[FILMES] Don’t Think Twice

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Direção: Mike Birbiglia
Ano de Lançamento: 2016
Elenco: Keegan-Michael Key, Gillian Jacobs, Mike Birbiglia, Kate Micucci, Chris Gethard e Tami Sagher
Gênero: Comédia/Drama
Duração: 92 minutos
Sinopse: A amizade entre membros de um grupo de improvisação de Nova Iorque é colocada em teste quando um deles consegue um programa de TV.

 

 

“Eu sinto que quando estamos na casa dos 20 anos é tudo sobre esperança e quando você está nos 30 é apenas sobre o quão estúpido era você ter esperança”

Como esse é um daqueles tipos de filme que nós normalmente não o veríamos no nosso país, ou na internet sendo promovido, encontrar esse filme sem querer (na verdade eu o encontrei graças a minha mais nova paixonite pela Gillian Jacobs) foi uma das melhores descobertas que eu já fiz e eu preciso dizer: eu nem estou na faixa etária das pessoas que compõe o filme, mas ele me deixou pensando por muitos minutos sobre o momento atual em que eu estou na minha vida.

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Dirigido, roteirizado e atuado (ufa!) pelo Mike Birbiglia, Don’t Think Twice (Não Pense Duas Vezes) fala sobre um grupo de amigos que há anos se conhecem e fazem teatro improvisado. A dinâmica deles é muito boa, a amizade deles é algo recíproca para todos mas algo parece estar errado quando um membro do grupo, chamado The Commune, consegue uma vaga em um show televiso que todos os outros membros também almejavam, e junto com isso, uma preocupação maior nasce quando o local que eles fazem os shows foi vendido e eles estão sendo despejados.

O filme fala sobre a dificuldade de criar e manter um trabalho coletivo onde todos são ouvidos e importantes ao mesmo tempo em que todos estão buscando aquela chance de poder brilhar – e o que até onde eles iriam para poder conseguir. No grupo temos aquele que, por culpa da pressão do trabalho, acaba traindo os amigos, tem aquele que acha que por ter ensinado a todos tem a obrigação de também estar na televisão. Tem aqueles que estão trabalhando juntos e sozinhos para conseguir a chance, tem aquela que está trabalhando na mesma coisa, porém escondida. E tem aquela que está muito bem onde se encontra e não quer mudar sua vida.

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Don’t Think Twice é um filme engraçado sem fazer esforço, com um roteiro original e bem simples, com atores que são tão bons no que fazem que nos faz sentir que estamos ali, vivenciando e sentindo tudo o que eles estão sentindo. Um filme que nos faz sorrir nos momentos que temos que sorrir e sentir as preocupações que cada um dos personagens estão sentindo em momentos diferentes. É um ótimo filme para se assistir quando se quer ter apenas um momento para relaxar.

Confira o trailer do filme abaixo:

[Resenha] A Entrevista

a_entrevista_1483495719641413sk1483495719bLivro: A EntrevistaAutor(a): Shana GrayEditora: GutenbergAno: 2017Páginas: 272Sinopse: Sete entrevistadores irresistíveis. 
Quem a escolherá ao final da semana? 
Quem será o escolhido por ela?
Linda, inteligentíssima e extremamente sensual
, Tess Canyon é uma jovem determinada a se 
vingar de um dos maiores grupos dos EUA, 
as Empresas Diamond. 
Seu pai, um alto executivo, foi acusado de 
desviar fundos da empresa para gastar com uma 
suposta amante e teve sua carreira destruída. E isso o levou à morte...
A oportunidade de candidatar-se à vaga de Assistente Executiva do poderoso 
Mr. King parece ser a maneira ideal de infiltrar-se na empresa para limpar 
o nome de seu falecido pai.
Mas o processo seletivo não é o que ela espera. 
Chegando à sede da empresa, ela é escoltada até um helicóptero e, 
com os olhos vendados, é levada para um local secreto. Lá, Tess conhece 
Mr. King e descobre que a vaga na verdade é para o novo CEO das Empresas 
Diamond. Seu desafio será passar por sete testes durante uma semana.
Tess será avaliada por sete misteriosos executivos — deliciosamente bonitos
—, um para a tarefa de cada dia. Agora ela precisará usar toda a sua 
habilidade e competência se quiser ter sucesso e resistir ao magnetismo 
poderoso dos homens irresistíveis enviados para ajudá-la — ou distraí-la. 
Em um desafio que poderá levá-la ao topo, ou arruiná-la para sempre. 
Bem-vinda à entrevista mais sexy que você poderia imaginar!

Tess sempre sonhou com o dia em que vingaria seu pai e destruiria as empresas Diamond. No auge dos seus 50 anos, seu pai havia sido demitido da empresa sob a acusação de desvio  de verbas. A partir desse momento, a vida de Tess virou de cabeça para baixo: mudança do estilo de vida, seu pai entrando em depressão que o levou a morte pouco tempo depois.

Desde então é como se a vida inteira de Tess a tivesse levado até aquele momento: Uma entrevista para o cargo de Assistente Executiva nas empresas Diamond… bom. Pelos menos era o que ela achava… Quando um executivo alto, moreno de olhos azuis e uma cicatriz sexy no olho direito, aparece ao seu encontro e a leva para um helicóptero ela percebe que existe algo mais. Após enfrentar o seu medo de altura, viajando vendada ate uma mansão indescritível, Tess descobre que foi escolhida para ocupar o cargo de CEO da Empresa, e que antes de assumir deve passar  por uma semana de testes, que serão um desafio não só para sua inteligência, mas também para o seu foco na vingança e na vida amorosa, uma vez que os testes serão ministrados por 7 executivos que mais parecem deuses do Olimpo.

