[Resenha] Um Tom Mais Escuro Escuro de Magia

um_tom_mais_escuro_de_magia_1468000130529845sk1468000130bLivro: Um Tom Mais Escuro de Magia

Autora: Victoria Schwab

Editora: Record

Ano: 2016

Páginas: 381

Sinopse: Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez… a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.

Vschwab (2)

Kell é um dos últimos Antari, magos com a habilidade de viajar entre as dimensões, através da ligação entre elas e suas respectivas Londres.

Cada dimensão possui uma quantidade diferente de magia, assim como governos diferentes, modo de agir, idomas e cores. A Londres Cinza é uma cidade onde pessoas e magia se distanciaram a bastante tempo, fazendo que para Kell e os habitantes das outras Londres, ela seja vista como a mais fraca, pois a muito tempo não existe um equilibrio entre as pessoas e  a magia.

Já a Londres Vermelha (a cidade natal do Kell), a magias convive em equeilibrio com os habitantes da cidade, sendo tratada com respeito e utilizada para ajudar no convivio e desenvolvimento da cidade. Ela corre na terra, nos rios e no coração dos moradores dessa dimensão.

A Londres Branca, por outro lado, é um lugar frio, onde as pessoas fazem de tudo para possuir maior quantidade de magia, mesmo que para isso seja preciso se multilar, usar amuletos e ate mesmo matar. E ai, onde após uma visita aos governantes da Londres Branca, onde o nosso Antari (e contrabandista nas horas vagas) recebe um encomenda: Levar um objeto para outra Londres. Algo simples, que ele já fez diversas vezes, se não fosse pelo fato desse objeto ser um pedaço de algo antigo e esquecido, um pedaço da Londres Preta.

Se o vermelho era a cor da magia em equilíbrio, da harmonia entre poder e a humanidade, o preto era a cor da magia desequilibrada, desordenada e sem limites.

Um lugar onde a magia ganhou vida e corrompeu os seus habitantes, consumindo cada um deles ate o fim de suas vidas e a muito tempo banido pelos outros mundos. Agora Kell precisa correr para levar essa pedra cheia de magia escura de volta para seu lugar, e lutar contra aqueles que querem possuir essa magia pura a todo custo e contando com a ajuda de Lilah Bard, uma ladra da Londres Cinza, com grandes aspirações de se tornar uma pirata, que depois de rouba-lo durante a fuga, ainda o obriga a leva-a em uma jornada onde o pior dos inimigos pode estar ao alcance da sua mão.

Prefiro morrer numa aventura a viver sem ter feito nada.

MANO DO CÉU! Eu to  chocado com esse livro! Deixa eu respirar fundo e vamos lá: Victoria Schwab constriu mundos fantásticos  com a maestria de quem vive em cada um deles todos os dias. Ela demonstra uma facilidade em não só criar, como desnvolver e dar vida a universo ficcional que poucos autores conseguem, de forma a cativar o leitor e proporcionar a ele cada uma das sensações de viver essa aventura. O livro possui  personagens fortes, bem construidos e com histórias de vida proprias que de certa forma ainda não chegam a interferir no enredo principal desviando seu foco.

É uma obra de fantasia como a muito tempo não se via, uma onde o romance e os ideias romanticos a cerca de um personagem não interferem na história, mudando seu foco e o transformando em um romance. Temos personagens protagonistas com problemas familiares, desvios de caráter eum enredo dinamico e envolvente na medida certa para fazer você perder o fôlego e não largar antes do final da série.

Vschwab (1)

Atualmente já temos dois livros públicados da série aqui no Brasil, e o terceiro com previsão para 2018. Leia também Melodia Feroz.

Um Cheiro e até a próxima!

Anúncios

[Resenha] F*ck Love – Louco Amor

fuck_love__louco_amor_1498760271679228sk1498760272bLivro: F*ck Love – Louco Amor

Autor (a): Tarryn Fisher

Editora: Faro Editorial

Ano: 2017

Páginas: 288

Sinopse: Helena Conway se apaixonou. Contra sua vontade. Perdidamente. Mas não sem motivo. Kit Isley é o oposto dela desencanado, espontâneo, alguém diferente de todos os homens que conheceu. Ele parece o seu complemento. Poderia ser tão perfeito… se Kit não fosse o namorado da sua melhor amiga. Helena deve desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz…

Tentar se afastar da pessoa amada é como tentar se afogar. Você decide fugir da vida, pulando na água, mas vai contra a natureza não buscar o ar. Seu corpo clama por oxigênio sua mente insiste que você precisa de ar. Então você acaba subindo à superfície, arfando, incapaz de negar a si mesma essa necessidade básica de ar. De amor. De desejo ardente. Você pode pensar que já viu histórias parecidas, mas nunca tão genuínas como essa. Tarryn, a escritora apaixonada por personagens reais, heroínas imperfeitas, mais uma vez entrega algo forte, pulsante, que nos faz sofrer, mas também nos vicia. Depois dela, todas as outras histórias começam a parecer como contos de fadas.

Se você não quer se viciar, não leia a primeira página.

Convidamos a Ju do Blog Papeletas para falar com vocês sobre o livro “F*ck Love – Louco Amor” dos nossos parceiros da Faro Editorial.

