[FILMES] THE POST: A GUERRA SECRETA

downloadDireção: Steven Spielberg
Ano de Lançamento: 25 de janeiro de 2018
Elenco:  Meryl Streep, Tom Hanks, Sarah Paulson, Bob Odenkirk e Alison Brie
Gênero:  Drama Jornalístico
Duração:  1h 56m
Sinopse: Ben Bradlee (Tom Hanks) e Kat Graham (Meryl Streep), editores do The Washington Post, recebem um enorme estudo detalhado sobre o controverso papel dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã e enfrentam de tudo para publicar os bombásticos documentos.

 

Em um dos seus trabalhos mais refinados e com um elenco de grandes nomes, Spielberg transforma uma história sobre o publicar ou não de uma matéria em algo grandioso, com um roteiro muito bem feito e amarrado, onde a liberdade de imprensa e o poder da mulher são discutidos e trabalhados cena a cena.

The Post: A Guerra Secreta é um thriller jornalístico que fala sobre o Pentagon Papers, um estudo feito entre os anos de 1967 à 1969 e foi vazado para a imprensa, onde detalhava em 7.000 páginas como os presidentes americanos (John Kennedy, Lyndon B. Johnson, Dwight B. Eisenhower e Harry S. Truman) mentiram por anos para o Congresso e população sobre a Guerra no Vietnã, no qual, mesmo já sabendo que a derrota americana já era certa, o governo continuava a mandar jovens soldados para a guerra.

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Em 1971, Daniel Ellsberg, um analista militar que trabalhou no estudo, vazou os documentos para os jornais “The New York Times”, que lançou uma parte dos estudos em primeira mão, e para o “The Washington Post”, que era um jornal mais local e resolve também escrever sua própria história em cima dos dossiês, em parte para elevar a sua reputação na época. O editor-chefe Ben Bradlee (Tom Hanks) foi quem decidiu fazer uma grande matéria evidenciando os arquivos secretos do governo, enquanto a proprietária do jornal, Kay Grahan (Meryl Streep), fica na dúvida entre postar a matéria ou abafá-la, já que isso iria comprometer a situação já crítica do jornal, que estava com problemas financeiros, já que o então presidente Nixon não iria deixar barato.

The Post: A Guerra Secreta muito poderia lembrar do ótimo Spotlight (2015) e do Todos os Homens do Presidente (1976), mas o que diferencia este ótimo filme é que ele não se trata de uma investigação jornalística como os dois filmes citados acima, ele fala sobre o dia a dia de um jornal, sobre a disputa entre a primeira página e de quem iria postar a melhor matéria. Por conta disso, o filme por vezes pode estar um pouco monótono o que poderia facilmente se transformar em uma história cansativa, visto que ele é trabalhado em diálogos grandes, mas todos eles foram muito bem pensados, nós temos um produto final com um roteiro muito bem amarrado e coeso.

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A produção de filme é o que nós já esperaríamos de um filme qualquer do Spielberg, que é um diretor que conhece o poder de um roteiro quando tem em mãos. Com uma reconstrução de época fiel, junto a caracterização dos personagens, uma ótima fotografia, feita pelo conhecido Janusz Kamiński, a construção das cenas dos deixavam mais perto deles e fazia com que nós pudêssemos sentir a pressão que eles estavam sentindo quando era pra estar presente.

Já no elenco somos agraciados pelo talento de Meryl Streep, que com a personagem recebe a sua 21ª indicação ao Oscar, um recorde de indicações da premiação. Meryl dá mais uma aula de atuação na pele da personagem Kay Grahan, que no início se encontra um pouco apagada, mas que no decorrer do filme mostra toda a sua força. Tom Hanks entrega mais um trabalho bem seguro se firmando mais uma vez como um dos melhores atores da indústria hollywoodiana. Temos também participações da incrível Sarah Paulson e da Alison Brie, estrela da série da Netflix, Glow, e que foi recentemente indicada a um Golden Globe por melhor atriz de comédia.

The Post nos traz um conflito sem barreiras no mundo jornalístico, no governo, e nos valores americano, um filme que começa lento mas que aos poucos vai pegando uma velocidade implacável de cenas e diálogos bem escritos. Definitivamente um dos melhores filmes do ano e que merece um pouco do seu tempo.

