[Especial dia do Blogueiro] Frases que todo blogueiro não aguenta mais ouvir.

Hoje dia 20 de Março, é o dia do blogueiro. E para comemorar resolvi  fazer um post, com todas as frases que nós não aguentamos mais ouvir.

1- Nossa você ganha tantos, acho injusto, tem que sortear tudo!

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Ahan. Senta lá Cláudia.

2- Nossa, além do livro, você ainda ganha brindes da editora… Que SORTE a sua…

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Muita Sorte mesmo! Mas no caso eu chamo isso de trabalho ao invés de sorte.

3- Mas você ganha dinheiro também ou só livro?

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Não miga. Eu pago a conta de luz com livro, a de água com marcador e internet com bottons.

4- Mas, vem cá, isso é um trabalho de verdade?

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Não, to brincando de trabalhar, ta vendo não?

5- Mas você ganha livro de graça, não tem que reclamar de nada!

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Dependa dos Correios para fazer seu trabalho e você vai me entender.

6- Nossa, eu te enviei meu livro por conta própria, e até agora você não resenhou ele, falta de comprometimento a sua hein…

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Querido autor,

Se eu não solicitei seu livro e você me enviou porque quis, eu também tenho o direito de só ler quando eu quiser.

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7- Ser blogueiro deve ser só ler o dia todo e tirar fotos né?

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Vem cá criar conteúdo todo dia para você ver!

8- Nossa, me da um livro, você ganha vários de graça!

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Eu to com cara de que sou seu pai?!

9- Também vou ser blogueiro para ganhar coisas de graça.

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Antes aprende a diferenciar “Mas” e “Mais” querida.

10- Quando é que você vai arrumar um emprego de verdade.

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E quando é que você vai cuidar da sua vida?

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[Resenha] Todos de pé para Perry Cook

todos_de_pe_para_perry_cook_1484044383643481sk1484044383bLivro: Todos de pé para Perry Cook
Autor: Leslie Connor
Editora: Harper Collins Brasil
Ano: 2017
Páginas: 288
Sinopse: Perry Cook, aos 11 anos, só conheceu uma casa:
o Instituto Penal Misto Blue River. 
Mas apesar de ter nascido e sido criado em uma 
penitenciária, ele não deseja viver em nenhum outro 
lugar; lá ele tem a mãe, a benevolente diretora e 
um grupo de prisioneiros divertidos e bondosos que lhe 
ensinam lições valiosas todos os dias. 
Quando, porém, o novo promotor descobre a permanência 
irregular de Perry em Blue River, ele resolve 
libertar o menino, mesmo contra a vontade dele. 
Em sua jornada para se reunir com a mãe, Perry vai mergulhar não só em uma 
investigação sobre o crime que a levou à prisão mas também em uma jornada 
emocionante e divertida, perfeita para fãs de Extraordinário e 
O menino do pijama listrado.

O mundo de Perry se resume a sua escola, seus amigos, sua mãe e a prisão onde eles moram. Isso mesmo. Perry nasceu dentro de um presidio no Nebraska, na pequena cidade de Surprise. Amado por todos ali dentro, o pequeno Perry já possui uma noção das coisas ao seu redor e do certo e errado. Todos os dias ele levanta, e antes de ir a escola faz os anúncios matinais do presidio porque acredita que um pouco de carinho pode mudar o dia das pessoas. Jessica Cook, mãe de Perry, cumpre pena por homicídio culposo (quando não a intensão de matar), e já cumpriu sua pena por tempo suficiente para em alguns meses pedi sua liberdade provisoria. Porém, o processo de Jessica foi adiado e um promotor descobre a situação de Perry, separando o menino do lar que ele sempre conheceu.

Perry cresceu dentro de um presidido de segurança mínima, junto com sua mãe e todos os moradores de Blue River. Com seu jeito doce e inocente de ver o mundo e as pessoas, Perry é amado por todos, vê naquelas pessoas diferentes, e excluídas da sociedade a sua família. Todos de pé para Perry Cook é o novo livro que recebemos de presente da @harpercollinsbrasil , e já estamos completamente apaixonados por esse livro incrível, e por esse garotinho único, que nos faz acreditar que ainda existe bondade no mundo. #books #book #read #reading #reader #page #pages #paper #instagood #livro #livros #leitura #autor #bestoftheday #bookworm #readinglist #love #photooftheday #vidadeblogueiro #plot #blogger #blog #literatura #literate #stories #words #text

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Perry nos passa uma visão muito inocente e pura de tudo que acontece ao seu redor, e sempre com uma esperança de que tudo vai dar certo. O livro nos estimula a pensar qual é o real conceito de um “Lar Adequado”. Seria uma casa perfeita, com pessoas que você não conhece e não ama? Seria em um presidio de segurança minima com as pessoas que você conhece por sua vida inteira e que te amam cada uma delas a sua forma?