Será que vale tudo no amor e na guerra? Até mesmo perder uma amizade de longos anos? Sabe quando você termina um livro e não sabe se gostou ou não?

Esse é o lado ruim de ser jovem. Você não faz ideia de todas as mudanças que estão por vir. E quando elas enfim chegam, não importa o quanto as pessoas o tenham avisado, você fica de fato surpreso.

Pois bem, esse foi o meu sentimento com Fuck Love. Ele despertou emoções um tanto contraditórias em mim. E em diversos momento me coloquei na pele de Helena e até mesmo Della, apesar do livro ser todo narrado por Helena. É impossível o leitor não se colocar na pele da melhor amiga também.

O que não pode faltar na bolsa da blogueira? A) Óculos de sol B) Câmera de Vlog C) Livro D) Todas as alternativas ————– Helena Conway se apaixonou. Contra sua vontade. Perdidamente. Mas não sem motivo.Kit Isley é o oposto dela desencanado, espontâneo, alguém diferente de todos os homens que conheceu. Ele parece o seu complemento. Poderia ser tão perfeito… se Kit não fosse o namorado da sua melhor amiga. Helena deve desafiar seu coração, fazer a coisa certa e pensar nos outros. Mas ela não o faz… Tentar se afastar da pessoa amada é como tentar se afogar. Você decide fugir da vida, pulando na água, mas vai contra a natureza não buscar o ar. Seu corpo clama por oxigênio sua mente insiste que você precisa de ar. Então você acaba subindo à superfície, arfando, incapaz de negar a si mesma essa necessidade básica de ar. De amor. De desejo ardente. Você pode pensar que já viu histórias parecidas, mas nunca tão genuínas como essa. www.outrogarotolendo.wordpress.com ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Quer divulgar com a gente? Entre em contato: outrogarotolendo@gmail.com #books #book #read #reading #reader #page #pages #paper #instagood #livro #livros #leitura #autor #bestoftheday #bookworm #readinglist #love #photooftheday #vidadeblogueiro #plot #blogger #blog #literatura #literate #stories #words #text #tumblr #tumblrboy #tumblrgirl

A post shared by 🦄 Alê Ribeiro 🌈 (@blogoutrogarotolendo) on

Então amores, Fuck Love vai nos mostrar a história de Helena, uma jovem contadora que acaba sendo uma amiga fura olho, quando se apaixona pelo namorado de sua melhor amiga, Della. Sua vida, era um tanto sem graça, antes de se apaixonar perdidamente por Kit. Ela estava acostumada a mesmice do seu relacionamento com Neil e sua vida era completamente ofuscada pelas vontades de sua melhor amiga. O envolvimento desse triangulo amoroso tem tudo para dar errado desde o início e as reviravoltas que a trama vai tomando nos leva a uma crescente gostosa e um pouco frustrantes. Juro que queria entrar na história e dá uns bons tapas nos personagens e principalmente na Helena. Que criatura viu.

Tenho medo é do que estamos nos tornando. Nosso relacionamento está lentamente ficando em segundo plano, e alguma outra coisa está crescendo e ganhando evidência. Costumávamos olhar uma para a outra e encontrar solidariedade mútua devido ao nosso entrosamento e familiaridade. Agora os nossos olhares são prescrutadores.

Tarryn, consegue entregar uma história bem escrita e envolvente, ela não deixa o romance ser o fator principal no livro, muito pelo contrário. Fuck love, é também um livro sobre descoberta, sobre paixões Não podemos esquecer de falar da edição desse livro. Umas das mais bonitas que já vi. O livro possui pequenos erros que passam despercebidos para alguns leitores (menos eu – hahaha).   Enfim vale a pena parar um dia e ler Fuck love, daqui a uns meses irei reler para mudar os sentimentos iniciais que os personagens provocaram.

[Resenha] Mister O – Ele é o herói mais desejado. Dar prazer é o seu poder.

mister_o_1505748102714702sk1505748102bLivro: Mister O – Ele é o herói mais desejado. Dar prazer é o seu poder.

Autor (a): Lauren Blakely

Editora: Faro Editorial

Ano: 2017

Páginas: 268

Sinopse: Nick Hammer tem a vida que todo cara sempre sonhou: dinheiro e mulheres lindas aos seus pés, que não esperam nada em troca além do melhor sexo de suas vidas. E tudo isso graças ao seu personagem, Mister Orgasmo, que saiu das páginas dos gibis para ganhar um programa na televisão. Agora Nick se tornou o mentor sexual de homens ao redor do mundo e o objeto de desejo de todas as mulheres. Para para Nick, e seu alter ego Mister O, a receita é simples: dar prazer, sempre!

Mas tudo isso pode estar em risco quando um pedido acontece. Harper, A irmã de seu melhor amigo, Spencer Holiday, também quer aprender as valiosas lições de Nick e Mister O. Harper é divertida, inteligente, linda e irresistivelmente sexy. E lutar contra o desejo de ter ela em sua cama será o pior pesadelo de Nick. Mister O vai conseguir “salvar” essa mocinha e ainda não ferrar a relação com o seu melhor amigo? Um romance divertido, leve, sexy e que vai arrancar suspiros dos leitores. Afinal, não dizem que o amor e a amizade andam lado a lado? Talvez eles até possam dormir na mesma cama.