 

Confira o trailer do filme logo abaixo:

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[FILMES] SOBRENATURAL: A ÚLTIMA CHAVE

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Direção: Adam Robitel
Ano de Lançamento: 18 de Janeiro de 2018
Elenco: Lin Shaye, Leigh Whannell, Spencer Locke, Angus Sampson e Josh Stewart
Gênero: Suspense
Duração: 1h e 43min
Sinopse: Neste quarto filme da franquia Sobrenatural, a doutora Elise Rainier (Lin Shaye) é chamada para resolver o caso de uma assombração no Novo México, localizada justamente na casa em que ela passou a infância.

 

Em 2010 fomos apresentados a uma das sagas de filmes de terror que iria mudar significamente esse gênero nos filmes hollywoodianos, e que hoje, 8 anos depois, ainda continua a fazer um trabalho muito bom usando todos os artifícios para produzir um filme de terror de qualidade.

Dirigido por Adam Robitel e escrito por Leigh Whannell (que dirigiu o filme anterior e escreveu o roteiro de toda a série), o 4º filme da saga, Sobrenatural: A Última Chave nos coloca mais perto da agora protagonista Elise, vivida pela Lin Shaye que apresenta a sua melhor forma nesta personagem, aprofundando sua história nos mostrando sua origem desde a infância e a fazendo enfrentar de perto o horror que a marcou quando pequena.

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Isso acontece após o novo morador da casa em que ela viveu quando mais nova a chama para ela ajudá-lo a se livrar dos espíritos que continuam a assombrar o local, fazendo com que ela tenha que lidar e relembrar momentos traumáticos de sua infância e descobrir uns segredos de família. Todos os acontecimentos conseguem casar bem para resumir o que temos como a Elise hoje e o que fez ela ser uma personagem tão importante para a saga, mas algumas coisas, talvez por ter histórias demais, não conseguem chegar em um equilíbrio completo fazendo com que, por vezes, o filme fique um pouco dramático demais.

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O filme, que é uma pré-sequência do 3º capítulo desta saga, apesar de trazer uma história talvez um pouco mais carregada que o habitual, nada atrapalha a experiência de assisti-lo e não foge do seu tema, já que os produtores souberam usar (como em todos os filmes) muito bem a construção do suspense, os diálogos, os cenários e um dos mais importantes: os efeitos sonoros para completar as cenas e fazer o básico de qualquer filme de suspense/terror acontecer: os sustos dos telespectadores. O trabalho com o movimento das câmeras também não deixou nada a desejar, fazendo com quem estiver assistindo dentro de uma sala de cinema saia no final quase borrado.

Sendo um dos filmes de suspense mais aguardados do ano, esta obra talvez não agrade a todos os amantes da saga, mas ela irá definitivamente agradar como um todo alguém que goste deste gênero e da maneira que o filme foi construído.

Confira o trailer do filme legendado logo abaixo:

[Resenha] A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira Vista

 Livro: A Probabilidade Estatística do Amor À Primeira vista.

Autor (a): Jennifer E. Smith

Ano: 2013

Editora: Galera Record

Páginas: 224

Sinopse: Com uma certa atmosfera de ‘Um dia’, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

Aqui estamos, mais uma vez, para falar de algo muito importante, pelo menos para mim: ler um livro novamente.

Muitas vezes, tipo muitas mesmo, a gente se apaixona perdidamente pela história, pelo personagens ou então pelo autor e tem vontade de voltar a sentir aquilo tudo, e até um pouco mais, foi isso que aconteceu comigo e com esse livro. A primeira vez que li foi pra aliviar o estresse, então foi uma leitura por cima, sem viver a história. Porém, ontem, tive a oportunidade de ler novamente e, dessa vez, a de viver a história.

A obra conta a história de Hadley e Oliver, que se conhecem no aeroporto e conta também como esse amor, um destaque para muito fofo, se desenvolveu . Como é colocado na sinopse, quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém, não é mesmo? Mas é exatamente isso que acontece com os protagonistas.

Ambos vivem conflitos pessoais e cada um lida com eles da sua maneira. Hadley está indo a Londres para ser madrinha do casamento de seu pai, já Oliver tem o mesmo destino, no entanto, está indo para o enterro do pai. A figura paterna, para ambos, é um ponto super delicado e torna-se o elo que os mantém juntos. A maneira como Olli (sim, já somos íntimos) tenta fazer Hadley enxergar que sua relação com o pai não está totalmente perdida é um espetáculo à parte.