Todos de pé para Perry Coook é um livro que promete lhe incomodar, lhe forçando a pensar sobre o que é familia, o que é o lar e até onde é certo a lei separar um criança de seu convivo para lhe proporcionar uma vida melhor quando ela já está mais do que feliz com a sua vida. A Harper Collins nos presenteia com esse livro incrivel tanto em enredo,  quanto em edição.

Contar suas vitórias não quer dizer que você não sabe quais são suas derrotas. Você sabe.

 

[Resenha] A Fúria e a Aurora

A furia e a aurora capaLivro: A Fúria e a Aurora
Autores: Renée Ahdieh
Ano: 2016
Editora: Globo Alt
Páginas: 288
Sinopse: A jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. 
Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. 
Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. 
De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.

Furiosa de paixão por esse livro!

Sherazade Al-Khayzuran é uma indomável garota de 16 anos, disposta a arriscar sua vida em prol de cumprir seus objetivos, nem mesmo Jahandar, seu pai, a impede de casar-se com o califa de Khorasan, Khalid Ibn al-Rashid, o assassino que matou dezenas esposas durante as auroras, ela sabe que se tornando a califa nada significa além de colocar um alvo nas costas. Com nova esposa, a próxima vítima da aparente loucura do ‘menino-rei’ é ela, porém o seu desejo de vingança é o combustível para sua sobrevivência e o prazer de arrancar a vida do assassino de sua melhor amiga, Shiva, lhe impulsiona a enredar o califa para estender o seu tempo de vida.

Enquanto Sherazade busca juntar as peças sobre o mistério que é seu marido, a recíproca é verdadeira, o porquê dela ir parar no palácio voluntariosamente para desposar Khalid é um enigma. Para desvendar os segredos da bela Sherazade, Khalid, seu tio Aref al-Khoury, o shahrban de Rey e Jalal al-Khoury, o chefe da guarda e também seu primo iniciam uma busca das verdades ocultas da nova califa que através da astúcia superou com vida não só uma aurora, mas várias consecutivas e ainda não revelou sua identidade ainda, gerando ainda mais suspeitas sobre uma ameaça a vida de Khalid.

— E como saberia se eu estivesse mentindo, sayyidi?
— Porque você não é uma hábil mentirosa. Você apenas acha que é. — Ele se debruçou sobre a mesa e pegou um punhado de amêndoas da bandeja.
O sorriso dela se alargou. Perigosamente.
— E você não é tão bom em avaliar as pessoas. Você apenas acha que é. 

Enquanto isso, Sherazade começa o ardiloso plano de seduzir com histórias o jovem califa, este mesmo em busca do que move sua esposa a uma ofensiva tão serena, ainda sim se encanta não só com a beleza da garota, como na fortaleza em que ela mantém suas emoções. Mantendo sob um manto de sutil obscuridade suas habilidades, como seu talento com o arco, para manter a fachada de fragilidade em prol do seu objetivo, em um descuido ao lidar com sua criada Despina, designada para espioná-la e Jalal, chefe da guarda real, ela percebe estar cercada por pessoas astutas e analíticas ao menor dos seus deslizes, ela precisa retomar as rédeas e se demonstrar afável, escondendo sua personalidade arredia.

Enquanto lida com os obstáculos para executar sua vingança, os amigos de Sherazade pegos de surpresa por sua mudança começam a arquitetar uma forma de resgatá-la e destruir o califa, é o primeiro amor dela, Tariq Imran al-Ziyad, filho de um emir, que por não conseguir tolerar a decisão suicida de sua amada – algo que para o bem e para o mal explicita parte essencial da personalidade do rapaz – se alia ao pai amargurado de Shiva, Reza bin-Latief e segue pelo deserto em busca de aliados e uma revolta de enormes proporções começa a se insinuar ao horizonte.