7 dias. 7 desafios. 7 homens de tirar o fôlego. Conseguirá Tess manter o foco?

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Não vou negar que eu esperava sexo do começo ao fim do livro (culpa de A Garota do Calendário), mas graças a @Deus, que me surpreendi. O livro foca no desenvolvimento da Tess, de uma bibliotecária executiva a uma CEO de uma das maiores empresas do país. A história é permeada por momentos de sensualidade e erotismo para alivio do tema principal, de uma forma divertida e cativante. Shana Gray possui uma escrita muito leve e divertida, porém muito sensual e  excitante nos momentos certos.

A Entrevista, é um livro leve. Daqueles que você senta e lê de uma vez só, e quando acaba você continua querendo mais dos personagens e da história. O livro esta disponível em duas formas: 7 e-books ou 1 livro físico contendo os 7 contos, em uma edição simples, porém bem trabalhada em diagramação e revisão.

Ficamos aqui na torcida de que a Editora Gutenberg nos tragas mais livros dessa autora incrível e tão brasileira de coração ❤

Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] O Lado Bom de ser Traída

o_lado_bom_de_ser_traida_1470741030410696sk1470741030bLivro: O Lado Bom de Ser Traída

Autora: Sue Hecker

Editora: Haper Collins Brasil

Ano: 2016

Páginas: 400

Sinopse: Bárbara é uma profissional de sucesso. 
Noiva há cinco anos de Caio, um empresário no ramo 
de telecomunicações, sua vida é completa e plena. 
Porém, ao ver uma foto dele ao lado de uma mulher que se intitula também 
sua noiva, o mundo de Bárbara desmorona. 
Decidida a não se entregar à decepção, ela resolve dar a volta por cima. 
Com o visual renovado, começa a adotar outras posturas, afastando de vez a 
depressão. Para a sua surpresa, o destino coloca em sua vida Marco, um juiz
extremamente sexy. Bastou um olhar para que ambos fossem tomados por uma 
alucinante tensão sexual. Resta saber se, de fato, Bárbara mudou o 
suficiente para se entregar sem amarras.

Eu nunca imaginaria que fosse existir algum lado bom ser traído. Na verdade, a primeira coisa que vem a minha cabeça quando fico sabendo que alguém foi traído, é que com certeza essa pessoa deve estar sofrendo, ou muito triste. E a Barbara realmente viveu isso. Durante cinco dias ela sofreu toda a dor após descobrir que seu noivo de cinco anos, tinha uma outra noiva.

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Mas ela não era mulher de sofrer por quem claramente não a merece. Após os seus cinco dias de sofrimento, ela secou os olhos, mudou os cabelos, se deu um  banho de loja e tomou a melhor decisão para quem não quer viver sofrendo: Viver a vida. Quando estamos solteiros, um novo mundo de possibilidades se abre, e quando Barbara encontra com o juiz Marco, claramente uma química explosiva cresce entre eles. Depois de um encontro inesperado em uma Road Trip, os corpos se unem e fica claro para ambos que por mais que tentem e o universo conspire contra, o destino de ambos já está entrelaçado.

O Lado Bom de Ser Traída, é primeiro livro da Série Mosaico, da autora Sue Hecker, um livro envolvente e muito sensual, com personagens tão humanos que poderiam ser qualquer pessoa ao redor. O livro é um prato cheio para quem assim como eu AMA um livro hot, com cenas bem quentes, sensuais e um plano de fundo diferente do que já li até hoje, a Sue nos conduz pelas vidas de Barbara e Marco.

2829d8f3-bfb6-4840-a495-394c00c67621E como se não bastasse estar apaixonado pela série, também estou completamente apaixonado pela autora. Há algumas semanas tive a oportunidade conhecer a Sue que se mostrou uma das pessoas mais animadas das quais já conheci na vida!

A série  Mosaico é composta de 12 livros (sendo 6 ebooks e 6 físicos), e até o momento 4 livros já foram lançados (2 ebooks e 2 físicos), com a promessa de mais um livro físico até o final do ano. Os livros são publicados pela Harper Collins Brasil, com artes de capas maravilhosas e uma campanha de marketing muito bem trabalhada. (até uma linha de batons foi desenvolvida para a divulgação dos livros).

Se você gostou, você pode comprar o seu livro aqui: http://compre.vc/v2/1c6a8d47

E baixar os ebooks gratuitamente aqui: http://amzn.to/2o4UcZo

Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] No Coração do Mar

Livro: No Coração do Mar
Autores: Charlotte Rogan
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
Sinopse: No verão de 1914, a Europa está à beira da guerra, mas o futuro de Grace parece caminhar para um destino seguro enquanto ela e o marido navegam rumo a Nova York. 
Quando uma misteriosa explosão afunda o navio, Grace é jogada em um barco salva-vidas por um ágil membro da tripulação, que também pula para dentro da embarcação já sobrecarregada.
À medida que o clima piora e os passageiros são forçados a escolher lados em uma disputa por poder, Grace percebe que sua sobrevivência depende de quem vai apoiar: o velho lobo do mar John Hardie ou a enigmática Ursula Grant, cuja influência aumenta a cada dia. 
Durante três semanas, os passageiros planejam, esquematizam, disseminam intrigas e confortam uns aos outros enquanto suas mais profundas convicções sobre humanidade e divindade são postas em xeque.
Grace Winter finalmente é resgatada, apenas para ser levada a julgamento. Incertos sobre como defendê-la, seus advogados sugerem que ela escreva as lembranças do naufrágio. 
O resultado é uma fantástica narrativa sobre dilemas morais e o retrato de uma mulher que se torna cada vez mais complexa à medida que os acontecimentos se desenrolam.

