[FILMES] UM PEQUENO FAVOR

 

1Direção: Paul Feig
Ano de Lançamento: 27 de Setembro de 2018
Elenco: Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding, Linda Cardellini, Rupert Friend
Gênero: Suspense/Comédia
Duração: 1h59min
Sinopse: Stephanie (Anna Kendrick) é uma jovem mãe que divide o tempo entre a criação do filho e o trabalho como vlogueira. Quando sua melhor amiga Emily (Blake Lively) desaparece, ela parte em uma jornada para descobrir a verdade por trás do ocorrido.

 

Caso você se pergunte se o objeto de nossa resenha de hoje é um filme de comédia ou suspense a resposta é sim. Pros dois. Paul Feig não se contentou em nos entregar apenas um gênero de filme dentro de 2h e tentou juntar essas duas fórmulas que quando bem feitas podem ser grandes sucessos.

Em Um Pequeno Favor vemos Blake Lively e Anna Kendrick, que interpretam confortavelmente Emily e Stephanie respectivamente, se tornando amigas por intermédio de seus filhos, e, enquanto Stephanie tem uma amiga pela primeira vez, Emily tem uma babá que não ganha por isso. Stephanie (Anna) é aquela típica mãe dona-de casa-do-subúrbio que torna seu filho o centro do seu mundo e é ativa em todos os projetos curriculares da escola, além de cuidar dele sozinho já que é viúva. Emily (Blake) é uma mulher de negócios de sucedida, casada e cheia de mistérios, que também tem seu filho como centro do seu mundo, mas suas ações para demonstrar isso talvez sejam um pouco diferentes demais das de Stephanie.

Tentando ajudar a nova e única amiga, Steph se propõe a cuidar do filho de Emily caso um dia ela fique apertada no trabalho e, obviamente, Emily não ia fazer desfeita e aceitou a ajuda de sua mais nova amiga, pedindo para que ela pegasse seu filho na escola pois teria que resolver um problema no trabalho. Quatro dias, porém, se passaram e Emily estava sumida e ninguém sabia de seu paradeiro.

Esse sumiço repentino, a falta de respostas e acontecimentos estranhos fez com que Stephanie ficasse curiosa e sentindo que havia algo errado, então ela parte em uma pequena viagem para vasculhar mais sobre o passado de Emily, descobrindo que ele poderia ser tão misterioso – e talvez até perigoso – quanto ela.

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Fazer um filme de suspense que tenha tons de comédia que dê certo no final não soa como um trabalho fácil, mas o diretor Feig consegue desenvolver bem a história, que em alguns momentos pode ficar meio óbvio para onde o roteiro está indo, mas nada que atrapalhe o final do filme. A escolha do elenco é um ponto alto do longa onde temos Anna Kendrick em um papel de uma mãe esforçada e aparentemente bobona em contraste com a sexy e bem sucedida Blake Lively. Ambas estão bem confortáveis uma com a outra em cena e a dinâmica entre elas é bem legal de assistir.

O elenco de apoio não fica atrás, nos trazendo Sean (Henry Golding) como o escritor falido e marido de Emily e os pais das outras crianças que dão apoio a parte mais engraçada do filme e que consegue tirar algumas risadas do público quando em cena.

Quando não estamos rindo no filme, somos pegos de surpresa pelos mistérios que envolvem o passado de Emily e descobrindo também que Stephanie e Sean (Henry Golding, marido de Emily) não são tão perfeitinhos quanto eles querem parecer. Ao prestarmos atenção podemos ver o caminho para o qual o diretor e o roteiro quer nos levar a acreditar, mas apenas momentos depois sermos pegos de surpresa e acontecer uma reviravolta, não daquelas de tirar o fôlego, mas o suficiente para querermos saber o final dessa história toda envolvendo esses três personagens centrais.

Os vários cenários que os roteiristas Jessica Sharzer e Darcey Bell construíram nos fazem descascar um pouco a faceta de cada personagem e no final já não conseguimos ver eles com os mesmos olhos inocentes do início do longa. Isso nos faz lembrar que nem tudo no mundo é preto no branco, assim como na vida real. Chega um momento em que você não sabe mais em quem acreditar e a única coisa que nos resta é esperar o filme terminar sem tirar conclusões.

