[Resenha] Doce Tentação

Livro: Doce Tentação

Autora: K. Bromberg

Tradução: Andreia Barboza

Editora: AllBook Editora

Páginas: 190 (ebook)

Ano: 2018

Sinopse: Tudo começou com o convite. Para o novo casamento do meu ex-noivo.
Deveria tê-lo ignorado. Jogado fora ou ateado fogo. Mas não fiz nada disso. Eu respondi dizendo que iria e levaria um acompanhante.
E então, acidentalmente, minha assistente o enviou pelo correio.
É aí que Hayes Whitley entra em cena. Estrela de cinema. O homem que conquistou o coração de milhões de pessoas. Entreguei o meu a ele há anos. Ele foi meu primeiro amor. Era meu tudo. Bem, até ir embora para correr atrás dos seus sonhos sem nem me dizer adeus.
Quando ele apareceu, do nada, dez anos depois, eu deveria ter me afastado dele. Deveria ter rejeitado sua oferta para me levar ao casamento do meu ex. Nunca deveria ter permitido que ele me beijasse.
Mas não fiz isso.
E agora, ficamos nos perguntando se os fragmentos de vida que compartilhamos ainda se encaixam de alguma forma. O primeiro amor é difícil de esquecer. A questão é: será que queremos esquecer? Ou devemos arriscar e ver o que acontece depois?


Saylor desfez o seu noivado as vésperas do seu casamento. Num impulso de coragem ela deixou para trás uma relação sem amor e foi atrás do seu sonho e da sua independência.

Meses depois ela abriu a sua confeitaria, a SweetChekes, e agora luta para se estabelecer no mercado, e fazer o nome do seu negócio deslanchar. Mas em um golpe de sadismo, o seu ex noivo lhe envia o convite do seu casamento, com outra mulher. Saylor desnorteada e sem saber o que fazer, preenche o cartão de respostas confirmando o comparecimento… Acompanhada. Quando sua assistente acidentalmente envia o cartão de volta aos noivos, seu irmão Ryde tem um brilhante plano: e se a Saylor fosse ao casamento acompanhada de alguém mais relevante que seu ex, e ainda aproveitasse a ocasião para divulgar a confeitaria? O plano seria perfeito, se não envolvesse Heyes Whitley.

Heyes é um grande ator Hollywoodano, que derrete todos os corações por onde passa, mas teve o seu arrebatado a muito tempo pela pequena Saylor, irmã do seu melhor amigo Ryde. A dez anos, ele a abandonou para seguir atrás dos seus sonhos de ser ator, e tem certeza de que ela nunca mais quer vê-lo pela frente. Mas uma mensagem de Ryde faz com que tudo mude para ele, e agora que Saylor precisa da sua ajuda pode ser uma boa hora de consertar o passado.

Entre deliciosas guerras de cupcake, casamentos e flertes no twitter; Doce Tentação é o romance perfeito para marcar a estreia da AllBook Editora, e se prender ao coração dos leitores com o amor de Saylor e Heyes.

K. Bromberg conquistou o mundo com seu Best Seller Driven, mas conquistou meu coração com Doce Tentação.

Eu particularmente tenho um grande apreço por romance que envolvem comida, afinal, quando juntos as duas melhores coisas do mundo, não tem como dar errado. Doce Tentação é mistura perfeita de comédia a gosto, um pitada de Drama e muitas xícaras de romance, resultando em um livro cativante que prende a atenção do leitor e mexe com suas emoções ao aproxima-lo de seus personagens.

Não haveria opção melhor para a estreia da AllBook Editora no mercado do com um livro tão saboroso e apaixonante, garantindo ao leitor que a editora ainda lhe reserva muitas surpresas pela frente.

A edição do ebook apresenta uma qualidade impressionante de diagramação e tradução, deixando as expectativas para o livro físico ainda maiores.

O site da editora já abriu a pré venda do livro físico e clicando aqui você pode garantir o seu, e usando o nosso cupom de desconto OutroGarotoLendo você garante 10% desconto, nesse livro e em todas as promoções do site.

