[FILMES] NASCE UMA ESTRELA

imagesDireção: Bradley Cooper
Ano de Lançamento: 11 de Outubro de 2018
Elenco: Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliot, Dave Chappelle, Andrew Dice Clay
Gênero: Drama/Romance
Duração: 2h14min
Sinopse: A jovem cantora Ally ascende ao estrelato enquanto seu parceiro Jackson Maine, um renomado artista de longa carreira, cai no esquecimento por problemas com o álcool. Os momentos opostos acabam por minar o relacionamento amoroso dos dois.

 

Com base na linha do tempo cuidadosamente elaborada por Hollywood, parece que toda geração precisa de uma versão de Nasce uma Estrela para chamar de sua.

Tirando Hollywood?, 1932, (que incluía algum DNA temático que seria transmitido), a primeira versão de filmes envolvendo artistas lutando para conseguir um espaço na música e seus relacionamentos conturbados foi do indicado ao Oscar de Melhor Filme A Star Is Born, de 1937, estrelado por Janet Gaynor e Fredric March na única interpretação que é um drama objetivo, mas que tem poucos números musicais. Em seguida veio a versão melhorada – o clássico de 1954 estrelao por Judy Garland e James Mason – e esta foi seguida pela versão mais fraca – o sucesso de 1976 estrelado por Barbra Streisand e Kris Kristofferson. Pulando a década de 80 e indo direto para a de 90, essa década foi abençoada por Whitney Houston em 1992, The Bodyguard. Inclusive, boatos circulam que naquela época Whitney foi cogitada para o remake de A Star Is Born mas o projeto não saiu do papel. E eu tenho certeza que foi um plano maior do universo.

Tudo isso nos leva à versão de 2018 de Nasce Uma Estreka, um esplêndido remake que demonstra que boas histórias nunca morrem, elas apenas descansam em um sono profundo esperando que um diretor brilhante descobra como reutilizá-lo de maneira incrível. Nesse caso, é Bradley Cooper quem merece a maior parte do crédito. Além de ensaiar um dos dois papéis principais, ele também dirigiu e co-produziu o filme, co-escreveu o roteiro e co-escreveu um punhado de músicas originais. Se ele também era responsável pelos serviços de catering (ou seja, a comida da galera), mas isso não é refletido nos créditos finais – ainda assim, o envolvimento dele nessa capacidade não me surpreenderia, dada a sua total dedicação a este projeto. No entanto, sua maior conquista é o seu generoso apoio a Lady Gaga. Sendo fã da cantora e tendo conhecimento de seu abrangente talento como atriz, não posso dizer que foi uma surpresa o filme ter o sucesso que teve lá fora, e tendo a atuação de Gaga como uma das grandes revelações.

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Ajustando algumas modernidades para que a história se encaixasse na nossa atualidade, após assistir o primeiro filme eu posso garantir que esses personagens não se encontraram em um show de uma drag num bar gay em 1937, a estrutura principal permanece a mesma e isso é bem animador. Jackson Maine (Bradley) é uma estrela da música estabelecida, cuja trajetória de carreira está começando a decair, particularmente quando suas tendências alcoólicas tendem a ser rotina. Enquanto isso, Ally (Gaga) trabalha em um restaurante, escreve canções que ela tem convicção de quem ninguém nunca irá ouvir, e tem a honra de ser a única mulher a se apresentar no show de drag que foi mencionado anteriormente. É durante a sua interpretação de “La Vie en Rose” que Jackson, parando para mais uma bebida ou cinco, primeiro toma consciência da sua presença – e do seu talento. Ele então abraça o seu talento visível e a coloca debaixo de suas asas, levando a um relacionamento que floresce nos níveis profissional e pessoal. Mas há sempre a bebida pairando nos limites de sua vida, uma complicação que diz respeito não apenas a Ally, mas também ao irmão e empresário de Jackson, Bobby (Sam Elliott) e ao produtor de Ally, Rez (Rafi Gavron).

