[FILMES] MULHERES ALTERADAS

2Direção: Luis Pinheiro
Data de Lançamento: 21 de Junho de 2018
Elenco: Débora Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall, Mônica Iozzi, Sérgio Guizé
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 1h 35 minutos
Sinopse: Quatro mulheres enfrentam problemas bem particulares. O casamento de Keka com Dudu está em crise. Marinati é uma workaholic que se apaixona por Christian. Leandra sente-se insegura pelo fato de ainda não ter constituído família. Sônia está cansada da rotina doméstica e sonha com a época em que era solteira.

Baseado em uma trilogia de livros da escritora e cartonista argentina Maitena, o filme homônimo Mulheres Alteradas estreou na última quinta para retratar com um tanto de comédia a vida de quatro mulheres com personalidades e vidas diferentes mas que estão passando por problemas ao mesmo tempo.

Marinati, Alessandra Negrini, é viciada em trabalho e está no auge de sua carreira como advogada após pegar um caso de grande visibilidade que dará ainda mais conforto para sua vida. Levando seus funcionários a loucura trabalhando neste caso, tudo estava caoticamente bem até que ela conhece o sedutor Christian e sua vida desmorona, pois tudo o que ela consegue pensar é em ficar com ele.

Keka, interpretada por Débora Secco, é assistente de Marinati e está passando por uma crise no seu casamento com o mala do seu marido, Sérgio Guizé, e acredita que ir em viagem com ele mudará o rumo do seu casamento o os fará se reconectar novamente. mas não é muito bem isso que acontece.

Sônia, interpretada por Mônica Iozzi e sua irmã Leandra, Maria Casadevall, estão ambas tentando superar o tédio e o caos que suas vidas se encontram: enquanto uma está cansada da vida de doméstica e de não ter tempo para nada, apenas cuidar de seus filhos, a outra está cansada da rotina regada a festas e bebidas e acha que já está na hora de constituir uma família, o problema é que ela não leva jeito nenhum para isso.

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O filme mostra essas quatro mulheres passando por perrengues enquanto tentam dar um rumo diferente às suas vidas, Marinati tenta focar no trabalho mas sempre acaba indo parar na cama com Christian. Keka não sabe mais o que fazer para manter o seu casamento em pé. Sônia e Leandra trocam uma noite para cada uma sentir o que é ficar no pé da outra, e enquanto uma tem a noite de sua vida, a outra tem a pior e mais cansativa.

Mulheres Alteradas é um filme que representa com uma dose de comédia a vida de milhares de brasileiras que com certeza se identificarão ao assistir o filme. Com um texto divertido,  Luis Pinheiro tenta trazer para o mais perto a realidade de nossas mulheres, mas ainda assim deixa uma gama bem grande delas do lado de fora. Talvez pela mania de a maioria de filmes brasileiros só tratarem de retratar a vida de mulheres brancas de classe média/alta em seus filmes, esquecendo das mulheres negras onde muitas delas passam por todos esses problemas individuais que as protagonistas desses filmes passam.

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E falando nelas, mulheres negras, é outro grande problema desse filme. Não há representação dessa grande camada da nossa sociedade nele, o que reflete em um problema maior que o nosso cinema nacional insiste em mostrar (ou não mostrar): a continuidade de filmes que só mostram mulheres negras e pobres em filmes com uma carga pesada emocional, ou simplesmente não mostram o cotidiano dessas mulheres.

Que o cinema nacional é branco padrão nós já sabemos, mas assistir esses filmes repetidos atrás de outro trás um certo cansaço e sentimento de que estamos sendo lesados com essa parte importante da sociedade sendo esquecida.

Mulheres Alteradas estreou na última quinta feira em todos as salas de cinema do Brasil.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

 

 

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[FILMES] TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR

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Direção: Rodrigo Bernardo
Data de Lançamento: 14 de Junho de 2018
Elenco: Mateus Solano, Juliana Didone, Nathália Dill, Bianca Comparato, Thaila Ayala, Jacqueline Sato, Marco Luque, Paulo Vilhena
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 1h 45m
Sinopse: Ao chegar em casa após mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara, comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, então, entra em choque e ouve repetidamente a mensagem, buscando algum sentido. O término não é o problema, pois Virgílio, solteiro, não faz a menor ideia de quem seja Clara.