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[RESENHA] Um Amor de Mentira

Livro: Um Amor de Mentira

Autora: Rubanne Damas

Páginas: 396

Editora: Ponto Literario

Ano: 2018

Sinopse: Alice Medeiros tem raiva dos homens por causa do seu ex namorado pulador de cerca. Ela é autoritária, resmunguenta e possui uma língua ferina quando se sente ameaçada.
Alice nutre uma raiva secreta por Jordan Goulart, o barbudo produtor da empresa e ogro mal educado. E quando ele percebe sua existência e usa de sarcasmo e prepotência para cima dela, Alice usa de suas unhas e dentes expostos para mantê-lo longe. O que não adianta muito, pois uma viagem para o exterior é jogada sobre seu colo e no pacote está incluso Jordan e suas várias camadas de humor. Logo no coquetel de boas vindas, um desentendimento acontece e um namoro falso surge entre eles. E quando o ex de cada um aparece, o falso romance precisa ser estendido.
O que fazer depois que a mentira se confunde com a verdade? Alice e Jordan irão se meter em um grande nó sem volta, principalmente quando o destino decide jogar com suas vidas e lhes deixar um presente.


Desde que descobriu a traição do seu noivo, Alice não confia nos homens. Para ela, são todos canalhas e sem escrúpulos, assim como Maurício ou como Jordan, seu colega de trabalho insuportavelmente grosso.

Depois que sua noiva terminou o relacionamento e levou junto suas coisas, Jordan se fechou e acabou se tornando um ogro, que destrata todos ao seu redor, principalmente a insuportável secretária da presidência.

Quando Jordan e Alice são enviados em uma viagem de negócios de 4 dias na Califórnia, os dois percebem que a relação entre eles pode ser mais do que gritos e xingamentos. Principalmente quando eles inventam um romance de mentira para afastar as pessoas indesejáveis do passado.

Mas será que esse amor de mentira não pode se tornar um amor de verdade?

Um Amor de Mentira, é o clássico clichê que todos amamos. Com todas as doses necessárias de humor, drama e sensibilidade para construir uma história apaixonante. Um ponto positivo nessa história para mim foi a melhor amiga da Alice, a Morgana que é de longe a melhor personagem do livro e merece um livro para contar sua própria história que com certeza seria hilária.

Além de comédia e romance, assuntos como violência contra a mulher são levemente citados e a importante mensagem de que a denuncia é importante foi brilhantemente exposto.

A autora Rubanne Damas, construiu uma comédia romântica perfeita para todos aqueles que buscam um alívio dos dias corridos. Uma história leve e divertida, mas que também possui seus momentos de drama e arranca lágrimas dos leitores .

A edição do livro demonstra um cuidado especial por parte da editora com a diagramação e arte de capa.

E para você que está curioso com essa história, o site da editora está em promoção e o livro está saindo por R$19,90! Clique aqui e confira!

[Resenha] Fique Comigo

Livro: Fique Comigo

Autora: Ayòbámi Adébáyò

Tradutora: Marina Vargas

Editora: Harper Collins Brasil

Páginas: 237

Ano: 2018

Sinopse: Yejide espera por um milagre: um filho. É o que seu marido deseja, o que sua sogra deseja, e ela já tentou de tudo para engravidar. Mas, quando seus parentes insistem que seu marido receba uma nova esposa, Yejide chega ao limite. Tendo como pano de fundo a turbulência política e social da Nigéria dos anos 1980, Fique comigo relata a fragilidade do amor matrimonial, o rompimento de uma família, o poder do luto e os laços arrebatadores da maternidade. Uma história sobre as tentativas desesperadas que fazemos para salvar a nós mesmos, e a quem amamos, do sofrimento.


Yejide vive na Nigéria dos anos 80, no auge da sua crise política e social, e além de todo esse contexto em seu país, ela ainda precisa lidar com os costumes poligamos e a pressão para engravidar por parte da família de seu marido.

Quando a segunda esposa aparece em sua casa sem seu consentimento, ela se vê em uma situação de desespero, onde para manter o seu casamento a única alternativa seria engravidar.

Fique Comigo é um romance incrível, sobre superação e resistência. Um livro apaixonante do começo ao fim, capaz de aquecer até mesmo os corações mais frios.

A narrativa da Ayòbámi Adébáyò, demonstra uma qualidade única, um estilo próprio é uma fluidez espantosa. O livro intercala pontos de vista e passagens de tempo, nos dando uma maior perspectiva sobre os fatos e consequências deles nas vidas das personagens, permitindo assim uma maior absorção do conteúdo e da mensagem do livro.

A edição da Harper Collins, apesar de simples ela também é muito bem executada, como já é característico da editora.

Esse é um livro para aqueles que nesses momentos sombrios, procuram uma luz de esperança.

[FILMES] Infiltrado na Klan

0013923.jpg-r_1280_720-f_jpg-q_x-xxyxxDireção: Spike Lee
Ano de Lançamento: 08 de Novembro de 2018
Elenco: John David Washington, Adam Driver, Laura Harrier, Jasper Pääkkönen, Topher Grace
Gênero: Drama/Filme Policial
Duração: 2h16min
Sinopse: Em 1978, Ron Stallworth, um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo por meio de telefonemas e cartas, quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou o líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.

Da melhor maneira possível, Infiltrado na Klan se junta aos grandes sucessos dirigidos por Spike Lee. É direto e confuso, instigante e organizado, tudo ao mesmo tempo em que é bem divertido. Nos tempos que estamos vivendo é de extrema assistirmos, lermos, ouvirmos, termos mais e mais conversas, como a que esse filme pode trazer, afim de que isso jamais volte a acontecer, ou pior, que pessoas simpatizem com ideias parecidas. E ao assistir esse filme, por mais que a história conte um momento que não foi vivido tão explicitamente no nosso país, mas sabemos que aconteceu e que acontece no nosso país, estamos ajudando a história a ser relembrada para que nunca se repita.

Baseado no livro de memórias de Ron Stallworth, Infiltrado na Klan mostra Stallworth (John David Washington) enquanto ele se torna o primeiro policial negro em Colorado Springs. Sempre foi seu sonho de ser policial, mesmo que ele sabendo que não seria bem vindo em seu ambiente de trabalho. Primeiro, ele está preso fazendo trabalho administrativo atrás de uma mesa, preenchendo pedidos de provas e documentos. mas, obviamente, ele quer fazer mais e assume a responsabilidade de lançar sua própria investigação sobre a Klu Klux Klan.

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Stallworth obviamente não pode encontrar nenhum dos membros pessoalmente, já que ele está se passando por um “americano branco” por telefone. Ele se une a Flip Zimmerman (Adam Driver), que assume as interações face a face com o Klan (que gostam de ser chamados de “A Organização”). Flip se apresenta como um homem odioso chamado Ron Stallworth, assumindo a missão de se infiltrar na Organização com esperança de construir um caso contra eles levando até o Grande Feiticeiro, David Duke (Topher Grace).

 
Washington é dominante e natural em seu papel de protagonista, lidando com as responsabilidades de um policial enquanto é o tempo todo visto como ameaça ou alguém inferior. Ele tem uma semelhança surpreendente com seu pai Denzel, mas esse filme certamente o fará uma estrela por si só. Adam Driver, que vem se mostrando cada vez mais versátil em Hollywood, nos dá uma de seus melhores trabalhos nos entregando um personagem fingindo um ódio que ele tem de manter para assim continuar com as investigações dentro da Organização, e ele faz isso parecer bem fácil de alcançar. E como elenco adicional temos Thoper Grace que interpreta Duke com uma facilidade acolhedora e amigável para todos os membros de sua causa, sendo desprezível em cada palavra que ele oferece.

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Há uma subtrama envolvendo uma jovem chamada Patrice (Laura Harrier), uma líder radical de uma organização estudantil, que se torna interesse romântico de Stallworth. Pode parecer que o filme perde bastante tempo dentro dessa história, mas ela oferece uma camada de conflito para Stallworth, já que Patrice não gosta de policiais – ela os chama de porcos – e Stallworth, evitando confrontos, não diz qual sua profissão.

Lee nunca foi um cineasta sutil e Infiltrado na Klan não é para aqueles que não conseguem lidar com suas mensagens. O filme é justo, direto e tem o direito de ter o tom irritado que tem – e ainda assim consegue ser emocionante e divertido sem nunca diminuir a importância do assunto que o permeia por inteiro. Era importante que Lee ligasse os acontecimentos da história dos anos 1970 (onde, obviamente, se refere aos acontecimentos nos EUA nessa década mas que facilmente pode ser aplicada a nossa realidade também) ao que está acontecendo em nosso mundo hoje, conectando os eventos ao que aconteceu há um ano em Charlottesville (EUA). O filme é uma granada lançada na platéia: ele quer nos abalar e acordar todo mundo. É triste e agonizante que o assunto abordado no filme ainda seja tão atual e relevante – mas isso só nos mostra o quanto temos que falar, ouvir, compartilhar e dar espaço para que mais obras como essa chegue à todos.

Confira o trailer logo abaixo:

[FILMES] PODRES DE RICOS

1Direção: Jon M. Chu
Ano de Lançamento: 1 de Novembro de 2018
Elenco: Constance Wu, Henry Golding, Awkwafina, Sonoya Mizuno, Gemma Chan
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 120 minutos
Sinopse: Rachel Chu é uma professora de economia nos EUA e namora com Nick Young há algum tempo. Quando Nick convida Rachel para ir no casamento do melhor amigo, em Singapura, ele esquece de avisar à namorada que, como herdeiro de uma fortuna, ele é um dos solteiros mais cobiçados do local, colocando Rachel na mira de outras candidatas e da mãe de Nick, que desaprova o namoro.

 

Algumas pessoas gostam de chamar os anos 90 como os grandes anos dourados dos filmes de comédia romântica. 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, Uma Linda Mulher, Um Lugar Chamado Nothing Hill, são um dos poucos, bem poucos, nomes que podemos mencionar para indicar as grandes e que se tornariam clássicas obras cinematográficas para aqueles que amam um bom romance clichê. Os Anos 2000 também não ficam para trás com grandes clássicos como Escrito nas Estrelas, De Repente 30, O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, O Diário de Bridget Jones e Simplesmente Amor. Todos esses filmes hoje são lembrados pelos amantes de romance. Obviamente vários outros filmes do mesmo gênero foram lançados nos anos posteriores mas apenas alguns conseguiram ser lembrados e deixarão marcas para as gerações futuras, até que 2018 resolveu acabar com essa ressaca e nos dar um dos melhores e mais agradáveis filmes de comédia romântica que vimos nos últimos anos. E cara, estávamos necessitando desse ar novo.

Ele é engraçado, adorável (como eu já havia dito), talvez você sentirá uma lágrima caindo, com uma trilha sonora alegre e o mais importante hoje em dia: é original. Tudo o que precisávamos para colocarmos na nossa lista de clássicas futuras comédias românticas.

“Podres de Ricos”, dirigido por Jon Chu nos presenteou com o pacote completo para o deleite da nossa obsessão por clichês românticos e para um filme ser bom tecnicamente. Direção e roteiro impecáveis, assim como a fotografia, indispensável para deixar nossos olhos brilhando ao sermos deslumbrados pelo mundo de pessoas bilionárias.

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Baseado no livro de Kevin Kwan de 2013, o filme foca no casal Rachel Chu (Constance Wu, prestem atenção nela) que é uma professora de economia que está namorando Nick Young (Henry Golding), um homem incrivelmente rico que manteve seu dinheiro em segredo (ele diz a Rachel que sua família é “confortável”, enquanto compra passagens de primeira classe para o casamento de seu melhor amigo). Nick é famoso, tão famoso que assim que alguém o vê com Rachel, manda mensagens para um amigo e as notícias voam pelo mundo todo, até chegar em sua família em Cingapura.

Ele leva Rachel para uma festa pródiga, onde ela conhece sua mãe Eleanor (Michelle Yeoh). Imediatamente, está claro que Rachel não atende aos padrões de Eleanor como namorada de seu filho, e muito menos uma esposa. Eleanor até tenta ser educada com Rachel, mas ela percebe que a mãe de Nick não gosta dela, enquanto ele tenta fazer com que sua mãe não intimide sua namorada.

Os personagens são interessantes e amáveis. Nós torcemos por Rachel porque podemos nos identificar com ela: ela tem apenas ela mesma e não um legado – financeiro ou não – para apresentar à família de Nick. Wu e Golding têm química real, então é muito divertido assisti-los juntos. Uma adição especial é a talentosa e hilária e incrível  Awkwafina (já assistiram Oito Mulheres e Um Segredo, né?), que se apresenta como a melhor amiga hilariante de Rachel.

O tom do filme, que critica a alta sociedade e as atitudes superficiais, é uma reminiscência de comédias americanas anteriores – digamos, das décadas de 1930 e 1940 – nas quais os sofisticados chamam uns aos outros com ar de desdém sempre e estão sempre com um cigarro na mão.

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Sua profusão de cores, músicas estimulantes e dançantes, participações que, se você for familiarizado com o mundo e personagens de filmes de romance você vai adorar reconhecer alguns rostos conhecidos, como a participação de Sally Yeh de “Material Girl”. Parece que tudo foi pensando nos mínimos detalhes seguindo todas as fórmulas para que o filme seja um sucesso, para o público, o que foi lá fora. E para melhorar, o final ainda nos dá uma possibilidade de uma sequência, o que todos nós receberíamos de braços e abertos. Que tenham mais filmes como Podres de Ricos por muitos e muitos anos.

Confira o trailer legendado logo abaixo:

[RESENHA] Desvendando Princesas

Livro: Desvendando Princesas

Autora: Vanessa Marques

Ano: 2018

Editora: Planeta Literário

Páginas: 299

Sinopse: São Vicente está em festa!
Finalmente, o príncipe Nicolas Volkovich irá se casar com uma plebeia! A família Haddad está em êxtase porque, em breve, sua primogênita se tornará uma princesa! Seria um conto de fadas perfeito, se no meio dele não existisse um porém… Luciana, a futura princesa, desapareceu e somente sua irmã poderá ajudá-la.
Isabella Haddad saiu de São Vicente após um momento trágico e prometeu jamais retornar. Seguiu sua vida e teve sua chance de recomeçar. Até que um simples telefonema na madrugada diz exatamente o que ela menos queria: era a hora de voltar para casa!
Será que Isabella conseguirá desvendar o mistério do desaparecimento da princesa e resistir a tudo aquilo que deixou para trás? Até que ponto o perdão pode apagar as mágoas do passado?


Isabella Haddad deixou seu país São Vicente para trás a alguns anos, juntamente com sua família, a realeza e todos os problemas do passado. Mas agora, após o sequestro de sua irmã a Princesa Luciana, ela para ser a única capaz de desvendar esse mistério e impedir um crime ainda maior de acontecer. Mas para isso ela vai precisar lidar com os fantasmas do seu passado e tentar seguir em frente para encontrar sua irmã.

Nesse thriller eletrizante, Isabella se verá em meio a tramas políticos, mistérios e história do passado mal resolvidas. Desvendando Princesas é um livro com um enorme potencial, capaz de te deixar viciado em suas páginas do começo ao fim.

Vamo lá molecada! Essa é a primeira resenha de uma obra da nossa nova parceria Planeta Literário (PL).

Em Desvendando Princesas vamos encarar uma das histórias com maior potencial de desenvolvimento que eu já li nos últimos meses. O livro é um thriller policial, com um ritmo bastante acelerado e instigante, que prende o leitor fazendo-o querer desvendar o mistério.

Como eu disse, o livro tem bastante potencial de desenvolvimento, mas todo esse potencial não foi bem trabalhado pela autora, o que fica explícito em sua narrativa cheia de falhas de continuidade e progressão, que por diversas vezes se perde na tentativa de inserir um drama a mais ou um contexto romântico fora de hora. Outra falha da narrativa está em não apresentar ao leitor todos os detalhes referentes a ambientação e história de fundo dos personagens, uma vez que o enredo se desenvolve após uma lacuna de tempo entre os fatos que afastam a protagonista e os fatos que a trazem de volta.

Para um leigo, esse fatores podem ser perfeitamente ignorados durante a leitura, se prendendo apenas ao ritmo acelerado do desenvolvimento da história e o mistério intrigante.

A edição do livro por outro me surpreendeu de forma positiva, desde o cuidado com a arte de capa, e edição das internas. Faço uma ressalva ao tamanho de fonte, que para uma pessoa com miopia como eu pode ser um tanto como incômodo para ler na rua ou a noite

Apesar das minhas ressalvas, minha experiência com o livro, não foi de todo ruim. Eu me apeguei a história, me vendo ansioso para retomar a leitura sempre que possível, e passando por cima desses detalhes que incomodaram ao blogueiro, mas me foram insignificantes como leitor.

Se você já leu esse livro, e teve uma experiência diferente da minha, comenta aqui para eu saber o que você achou!

Um cheiro e até a próxima!

[Resenha Estrangeira] Buns

Livro: Buns (Hudson Valley #3)
Autora
: Alice Clayton
Ano: 2017
Editora: Gallery Books
Páginas: 320
Sinopse: Clara Morgan está vivendo o sonho, se pode chamar renovar hotéis que estão desesperados por uma nova vida e realizar qualquer tipo de maratona como um sonho. Que ela faz. Mas a carreira que ama e a competição de resistência mantêm a adrenalina e ocupada demais para criar raízes. Crescer em um orfanato, não a fez capaz de estabelecer suas próprias tradições, o que pode ser o motivo pelo qual é fascinada pelos rituais que os resorts familiares por gerações são conhecidos. Está especialmente interessada no Bryant Mountain House, e não apenas por sua receita secreta dos pãezinhos gostosos, pegajoso, Hot Cross Buns, que nunca são suficientes…
Archie Bryant, o homem dos Buns, é a quinta geração e dono do charmosa Bryant Mountain House em Bailey Falls, Nova York. Está determinado a salvar o legado de sua família da bola de demolição à moda antiga – ranger os dentes e fazer o que precisa ser feito. Não há como Archie ser influenciado pela nova especialista em renovação de hotel que seu pai trouxe para transformar cento e cinquenta anos de tradição em uma atração para uma multidão mais acelerada, mais jovem e mais astuta. Mas quando algumas das ideias de Clara começam a atrair novos clientes pagantes, Archie não pode negar que pode apenas dar a ele uma chance de manter seu resort aberto.
É complicado, é uma bagunça, é fofo, é Buns.

Adoro livros que são sensuais e engraçados

A Alice nunca decepciona em criar enredos sensuais, porém com uma naturalidade perceptível, aliando com personagens bem construídos e naturalmente hilariantes, mais uma vez a leitura se torna suave e quente na medida certa pra incitar o melhor da imaginação. É fácil de interpretar na construção da autora – o que é certo nos seus livros – que ela tenta conciliar o sexo e o humor, tecendo um imaginário mais descontraído, com a concepção de que oo sex não precisa sempre ter aquela atmosfera de sedução sólida, que pode naturalmente ser de pessoas aproveitando o melhor de um momento compartilhado.

Clara Morgan é uma executiva especialista em revitalizar negócios hoteleiros, além de ótima no que faz, a melhor parte é: ela sabe disso, então não acontece nada de se pôr em dúvida ou se deixar subestimar. Deixada pra cuidar de si desde criança, sua determinação aos 18 de assumir a responsabilidade sobre si, de não precisar de ninguém e deixar bem claro isso a tornou implacável, portanto que não deixe as cicatrizes da falta de alegria da infância e os traumas da negligência tomarem conta do seu presente, Clara empunha sua determinação como uma armadura blindada dos seus sentimentos e da sua dor passada mas tao presente, assumindo sua confiança e argumentando para tirar o melhor do que um hotel pode oferecer e que ela sabe que pode tornar realidade, o que demonstra sempre é sua capacidade incontestável de persuasão, se apenas sua análise profissional não é crível o suficiente, ela coloca os fatos sobre a mesa sem temer.

“Sou graduada em Gestão hoteleira e trabalho para umas das maiores empresas de restruturação de Hotéis na Nova Inglaterra, transformado diversos hotéis e quer que eu pinte ovos?”
“Baseado no que acabou de dizer, precisa de um pouco de humildade. Também entrou no meu hotel, jogou tudo para o ar e para fora, para não mencionar que me deixou meio louco não só com essa boca mandona, mas com os sons incríveis que faz quando beijo essa boca mandona, e agora, por Deus, é a minha vez de fazer você participar de uma das tradições mais antigas aqui na Bryant Mountain House. Pinte alguns ovos.”

Archibald Bryant, diretamente é Archie – ainda bem, nomes de família não costumam soar atraentes de forma alguma – o herdeiro e defensor do hotel Bryant Montain House, ao contrário de seu pai Jonathan que está disposto a revitalizar o lugar e encher os quartos com hóspedes, Archie é atrelado a tradições, o que pode ser mais fielmente interpretado como preso ao passado por assim dizer, ser exposto a possibilidade de mudar e apagar lembranças colhidas por anos pelo hotel o põe em uma defensiva espinhosa, porém para sua irritação o fato de que Clara é eficiente e usa argumento como uma espada o deixa a beira de uma explosão, entretanto o bom senso lhe confere a capacidade de analisar por alto que para refrescar o ambiente antiquado do hotel não é preciso levar abaixo toda a história que possui, a conquista de sua colaboração é um caminho para a conquista do respeito de Archie.

Sem pensar, pego o telefone e ligo. Ligo para Roxie e ela liga para Natalie. E nós temos uma chamada com as três.
“Meninas, algo está errado com meus olhos,” digo minha voz rouca.
“Quanto vinho você tomou?” Natalie pergunta.
“Duas garrafas.” Dou uma fungada. “Mas não coloquei nos meus olhos.”

Desde o primeiro livro da série, Nuts, que a autora se dedicava a incluir cada personagem que fosse ter seu próprio momento, Clara se mostrava distante, realmente uma personagem que se escondia mesmo das melhores amigas, Roxie e Natalie, em Buns ela se revela tenaz e quando o que parece o maior desafio de sua carreira, o último degrau para o patamar de seu sucesso, ela conclui que o Bryant é o melhor que poderia fazer para se desafiar tanto o hotel quanto o Bryant em pessoa.

Archie ao contrário da expectativa preconizada por personagens de óculos, não é submisso, o homem é um inferno de uma presença e para infeliz – nem tão infeliz assim – conclusão de Morgan, o óculos é apenas o começo de um belo conjunto de astúcia, os dois se envolvem mais do que o necessário, porém bem longe do que precisam, ambos desafiados e intrigados, o desenvolver da atração dos dois é explosiva porém cheia de apelos sedutores, Morgan é uma mulher disposta a tomar o que quer e Archie é um lobo em pele de carneiro.

“Você é irritante,” ele diz, sua voz de aço aquecida. “E é muito baixa.” E com isso, ele me pega contra ele, minhas pernas envolvem desajeitadamente em torno de seus quadris enquanto me segura contra a torre.
Agora, com o nível dos olhos com ele, olho. “Sou exatamente a altura certa.” E enquanto pressiona seus lábios contra meu pescoço, sua língua pula para lamber e chupar minha pele, deixo minha cabeça cair contra a pedra com um baque. “E você é um idiota.”

Mesmo não tendo se aprofundado no drama do abandono da infância da Morgan, até porque não parece ser a proposta principal da Alice discorrer sobre o tema, porém ela não arranha a superfície e sim concilia a personalidade da Morgan com o drama de seu passado, permitindo concluir que uma parte não é todo, assim como no caso do próprio Archie que mesmo sendo uma dor na bunda devido a sua ligação com a tradição, a sua comodidade é testada e refrescada por novos pensamentos, de um lado Morgan é puxada pelo passado, do outro Archie é que precisa se divorciar do seu próprio passado.


Se serve de dica para dar umas risadas deliciosas, recomendo muito os livros da Alice