Tariq era meio palmo mais alto que ele e tinha os ombros mais largos. E Khalid tinha de olhar para cima para falar com esse bobo.
— Sherazade é uma moça difícil, e eu sou um monstro. Suponho que isso forme um belo casal.
Os olhos claros do rapaz faiscaram ao ouvir as palavras de Khalid.
— Você se chocou. — Khalid o observou intensamente. — Com qual parte?
— Com… tudo, sayyidi

Descobrir o que existe sob a camada de frieza e distanciamento do rei é o golpe decisivo para a determinação de Sherazade, cartas nunca enviadas as famílias de todas as garotas que perderam suas vidas para a aurora cruel como esposa do califa a deixam atônita e incapaz de digerir como tanta crueldade é fruto de um homem que se culpa pela morte de suas vítimas, talvez uma explicação possa trazer a tona o que ela já sabia: estava apaixonada por Khalid, pelo assassino de Shiva, sua amiga, sua irmã.

— Perdoe-me, joonam. Pelos segredos. Pelas portas trancadas. Por tudo. Prometo lhe contar um dia. Mas não agora. Acredite que alguns segredos são mais seguros atrás de fechaduras e cadeados — ele disse baixinho.
Joonam. Ele já a chamara assim. Meu tudo

Baseado no clássico As Mil e Uma Noites, O livro inteiro em um banquete aos sentidos, desde o glossário, até o trabalho espetacular com editora em dar uma identidade em forma de capa a obra e  tenho orgulho de dizer que fui conquistada pela capa e encantada pela sinopse. Vários significados são descobertos no contexto criado por Renée Ahdieh, uma obra tão belamente escrita, quanto magicamente concebida, eu indicaria esse livro para quem gosta de uma aventura, do calor e de um delicioso romance.

(último trecho, pois não tinha como resistir, dava para colar o livro inteiro aqui, Khalid é tão maravilhoso!)

— Não quero ser seu dono.
Ela virou o pescoço para encontrar os olhos dele.
— Então nunca mais fale em me mandar para longe. Não sou sua para dispor de mim como quiser.
As feições de Khalid suavizaram com a constatação.
— Você está certa. Você não é minha. — Ele tirou a mão da porta. — Eu é que sou seu. 

[Lançamentos] Com Você – Juliana Parrini

Oi Seus Lindos!

Todos nós amamos livros que prometem nos fazer chorar bastante, e a nossa parceira Juliana Parrini está nos trazendo seu novo livro “Com Você”, um livro que promete não só nos fazer chorar, como também repensar a vida.

Juliana Parrini é autora dos best sellers “Depois do que aconteceu”, “Antes que aconteça”, e “Novamente Você”, e agora lança “Com Você” um romance sobre superações e aprendizados com as chances que a vida nos dá.

 

capa_ComVoce_JulianaParriniLetícia Liana tinha motivos de sobra para comemorar a sua vida. Depois de ficar conhecida nacionalmente por escapar de um acidente aéreo fatal, a psicóloga divide seu tempo entre seu consultório, palestras motivacionais e vídeos na internet. 
Sua vida era, aparentemente, perfeita. Porém, à noite, sozinha em seu quarto, afogada em pensamentos autodestrutivos, todas as cargas de ser o motivo de esperança para as pessoas pesavam e Letícia sentia no corpo e na alma as dores de um fortuito destino. 
 
Conrado Vitti tinha problemas. Letícia sabia e a forma misteriosa que sentia desejo em ajudá-lo ia além das grosserias do homem com o coração ferido. Decidido a confrontá-la por não concordar com seus conceitos, Conrado se vê diante do maior desafio da sua vida.  
 
Divergindo opiniões sobre a vida, Conrado e Letícia terão que aprender juntos que a existência não é apenas uma batalha de razões e sentidos. Ela precisa ser vivida, sem que o passado a interrompa impedindo-os de seguir em frente.
No dia 16 de Março a autora começa a publicar os capítulos GRATUITAMENTE  no Wattpad, e vocês também poderão comprar o livro completo na Amazon a partir do dia 27 de Abril.
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Nós não vemos a hora de conhecer e nos apaixonarmos pela história da Letícia e do Conrado, e vocês também não vão perder  não é mesmo?
Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] Darkmouth

darkmouth__os_cacadores_de_le_1484303405644395sk1484303405bLivro: Darkmouth
Autor: Shane Hegarty
Editora: Novo Conceito
Ano: 2017
Páginas: 336
Sinopse: Elas estão chegando!

As Lendas (ou melhor, monstros aterrorizantes que se 
alimentam de humanos) 
invadiram a cidade de Darkmouth. 
Elas querem dominar o mundo.

