baseado no livro de memórias de Ron Stallworth, Infiltrado na Klan mostra Stallworth (John David Washington) enquanto ele se torna o primeiro policial negro em Colorado Springs. Sempre foi seu sonho de ser policial, mesmo que ele sabendo que não seria bem vindo em seu ambiente de trabalho. Primeiro, ele está preso fazendo trabalho administrativo atrás de uma mesa, preenchendo pedidos de provas e documentos. mas, obviamente, ele quer fazer mais e assume a responsabilidade de lançar sua própria investigação sobre a Klu Klux Klan.

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Stallworth obviamente não pode encontrar nenhum dos membros pessoalmente, já que ele está se passando por um “americano branco” por telefone. Ele se une a Flip Zimmerman (Adam Driver), que assume as interações face a face com o Klan (que gostam de ser chamados de “A Organização”). Flip se apresenta como um homem odioso chamado Ron Stallworth, assumindo a missão de se infiltrar na Organização com esperança de construir um caso contra eles levando até o Grande Feiticeiro, David Duke (Topher Grace).

 
Washington é dominante e natural em seu papel de protagonista, lidando com as responsabilidades de um policial enquanto é o tempo todo visto como ameaça ou alguém inferior. Ele tem uma semelhança surpreendente com seu pai Denzel, mas esse filme certamente o fará uma estrela por si só. Adam Driver, que vem se mostrando cada vez mais versátil em Hollywood, nos dá uma de seus melhores trabalhos nos entregando um personagem fingindo um ódio que ele tem de manter para assim continuar com as investigações dentro da Organização, e ele faz isso parecer bem fácil de alcançar. E como elenco adicional temos Thoper Grace que interpreta Duke com uma facilidade acolhedora e amigável para todos os membros de sua causa, sendo desprezível em cada palavra que ele oferece.

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Há uma subtrama envolvendo uma jovem chamada Patrice (Laura Harrier), uma líder radical de uma organização estudantil, que se torna interesse romântico de Stallworth. Pode parecer que o filme perde bastante tempo dentro dessa história, mas ela oferece uma camada de conflito para Stallworth, já que Patrice não gosta de policiais – ela os chama de porcos – e Stallworth, evitando confrontos, não diz qual sua profissão.

Lee nunca foi um cineasta sutil e Infiltrado na Klan não é para aqueles que não conseguem lidar com suas mensagens. O filme é justo, direto e tem o direito de ter o tom irritado que tem – e ainda assim consegue ser emocionante e divertido sem nunca diminuir a importância do assunto que o permeia por inteiro. Era importante que Lee ligasse os acontecimentos da história dos anos 1970 (onde, obviamente, se refere aos acontecimentos nos EUA nessa década mas que facilmente pode ser aplicada a nossa realidade também) ao que está acontecendo em nosso mundo hoje, conectando os eventos ao que aconteceu há um ano em Charlottesville (EUA). O filme é uma granada lançada na platéia: ele quer nos abalar e acordar todo mundo. É triste e agonizante que o assunto abordado no filme ainda seja tão atual e relevante – mas isso só nos mostra o quanto temos que falar, ouvir, compartilhar e dar espaço para que mais obras como essa chegue à todos.

Confira o trailer logo abaixo: