[FILMES] O PROTETOR 2

1Direção: Antoine Fuqua
Ano de Lançamento: 18 de Agosto de 2018
Elenco: Denzel Washington, Pedro Pascal, Melissa Leo, Tamara Hickey, Ashton Sanders
Gênero:  Filme Policial/Thriller
Duração: 2 horas
Sinopse: Sequência dos feitos de Robert McCall (Denzel Washington), um agente aposentado que ajuda pessoas em perigo. Até onde el irá por alguém que ele ama?

 

O Equalizer 2 é tudo o que há de errado com os blockbusters de hoje em dia: uma franquia sem sentido, com apenas uma grande estrela do cinema a seu favor.

Ainda assim, o segundo filme dá uma melhorada em relação ao primeiro, já que o diretor Antoine Fuqua reduz o sangue e a violência excessiva que marcaram O Protetor (2014) e fornece oportunidades para o personagem-título exibir seus poderes quase super-humanos nas cenas que normalmente terminam com ele como o único em pé (ou vivo).

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Essa franquia são como os grandes sucessos das séries televisivas dos anos 1980 e, como nos programas, são tipo quadrinhos de super-heróis para os seus tempos. Os vulneráveis ​​estão em risco com poderosas pessoas atrás deles e com apenas um herói para salvá-los.

O ex-agente do Black-ops Robert McCall (Denzel Washington) é esse herói. Seu passado é misterioso, embora tenhamos aprendido que ele é um viúvo cujo único arrependimento é a morte de sua esposa. Enquanto estava a serviço do país, ele fez coisas ruins para impedir as pessoas más, até que uma missão errada deu-lhe uma saída – fingiu estar morto. Para a maior parte do mundo, McCall está morto. E com a sua partida, o novo McCall é deixado para pagar sua conta.

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Ele faz isso ajudando os desamparados. O primeiro Equalizer configurou esse cenário “Quem você vai chamar?”, com McCall ajudando uma adolescente em Boston em apuros com a máfia russa. McCall tinha encontrado o seu chamado e, no início do Equalizer 2, ele levou a empresa adiante, mascarando-se como um motorista da Lyft em Boston. Do banco da frente de seu carro, ele observa seus passageiros no banco de trás, assim como ele faz com a estrada na frente dele, procurando por sinais de problemas.

Apenas a ex-chefe de McCall, Susan Plummer (Melissa Leo), e seu marido, Brian (Bill Pullman), conhecem seu segredo e ela tenta ajudar McCall o máximo que pode. Susan também é a melhor e única amiga de dele, então você já pode imaginar: se alguma coisa acontecer com ela, haverá um inferno para pagar.

O Protetor 2 torna as coisas mais pessoais para McCall, já que ele deve retornar à sua antiga vida e confrontar seus erros e aqueles que ele deixou para trás para o que ele achava que seria para sempre.

Um deles é Dave York (Pedro Pascal), seu ex-parceiro, que acredita que McCall está morto. Os dois claramente têm muito o que fazer.

Enquanto as coisas ficam mais quentes e perigosas mais calmo McCall fica, e  Washington se destaca nisso, jogando contra o momento e a situação. O talentoso ator passou os últimos anos fazendo filmes dignos de incidação ao Oscar pelas suas atuações com personagem com um histórico muito pesado, se tornando um herói de ação na tela grande, mas os filmes ganham dinheiro e são esquecidos na maior parte do tempo.

Talvez por design, o ator de 63 anos parece ter sua idade no O Protetor 2, mas até quando mais o público aceitará Washington com reflexos hiper-rápidos e agilidade como McCall é desconhecido. Por enquanto, é provável que eles gostem, mesmo que seja improvável se fosse na vida real.

Todo o resto envolvendo o enrendo do filme é supérfluo para sua atração principal.

Faz parte das aventuras de McCall  um adolescente problemático chamado Miles (Ashton Sanders, (que interpretou  o adolescente Chiron in Moonlight) e um idoso sobrevivente do Holocausto chamado Sam Rubinstein (Orson Bean) em busca de partes perdidas de seu passado. McCall, claro, vai a extremos para ajudar os dois.

Os vilões da história são na maior parte dominós – cuidadosamente organizados para que possam ser efetivamente derrubados no grand finale.

Essas histórias paralelas, assim como outras pessoas aleatórias que ele ajuda durante o filme, são mais interessantes do que sua principal missão.