Com um suspense construído o suficiente para nos manter de olhos na telona, atuações e personagens cheios de camadas, Um Pequeno Favor vem para nos lembrar que nada do que vemos pode ser aquilo que achamos, e que outras vezes aquilo que achamos é realmente aquilo mesmo. Não sei se deu pra entender, mas isso é apenas outro motivo para assistir Um Pequeno Favor, que estréia dia 27 de Setembro nos cinemas, e tirar suas próprias conclusões.

Enquanto o filme não é lançado, confira o trailer logo abaixo:

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Festival Ela Faz Cinema

Esse texto começará com um aviso importante: leiam jornais amigos, vocês nunca saberão o que poderão encontrar e a dica de hoje eu avistei num belo jornal de segunda-feira bem do nada.

Não sei se por falta de público ou falta de estrutura, ou os dois, mas geralmente Salvador fica sempre de fora de eventos importantes envolvendo a cultura cinematográfica e quando acontece infelizmente não são todas as pessoas que conseguem chegar a informação e acabam alheias ao que está acontecendo. Mas esse não será o caso de vocês.

O Festival Ela Faz Cinema, pela primeira vez em Salvador, é um projeto inteiramente feito por mulheres e para mulheres, visando dar mais visibilidade a projetos feitos por mulheres latino americanas contribuindo para que seu trabalho seja reconhecido e automaticamente reconhecendo o nosso lugar dentro do cinema, que ainda é majoritariamente masculino.

O evento, realizado pela Movida Produtora de Conteúdo, com produção da Maré Produções Cultural e patrocínio do Governo do Estado da Bahia além de apresentar longas, curtas e documentários, também está trazendo oficinas que serão ministradas por mulheres dentro da indústria e a inscrição poderá ser feita no próprio site clicando aqui.. Dentro do evento ainda ocorrerá uma Mostra Competitiva entre Curtas e Longas.

A abertura do festival aconteceu ontem, 20 de Setembro, no Espaço Itaú de Cinema, Glauber Rocha, e começou com uma homenagem a uma das mais importantes diretoras e roteiristas, e uma das mais premiadas do cinema brasileiro, Lúcia Murat, onde o público assistiu ao primeiro longa dirigido e roteirizado por ela lançado em 1989 chamado Que Bom Te Ver Viva (longa esse que participou de inúmeros prêmios nacionais e internacionais) e logo após houve uma mesa de conversa com a diretora onde ela respondeu perguntas diretas dos que estavam presentes.

Os que ficaram até o final ainda puderam assistir a um pocket show da cantora baiana Larissa Luz (que no início de outubro estreia uma peça sobre a vida e trajetória de Elza Soares) para a fechar do evento que começou muito bem.

O Ela Faz Cinema acontece entre os dias 19 a 23 de Setembro no Glauber Rocha e esse é o espaço perfeito para nós, mulheres, tomarmos conta e aprendermos diariamente nesses 4 dias um pouco mais sobre o mundo do cinema e sobre as mulheres que resistem e que diariamente quebram as barreiras e adentram nesse mundo ainda tão dominado pelos homens.

Para mais informações sobre o Festival e sobre sua programação é só clicar aqui.

Por nós e para nós.

[RESENHA] Muitas Águas

Livro: Muitas Águas

Autora: Madeleine L’Engle

Editora: Harper Collins

Ano: 2018

Páginas: 320

Sinopse: É preciso acreditar em certas coisas para poder vê-las!Sandy e Dennys, os gêmeos da família Murry, sempre foram práticos, realistas e nunca prestaram muita atenção às conversas dos pais cientistas sobre coisas altamente teóricas como tesseratos e farândolas.

Mas, após um acidente no laboratório do sr. e da sra. Murry, algo acontece com eles que desafia drasticamente suas capacidades de crer no impossível. Com um desastre à vista, será que os gêmeos conseguirão encontrar uma maneira de voltar à realidade?


As aventuras dos Irmãos Murry continuam. Dessa vez, os gêmeos Sandy e Dennys embarcam em uma viagem que vai desafiar seu ceticismo.

Após interferirem em uma das experiências do Pai, Sandy e Dennys são tesserados da sua fria cidade no auge do inverno, para um deserto no começo dos tempos. Após resgatados do calor escaldante, e cavalgarem unicórnio virtuais, os gêmeos se vem uma situação que desafia sua lógica: eles são acolhidos por Noé e sua família as vésperas do grande dilúvio.

Mas porque eles foram parar ali? Como eles vão voltar para casa e serem salvos do dilúvio?

Muitas Águas é o quarto livro do Quinteto do Tempo, uma história sobre fé e esperança, cheia de referências bíblicas e que nos deixa com o coração quentinho e esperançoso.

Eu já me tornei quando o assunto é essa série.

Madeleine L’Engle constrói a cada livro uma história melhor que anterior, com cada vez mais ensinamentos prontos para renovarem as nossas energias com enredos apaixonantes.

Eu estava muito ansioso pela história dos gêmeos, que nos livros anteriores sempre se mostraram céticos quanto as experiências dos irmãos, e nunca acreditaram em nada além do que a ciência pudesse comprovar. Por isso quando descobri que na história deles eles seriam enviados de volta a um dos principais eventos bíblicos, fiquei com altas expectativas que foram devidamente correspondidas.

Um fato importante sobre esse livro: os eventos de Muitas Águas ocorrem cronologicamente antes de Charles Wallace salvar o mundo em Um Planeta Em Seu Giro Veloz. Mas foi lançado originalmente pela autora após, ganhando o título de quarto livro da série. No próximo livros daremos um salto para o futuro, para conhecer a primeira aventura de Polly O’keef, filha da Meg do primeiro livro (Uma Dobra No Tempo).

A edição da Harper Collins segue o padrão deslumbrante das edições anteriores, com o mesmo capricho de edição gráfica.

Se você é fã de ficção científica e ainda no conhece essa série, aqui no blog temos as resenhas de todos os livros anteriores!

[Resenha] Máscaras

Livro: Máscaras

Autora: FML Pepper

Editora: Valentina

Ano: 2018

Páginas: 271

Sinopse: E se você descobrisse que a grande verdade ainda não foi revelada? Que pode estar enganado a respeito de muitos personagens?
É chegada a hora de arrancar as máscaras, ver e viver na pele — e na alma — as revelações guardadas a sete chaves sobre a Trilogia Não Pare!
E se surpreender com o que jamais imaginou!
Máscaras…
Para camuflar as fraquezas do mais forte dos guerreiros… Richard.
Para distorcer as certezas de uma lenda amaldiçoada… Guimlel.
Para acobertar as cicatrizes de uma sina maldita… Ismael.
Para esconder os sentimentos de uma garota desprezada… Samantha.
Para proteger fanáticos atrás de tronos… Kaller.
Para ocultar gigantes sob sutis envergaduras… Zymir.
Para disfarçar um exército cruel e traiçoeiro… Von der Hess.
Para sufocar os desejos mais íntimos da híbrida… Nina.
Máscaras…
Para dar luz às mentiras e obscurecer as verdades.
Para encantar a vida e, talvez…
Enganar a Morte!


O que aconteceu com aqueles personagens, antes da jornada de Nina para salvar Zyrk? O que aconteceu depois do reencontro dela com Richard? Onde foi parar o nojento Von Der Hess?

Em Máscaras, spin off da Trilogia Não Pare!, FML Pepper responde a essas e outras tantas dúvidas dos leitores, que ficaram em abertas após Não Fuja! último livro da trilogia.

Vamos lá, se você ainda não leu a Trilogia Não Pare!, fique ciente de que essa resenha pode conter spoilers dos três livros anteriores.

Antes de Nina e Richard existirem, muitos personagens da série tiveram atitudes que viriam a determinar o futuro dos nossos protagonistas. Como a ganância de Guimlel, por querer ser o mago que traria a salvação a Zyrk. Ou a inocência de Ismael que após perder (ou assim achar) Stela, se tornaria o cruel Shakira, líder de Thorn.

Temos também o ponto de vista do resgatador, dos fatos mais importantes ocorridos na trilogia, dando uma nova dimensão dos sentimentos zirquianos. Aprendemos mais sobre Keller e seu machismo que acabou por separar Samantha e John, com medo de Sam superasse seu filho num futuro próximo.

Vamos conhecer os motivos da saída de Sam de Storm, e como ela se tornou a primeira resgatadora principal de Zyrk.

Mas o mais importante é o que aconteceu após o reencontro de Nina e Richard. Como eles levam a a vida na segunda dimensão longe de Zyrk e que aconteceu após a batalha contra Malazar.

Máscaras é um material Extra para aquecer o coração dos apaixonados pela trilogia Não Pare!, e ainda assim abre o universo para várias possibilidades, nos proporcionado a expectativa pra novos livros e novas aventuras, agora com a realização de uma nova profecia.