Seguindo uma fórmula americana, com uma ideia boa mas pouca originalidade para desenvolvê-la, talvez uma história de amor nos traz mais um clichê de romance, mas nada que o impeça de ter uma boa e agradável experiência nos cinemas.

Nos trazendo como protagonista o Virgílio (Mateus Solano), um cara obcecado por controle e perfeccionista, o filme retrata o caos que vira a vida dele quando ele recebe uma mensagem na secretária eletrônica (quem usa isso ainda) de uma mulher terminando o relacionamento que eles tinham. O problema é que ele não lembra de ter estado em nenhum relacionamento nos últimos meses, e parte em busca de descobrir quem é essa mulher e qual o motivo dele não conseguir lembrar de nada.

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Durante essa busca ele entra em contato com algumas ex-namoradas e conhecidas, e descobre que todas elas têm algo em comum: sempre que ele saia da vida delas algo de bom acontecia, e, começando a perceber que talvez a culpa tinha sido dele, ele fica mais e mais obcecado para descobrir o que realmente aconteceu entre eles e com a ajuda de Kate (Bianca Comparato), sua vizinha, ele recebe a apoio para ter a coragem que faltava para seguir adiante.

A premissa do filme é boa mas ela é falha em inúmeros momentos. Como por exemplo em porque ele não ter nenhum tipo de recordação dela em lugar nenhum pela casa ou escritório, em porque ele não vasculhar as redes sociais dos amigos próximos a ela já que ela deletou as dela e ele não tem, ou em como as vezes ele conseguia informações que eram para ser sigilosas em uma facilidade que jamais conseguiríamos na vida real.

Contando com um elenco cheio de participações especiais como Nathália Dill, Juliana Didone, Paulo Vilhena e (nome da oriental), Talvez uma História de Amor repete na fórmula de filmes de romance mas ainda assim é uma ótima maneira de se divertir no final de semana.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] OITO MULHERES E UM SEGREDO

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Direção: Gary Ross
Data de Lançamento: 7 de Junho de 2018
Elenco: Sandra Bullock, Cate Blanchett, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Anne Hathaway, Rihanna, Awkwafina, Helena Bonham Carter
Gênero: Thriller/Filme policial
Duração: 1h 50m
Sinopse: Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala, em Nova York, com o apoio de Lou, Nine Ball, Amita, Constance, Rose, Daphne Klugere Tammy.

Sem o mesmo nível de hostilidade visceral que se destina a ele como a reinicialização feminina dos Ghostbusters, o Ocean’s 8 realmente tem uma chance por aqui. Talvez seja porque os cineastas reuniram um elenco incrível de atores no topo de seu jogo ou ainda na escalada, há uma sensação de empolgação no ar sobre isso.

E sabe de uma coisa? É divertido. Diversão idiota, mas divertida, no entanto.

Em um aceno claro para cena de abertura do Onze Homens e Um Segredo, Debbie Ocean (Sandra Bullock), irmã de Danny, está em liberdade condicional depois de cumprir cinco anos com promessas de reviravoltas e viver uma vida limpa e simples. Ela imediatamente coloca em prática um plano de um assalto ambicioso para roubar US$150 milhões em valor de diamantes Cartier do pescoço da estrela Daphne Kluger (Anne Hathaway) durante o anual Met Gala em Nova York.

Para fazer isso, ela e sua parceira Lou (Cate Blanchett) têm que montar uma equipe de criminosas interpretadas por Helena Bonham-Carter, Sarah Paulson, Mindy Kaling, Rihanna e Awkwafina. Danny Ocean pode ter precisado de 11 homens para roubar o Bellagio, mas Debbie só precisa de sete mulheres, eventualmente oito.

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A maior decepção talvez do filmes é que há muitos buracos na trama e algumas reviravoltas que levam à crença, incluindo momentos em que você sabe que eles estavam tomando decisões erradas em um 2018 de alta tecnologia obcecada por vigilância.

Mas a história não é realmente porque você está aqui. A razão para ver o Oito Mulheres e Um Segredo é passar tempo com essas mulheres, observando-as planejar e realizar um assalto ousado e arriscado. Há uma química cintilante entre todo o elenco, apenas vê-las tendo um tempo brilhante juntas é divertidíssimo. Porque elas parecem estar se divertindo e você quer se divertir com elas.

Apesar do filme ter um elenco em peso de estrelas, eu senti falta de uma divisão melhor de tempo entre as atrizes para que todo o potencial delas pudesse ter sido valorizado. Ainda assim, cada uma teve o seu momento de apresentação de personagem para que nós pudéssemos compôr toda a paisagem da história principal do filme.

Porém, apesar do tempo de tela ser nitidamente das maravilhosas Sandra Bullock e Cate Blanchett, quem rouba a cena do filme é a Anne Hathaway. Ninguém dava nada para a personagem dela – mal-humorada, impetuosa e insegura – e talvez esse tenha sido o verdadeiro roubo. Hathaway tem incrível timing cômico e o tom levemente cáustico que ela traz ao seu papel e é perfeito.

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Oito Mulheres e Um Segredo é um filme sem desculpas das mulheres – o que não quer dizer que os homens também não vão se divertir muito. Mas quase tudo acontece em espaços tradicionalmente associados às mulheres – Bergdorfs, o Met Gala, joalherias. Em um ponto, Lou tenta convencer Debbie a contratar um homem para um dos papéis e Debbie diz: “ele é notado, ela é ignorada, por uma vez queremos ser ignorados”.

Bem, não há como ignorar essas mulheres. O fato de que este filme de grande orçamento existe, que um estúdio está investindo muito dinheiro de marketing nele, que conquistou três vencedoras do Oscar, e é algo que todos nós estamos percebendo. Eles só poderiam ter trabalhado um pouco mais em alguns detalhes no roteiro e ele seria um filme perfeito.

Oito Mulheres e Um Segredo estréia hoje dia 7 de junho em todos os cinemas por todo o Brasil e definitivamente é um filme que você irá querer assistir. Para querer um gostinho de quero mais, segue o trailer legendado logo abaixo:

[FILMES] A MORTE DE STALIN

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Direção: Armando Iannucci
Data de Lançamento: 7 de Junho de 2018
Elenco: Steve Buscemi, Jeffrey Tambor, Olga Kurylenko, Michael Palin, Andrea Riseborough, Simon Russell Beale, Paddy Considine, Jason Isaacs
Gênero: Drama/Comédia dramática
Duração: 1h 47m
Sinopse: União Soviética, 1953. Após a morte de Josef Stalin, o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos para decidir quem será o sucessor do líder soviético.

 

Desde o início A Morte de Stalin deixa claro que este não é um filme baseado na precisão histórica.  A comédia não é o gênero óbvio para lidar com um autocrata brutal que matou milhões de pessoas, mas a morte de Stalin funciona perfeitamente. Usando uma forma particularmente cruel de comédia para atacar a tolice, a crueldade e o assassinato em massa institucionalizado, o diretor e co-escritor Armando Iannucci lança um olhar escabroso para os bajuladores criado pela morte do ditador soviético Josef Stalin. Os resultados são absurdos e irreverentes, mas não são irresponsáveis.

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Os historiadores que estão perturbados por esta releitura solta da morte de Stalin e suas conseqüências provavelmente não estão cientes do trabalho de Iannucci. O satírico que nos deu os programas de TV como Veep e The Thick of It (e o filme de Thick, In the Loop) adora expor como a política é principalmente uma disputa de pau entre gente branca grosseira, profana e faminta por poder. Então, é claro, a história de Stalin e seu círculo íntimo é o principal alimento para Iannucci.

Trabalhando com os colaboradores de longa data David Schneider, Ian Martin e Peter Fellows e adaptando o livro de Fabien Nury e Thierry Robin, Iannucci concentra-se principalmente na luta de poder entre Khrushchev e o chefe da polícia secreta Lavrentiy Beria (interpretado por Simon Russell Beale) após a morte abrupta de Stalin. Mesmo que o vaidoso e medíocre vice-secretário-geral Georgy Malenkov (Jeffrey Tambor) seja o líder de facto, Khrushchev e Beria lideram, e cada um secretamente planeja uma maneira de assumir o controle.

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Mais uma vez, se você souber como Iannucci trabalha, pode esperar que Stalin seja tão hilariamente desbocado quanto seus trabalhos anteriores. Mas desta vez, as travessuras vulgares contrastam com as coisas traiçoeiras e horríveis que Stalin e sua equipe fizeram com o povo russo. A Morte de Stalin está aqui para nos lembrar que sempre que pessoas egoístas e incompetentes estão em posições de poder, muitas outras pessoas sofrem.

Confira o trailer legendado logo abaixo:

 

[FILMES] DEADPOOL 2

imagesDireção: David Leitch
Data de Lançamento: 17 de Maio de 2017
Elenco: Ryan Reynolds, Josh Brolin, Zazie Beetz, Brianna Hildebrand, Morena Baccarin
Gênero: Fantasia/Filme de Ficção Científica
Duração: 2 horas
Sinopse: Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o mercenário Deadpool (Ryan Reynolds) precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiél escudeiro Dopinder (Karan Soni).

 

Mais violento, mais engraçado, mais família. Ao menos é assim que o próprio Deadpool define o filme – e ele não poderia estar mais certo.

Criado em 1991, Deadpool passou por várias transformações para chegar ao falastrão boca suja que amamos e temos hoje. Inicialmente criado para ser um vilão que faria a vida dos Novos Mutantes e X-Force um inferno, passou a ser anti-herói em 1997 ao ganhar sua própria revista em quadrinhos escrita pelo Joe Kelly, com um adicional de muito humor e muito sangue.

Interpretado por Ryan Reynolds, Deadpool teve outras aparições antes de estrelar em seus dois filmes solos, sendo a mais lembrada sua luta contra Wolverine em X-Men – Origens (2009) que não foi tão bem recebida pelo público e considerada um fiasco – diga-se de passagem. Mas foi apenas em 2016, no lançamento de seu primeiro filme que o personagem deslanchou e hoje em dia tem milhares de seguidores que não aguentavam mais esperar pelo 2º filme da franquia, que é sobre o que falaremos agora.

O filme segue a mesma fórmula de seu antecessor, apenas duplicando tudo o que fez o primeiro ser um grande sucesso. Se antes o anti-herói perseguia e vingava todas as pessoas que sequestraram sua namorada (Morena Baccinin), agora ele tem que proteger um adolescente mutante de um mercenário vindo do futuro que quer matar a criança a qualquer custo. Uma sinopse bem nível Deadpool.

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Logo após ter nosso emocional duramente abalado depois de Guerra Infinita, assistir um filme do mesmo gênero mas rindo do início ao fim é sem duvida relaxante. Até os momentos tristes do filme você pode se pegar chorando e rindo ao mesmo tempo. As piadas eram infinitas e as que tinham outros heróis (ou vilões) da Marvel do meio eram sem dúvidas as melhores. O trabalho feito pelos roteiristas estava tanto baixo quanto brilhante.

Entretanto, sem dúvida, as melhores partes do filme eram as cenas onde víamos o Deadpool matando dezenas de inimigos, enquanto sangue era jorrado por todos os lados e uma música muito suave e dançante tocava como plano de fundo. Sem questionar um dos destaques do filme foi a trilha sonora, totalmente coordenada com as cenas de luta e fatalmente hilárias.

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Deadpool obviamente nasceu para que Ryan Reynolds pudesse interpretá-lo e ele o faz isso com a mesma maestria que havíamos visto no primeiro filme. Tivemos algumas participações de figuras ilustres no cinema hollywoodiano (algumas tão rápidas que se você piscar os olhos é capaz de perder) mas com certeza a que mais se destacou foi a entrada da atriz Zazie Beetz, que interpreta a mutante Dominó, que com o seu poder de ter muita sorte conseguiu o segundo maior destaque do filme, apenas ficando atrás do protagonista. Aqui também somos apresentados a mais uma equipe de mutantes da Marvel, a X-Force, que será montada pelo Deadpool e será composta por personagens que ao logo do filme iremos conhecer. O filme não se aprofunda muito nessa equipe que é super importante no mundo da Marvel, mas podemos ter certeza que no próximo filme (que já está sendo pensado pelos roteiristas) teremos um conhecimento mais aprofundado sobre ela.

Deadpool 2 estreia hoje, 17 de Maio nos cinemas de todo o Brasil, e não podemos deixar de falar também sobre o marketing desenvolvido para divulgar o filme. Já tínhamos ideia de como ele seria graças ao que foi feito para o primeiro, mas a genialidade da divulgação de Deadpool 2 traz um gostinho a mais de assisti-lo e fazê-lo ser um dos filmes de maior bilheteria esse ano. Mas fique atento a faixa etária. Menores de 18 anos nem acompanhados dos pais poderão assistir ao filme.

Segue trailer do filme legendado logo abaixo:

[FILMES] A NOITE DO JOGO

4Direção: John Francis Daley, Jonathan Goldstein
Data de Lançamento: 10 de Maio 2018
Elenco: Rachel Mcadams, Jason Bateman, Jesse Plemons, Kyle Chandler, Kylie Bunbury, Billy Magnussen, Lamorne Morris, Sharon Horgan
Gênero: Comédia/Filme Policial
Duração: 1h40min
Sinopse: Max e Annie participam de um grupo de casais que organizam noites de jogos. Quando o irmão de de Max, Brooks, chega, ele decide organizar uma festa de assassinato e mistério. Quando Brooks é sequestrado, eles acreditam que tudo faz parte da misteriosa brincadeira. Os seis amigos competitivos precisam resolver o caso para vencer o jogo, cujo rumo vai se tornando cada vez mais inesperado.

 

 

Não sei se pra vocês, mas ir ao cinema hoje em dia para assistir um filme de comédia é já chegar na sala antes dele começar com uma pulga atrás da orelha. Talvez se deva pelo fato de quase todos os últimos filmes de comédia que eu assisti ultimamente tenham sido tão incrivelmente horríveis. Mas graças ao bom universo, não é isso que veremos na resenha de hoje.

A Noite do Jogo, dirigido por John Frances Daley e Jonathan Goldstein, acompanha Bateman e McAdams em uma série contínua de situações que destacam seus respectivos talentos para fazer o público rir. E como fez o público rir.

Essas situações envolvem um grupo de amigos de longa data, que se reúnem regularmente para jogar qualquer tipo de jogo de tabuleiro que exista, ou mímica, Pictionary, ou jenga. Qualquer coisa,  que permita que um dos participantes – ou um casal – ganhe.

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Na verdade, foi assim que os personagens retratados por Bateman e McAdams – Max e Annie – se conheceram pela primeira vez, durante um concurso de curiosidades, onde ambos adivinharam simultaneamente o nome certo do personagem roxo do Teletubbies e bam – amor à primeira vista.

Anos depois eles estão muito bem casados e felizes, mas com um porém: Annie não pode engravidar, presumivelmente porque Max está sentindo algum tipo tipo de estresse que inibe seus poderes produtivos. Max também está em um estado perpétuo de se sentir inferior ao seu irmão mais velho Brooks (Kyle Chandler), que é sempre um pouco melhor do que ele em… tudo.

Então, quando Brooks aparece no Game Night, ostentando um carro novo e se gabando de seu sucesso na carreira, Max é novamente escalado como perpétuo perdedor. E esse sentimento persiste quando o irmão mais velho convida todo o grupo para sua casa na próxima semana para uma Noite de Jogos que eles nunca esquecerão. E é aqui que o filme decola.  Enquanto a intenção de Brooks é fingir um sequestro, dois estranhos aparecem subitamente e o sequestra de verdade, mas ninguém acredita. Apenas após alguns minutos eles percebem o perigo em que o irmão de Max se encontra e se juntam para salvá-lo antes que ele seja assassinado.

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O roteiro que Daley e Goldstein seguem tem duas reviravoltas que vão te deixar adivinhando, incluindo uma que envolve o vizinho assustador de Max e Annie – um divorciado que adora cachorros e que quer muito fazer parte de sua turma da noite de jogo novamente. Como o vizinho, Jesse Plemons – um artista talentoso – é um grande contraste para todos os outros, o que só enfatiza o quão engraçado é o resto do elenco.

Isso inclui Kyle Bunbury e Lamorne Morris como marido e mulher briguentos, e Billy Magnussen, que foi muito bom em “Ingrid Goes West”, lançado ano passado. Aqui ele interpreta o cara burro e bonito, e que em todos os jogos semanais leva uma acompanhante com ele, mas cansado de perder sempre, neste último jogo ele leva Sarah,  interpretada pela Sharon Horgan, cujo ele pensa ser inteligente e o necessário para fazer com que ganhe os jogos.

Mas acima de tudo, “Game Night” pertence a Bateman e McAdams. Ninguém pode mastigar um brinquedo barulhento mais engraçado do que ele, e ninguém é melhor em combinar tempo de piadas perfeitos e ser sexy ao mesmo tempo do que ela.

Juntos, eles fazem “O Jogo da Noite” ser muito melhor do que eu imaginava e totalmente válido de assistir, garantindo uma dor de barriga de tantas risadas que serão dadas.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] Verdade ou Desafio

verdade-ou-desafioDireção: Jeff Wadlow

Data de Lançamento: 03 de Maio de 2018

Elenço: Lucy Hale, Tyler Posey, Violett Beane, Landon Liboiron, Nolan Gerard Funk, Sophia Ali, Hayden Szeto e Brady Smith

Gênero: Terror/Suspense

Duração: 1h40min

Sinopse: Olivia e seu grupo de amigos de férias no México são convencidos a brincar de “Verdade ou Desafio”, em um prédio em ruínas, pelo misterioso Carter. Ao passar a maldição para os recém-conhecidos, Carter alerta o grupo sobre os riscos e regras do jogo, mas não é levado a sério até que essa presença demoníaca começa a assombrar os participantes — encurralados em uma trama de chantagens e perigos que parece conduzi-los a uma única saída: a morte.

A primeira coisa que me chamou atenção, e acho que pra muitos, é o nome do filme, afinal, quem nunca, pelo menos uma vez na vida, não já jogou Verdade ou Desafio com os amigos?! Justamente por ter um conhecimento sobre do que se trata o jogo, o espectador, vai com muita segurança no que espera e no potencial do filme como um todo.

Olivia (Lucy Hale) é aquela personagem típica de filmes adolescentes americanos. A menina perfeitinha, que tem um futuro brilhante pela frente e que ajuda os necessitados. Já Markie (Violett Beane) é aquele tipo “vamos viver e depois a gente vê isso”, melhor amiga de Olívia, e namora Lucas (Tyler Posey); Penelope (Sophia Ali) e Tyson (Nolan Gerard Funk) são o típico casal de filmes adolescentes, que chega a enjoar; por fim, Brad (Hayden Szeto)  é o amigo gay, que não tem coragem de contar para o pai.

Era a ultima viagem que eles fariam juntos, antes do destino separá-los pelo resto da vida, por isso não teria como faltar uma pessoa. Então Olivia, convencida/obrigada por Markie, vai para essa viagem. O que não pode faltar numa viagem de amigos? Isso mesmo, um rolê, e na ultima noite, Olivia é convencida por Carter (Landon Liboiron) a ir, junto com seus amigos, para um lugar (não façam isso amiguinhos, não vão na onda de um estranho) para estender a noite.

Film Title: Blumhouse's Truth or Dare

A partir dessa ida conhecemos os piores segredos de cada personagem, o que cada um esconde e que não poderá mais ser escondido, afinal eles tem de jogar o jogo, não por questões de querer saber sobre o segredo do amiguinho, mas por questões de sobrevivência, porque: se você não jogar você morre, se você não cumprir um desafio você morre. Essa é a maldição que liga os amigos com Carter e o que rege todo o filme, mas o misterioso Carter sumiu do nada e o jogo continua em suas vidas “normais”. Não adianta querer “enrolar” o jogo, ele sempre consegue colocar os jogadores em situações que não tem uma segunda opção, então algumas coisas tem de ser feitas.

Truth or Dare

Um dos meus problemas com o filme é um erro cometido que é bem visível: ele não é um filme de terror. Simplesmente. O que nos dá um placar negativo para a produtora Blumhouse, que também produziu Corra! (que, inclusive, eu fiquei muito mais apreensiva e tomei mais sustos). Não se pode, no entanto, colocar a culpa só na produtora, afinal a muito tempo não se faz um filme de terror que realmente seja de terror. Outro problema, o roteiro. Não tem como ele ser mais raso, e em momentos que ele traz assuntos que poderiam ser muito bem explorados, tipo o triângulo amoroso ou um passado marcante de uma personagem, ele faz de uma forma bem superficial. Então, o filme a acaba caindo em mais um filme adolescente, clichê, que os amigos tem de juntos encontrar, ou tentar, uma solução no fim.

Por mais que ele não compra com o que promete em alguns aspectos, se você está ali no shopping, bate aquela vontade de ver um filminho e não tem nenhum da lista prioridades em cartaz, Verdade ou desafio é uma opção pra você. De qualquer forma ele te prende e te faz querer ver no que isso vai dar no fim. Não é nenhuma maravilha da natureza, mas é ok. As atuações são um ponto positivo, Jeff Wadlow fez possível (e o impossível) pra fazer isso acontecer da melhor maneira e, em algumas cenas, a fotografia do lugar é muito boa.

Então, dê uma chance a Verdade ou Desafio. Como? Vendo o trailer aqui em baixo.