 

Hey Migles!

Nick Hammer é o famoso cartinusta, responsável pelo incrível Mister O, um super herói com poderes capazes de salvar mulheres em apuros com a falta de orgasmos. E assim como seu personagem da ficção Nick é “especialista”, em proporcionar as mulheres seus mais incréveis orgasmos.

Pergunte-me quais as três coisas que mais amo fazer – a resposta está na ponta da língua: um ponto espetacular pro meu time de softbol, desenhar uma tirnha irada e, claro, proporcionar a uma mulher um gozo enlouquecedor.

Nick é também um dos solteiros mais cobiçados, ainda mais agora que seu melhor amigo Spencer acaba de se casar. Mas algo inesperado acontece quando a irmã de seu melhor amigo, a mulher a qual ele deseja em segredo, começa a mostrar interesse por ele e seu dom.

E entre trocas de mensagens sacanas e orgasmos multiplos um sentimento começa a surgir entre Harper e Nick, algo tão forte e intenso quanto as noites que eles passam juntos… e o medo do Nick sobre o que o Spencer pode fazer quando descobrir o que o Mister O vem fazendo com sua irmãzinha.

Mister O é a sequência de Big Rock, e mais um livro maravilhosamente escrito pela incrível Lauren Blakely. Equilibrando as doses certas de humor e erotismo, a Lauren faz com que a gente se apaixone pelo Nick, e ansei por experimentar todos os seus talentos.

Ela se aperta ao meu redor, com muita força, com bastante tesão. É bom demais.. Então grita; um som selvagem , grandioso (…)

Desde seu primeiro livro, ficou bem claro o potencial da Lauren de construir personagens intenso e apaixonantes. De desenvolver um romance Hot na medida certa. E de nos levar a loucura com seus personagens maravilhosos!

(Não vemos a hora de a Faro lançar no Brasil “Hard Wood” livro de Wyatt, irmão gêmeo do Nick.)

E mais uma vez a Faro faz um trabalho espetacular com a edição de Mister O. E merecem uma verdadeira salva de palmas para essa revisão, tradução e trabalho gráfico.

Se você ainda não leua nossa resenha de Big Rock, clique aqui.

Me segura aqui que não to lá muito bem não! Chegou hoje aqui no QG o livro "Mister O", novo livro da Lauren Blakeley. Nick Hammer nos promete muitas risadas e algo mais… Chorei e nao disse por onde. Brigadão Faro! Ah! A @faroeditorial anunciou hoje também a data da turnê "Mulheres Poderosas" aqui em Salvador. Anota no caderninho: 25/11 na Leitura do Shopping Bela Vista. O evento vai ser mediado pelas poderosas @meninadabahiaoblog, @_blogdtup, @digaileitoresblog e @andreajocys. Nos vemos lá?! →Resenhas e dicas de filmes livros e series acesse: www.outrogarotolendo.wordpresse.com →Parcerias e divulgações: outrogarotolendo@gmail.com ——————– #igliterario #instagram #meuslivros #leitores #estantedelivros #livro #livros #book #books #ler #leitura #bookstagram #booklover #booksofinstagram #amoler #skoob #instalivros #tumblr #tumblrboy #tumblrbook #blog #vidadeblogueiro #bookworm

A post shared by 🦄 Alê Ribeiro 🌈 (@blogoutrogarotolendo) on

É isso galera, um cheiro e até a próxima!

[Resenha] Provence

provenca_1493038951523856sk1493038951bLivro: Provence – O lugar onde se curam os corações partidos

Autor: Bridget Asher

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Páginas: 368

Sinopse: “Eis uma forma de colocar a coisa: a perda é uma história de amor contada de trás para frente… Toda boa história de amor guarda outra história de amor escondida dentro dela.”

A vida de Heidi com o filho Abbot tornou-se um jogo para manter viva a memória de Henry, bom pai e marido exemplar. Manter uma vida normal em um mundo em que Henry não existe mais está cada dia mais complicado. Heidi precisa lidar com o filho que se tornou um verdadeiro maníaco por limpeza e com a sobrinha Charlotte, uma adolescente problemática.

Uma casa em Provence, na França, que pertence à família de Heidi há gerações, é rica em histórias de amor e surpreendentes coincidências. Heidi e sua irmã mais velha, Elysius, passavam os verões lá quando crianças, com sua mãe. Mas a casa, as lembranças e os segredos de Provence haviam ficado no passado, mas agora, com o incêndio na propriedade, a casa precisa ser salva por Heide. Ou será que é Heide que precisa ser salva pela casa?

Uma história de recomeço, amor e esperança em face à perda, onde uma pequena casa na zona rural do sul da França parece ser a responsável por curar corações partidos há anos.

“Devemos ser sinceros quando o mundo não faz sentido…”

 

 

 

Terminar a leitura foi como finalizar uma das sobremesas que a Heidi preparava!…

 

Deliciosas!