Mas não entre em pânico! 
Finn, o último dos Caçadores de Lendas, vai nos proteger.
Finn tem doze anos, adora animais, não leva muito jeito para lutar; 
mas é muito, muito esforçado. E todos nós sabemos que ser esforçado é a 
melhor arma contra um Minotauro faminto, né?

Hum... Pensando bem, pode entrar em pânico.
Entre em pânico agora! Corra!

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Lançado pela Novo Conceito em Fevereiro deste ano. (Lembro-me de ter visto a foto da capa e pensado: nossa, parece legal! Talvez alunos quisessem ler… Após a sinopse, “acredito que eu vá gostar da leitura!” )

Mas… Darkmouth?!?..

Este é o nome da última das Vilas Flageladas. Não, as outras não deixaram de existir, mas não recebem mais portais pelos quais as Lendas adentram o “Mundo Prometido”.

“Tinha uma pureza que era revigorante (…) o ar era tão fresco que Broonie queria bebê-lo.” p.77

Nas outras vilas, os Caçadores de Lendas estão aposentados. Já em Darkmouth Hugo não para e treina Finn, seu filho, para que se torne seu sucessor. Ele é a 42ª geração de caçadores da família e o seu filho será a 43ª. Como se não bastassem os questionamentos internos do Finn, que sonha cursar veterinária, ser periodicamente lembrado das façanhas do maravilhoso inventor-caçador-pai não ajuda o seu jeito desengonçado de ser… E ainda tem que sobreviver à escola!…

“Uma coisa era ser diferente por conta de quem era (…) Outra coisa era ser excluído depois de tentar proteger aquelas pessoas do medo de serem espancadas por uma criatura mítica.” p.28

A população está cada vez mais descontente por ser a única vila a ainda ter problemas com monstros, digo, Lendas, e quer culpar alguém. O sargento Doyle tenta mediar, mas sonha com a transferência para a ilha paradisíaca do Taiti. Precisam de alguém para culpar, permanecendo com a sua ignorância… Que culpa a família tem?

Não, ele não está ou se sente pronto. Mais pressão começa quando o pai é convidado para integrar o Conselho dos Doze e, assim que sacramentado, Finn estará sozinho para proteger Darkmouth. Ele precisa “passar”, “formar-se”, Concluir. Precisa de três caçadas bem sucedidas.

Tentativas:
* 1ª Basilisco: (nada a ver com a imagem que temos após ler/assistir certa coleção J) um réptil estúpido e gordo com uma espécie de bico (p.32);
* 2ª Manticora: corpo de leão, asas curtas e largas de dragão, cauda de escorpião contornada por setas venenosas e a incapacidade de calar a boca (p.33);
* 3ª Minotauro… Que deixou para trás ao ser dissecado um… diamante?!?

6a0128759fd4d6970c01bb07e21959970dNão, nada de diamante! Corônio. Essas pedras são importantes, quando lerem entenderão, não estragarei aqui. Apenas informo que o Finn guardou em segredo após o pai atirar na Lenda. A única pessoa que tem conhecimento dela é a Emmie.

Ãhn… Emmie? Quem seria?.. Ninguém vem para Darkmouth! As pessoas saem da vila!.. Ela chega com o pai, Steve, que veio transferido a trabalho, e quer saber do Finn, faz perguntas infindas, quer conhecer sua casa… Casa. No longo corredor que acaba na biblioteca, 43 quadros. Os dois últimos, molduras vazias: serão do Hugo e do Finn. Antes delas… sobrenomes?

 

“Nós ganhamos um. Cada uma dessas pessoas ganhou o nome por causa de algo que fez ou pela sua personalidade.” p.65.

Bisavô: Geraldo, o Decepcionado. Avô: Niall Linguanegra (foi o primeiro a “tentar conversar com as Lendas, argumentar com elas e procurar entender por que queriam vir para este mundo” p.68)

O que houve com o avô? “Ninguém gosta de falar sobre isso.”

O pai será Hugo, o Grande.

Sim, não podemos esquecer que os Caçadores tem sempre um Reparador, alguém que ajuda a arrumar peças, conserta… mas não participa das caçadas ou assuntos concernentes aos Caçadores de Lendas. O do Hugo é um velho conhecido, o Sr.Glad.

“Civis não podem se tornar Caçadores de Lendas, mas alguns de nós encontramos maneiras de sermos úteis. Viajando pelas Vilas Flageladas, fazendo armas, consertando equipamentos, fornecendo materiais. Não é o que se pode chamar de uma função oficial. Os Doze gostam de nos manter escondidos, como você pode ver.” p.90.

