[Resenha] Outlander – Season 1

51BjwZ3wtWL._SX940_Série: Outlander
Elenco: Caitriona Balfe, Sam Heughan, Tobias Menzies
Criador: Ronald D. Moore
Gênero: Drama, Fantasia, Romance
Emissora: Starz
Ano: 2014 - Atualmente
Sinopse: Claire é uma enfermeira que ajudou na
 Segunda Guerra. Quando volta, ela e seu marido Frank, que é historiador,
 viajam para Escócia para uma reaproximação, pois ficaram anos 
separados por conta da guerra. Durante a viagem Claire é misteriosamente
transportada para o passado, e tenta descobrir um modo de sobreviver
a essa época e voltar. Nesse ambiente, ela conhece o jovem guerreiro
escocês Jamie Fraser e Jonathan Randall, antepassado de Frank.

Oi povo, vim hoje falar de uma série que assumo não me conquistou no piloto, mas depois no segundo episódio eu me viciei de um jeito que não teve volta. Primeiro porque amo viagens no tempo, segundo porque é uma série belíssima, tem um roteiro ótimo, uma fotografia maravilhosa e personagens femininas incríveis.

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PS: Outlander tem uma abertura maravilhosa

Claire é uma enfermeira que foi servir na Segunda Guerra, e quando volta ela e seu marido Frank resolvem ir para a Escócia para pesquisar sobre os antepassados de Frank que é historiador. Nessa viagem porém ao ir a uma colina e tocar eles presenciam um ritual, mais tarde ao tocar na pedras no topo da colina Claire é misteriosamente transportada para 1743.

Perdida em outro século Claire se vê na necessidade de voltar aos braços de seu marido, porém ao invés disso ela esbarra em um ancestral dele, Jack Randall, que é do tipo de pessoa mais repugnante que se possa imaginar, para fugir de Jack que é capitão do exército inglês Claire acaba sendo “resgatada” pelo clã Mackenzie. Eles a tratam como prisioneira pelo medo dela ser uma espiã inglesa.

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Ela tenta se adaptar aos costumes locais para que quando tiver oportunidade voltar às pedras e tentar retornar ao século XX. Porém 1743 não é a melhor época para as mulheres e nem para os Escoceses, em meio a uma troca de farpas entre Inglaterra e Escócia, Claire tenta sobreviver.

Outlander é uma série para quem tem estomago, com cenas fortes e muito sofrimento, essa obra de arte pode pegar de surpresa algum desavisado. Se você tem traumas quanto a violência, não veja, pois essas cenas são feitas de forma  cautelosa e com muita qualidade e as vezes fica até difícil não virar a cara ou fechar os olhos quando elas acontecem. As cenas de violências ao contrário de várias outras séries não são simplesmente jogadas sem propósito,  elas tem função fundamental no roteiro e nos fazem sentir agonia, dor e nojo, como deveria ser com qualquer cena forte, em Outlander não são feitas só para chocar o público, são feitas para entendermos como violência é algo ruim.

Mas não é só de violência e mistério que vive a série, o ponto crucial é o romance, o amor. Nos vemos diante de um triangulo amoroso e apesar de amarmos um casal, ficamos triste pela outra ponta do triangulo. O amor guia as decisões dos protagonistas e por isso acabam se envolvendo em situações delicadas e é aí meus queridos que nós fãs sofremos haha.

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E é isso que a série tem de melhor a qualidade das cenas, do roteiro e da direção. Tudo detalhadamente caprichado, como alguns dizem, feito com carinho. E a qualidade se estende aos atores, Tobias Menzies e Caitriona Balfe são um show à parte, e o elenco se completa de uma maneira lindíssima. Não é a toa que Outlander foi indicada a Melhor Série de Drama no Globo de Ouro.

Se você gosta de séries completas, com reviravoltas interessantes. Se você gosta de romance e se você gosta de sofrer vem pro bonde de Outlander, que você não vai se arrepender.