“Será que é possível, de repente, descobrir o tipo de que você gosta, mesmo quando se acha que nem tem um tipo?”

Hadley é claustrofóbica e encontra em Oliver o porto seguro que precisava, já que eles estão em um avião, sobrevoando o nada. É nesses pequenos momentos para distrair a garota, que o leitor se apaixona por Oliver, (particularmente é o meu tipo de humor etão coube certinho).

“-Como vocês se conheceram?
-Acredite se quiser – diz Oliver – foi neste aeroporto. (…) Bem, eu fui gentil, na verdade, e ofereci ajuda com a mala. Ai começamos a conversar e uma coisa levou à outra…
-E ele está carregando a minha mala desde então.”

E foi exatamente assim, sem pretensão de algo mais, somente um gentil rapaz londrino ajudando uma garota no aeroporto. Ironicamente, essa não era apenas uma garota, e sim A garota. Da mesma maneira que essa não é somente uma história e sim A história. Tão envolvente, tão lindo, tão sutil que chaga a doer quando as coisas “não dão certo”.

Um ponto a mais é a forma como essas 24h são dispostas e te envolvem de uma maneira que nem parece se passar somente em um dia. Tanto que, na primeira vez que li nem tinha reparado nesse detalhe. Mas funciona, e muito bem. Você vive todas as alegrias, conflitos, angustias, tristezas e alegrias, que os personagens vivem e quando tudo aprece estar perdido, podemos soltar aquela respiração que está presa desde o começo.

 “- O que você estuda de verdade?
Ele se afasta para olhar pra ela.
– A probabilidade estatística do amor à primeira vista.
– Que engraçadinho – diz ela. – Fale a verdade.
– Estou falando sério.
– Não acredito em você.
Ele dá uma risada e abaixa a boca pra falar na orelha dela.
– As pessoas que se encontram em aeroportos tem 72 por cento mais chances de se apaixonarem que pessoas que se encontram em outros lugares.
– Você é ridículo – diz ela, deitando a cabeça em seu ombro. – Já falaram isso pra você?
– Já – revela ele, gargalhando. – Você, na verdade. Umas mil vezes só hoje.”
Bom, é isso que eu trago pra vocês essa semana, uma experiência antiga, porém redescoberta, e como semana passada tenho uma dica: façam isso, caso sentirem que alguma leitura ficou rasa e você não conseguiu sentir, leia novamente. O mesmo serve para aquela leitura que você leu uma vez, se apaixonou, e lê várias e várias vezes.
XOXO,
Nath.

[FILMES] CALL ME BY YOUR NAME

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Direção: Luca Guadagnino
Ano de Lançamento: 18 de Janeiro de 2018
Elenco: Armie Hammer, Timothée Chalamet, Michael Stuhlbarg, Amira Casar, Esther Garrel
Gênero:  Drama, Romance
Duração: 2h11min
Sinopse: O sensível e único filho da família americana com ascendência italiana e francesa Perlman, Elio (Timothée Chalamet), está enfrentando outro verão preguiçoso na casa de seus pais na bela e lânguida paisagem italiana. Mas tudo muda quando Oliver (Armie Hammer), um acadêmico que veio ajudar a pesquisa de seu pai, chega.

 

Você não consegue simplesmente assistir a qualquer filme de Luca Guadagnino. Você imerge nas histórias que ele quer contar e só percebe que passou o dia pensando nela minutos depois, assim como A Bigger Splash (2015), uma de suas últimas obras. Ao assistir a nossa resenha de hoje você se sentirá dentro de uma memória de um estranho qualquer, uma memória de um momento da vida dele que foi tão bom que continua vivo e ardente, e que você estranhamente se identifica.

Um livro escrito pelo egípcio André Aciman e adaptado pelo realizador de cinema James Ivory, Call Me By Your Name se passa preguiçosamente no meio de uma cidadezinha qualquer no nordeste da Itália (assim como o próprio filme descreve), num local ensolarado na medida certa, com cara de verão amigável, cheio de passeios de bicicletas, idas a praia, festas e cochilos tirados à beira da piscina. Podemos ver tudo isso pela belíssima fotografia que o filme nos presenteia, com paisagens apaixonantes e um verão capaz de fazer você se apaixonar por uma estação.