– Loja feia, “apagada”, bagunçada, escondida –

Sim, a história do Shane Hegarty envolve, tem uma escrita acessível, cativa. Angustiei-me com o Finn, duvidei com ele, suspeitei, torci… Compreendo seus questionamentos, receios… Como ele, quis saber da tal profecia que o Broonie, um hogboon legalzinho que até ajuda apesar de dissecado, revivido, dissecado, revivido… Coitado! Ele foi uma lenda enviada pelo terrível Gantrua para dar um recado e levar uma pedra de corônio (elas vem do Mundo Infestado). Há mistérios a serem desvendados, visitas inusitadas, procura de mapa e o terrível retângulo de pergaminho na última página:

CONTINUA

Um abraço,
Carolina.

Dia Internacional da Mulher

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“Ninguém nasce mulher, torna-se mulher.” Simone Beauvoir

Pois com essa frase dita pela escritora, filósofa, intelectual, existencialista, ativista política, feminista Simone Beauvoir que vamos dar início a uma série de matérias falando e mostrando a importância das mulheres especificamente na literatura e na cinematografia, já que é sobre isso que o nosso blog é dedicado.

Ao transformar-nos mulher, juntamente vem uma série de desafios e obstáculos que temos que passar diariamente se quisermos ocupar um lugar importante e notório em qualquer ambiente que seja – e se formos uma mulher negra, temos que batalhar quatro vezes mais para poder ocupar o mesmo lugar que um homem facilmente ocuparia, apenas por ser homem. Obviamente, essa não é uma regra geral, mas acontece majoritariamente em muitos espaços.

Dentro da literatura e do cinema isso não seria diferente. Essas são duas áreas que historicamente são locais onde homens ocupam os lugares mais altos e de mais importância. Quando estamos na escola não percebemos isso a fundo, mas basta chegarmos na faculdade e pensarmos: quais livros ou artigos que usamos dentro do meio acadêmico foram escritos por mulheres? Quantas grandes escritoras, contemporâneas ou não, teremos que ler como base de alguma disciplina? É fácil saber a resposta.

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Claro que os nossos grandes escritores são importantes para o que entendemos hoje como mundo, mas tivemos e temos mulheres tão inteligentes e importantes quanto que merecem espaço dentro desses círculos, mas que infelizmente ainda tem que lutar bastante para ocupa-los. Nomes como Harriet Taylor, Hannah Arendt, a própria Simone de Beauvoir, Angela Davis, Sarah Kofman, dentre tantos e tantos outros importantes somaram hoje para o que conhecemos sobre filosofia e sociologia.

Fazendo um recorte atual e nacional, o espaço literário brasileiro ainda está muito fechado e as mulheres ainda precisam ralar bastante para ocupar um lugarzinho. Nós fazemos parte de apenas 28% dos livros que são publicados nacionalmente. Exatamente. Isso significa que os homens detém 72% de todos os livros publicados. Saudades igualdade, né?

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Mulheres ao longo da história como Cora Coralina, Nísia Floresta Brasileira Augusta (primeira mulher a romper o espaço particular dos homens na Literatura), Ana Eurídice Eufrosina Barandas (considerada a primeira cronista do país), Clarice Lispector (uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX), Nélida Pinon (primeira mulher a ser Presidente da Academia Brasileira de Letras) e Maria Firmina dos Reis (primeira romancista brasileira) foram apenas algumas das escritoras mais importantes que foram as vanguardistas nessa luta de conquistar o nosso espaço em um ambiente dominado por homens (brancos).

Já falando um pouco sobre as mulheres e o cinema, é verídico dizer que o nosso espaço dentro da literatura é bem maior (porém ainda insuficiente) do que os locais de voz que as mulheres tem dentro da indústria cinematográfica. Quer como sendo diretora, escritora ou protagonista, as mulheres nesse meio têm que lutar muito ainda para adentrar em um local onde os homens mandam e desmandam desde sempre e onde mulheres ainda são altamente sexualizadas, objetizadas, sofrendo os mais variados tipos de opressão e silenciadas quando falam sobre o assunto. Felizmente o cenário está mudando e o ano de 2016 foi o ano onde houveram mais mulheres protagonizando filmes importantes do que homens. Obviamente ainda há um caminho muito grande a ser conquistado, mas temos que aprender a valorizar o que conquistamos e lutamos até hoje para que possamos empoderar mais mulheres a fazer o mesmo.