FML Pepper escreve com a delicadeza de não só proporcionar as respostas aos leitores como também, aquecer os corações com possibilidades. A editora Valentina fez um belíssimo trabalho gráfico na capa e na edição interna. Lá no nosso Instagram (@blogoutrogarotolendo) você encontra um #AleComenta especial da trilogia Não Pare!

[FILMES] OS JOVENS TITÃS EM AÇÃO!

26907037_1569240073123423_3275243011070113832_nDireção: Peter Rida Michail e Aaron Horvath
Ano de Lançamento: 30 de Agosto de 2018
Elenco: Scott Menville, Greg Cipes, Tara Strong, Kristen Bell, Nicolas Cage, Khary Payton
Gênero: Filme de ficção científica/Ação
Duração: 1h32m
Sinopse: Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs. Ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, eles decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. O líder do grupo, Robin, está determinado a ser visto como um astro e com ideias malucas e até uma canção eles partem em busca de um diretor de Hollywood, mas acabam enganados por um supervilão.

Em um ano com grandes lançamentos de super heróis tentando salvar o mundo de terríveis vilões, Os Jovens Titãs em Ação também entra para o corredor desse gênero, mas fica ao lado de grandes nomes como O Homem Formiga e a Vespa e Thor, que, apesar de parecer anos, ambos foram lançados esse ano e com o mesmo tom de comédia, para acalmar um pouco os corações dos fãs desse tipo de filme e faze-los esquecer de toda a tragédia que aconteceu em seus respectivos mundos.

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Os Jovens Titãs em Ação para o mundo cinematográfico no entanto, vai mais longe, certificando-se que quase tudo o que acontece nele seja referencial a algum grande acontecimento de qualquer filme de heróis, que deixa bem exposto a nossa obsessão por eles e que nos agrada bastante ao descobrirmos de onde vinha a referência. O fato de conseguir fazer isso ao mesmo tempo em que é um desenho deixa muito mais divertido e é a sua grande carta escondida debaixo da manga.

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Baseado no famoso desenho de animação do canal de TV Acabo, Cartoon Network, a franquia é uma versão ridicularizada de um supergrupo cômico composto principalmente de parceiros. O líder da equipe Robin (dublado por Scott Menville) está cansado de como super-heróis, até mesmo o pior dos vilões ou pessoas normais, parecem garantir produções cinematográficas de alto orçamento serem produzidos sobre eles, enquanto os Titãs Adolescentes, ele principalmente, não tão são reconhecidos. Então isso se torna o objetivo de Robin: fazer Hollywood notá-los. Mas com todos os super-heróis no tapete vermelho, quem está protegendo o mundo de todo o mal?

As vozes de Kristen Bell, de Nicholas Cage, de Michael Bolton e de um Stan Lee muito esportivo surgem no que é uma comédia de ação implacavelmente boba, chocante e de alta perspicácia. Provavelmente é um pouco inteligente demais para os jovens de hoje, e cheio de falas demais para crianças, mas que com certeza não será um problema para nós, um pouco, mais velhos.

Confira o trailer logo abaixo:

DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE LÉSBICA

Fruto do 1º Seminário Nacional de Lésbicas, criado em 2006, no qual se discutiu a importância da visibilidade para a promoção do respeito e inibir violência, o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é um dia celebrado em todo território nacional onde grupos se juntam para celebrar, debater e refletir todas as lutas conquistadas até hoje, mas sem esquecer do grande caminho que há pela frente e das notícias que saem a respeito dessas mulheres, que muitas vezes acabam virando estatística.

Apesar da comemoração essa data no nosso país já há 12 anos e de haver debates e mesas espalhadas por todo o país para a conversação e desmistificação desse assunto, o Brasil é o país que mais mata LGBT’s no mundo. Só ano passado foram 445 homicídios, sendo desses números 43 lésbicas (de acordo com o GGB). Isso sem mencionar os tantos casos de agressão física, verbal e humilhações públicas. O debate se faz importante pois a invisibilidade dessa comunidade contribui para a banalização, estereotipação e perpetuação de discriminações, uma vez que pouco ou nada se propõe exclusivamente para as lésbicas no sentido de políticas públicas ou projetos.