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É neste pequeno vilarejo italiano que o Professor Perlman (Michael Stuhlbarg) passa todas as suas férias com a sua mulher e seu filho de 17 anos Elio (Timothée Chalamet), em uma casa multicultural onde se fala inglês, francês e italiano e se tocam múltiplos instrumentos. Nessas férias, porém, eles irão receber a companhia do estudante americano Oliver (vivido por Armie Hammer), que aceita o convite do Mr. Perlman, um especialista em cultura grego-romana,  para ajudá-lo em suas pesquisas. Elio e Oliver, em um movimento consciente, começam a se conhecer melhor e se aproximar, assim como nós a eles.

Call Me By Your Name é um filme de aprendizado e amadurecimento, afinal Elio está começando a sua vida adulta. É um filme sobre amor e sobre como aprender a viver o momento, sobre como cada instante deve ser vivido ao máximo. A obra é uma pintura da vida real, sem grandes reviravoltas e vilões, mas a vida no cotidiano, onde o que vemos na grande tela é algo que já aconteceu com a gente, ou que irá acontecer, mas que nunca será distante da realidade. Ele põe em exibição nua e crua o amor com o seu significado real em todos os tipos de relacionamentos. E o Luca faz um trabalho incrível em escancarar isso tudo sutilmente e subjetivamente, a gente só percebe isso quando ele acaba, é quase como se fosse uma escapatória para esse mundo louco que estamos vivendo.

A trilha sonora não consegue passar despercebida com suas músicas escolhidas cuidadosamente a dedo, se casando harmonicamente em grande parte das cenas, fazendo com que toda a experiência de assistir a ele seja muito mais imersa. (Você consegue ouvir toda a playlist no Spotify).

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A paixão por todos os envolvidos nele também pode ser notada em cada cena, tendo como grande destaque do filme o (não tão) novato Timothée Chalamet. O americano de apenas 22 anos, que também faz uma participação em outro filme aclamado pela crítica, Lady Bird, ganhou uma atenção especial pelo trabalho incrível que fez na obra, onde apenas precisou aprender a falar italiano, tocar violão e piano. Sua química quase que palpável sem esforço com o Hammer é tão delicada e sensível, que a sexualidade e sensualidade trabalhadas no filme são esquecidas e apenas aparecem no filme por que fazem parte do universo deles naquele momento.

Call Me By Your Name não passou despercebido em nenhum dos festivais ao qual esteve além de marcar presença em premiações importantes como o BAFTA, Golden Globes e Critics Choice Awards, sendo indicado a categorias como Melhor Filme, Melhor Protagonista e Melhor Antagonista, sendo todas essas indicações apenas um aquecimento para a cereja do bolo, a grande cerimônia dos Oscars.

Call Me By Your Name veio para fazer história e logo se tornará um clássico, onde graças as suas performances memoráveis e ótimo roteiro, quando olharmos para trás e nos lembrarmos dele, iremos querer assisti-lo novamente. E não ouse tirar a bunda da cadeira antes dos créditos terminarem e se preparem para ver umas das cenas pós-créditos mais bem feitas que eu já vi em filmes.

Confira o trailer abaixo:

[FILMES] CORRENDO ATRÁS DE UM PAI

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Direção: Lawrence Sher
Data de Lançamento: 18 de janeiro de 2018
Elenco: Owen Wilson, Christopher Walken, Glenn Close, J.K. Simmons e Ed Helms.
Gênero: Comédia
Duração: 113 minutos
Sinopse: Quando descobrem que sua mãe está mentindo para eles sobre o suposto falecimento de seu pai biológico, dois irmãos decidem pegar a estrada para procurar o senhor e reparar o feito do passado. 

 

 

Trazendo um elenco de peso como Glenn Close, J.K. Simmons, Christopher Walken e Owen Wilson, Correndo Atrás de um Pai tinha bastante material para se tornar um filme de comédia memorável, mas no final acaba sendo apenas simpático.

Estrelando Owen Wilson e Ed Helms como os gêmeos mais diferente que você já viu em Hollywood, Kyle e Peter, a história começa no dia do casamento de sua mãe, quando ambos descobrem que a figura paterna que eles tiveram em mente durante todas as suas vidas na verdade era apenas um amigo de sua mãe, e, após essa descoberta, decidem atravessar os EUA para descobrir a identidade desse pai.