Pense em um livro surpreendente!

Pela sinopse chega a remeter a Náufrago, quem não se lembra do personagem interpretado por Tom Hanks, que após o fatídico acidente que atingiu sua embarcação, acaba em uma ilha deserta, onde é obrigado a trilhar tortuosos caminhos para não perder a vontade de viver ou se compadecer pela loucura iminente e então sofrer com a descoberta de um mundo que avançou sem sua presença? Pois é um pouco disso e uma uma realidade totalmente diferente, são por relatos que descobrimos o drama vivido durante o náufrago do navio Empress Alexandra da obra, uma dramática história de superação e reviravoltas.

É com a narrativa de Grace Winter, a personagem recém casada, com seus 22 anos de idade, que inicia com base nas lembranças dos momentos vividos pela mesma durante a viagem na embarcação em que viajou junto a seu marido Henry, vivenciando um desespero: um naufrágio. Onde ela conta os acontecimentos que viveu e presenciou, com um único objetivo, se não a sobrevivência.

Ele, que apenas alguns minutos antes parecera tão seguro de si ao repassar a lista de equipamentos contidos em cada barco salva-vidas e explicar como utilizá-los, ficava agora cada vez mais sem jeito para desempenhar essa parte de sua tarefa.

Desde o início o que almejava era sobrevivência, desde que o navio era destinado a America e procurava sair do cenário destrutivo da Primeira Guerra Mundial, objetivo também do Sr Hardie, Hannah, Mary Ann e da Srª Grant, pessoas que passam a se inserir na trama significativamente e junto a isso, o enredo se molda diante da perspectiva de Grace por eles.

— Será que isso conta como suicídio? — ouvi-o dizer. — Será que o paraíso me será negado?

O enredo não só retrata um drama de vida e morte, como de humanidade, Grace enfrenta um obstáculo atrás do outro, enquanto aos poucos tenta resistir a aparente insanidade que aflige seus companheiros durante o drama em que vivem. A obra está para ser adaptada para o cinema, sob a produção de Anne Hathaway, que irá também interpretar Grace Winter no longa, o que é premissa para filme ótimo!


Plena esperando por esse filme!

Anne deusa

[Resenha] Romance com o Duque

Livro: Romance com o Duque (Castles Ever After #1)
Autora: Tessa Dare
Ano: 2016
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Sinopse: A doce Isolde Ophelia Goodnight, filha de um escritor famoso, cresceu cercada por contos de fadas e histórias com finais felizes. 
Ela acreditava em destino, em sonhos e, principalmente, no amor verdadeiro. Amor como o de Cressida e Ulric, personagens principais do romance de seu pai.
Romântica, ela aguardava ansiosamente pelo clímax de sua vida, quando o seu herói apareceria para salvá-la das injustiças do mundo e ela descobriria que um beijo de amor verdadeiro é capaz de curar qualquer ferida.
Mas, à medida que foi crescendo e se tornando uma mulher adulta, Izzy percebeu que nenhum daqueles contos eram reais. 
Ela era um patinho feio que não se tornou um cisne, sapos não viram príncipes, e ninguém da nobreza veio resgatá-la quando ela ficou órfã de mãe e pai e viu todos os seus bens serem transferidos para outra pessoa.
Até que sua história tem uma reviravolta: Izzy descobre que herdou um castelo em ruínas, provavelmente abandonado, em uma cidade distante. O que ela não imaginava é que aquele castelo já vinha com um duque…

Nada aqui fica pela metade, ainda mais com um incentivo delirante desse!

Tessa é uma criadora de histórias sempre sagaz, laça atenções e faz borbulhar constantes risadas com sua escrita cheia de humor inteligente, fortificando ainda mais seu enredo ao inserir uma heroína fora do convencional e aquele mocinho “cheio de marra” em que nós atiça a imaginar a sua queda para uma mulher além de seus limites “viris”.

Isolde Godnight é uma síntese, se distancia das heroínas usuais dos romances de época pelos cabelos arredios, dona de uma cabeleira cacheada arredia, a promessa de franqueza total dela é real, não importa o quão escandaloso é o seu pensamento, ela busca exprimir isso de forma honesta, se atendo somente em raros momentos em prol de manter a imagem de donzela que as histórias de seu pai a pintam. Com traços de uma personalidade convicta de suas opiniões e ideologias, nem mesmo o abandono de seu pai e a miséria pela qual passou dobrou seu espírito, com direito a um último destaque para o fator decisivo na trama, como uma amante de histórias, Izzy adora repensar suas discussões anteriores e imaginar respostas mais ferinas – algo que faço e com frequência, acredito não ser a única.

“Eu pensei em uma coisa”, ela disse, agitada. “Isso me ocorreu durante a noite, na cama. R-A-NS-O-M.”
“O quê?” Ele perguntou enquanto alongava o pescoço.
“Na primeira noite, você perguntou se precisaria soletrar ‘perigo’ para mim. Mas então, no meio do caminho, você esqueceu como soletrar perigo.”