Passando para  a representatividade dessa comunidade na tv e no cinema, grandes avanços tem acontecido, mas ainda há muito o que mudar. Em séries vemos muitos casais lésbicos sendo usados como isca para ter mais visualizações e assim aumentar o público da série, para apenas depois o casal ser desfeito por algum motivo banal. Na TV, em novelas, vemos o tempo todo lésbicas não tendo finais felizes ou acabar terminando com algum homem, dando a entender que é apenas uma fase confusa na vida da mulher. Nos filmes brasileiros há ainda pouca visibilidade para elas, mas no exterior já estamos conseguindo ver grandes mudanças. Filmes com lésbicas sendo seu arco principal, sendo bem desenvolvidas e acabando em um final feliz, e caso não tenha um final feliz, a história ao menos nos dá estrutura o suficiente e desenvolvimento de personagem para acreditarmos no motivo da mudança.

Para celebrar esse dia aqui vai uma lista com seis filmes tendo mulheres lésbicas e seus relacionamentos como foco principal, alguns com finais felizes, outros com histórias bem estruturadas, outro sobre amizade – mas todos retratando fielmente todos os relacionamentos e respeitando os personagens.

Professor Marston e as Mulheres Maravilha

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Direção: Angela Robinson
Ano de Lançamento: 15 de Dezembro 2017
Elenco: Luke Evans, Rebecca Hall, Bella Heathcote, Connie Britton, Oliver Platt
Gênero: Drama
Duração: 1h42m
Sinopse: A história do psicólogo William Moulton Marston, que criou uma das personagens femininas mais importantes de todos os tempos: a Mulher-Maravilha.

Thelma

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Direção: Joachim Trier
Ano de Lançamento: 30 de Novembro de 2017
Elenco: Eili Harboe, Kaya Wilkins, Ellen Dorrit Petersen, Isabel Christine Andreasen, Henrik Rafaelsen
Gênero: Drama/Thriller
Duração: 1h56m
Sinopse: Thelma é uma jovem tímida que deixa a casa dos pais, super-protetores e muito religiosos, para estudar na capital. A ansiedade, e um novo amor trazem à tona seu lado libidinoso.

Desobediência

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Direção: Sebastián Lelio
Ano de Lançamento: 21 de Junho de 2018
Elenco: Rachel McAdams, Rachel Weisz, Alessandro Nivola, Alexis Zegerman, Anton Lesser
Gênero: Drama/Romance
Duração: 1h54m
Sinopse: Ronit precisa voltar para sua cidade natal após a morte de seu pai, um rabino. Uma vez de volta, ela recorda a paixão proibida pela melhor amiga de infância, atualmente casada com seu primo, e as duas exploram os limites da fé e sexualidade.

Carol

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Direção: Todd Haynes
Ano de Lançamento: 14 de Janeiro de 2016
Elenco: Cate Blanchett, Rooney Mara, Sarah Paulson, Kyle Chandler, Jake Lacy
Gênero: Drama/Romance
Duração: 1h58m
Sinopse: Therese Belivet tem um emprego entediante em uma loja de departamentos. Um dia, ela conhece Carol, uma elegante e misteriosa cliente. Rapidamente, as duas mulheres desenvolvem um vínculo amoroso que terá consequências sérias.

Entre Parceiras

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Direção: Susanna Fogel
Ano de Lançamento: 15 de Outubro de 2016
Elenco: Leighton Meester, Gillian Jacobs, Adam Brody, Gabourey Sidibe, Abby Elliott
Gênero: Romance/Comédia
Duração: 1h35m
Sinopse: Paige se envolve com um médico e sua amiga Sasha, que é lésbica assumida, e passa a ter relacionamentos imaturos. A amizade entre as duas muda de forma dramática.

Imagine eu e Você

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Direção: OI Parker
Ano de Lançamento: 27 de Janeiro de 2006
Elenco: Lena Headey, Piper Perabo, Matthew Goode, Celia Imrie, Anthony Head
Gênero: Romance/Comédia
Duração: 1h34m
Sinopse: No dia do seu casamento, Rachel conhece a florista Luce e sente uma forte atração por ela. Ao se reencontrarem, a amizade entre as duas cresce tanto quanto as dúvidas de Rachel em relação ao marido. Ao saber que Luce é gay, sua vida vira do avesso.

 

 

[Resenha] Uma noiva para Winterborne

Livro: Uma Noiva para Winterborne (Os Ravenels #2)
Autora
: Lisa Kleypas
Tradução: Ana Rodrigues
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Sinopse: Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer – nos negócios e em tudo mais. No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda.
Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão. Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.

A Lisa não cansa de ser assim surpreendente!