 

Sim, no início foi difícil…

 

… a perda é uma história de amor contada de trás para frente p.5

O fato é que a vida continuou sem mim (…) o mundo seguia em frente e eu, não. p.10

 

Henry Bartolozzi morreu já há dois anos, “seguiu a jornada dele” – se assim o acreditar – e ela, a viúva Heidi, estagnou. Sua letargia apenas perdia para o filho, razão dela se ainda se mover. O negócio passa a ser tocado pela sócia…

 

Olhei para cima e flagrei meu reflexo no espelho do armário – turva, fantasmagórica, alguém que costumava existir, mas que agora já havia quase ido embora. – p.82

 

Como disse Roland Barthes, a saudade é dita a partir de quem ficou… E a Heidi sente muito a falta do marido. O amor que eles tinham era tangível, verdadeiro, incondicional… Lindo e raro. Um presente. As lembranças e histórias que ela sempre conta para o filho, Abbot, uma criança de oito anos, mantém a memória do pai. Ela perde a noção de tempo, perde objetos… O filho torna-se germofóbico… Cada um com sua porção a superar.

 

É no dia do casamento da irmã, Elysius, com o Daniel (com quem mora há oito anos) que a mãe informa que teve um incêndio na casa da família e parece “atordoada”. A casa, em Provence, é herança de família e tem uma longa história de amor. Foi criada a partir dele, pedra sobre pedra, por um ancestral. Essa é a desculpa, a necessidade de reparo, que é usada para enviar o trio para a França: Heidi, Abbot e Charlotte. Ah, sim, a Charlotte é filha do Daniel, uma adolescente de dezesseis anos, que também tem seus problemas a superar.

 

Jornada. Aí os “pequenos milagres” começam a operar. Crenças, descrenças, e ajuda, claro! Véronique (amiga de infância da mãe) e seu filho caçula, Julien Dumonteils (que implicava com a Heidi quando criança). Muito ocorre. Assalto. Susto. Fobias. Passeios. Trabalho…

 

Reproduzo à vocês a pergunta da protagonista na página 210: ‘Quando você está fechada e começa a se abrir, o que volta à vida primeiro?’

 

– Você está bem? – Julien perguntou.

(…)

– Eu sou. Estou sendo. p.213

 

O presente… Um presente. Uma andorinha que tem a asa quebrada pode vir a se curar com o devido tempo e voltar a alçar voo com o seu bando. Tempo e um pouco de cuidado, descanso… Olhar as cores das montanhas, observar se e quando e como mudam… Ouvir a casa. Ouvir a si.

 

Se de início foi difícil; com a viagem, novo frescor. Afinal, como diz a mãe da Heidi, todos merecem um verão perdido. As receitas ao final, o transcorrer que não devo tirar o prazer de cada um ler por si… Posso apenas assegurar que tem muita carga, surpresas, histórias… Um garoto de oito pode muito enxergar e, mesmo com capota quebrada e na chuva, conversíveis serão sempre conversíveis! Rs…

 

Quanto ao produto físico em si, não posso mentir… As flores da capa, sua cor, chamaram a minha atenção, bem como as construções de pedra, estilo europeu – tem ‘um certo’ charme. A cor do papel e a fonte tornam a leitura agradável. Parei apenas em dois lugares: 219 (“de” a mais) e 264 (ausência de um “que”), por estranhamento mesmo, porque em nada atrapalha a compreensão do texto.

 

E, claro, não podia deixar de lado: merci pour le Voyage!

 

[Resenha] Como se casar com um Marquês

Livro: Como se casar com um marquês
Autora: Julia Quinn
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem
rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe 
resta outra alternativa.
Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca
de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa
duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa.
Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer
para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual.
É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury,
que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação,
ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos 
é justamente... Elizabeth Hotchkiss.
Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a 
conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de 
Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada.Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, 
James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Melhor que um marquês, é um marquês disfarçado!

Se um livro da Julia conta com a presença ativa do maior ícone da alta sociedade inglesa, então inegavelmente o resultado vai conter: doses gloriosas de comédia, artimanhas apuradas de uma esperta condessa, personagens se não loucos, já ensandecidos ou próximos de uma beatificação, o segundo volume de Agentes da Coroa não possui escapatória e Quinn mais uma vez enfeitiça com personagens tão autênticos e vorazes diálogos.

Elizabeth Hotchkiss, é dama de companhia da desaforada e sarcástica Lady Danbury – o temor da alta sociedade, porém amada em igual nível -, após 5 anos consecutivos em convivência com a condessa anciã, obviamente a sanidade da jovem é questionável, em meio a tantos “humpf” Elizabeth encontra além do sustento de seus 3 irmãos mais novos, encontra sua habilidade e tenacidade.

– Ah, bom, eu… – Ela reprimiu o que quer que estivesse planejando dizer. – Eu não me expressei bem. Juro. Não quero que você se machuque, mas realmente coloquei toda a minha força naquele soco, e…
– Sem dúvida vou exibir os resultados do seu soco amanhã, não se preocupe. Ela arquejou em uma mistura de alegria e horror.
– Deixei você com um olho roxo?
– Achei que você não quisesse me machucar. 