Qualquer preocupação de que Lady Gaga possa ser apenas mais uma cantora que tenta desvender o mundo da atuação mas percebe que deveria ficar só na cantoria mesmo, é dissipada quase imediatamente, com a superstar apresentando uma performance instintivamente quente e natural. Cooper também é fantástico – quando ele aparece pela primeira vez, ele soa exatamente como Sam Elliott, o que prova ser apropriado, já que eles estão retratando irmãos. E falando em Elliott, ele é sensacional também. Dar todo o suor e coração para este filme, (talvez você tenha que levar alguns lencinhos para a sala de cinema para enxugar as previsíveis lágrimas) ele é mais do que merecedor de todas as nomeações que vem pela frente quando a temporada de premiações chegar. Todo o cast é merecedor. Tudo relacionado a esse filme é merecedor. O elenco de apoio, como o jogador Hamilton, Anthony Ramos, como amigo de longa data de Ally, Dave Chapelle como amigo de longa data de Jackson, e especialmente Andrew Dice Clay como o pai amoroso de Ally.

O único grande passo em falso neste filme ricamente detalhado e propriamente ritmado (aos 135 minutos, ainda é mais curto que as outras duas versões musicais) ocorre no final, quando o vilão ostensivo da peça toma o centro do palco em uma seqüência pesada que parece em desacordo com o movimento geral do filme. (Pior, esse personagem nunca recebe qualquer tipo de castigo, embora, em uma época em que bandidos como Trump e Kavanaugh se safam de assassinato, isso realmente oferece sentido, se não satisfação.)

Em todos os outros aspectos, no entanto, Nasce Uma Estrela é um filme que pensar duas vezes antes de assisti-lo deveria ser pecado mortal. Tudo que o envolve você sente que foi feito com coração e feito parar marcar essa geração e essa década. Que venha a próxima década com o próximo filme do gênero, e que ele possa ser tão marcante e emocionante, com atuações genuínas e humildes quanto esse.

Nasce Uma Estrela estréia dia 11 de Outubro no Brasil. Assista ao trailer legendando logo abaixo:

 

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[FILMES] VENOM

4Direção: Ruben Fleischer
Ano de Lançamento: 4 de Outubro de 2018
Elenco: Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed, Scott Haze, Reid Scott, Anne Weying
Gênero: Suspense/Ficção Científica
Duração: 2h20min
Sinopse: Venom é um filme de ação, ficção científica, suspense e aventura estadunidense de 2018, baseado no personagem da Marvel Comics de mesmo nome, dirigido por Ruben Fleischer e escrito por Scott Rosenberg, Jeff Pinkner, Kelly Marcel e Will Beall. Será o primeiro título no Universo Marvel da Sony.

 

Tom Hardy é notório por dar tudo de si, fisicamente e emocionalmente, em qualquer papel que ele faça. Não importa se fica com sequela físicas após interpretar o Bane em “O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, sendo amarrado na frente de um caminhão EM “Mad Max: Fury Road”, dizendo um diálogo indecifrável como o gângster britânico em “Legend” ou passar um filme inteiro gravando sozinho dentro de um carro para “Locke”, Hardy nunca interpreta o mesmo personagem. Já foi dito muitas vezes antes, mas é a mais verdade: ele é o Brando da nossa geração.

Então, é óbvio que ele aplicaria a mesma intensidade à história de origem anti-herói dos quadrinhos, “Venom”. E sua performance totalmente comprometida é praticamente a única razão para ver o filme.

Esta é uma entrada extremamente pequena no universo Marvel (embora não seja tecnicamente uma parte do Universo Cinematográfico da Marvel, para aqueles de vocês que se importam com essas coisas), um filme que é mais interessante quando não se é levado à sério. É uma bagunça, mas uma bagunça divertida – pelo menos por um tempo.

Pense nisso como uma versão intensamente violenta de “All of Me”, a comédia de 1984 em que a alma de Lily Tomlin termina no corpo de Steve Martin. Como naquele filme, as melhores partes da extravagância desigual do diretor Ruben Fleischer ocorrem quando o repórter investigativo Eddie Brock, Hardy, luta para manter o controle de seu corpo, enquanto uma força vital sob a forma de uma bolha negra ameaçadora está ganhando força dentro e brigando com ele.

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O exemplo mais bem-sucedido disso é quando Eddie percebe a extensão de suas habilidades recém-adquiridas (e indesejadas) – o que o transforma de um cara normal para um monstro grande e esquisito. Um grupo de capangas fortemente armados invadem seu pobre apartamento em San Francisco para matá-lo e recuperar o espécime alienígena que o habita, que ele adquiriu acidentalmente enquanto bisbilhotava um laboratório de alta tecnologia. Eddie os aniquila inconscientemente um por um, seus membros instantaneamente se estendendo e se transformando em armas afiadas, brilhantes e mortais. Seu corpo levado de um lado para o outro e seu pânico se eleva, mesmo quando a voz em sua cabeça (que também é Hardy) se torna mais alta e os corpos sem vida estão espalhados em seu apartamento. Em momentos como esse, Hardy parece deprimido tanto pela fisicalidade exigente do papel quanto pelo humor negro, mesmo que os dois misturados não sejam sempre o ajuste mais suave enquanto o filme continua.

Quando ele perde a luta pelo controle de seu corpo e sua mente, Venom de olhos arregalados e dentes afiados, ele literalmente morde as cabeças das pessoas, ao mesmo tempo em que quer que você ache graça das cenas. Percebemos então a tentativa de fazer esse filme se parecido um tanto quanto outro filme de extremo sucesso que foi lançado também esse ano. É um equilíbrio difícil de bater, o de cenas sangrentas e humor negro sem atingir ninguém especificamente. “Venom” está bem ali, na beira do que você pode fazer e ainda manter uma classificação de PG-13, na medida em que apresenta enormes quantidades de carnificina, tiroteio e destruição, mas nenhum derramamento de sangue. No entanto, à medida que os conjuntos de ação do filme aumentam de escala – incluindo uma perseguição de motocicleta particularmente emocionante pelas ruas de São Francisco -, eles não conseguem se conectar emocional e visualmente.

Fleischer (“Zombieland”, “Gangster Squad”) teve o benefício de trabalhar com um verdadeiro artista em Matthew Libatique, diretor de fotografia de longa data de Darren Aronofsky. (Ele também disparou o remake de “A Star Is Born” de Bradley Cooper, que está lançando no exterior esta semana também.) Mas muitas cenas em “Venom” acontecem à noite – e o próprio Venom parece essencialmente vestir uma enorme fantasia de látex preta da cabeça aos pés – o que muitas vezes fica difícil de discernir o que está acontecendo. Vemos isso mais claro quando Venom assume um cara cujo corpo se tornou o anfitrião de outra bolha: o louco cientista bilionário Carlton Drake (Riz Ahmed), que esperava domar esses espécimes espaciais pelo suposto bem da humanidade.

Suas cenas de luta são tão incompreensíveis ​​quanto qualquer coisa que você veria em um filme “Transformers”: uma massa pegajosa de tendões, gritos e pessoas agitadas. Às vezes, fica claro que há pessoas dentro dessas criaturas, ao contrário do contrário, o que complica ainda mais os recursos visuais. Mas, mais uma vez, em um nível mais íntimo, a conexão lúdica entre Eddie e Venom pode ser agradável. Isso é melhor visto em suas interações com Michelle Williams, que é imensamente superqualificada para o papel da ex-noiva de Eddie, Anne Weying. Hardy também tem uma ótima interação com Jenny Slate como a denunciante na companhia de Drake; é um dos vários exemplos do elenco inspirados do filme.

E, eventualmente, como sabemos, Venom terá que se tornar um vilão na teia do Homem-Aranha. É por isso que nos preocupamos com ele, teoricamente. Por enquanto, nas mãos de Hardy, é a ambiguidade do personagem – se não o ambiente – que o torna intrigante.

Confira o trailer do filme legendado logo abaixo:

[FILMES] UM PEQUENO FAVOR

 

1Direção: Paul Feig
Ano de Lançamento: 27 de Setembro de 2018
Elenco: Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding, Linda Cardellini, Rupert Friend
Gênero: Suspense/Comédia
Duração: 1h59min
Sinopse: Stephanie (Anna Kendrick) é uma jovem mãe que divide o tempo entre a criação do filho e o trabalho como vlogueira. Quando sua melhor amiga Emily (Blake Lively) desaparece, ela parte em uma jornada para descobrir a verdade por trás do ocorrido.

 

Caso você se pergunte se o objeto de nossa resenha de hoje é um filme de comédia ou suspense a resposta é sim. Pros dois. Paul Feig não se contentou em nos entregar apenas um gênero de filme dentro de 2h e tentou juntar essas duas fórmulas que quando bem feitas podem ser grandes sucessos.

Em Um Pequeno Favor vemos Blake Lively e Anna Kendrick, que interpretam confortavelmente Emily e Stephanie respectivamente, se tornando amigas por intermédio de seus filhos, e, enquanto Stephanie tem uma amiga pela primeira vez, Emily tem uma babá que não ganha por isso. Stephanie (Anna) é aquela típica mãe dona-de casa-do-subúrbio que torna seu filho o centro do seu mundo e é ativa em todos os projetos curriculares da escola, além de cuidar dele sozinho já que é viúva. Emily (Blake) é uma mulher de negócios de sucedida, casada e cheia de mistérios, que também tem seu filho como centro do seu mundo, mas suas ações para demonstrar isso talvez sejam um pouco diferentes demais das de Stephanie.

Tentando ajudar a nova e única amiga, Steph se propõe a cuidar do filho de Emily caso um dia ela fique apertada no trabalho e, obviamente, Emily não ia fazer desfeita e aceitou a ajuda de sua mais nova amiga, pedindo para que ela pegasse seu filho na escola pois teria que resolver um problema no trabalho. Quatro dias, porém, se passaram e Emily estava sumida e ninguém sabia de seu paradeiro.

Esse sumiço repentino, a falta de respostas e acontecimentos estranhos fez com que Stephanie ficasse curiosa e sentindo que havia algo errado, então ela parte em uma pequena viagem para vasculhar mais sobre o passado de Emily, descobrindo que ele poderia ser tão misterioso – e talvez até perigoso – quanto ela.

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Fazer um filme de suspense que tenha tons de comédia que dê certo no final não soa como um trabalho fácil, mas o diretor Feig consegue desenvolver bem a história, que em alguns momentos pode ficar meio óbvio para onde o roteiro está indo, mas nada que atrapalhe o final do filme. A escolha do elenco é um ponto alto do longa onde temos Anna Kendrick em um papel de uma mãe esforçada e aparentemente bobona em contraste com a sexy e bem sucedida Blake Lively. Ambas estão bem confortáveis uma com a outra em cena e a dinâmica entre elas é bem legal de assistir.

O elenco de apoio não fica atrás, nos trazendo Sean (Henry Golding) como o escritor falido e marido de Emily e os pais das outras crianças que dão apoio a parte mais engraçada do filme e que consegue tirar algumas risadas do público quando em cena.

Quando não estamos rindo no filme, somos pegos de surpresa pelos mistérios que envolvem o passado de Emily e descobrindo também que Stephanie e Sean (Henry Golding, marido de Emily) não são tão perfeitinhos quanto eles querem parecer. Ao prestarmos atenção podemos ver o caminho para o qual o diretor e o roteiro quer nos levar a acreditar, mas apenas momentos depois sermos pegos de surpresa e acontecer uma reviravolta, não daquelas de tirar o fôlego, mas o suficiente para querermos saber o final dessa história toda envolvendo esses três personagens centrais.

Os vários cenários que os roteiristas Jessica Sharzer e Darcey Bell construíram nos fazem descascar um pouco a faceta de cada personagem e no final já não conseguimos ver eles com os mesmos olhos inocentes do início do longa. Isso nos faz lembrar que nem tudo no mundo é preto no branco, assim como na vida real. Chega um momento em que você não sabe mais em quem acreditar e a única coisa que nos resta é esperar o filme terminar sem tirar conclusões.

Com um suspense construído o suficiente para nos manter de olhos na telona, atuações e personagens cheios de camadas, Um Pequeno Favor vem para nos lembrar que nada do que vemos pode ser aquilo que achamos, e que outras vezes aquilo que achamos é realmente aquilo mesmo. Não sei se deu pra entender, mas isso é apenas outro motivo para assistir Um Pequeno Favor, que estréia dia 27 de Setembro nos cinemas, e tirar suas próprias conclusões.

Enquanto o filme não é lançado, confira o trailer logo abaixo:

Festival Ela Faz Cinema

Esse texto começará com um aviso importante: leiam jornais amigos, vocês nunca saberão o que poderão encontrar e a dica de hoje eu avistei num belo jornal de segunda-feira bem do nada.

Não sei se por falta de público ou falta de estrutura, ou os dois, mas geralmente Salvador fica sempre de fora de eventos importantes envolvendo a cultura cinematográfica e quando acontece infelizmente não são todas as pessoas que conseguem chegar a informação e acabam alheias ao que está acontecendo. Mas esse não será o caso de vocês.

O Festival Ela Faz Cinema, pela primeira vez em Salvador, é um projeto inteiramente feito por mulheres e para mulheres, visando dar mais visibilidade a projetos feitos por mulheres latino americanas contribuindo para que seu trabalho seja reconhecido e automaticamente reconhecendo o nosso lugar dentro do cinema, que ainda é majoritariamente masculino.

O evento, realizado pela Movida Produtora de Conteúdo, com produção da Maré Produções Cultural e patrocínio do Governo do Estado da Bahia além de apresentar longas, curtas e documentários, também está trazendo oficinas que serão ministradas por mulheres dentro da indústria e a inscrição poderá ser feita no próprio site clicando aqui.. Dentro do evento ainda ocorrerá uma Mostra Competitiva entre Curtas e Longas.

A abertura do festival aconteceu ontem, 20 de Setembro, no Espaço Itaú de Cinema, Glauber Rocha, e começou com uma homenagem a uma das mais importantes diretoras e roteiristas, e uma das mais premiadas do cinema brasileiro, Lúcia Murat, onde o público assistiu ao primeiro longa dirigido e roteirizado por ela lançado em 1989 chamado Que Bom Te Ver Viva (longa esse que participou de inúmeros prêmios nacionais e internacionais) e logo após houve uma mesa de conversa com a diretora onde ela respondeu perguntas diretas dos que estavam presentes.

Os que ficaram até o final ainda puderam assistir a um pocket show da cantora baiana Larissa Luz (que no início de outubro estreia uma peça sobre a vida e trajetória de Elza Soares) para a fechar do evento que começou muito bem.

O Ela Faz Cinema acontece entre os dias 19 a 23 de Setembro no Glauber Rocha e esse é o espaço perfeito para nós, mulheres, tomarmos conta e aprendermos diariamente nesses 4 dias um pouco mais sobre o mundo do cinema e sobre as mulheres que resistem e que diariamente quebram as barreiras e adentram nesse mundo ainda tão dominado pelos homens.

Para mais informações sobre o Festival e sobre sua programação é só clicar aqui.

Por nós e para nós.

[Variedades] Dicas para aproveitar (e muito!) enquanto estuda História

Hoje é dia de dicas (e estudos por que não?)

Quem nunca vive o drama de ter que estudar, tem prova, tem e deve revisar para a tal avaliação, prova ou seja lá o que for, porém a mente está em outro lugar? Outras atividades antes tão banais, agora parecem a melhor realização de todas, olhar pela janela nunca foi tão interessantes, “olha esse céu! Nunca percebi antes, então agora que não tenho para ficar aqui admirando, vou fazer exatamente isso!”

Isso é a procrastinação, para outros, desvio de atenção, mas não tema, sabe a vontade assistir alguma coisa, abrir a Netflix e ficar rolando para cima e para baixo para acabar assistindo nada? Então que tal unir estudo e entretenimento? Quando sua mãe perguntar: “Você não estava estudando?”, você vai simplesmente responder: “Estou aprendendo sobre o reinado britânico da Rainha Elizabeth II”, ou “Mãe, você sabia que o faraó Tutacamôn foi o mais jovem a subir ao trono egípcio?”. Se joga nessa seleção para começar a ver desde já:

TUT

A mini-série que conta com 3 episódios, explora o drama de poder, política, guerra e assassinato, e narra a ascensão do jovem rei Tutancâmon (1333 – 1323 AC) à glória, os seus esforços para governar um império Egípcio caótico e o enigma em torno de sua morte.

A Lista de Schindler

O alemão Oskar Schindler (Liam Neeson) decide usar mão-de-obra judia para abrir uma fábrica na Polônia. Testemunha do massacre aos judeus durante a Segunda Guerra, ele faz da fábrica um refúgio, salvando mais de mil vidas ameaçadas pelo nazismo. Mas para isso é preciso desafiar o regime.

Reign

Narra a história da jovem Mary Stuart da Escócia. Sua chegada à França, aos 15 anos de idade, para formalizar seu noivado com o príncipe Francis e todas as intrigas, lutas pelo poder, forças obscuras e traições que circulam este reinado.

The Crown

Filha do rei George VI (Jared Harris), Elizabeth II (Claire Foy) sempre soube que não teria uma vida comum. Após a morte do seu pai em 1952, ela dá seus primeiros passos em direção ao trono inglês, a começar pelas audiências semanais com os primeiro-ministros ingleses. Ela assume a coroa com apenas 25 anos de idade, mas com grandes compromissos, vêm grandes responsabilidades.

The Tudors

A esplêndida Inglaterra do Século XVIII era reinado de Henrique VIII (Johnathan Rhys Meyers). A série começa quando ele ainda está tentando alcançar o trono, à medida que se distancia de sua esposa e apaixona-se por Ana Bolena (Natalie Dormer). Auxiliado pelo Cardeal Wolsey (Sam Neill), ele chegou ao poder e manteve-se forte apesar das intrigas e armações. Na sua vida privada, ele tenta criar uma maneira de se divorciar de Catarina de Aragão (Marye Doyle Kennedy) para se casar com Ana Bolena, em meio a muitas disputas políticas e esquemas.

Roma – Império de Sangue

Esta mistura de épico histórico e documentário retrata o reinado de Cômodo, o imperador que deu início à derrocada do império romano.

Juana Inés

Juana Inés de la Cruz, uma poderosa freira feminista, se envolve em um caso de amor proibido com uma mulher e encara a opressão no México do século 17.

Shaka Zulu

A minissérie narra o conflito do início do século 19 entre o império britânico em expansão na África e Shaka, líder da grande nação Zulu.


Aproveitem essa chuva de dicas boas!

[FILMES] OS JOVENS TITÃS EM AÇÃO!

26907037_1569240073123423_3275243011070113832_nDireção: Peter Rida Michail e Aaron Horvath
Ano de Lançamento: 30 de Agosto de 2018
Elenco: Scott Menville, Greg Cipes, Tara Strong, Kristen Bell, Nicolas Cage, Khary Payton
Gênero: Filme de ficção científica/Ação
Duração: 1h32m
Sinopse: Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs. Ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, eles decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. O líder do grupo, Robin, está determinado a ser visto como um astro e com ideias malucas e até uma canção eles partem em busca de um diretor de Hollywood, mas acabam enganados por um supervilão.

Em um ano com grandes lançamentos de super heróis tentando salvar o mundo de terríveis vilões, Os Jovens Titãs em Ação também entra para o corredor desse gênero, mas fica ao lado de grandes nomes como O Homem Formiga e a Vespa e Thor, que, apesar de parecer anos, ambos foram lançados esse ano e com o mesmo tom de comédia, para acalmar um pouco os corações dos fãs desse tipo de filme e faze-los esquecer de toda a tragédia que aconteceu em seus respectivos mundos.

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Os Jovens Titãs em Ação para o mundo cinematográfico no entanto, vai mais longe, certificando-se que quase tudo o que acontece nele seja referencial a algum grande acontecimento de qualquer filme de heróis, que deixa bem exposto a nossa obsessão por eles e que nos agrada bastante ao descobrirmos de onde vinha a referência. O fato de conseguir fazer isso ao mesmo tempo em que é um desenho deixa muito mais divertido e é a sua grande carta escondida debaixo da manga.

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Baseado no famoso desenho de animação do canal de TV Acabo, Cartoon Network, a franquia é uma versão ridicularizada de um supergrupo cômico composto principalmente de parceiros. O líder da equipe Robin (dublado por Scott Menville) está cansado de como super-heróis, até mesmo o pior dos vilões ou pessoas normais, parecem garantir produções cinematográficas de alto orçamento serem produzidos sobre eles, enquanto os Titãs Adolescentes, ele principalmente, não tão são reconhecidos. Então isso se torna o objetivo de Robin: fazer Hollywood notá-los. Mas com todos os super-heróis no tapete vermelho, quem está protegendo o mundo de todo o mal?

As vozes de Kristen Bell, de Nicholas Cage, de Michael Bolton e de um Stan Lee muito esportivo surgem no que é uma comédia de ação implacavelmente boba, chocante e de alta perspicácia. Provavelmente é um pouco inteligente demais para os jovens de hoje, e cheio de falas demais para crianças, mas que com certeza não será um problema para nós, um pouco, mais velhos.

Confira o trailer logo abaixo:

DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE LÉSBICA

Fruto do 1º Seminário Nacional de Lésbicas, criado em 2006, no qual se discutiu a importância da visibilidade para a promoção do respeito e inibir violência, o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é um dia celebrado em todo território nacional onde grupos se juntam para celebrar, debater e refletir todas as lutas conquistadas até hoje, mas sem esquecer do grande caminho que há pela frente e das notícias que saem a respeito dessas mulheres, que muitas vezes acabam virando estatística.

Apesar da comemoração essa data no nosso país já há 12 anos e de haver debates e mesas espalhadas por todo o país para a conversação e desmistificação desse assunto, o Brasil é o país que mais mata LGBT’s no mundo. Só ano passado foram 445 homicídios, sendo desses números 43 lésbicas (de acordo com o GGB). Isso sem mencionar os tantos casos de agressão física, verbal e humilhações públicas. O debate se faz importante pois a invisibilidade dessa comunidade contribui para a banalização, estereotipação e perpetuação de discriminações, uma vez que pouco ou nada se propõe exclusivamente para as lésbicas no sentido de políticas públicas ou projetos.

Passando para  a representatividade dessa comunidade na tv e no cinema, grandes avanços tem acontecido, mas ainda há muito o que mudar. Em séries vemos muitos casais lésbicos sendo usados como isca para ter mais visualizações e assim aumentar o público da série, para apenas depois o casal ser desfeito por algum motivo banal. Na TV, em novelas, vemos o tempo todo lésbicas não tendo finais felizes ou acabar terminando com algum homem, dando a entender que é apenas uma fase confusa na vida da mulher. Nos filmes brasileiros há ainda pouca visibilidade para elas, mas no exterior já estamos conseguindo ver grandes mudanças. Filmes com lésbicas sendo seu arco principal, sendo bem desenvolvidas e acabando em um final feliz, e caso não tenha um final feliz, a história ao menos nos dá estrutura o suficiente e desenvolvimento de personagem para acreditarmos no motivo da mudança.

Para celebrar esse dia aqui vai uma lista com seis filmes tendo mulheres lésbicas e seus relacionamentos como foco principal, alguns com finais felizes, outros com histórias bem estruturadas, outro sobre amizade – mas todos retratando fielmente todos os relacionamentos e respeitando os personagens.

Professor Marston e as Mulheres Maravilha

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Direção: Angela Robinson
Ano de Lançamento: 15 de Dezembro 2017
Elenco: Luke Evans, Rebecca Hall, Bella Heathcote, Connie Britton, Oliver Platt
Gênero: Drama
Duração: 1h42m
Sinopse: A história do psicólogo William Moulton Marston, que criou uma das personagens femininas mais importantes de todos os tempos: a Mulher-Maravilha.

Thelma

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Direção: Joachim Trier
Ano de Lançamento: 30 de Novembro de 2017
Elenco: Eili Harboe, Kaya Wilkins, Ellen Dorrit Petersen, Isabel Christine Andreasen, Henrik Rafaelsen
Gênero: Drama/Thriller
Duração: 1h56m
Sinopse: Thelma é uma jovem tímida que deixa a casa dos pais, super-protetores e muito religiosos, para estudar na capital. A ansiedade, e um novo amor trazem à tona seu lado libidinoso.

Desobediência

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Direção: Sebastián Lelio
Ano de Lançamento: 21 de Junho de 2018
Elenco: Rachel McAdams, Rachel Weisz, Alessandro Nivola, Alexis Zegerman, Anton Lesser
Gênero: Drama/Romance
Duração: 1h54m
Sinopse: Ronit precisa voltar para sua cidade natal após a morte de seu pai, um rabino. Uma vez de volta, ela recorda a paixão proibida pela melhor amiga de infância, atualmente casada com seu primo, e as duas exploram os limites da fé e sexualidade.

Carol

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Direção: Todd Haynes
Ano de Lançamento: 14 de Janeiro de 2016
Elenco: Cate Blanchett, Rooney Mara, Sarah Paulson, Kyle Chandler, Jake Lacy
Gênero: Drama/Romance
Duração: 1h58m
Sinopse: Therese Belivet tem um emprego entediante em uma loja de departamentos. Um dia, ela conhece Carol, uma elegante e misteriosa cliente. Rapidamente, as duas mulheres desenvolvem um vínculo amoroso que terá consequências sérias.

Entre Parceiras

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Direção: Susanna Fogel
Ano de Lançamento: 15 de Outubro de 2016
Elenco: Leighton Meester, Gillian Jacobs, Adam Brody, Gabourey Sidibe, Abby Elliott
Gênero: Romance/Comédia
Duração: 1h35m
Sinopse: Paige se envolve com um médico e sua amiga Sasha, que é lésbica assumida, e passa a ter relacionamentos imaturos. A amizade entre as duas muda de forma dramática.

Imagine eu e Você

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Direção: OI Parker
Ano de Lançamento: 27 de Janeiro de 2006
Elenco: Lena Headey, Piper Perabo, Matthew Goode, Celia Imrie, Anthony Head
Gênero: Romance/Comédia
Duração: 1h34m
Sinopse: No dia do seu casamento, Rachel conhece a florista Luce e sente uma forte atração por ela. Ao se reencontrarem, a amizade entre as duas cresce tanto quanto as dúvidas de Rachel em relação ao marido. Ao saber que Luce é gay, sua vida vira do avesso.