A obra não segue o fluxo usual dos romances de época mais comuns, por isso se não estiver disposto a encarar o desafio e consumir o livro por um todo, esse livro pode não ser pra você, afinal a construção narrativa inicial não faz jus ao todo, mas o todo compreende o conturbado e até esquivo começo, nada de julgar o livro nem pela capa nem pelo ponta pé do princípio.

Rhys Winterborne levanta uma equivocada conclusão acerca de seu caráter ao se mostrar distante e até mesmo egoísta ao lidar com seu noivado, a mente de negociante e escalador social lhe tornou fechado a percepção de que reciprocidade nem sempre exige somas monetárias. Quem lida em uma negociação com ele entende de seu distanciamento e perspicácia, entretanto, o verdadeiro Rhys, aquele sem a armadura de homem de negócios é tocado pela essência gentil e terna de sua noiva, assim se mostrando o mais apaixonado e dedicado amante.

– Ela vai achar você bela demais. E suave demais. Minha mãe não compreende o seu tipo de força.
Helen pareceu satisfeita.
– Você me acha forte?
– Acho – respondeu ele sem hesitar. – Você tem a determinação afiada de uma lâmina de aço – falou ele e, com um olhar sombrio, acrescentou: – Caso contrário, não conseguiria me controlar tão bem.

Helen se assemelha bastante a uma rosa –  não as amadas orquídeas dela -, plácida e subestimada, porém disposta a espetar para proteger a si e àqueles que ama. Com uma personalidade afável e disposta mais a escutar que a dizer, a tornando atenciosa e até mesmo sábia. A vida toda ignorada pelos familiares a ensinou bastante sobre confiar e desconfiar, sua falta de conhecimento sobre o mundo além da bolha em que era obrigada a viver, aumenta seu apetite por aventura e ousadia, é assim que ela revela ter uma calorosa vontade de viver e extrair o que essa expansão do seu mundo pode oferecer.

– Eu preferiria ser jogado em um poço ardente no inferno a voltar ao País de Gales.
Incapaz de tolerá-lo por mais um segundo que fosse, Helen ficou de pé e disse friamente:
– Estou certa de que isso pode ser arranjado, Sr. Vance.

Mais um vez a Lisa não só surpreende com um plot delicioso como também insere seus personagens secundários, dedicando-lhes terna atenção e conquistando o leitor com personalidades diversas, as já conhecidas gêmeas Cassandra e Pandora são o oposto de qualquer bons modos frios e distantes da aristocracia, Pandora ainda mais por sua personalidade liberal e independente. Dessa vez pessoalmente minha atenção está toda centrada numa nova personagem, a Dra. Garreth Gibson, uma médica – levando em conta que nesse período mulheres exerciam papel na área de saúde apenas como enfermeiras – que demonstra pouca disposição a levar qualquer desaforo pra casa, totalmente confiante e certa de si, ela mesma força a porta pra fazer seu caminho, como a própria autora faz questão de assinalar nas notas finais do livro, ela foi moldada como uma visionária, da personalidade ao nome, que por sua vez possui significância histórica relacionada também a primeira médica.

– Dra. Gibson – falou ele, com uma ênfase no “doutora” que soou como um insulto. – Esse é o Sr. Winterborne. O da loja de departamentos. Ele precisa ser tratado por um médico de verdade, com experiência e treinamento adequados, para não mencionar…
– Um pênis? – sugeriu ela com acidez. – Lamento, mas isso eu não tenho. E também não é um pré-requisito para se conseguir um diploma de medicina. Sou uma médica de verdade e, quanto mais rápido eu cuidar do ombro do Sr. Winterborne, melhor será para ele.

É maravilhoso concluir uma leitura e sentir certa realização, as altas expectativas além de atendidas foram confrontadas, com as suntuosas reviravoltas do fluxo da trama, a emoção do leitor é instigada e os sentimentos entre personagens e leitores convergem na maestria da Lisa de moldar a perspectiva para ser vivenciada, devido a isso o mais a sede pelos livros da série aumenta, some isso a esse trabalho editorial divino e é suficiente pra cada aspecto desse livro ser um banquete, mesmo o trecho referente ao livro seguinte da série, Um Acordo Pecaminoso, conquista e ao mesmo tempo resgata aquela lembrança de outra querida série da autora, As Quatro Estações do Amor, mais especificamente o casal inesperado Sebastian e Evie, a vontade reler o Pecados no Inverno é inevitável e muito bem-vindo, inclusive recomendo.


Um livro por semestre é muito sofrimento @Editora Arqueiro!