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Outlander é baseado na séries de livros homônima de Diana Galbadon. A série tem um total de oito livros mas no Brasil alguns desses livros foram divididos em duas partes:

  • A Viajante do Tempo(1991)
  • A Libélula no Âmbar(1992)
  • O Resgate no Mar(1993)
  • Os Tambores de Outono(1996)
  • A Cruz de Fogo(2001)
  • Um Sopro de Neve e Cinzas(2005)
  • Ecos do Futuro(2009)
  • Written in My Own Heart’s Blood(2014) (Ainda sem tradução no Brasil)

 Até a próxima 😉

[Série] Broad City

Olá pessoas!

Hoje quero apresentar a vocês uma série pouco conhecida que eu amo demais e sofro muito por não ter alguém para compartilhar.

Broad City é uma comédia sitcom criada e desenvolvida por  Ilana Glazer e Abbi Jacobson que também são as estrelas e protagonistas. Primeiro era uma web serie, ou seja, era exibida na internet. Mas em 2014 começou a ser exibida na TV pelo canal Comedy Central. A série conta com Amy Poehler como produtora executiva, e chegou a fazer uma participação em um episódio que também dirigiu, a finale da primeira temporada.

"You girls are so pretty you should smile" Broad City answer

Como trama central, Broad City traz duas melhores amigas politicamente incorretas que moram em Nova York e levam a vida mais random possível. Abbi trabalha limpando uma academia, mas o sonho dela é ser treinadora na mesma. Já Ilana trabalha em um escritório onde não faz absolutamente nada e manda no própio chefe. Fora isso, cada episódio é uma aventura que só. É cada situação que elas acabam para conseguir dinheiro ou outra futilidade. E devo dizer, 90% dessa série é elas fumando ou falando sobre maconha.

 That time you discovered you could learn just as much about growing up from the youth as from your elders. | 20 Times "Broad City" Perfectly Described Your 20s

O melhor dessa série sem dúvida é a química entre as duas personagens. Elas não são atrizes, você percebe uma amizade verdadeira e real. O humor da série também é especial, muitas vezes elas usam humor negro, mas não muito carregado. O que prevalece é aquela coisa random e absurda. Os diálogos são geniais. Ilana é extremamente sexual e natural, ela vive fazendo jogos de palavras.

Por enquanto a série conta com 2 temporadas finalizadas, de 10 episódios cada, e 20 min de episódio. E recém voltou com sua 3ª temporada, dia 17/02.

Eu não costumo gostar de séries de comédia, mas Broad City me cativou do primeiro episódio e sou viciado desde então. Por isso espero que vocês assistam e gostem também.

Até mais!

 

[Resenha] Mr. Robot

mrrobot-key-artSérie: Mr. Robot
Elenco: Rami Malek, Christian Slater, Portia Doubleday
Criador: Sam Esmail
Gênero: Drama, Suspense
Emissora: USA Network
Ano: 2015
Sinopse: Elliot é um hacker que ironicamente trabalha em uma empresa de segurança da informação. Certo dia ele é convidado para participar de um grupo de hackers chamado FSociety para destruir uma corporação, então ele se vê dividido já que a empresa onde ele trabalha fornece serviços a esta corporação. 


Fala povo, hoje vim aqui falar sobre a série vencedora do Globo de Ouro, Mr. Robot. Sabe por que tanta gente fala dessa série? Sabe por que ela é premiada? Porque ela é ótima, e essa é uma das poucas séries que me conquistou desde o piloto.

Algumas pessoas podem até não gostar do ritmo lento e meio confuso da série, mas essas pessoas assistiram errado, tem que assistir de novo. A série tem diversos momentos confusos mas isso é proposital, e não é a toa que os fãs criam diversas teorias para desvendar os mistérios de Mr. Robot.

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Na série Elliot tem problemas psicológicos e psiquiátricos, e se consulta frequentemente com uma psiquiatra, além disso ele é um viciado em drogas e como várias cenas da série são a partir da visão dele por isso podem parecer confusas e até meio irreais.

CIT9iiRWcAEvW3GElliot é convidado para se juntar a um grupo de hackers anarquistas, para derrubar a ECorp, conglomerado mais rico e poderoso do mundo, e ele se sente tentado a se juntar ao grupo, pois esta empresa foi responsável pela destruição de  varias famílias, incluindo a dele. Mas também fica dividido pois a ECorp é a maior cliente da AllSafe empresa onde ele e sua melhor amiga trabalham.  E a série se desenvolve entre o hacking do Elliot e seus problemas mentais e psicológicos.

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Porém o melhor dessa série é a crítica a sociedade moderna. Critica como idolatramos pessoas que não são exemplos e como chegamos ao ponto de idolatrar empresas. Como deveríamos lutar contra esse sistema opressor, que mais destrói do que constrói. Como grandes corporações somente se importam com os lucros, explorando seus funcionários e não se importando com um ambiente de trabalho saudável. Como essas grandes corporações dominam e comandam o mundo.

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Mr Robot também têm diversas referências como em um episódio que toca Where Is My Mind do Pixies musica da trilha sonora de O Clube da Luta, e em outro que toca uma musica da trilha de Titanic. Com reviravoltas inesperadas, Mr Robot me fez perder o ar várias vezes e me surpreender com o roteiro bem construído para nos confundir e nos impressionar. Com personagens maravilhosos, coadjuvantes bem utilizados e a maneira como cada um tem sua importância nos faz entender as boas críticas que a série têm.

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 Mr Robot faz rir, refletir, chorar, se chocar e se indignar. É uma série que ninguém esperava muita coisa mas surpreendeu a todos com sua qualidade.


 

Até a próxima 😉

 

[Séries] Scream Queens 1ª Temporada

Olá pessoas!

Como uma das estreias mais esperadas e de mais sucesso do ano, hoje quero falar sobre Scream Queens.

Primeiramente quero enfatizar o fato de que ela foi criada e desenvolvida pelos showrunners  Ian Brennan, Brad Falchuk e Ryan Murphy, responsáveis por séries como Glee, American Horror Story e Nip/Tuck. Só de falar nessas séries de sucesso já sabemos que com Scream Queens não seria diferente.

A série tem um objetivo simples e desafiante: Ressuscitar o gênero trash dos anos 80/começo de 90 da melhor forma possível. E posso dizer que conseguiram. Tem muita morte, bastante sangue, e drama adolescente.

Scream Queens nos apresenta um campus de universidade onde fica a Kappa Kappa Tau, uma irmandade de meninas patricinhas comandadas pela Channel Oberlin (Emma Roberts) e suas seguidoras Channel #2, Channel #3, e Channel #5. Então chega Grace (Skyler Samuels), a mocinha da história que tenta entrar à Kappa para seguir os passos de sua mãe. Assim ela abre as portas para outras meninas que queriam entrar na irmandade mas que seriam rejeitadas por não cumprirem os requisitos. Porém Kappa Kappa Tau começa a ser palco de diversos assassinatos que então viram o foco da trama.

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O que eu mais gosto nessa série é que ela não se leva muito a sério. Eles sabem exatamente o que queremos e não poupam em mortes e sangue. O ‘mistério’ deixa de ser mistério pela metade da temporada, em nenhum momento eles fazem uma grande revelação. Tudo que é drama adolescente eles fazem mega exagerado ao ponto que fica engraçado. E o melhor, as Channels são extremamente estereotipadas e muuuito engraçadas.

Scream Queens conta com um elenco de peso, tanto atores como personagens. O principal destaque e rosto da série é a Emma Roberts, que nasceu para dar vida à Channel Oberlin, patricinha, mimada e irritante, mas que não tem como odiar.  Jamie Lee Curtis (rainha dos filmes trash) é a Dean Munsch, autoridade no campus que na verdade não liga muito para as meninas da KKT. Outro destaque, e minha personagem favorita, é Deneen Tyler, que interpreta Shondell, a policial encarregada de pegar o assasino. Gente essa mulher é HILÁRIA. Skyler Samuels como Grace, a mocinha com seus dramas. Keke Palmer como Zayday Williams, uma personagem que na minha opinião foi desaproveitada pois ela é hilária. Lea Michele, queridinha do Ryan Murphy, faz a Hester (Channel #6), muito bizarra. E outros nomes como Nick Jonas, Ariana Grande, etc.

Na minha opinião a série teve seus altos e baixos. Com um inicio prometedor, logo teve alguns episódios meh, outros retomaram o interesse, pela metade da temporada ficou enrolando, mas na reta final é demais. Quem curte o gênero vai adorar a série, mas não esperem nenhum drama pesado ou suspense. Assistam sem pretensões.

E você, o que achou de Scream Queens? Deixe seu comentário!

Até mais!