O Protetor 2 chega em todos os cinemas do Brasil no dia 18 de Agosto de 2018. Confira o trailer do filme legendado logo abaixo:

 

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[FILME] ILHA DE CACHORROS

22Direção: Wes Anderson
Elenco: Scarlett Johansson, Bill Murray, Jeff Goldblum, Edward Norton, Bryan Cranston
Gênero: Drama/Fantasia
Duração: 1h45min
Sinopse: Atari Kobayashi é um garoto japonês de 12 anos de idade. Ele mora na cidade de Megasaki, sob tutela do corrupto prefeito Kobayashi. O político aprova uma nova lei que proíbe os cachorros de morarem no local, fazendo com que todos os animais sejam enviados a uma ilha vizinha repleta de lixo. Mas o pequeno Atari não aceita se separar do cachorro Spots. Ele convoca os amigos, rouba um jato em miniatura e parte em busca de seu fiel amigo. A aventura vai transformar completamente a vida da cidade.

Divertido, cheio de charme e sagacidade satírica, a história te suga do início até o final triunfante. É acompanhado por picos de adrenalina, com cada cena da trama trazendo novas revelações e delícias que fazem você pular da cadeira. E tamanhos detalhes visuais e nos diálogos irá fazer você querer assistir o filme diversas vezes para poder entender tudo o que está acontecendo e o que aconteceu e passou despercebido.

Como seus projetos anteriores mostraram, Anderson é um malabarista de filmes consumado, então essa comédia impassível é bem equilibrada com os tons sérios: enquanto os anti-cães defendem o exílio – e, finalmente, matam – os cães sob o pretexto de conter a gripe canina.

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O grupo central de cães (Edward Norton, Bob Balaban, Bill Murray e Jeff Goldblum), liderado pelo chefe do cão alfa (Bryan Cranston), tem histórias amargas – de ser domesticado, dominado e eventualmente desprezado por humanos, mas a maneira que ele lida com isso é uma dos destaques.

O visual dos cachorros pode inicialmente te assustar, mas o seu charme e inteligência satírica vão conquistá-lo rapidamente, a animação stop-motion é tão teatral que você vai se sentir como se estivesse sendo transportado para uma época vintage animal.

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Ao assistir ao trailer, inicialmente desses cachorros me assustaram porque parecia que estavam infectados com raiva ou vieram do set de The Walking Dead. Mas, como dito antes, eles crescem em você – tanto que você pode ter vontade de sair correndo e adotar versões não animadas após o filme.

Uma reviravolta incomum é que todos os personagens japoneses – até mesmo o protagonista Atari (Koyu Rankin) – falam longamente em japonês sem legendas, apenas alguns dos quais são traduzidos (com resultados hilários) por um intérprete ou uma máquina.

Naturalmente, algumas pessoas têm questionado se Ilha de Cachorros é um ato de apropriação cultural ou uma homenagem ao seu material de origem. Pessoalmente, acho que Anderson criou uma carta de amor, e é seguro dizer que eu me apaixonei.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] MAMMA MIA: LÁ VAMOS NÓS DE NOVO

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Direção: OI Parker
Ano de Lançamento: 02 de Agosto de 2018
Elenco: Amanda Seyfried, Meryl Streep, Lily James, Pierce Brosnan, Colin Firth, Cher, Christine Baranski, Stellan Skarsgård, Julie Walters, Dominic Cooper, Alexa Davies, Jessica, Keenan Wynn
Gênero: Musical/Comédia
Duração: 1h54m
Sinopse: Ao descobrir que está grávida, Sophie busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe. Nos anos 70 a jovem Donna viveu muitas aventuras com seu grupo musical Donna & The Dynamos, parceria com as amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, ela se apaixonou e viveu relacionamentos intensos com três homens bem diferentes: Harry, Sam e Bill.

 

Com muito mais músicas, coreografias, cores e mais lágrimas, Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo faz sua estréia 10 anos após o primeiro lançamento e não poderia nos deixar mais nostálgicos.

Trazendo o elenco original quase que todo e com ótimas adições, Mamma Mia começa nos mostrando Sophie na ilha Kalokairi dando os últimos toques para a reinauguração do hotel de sua mãe, assim acreditando estar realizando o sonho dela. Donna (Meryl Streep), como sabemos logo no início do filme, faleceu mas está onipresente em quase todo o filme: sendo lembrada pelos personagens do presente ou em flashbacks incríveis que mostra a jovem Donna (vivida pela Lily James) se formando na faculdade, indo desenhar o seu futuro na pequena ilha e consequentemente, encontrando os seus três amores Bill, Harry e Sam.

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Inclusive, a morte de Donna é um dos pontos mal explicados do filme. Durante todo ele nós somos lembrados que ela não está mais presente mas em nenhum momento é citado o motivo do falecimento, e isso pode causar um pouco de frustração já que ela foi a grande estrela do primeiro filme, e sua perda tão repentina e constante menções deixaram um buraco no roteiro.

Mas se sentimos a falta de Meryl Streep dando o ar da graça como cantora, temos a visão deslumbrante da britânica Lily James interpretando-a jovem, e ela a faz com maestria. Impossível não se apaixonar pelo carisma e talento que ela demonstra no filme, além da voz impecável. Fora a amizade que, no primeiro filme já ficamos loucas querendo ter a amizade que as Dynamo’s tinham, mas vê-las jovens, cantando e dançando por todo o canto traz um encantamento e desejo de fazer parte do grupo ainda maior.

Falando em cantoria e dança, o filme está repleto dele do início ao fim. São ao todo 18 músicas, com a maioria delas coreografadas – elas dão o tom do filme. Pode parecer muito, mas todas elas se encaixam perfeitamente no roteiro fazendo-o ser ainda mais divertido e dinâmico, com uma atenção especial a interpretação da música homônima ao filme, que interpretada logo após uma cena que a explica torna toda a experiência muito mais real e divertida.

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Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo estréia hoje em todos os cinemas do Brasil e desde agora já aviso a todos que, assim como eu, ama esses personagens e filmes para deixar um lencinho de lado pois vocês irão rir o tanto que irão chorar ao assisti-lo. (Pelo menos comigo foi assim.)

Confira o trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] TODO DIA

0861070.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxxDireção: Michael Sucsy
Data de Lançamento: 26 de Julho 2018
Elenco: Angourie Rice, Debby Ryan, Justice Smith, Lucas Jade Zumann, Owen Teague
Gênero: Drama/Fantasia/Romance
Duração: 1h40m
Sinopse: Baseado no aclamado best-seller do The New York Times de David Levithan, “Todo Dia” conta a história de Rhiannon, uma garota de 16 anos que se apaixona por uma alma misteriosa chamada “A” que habita um corpo diferente todos os dias. Sentindo uma conexão incomparável, Rhiannon e A trabalham todos os dias para encontrar um ao outro, sem saber o que ou quem o próximo dia irá reservar. Quanto mais os dois se apaixonam, mais as realidades de amar alguém que é uma pessoa diferente a cada 24 horas afeta eles, levando o casal a enfrentar a decisão mais difícil que eles já tiveram que tomar.

 

O amor tem várias formas e intensidades, as vezes dura anos as vezes dura semanas. As vezes vem de maneira exagerada onde é fácil se confundir com outros sentimentos, como posse ou ciúmes, as vezes é quase imperceptível, mas ainda está lá. O amor pode ser inúmeras coisas para umas pessoas e uma coisa completamente diferente para outra, mas no final o amor, quase sempre, o amor tem o mesmo significado. Isso é uma das coisas que o diretor Michael Sucsy tenta transparecer em Todo dia, filme baseado nos livros Todo Dia e Outro Dia do americano David Levithan lançado em 2012.

Todo Dia conta a história de “A”, uma pessoa que durante 24h entra no corpo de um indivíduo qualquer, contato que tenha a mesma idade e more perto do anterior, e nunca fica no mesmo corpo mais de uma vez. “A” tenta levar essa vida com o máximo de cautela e o mínimo de intromissão possível na vida de seu hospedeiro do dia, apenas vivendo o seu cotidiano normal, até que numa manhã ele conhece Rhiannon, namorada de seu hospedeiro, e eles decidem mudar um pouco suas rotinas, fazendo daquele ser um dia inesquecível para ambos.

Rhiannon e Justin, hospedeiro de “A”, já namoram a meses, mas a relação deles é de puro desejo da parte dele e de necessidade da parte dela, e ela acredita cegamente, ou quer acreditar, que ele a ama da maneira dele e que eles estão bem, quando na verdade é puro comodismo mútuo. O dia acaba e “A” tem que voltar para sua casa, ou a de Justin, pois às 00h ele/ela irá trocar de corpo e seu hospedeiro precisa estar em um ambiente conhecido para que tudo passe despercebido no dia seguinte.