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Fica difícil entender durante o filme qual sua proposta final, se é uma comédia sobre dois irmãos que não se dão bem indo juntos numa aventura que no final irá deixá-los mais próximos e perceber as coisas importantes da vida, ou se é um filme com uma história com uma carga dramática onde dois homens saem em busca de uma figura paterna para completar suas vidas, que graças a sua mãe – com um motivo bem superficial, que inclusive continua mentindo sobre o pai deles até mesmo após nos acharmos que ela falou a verdade – eles nunca tiveram. Mas no final não importa qual o gênero do filme. Ele não se encaixa em nenhum de qualquer jeito.

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Com tentativas que não funcionam de trazer reviravoltas durante o filme para tentar prender a atenção do telespectador, personagens aleatórios que aparecem do nada e nada adicionam e algumas piadas que parecem que foram feitas para nos obrigar a rir, como uma cena onde Wilson faz xixi em uma criança em um banheiro de estrada, ou piadas envolvendo as bolas de um gato ou até mesmo incesto, Correndo Atrás de um Pai no final acaba sendo apenas um filme que assistimos para passar o tempo, mas daqueles que nos fazem questionar o porquê dos atores terem escolhido esses papéis.

Confira o trailer do filme abaixo:

[RESENHA] SIMON vs. A AGENDA HOMO SAPIENS

996full-love,-simon-posterLivro: Simon vs. A Agenda Homo Sapiens

Autor (a): Becky Albertalli

Editora: Intrínseca

Ano: 2015

Páginas: 256

Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.  Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.  Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.

Simon chegou para mim em um momento conturbado: fim do semestre. Então fiz, com ele, o que faço com todas as coisas que me aparecem nesses momentos: empurrei com a barriga. E foi a melhor decisão que eu já poderia ter tido.

Esse livro é aquele tipo de leitura a ser feita em um momento só seu. Você decide quando, onde e em que ritmo quer ler, o que eu, sinceramente, acho que não será necessário, pela dinâmica e facilidade de ler esse livro.

É uma delícia ler esse livro, que é a estreia de Becky Albertalli. Nesse caso, ela retrata um dos grandes dilemas que rodeiam os jovens: crescer, e todos os mistérios/medos/inseguranças que rodeiam essa fase e ainda, no caso de Simon, as inseguranças triplicam, afinal ele é gay e não sabe como será a reação das pessoas ao saberem sobre o fato.

Como um apoio, ombro amigo, confidente, temos a figura de Blue, um garoto de sua escola com quem vem trocando e-mails. Ambos dividem esse sentimento de “sair do armário” e como fazê-lo. Assim, desenvolvem uma relação que não é capaz de ficar somente entre e-mails trocados.

“Você é o herói hoje, Blue. Você derrubou seu próprio muro. E talvez o meu também.”

Porém, infelizmente, nada é como planejamos ou queremos, assim o grande segredo de Simon cai nas mãos de Martin, que quer tirar proveito dessa situação delicada vivida pelo garoto. A partir disso, a narrativa se desenvolve em torno da chantagem de Martin, da dúvida em torno de quem seja Blue (inclusive me sinto a própria CSI por ter descoberto antes do livro contar) e como Simon lida com esse e outros problemas que cercam ele e seus amigos.

Não tem como você não se apaixonar por esse livro. Tudo nele contribui para que a experiência de leitura seja a melhor possível e, no meu caso, exceda as expectativas. A maneira como a autora escreve, os personagens (!!!!), as relações construídas ao longo livro… TUDO.  Pessoalmente, espero que meu amigo gay seja tipo Simon e que ele tenha a sorte de ter um Blue para dividir suas angústias. E espero também, que vocês gostem de Simon vs. A Agenda Homo Sapiens tanto quanto eu gostei.

Ah! Quase ia esquecendo!!! Tenho dicas e sugestões

DICAS: fiquem de olho na data de estreia da adaptação de Simon vs. A Agenda Homo Sapiens! SIM, essa belezura vai virar filme e já tem até trailer, Para ver é bem simples: Youtube> pesquisa> Love, Simon. Ou https://www.youtube.com/watch?v=ykHeGtN4m94

SUGESTÃO: depois que terminar de ler coma oreos e beba leite. Vai fazer maravilhas em seu corpo recém impactado por essa leitura.

Love,

Nath.

 

[Resenha] Um Trono Negro

um_trono_negro_1508759191720603sk1508759191bLivro: Um Trono Negro (Três Coroas Negras #02)

Autora: Kendare Blake

Editora: GloboAlt

Ano: 2017

Páginas: 336

Sinopse: A batalha pela coroa já começou, mas qual das três irmãs triunfará? Após os inesquecíveis acontecimentos da Cerimônia da Aceleração e com o Ano da Ascenção em andamento, as apostas mudaram Katharine, outrora a irmã mais fraca, agora está mais forte do que nunca. Arsinoe, após descobrir a verdade sobre seus poderes, deve aprender a usar seu talento secreto a seu favor, sem que ninguém descubra. E Mirabella, antes a favorita para o trono, enfrenta uma série de ataques enquanto vê a fragilidade de sua posição. Em meio ao perigo constante, alianças serão formadas e desfeitas na fantástica continuação de Três coroas negras. As rainhas de Fennbirn terão que combater a única coisa no caminho entre elas e a coroa umas às outras.

 

Desde que eu terminei de ler “Três Coroas Negras”, que eu tô surtando pela continuação da história das três rainhas gêmeas .

resenha um trono

Nós somos uma maldição para aqueles que amamos.

Depois de todos os acontecimentos de “Três Coroas Negras”, começou oficialmente o ano da Aceleração. Enquanto os Envenenadores e a Rainha Katherine se preparam para destruir as outras, a Rainha Mirabela de divide entre o cumprir seu dever é o sentimento que tem pelas irmãs. Arsenoe por outro lado, precisa lidar com a sua última descoberta sobre seu dom (vamos para por aqui para não dar spoilers). Manipulações políticas, dever, amores e desejo de vingança e poder. “Um Trono Negro” é de tirar o fôlego e fazer você terminar de ler mandando mensagem pro namorado, desesperado pela continuação.

Por muito tempo, Arsinoe sonhou com uma chance como esta. De fugir. Desaparecer. Mas a Deusa sempre deu um jeito de movê-la como uma peça de xadrez, colocando-a onde queria.

Um Trono Negro é um livro excelente, que segue a mesma formula de Três Coroas Negras e prende o leitor desde a primeira pagina até o ultimo ponto final da história das rainhas gemeas. A GloboAlt fez um trabalho maravilhoso co esse livro, como ja vem sendo caracteristico da editora com seus livros desde de o seu lançamento no mercado.

Recentemente foi anunciado um ebook spin-off da série que até então foi lançado apenas em inglês “The Young Queens” ainda sem publicação em português. Enquanto isso, seguimos sem previsão do lançamento do terceiro livro da série.

– Eles não ficaram sabendo? – ela pergunta. – Não se pode matar o que já está morto.

Mais uma vez Kendare Blake constrói uma história única e envolvente, daquelas que prende o leitor, é o faz desejar cada vez mais e mais dessas jovens rainhas. Se você ainda não conhece essa série, leia também a resenha de Três Coroas Negras, Aqui.

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Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] As Garotas de Corona del Mar

Livro: As Garotas de Corona del Mar
Autora: Rufi Thorpe 
Ano: 2017 
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Sinopse: Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, 
não há dúvidas de que isso é verdade.
À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e 
passeios ao shopping.
Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores. 
Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad 
girl, vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, 
quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto 
de fadas. 
Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle...

Um verdadeiro não julgue o livro pelo título

Toda criança possui sonhos, sonhos de profissão, de quem estará ao seu lado anos mais tarde como parte de sua família, mesmo que o laço afetivo não seja advindo de relação sanguínea ou de certidões de nascimento, a amizade é o laço sentimental de maior partilha entre pessoas e nesse livro Rufi Thorpe demonstra os altos e baixos de amizades de longas datas, todo mundo cresce, uma amizade é sujeita aos desencontros temporais.

Mia e Lorrie Ann, são amigas, duas garotas que dividem uma deliciosa amizade, com personalidades distintas, Lorrie Ann é uma garota que se revela conforme seu desenvolvimento, o seu crescimento molda a sua personalidade e autentica suas escolhas, enquanto isso Mia é uma profusão, apresentando desde traços calculistas até solidão.

Lorrie Ann não tinha nunca, nunca mesmo, dito antes para mim algo assim tão frio. Lorrie Ann era sempre gentil – esse era o papel dela, ser gentil, doce, boa e me chamar de ursinha Mia.

É no desenrolar dos trágicos acontecimentos que a felicidade juvenil é aos poucos fraturada, elas acometem em suma a sonhadora Lorrie, formando uma antítese em comparação a vida de ascendência de Mia, que mesmo diante do seu sucesso pessoal, sente as quedas que perpassa pela vida de Lorrie, o “fundo do poço” parece parte do contexto vivido por Lorrie, uma frequente tensão a acompanha e a obriga a ofuscar a sua brilhante personalidade de infância.

– Eu pensei que ele podia ter morrido.
– E por que você ia querer estar drogada em um momento como esse?
– Para não ter de sentir.

Crescer é um processo por vezes doloroso, antigos risos esmorecem, obstáculos que exigem uma visão de vida amadurecida surgem desenfreadamente, mesmo quando não há preparo para tal, ninguém vai alertar “cuidado, isso pode te destruir”, mas apoio é o crucial para superar essa fase de transição, mas quando se está tão nocauteado pela vida e seu porto está em oposição ao seu rumo, novas perspectivas se tornam dolorosas, a amizade e companheirismo perduram por diversas situações, porém suportar o pouco ressentimento e temor de machucar alguém é um deteriorador potente.

[Resenha] Vacas [Não Siga o Rebanho]

Livro: Vacas [Não Siga o Rebanho]
Autora: Dawn O'Porter
Ano: 2017 
Editora: Harper Collins
Páginas: 352
Sinopse: Um pedaço de carne; feito para reproduzir; além da sua data de vencimento; parte do rebanho.
Mulheres não têm que se encaixar em estereótipos.Tara, Cam e Stella são estranhas vivendo suas
próprias vidas da melhor forma que podem,apesar de poder ser difícil gostar do que você
vê no espelho quando a sociedade grita que você devia viver de um jeito específico.
Quando um evento extraordinário cria laços invisíveis de amizade entre elas, a catástrofe 
de uma mulher vira a inspiração de outra, e uma lição para todas.
Às vezes não tem problema não seguir o rebanho.
Vacas é um livro poderoso sobre três mulheres julgando uma à outra, mas também a si mesmas. 
Entre todo o barulho da vida moderna, elas precisam encontrar suas próprias vozes.

Só siga o rebanho se ele estiver lendo esse livro!

Com um título intrigante, o livro já inicia com uma assimilação fatídica de uma realidade cultural vivida em países como a Índia onde mulheres são agredidas e violentadas em uma regularidade assustadora e as vacas são divinificadas, mesmo sendo dois mamíferos, não possuem o mesmo respeito. Durante a leitura a forte impressão inicial não morre, agora o aspecto é acentuado por uma narrativa forte e densa sobre o drama diário vivido por pessoas, embora personagens, Tara, Stella e Cam refletem pessoas reais: as mulheres.

Tara é produtora de mídia, mas essa não é sua vida pessoal, mãe solteira de Annie de 6 anos, ela tenta equilibrar sua vida pessoal com longos turnos de trabalho e olhares injustiçados de sua equipe pois acreditam que ela “não se dedica o bastante a causa”, afinal ser mãe solteira foi totalmente opção dela certo? Qual é, não é possível conciliar uma criança com horas extras que não constam em contrato?

– Tara – insiste ele – tem algo que você gostaria de dizer?
(…)
– Sim. Que é uma vergonha que eu tenha que passar por tudo isso, porque foi um orgasmo maravilhoso. Acabamos?

Stella é assistente, admira seu chefe que está prestes a lançar um livro e que precisa de seu sábio controle, pessoalmente Stella vive o drama do vácuo da perda de sua mãe e irmã gêmea por câncer de mama e nos ovários, se é possível para ela estar a par da rotina de procrastinação de seu chefe, manter sua vida pessoal em perfeita equidade é moleza, certo?

E Camilla Stacey? Uma blogueria bem-sucedida com uma página online onde se comunica regulamente com seus milhares de seguidores e em troca em admirada e considerada inspiração com suas reflexões sobre feminismo, para uma mulher que conquista com suas sábias palavras e socializa facilmente on-line, manter toda a sua vida pessoal nos eixos é água com açúcar, afinal ser reprovada diariamente pela própria família e receber hates constante na internet é algo cotidiano e conciliável com sua mente humana suscetível a sentir como qualquer um, não é mesmo?

Peço que você repense sua atitude em relação a essa história. Não é só o caso de uma mulher sendo flagrada, é o caso de uma mulher sendo explorada.

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Porém acontece que como qualquer pessoa, ambas possuem suas próprias aflições pessoais, seja pela família que reprova pensamentos emponderadores, ou pelo temor de ser menos “mulher” e não estar confortável consigo mesma. Todos possuem máscaras e mulheres são obrigadas a usá-las diariamente, melhor, a incorporá-las, Vacas é uma síntese sobre dramas femininos de mulheres que personificam mulheres reais, são pessoas que planejam, permutam e crescem dentro de ambientes que não estão prontos para receber suas opiniões, mas estão a postos pra lhe julgar a qualquer demonstração de sentimentos.


Por Viviane, desenhista, designer de interiores, que cozinha mas não sabe cozinhar ovos, péssima costureira e maquiadora, o que isso faz de mim? Mulher, sim, mulher de verdade, que aprende a cada dia, que cresce um pouco todos os dias como qualquer ser humano.

[Resenha] Herdeiros de de Drácula

herdeiros_de_dracula_1506028107715668sk1506028107bLivro: Herdeiros de Drácula

Organizador: Richard Dalby

Ano: 2017

Editora: Harper Collins Brasil

Páginas: 520

Sinopse: Drácula, de Bram Stoker, é a mais famosa história de vampiro já escrita, embora não tenha sido a primeira a descrever a malignidade dos mortos-vivos — muito menos a última.
Em comemoração aos 120 anos de publicação de Drácula, esta antologia única reúne 25 contos raros escritos entre 1867 e 1940 por autores igualmente geniais, como Sir Arthur Conan Doyle e M.R. James.
Herdeiros de Drácula é um verdadeiro banquete para todos os aficionados por literatura fantástica e sobrenatural, um delicioso mergulho na história desses seres fascinantes e assustadores.

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O iconico vampiro, criado pelo britanico Bram Stoker vem sendo referencia de terror desde a primeira metade do século XX. Mas Stoker não foi o único autor a retratar a crueldade dos vampiros. Grandes autores da literatura mundial retrataram suas visões de como são os filhos da noite.

Será que os mortos ainda tem poder depois de serem deitados na terra? Será que nos governam, pelo poder dos mortos, dos terríveis tronos? Será que seus olhos fechados se tornam faróis ameaçadores e suas mãos se estedem para queimar nossos pés nos caminhos que marcaram? Ah, com certeza quando os mortos são entregues ao pó, o poder deles cede ao pó!

A antologia organizada por Richard Dalby, reúne 25 obras de grandes autores, com vampiros únicos, inesquecíveis e sanguinários a seu modo. O livro conta com obras de autores como M. R. James, Algernon Blackwood, William Gilbert, Anne Crawford e até o criador do maior detetive de todos os tempos: Sir Arthur Conan Doyle. As obras datam desde 1867, e são obras pouco conhecidas do público e verdadeiras obras primas.

A Experiência dessa leitura foi sem dúvidas muito enriquecedora, principalmente para quem tinha como referencial de vampiros os de Crepúsculo e House Of Night, ainda mais com uma edição tão especial e bem trabalhada pela Harper Collins.

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Dentre os contos da Antologia, foi uma tarefa dificil escolher aqueles meus favoritos, mas recomendo muito a leitura de:

  • Os Últimos senhores de Gardonal – William Gilbert (1867)
  • O Misterioso Ken – Julian Hawthorne (1888)
  • Vontade – Vicent O’Sullivan (1899)
  • O Poço das Lamentações (1927)
  • Princesa da Escuridão (1940)

 

Esse livro é para todos aqueles que amam histórias de terror, e todos aqueles que são fãs de vampiros. Sem dúvidas vocês não vão se decepicionar.

E o que vocês acham de ele estar na caixinha de natal que o blog vai sortiar? Conta para mim nos comentários!

 

Um Cheiro,

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Alê Ribeiro