James, o marquês de Riverdale, também o adorado sobrinho da condessa aterrorizadora em questão, é requisitado para cumprir a missão de desvendar a identidade do descarado e ousado – e ponha ousado nisso – chantagista que ousa tomar como alvo a querida Danbury, sob uma falsa identidade ele se infiltra na rotina da casa Danbury e uma figura de atitudes estranhas levanta suspeitas com seu comportamento agitado e ilógico.

– É mesmo uma história sensacional – disse Blake com um dar de ombros. – Eu escreveria um livro a respeito, mas sei que ninguém acreditaria em mim. – Acha mesmo? – perguntou Caroline, os olhos iluminados de prazer. – Que título você daria ao livro?
– Não sei… – falou Blake, esfregando o queixo. – Talvez algo sobre como agarrar uma herdeira.
James aproximou o rosto do de Blake.
– Por que não Como deixar seus amigos completa e irrevogavelmente loucos? 

Se revelando uma desastrada James beira a conclusão da inocência da Srta. Hotchkiss, no entanto a frequente atitude suspeita de Elizabeth o confundem, as vagas e infrutíferas tentativas dela de conquistar o administrador no seu treino, a levam a beira da loucura, afinal é bastante difícil levar a risca os absurdos decretos do livrinho da Sra. Seeton, algo esperando de um livro advindo da coleção de Lady Agatha Danbury.

Em uma similaridade ao casal Ravenscroft, tanto James, quanto Elizabeth se provam apegados ao orgulho, mesmo catalisador da demora para admissão de sentimentos de Blake e Caroline, dessa vez a personalidade solidamente apegada aos próprios princípios e as limitações, sejam elas por sua condição social ou impostas por si mesma, ficam por conta de Elizabeth e a habilidade de descontrair e até mesmo distorcer um pensamento é parte – como já era de se imaginar –  de James.

– Ah, Jane! – chamou ele, inclinando-se contra o batente da porta.
Elizabeth não conseguiu ver dentro da cozinha, mas conseguia imaginar perfeitamente a cena: a irmã pequena levantando a cabeça, os olhos azul-escuros arregalados e encantados.
James soprou um beijo para ela.
– Adeus, doce Jane. Gostaria de verdade que você fosse um pouco mais velha.

Poucos sobrevivem a um diálogo com Lady Danbury, mas Elizabeth tem isso como sua rotina diária, se isso não é mais límpida comprovação de seu espírito de aço e personalidade ferrenha então não sei o que mais seria, enquanto James cresceu sob os cuidados da condessa e consegue compreender as artimanhas da anciã, ambos compartilham pontos em comum, porém suas divergências estão a um segredo de distância. Se um conteúdo tão excepcional e inspirador são insuficientes, obviamente a Arqueiro realizou mais uma produção simplesmente espetacular em confecção editorial e transforma a leitura em uma experiência completa e sensacional.


Compartilha conosco sua experiência com esses Agentes – do amor, claro!

[Resenha] Romance Entre Rendas

Livro: Romance Entre Rendas
Autora: Loretta Chase
Ano: 2017 
Editora: Arqueiro 
Páginas: 320
Sinopse: Que lady Clara Fairfax é dona de uma beleza estonteante, Londres 
inteira já sabe. Mas a fila de pretendentes que bate à porta de sua casa 
com propostas de casamento já está irritando a jovem.
Cansada de ser vista apenas como um ornamento, Clara decide afastar-se um 
pouco da alta sociedade e se dedicar à caridade. Um dia, numa visita a uma 
obra social, ela depara com uma garota em perigo e pede ajuda ao alto, 
sombrio e enervante advogado Oliver Radford.
Radford sempre foi avesso à nobreza, mas, para sua surpresa, pode vir a se 
tornar o próximo duque de Malvern. Embora queira manter sua relação com 
Clara no campo estritamente profissional, aos poucos ele percebe que ela, 
além de linda, é inteligente, sensível e corajosa.
E quando a perspectiva de casamento se aproxima, tudo o que Radford pode 
fazer é tentar não perder a cabeça por Clara. Será que a herdeira mais 
adorada da sociedade e o solteiro menos acessível de Londres serão vítimas
de seus próprios desejos?

Último chá da tarde com as melhores modistas do continente!

Desde Sedução da Seda, a trajetória de Lady Clara Fairfax é acompanhada pelas irmãs Noirot, podendo se dizer que a mesma é uma Noirot honorária, que em tênue oposição às obras anteriores da série, a mente de uma modista e comerciante não fica em destaque, afinal as irmãs Noirot são calculistas por sangue e treinamento, a Clara é atribuída a característica de tenaz e mesmo sem compartilhar do sangue dos DeLuceys faz por merecer seu lugar ao lado das temidas modistas francesas.

Com um conceito proveniente do feminismo, Clara é a personificação da mulher em processo de libertação e inconformidade com seu lugar no mundo pré-determinado desde o nascimento pela condição de mulher aristocrata. As frequentes declarações e propostas de casamento que recebe tornou Clara apática a ideia do casamento e sua sede de aventura fala mais alto incitando sua espirituosa faceta.

– Cuidar de você vai me oferecer oportunidades mais do que suficientes – retrucou ela. – Tendo a acreditar que eu possa civilizá-lo, embora suspeite que o processo será lento e exigirá muita astúcia, bem como paciência.
– Ele exige uma mulher de vontade extraordinariamente forte. Acredito que você esteja qualificada.
– Sei que estou. Caso contrário, não teria me casado com você. Meu caro e erudito amigo, podemos analisar o problema de maneira lógica?

Radford é um homem inteligente e consequentemente antipático, em sua carreira de advogado acumulou diversos inimigos, afinal o submundo de Londres não apreciam intrometidos de mente e língua afiada. Desde seu “título” como Corvo, ele é perspicaz, insistente e sabe usar suas habilidades para lhe dar a vantagem, no entanto barganhar é um fraco e sua pouca influência em Clara Fairfax o levam a testar suas próprias capacidades de persuasão e auto controle, que ao estar em nesse debate ideológico o inspira aos mais acalorados discursos sobre prudência e paixão.

– Se você não se tornar mais moderado em seus hábitos, morrerá jovem. Antes disso, porém, se tornará impotente. O que significa que…
– Sei o que significa. – Bernard riu. – Membro desolado e caído. É esse o seu problema, pequeno Corvo? O que o faz ser um chato?
– É do seu membro que estamos falando, seu imbecil – retrucou Radford.

Nesse último volume de As Modistas, Loretta explora mais a fundo a personalidade de Clara e o que antes se tinha como uma dama frívola é esclarecido como um equívoco, a capacidade de se impor perante o astuto Radford e não permitir ser subjugada por ser mulher não é possível para qualquer dama de berço aristocrático, um pouco dos personagens anteriores é introduzido no livro, um complemento caloroso para um desfecho com um revira volta a cada capítulo e um casal espirituoso e atrevido como protagonista.

Graças às noções que o duque, o marquês e o conde faziam de uma despedida de solteiro, Radford não desfrutara de mais do que duas horas de sono. Ele achou que os três homens, como tantos outros, estavam tentando matá-lo ou queriam ter certeza de que ele não chegaria à cerimônia de casamento.
Mas o motivo de ele não conseguir ver nada nem ninguém a seu redor foi outro.
Foi a imagem à entrada do salão.
Clara.
A sua noiva – sua noiva – de braço dado com o pai.


Iniciando com 3 modistas e uma lady bem nascida e concluindo com 2 duquesas, 1 marquesa e 1 condessa, o amor da Loretta pela aristocracia domada não tem fim!

[Resenha] Como Agarrar uma Herdeira

Livro: Como Agarrar uma Herdeira
Autora: Julia Quinn
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, 
não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente 
sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um 
homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.
Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline 
não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis 
semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto 
isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador 
misterioso.
A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por 
ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração 
dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira 
tentação que o desarma completamente.

Julia Quinn na área, ninguém sai, é o meu momento!

Quem apreciou  os Bridgertons, o Quarteto Smythe-Smith está pronto para se deliciar com mais uma obra genial e hilária da Quinn, em uma duologia com ação, mistério e claro, romance, a autora se supera com personagens ainda mais ousados e com personalidades hilárias, o resultado é um livro excepcional, engraçado e esplêndido do título ao ponto final.

Aproveitando da situação conveniente de ser levada pra longe sob a proteção de um sujeito misterioso, Caroline tenta manter sua identidade sob uma névoa, enquanto sabota todas as tentativas de seu captor de lhe interrogar, protelando o fim de sua estadia sob a hospedagem de Blake.

Caroline Trent é jovem porém sua sorte nas mãos ora cruéis, ora negligentes – ora ambos – de seus tutores, com bônus da morte precoce deles, a forçaram a amadurecer e planejar a sua liberdade aos 22 anos. Sua personalidade é moldada para estar preparada para intervenções inesperadas e ataques violentos, sim, Caroline está munida de seu intelecto e de uma arma, afinal não é possível se safar de qualquer situação por meio de um debate amistoso.

– O mínimo que você poderia fazer era me dizer obrigado – disse Caroline, bufando.
– Obrigado?!
– De nada – retrucou ela rapidamente.

Blake Ravenscroft é um agente da coroa, depois de viver e sobreviver a muitas causas impossíveis em nome do país, as perdas o tornaram ressentido, por vezes amargo, seu objetivo de concluir sua última missão – prender uma espiã espanhola – o leva a capturar uma estranha figura feminina. Para tormento de Blake a mulher capturada é revelada uma fraude, porém a ardilosa Caroline é mais do que ele pode lidar e debater com alguém insolente e vívida como ela é um desafio a tênue paciência do agente, ainda em união com seu amigo e companheiro de missão, James, o marquês de Riverdale, Blake está sempre a beira de uma síncope.

– Perriwick! – bradou Blake. – Se eu ouvir “Se me permite a impertinência” mais uma vez, juro que o jogarei no Canal da Mancha.
– Ah, meu Deus – disse Penelope. – Talvez ele esteja mesmo com febre. O que acha, Perriwick?
O mordomo estendeu a mão para a testa de Blake, que quase o mordeu.
– Se me tocar, morre – ameaçou Blake.
– Estamos um pouco rabugentos esta tarde, não é mesmo? – comentou Perriwick, sorrindo. 

Como uma pessoa mais do que suspeita para avaliar os livros da Julia, mais do que nunca me senti cativada por quão criativa ela é, o primeiro título dos Agentes da Coroa é para quem deseja acima de tudo rir e mergulhar em uma trama com ação na medida certa e um romance encantador, afinal Julia não vive sem nos dar uma dose mais que bem-vinda de amor e paixão. Se todos esses argumentos ainda forem insuficientes, bem, checa essa capa e acabamento editorial que Arqueiro fez e imagine as possibilidades do enredo.


À Espera de James, o Marquês casamenteiro!

[Resenha] Uma Noite Inesquecível

Livro: Uma Noite Inesquecível
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 144 
Sinopse: O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres 
para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante 
e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá 
a seus pés.
No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de 
farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger 
Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil 
do que Rafe esperava.
Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude 
pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais 
a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce 
e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis 
que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos,
quem sabe o que pode acontecer?

Vamos falar sobre o meu mais novo amor!

Em apenas cento e poucas páginas a Lisa faz sonhar e se apaixonar mais uma vez pelas quatro amigas, as Flores Secas e vai mais além com personagens totalmente charmosos a Hannah e o infame (vou explicar o porquê) Rafe Bowman.

~Jingle bells jingle bells~ é Natal e um eminente espetáculo está prestes a invadir a chaminé, Rafe irmão mais velho de Lilian e Daisy está chegando a Inglaterra para se casar com uma inglesa de sangue nobre – se pensou na intromissão do detestável Thomas Bowman, pensou certo – Lady Natalie Blandford, para ajudar Rafe em sua missão de corteja-lá Lilian, Anabelle e Evie organizam um chá da tarde com a dama de companhia de Natalie, srta. Appleton, a espirituosa e sincera Hannah.

Rafe não conseguia parar de olhar para a Srta. Appleton, que estava sentada bem aprumada em sua cadeira, tomando o chá de maneira polida. Queria tirar os grampos do cabelo dela e passar os dedos por ele. Queria jogá-la no chão. Ela parecia tão distinta, tão certinha, sentada ali com as saias perfeitamente arrumadas.
E isso só o fazia querer ser muito, muito mau.

Com seus estritos modos ingleses, a srta. Appleton é confrontada pela natureza tipicamente despojada do americano Rafe, que por sua vez sente o instinto traquina em seu sangue borbulhar e se vê instigado pela forma polida e certinha dela. Em busca de provocar reações adversas e desvendar Hannah, Rafe se sente atraído e compelido a incita-lá, ela por outro lado não é tola e lhe responde a altura com muita propriedade de si.

– Tudo o que você demonstrou até agora confirma que não é capaz de ser fiel.
– Posso ser, se encontrar a mulher certa.
– Não, você não seria – disse ela com firmeza. – Ser ou não fiel não tem nada a ver com a mulher, depende inteiramente de seu caráter.

Enquanto é incumbido de cortejar lady Natalie, Rafe aprecia mais do que nunca Hannah, para Hannah Rafe aos poucos de transforma de um cretino para um belo insolente, as farpas que os dois trocam demonstram o quão diferentes os dois são e nos faz deliciar com os diálogos ricos e com o senso de humor sarcástico de ambos.

Muitas palavras  elogiosas podem descrever um livro tão curto e tão brilhantes, uma delas com certeza uma delas é magnífico, sentir o Natal e o desabrochar de uma paixão tão intensa – de todos os casais envolvidos, portanto use a imaginação – é mais do que uma promessa, é uma essência encontrada em cada espacinho dessa obra, desde a bela capa tão representativa até o último ponto final dessa deliciosa aventura.

[RESENHA] Mais do que isso

mais_do_que_isso_1490714554588396sk1490714554bLivro: Mais do que isso

Autor: Patrick Ness

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Paginas: 432

Sinopse:Um garoto se afoga, desesperado e sozinho em seus momentos finais. E morre. Então ele acorda. Nu, ferido e com muita sede, mas vivo. Como pode ser? Que lugar é este, tão estranho e deserto? Enquanto se esforça para compreender a lógica de seu pior pesadelo, o garoto ousa ter esperança. Poderia isto não ser o fim? Poderia haver mais desta vida, ou quem sabe da outra vida?

 

Com uma edição bem trabalhada, fonte permitindo leitura confortável, uma divisão em três portas – oops! partes (rs), o que foi interessante por serem momentos específicos da história e a capa que retrata bem a claridade buscada pela personagem em meio ao desconhecido, que diz ser “purificador e cinza” (p.18), eis Mais do que isso, do autor Patrick Ness, publicado aqui no Brasil pela Editora Novo Conceito. Que leitura!

Capturar

Será que isso é um sonho?” p.22

Você termina a leitura extasiado e como a personagem Seth: ser poder dizer o que é real.

Seth se afogou. Sensações… Observações… A descrição física pode ser aplicada a afetiva. Ele “acorda” morto (?), atordoado. Seria um “último sonho antes da morte”? Acorda sem saber quem é.

Lampejos de memória vem primeiramente através de sonhos. É assim que lembra o seu nome: Seth Wearing. Tais “lampejos de memórias” doem quando tristes e ruins… E algumas lembranças são tão boas que machucam. Ainda mais quando se está total e completamente sozinho.

“A dor daquilo. A dor da falta que sente de Gudmund é tanta que ele mal consegue suportá-la.” p.99

E o Seth, lembrando a vida, incidentes familiares – um pelo qual se sente responsável, pensa na morte em vida. E a solidão daquele lugar.

“A solidão. Nessa exaustão contínua, a solidão terrível desse lugar o engole, assim como as ondas nas quais se afogara.” p.134

Sem eletricidade, nada funciona. Casa antiga, na Inglaterra, mato alto ao redor… Andando, lojas abandonadas, carros… nada. No mercado, latas de comidas vencidas, mas algumas comíveis. Até que, em um impulso, “loop”: arruma tudo sem descanso e, depois, sai para correr.

“Só mais uma rua comprida, e chegará ao sopé da colina.” p.149

Uma van preta, EM MOVIMENTO, muda tudo! Bem como duas mãos que se colocam por trás dele, sobre a sua boca, quando ele grita “espere” para o motorista.

— Porta —

Seria sua mente buscando explicações? Peças pregadas pelo inferno? Onde ele está? Morreu, mão morreu? Teorias… Lembranças continuam. Necessidade de respostas – mas não mais tão sozinho (ou está?): Regina e Tomasz (reais?). Presídio.

Seth precisa… o leitor precisa.

“Eu me lembro.” p.273

E outra porta.

Tomasz também não gosta de não saber as coisas, e devoraria o livro buscando saber. É real? Qual a explicação?

“Se tudo isso é mesmo uma história da minha cabeça…” p.426

Necessário adentrar o caixão. Olhar. Conectar.

Olhares.

“Está pronto?”

“Estou pronto!”

 

Um abraço,

Carolina.

[Resenha] As Feiticeiras de East End

Livro: As Feiticeiras de East End
Autores: Melissa de La Cruz
Ano: 2012
Editora: iD
Páginas: 312
Sinopse: As três mulheres da família Beauchamp 
escondem um segredo: são feiticeiras poderosas, há 
séculos proibidas de usar sua magia. Joanna consegue 
ressuscitar os mortos e curar feridas graves; Ingrid 
prevê o futuro e tece nós que podem resolvem qualquer
problema; e Freya tem um encantamento que certamente
consegue curar os piores desencantos amorosos. Ela vai se casar com o 
misterioso Bran Gardiner, e cada vez fica mais difícil esconder seu segredo.
Ingrid e Joanna sentem o mesmo dilema, e as três percebem que não podem 
mais ignorar quem realmente são. Desenterram varinhas e vassouras e 
começam a criar feitiços bem intencionados para algumas pessoas. É então 
que ataques violentos começam a assolar a cidade. Quando uma jovem 
desaparece, elas percebem que está na hora de descobrir que forças 
obscuras operam contra elas.

Tem magia na resenha de hoje!

Vivendo na pacífica cidade-ilha North Hampton, tanto Joanna, quanto suas filhas Freya e Ingrid são feiticeiras em situação de restrição de seus poderes, enquanto lidam com sua natureza mágica, as três tentam se envolver com seu entorno. É sob os distintos pontos de vista das três Beauchamp que suas personalidades e dramas pessoais são apresentados.

Havia algo errado com os três pássaros mortos na praia durante a manhã, os que ela enterrou um pouco adiante na areia, mas Joanna não conseguiu atinar naquele momento. Era uma ameaça? Ou um aviso? Para quê? De quem?

Série Witches of East End

Freya apesar de se demonstrar egoísta em muitas coisas, de sua forma tenta dar pequenos empurrões em vidas amorosas com poções do amor, por outro lado, a mesma se encontra em um estranho triângulo amoroso, noiva e ao mesmo tempo envolvida em um caso com o primo de seu noivo. Enquanto isso, Ingrid é uma amante nata de livros e com um dom para curar, usa pequenos feitiços para ajudar aqueles ao seu redor, já Joanna possui uma personalidade mais turva, por assim dizer, passou pela perda de forma misteriosa de um filho e isso desandou parte de si, porém seu amor e dedicação a sua família é inspirador e puro.

– Você não está entendendo. Nós nos pertencemos. Sempre – Killian falou. – Eu não podia dizer nada. Estava preso à profecia e não podia me revelar até que você me reconhecesse pelo que sou. Só podia ter esperança embora eu tivesse tentado avisá-la sobre o perigo à minha própria maneira.

Em uma cidade tão pacata é uma perturbação suspeita, além de incomum, casos de assassinato, surtos de doenças e mortes misteriosas, que separados já causam uma inquietação da tranquilidade local, porém a brevidade dos acontecidos deixam as três feiticeiras em estado de alerta para qualquer interferência sobrenatural e nesse momento segredos a muito trancados voltam a emergir, abalando os laços que as unem e as mantém no manto do sigilo.

Adaptado para a série Witches of East End – que infelizmente foi cancelada após 2 temporadas -, a obra de Melissa é uma trama que envolve magia, romance e suspense, com personagens magnificamente desenvolvidos em um enredo de surpreender os mais céticos quanto ao conteúdo do livro, contando com uma capa linda e uma diagramação espetacular, a obra é mais do que gratificante.


Tem a série na Netflix!