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E é sobre isso que essa semana será: fazer com que nossos leitores conheçam as histórias de bravas mulheres que queriam mudar e abrir mais espaço para outras mulheres no futuro. Elas conseguiram e deixaram a sua legacia para que possamos continuar a seguir os seus passos e libertar outras mulheres.

Feliz Dia Internacional da Mulher.

[Resenha] Logan

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Diretor: James Mangold

Ano: 2017

Elenco: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Boyd Holbrook, 
Dafne Keen

Sinopse: Logan mais velho e amargurado se vê com a missão 
de levar uma garota em segurança até a fronteira para que 
ela possa ter uma vida melhor.

PESADO. Essa é a palavra que vem em minha cabeça quando penso nesse filme, pesado. Depois de Deadpool a Fox resolveu investir em outro filme com classificação indicativa mais alta, aqui no Brasil é de 16 anos, e acertou em cheio. Com um filme mais adulto, mais violento e mais dramático Logan tem grande chances de ser o melhor filme de herói do ano e com certeza é um dos melhores dos últimos tempos.

Eu sempre me incomodei com a falta de sangue em filmes de herói, a maioria dos filmes por serem para um público mais infantil deixa de mostrar a violência que existe nos quadrinhos. Como esse monte de herói bate, atira e joga diversos tipos de poderes nos inimigos mas ninguém perde um membro, ninguém sangra muito, ninguém tem os miolos espalhados pelo chão? Bom em Logan tem tudo isso e mais. O filme tem a classificação indicativa mais alta com razão então eu não recomendo levar crianças para assisti-lo, pois tem muita violência, palavrões e até nudes (mas não do Hugh Jackman já vou logo avisando).

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Nesse filme vemos um Logan velho e um Charles Xavier bem deteriorado que tentam juntos levar a pequena Laura até um local seguro. O Wolverine está bem depressivo e raivoso nesse filme, ele já não tem mais a força e vitalidade de antes mas sempre precisa usar sua força, que não é mais a mesma, para ajudar os outros. E é ai que nos apaixonamos pela pequena Laura, ela é tão raivosa quanto o Logan mas como é nova ela tem mais energia e consegue ajudar nas lutas. Lutas essas que são bem feitas e dão agonia por conta da violência.

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O filme é bem dramático apesar do filme nem nos dar tempo de chorar, porque depois de uma desgraça acontecia outra e outra, e você se sente angustiado.
Logan é aquele filme que depois que você assiste você fica sem palavras e só consegue pensar ” menina senti o impacto”.

[FILMES] A Chegada

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Direção: Denis Villeneuve

Ano de Lançamento: 2016
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker
Gênero: Drama, Mistério, Sci-Fi
Duração: 1h56min
Sinopse: Naves alienígenas chegaram às principais cidades do mundo. Com a intenção de se comunicar com os visitantes, uma linguista e um militar são chamados para decifrar as estranhas mensagens dos visitantes.

Esse era apenas mais um dos filmes que estava na minha lista de filmes para assistir, mas foi apenas depois que um amigo me disse que eu ficaria sem ar após assisti-lo que resolvi colocá-lo como prioridade, afinal, adoro ficar com dificuldades de funcionamento normal após assistir um filme inteligente e bem estruturado. E foi dito e feito: após ele ter terminado e enquanto estava escrevendo esta resenha, eu ainda estava procurando entender o que havia acabado de assistir, enquanto simultaneamente tentava lembrar quais eram os movimentos básicos da inspiração e expiração tão importantes para a nossa vida na terra.

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Em uma sinopse rápida e superficial (BEM superficial) o filme fala sobre a chegada de seres de outro planeta na terra e o caminho que a Doutora linguística Louise Banks e o cientista matemático Ian Donnelly percorrem para tentar decifrar e descobrir o real motivo para esses aliens estarem na terra. Mas não esperem por grandes cenas de ação e sangue como outros filmes de mesmo gênero nos trouxeram nos anos anteriores. Arrival é pura e simplesmente uma ficção onde o seu objetivo é: mostrar o quanto a nossa capacidade de nos comunicarmos é quase que inexistente e que essa falta de comunicação é o que causa brigas e o que causou as grandes guerras e disputas mundiais.

O diretor Villeneuve simplesmente pintou uma tela em forma de filme. Prestando bem atenção na coloração do filme, podemos perceber, principalmente em uma das cenas finais da Louise na festa, como ele acompanha o estado de espírito dela, onde mostrava uma época feliz para ela e outro uma época triste. A música também, como plano de fundo, que nos acompanha desde o início do filme até o final, fazendo com que a intensidade e a tensão permaneçam em cada segundo da película.

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O objetivo principal dos protagonistas desse longa é descobrir e estabelecer um ponto único de comunicação entre eles e os aliens para responder a pergunta do milhão: Qual é o seu propósito na terra? Enquanto a Doutora Louise tenta descobrir, ela ao mesmo tempo tem que provar que a sua teoria para conseguir se comunicar com eles é válida enquanto é desacreditada pela maioria das pessoas que estão no comando, o caos está instaurando pela população aterrorizada e sem respostas concretas sobre o que está acontecendo e a tensão política está no seu auge ameaçando começar uma guerra mundial entre as grandes potências e os aliens – que até então, não fizeram absolutamente nada contra o bem estar dos humanos.

Ficou bem claro no decorrer do filme que a ignorância, talvez pelo medo, e a necessidade de sempre estar usando a violência como propósito para conseguir algo é sempre o causador dos grandes problemas sociais que tivemos ao longo dos anos causados, novamente, pela falta de comunicação que nós temos dentro da raça humana. Visto pelo fato de que os aliens não fizeram nada para machucar ninguém ou deram a entender que iriam, como se foi achado quase que o filme inteiro, mas mesmo assim as grandes cabeças das nações queriam usar de seu poder bélico e acabar com os pobres aliens. Reposta rápida para um problema novo sem pensar no futuro.

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Enfim, A Chegada estreou e entrou para a lista das melhores ficções-científicas com um enredo bem escrito, com um início e um final, uma fotografia de tirar o fôlego, atuação espetacular digna de indicação ao Oscar da nossa Amy Adams (que como sabemos, foi totalmente boicotada na edição deste ano mas, não importa Amy, você ganhou um Oscar nos nossos corações) assim como uma atuação boa pelo resto dos atores, uma boa estruturação e a certeza de que filmes deste gênero, quando bem feitos, chegam para nos trazer um grande paradoxo entre total maravilhamento e o-que-eu-acabei-de-assistir?

Eu não quero falar muito mais sobre o filme e suas teorias, senão eu falaria sobre tudo o que o filme aborda e isso transformaria a viagem de vocês para entender esse filme não tão emocionante quanto deve ser.

E como o filme terminou, deixo aqui uma pergunta que, até hoje, não sei a resposta ao certo: Se você pudesse ver a sua vida inteira do início ao fim, você mudaria algo?

Confira o trailer do filme logo abaixo:

Deixo também um link para, após assistirem o filme, vocês entenderem mais um pouco sobre o que foi abordado nele, cientificamente e explicado:

[FILMES] Short Term 12

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Direção: Destin Cretton
Ano de Lançamento: 2014
Elenco: Brie Larson, John Gallagher Jr., Keith Stanfield, Kaitlyn Dever, Rami Malek
Gênero: Drama
Duração: 1h36min
Sinopse: Grace (Brie Larson) é uma jovem com passado familiar complicado, que começa a trabalhar como assistente social em um lar que acolhe crianças órfãs ou com problemas em suas famílias. Enquanto se adapta à dura realidade das pessoas acolhidas, Grace conhece Mason (John Gallagher Jr.), outro assistente com quem passa a ter um relacionamento.

Eu já havia comentando anteriormente em uma outra resenha que eu sei que quando um filme é bom, eu termino ele dando um longo e profundo suspiro, absorvendo tudo o que tinha assistido. No caso do filme de hoje, eu perdi as contas de quantos suspiros eu dei ao longo dele. Ele é simplesmente um dos filmes mais bonitos, complicados e reais que eu assisti nos últimos tempos – e olha que eu assisto bastante filme.

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Short Term 12 nos traz a minha mais nova obsessão como atriz, a fantástica Brie Larson (a que ganhou um Oscar em 2016 por sua atuação inspiradora em Room e a nossa futura Capitã da Marvel) em um papel que, sem via de dúvidas, sem o filme fosse um pouco mais divulgado na época de seu lançamento, iria trazer muito mais reconhecimento para a Brie e  muitas pessoas estariam descobrindo uma das obras mais bonitas lançadas em 2014.

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Brie faz o papel da jovem assistente social Grace, que trabalha em uma casa para jovens em situações delicadas quem tem o mesmo nome do filme. Em seu trabalho, Grace tenta levar alegria e mudar de fato a vida daquelas crianças que estão naquela situação. Em resumo, Grace é uma pessoa maravilhosa e é fácil nos apaixonarmos por ela, por sua leveza e paixão que leva no seu trabalho. O filme também nos traz o John Gallagher Jr, que faz o papel do Mason, que também trabalha como conselheiro na Short Term 12 e é namorado de longa data de Grace.

O filme começa nos mostrando um diálogo entre os três assistentes e voluntário que trabalham no lar, até que um dos adolescentes tenta fugir do local e Grace e Mason saem correndo atrás dele e ao alcança-lo, o tentam acalmar. É a partir desse momento que nós sentimos a intensidade e a complexidade do filme, e nos sentimos totalmente dentro do filme – não se passaram 5 minutos. Então, a chegada de uma menor na casa, Jayden, que foi vivida brilhantemente pela jovem Kaitlyn Dever, faz com que lembranças dolorosas do passado de Grace voltem novamente.

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Grace, que a altura do campeonato havia sido pedida em casamento, tem que lidar com a volta do seu passado enquanto tenta dar um pouco de alegria a vida daqueles adolescentes e tentar tocar sua vida pessoal com Mason, mas algumas atitudes podem pôr o seu relacionamento em risco – assim como sua vida e seu trabalho.

Short Term 12 me fez rir algumas vezes, chorar outras, quando, por exemplo, eles exploravam as histórias de alguns adolescentes no decorrer do filme, mas, principalmente, ele deixou o meu coração cheio de amor e esperança de que, de fato, existem pessoas, muitas pessoas no mundo que querem e estão fazendo mudanças, mesmo que tragam consigo um passado doloroso

Confira o trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] Tumbledown

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Direção:  Sean Mewshaw
Ano de Lançamento: 2016
Elenco: Rebecca Hall, Jason Sudeikis, Dianna Agron
Gênero: Romance, Drama
Duração: 1h43m
Sinopse: Anos após a morte do seu marido que era um cantor famoso, Hannah (Rebecca Hall) ainda não aceitou por completo a vida sem ele na pequena cidade onde mora. Andrew (Jason Sudeikis) é um escritor de Nova York que está na cidade para escrever uma biografia sobre o falecido marido de Hannah. Com ideias divergentes sobre a morte do cantor, os dois passam a se conhecer melhor e cooperar para lembrar a história dele.

Tumbledown é um daqueles filmes que você encontra por acaso enquanto passa horas decidindo o que assistir e ele acaba sendo a melhor das descobertas. E como geralmente nós apenas assistimos aqueles filmes que são mainstream ou que foram indicados por alguém, você muito provavelmente nunca ficaria sabendo sobre ele, então de nada. Ele realmente vale a pena ser assistido.tumbledown-press-2015-billboard-650

O filme foca no relacionamento entre Hannah e Andrew. Hannah, uma jovem viúva moradora do interior do estado do Maine, nos EUA, e que após a morte precoce de seu marido, um compositor e cantor famoso na área em que eles viviam, tentar viver a vida. Mas não pense que ela fica aos quatro cantos da casa chorando por sua perda – pelo contrário, ela está escrevendo uma biografia dele para eternizar sua história, mas está tendo um pouco de dificuldade para desenvolve-la. Já o professor universitário Andrew, que, fascinado pela história de Hunter e acreditando que ele foi muito mais do que apenas um cantor desconhecido, viu o talento incrível que o Hunter tinha de fazer sua poesia se transformar em melodia, e decide ir atrás de Hannah para descobrir um pouco mais sobre a vida de seu marido para também deixar sua história perpetuado.

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Logo de cara podemos perceber que Hannah e Andrew tem duas versões diferentes sobre a morte de Hunter, ainda que o filme não deixe isso claro entre os personagens. É como se fosse um convidativo para nós vermos o filme para saber aonde isso vai levar o relacionamento dos dois, que aos poucos, ao longo de quase duas horas, ele irá explorar.

Tumbledown é um filme gostoso e delicado de se assistir, que nos traz personagens inteligentes e divertidos que tem uma química muito boa na frente das telas. E, apesar do tema da morte do Hunter estar presente em quase todo o filme, ela não deixa a obra ser uma experiência triste para os que estão assistindo, e passa uma mensagem muito boa no final sobre superação e em como a vida deve seguir deixando o nosso passado para trás, mas necessariamente não signifique ter que esquece-lo.

Confira o trailer do filme logo abaixo: