Resenha: Como Sobreviver à Realeza

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Livro: Como Sobreviver à Realeza
Autora: Rachel Hawkins
Tradutora: Isadora Sinay
Editora: Globo Alt
Ano: 2020
Páginas: 312

Sinopse: Já imaginou sua irmã noiva… de um PRÍNCIPE?

Como sobreviver à realeza é o primeiro livro da duologia Royals, que precede o aguardadíssimo Her Royal Highness.
Perfeito para fãs de Jane Austen, O diário da princesa e com um toque de Gossip Girl, o livro conta a história de Daisy Winters, uma adolescente americana de cabelos vermelhos que trabalha em uma loja de conveniência, ou seja, uma jovem completamente comum. Exceto pelo fato de que sua irmã mais velha (e perfeita), Ellie, está noiva do herdeiro da Coroa escocesa.

Apesar do esforço de se manter longe da nova vida de sua irmã e dos holofotes, Daisy acaba indo parar nas manchetes dos tabloides e é convidada — ou melhor, intimada — pelo palácio a passar suas férias na Escócia. Para se adaptar à nova realidade, o charmoso Miles é escalado para ensiná-la tudo sobre o mundo da família real. A Coroa fará de tudo para transformar Daisy em uma dama… mas ela pode acabar reescrevendo o livro de regras seculares da realeza.

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Olá! Hola! Hello! Para hoje temos um clichê, misturado com príncipes e princesas e a boa e velha fofoca real. Como Sobreviver à Realeza da Rachel Hawkins.

Começo logo dizendo que esse livro foi o que eu precisava para dar umas risadinhas e aquecer o coração, que precisava urgentemente de um romance que a gente já sabe tudo o que vai acontecer. Com Como Sobreviver à Realeza nós conhecemos Daisy Winters, cuja irmã (Elle) está de casamento marcado com ninguém menos que o próximo na linha de sucessão da Escócia, o príncipe Alexander. No começo do livro, começo mesmo, é apresentado ao leitor um apanhado geral de toda a situação, o que é muito bom.

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Resenha: Elo Entre Mundos: A Batalha de Terökum

ELO Entre Mundos: A Batalha de Terökum | Amazon.com.br

Livro: Elo Entre Mundos: A Batalha de Terökum

Autor: B. A. Polinari

Editora: Publicação Independente

Ano: 2019

Páginas: 290

Sinopse: Os quatro jovens, Fira, Reyk, Kerina e Kyerian sempre tiveram muito orgulho de ostentar o título de Vazz e Valissas defensores do Elo, uma aliança criada entre mundos povoados por seres poderosos e que, mesmo sendo formado por raças diferentes, se manteve inabalado por tantos milênios. Com as famílias protetoras garantindo a harmonia e a paz entre os povos, ninguém imaginava que a tranquilidade na qual todos se encontravam estava por terminar, quando um rapaz talentoso e um grupo de traidores consegue subjugar os Vazz protetores, trazendo ao Elo, o pavor de um passado há muito tempo esquecido. Entretanto, apesar da estratégia de captura quase perfeita, uma aparente falha no plano fez com que Fira e Reyk fossem parar em um planeta primitivo, longe das garras de seu inimigo. Com a capacidade de utilizarem seus poderes completamente bloqueada pelas ações do adversário, os dois se veem obrigados a viajar como seres comuns, enquanto procuram um meio de recuperar as habilidades perdidas. Ao longo da trajetória a dupla acaba por se encontrar com Kerina e Kyerian, passando então a se questionar se a reunião do quarteto realmente fora apenas uma falha nos planos de seu inimigo ou se existe algo a mais por trás deste reencontro. Juntos eles embarcam em uma jornada repleta de revelações e descobertas surpreendentes a fim de recuperarem o poder que perderam, para então salvarem o Elo e suas famílias da verdade.

Meu primeiro contato com o mundo dos livros foi com livros de fantasia, e desde pequena eu me tornei uma leitora ávida por esse gênero. Todos nós leitores sabemos que ler nos possibilita a viajar por um tempo e nos sentirmos ali, naquele momento com os personagens, entendendo seus cotidianos e seus ‘eus’, mas, quando estamos lendo um livro de fantasia, ou ficção ou uma distopia, pegamos essa ideia de viajar e conhecermos outros mundos para um patamar mais profundo e literal, pois estamos lidando com realidades de mundo diferentes, funcionamento de sociedades diferentes e culturas, é um rolê inteiro.
Porém para mais que isso, eu sempre aplaudi e venerei a capacidade dos escritores de criarem esses mundos completamente do zero, pensar em culturas diferentes, idiomas, trejeitos, formatos diferentes de corpos. Pensar isso tudo e escrever criando uma congruência e uma linearidade, fazer com que os leitores comecem a ler aquele livro e que sua atenção seja focada naquela leitura, fomentando sua vontade de passar página após página e acreditando que aquele mundo que ele está descobrindo é funcional, precisa-se de um autor altamente talentoso; criar mundos do zero e manter uma qualidade de escrita não é para todos.
E felizmente é com isso que estamos lidando na resenha de hoje!
Escrito por uma autora de primeira viagem, Elo Entre Mundos é, como o título já nos dá uma ideia, um livro que aborda a existência de mundos e o elo que há entre eles que foi criado com o intuito de estabelecer a paz entre esses diferentes povos e tentar controlar uma misteriosa doença que destruiu algumas populações.
Cada planeta é protegido por uma entidade denominada de Prithmanares, e, após muitos anos de guerra e da doença se espalhando, um casal do planeta Terökum percebeu um possível vínculo entre a existência da doença e as guerras que aconteciam por território. Ao mostrar esse padrão a entidade de seu planeta e conseguir conter o avanço da doença, a entidade como recompensa os nomeou como Protetores de seu planeta e garantiu acesso a todo conhecimento e poderes que elas tinham, e, em troca, esse casal de protetores e seus descendentes deveriam treinar seu povo para que a harmonia em seu planeta permanecesse.
Com isso, outros mundos ao verem como Terökum estava prosperando, decidiram se juntar a ele e criar um elo, para que assim todos os planetas que tivessem essa ligação pudessem viver em paz e livre da doença misteriosa, que, apesar de sua cura não ter sido encontrada, a paz que reinava nesses mundos entre seus povos quase a erradicou e durante eras, oito mundos protegidos por oito famílias de protetores, viveram em harmonia.
Essa paz durou anos até que um grupo de traidores nasceu entre as nações com um único principal objetivo: acabar com a ordem estabelecida entre os planetas por seus protetores, trazendo de volta um passado de guerras e, consequentemente, a volta da doença.
Mas, uma falha em seu plano fez com que quatro jovens protetores, que foram jogados em um mundo desconhecido e hostil sem seus poderes e com um corpo mais fraco e diferente do que eles estavam acostumados em seus mundos, fossem dominados pela vontade de trazer a harmonia para o Elo novamente, e assim, começaram a ser treinados pela Prithmanares do mundo em que estavam e embarcaram em uma jornada árdua de treinamentos cansativos, autoconhecimento e de vencer seus medos, até conseguirem voltar para seus planetas e estabelecer a paz entre seus povos novamente.

“Apenas sentindo na pele como é ser mais frágil e impotente que se dá o devido valor às habilidades que haviam sido entregues de mão beijada para vocês! Às vezes é preciso perder algo para se reencontrar!” (pg. 139, Kindle.)

Sim, parece muito a ser digerido e são muitos universos a serem descobertos e entendidos. São muitos povos com culturas diferentes onde seus habitantes possuem formatos e poderes diversos, há criaturas fantásticas e magia, mas onde tudo isso é muito bem explicado e detalhado pela escritora, B.A. Polinari, que nos vai mostrando todas essas culturas de uma maneira que nos prende a atenção e não deixa a leitura massante, desgastante, pelo contrário, nos faz querer aprender mais sobre cada povo e suas particularidades.
Os capítulos são muitos, porém são bem divididos e sempre está acontecendo algo para prender a atenção do leitor e fazê-lo querer apenas continuar lendo para descobrir o que irá acontecer no próximo. Todos os eles contém alguma informação nova que faz com que a leitura permaneça dinâmica, você nunca irá se sentir entediado lendo. A escrita rica da autora nos faz ter uma visão perfeita do que os protagonistas Kerina, Keyrian, Reyk e Fira estão passando, fazendo nos sentir imersos em seus cotidianos.
Elo Entre Mundos: A Batalha de Terökum é a leitura perfeita para um final de semana onde você quer apenas fugir dessa realidade de quarentena e trocá-la por uma experiência interplanetária, e a melhor parte: vem continuação por aí!