Ransom é orgulhoso, tal que mesmo diante da delicada situação envolvendo sua visão, o mesmo se recusa a receber qualquer auxílio, vivendo isolado não só por seu orgulho, mas se afastando dos possíveis olhares de pena da sociedade. A catástrofe que lhe causa dores excruciantes e lhe incapacitou a visão ainda é misteriosa, alguns fatos são verídicos, porém a verdadeira face do acontecido somente e o duque e não compartilha com ninguém, o que atiça ainda mais a curiosidade de Izzy, um homem tão orgulhoso e uma fortaleza de si não parece possível ser uma vítima do acaso, é aqui que entra o apreço por histórias e contos dela.

Não se enganem, o olhos danificados do duque não são de todo um empecilho, é devido a isso que outros sentidos são aguçados e a percepção explorada de uma nova forma. A própria Izzy se surpreende com o fato promissor – ao mesmo tempo comprometedor – que Ransom por si foi capaz de tirar a conclusão que ela manteve por baixo dos panos, de forma a ser conveniente a sua família e a condição da sociedade em que se inseria, em que uma mulher tinha excessivas limitações.

Antes do acidente, Ransom nunca teve dificuldade para atrair a atenção das mulheres. Mas as que se sentiam atraídas por ele eram mulheres experientes e seguras de si. Não garotas tolas e impressionáveis. E será que ele estava ficando louco ou elas simplesmente não notaram a cicatriz que lhe deformava um lado do rosto?
Bom Deus. Uma delas beliscou seu traseiro. E então todas soltaram risinhos.

Enquanto Izzy se esforça para se afirmar a senhoria do castelo – ou ao menos como dona do único lar que lhe cabe -, Ransom tenta a todo custo se livrar dela, um estorvo para o seu isolamento e sossego. Todavia uma trama articulada para retirar qualquer direito ducal dele e para impedir que os agentes desse plano ardiloso tenham sucesso, Ransom descobre que precisa de ajuda e abdicar de seu orgulho, todavia para ele o importante é assegurar que a pequena Izzy, a desbravadora e corajosa mulher que conquistou aquilo que ele não sabia ter mais: seu coração.

[Resenha] Matéria Escura

materia_escura_1484658590645465sk1484658590bLivro: Matéria Escura
Autor: Blake Crouch
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 343
Sinopse: VOCÊ É FELIZ COM A VIDA QUE TEM?
Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve 
antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. 
Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para 
uma usina abandonada e deixado inconsciente. 
Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: 
“Bem-vindo de volta, amigo.”

Neste novo mundo, Jason leva outra vida. 
Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa 
universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito 
inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um 
sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua 
família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura nos leva a um universo muito 
maior do que imaginamos, ao mesmo tempo em que comove ao colocar em primeiro 
plano o amor pela família. Marcante e intimista, seus múltiplos cenários 
compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, 
como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar 
a vida com que sonhamos.

Com certeza você já ouviu falar que a vida é feita de escolhas. Que se nós estamos onde estamos, ou somos quem somos é porque em algum momento da nossa vida escolhemos isso.

Não há avisos quando tudo está prestes a mudar, a ser tomado de você. Nenhum alerta de proximidade, nenhuma placa indicando a beira do precipício. E talvez seja isso que torna a tragédia tão trágica. Não é apenas o que acontece, mas como acontece: um soco que vem do nada, quando você menos espera. Não dá tempo de se esquivar ou se proteger.

São nossas escolhas que nos definem e definem nossos caminhos. Por exemplo: se a 7 anos atrás eu tivesse aceitado seguir carreira de modelo, ao invés de criar um blog sobre literatura, é muito pouco provável que eu estivesse aqui hoje conversando com vocês.

A gente fica tão imerso na rotina que acaba deixando de ver as pessoas que amamos como realmente são.

E quando não estamos muito felizes com nossas vidas, vocês já pararam para pensar como ela seria se você tivesse escolhido o comprimido azul ao invés do vermelho?

Todos nós vivemos, dia após dia, totalmente alheios ao fato de que fazemos parte de uma realidade muito maior e mais estanha do que se pode imaginar.

Jason Dessen não tem uma das melhores vidas. Ele é professor de física em uma universidade, recebe um salário medíocre, tem um carro horrível, uma esposa amada e um filho adolescente. Mas um dia tudo isso muda, quando Jason Dessen de outra realidade, o sequestra e troca de lugar e de vida com ele.

Cada momento, cada respiração, contém uma escolha. Mas a vida é imperfeita. Fazemos escolhas erradas. Então, acabemos vivendo em perpétuo arrependimento. Não existe nada pior do que isso. 

Agora ele é um cientista renomado, rico e recluso, que desenvolveu uma caixa que permite que as pessoas entrem em um estado de superposição, sendo assim levadas para outras realidades, criadas a partir de escolhas não feitas. Jason precisa agora entrar na Caixa e encontrar um meio de retornar a sua esposa, seu filho, sua casa, SUA VIDA.

A Caixa não é muito diferente da vida. Se você entrar com medo, vai encontrar medo.

O livro é uma ficção cientifica soft, mas com questionamentos que estimulam ao leitor repensar a própria vida e as escolhas. A Editora Intrínseca nos presenteia com uma edição maravilhosa, se um projeto gráfico super bem desenvolvido, e com acabamentos que vem se tornando característicos da nova Intrínseca.

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Esse é uma daqueles livros que te atinge como um soco no estomago, e te faz vomitar todas as emoções e de forma que te força a pensar em uma unica pergunta que permeia o livro inteiro:

Você é feliz com a vida que tem?

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[Resenha] A Rosa e a Adaga

A Rosa e a adagaLivro: A Rosa e a Adaga
Autores: Renée Ahdieh
Ano: 2017
Editora: Globo Alt
Páginas: 368
Sinopse: A jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada.Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. 
Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. 
De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.

aviso!!! Esse livro pode proporcionar os seguintes sintomas: lágrimas, risadas, sentimentos desenfreados, sofrimento e paixonites agudas! esteja avisado!

Longe de Rey, Sherazade enfrenta um pesadelo constante, estar próxima de sua família, mas, distante de onde o seu coração está, com Khalid, o califa de Khorasan. Diante da perspectiva de amar um assassino perante todo o seu reino, Sherazade tenta manter o seu gênio direto sob controle enquanto trama para salvar não só Khalid de uma eminente destruição, como o derramamento de sangue inocente por uma guerra equivocada, como rainha de Khorasan, ela veste o manto e enfrenta seus temores.

Tudo isso terminaria nessa noite. Destino era coisa para tolos. Sherazade não ia ficar esperando que as coisas acontecessem para ela.
Ela as faria acontecer.

Enquanto isso, Khalid tenta lidar com a destruição deixada em Khorasan depois do temporal causado por Jahandar – fato desconhecido pelo califa – saindo às escondidas do palácio para usar as próprias mãos na tentativa de recuperar o pouco que restou da vida de muitos do seu povo. É nesse mesmo momento que sua vida já desestruturada sofre mais um abalo, a fuga repentina de Despina junto ao Rajput, com o consentimento de Khalid, enfraquece o laço dele com Jalal, seu primo e chefe da guarda, o golpe fatal recebido como uma traição por Jalal desde que não só o seu amor desapareceu como levou junto o seu filho, sua família. Mesmo diante da revolta do primo, Khalid não demonstra reação significativa, para ele, seu coração está longe, em algum lugar pelo mar de areia e seu único papel como rei dois reis é assegurar a segurança e prosperidade de seu povo.

Já Sherazade, contando com a ajuda e sabedoria de Musa effendi, destaca a parte mística da trama, ao descobrir que existe uma forma de quebrar a maldição que atrela Khalid a optar por condenar a vida de inocentes durante as auroras, ou a vida de todo o povo, todavia, o preço a pagar exige que ela esteja preparada a enfrentar uma potente ameaça mágica, para isso ela precisa desenvolver seus próprios dons, com ajuda do desaforado Artan. O segundo viés para a quebra da maldição envolve Jahandar, especificamente o livro de feitiços ao qual ele não soltou em momento algum durante sua inconsciência desde o fatídico acontecimento em Khorasan, em que vitimou inúmeras pessoas com uma torrente de raios, o que lhe custou parte de sua vitalidade.

— Ainda assim quer que eu acredite que merece Sherazade. Que é o melhor para ela. — Tariq segurou sua ironia.
— Nunca pediria coisa tão descabida. E fique tranquilo, porque o dia em que eu me preocupar com a sua opinião, será o dia em que a lua nascerá no lugar do sol. Mas saiba o seguinte: lutarei pelo que é importante para mim, até morrer.

Com Jahandar debilitado e sob a corrupção destrutiva do livro mágico, Irsa se alia a Sherazade para sanar duas ameaças em um único golpe, o que ambas não esperavam era que à espreita Tariq e Rahim poderia pôr tudo a perder, pior ainda o próprio Jahandar revidaria e corrompido pelo poder do livro mágico, usaria até mesmo suas filhas para reaver o livro e sua conquista à soberania.

O fatos subsequentes se transformam em uma teia de aranha intricada, onde cada movimento dos envolvidos diretamente ou indiretamente leva a uma fatídico destino, podendo ele ser revertido com astúcia ou enfrentado em sua eclosão furiosa, mesmo Reza bin-Latief se transformou com o poder que passou a deter e essa mudança é tangível para Tariq, para Omar, Reza esconde mais do que aparenta e seus movimentos devem ser estudados, para determinar o rumo que a ganância do homem outrora tão sensato, Omar cautelosamente se prepara para lidar com uma virada do tabuleiro, são tempos obscuros e até os mais honrados dos homens estão suscetíveis à sede de poder.

— Porque não é apenas um beijo. 
— E por quê?
— Porque, quando eu te beijar, quero que os seus sejam os primeiros… e os últimos lábios que jamais beijarei. 

Rahim e Irsa começam a se envolver sentimentalmente, esta que esconde uma solidão pela sua personalidade introspectiva se mostra uma flor do deserto ao receber os raios da determinação, decisivo no momento em que um embate envolvendo Tariq e Khalid, onde uma Sherazade incapacitada e o sentimento de culpa fervem os humores de dois homens não conhecidos por sangue frio e mentes brandas

— Onde… — Jalal tomou fôlego, ainda incrédulo — você esteve?
Despina deu de ombros.
— Estou aqui agora. Está muito zangado comigo?
— Você… — Ele engasgou. — Você… esmagou meu coração.
— Eu sei. — Ela começou a andar na direção dele. — E vou passar o resto da minha vida tentando restaurá-lo. 

O desfecho dessa obra magnífica é de estatelar qualquer um, algumas lágrimas foram derramadas, afinal Renée Ahdieh decidiu fazer um malabarismo com os finais dos personagens e consequentemente com a emoção do leitor. Sendo tão lindamente escrito, A Rosa e a Adaga é único e surpreendente do início ao fim assim como A Fúria e a Aurora, cada momento decisivo é uma nova perspectiva do todo, reviravoltas são a premissa para tantos jogos e traições, cabe a Sherazade assumir as rédeas do destino dessa história, a astuta garota, agora demonstra toda a sua majestade e perspicácia.


para tudo que a globo alt quer me tentar, tem até playlist!

[Resenha] A Fúria e a Aurora

A furia e a aurora capaLivro: A Fúria e a Aurora
Autores: Renée Ahdieh
Ano: 2016
Editora: Globo Alt
Páginas: 288
Sinopse: A jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. 
Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. 
Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. 
De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.

Furiosa de paixão por esse livro!

Sherazade Al-Khayzuran é uma indomável garota de 16 anos, disposta a arriscar sua vida em prol de cumprir seus objetivos, nem mesmo Jahandar, seu pai, a impede de casar-se com o califa de Khorasan, Khalid Ibn al-Rashid, o assassino que matou dezenas esposas durante as auroras, ela sabe que se tornando a califa nada significa além de colocar um alvo nas costas. Com nova esposa, a próxima vítima da aparente loucura do ‘menino-rei’ é ela, porém o seu desejo de vingança é o combustível para sua sobrevivência e o prazer de arrancar a vida do assassino de sua melhor amiga, Shiva, lhe impulsiona a enredar o califa para estender o seu tempo de vida.

Enquanto Sherazade busca juntar as peças sobre o mistério que é seu marido, a recíproca é verdadeira, o porquê dela ir parar no palácio voluntariosamente para desposar Khalid é um enigma. Para desvendar os segredos da bela Sherazade, Khalid, seu tio Aref al-Khoury, o shahrban de Rey e Jalal al-Khoury, o chefe da guarda e também seu primo iniciam uma busca das verdades ocultas da nova califa que através da astúcia superou com vida não só uma aurora, mas várias consecutivas e ainda não revelou sua identidade ainda, gerando ainda mais suspeitas sobre uma ameaça a vida de Khalid.

— E como saberia se eu estivesse mentindo, sayyidi?
— Porque você não é uma hábil mentirosa. Você apenas acha que é. — Ele se debruçou sobre a mesa e pegou um punhado de amêndoas da bandeja.
O sorriso dela se alargou. Perigosamente.
— E você não é tão bom em avaliar as pessoas. Você apenas acha que é. 

Enquanto isso, Sherazade começa o ardiloso plano de seduzir com histórias o jovem califa, este mesmo em busca do que move sua esposa a uma ofensiva tão serena, ainda sim se encanta não só com a beleza da garota, como na fortaleza em que ela mantém suas emoções. Mantendo sob um manto de sutil obscuridade suas habilidades, como seu talento com o arco, para manter a fachada de fragilidade em prol do seu objetivo, em um descuido ao lidar com sua criada Despina, designada para espioná-la e Jalal, chefe da guarda real, ela percebe estar cercada por pessoas astutas e analíticas ao menor dos seus deslizes, ela precisa retomar as rédeas e se demonstrar afável, escondendo sua personalidade arredia.

Enquanto lida com os obstáculos para executar sua vingança, os amigos de Sherazade pegos de surpresa por sua mudança começam a arquitetar uma forma de resgatá-la e destruir o califa, é o primeiro amor dela, Tariq Imran al-Ziyad, filho de um emir, que por não conseguir tolerar a decisão suicida de sua amada – algo que para o bem e para o mal explicita parte essencial da personalidade do rapaz – se alia ao pai amargurado de Shiva, Reza bin-Latief e segue pelo deserto em busca de aliados e uma revolta de enormes proporções começa a se insinuar ao horizonte.

Tariq era meio palmo mais alto que ele e tinha os ombros mais largos. E Khalid tinha de olhar para cima para falar com esse bobo.
— Sherazade é uma moça difícil, e eu sou um monstro. Suponho que isso forme um belo casal.
Os olhos claros do rapaz faiscaram ao ouvir as palavras de Khalid.
— Você se chocou. — Khalid o observou intensamente. — Com qual parte?
— Com… tudo, sayyidi

Descobrir o que existe sob a camada de frieza e distanciamento do rei é o golpe decisivo para a determinação de Sherazade, cartas nunca enviadas as famílias de todas as garotas que perderam suas vidas para a aurora cruel como esposa do califa a deixam atônita e incapaz de digerir como tanta crueldade é fruto de um homem que se culpa pela morte de suas vítimas, talvez uma explicação possa trazer a tona o que ela já sabia: estava apaixonada por Khalid, pelo assassino de Shiva, sua amiga, sua irmã.

— Perdoe-me, joonam. Pelos segredos. Pelas portas trancadas. Por tudo. Prometo lhe contar um dia. Mas não agora. Acredite que alguns segredos são mais seguros atrás de fechaduras e cadeados — ele disse baixinho.
Joonam. Ele já a chamara assim. Meu tudo

Baseado no clássico As Mil e Uma Noites, O livro inteiro em um banquete aos sentidos, desde o glossário, até o trabalho espetacular com editora em dar uma identidade em forma de capa a obra e  tenho orgulho de dizer que fui conquistada pela capa e encantada pela sinopse. Vários significados são descobertos no contexto criado por Renée Ahdieh, uma obra tão belamente escrita, quanto magicamente concebida, eu indicaria esse livro para quem gosta de uma aventura, do calor e de um delicioso romance.

(último trecho, pois não tinha como resistir, dava para colar o livro inteiro aqui, Khalid é tão maravilhoso!)

— Não quero ser seu dono.
Ela virou o pescoço para encontrar os olhos dele.
— Então nunca mais fale em me mandar para longe. Não sou sua para dispor de mim como quiser.
As feições de Khalid suavizaram com a constatação.
— Você está certa. Você não é minha. — Ele tirou a mão da porta. — Eu é que sou seu. 

[Resenha] Darkmouth

darkmouth__os_cacadores_de_le_1484303405644395sk1484303405bLivro: Darkmouth
Autor: Shane Hegarty
Editora: Novo Conceito
Ano: 2017
Páginas: 336
Sinopse: Elas estão chegando!

As Lendas (ou melhor, monstros aterrorizantes que se 
alimentam de humanos) 
invadiram a cidade de Darkmouth. 
Elas querem dominar o mundo.

Mas não entre em pânico! 
Finn, o último dos Caçadores de Lendas, vai nos proteger.
Finn tem doze anos, adora animais, não leva muito jeito para lutar; 
mas é muito, muito esforçado. E todos nós sabemos que ser esforçado é a 
melhor arma contra um Minotauro faminto, né?

Hum... Pensando bem, pode entrar em pânico.
Entre em pânico agora! Corra!

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Lançado pela Novo Conceito em Fevereiro deste ano. (Lembro-me de ter visto a foto da capa e pensado: nossa, parece legal! Talvez alunos quisessem ler… Após a sinopse, “acredito que eu vá gostar da leitura!” )

Mas… Darkmouth?!?..

Este é o nome da última das Vilas Flageladas. Não, as outras não deixaram de existir, mas não recebem mais portais pelos quais as Lendas adentram o “Mundo Prometido”.

“Tinha uma pureza que era revigorante (…) o ar era tão fresco que Broonie queria bebê-lo.” p.77

Nas outras vilas, os Caçadores de Lendas estão aposentados. Já em Darkmouth Hugo não para e treina Finn, seu filho, para que se torne seu sucessor. Ele é a 42ª geração de caçadores da família e o seu filho será a 43ª. Como se não bastassem os questionamentos internos do Finn, que sonha cursar veterinária, ser periodicamente lembrado das façanhas do maravilhoso inventor-caçador-pai não ajuda o seu jeito desengonçado de ser… E ainda tem que sobreviver à escola!…

“Uma coisa era ser diferente por conta de quem era (…) Outra coisa era ser excluído depois de tentar proteger aquelas pessoas do medo de serem espancadas por uma criatura mítica.” p.28

A população está cada vez mais descontente por ser a única vila a ainda ter problemas com monstros, digo, Lendas, e quer culpar alguém. O sargento Doyle tenta mediar, mas sonha com a transferência para a ilha paradisíaca do Taiti. Precisam de alguém para culpar, permanecendo com a sua ignorância… Que culpa a família tem?

Não, ele não está ou se sente pronto. Mais pressão começa quando o pai é convidado para integrar o Conselho dos Doze e, assim que sacramentado, Finn estará sozinho para proteger Darkmouth. Ele precisa “passar”, “formar-se”, Concluir. Precisa de três caçadas bem sucedidas.

Tentativas:
* 1ª Basilisco: (nada a ver com a imagem que temos após ler/assistir certa coleção J) um réptil estúpido e gordo com uma espécie de bico (p.32);
* 2ª Manticora: corpo de leão, asas curtas e largas de dragão, cauda de escorpião contornada por setas venenosas e a incapacidade de calar a boca (p.33);
* 3ª Minotauro… Que deixou para trás ao ser dissecado um… diamante?!?

6a0128759fd4d6970c01bb07e21959970dNão, nada de diamante! Corônio. Essas pedras são importantes, quando lerem entenderão, não estragarei aqui. Apenas informo que o Finn guardou em segredo após o pai atirar na Lenda. A única pessoa que tem conhecimento dela é a Emmie.

Ãhn… Emmie? Quem seria?.. Ninguém vem para Darkmouth! As pessoas saem da vila!.. Ela chega com o pai, Steve, que veio transferido a trabalho, e quer saber do Finn, faz perguntas infindas, quer conhecer sua casa… Casa. No longo corredor que acaba na biblioteca, 43 quadros. Os dois últimos, molduras vazias: serão do Hugo e do Finn. Antes delas… sobrenomes?

 

“Nós ganhamos um. Cada uma dessas pessoas ganhou o nome por causa de algo que fez ou pela sua personalidade.” p.65.

Bisavô: Geraldo, o Decepcionado. Avô: Niall Linguanegra (foi o primeiro a “tentar conversar com as Lendas, argumentar com elas e procurar entender por que queriam vir para este mundo” p.68)

O que houve com o avô? “Ninguém gosta de falar sobre isso.”

O pai será Hugo, o Grande.

Sim, não podemos esquecer que os Caçadores tem sempre um Reparador, alguém que ajuda a arrumar peças, conserta… mas não participa das caçadas ou assuntos concernentes aos Caçadores de Lendas. O do Hugo é um velho conhecido, o Sr.Glad.

“Civis não podem se tornar Caçadores de Lendas, mas alguns de nós encontramos maneiras de sermos úteis. Viajando pelas Vilas Flageladas, fazendo armas, consertando equipamentos, fornecendo materiais. Não é o que se pode chamar de uma função oficial. Os Doze gostam de nos manter escondidos, como você pode ver.” p.90.

– Loja feia, “apagada”, bagunçada, escondida –

Sim, a história do Shane Hegarty envolve, tem uma escrita acessível, cativa. Angustiei-me com o Finn, duvidei com ele, suspeitei, torci… Compreendo seus questionamentos, receios… Como ele, quis saber da tal profecia que o Broonie, um hogboon legalzinho que até ajuda apesar de dissecado, revivido, dissecado, revivido… Coitado! Ele foi uma lenda enviada pelo terrível Gantrua para dar um recado e levar uma pedra de corônio (elas vem do Mundo Infestado). Há mistérios a serem desvendados, visitas inusitadas, procura de mapa e o terrível retângulo de pergaminho na última página:

CONTINUA

Um abraço,
Carolina.

[FILMES] A Chegada

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Direção: Denis Villeneuve

Ano de Lançamento: 2016
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker
Gênero: Drama, Mistério, Sci-Fi
Duração: 1h56min
Sinopse: Naves alienígenas chegaram às principais cidades do mundo. Com a intenção de se comunicar com os visitantes, uma linguista e um militar são chamados para decifrar as estranhas mensagens dos visitantes.

Esse era apenas mais um dos filmes que estava na minha lista de filmes para assistir, mas foi apenas depois que um amigo me disse que eu ficaria sem ar após assisti-lo que resolvi colocá-lo como prioridade, afinal, adoro ficar com dificuldades de funcionamento normal após assistir um filme inteligente e bem estruturado. E foi dito e feito: após ele ter terminado e enquanto estava escrevendo esta resenha, eu ainda estava procurando entender o que havia acabado de assistir, enquanto simultaneamente tentava lembrar quais eram os movimentos básicos da inspiração e expiração tão importantes para a nossa vida na terra.

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Em uma sinopse rápida e superficial (BEM superficial) o filme fala sobre a chegada de seres de outro planeta na terra e o caminho que a Doutora linguística Louise Banks e o cientista matemático Ian Donnelly percorrem para tentar decifrar e descobrir o real motivo para esses aliens estarem na terra. Mas não esperem por grandes cenas de ação e sangue como outros filmes de mesmo gênero nos trouxeram nos anos anteriores. Arrival é pura e simplesmente uma ficção onde o seu objetivo é: mostrar o quanto a nossa capacidade de nos comunicarmos é quase que inexistente e que essa falta de comunicação é o que causa brigas e o que causou as grandes guerras e disputas mundiais.

O diretor Villeneuve simplesmente pintou uma tela em forma de filme. Prestando bem atenção na coloração do filme, podemos perceber, principalmente em uma das cenas finais da Louise na festa, como ele acompanha o estado de espírito dela, onde mostrava uma época feliz para ela e outro uma época triste. A música também, como plano de fundo, que nos acompanha desde o início do filme até o final, fazendo com que a intensidade e a tensão permaneçam em cada segundo da película.

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O objetivo principal dos protagonistas desse longa é descobrir e estabelecer um ponto único de comunicação entre eles e os aliens para responder a pergunta do milhão: Qual é o seu propósito na terra? Enquanto a Doutora Louise tenta descobrir, ela ao mesmo tempo tem que provar que a sua teoria para conseguir se comunicar com eles é válida enquanto é desacreditada pela maioria das pessoas que estão no comando, o caos está instaurando pela população aterrorizada e sem respostas concretas sobre o que está acontecendo e a tensão política está no seu auge ameaçando começar uma guerra mundial entre as grandes potências e os aliens – que até então, não fizeram absolutamente nada contra o bem estar dos humanos.

Ficou bem claro no decorrer do filme que a ignorância, talvez pelo medo, e a necessidade de sempre estar usando a violência como propósito para conseguir algo é sempre o causador dos grandes problemas sociais que tivemos ao longo dos anos causados, novamente, pela falta de comunicação que nós temos dentro da raça humana. Visto pelo fato de que os aliens não fizeram nada para machucar ninguém ou deram a entender que iriam, como se foi achado quase que o filme inteiro, mas mesmo assim as grandes cabeças das nações queriam usar de seu poder bélico e acabar com os pobres aliens. Reposta rápida para um problema novo sem pensar no futuro.

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Enfim, A Chegada estreou e entrou para a lista das melhores ficções-científicas com um enredo bem escrito, com um início e um final, uma fotografia de tirar o fôlego, atuação espetacular digna de indicação ao Oscar da nossa Amy Adams (que como sabemos, foi totalmente boicotada na edição deste ano mas, não importa Amy, você ganhou um Oscar nos nossos corações) assim como uma atuação boa pelo resto dos atores, uma boa estruturação e a certeza de que filmes deste gênero, quando bem feitos, chegam para nos trazer um grande paradoxo entre total maravilhamento e o-que-eu-acabei-de-assistir?

Eu não quero falar muito mais sobre o filme e suas teorias, senão eu falaria sobre tudo o que o filme aborda e isso transformaria a viagem de vocês para entender esse filme não tão emocionante quanto deve ser.

E como o filme terminou, deixo aqui uma pergunta que, até hoje, não sei a resposta ao certo: Se você pudesse ver a sua vida inteira do início ao fim, você mudaria algo?

Confira o trailer do filme logo abaixo:

Deixo também um link para, após assistirem o filme, vocês entenderem mais um pouco sobre o que foi abordado nele, cientificamente e explicado: