[Resenha] A Traidora do Trono

Livro: A Traidora do Trono
Autora
: Alwyn Hamilton
Ano: 2017
Editora: Seguinte
Páginas: 440
Sinopse: Amani Al’Hiza mal acreditou quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal nos confins do deserto, montada num cavalo de areia com Jin, um forasteiro misterioso. Em pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser sua própria liberdade: a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que luta para livrar o país inteiro do domínio de um sultão sanguinário.
Em meio às perigosas batalhas, Amani é traída quando menos espera e acaba se tornando prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela tenta se aproximar do sultão para descobrir informações úteis para a causa rebelde. Contudo, quanto mais tempo passa ali, mais ela questiona se o governante é de fato o vilão que todos acreditam, e quem são os verdadeiros traidores do país.

Amani dona do deserto, de Miraji e do meu coração

Engajada na causa do príncipe rebelde, Amani usa suas habilidades para libertar povoados e cidades de usurpadores e da tirania do governo do sultão, enquanto ainda se adapta a descoberta de sua condição sobrenatural, afinal ser parte do deserto é bem mais literal do que imaginava. Todavia a reviravolta de seu destino é um contratempo mais que inesperado, voltar ao passado é uma consequência desastrosa e os encontros nesse meio tempo não são os melhores, na verdade são a perfeita definição do prelúdio de uma tempestade de areia, mas essa, a  demdji não pode controlar, apenas lidar aos poucos.

Com a vida de Amani em jogo e da rebelião também, uma pequena fresta se revela como uma grande e inesperada oportunidade, a Bandida de Olhos Azuis agora é uma aliada infiltrada, não se tem para onde ir quando não se está onde deseja, mas o indesejado deve ser manobrado à seu favor, é dessa forma que Shazad põe em ação sua perspicácia como planejadora, por intermédio de uma estranha figura albish – um sujeito com sua lealdade à venda, porém impotente diante da persuasão de uma general por nascença – para analisar as decisões do sultão e pensar num meio de libertar Amani do controle absoluto do mesmo.

Eu nunca havia pensado a respeito. Nas histórias, as pessoas às vezes descobriam que tinham poderes do nada. Ou talvez Hawa fosse uma de nós, mas os séculos tivessem enterrado o fato de que era uma demdji, não uma princesa de verdade.

Os mais próximos nem sempre são os mais confiáveis e o interlúdio com figuras antes ansiadas por Amani e novas personalidades até então subestimadas se revelam grandes transtornos para o futuro da rebelião e riscos mortais para todos que almejam a liberdade do deserto, o renascimento de Miraji está numa corda bamba de interesses, manipulações e rancores, enquanto no plano de fundo o governante do país planeja uma jogada que pode destruir seus inimigos, outrora aliados, todavia a forma para alcançar esse objetivo é primordial e usar sangue contra sangue é baixo mas não para um homem de pouco escrúpulo.

— O sultão não faz trocas. Todo mundo sabe disso. Não desde que trocou a liberdade de Miraji por um trono. É o tipo de erro que só se comete uma vez na vida. Ele apenas toma. Se eu tivesse mencionado sua traição, estaríamos as duas mortas. E preciso de uma de nós viva. Preferia que fosse eu, claro, mas você vai ter que bastar.
— Um sorriso discreto apareceu em seu rosto, diante da própria piada à beira da morte. Ele sumiu rapidamente.

A aparente franqueza do sultão acerca de seus atos e o conhecimento de seus filhos começa a criar vinhas de desconfiança na mente de Amani, enfim poderia Ahmed manter um governo onde ele pode prover as melhorias para um povo já ressentido e vítima de anos de desleixo e exploração estrangeira? Presa no harém ela tenta interpretar o outro lado da moeda, mas manipulações e golpes são especialidades de um governante que cometeu genocídio para ascender ao trono, embora balançada por estar no antro do inimigo e ser submetida às ações que põe sua vida e o futuro de Miraji em risco, o fator que a levou ali é o que lhe impulsiona: a traição, depois de romper laços ela contorna a vontade lhe infligida.


Não canso de me surpreender com esse livro.

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[Resenha] Como se vingar de um Cretino

Livro: Como se Vingar de um Cretino
Autora: Suzanne Enoch
Ano: 2018
Editora: Harlequin
Páginas: 282
Sinopse: Era uma vez um notório visconde Dare, que seduziu lady Georgiana Halley e tomou sua inocência para ganhar uma aposta, e agora ele vai ter que pagar. O plano é simples: ela vai usar cada artifício de conquista que conhece para ganhar o coração de Dare, e então quebrá-lo.
Mas o olhar do visconde tenta Georgiana a se entregar ao prazer mais uma vez, e quando ele a surpreende com um pedido de casamento, ela se pergunta: esse é mais um de seus jogos, ou dessa vez é amor verdadeiro?

Romance de época para entreter esse dia!

Georgiana é impetuosa, a beldade além de possuir uma personalidade sagaz é apreciadora de desafios, é uma herdeira de uma herança bastante pomposa, somando a beleza e seus bolsos cheios ela é uma excelente candidata a um ótimo casamento, porém um interlúdio passado acabou não só com sua inocência, como com sua perspectiva de matrimônio, o culpado é ninguém menos que Tristan, um notório cretino, que põe sua faceta de dama calma à toda prova.

— O que isso significa? Você não segue os conselhos dos seus pulmões ou dos seus rins, segue?
— O que…
— Então não dê tantos ouvidos ao seu coração. Dare não é um homem adequado para uma dama de verdade, com fabulosas perspectivas matrimoniais.
Georgiana colocou as mãos nos quadris.

Tristan é um visconde, belo e com sua atraente atmosfera misteriosa é um sedutor nato, exceto pelo fato de ser um canalha, externando até uma certa infantilidade em escandalizar debutantes, mesmo com tanta contradição sobre seu comportamento, aristocratas continuam a ser partidos desejáveis, porém a sua situação financeira é um frequente risco e ele tende a ter que se dividir entre os problemas familiares e a manutenção das aparências, usando métodos furtivos para permanecer notório.

Tristan se perguntou o que ela pensaria se soubesse que guardara, por todos esses anos, a meia da aposta em uma caixa de mogno na primeira gaveta de sua cômoda. Pelo que a sociedade sabia, ele vencera a primeira parte da aposta ao conseguir um beijo, e fracassara tremendamente na segunda parte.

É um livro com uma narrativa fluida e desfrutável, entretanto o lento processo da autora de tecer a personalidade de alguns dos personagens acabou pessoalmente me frustrando, percebam que é quanto à criação do personagem em si, não o desenvolvimento como obviamente seria o fluxo esperado. A trama em si é envolvente e as descobertas dos fatos, instigante, mas a falta de conclusão para conhecer os personagens, teve impacto na percepção do desenvolvimento dos mesmos, porém recomendo com analise por si e alcance conclusões próprias.


Aceito mais opiniões ^^

[FILMES] UM LUGAR SILENCIOSO

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Direção: John Krasinski
Data de Lançamento: 5 de Abril de 2018
Elenco: John Krasinski, Emily Blunt, Millicent Simmonds e Noah Jupe
Gênero: Drama/Thriller
Duração: 1h35min
Sinopse: Em uma fazenda nos Estados Unidos, uma família do Meio-Oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

 

Imagine um futuro onde você não pode fazer nenhum tipo de barulho, por menor que ele seja, estar atento o tempo todo a tudo o que ocorre ao seu redor, caminhar sempre pelos mesmos caminhos com os pés descalços em cima de uma areia branca porque se o menor dos ruídos for propagado você poderá morrer por uma besta que ninguém sabe ao certo o que é (e nem tiveram o tempo de descobrir)? Em um resumo bem compacto, essa é a sinopse de Um Lugar Silencioso, terceiro filme do diretor John Krasinski, que também atua na obra.

O filme se passa no ano distópico de 2020, onde pouco tempo após uma invasão alienígena a terra se encontra no seu estado de quase inabitação de qualquer ser vivo. Aqueles que sobreviveram e continuam a tentar sobreviver estão tendo que viver num silêncio quase que absoluto, pois qualquer barulhinho, um desses aliens, que são incrivelmente rápidos e com um ouvido super desenvolvido, ataca a qualquer coisa com uma violência extrema.

A obra foca inteira e apenas numa família, a família Abbott que tenta levar uma vida “normal” com seus filhos, mas os perigos são constantes e vem de todos os lados. A invasão ocorreu rápido demais e as mortes em massa também foram rápidas demais para que alguém conseguisse desenvolver uma teoria do que pudesse ter acontecido. Enquanto um dia passa após o outro, o patriarca tenta descobrir o que houve e entrar em contato com qualquer outro sobrevivente em outra parte do mundo, já que as pessoas que restaram vivem isoladas umas das outras, cada um com o seu sistema de sobrevivência.

A nota de 99% de aproveitamento no Rotten Tomatoes neste filme não é atoa. O roteiro bem amarrado e com poucos furos, juntando com as atuações impecáveis do filme o faz ele ser um dos melhores filmes de suspense/terror já lançados esse ano e que marcará a carreira do diretor Krasinski, que antes desse trabalho teve dois outros de sua autoria mas que não tiveram tanto reconhecimento da mídia.

Falando nas atuações, não poderia deixar passar em branco o show que é ver a Emily Blunt gigante na minha frente. Falar da atuação dela é como falar que o céu é azul: não há contradição no que diz respeito ao tamanho talento que ela tem. John Krasinski (Você deve lembrar dele de uma das maiores séries americanas, The Office), que também dirigiu o filme, também teve um ótimo desempenho apesar deste gênero ele já ter afirmado em entrevistas que não era fã desde pequeno. Além de ter que dirigir uma imensa atriz e sua mulher, Emily Blunt. Porém eu diria que o grande destaque desse filme foi a atuação das crianças. Você já deve ter visto o rostinho do Noah Jupe em um dos grandes sucessos de bilheteria do ano passado, Extraordinário, onde ele fez o papel do melhor amigo do Auggie Jack Will. Em Um Lugar Silencioso ele interpreta o assustado porém corajoso filho do meio da família. E junto com ele conhecemos a filha mais velha, que é surda, e é interpretada também por uma atriz surda, Millicent Simmonds, que deu um show de atuação. (Se quiser conhecer mais o trabalho da Millicent, recomendo que assista Wonderstruck, para esse trabalho ela foi indicada para inúmeras premiações como Melhor Jovem Atriz).

Em uma entrevista recente, John disse que queria apenas que uma atriz surda interpretasse a personagem, porque além da importância de representatividade, ele estaria trabalhando com uma pessoa que vive com essa questão diariamente e isso iria ajudá-lo a imergir ainda mais no mundo em que o filme se passa.

Um Lugar Silencioso estreia hoje, 5 de Abril em todos os cinemas do Brasil, e se mesmo tu tiver aquele medinho (que eu mesma tenho) de assistir esse tipo de gênero, não pense duas vezes antes de assisti-lo em uma sala de cinema, pois além do trabalho maravilhoso da equipe de trilha sonora que nos deixa sufocados junto com a família o filme inteirinho, ele nos traz importantíssimos efeitos sonoros para que nós possamos quase que sentir como é a sensação da personagem da Millicent, e isso faz a experiência ser completamente diferente, o que não aconteceria se estivéssemos assistindo por uma tela de computador. O filme é 95% mudo e todo esse trabalho sonoro com as atuações fazem o filme ser simplesmente incrível.

Confira o trailer do filme logo abaixo legendado:

[Resenha] CORAGEM

Livro: Coragem

Autora: Rose McGowan

Editora: Harper Collins Brasil

Ano: 2018

Páginas: 271

Sinopse: ROSE McGOWAN nasceu em um culto e o trocou por outro, mais visível: Hollywood.Rose McGowan se tornou uma das atrizes mais desejadas de Hollywood da noite para o dia quando foi “descoberta” nas ruas de Los Angeles. O estrelato logo se tornou um pesadelo de exposição constante e sexualização. Todos os detalhes de sua vida pessoal se tornaram públicos, e as realidades de uma indústria inerentemente machista emergiam a cada roteiro, papel, aparição pública e capa de revista.Hollywood esperava que Rose ficasse quieta e cooperasse. Em vez disso, ela se rebelou e impôs sua verdadeira identidade e voz.
Ela reemergiu sem roteiros nem desculpas, corajosa, controversa e sempre verdadeira. Liderando o movimento de denúncias de assédio sexual na indústria de entretenimento ao expor os crimes de Harvey Weinstein, Rose é hoje um dos rostos do movimento feminista e não hesita ao disparar verdades inconvenientes e exigir mudanças.CORAGEM é seu livro de memórias em forma de manifesto – um relato sem censura nem piedade da ascensão de um ícone millennial, uma ativista sem medo e uma força de mudança imparável determinada a expor a verdade sobre a indústria do entretenimento, trazer à luz uma indústria multibilionária construída sobre a misoginia sistêmica e empoderar pessoas ao redor do mundo a acordarem e terem CORAGEM.

CORAGEM.
Essa é sem dúvidas a melhor palavra para definir Rose McGowan. A icônica atriz de Charmed, quebrou as amarras do medo e denunciou todos os abusos que sofreu durante a sua vida como atriz e tudo que Hollywood faz para controlar e determinar as vidas das pessoas.
Em uma narrativa curta, grossa e direta, a atriz toca na ferida da indústria, sem medo e sem vergonha contar sua história. Em épocas de #timeisup, e todos os protestos que as atrizes tem movimentado durante as premiações, CORAGEM vem para abrir os olhos de mulheres e homens, não só sobre o abuso na indústria cinematográfica, mas também para os casos dentro de todo o mercado de trabalho.

Durante toda sua vida, Rose fez parte de cultos. Fossem eles religiosos ou cultos a beleza e a mídia. Essa vivência proporcionou a ela uma nova perspectiva, mais ampla e completa sobre como a indústria produz e vende seu corpo, molda sua vida e distorce sua essência.

As ruas de Hollywood são pavimentadas sobre os corpos das vulneráveis, das prejudicadas, das enganadas e das feridas. Eu sei, eu quase fui uma delas.

A Harper Collins Brasil fez um trabalho brilhante, ao trazer esse livro tão importante é tão necessário para o Brasil. Todo o trabalho de edição e produção já tão característicos da editora fizeram jus a essa que na minha opinião deveria ser uma leitura obrigatória para todos aqueles que direcionam suas vidas em busca do estrelato e da fama.

Você pode até achar que o que acontece em Hollywood não a afeta, mas aí que você se engana. Minhas queridas, quem vocês acham que estão fazendo a curadoria da sua realidade?

Um livro lindo, pesado e firme no seu intuito de alertar e chamar a atenção das pessoas. Só lendo para entender! Vale muito a pena.

[FILMES] Jogador Nº 1

A3Direção: Steven Spielberg
Data de Lançamento: 29 de março de 2018
Elenco: Olivia Cooke, Tye Sheridan, Ben Mendelsohn, Simon Pegg, T. J. Miller
Gênero: Fantasia/Thriller
Duração:  2h19min
Sinopse: Em 2044, Wade Watts, assim como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts tem de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

 

Você está pronto para um momento genuinamente divertido no cinema? Procurando por algo que não exige nada além de você relaxar, esquecer um pouco dos problemas do mundo e aproveitar o que há na tela? Jogador Nº1 se encaixa perfeitamente nesses planos e atende às altas expectativas estabelecidas após suas exibições nos festivais de filmes. Jogador Nº1 é uma alegre celebração da cultura pop de duas horas, um espetáculo visual ininterrupto, mas não cansativo, que parece ao mesmo tempo novo e antigo.

Steven Spielberg toca em algo incrivelmente especial com esta adaptação cinematográfica do popular romance de Ernest Cline. A ação e aventura polvilha tantas referências à cultura pop ao longo de seus 140 minutos de duração que é impossível capturá-las em uma única visualização. Na verdade, um dos elementos mais agradáveis de assisti-lo em um teatro lotado é ouvir membros da platéia reagirem a personagens/criaturas reconhecíveis quando aparecerem inesperadamente.

O filme é ambientado em 2045 e propõe um futuro em que todos escapam dos problemas de pobreza e superpopulação do mundo real ao entrar no OASIS, um mundo virtual onde você pode ser qualquer pessoa e fazer qualquer coisa. Wade Watts/Parzival (Tye Sheridan) e seus amigos (que ele não conheceu no mundo real) estão obcecados em ganhar um concurso criado pelo criador do OASIS, James Halliday (Mark Rylance). Antes de sua morte, Halliday criou uma caça ao tesouro dentro do OASIS, na qual os participantes devem procurar por três chaves escondidas. Quem vencer o desafio será recompensado com o controle sobre a fortuna de Halliday e sobre o OASIS.

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Wade cruza o OASIS em De Volta Para o Futuro DeLorean. Há várias referências a John Hughes e Robert Zemeckis, e até mesmo um T-Rex do Jurassic Park de Spielberg aparece em toda a sua glória de CGI. King Kong, um gremlin (ou talvez dois) e personagens de videogames populares (incluindo HALO) fazem parte do que só pode ser descrito como um geekfest cinematográfica. Além disso, The Shining está bem representado em uma das cenas mais memoráveis do filme. O que há de louco é que, quando o filme acabar, você vai esquecer pelo menos metade de quem você reconheceu e suas memórias não corresponderão à data de seu filme.

Tye Sheridan faz um ótimo trabalho ao liderar o elenco talentoso que inclui Mark Rylance, Olivia Cooke como Art3mis/Samantha, Lena Waithe como Aech/Helen, Philip Zhao como Sho, Win Morisaki como Daito, Simon Pegg como Ogden Morrow e TJ Miller como I-R0k Ben Mendelsohn lida com o papel de Sorrento, o principal vilão do filme, e abstém-se de interpretá-lo como um cara mau de bigode que ele poderia facilmente ter sido visto como exagerado no mundo de ficção científica em que o personagem existe.

O filme é como acordar na manhã de Natal para encontrar todos os seus brinquedos favoritos de anos passados, muitos dos quais você tinha esquecido, reunidos e apenas esperando para serem jogados. É incrível que o Jogador Nº1 seja capaz de abranger todas as faixas etárias e ambos os sexos. Nem todas as referências e personagens significam algo para todos os membros da audiência, mas isso não importa, porque se você não encontrar algo que outras pessoas na platéia estejam reagindo, a próxima cena provavelmente incluirá algo relacionado à sua faixa etária.

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Há uma quantidade surpreendente sentimento em Jogador Nº1, mas o filme não tenta colocar isso garganta abaixo com sua mensagem. Em vez disso, ele se preocupa mais com o entretenimento do público e mantém a história em um nível mais superficial no que diz respeito ao desenvolvimento do personagem. Ele não se aprofunda no porquê do OASIS existir e por que ele se tornou tão importante para a população da Terra.

Apesar do fato de que a história é toda fofa e sem preenchimento, Jogador Nº1 é o tipo de puro entretenimento de pipoca que precisamos ter neste momento. Escapismo na sua melhor maneira, o filme é um ótimo entretenimento familiar e que merece ser visto com seus colegas geeks em uma tela gigantesca.

Assista ao trailer do filme logo abaixo:

[Resenha] O Verão em que Tudo Mudou

df Livro: O Verão em Que Tudo Mudou

Autores: Gabriela Freitas; Thaís Wandrofski; Vinícius Grossos

Editora: Faro Editorial 

Ano: 2017

Páginas: 304

Sinopse: A vida às vezes guarda inúmeras surpresas. Sem avisar, ela muda de direção. Na hora você não entende, já que “tudo parecia estar bem”. Então percebe que havia sinais…. um sentimento, uma lembrança, um fato que parecia bobo, mas não era… É quando a gente entende que todo o caminho estava errado, que nada fazia muito sentido. Pelo menos, pra você. Fred sente-se absolutamente comum diante de um mundo com tanta gente especial. Lavínia, ao alcançar aquilo que parecia um sonho, algo pelo qual tanto lutou descobre que a nova conquista nunca foi realmente um desejo seu. E Sol, sem perceber, vive sempre à espreita, desconfiada, em constante alerta, tentando controlar tudo ao redor, na esperança de não se ferir novamente… Mas que controle podemos ter diante de tudo? Três jovens, de cidades distantes, com diferentes realidades, descobrindo o mundo a partir de suas próprias escolhas: complexo, difícil, libertador.Três histórias que se cruzam, no exato momento em que se coloca, diante de cada uma delas, uma exigência capaz de definir algo para o resto de suas vidas.

Hey migos! Hoje temos uma história cheia de identificações, então agora com vocês: O Verão em Que Tudo Mudou.

Inicialmente somos apresentados a “Quando os Infinitos se Encontram.”, história de Fred, ou Frederico (mas ele não gosta de ser chamado assim), escrito pelo Vinícius Grossos. Fred é um menino que aos poucos perdeu o fio condutor da sua vida, não tem sonhos nem perspectivas e com um problema seríssimo: ele não sabe o que fazer quando o que ele está habituado é mudado. Porém, na véspera de Natal, enquanto fechava a livraria onde trabalha, conhece uma menina, Valentina, que é totalmente oposta aquela tranquilidade que o menino está acostumado. Ela tira Fred do lugar que ele mais está acostumado a ocupar: a zona de conforto.

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Logo depois conhecemos Lavínia, escrito pela Gabriela Freitas, em Mantenha-se viva. Lav (sim, já sou íntima) passou uma boa (enorme) parte da vida vivendo um sonho, mas o sonho não era dela e sim de seus pais: ser arquiteta. Ela passa nesse curso, mas não é o que ela realmente quer fazer e então o dilema do “e agora?” se instaura na vida da personagem. A saída que ela encontrou foi uma viagem afim de se libertar de tudo, que a tanto tempo vem prendendo-a. E quem diria que, além de todas essas descobertas e libertações ela ainda acharia espaço para descobrir um amor… (cauêzão, beijo lindo!!)

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E, por fim, nos deparamos com Sol, ou Marisol, escrito pela Thaís Wandrofski, em Pôr do Sol. Nesse conto, Sol é a própria dona e proprietária da empresa organização, do tipo que organiza basicamente tudo que vai fazer no dia, tudo mesmo. Em um belo dia, anteriormente planejado, Sol recebe um sms por engano e tenta ajudar aquele anonimo. Quem diria que uma simples mensagem iria mudar totalmente a vida de uma pessoa, porque ela começa a fazer coisas atípicas para ela mesma, e se auto descobre depois de umas cosias jogadas na cara por sua amiga (inclusive tive o prazer de falar um sonoro finalmente depois dessa autoanálise). E sim, ela descobre quem é esse anônimo.

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Cheio de reflexões sobre o que ser da vida, ou o que fazer da vida, o livro gera identificação, pois, infelizmente, esses sentimentos são recorrentes na maioria dos jovens hoje em dia. Jovens que não tem muita perspectiva, sem saber quem são e o que querem realmente fazer; jovens que tem sonhos de seus pais projetados em si mesmos para ele ser “o médico da família”, ou “o advogado da família.”, no caso de Lavínia a arquiteta. As histórias não são simplesmente soltam em um livro, elas se encontrar de uma maneira muito boa, devo considerar, o que acaba matando um pouco da saudade que a gente sente dos personagens que já passaram pela leitura.

Uma pausa para falar dessa edição LINDA e FOFA que esse livro tem!!! Fiquei apaixonada, é tudo muito fofo, as letras azuis e os cards que estão ao longo do livro com frases que caracterizam o que foi dito naquele momento na história. Juntamente com uma playlist para cada personagem, que aparece ao fim de seus respectivo contos, faz com que toda experiencia seja fofa e tenha um significado.

Espero que vocês tenha gostado, até a próxima

Xoxo,

Nath.

[Resenha] Amor em Manhattan

downloadLivro: Amor em Manhattan

Autor (a): Sarah Morgan

Editora: Harlequin

Ano: 2018

Páginas: 384

Sinopse: Um romance brilhante sobre três amigas que decidem abraçar a vida – e o amor – em Nova York. Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova York? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um feliz para sempre? O primeiro livro da série para ‘Nova York, com amor’ traz um enredo empolgante e divertido, com personagens superando situações inusitadas em busca do seu final feliz.

Aqui estou mais uma vez e agora com um chick-lit que me conquistou desde a capa até a história em sim. Estou falando de Amor em Manhattan, da Sarah Morgan.

Paige Walker foi desafiada desde criança e esse desejo por se provar cresceu junto com ela. Com uma personalidade definida e independente, depois de muito ser tratada com todo cuidado e super protegida, ela é competente no que faz e se orgulha disso. O ápice da sua carreira profissional estava, aparentemente, firme em sua mão e escorre pelos dedos. Ela acaba de ser, junto com suas duas melhores amigas, ser demitida. E agora? O que fazer?

Jake Romano, melhor amigo do irmão de Paige , Matt, e eterno crush de Peige entra em cena para ser a solução dos problemas profissionais das três amigas, propondo que elas se tornem suas próprias chefes, sem o medo de serem demitidas inesperadamente e não trabalharem mais juntas.

” – Vou dizer o que é que vocês têm de fazer. – Jake pegou o champanhe. Sua camisa delineava perfeitamente os ombros fortes. Ele tinha o corpo de um lutador, com músculos desenvolvidos e potentes. – Vocês têm que comemorar. E dois minutos depois de beber essa garrafa de champanhe, deveriam abrir a empresa de vocês. Querem ter controle sobre o que o chefe de vocês faz? Então sejam suas próprias chefes.”

Simples assim, como 1+1 =2. Para Jake era sempre assim: relaxe, isso não é o fim do mundo. Para ele era realmente mais simples, sendo bonitão, badalado e famoso em Manhattan, tudo era realmente mais fácil. Porém, não nos enganemos, Jake Romano tem um passado e isso o torna não só um rostinho bonito e um corpo atraente.

Mas como toda pessoa normal Paige tem uma coisinha chamada orgulho que a impede de dar, imediatamente, o braço a torcer pela ajuda que ele propõe para a empresa dela. Porém ela precisa dele, da experiência dele, dos contatos que ele tem para não falir a sua tão sonhada empresa. A partir disso é desenvolvida a história.

“[…] – Peige, olhe pra mim.

Ela não conseguia.

Com a respiração curta e acelerada, encarou o peitoral de Jake e sentiu os dedos masculinos deslizarem pelo queixo dela, enguendo-lhe o rosto. O toque era ao mesmo tempo reconfortante e malicioso.”

Vamos agora explorar alguns pontos.

1- Que escrita fluida e envolvente é essa, minha grande amiga Sarah!? Ela te envolve no dedo mindinho e te impede de querer fazer outra coisa a não ser ler o livro e saber o que vai acontecer mais pra frente.

2-  Como característica de um chick-lit, o envolvimento nas relações não só amorosas, como afetivas é um ponto positivo. Sabe aquela coisa que a gente acha que não sente falta nas leituras, mas no fundo sente? então é isso. A relação dela com as amigas, formando aquele squad que todo mundo tem, inseparáveis; a relação dela com o irmão, que mesmo sendo super protetor, somos capazes de ver o lado dele da história e entender.

3- O cenário, porque sim. Por mais que muitos não admitam, todos queremos, pelo menos uma vez, viver o tão famoso sonho americano e, particularmente, amei ter o foco em Manhattan por motivos de Friends.

4-  Você se projeta na história, fazendo com que se sinta lá, sentada na fila vip esperando o final feliz, torcendo por Paige e Jake, ou pelos dramas dos personagens envolta deles. Mesmo sendo um chick-lit e não tendo muita reflexão envolta da história em si, você consegue analisar as situações e tirar disso uma lição, mesmo que não perceba.

5- Um ponto muito interessante e que eu vi poucas vezes em histórias em geral: a maturidade das personagens ao não tratarem o relacionamento como algo vital, você não precisa daquele relacionamento para viver, para respirar, você precisa daquela pessoa pra completar suas partes incompletas, mas tudo bem se algo no meio do caminho não for bem, vocês superam.

6- Tenho dito e vou repetir: a valorização das personagens secundárias, não só as melhores amigas de Paige, Eva e Frankie, como também o irmão dela, Matt e a mãe de Jake, Maria. Todos eles tem uma história que te envolve e você percebe a influencia delas na personalidade de cada um.

Enfim, acho que já falei de mais e espero ter encorajados vocês para que, assim como eu, viagem para Manhattan junto com essa história.

xoxo,

Nath.