 

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Como estamos falando de um romance adolescente, “A” não consegue tirar Rhiannon da cabeça e nos dias seguintes ele volta a procurar ela e enfim decide contar toda a verdade, de modo que ela acredite em tudo o que ele/ela diz e que eles possam começar algo.

E é aí que o meu problema, tanto com o livro quanto como o filme, entra: a rapidez com que o relacionamento dos dois é construído.

Amores adolescentes são mundialmente conhecidos por serem efêmeros, mas aqui estamos falando de um tipo de amor nunca visto, tanto pelos personagens como por nós, e que gera mais dúvidas e questionamentos do que certezas, e escrevendo isso, talvez eu perceba que seja esse o porque da paixão avassaladora que ambos os protagonistas começam a sentir um pelo outro e faz a história deles se desenvolver, mas ainda assim da um sentimento de que poderia ter mais um pouco de desenvolvimento.

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Já envolvidos, os problemas reais começam a interferir pro casal, como o fato de “A” ter que mudar de corpo todos os dias restringe o relacionamento deles ao dia, ou em quatro paredes, sozinhos. Restringe a Rhiannon não poder contar isso a ninguém, restringe a vida social dela se resumir a encontrar “A”, ou os inúmeros obstáculos que eles podem encontrar como um compromisso do hospedeiro, ou um problema físico, ou por estarem muito longe um do outro, e por mais que eles tentem encontrar alguma maneira de ambos ficarem juntos no futuro, no fundo eles sabem que isso é impossível e que só trará mais problemas do que soluções.

Baseado nos dois livros do David, o filme foca todo no ponto de vista da Rhiannon, que é mais trabalhado no segundo livro do autor, Outro Dia, e podemos ver mais do dia a dia dela e de sua família, que é outro ponto que eu acho que poderia ter sido um pouco mais trabalhado pelo roteiro, como por exemplo a dificuldade que Rhiannon tem em se relacionar com o pai após um episódio que aconteceu com ele no passado e que afetou toda a família. O filme faz parecer que a garota doce e compreensiva com os problemas de “A” é totalmente a par da situação do pai, e isso as vezes gera um certo desconforto do porque ela estar tratando, ou não tratando, o pai dessa maneira.

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Um dos muitos pontos positivos do filme é a maneira que ele trabalhou as multifacetas dos hospedeiros de “A”, mostrando a diversidade da adolescência tanto entre meninos e meninas, alto ou baixo, gordo ou magro, de diferentes etnias, mostrando problemas reais que os hospedeiros possam estar passando e até diferentes gêneros, que também existe no livro. Eu senti falta apenas de alguns momentos do livro que não foram trabalhados no filme, como alguns momentos onde é perceptível o receio que a Rhiannon tem de ter que se relacionar com uma mulher, ou algum garoto acima do peso. Isso não demonstra que ela seja preconceituosa no livro, mas sim mostra que ela está aberta para conversar sobre a pluralidade do amor, não importa quem seja no exterior e sim o que está dentro.

Todo Dia estreia dia 26 de julho nos cinemas de todo o país, o que também te dá tempo suficiente para ler os dois livros no qual ele foi baseado.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] MULHERES ALTERADAS

2Direção: Luis Pinheiro
Data de Lançamento: 21 de Junho de 2018
Elenco: Débora Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall, Mônica Iozzi, Sérgio Guizé
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 1h 35 minutos
Sinopse: Quatro mulheres enfrentam problemas bem particulares. O casamento de Keka com Dudu está em crise. Marinati é uma workaholic que se apaixona por Christian. Leandra sente-se insegura pelo fato de ainda não ter constituído família. Sônia está cansada da rotina doméstica e sonha com a época em que era solteira.

Baseado em uma trilogia de livros da escritora e cartonista argentina Maitena, o filme homônimo Mulheres Alteradas estreou na última quinta para retratar com um tanto de comédia a vida de quatro mulheres com personalidades e vidas diferentes mas que estão passando por problemas ao mesmo tempo.

Marinati, Alessandra Negrini, é viciada em trabalho e está no auge de sua carreira como advogada após pegar um caso de grande visibilidade que dará ainda mais conforto para sua vida. Levando seus funcionários a loucura trabalhando neste caso, tudo estava caoticamente bem até que ela conhece o sedutor Christian e sua vida desmorona, pois tudo o que ela consegue pensar é em ficar com ele.

Keka, interpretada por Débora Secco, é assistente de Marinati e está passando por uma crise no seu casamento com o mala do seu marido, Sérgio Guizé, e acredita que ir em viagem com ele mudará o rumo do seu casamento o os fará se reconectar novamente. mas não é muito bem isso que acontece.

Sônia, interpretada por Mônica Iozzi e sua irmã Leandra, Maria Casadevall, estão ambas tentando superar o tédio e o caos que suas vidas se encontram: enquanto uma está cansada da vida de doméstica e de não ter tempo para nada, apenas cuidar de seus filhos, a outra está cansada da rotina regada a festas e bebidas e acha que já está na hora de constituir uma família, o problema é que ela não leva jeito nenhum para isso.

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O filme mostra essas quatro mulheres passando por perrengues enquanto tentam dar um rumo diferente às suas vidas, Marinati tenta focar no trabalho mas sempre acaba indo parar na cama com Christian. Keka não sabe mais o que fazer para manter o seu casamento em pé. Sônia e Leandra trocam uma noite para cada uma sentir o que é ficar no pé da outra, e enquanto uma tem a noite de sua vida, a outra tem a pior e mais cansativa.

Mulheres Alteradas é um filme que representa com uma dose de comédia a vida de milhares de brasileiras que com certeza se identificarão ao assistir o filme. Com um texto divertido,  Luis Pinheiro tenta trazer para o mais perto a realidade de nossas mulheres, mas ainda assim deixa uma gama bem grande delas do lado de fora. Talvez pela mania de a maioria de filmes brasileiros só tratarem de retratar a vida de mulheres brancas de classe média/alta em seus filmes, esquecendo das mulheres negras onde muitas delas passam por todos esses problemas individuais que as protagonistas desses filmes passam.

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E falando nelas, mulheres negras, é outro grande problema desse filme. Não há representação dessa grande camada da nossa sociedade nele, o que reflete em um problema maior que o nosso cinema nacional insiste em mostrar (ou não mostrar): a continuidade de filmes que só mostram mulheres negras e pobres em filmes com uma carga pesada emocional, ou simplesmente não mostram o cotidiano dessas mulheres.

Que o cinema nacional é branco padrão nós já sabemos, mas assistir esses filmes repetidos atrás de outro trás um certo cansaço e sentimento de que estamos sendo lesados com essa parte importante da sociedade sendo esquecida.

Mulheres Alteradas estreou na última quinta feira em todos as salas de cinema do Brasil.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

 

 

[FILMES] TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR

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Direção: Rodrigo Bernardo
Data de Lançamento: 14 de Junho de 2018
Elenco: Mateus Solano, Juliana Didone, Nathália Dill, Bianca Comparato, Thaila Ayala, Jacqueline Sato, Marco Luque, Paulo Vilhena
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 1h 45m
Sinopse: Ao chegar em casa após mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara, comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, então, entra em choque e ouve repetidamente a mensagem, buscando algum sentido. O término não é o problema, pois Virgílio, solteiro, não faz a menor ideia de quem seja Clara.

Seguindo uma fórmula americana, com uma ideia boa mas pouca originalidade para desenvolvê-la, talvez uma história de amor nos traz mais um clichê de romance, mas nada que o impeça de ter uma boa e agradável experiência nos cinemas.

Nos trazendo como protagonista o Virgílio (Mateus Solano), um cara obcecado por controle e perfeccionista, o filme retrata o caos que vira a vida dele quando ele recebe uma mensagem na secretária eletrônica (quem usa isso ainda) de uma mulher terminando o relacionamento que eles tinham. O problema é que ele não lembra de ter estado em nenhum relacionamento nos últimos meses, e parte em busca de descobrir quem é essa mulher e qual o motivo dele não conseguir lembrar de nada.

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Durante essa busca ele entra em contato com algumas ex-namoradas e conhecidas, e descobre que todas elas têm algo em comum: sempre que ele saia da vida delas algo de bom acontecia, e, começando a perceber que talvez a culpa tinha sido dele, ele fica mais e mais obcecado para descobrir o que realmente aconteceu entre eles e com a ajuda de Kate (Bianca Comparato), sua vizinha, ele recebe a apoio para ter a coragem que faltava para seguir adiante.

A premissa do filme é boa mas ela é falha em inúmeros momentos. Como por exemplo em porque ele não ter nenhum tipo de recordação dela em lugar nenhum pela casa ou escritório, em porque ele não vasculhar as redes sociais dos amigos próximos a ela já que ela deletou as dela e ele não tem, ou em como as vezes ele conseguia informações que eram para ser sigilosas em uma facilidade que jamais conseguiríamos na vida real.

Contando com um elenco cheio de participações especiais como Nathália Dill, Juliana Didone, Paulo Vilhena e (nome da oriental), Talvez uma História de Amor repete na fórmula de filmes de romance mas ainda assim é uma ótima maneira de se divertir no final de semana.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] OITO MULHERES E UM SEGREDO

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Direção: Gary Ross
Data de Lançamento: 7 de Junho de 2018
Elenco: Sandra Bullock, Cate Blanchett, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Anne Hathaway, Rihanna, Awkwafina, Helena Bonham Carter
Gênero: Thriller/Filme policial
Duração: 1h 50m
Sinopse: Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala, em Nova York, com o apoio de Lou, Nine Ball, Amita, Constance, Rose, Daphne Klugere Tammy.

Sem o mesmo nível de hostilidade visceral que se destina a ele como a reinicialização feminina dos Ghostbusters, o Ocean’s 8 realmente tem uma chance por aqui. Talvez seja porque os cineastas reuniram um elenco incrível de atores no topo de seu jogo ou ainda na escalada, há uma sensação de empolgação no ar sobre isso.

E sabe de uma coisa? É divertido. Diversão idiota, mas divertida, no entanto.

Em um aceno claro para cena de abertura do Onze Homens e Um Segredo, Debbie Ocean (Sandra Bullock), irmã de Danny, está em liberdade condicional depois de cumprir cinco anos com promessas de reviravoltas e viver uma vida limpa e simples. Ela imediatamente coloca em prática um plano de um assalto ambicioso para roubar US$150 milhões em valor de diamantes Cartier do pescoço da estrela Daphne Kluger (Anne Hathaway) durante o anual Met Gala em Nova York.

Para fazer isso, ela e sua parceira Lou (Cate Blanchett) têm que montar uma equipe de criminosas interpretadas por Helena Bonham-Carter, Sarah Paulson, Mindy Kaling, Rihanna e Awkwafina. Danny Ocean pode ter precisado de 11 homens para roubar o Bellagio, mas Debbie só precisa de sete mulheres, eventualmente oito.

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A maior decepção talvez do filmes é que há muitos buracos na trama e algumas reviravoltas que levam à crença, incluindo momentos em que você sabe que eles estavam tomando decisões erradas em um 2018 de alta tecnologia obcecada por vigilância.

Mas a história não é realmente porque você está aqui. A razão para ver o Oito Mulheres e Um Segredo é passar tempo com essas mulheres, observando-as planejar e realizar um assalto ousado e arriscado. Há uma química cintilante entre todo o elenco, apenas vê-las tendo um tempo brilhante juntas é divertidíssimo. Porque elas parecem estar se divertindo e você quer se divertir com elas.

Apesar do filme ter um elenco em peso de estrelas, eu senti falta de uma divisão melhor de tempo entre as atrizes para que todo o potencial delas pudesse ter sido valorizado. Ainda assim, cada uma teve o seu momento de apresentação de personagem para que nós pudéssemos compôr toda a paisagem da história principal do filme.

Porém, apesar do tempo de tela ser nitidamente das maravilhosas Sandra Bullock e Cate Blanchett, quem rouba a cena do filme é a Anne Hathaway. Ninguém dava nada para a personagem dela – mal-humorada, impetuosa e insegura – e talvez esse tenha sido o verdadeiro roubo. Hathaway tem incrível timing cômico e o tom levemente cáustico que ela traz ao seu papel e é perfeito.

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Oito Mulheres e Um Segredo é um filme sem desculpas das mulheres – o que não quer dizer que os homens também não vão se divertir muito. Mas quase tudo acontece em espaços tradicionalmente associados às mulheres – Bergdorfs, o Met Gala, joalherias. Em um ponto, Lou tenta convencer Debbie a contratar um homem para um dos papéis e Debbie diz: “ele é notado, ela é ignorada, por uma vez queremos ser ignorados”.

Bem, não há como ignorar essas mulheres. O fato de que este filme de grande orçamento existe, que um estúdio está investindo muito dinheiro de marketing nele, que conquistou três vencedoras do Oscar, e é algo que todos nós estamos percebendo. Eles só poderiam ter trabalhado um pouco mais em alguns detalhes no roteiro e ele seria um filme perfeito.

Oito Mulheres e Um Segredo estréia hoje dia 7 de junho em todos os cinemas por todo o Brasil e definitivamente é um filme que você irá querer assistir. Para querer um gostinho de quero mais, segue o trailer legendado logo abaixo: