[Resenha] Sempre Haverá Você

Livro: Sempre Haverá Você
Autora: Heather Butler
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 256
Sinopse: Quando o George escreve as coisas, destaca suas palavras preferidas em negrito. 
As palavras de que ele não gosta, escreve em letras pequenas e bem magrinhas.
Ele adora a escola, mas detesta o Carl, que é malvado e gosta de colocar medo nas outras crianças.
Ele ama o seu irmãozinho, Theo, mas de vez em quando perde a paciência com ele.
O jogo preferido do George é aquele em que ele e a mamãe brincam com palavras novas. Na verdade, a mamãe é a pessoa favorita do George no mundo inteiro. 
Ele gosta mais dela do que do seu melhor amigo, Dermo, ou do seu cão fedorento, mas adorado, que se chama Goffo.
Agora que a mamãe ficou doente, está cada vez mais difícil sorrir e inventar versos com o Theo.
Sempre haverá você conta sobre uma família diferente da sua, mas um pouquinho parecida. 
E de um menino que está aprendendo algumas coisas. Você quer ser amigo dele?

Hoje tem mais resenha!

Narrado por George, um garoto com apenas 10 anos e prestes a enfrentar a dor de acompanhar sua mãe adoecer gravemente, a obra retrata a passagem de uma criança por uma crise familiar e que enquanto isso “cuida” de seu irmãozinho Theo e o cachorro Goffo.

A trajetória diária de George sinaliza seus hábitos, como o de lidar com palavras que ele gosta e não gosta, seus colegas na escola, o bullying que sofre pelo garoto – que ele obviamente não gosta –  Carl, fazendo o leitor se envolver na história pelo olhos de uma criança.

Odiei o aconteceu o que aconteceu no parquinho.
A mamãe e o papai dizem que é errado brigar.

Algumas passagens são realmente emocionantes, como na forma que George tem de lidar com Theo, enquanto embalar o menino e diz que tudo vai ficar bem, são partes de cortar o coração.

E então eu penso no Theo.
Porque eu acho que ele também não sabe sobre a mamãe.

De todos os das Novo Conceito que tinha que ler esse foi o mais difícil, de início pela capa que não conquista e logo em seguida pelo interior do livro, o porquê fica por conta da narrativa e do enredo do livro, é doloroso acompanhar a mãe de George definhar e ao mesmo tempo a narrativa não foi atrativa, apesar de tudo é um livro curto e interessante.

[Resenha] A Última Camélia

Livro: A Última Camélia
Autora: Sarah Jio
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Sinopse: Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.
Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. 
Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.
Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. 
A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro.
No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

Vai ser chuva de elogios por motivos de: me apaixonei por esse livro!

Sendo a primeira vez em contato com a escrita da Sarah Jio, o choque da qualidade não poderia ser tão bem vindo, com uma linguagem rica e ao mesmo tempo intricada, a fluidez da narrativa adquire tons distintos e a atmosfera das passagens são sentidas pelo leitor em uma trama enigmática e fortificada de personalidade.

Addison é uma mulher contemporânea dos anos 2000, uma paisagista casada e aparentemente satisfeita com sua vida e seu marido Rex, no entanto, a ideia de satisfação está longe de alcançar uma mulher com um passado assombroso como Addison. É em busca de se encontrar e evitar a abertura dessas antigas feridas que a mesma parte para a mansão recém adquirida de seus sogros no interior da Inglaterra, onde o aroma da flores a leva de encontro a misteriosa Flora.

Eu ainda não estava pronta para acabar com a imagem que ele tinha de mim, aquela que eu havia criado com tanto cuidado com o passar dos anos.

Flora vive no século passado, em torno de 1940, uma época que diverge e muito com a de Addison, sua vida é mediada por regras rígidas e a necessidade de sobrevivência nessa época para uma mulher é cheia de obstáculos. Em troca de segurança ela se submete a trabalhar como uma babá na Mansão Linvigston e ao mesmo tempo agir como espiã na busca da requisitada camélia capaz dos mais inimagináveis enigmas.

Não se acomode aí, Senhorita Lewis. Você tem um trabalho a fazer. Complete sua missão ou farei uma visita ao seu pai, e não será uma visita cordial.
– Philip

Ambas dividem o foco nesse livro, com seus dramas e personalidades remetem as faces de uma moeda, distintas, porém no mesmo espaço e compartilhando o mesmo objetivo, a escrita da Sarah é mais do que excepcional, a Novo Conceito caprichou no seu trabalho editorial e lançou para nós leitores, esse livro cheio de maravilhas (e nem falei de Alice).


Indicação do dia: LEIAM ESSE LIVRO!

[Resenha] Mentiras como o Amor

Livro: Mentiras como o Amor
Autora: Louisa Reid
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 432
Sinopse: Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e pela sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. 
Juntos, eles estão em busca de dias melhores.
A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro.
Então Audrey conhece Leo, e com ele é difícil fingir quem ela realmente é. 
Leo torna a vida de Audrey realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida.
Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família, especialmente de seu irmão, ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja?

Uma resenha um tanto dolorosa hoje

Confesso que a capa tão pouco atrativa me fez não ter um apelo sincero de devorar a obra, porém no livro a história age por si e enreda o leitor em uma trama tão densa que são necessárias pausas para digerir o conteúdo, me remeteu em parte o drama vivido por Madeline em Tudo e todas as coisas.

Audrey está presa, a sua condição emocional está tão ligada à sua família que ela vive em uma caixa invisível e constantemente aflita, seu irmão mais novo está em um centro de sua vida, a condição instável dela não a impele a seguir, mas o amor que sente por ele age como esse catalisador para resistir. Sofrendo de uma doença mental séria, Audrey sempre busca agradar, se sacrificando sempre e muitas dessas vezes, se fere irreversivelmente no processo.

A fragilidade da Audrey é aflitiva, sua mente está tão exaurida que muitas vezes é sentida a sua agonia e o conflitivo embate entre a realidade e fruto da imaginação dela. Não obstante a estrutura da sua família também não contribui para que ela possa superar, indo além da sua preocupação constante com o irmão, sua mãe, Lorraine não é exatamente gentil e destrói aos poucos e com palavras cortantes a filha, Audrey parece viver em um ciclo de sofrimento até Leo trazer um sopro de alegria pra vida dela.

As palavras da minha mãe eram pequenos punhais que me cortavam e perfuravam.

Leo é a pausa para a liberdade que Audrey precisava para sair dessa redoma autodestruitiva, indo além do romance, ele age como um pilar na vida dela, enquanto ela se torna parte da sua felicidade, os únicos momentos de deleite real de ambos é quando compartilham a presença um do outro.

(…) felicidade é ser amada por quem você é sem nenhuma reserva ou hesitação, sem retroceder ou se importar com o que qualquer pessoa venha a pensar.

A obra é intensa do início ao fim, apesar de possuir um ótimo conteúdo, é triste em muitas passagens e difícil de ler coma a vida de Audrey é tão carregada de dor. Reflexivo e marcante, a trajetória de Audrey e a chegada de Leo demarcam o efeito de uma pessoa que se envolve positivamente na vida de uma pessoa e o quanto um relacionamento tóxico pode vir em doses inesperadas.


Espero que se envolvam nessa obra tanto quanto eu

[Resenha] Espero por você

Livro: Espero por Você
Autora: Jennifer L. Armentrout
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Sinopse: Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. 
O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir.
Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. 
Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível.
Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, 
que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre?

Hoje tem cookie!!

Avery é uma protagonista de início difícil de interpretar e com a narração a primeira pessoa o envolvimento com o enredo se arrasta, em contrapartida, é assim que a proximidade com a trama de sua vida se insere dramaticamente durante a leitura e toca o leitor, um trágico ocorrido que lhe marcou mentalmente e fisicamente, ainda com o impacto pelo afastamento e negligência de sua família – vou tacar a mão na cara dessa gente -, porém Avery é persistente e usa da distância a chance de entrar em um novo mundo e ter uma vida tranquila, esquecer que aqueles que ela mais precisou lhe pouparam qualquer carinho e encaram o acontecido como um ato de rebeldia e insolência juvenil

— Fácil para você dizer. Você que tomou a trombada. Eu estava dando a trombada.
O queixo de Cam caiu. Meu Deus, eu disse mesmo aquilo? Disse. Ruborizando até meu último fio de cabelo, abri o caderno.

Cameron, ou Cam para os íntimos – somos muito chegados então é Cam mesmo -, é o popular do campus, desde os tempos do colegial o seu charme era reconhecido e o resultado é: amigos que o respeitam e um sem fim de apaixonados (isso mesmo, qualquer pode estar inclinado a ter uma cascata pelo garoto). De cara Cam se mostra alguém tão cheio de si que beira o cômico, é aos poucos que ele faz a sua magia particularmente conhecida como: cozinhar – aprendam com o mestre, seduzam pelo paladar! – e sua personalidade é descontraída e leve, as vezes nublada por fantasmas do passado que ele não gosta de lembrar e traz a tona sua vulnerabilidade.

— Caramba — disse Jacob, balançando a cabeça. — Ele faz uma calça jeans parecer que foi moldada especialmente para o seu… Oi, Cameron! Tudo bem? Fechei os olhos.

A parte mais emocionante da vida de estudante é exaltada no livro é algo que amei com tudo, as amizades, o apoio emocional, toda aquela companhia cheia de descontração de um novo ambiente e como os amigos são uma parte incrível de tudo, desde o emocional, até o amoroso – tem que ter o conselho semanal pra avaliar como vai os romances da vida – principalmente Avery que teve tanta ausência desse calor, é acalentador ver algo começar a dar certo e com afetividade.

– Tenho certeza que há uma porção de garotas querendo ter um encontro com você.
– Tem mesmo.
– Nossa! Quanta modéstia!
– E por que deveria ser modesto? – retrucou ele. – E eu quero sair com você. Não com elas.

O ritmo do livro é mais lento, apesar das séries de acontecimentos que já levam a presumir o envolvimento de Cam e Avery, o todo não é surpreendente, mas sim uma gostosa leitura, a escrita da Jennifer tem os toques leves da juventude e retrata um pouco dos embates do colegial e da vida universitária (dormir ou estudar, eis a questão), além de uma editoração maravilhosa de editora que faz a experiência ser ainda mais desfrutável.


E por hoje é só! ^^

[Variedades] Você conhece a série “O Doador”?

Você conhece a série O Doador?

(Teve o primeiro livro adaptado para filme com o título O doador de memórias.)

Ela foi escrita pela premiada autora Lois Lowry e é composta de quatro volumes, todos já publicados nos E.U.A. e três no Brasil.

. The Giver – O Doador

. Gathering blue – A escolhida

. Messenger – O Mensageiro

. Son

O Doador, lançado pela Sextante em 2012, foi relançado pelo selo da própria editora, Arqueiro, no ano da adaptação, 2014, com a capa e o título do filme.

  • O doador:

Http://profcarolinalivros.blogspot.com.br/2017/03/o-doador-o-doador-de-memorias.html

https://silenciocontagiante.wordpress.com/2017/03/20/resenha-o-doador-de-memorias-de-lois-lowry-por-carolina/

  • A escolhida:

https://silenciocontagiante.wordpress.com/2017/03/22/resenha-a-escolhida-de-lois-lowry-por-carolina-silva/

  • O Mensageiro:

https://silenciocontagiante.wordpress.com/2017/04/07/resenha-o-mensageiro-de-lois-lowry-por-carolina-silva/

E enquanto aguardamos ansiosamente o lançamento do quarto livro, que tal conhecermos um pouquinho das personagens?

O Doador. Muita responsabilidade. Já foi Recebedor. O conhecimento do qual se vale para orientar o Conselho de Anciãos quando solicitado não provém apenas dos livros os quais dispõe (INÚMEROS!) mas também das memórias do passado do Homem. Memórias belas… memórias dolorosas… “Falhou” com pessoa escolhida como Recebedora anteriormente, que não suportou uma memória de perda e pediu dispensa. O Doador mora sozinho, em um “anexo”. Teve uma filha chamada Rosemary.

Jonas. Escolhido como novo Recebedor. Dentre as regras que recebe: Não pode pedir dispensa. (Ele consegue “ver além”…) Após um ano de “treinamento” com o Doador, encantos, belezas, cores, sentimentos… Guerra, perda, morte, dor, “horrores”, planeja junto ao seu “mestre” sua fuga, para que cidadãos, quem sabe, voltem a ter memórias e consigam compartilhar fardo e sentimentos. Tem seus planos antecipados devido ao conhecimento da dispensa do Gabe.

Gabe. Bebê com problemas para dormir no Centro de Criação. O pai do Jonas ,que trabalha lá, pede autorização para leva-lo durante as noites para a sua casa. Tem olhos claros como os do Jonas e do Doador e consegue tranquilidade para a noite de sono após  Jonas passar fragmentos de memórias para ele. Quando decidem no Centro dispensá-lo na manhã seguinte Jonas antecipa seus planos e foge com ele.

Kira. De outra comunidade. Nasceu cm deficiência em uma das pernas, o que faria cm que fosse “deixada para as feras”, mas a mãe (e avô, que participava d Conselho) não deixou (deixaram). Ela anda com cajado, “meio que se arrastando”. Tem um dom, que se expressa através dos bordados que faz. Este se manifesta enquanto acompanhando a mãe, acometida repentinamente por “algum mal desconhecido”, que a mata. Órfã, perde casa da família (o pai, disseram, tinha sido “morto pelas feras” antes dela nascer) e é levada para morar no prédio do Conselho. Continuará o trabalho da mãe na túnica da História do cantor do Hino da Ruína do Mundo.

*Poderes*. Visão além… Bordado que ganha vida por minuto após feito… Madeira talhada que “mostra”… Voz que deixa quem escuta feliz… e outros mais. Desconhecidos da maioria; conhecidos, apropriados, por outros…

Matt(y). Um menino sem limites, “selvagem”, amigo da Kira, morou no brejo. Ajuda a amiga, que gostaria de encontrar a cor azul para a tintura das suas linhas. Parte além das fronteiras da floresta e encontra o outro vilarejo, citado pela senhora que ensinou as pigmentações para a Kira. Leva a cor azul e outra surpresa para a amiga. Depois parte pro outro vilarejo, onde passa a morar com o Vidente, tornado espécie de pai para ele. Deixa os delitos, mas não o amor pela floresta, animais e sensação de liberdade.

Vidente. Como a maioria da população do vilarejo, não nasceu lá, mas chegou extremamente ferido, com olhos inutilizados. Chamava-se Christopher antes do Líder “batizá-lo” com seu “nome verdadeiro”: Vidente. Perdeu a vida anterior que tinha quando quase perdeu a vida, esposa, criança ainda não nascida… Sente/vê coisas pelas vozes, comportamento, etc. Adotou o Matty como filho e sente saudades da criança que conheceu escondido, anos depois, sua filha.

Floresta. Organismo vivo. Provedora, porém não acolhe a todos igualmente. Transeuntes não tão bem-vindos são machucados, “enxotados” por seus galhos, espinhos, relva. Sempre acolheu Matty como seu, dando caminho, fornecendo alimento, água límpida, quando ele viajava para lá e cá com mensagens. Fica estranha, passa a agredi-lo também, rios-lamas, odor de putrefação, lodos… Adoece e ataca. Fere a Escolhida. Fere o Mensageiro. Morrendo… e matando.

Negociador. Diz-se que antes a feira de troca era alegre… Como grande parte da população do vilarejo, ele é um forasteiro que foi bem acolhido, como todos sempre foram. Há algo por trás das negociações que conduz, os registros no grande caderno, bem como cobranças que faz pessoalmente, depois, de casa em casa. O que quer? O que dará em troca? A família do Ramon, amigo do Matty, está com uma máquina de jogos que “dá doces”… o amigo dele, adoeceu. Que será?!?

Por favor, querida Arqueiro, teremos “presente” nesta Bienal?!?… Deixarei espaço na mala. 😉

 

Um abraço,

Carolina.

[Resenha] Isolados – O Enigma

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Livro: Isolados - O Enigma

Autor: Babi Tatto

Editora: Novo Conceito

Páginas: 144

Ano: 2017

Sinopse: Bibi Tatto retorna ao Minecraft para uma 
aventura ainda mais eletrizante! 

É o último dia de férias e Bibi acaba de retornar 
de viagem com sua família. Já dentro de casa, ela 
e seu irmão, Gagui, logo se sentem entediados, 
fato que não passa desapercebido pelos seus pais. 
Quando Bibi decide aceitar a sugestão deles e 
acessar o Novo Mundo que criou no primeiro livro, 
ela tem uma surpresa: o avatar do Gagui foi 
sequestrado e agora ela precisará descobrir em que 
lugar do universo do Minecraft ele está preso.

Porém, não será tão simples. O Novo Mundo foi 
invadido por um hacker que se autointitula como 
Intruso. Ele construiu uma série de desafios pelo 
caminho, que juntos compõem um grande enigma, para 
que Bibi tente adivinhar as respostas e alcançar o 
seu objetivo que é salvar o avatar do seu irmão, 
antes que o vilão apague tudo que ela criou. 
E se na primeira aventura Bibi corria contra o 
tempo, agora é a paciência do Intruso que pode 
acabar a qualquer instante...

 

Aproveitando a técnica utilizada pela autora no livro, intercalando o jogo, os passos para a resolução do enigma para libertar o avatar do irmão no Novo Mundo (lugar que criou no livro anterior) e lembranças, pensamentos, confissões da sua vida pessoal e profissional como youtuber, farei confissões:

 

1 – Não a conhecia. – COMO ASSIM?!? –

  Não costumo acompanhar canais, exceto o do meu amigo, o Alê Ribeiro. Apenas acesso quando necessito, através de pesquisa no Google, ou postagens importantes recomendadas por colegas e amigos do face, relacionados a minha área – não acesso todas – ou, raramente, para músicas.

 

2 – MINECRAFT?!?… Nunca joguei ou vi alguém jogando.

  Sei que alguns alunos gostam e jogam; Sei que há livros (os quais ainda não li) e, ainda, os “Diário de um  Zumbi do Minecraft”… Destes, li um ou dois, para indicar ou não compra para atividade de incentivo à leitura em uma das escolas, evento que ocorre anualmente, em outubro.

 

* Ainda: deem um desconto para mim!…

– Sim, trabalho 3 turnos! (E por vezes em casa)

– E tenho livros a ler, filmes e séries! Rsrsrs

 

Como esse livro veio parar na minha mão?.. Adivinha!!… Pergunta para o Alê! – Kkkk!

Ele virou com o famoso: Mana, você é professora e seus alunos gostarão de ler!…

 

O livro traz dados biográficos (o que me fez conhecer a Bibi) misturados aos desafios propostos por um “Intruso” no mundo que a autora criou no Minecraft. (terei que ler mais sobre… rs). Eles envolvem lógica numérica, charadas… Por que ela se submete ao Intruso? Além de tentar libertar o avatar do irmão, impedir que destrua o mundo que ela criou. Obviamente, não contarei “qual é a de mesmo” desse Intruso ou “perde a graça”.

 

Trechos que particularmente destaco estão nas páginas 57, 73 e 113. Alguns dirão: “Ah, fala sério! E o lance com os números nos tijolos, lógica, apresentados ao leitor nas páginas 27, 52 e 79?… As charadas?…”

 

Tá! São interessantes para alunos mas, veja, algo que repito para eles desde… SEMPRE?:

“…Preciso sempre ter muito cuidado com as fontes de pesquisa, se são confiáveis etc. Porque tem muita informação errada por aí! Já imaginaram se estou fazendo um trabalho para o colégio?”

 

Na 73 ela fala sobre a expressão “presente de grego”, citando a história (resumida, claro!) do Cavalo de Tróia! ❤

 

113: bullying – o diferente é feito de “chacota” mas, particularmente, a reação perante isso:

“…aprendi que ninguém pode zoar a gente quando você mesmo brinca com suas falhas.”

 

Tá, não falo assim! Digo para ignorarem, o que dá no mesmo. Afinal, tentar “zoar” quem não ouve a “zoeira”, que graça tem?!?.. É a presença de um público, de alguém que mostre ser atingido, que estimula a continuidade, não é mesmo?!?..

 

Admito que tiveram trechos que eu, devido minhas confissões acima, fiquei: “Hãh?!?”

– Kkk! – Mas gostei da leitura! Pensei em como meus alunos reagiriam, como poderia ser usado… Porque, bem sabem, a gente falar é uma coisa; já alguém com quem eles se identificam falar… Podem parar para ouvir, não é mesmo? A própria srta. Tatto disse que busca dar exemplo positivo, afinal, muitos dos milhões de seguidores são crianças. Gostei deste pensamento dela! 😉

 

Aproveito, já me despedindo, a oportunidade de conhecer um pouco da pessoa que, certamente, é seguida por alguns dos meus alunos; saber que eles tem um exemplo positivo dentre tantos negativos dos quais são cercados diariamente é um “bálsamo”…

 

“Vlw!”

E até mais!

 

Um abraço,

Carolina.

[Especial] A entrada para o paraíso: Bangtan Boys – BTS

B-T-S, EU DISSE O QUÊ? B-T-S, B-T-S, B-T-S, B-T-S!!

Eu, a louca desvairada dos animes, trago pra vocês a evolução das gostos, afinal animes são o princípio, depois vem os live-actions, logo os doramas, k-dramas, depois você está fazendo as coreografias da Girl’s Generation e quando se percebe é tarde demais e o mundo acaba de ficar mais interessante e agitado, não tenho arrependimentos (são anos e o amor não passou) e me surgiu a conclusão tardia de: como assim nunca falei de k-pop por aqui? Uma falha grave que vai começar a ser corrigida today!

Primeiro vamos falar de gênero musical, o K-Pop é um gênero popular musical oriundo da Coreia do Sul, sendo os coreanos grande responsáveis por lançar boys e girls band (tudo o que adoro), ou seja, coreografia para aprender e mandar na sua festa, na formatura e no meio da rua. Um dos fatores que mais atraem atenção no k-pop é o visual, ao olhos externos é considerado bastante excêntrico, os cabelos coloridos, as lentes e a extravagância nas vestimentas, passado esse choque inicial, a conquista vem pelo ritmo extremamente contagiante, por isso mesmo sem saber coreano, muitos se tornam adeptos, afinal não é gosto, é estilo de vida.

Antes restringido a grupos menores que se encontravam em eventos de cultura oriental – grande parte de cultura japonesa – os k-popers aumentaram seu número e hoje já somos um sólido grupo que adora disseminar esse pedaço do paraíso. Em um destaque imenso vai para a Bangtan Boys, ou BTS, o grupo musical que mais cresce nesse gênero atualmente, inclusive agora no dia 21 desse mês de maio, está prestes a levar o k-pop a um nível ainda nunca alcançado no tapete da Billboard, indicados a Social Media (votem bastante por obséquio!!!) e marcando presença no evento (me segura que tô desfalecendo).

O estilo musical da banda se destaca pela fuga ao convencional do K-Pop que se foca bastante naquele pop dançante, inserindo bastante do rap e hip-hop nas músicas e ritmo, contando também com composições bem densas e com críticas sociais, o resultado? É alucinante, viciante e totalmente digno de infinitos repeats e playlists de horas pra curtir essa maravilha musical (inclusive agora mesmo me encontro em um amor pleno em repetir desesperadamente I Need U).

Existem 2 tipos de pessoa: aquelas que gostam de K-Pop e as que ainda não conhecem (se você já ouviu e não gosta, ouve de novo, você escutou muito errado) e para ajudar vai aqui um resuminho leve sobre cada um dos sete integrantes e pessoas mais maravilhosas com as personalidades mais distintas e agitadas que formam esse grupo (em caso de dúvida na pronúncia, clica aqui e já pega a manha):

  • Min Yoongi, é o Suga sugar daddy, o responsável por mandar ver nas principais partes de rap da banda, tem a língua meio presa (algo que influencia na sua fala mais lenta), é também o mais preguiçoso e sério;
  • Park Jimin, que atende por Jimin (e Chim Chim) mesmo e até mesmo Jiminie e coxas grossas é o que traz a voz mais suave do grupo, muita das vezes responsável por descontrair e aliviar a tensão no clima da banda (e sensualizar pra me desestabilizar);
  • Jeon Jung-kook, conhecido como Jungkook cookie maknae é o caçula do grupo, mas não o subestimem em grande parde das apresentações e MV‘s ele está na frente e arrasa na coreografia com movimentos, ritmo e canto arrepiantes;
  • Kim Nam-joon, o Rap Monster ou Namjoon que voz nossasinhora é o líder, também o segundo integrante responsável pelo rap e hip-hop característico das músicas da banda, além de manda super bem no inglês, sendo responsável por responder muitas das entrevistas internacionais;
  • V o sedutor, na verdade Kim Taehyung, é basicamente o mais excêntrico, mesmo o nome artístico é devido também a dificuldade de pronúncia do seu nome, possui a personalidade mais afável, sempre que alguém o abraça, ele abraça de volta e não se deixem enganar por essa face de mocinho, quando fala justifica a ideia de “à prova de balas” afinal é tão grave que só assim pra quem sabe, resistir a essa saraivada com essa voz tão intensa;
  • Kim Seokjin, atende pelo apelido de Jin omma é um dos mais velhos, por isso geralmente o mais sério, a mãe do grupo em muitas ocasiões literalmente, dá apoio, carinho e traz pra linha (bônus: cozinha muito bem), tem todo um carisma e a voz é tão calma que só dá  pra amar;
  • J-Hope o rei do molejo é o mais animado, já é comprovado que ele é naturalmente assim, feliz, além de ter um vocal incrível, manda umas palhinhas insanas no rap, amém J-Hope!

Lançados pela Big Hit Entertainment, em 2010 a ideia de formar uma banda no conceito do k-pop começou a ter prosseguimento, contudo até a formação em oficial em 2013 do que hoje seria o que conhecemos como BTS aconteceram vários desfalques de integrantes, o único que persistiu desde a primeira formação é o Namjoon, felizmente a formação concretizada desde o début em 2013 deu super certo e hoje o estrondo causado pela banda só cresce, sendo que já vieram para solo brasileiro 3 vezes (e eu em casa rolando de vontade de estar naquele meio também), em 2013, 2014 e em março desse ano!

A trajetória discográfica é bem diversificada, cada álbum é conceitual e tão único que não dá pra apontar um só como favorito:

  • 2 Cool 4 Skool (1º Álbum de Singles, 2013)not today
  • O!RUL8,2? (1º Mini Álbum, 2013)
  • Skool Luv Affair (2º Mini Álbum, 2014)
  • Dark & Wild (1º Full-lenght, 2014)
  • The Most Beautiful Moment In Life, Pt. 1 (3º Mini Álbum, 2015)
  • The Most Beautiful Moment In Life, Pt. 2  (4º Mini Álbum, 2015)
  • The Most Beautiful Moment In Life: Young Forever (1º Álbum Especial, 2016)
  • Wings (2º Álbum Full-lenght, 2016)
  • You Never Walk Alone (2º Álbum Especial, 2017)

Vai ter mais K-pop, dorama e muito, muito mais por aqui, ah se vai! Aguardem cenas do próximo episódio.


Fiquem com esse vídeo da coreografia de Baepsae:

[Resenha] Angus: O Primeiro Guerreiro

 

angus__o_primeiro_guerreiro_1485862686649842sk1485862686bLivro: Angus - O Primeiro Guerreiro

Autor: Orlando Paes Filho

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Sinopse: Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. 
Uma invasão dos homens do norte arrasa a Ilha da 
Bretanha.
Cidades e monastérios são deitados ao chão. 
Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido 
pela devastação. A morte se espalha por toda parte.
Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan que não parece tombar diante 
dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. 
Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar 
cadáveres dos invasores.
Ele liberta os cativos e propõe uma nova resistência. Unifica reis. 
Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e 
seus reinos para sempre

Angus é filho de um “Jarl” nórdico e um Cristã, o jovem de 16 anos sonha em ser um Guerreiro. Mas não um guerreiro comum, um guerreiro de verdade. Para isso ele se dedica de corpo e alma em sua primeira missão, rumo a Terra dos Anglos do Leste.

Essa missão foi convocada por Ivan Sem-Osso, um homem que se confunde com seu próprio desejo de vingança pela morte de seu pai Ragnar, e deseja fazer jorrar o sangue de todos os cristãos, dando inicio a um massacre ao qual Angus (Criado nos costumes da religião viking e do cristianismo), nunca havia sonhado. Após cometer seu primeiro assassinato na mesma batalha perder seu e pai e seu melhor amigo, Angus foge ainda ferido, deixando para trás toda a crueldade comandada por Ivan.

A vida de Angus muda por completo, quando ele encontra em seu caminho o monge Nennius, que cuida de seu corpo enquanto ensina sua alma um novo caminho. O Caminho das Sete Virtudes. Durante anos, ele treinou e se dedicou até estar pronto de corpo e alma, e após se converter de vez ao cristianismo, ele retorna em busca de justiça.

Angus é um livro sobre o qual eu já ouço falar a um certo tempo, e sempre me foi muito bem recomendado. Quando recebi a edição da Novo Conceito, foi uma feliz surpresa pois finalmente poderia conhecer essa história.

Angus é uma ficção com grandes embasamento históricos, e muito bem construída. Um daqueles livros que prendem o leitor o cativam o transportam diretamente para o ano de 863.

Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. Uma invasão dos homens do norte arrasa a Ilha da Bretanha. Cidades e monastérios são deitados ao chão. Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido pela devastação. A morte se espalha por toda parte. Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan que não parece tombar diante dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar cadáveres dos invasores. Ele liberta os cativos e propõe uma nova resistência. Unifica reis. Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e seus reinos para sempre. ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ www.outrogarotolendo.wordpress.com ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Quer divulgar com a gente? Entre em contato: outrogarotolendo@gmail.com #like #like4like #TFLers #liker #likes #l4l #likes4likes #photooftheday #love #likeforlike #likesforlikes #liketeam #likeback #likebackteam #instagood #likeall #likealways #liking

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A edição merece um destaque especial, com diagramação e edição primorosamente trabalhados, e ilustrações espetaculares. Esperamos muito em breve que a continuação da série seja publicada com o mesmo capricho.

 

Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] Uma sombra na escuridão

Livro: Um Sombra na Escuridão
Autora: Robert Bryndza
Editora: Gutenberg
Ano: 2017
Páginas: 320
Sinopse: Em uma noite de verão, a Detetive Erika Foster é convocada para trabalhar em uma cena de homicídio. A vítima: um médico encontrado sufocado na cama. 
Seus pulsos estão presos e através de um saco plástico transparente amarrado firmemente sobre sua cabeça é possível ver seus olhos arregalados.
Poucos dias depois, outro cadáver é encontrado, assassinado exatamente nas mesmas circunstâncias. 
As vítimas são sempre homens solteiros, bem-sucedidos e, pelo que tudo indica, há algo misterioso em suas vidas. 
Mas, afinal, qual é o segredo desses homens? Qual é a ligação entre as vítimas e o assassino?
Erika e sua equipe se aprofundam na investigação e descobrem um serial killer calculista que persegue seus alvos até achar o momento certo para atacá-los.
Agora, Erika Foster fará de tudo para deter aquela sombra e evitar mais vítimas, mesmo que isso signifique arriscar sua carreira e também sua própria vida.

Tal sentença poderia ser proferida por qualquer um que vivenciasse ou acompanhasse de perto tal caso, o segundo que partilhamos com a Erika Foster. Quem tomou parte no outro caso, o da garota no gelo, sabe que a detetive Inspetora Chefe Foster não costuma desistir das investigações, segue seus instintos, mesmo que a tentem persuadir do contrário. Ela faz o que acredita ser o correto: cumprir seu dever para com a verdade e capturar o real culpado, mesmo que lhe seja advertido quanto a seguir adiante – o que pode lhe custar progressões na carreira, politicagens.

Alguns tópicos podem ser vistos:

  • Repercussão quando sexualidade é inserida;
  • Uso de chats e personas, bem como compras online;
  • (novamente) O interesse desperto quando pessoa pública/famosa/rica;
  • Programa dificultador para trabalho investigativo de rastreamento;
  • Traumas, violências, suicídio (?)

Olhares…

Reações…

Ações…

Na autópsia do primeiro corpo, o do Dr. Gregory, a análise toxicológica aponta Flunitrazepam (substância do Boa Noite Cinderela), morte por asfixia, mãos atadas post mortem…

-> Mas não se limitou a uma morte…

A leitura pode propiciar reflexões. Por vezes podemos estar ao lado de uma bomba-relógio que necessita apenas que o “gatilho” seja acionado. E este pode estar “emperrado”, acumulando… Até quando aguentará?!?

Diariamente vemos abusos. A palavra bullying está mais utilizada que nunca: nas escolas, no trabalho, em casa… todo e qualquer lugar. É algo novo? Não. Mas a proporção que tem tomado está surpreendente. Os vários tipos de agressões. Robert Bryndza citou elementos bem pertinentes neste romance policial e construiu um indivíduo assassino que desperta reações diversas em momentos distintos, consolidou a força de caráter da “heroína”, bem como suas “fragilidades”/força. A necessidade da confiança, parceria… em todos os setores da vida.

Bryndza nos estimula desprezo, ira, empatia, tristeza… tantos sentimentos no decorrer desta história. Foi estranha a identificação por parte do leitor da pessoa que cometeu os homicídios quase no meio do volume. Pensei: o resto do livro será..? Tentativa de pegar tal ser?.. Mas eu já sei quem é!! E autor surpreende: apenas a identidade é pouco – quem é a pessoa?!?… Afinal, ninguém “nasce”, mas “se torna”…

“Está tudo bem… está tudo certo. (…) Você é inocente. Ainda
não pode causar nenhuma confusão no mundo.”
p.114

(Para bebê em berço)

O que nos tornamos a cada dia?

Outra polêmica é ainda mencionada, embora não seja o foco: a exploração sexual infantil. O caso é exposto particularmente à Erika pelo March, seu chefe imediato, para justificar o comando que ela deixasse o altamente suspeito irmão da esposa da primeira vítima em paz: está sendo vigiado por envolvimento neste outro caso. Portanto, o autor aumenta o mundo, mostra investigações paralelas, afinal, é assim que a polícia trabalha, realocando policiais consoante necessidades dos casos investigados, não podem focar em apenas um por vez. Tal colocação contribui com a ideia de movimento, bem como a continuidade da escrita em capítulos curtos, como “tomada de cenas cinematográficas”, sem foco único.

Outro acréscimo positivo foi o maior acesso à história da Erika com o aniversário da morte do Mark e tanto mais.

“É engraçado o quanto nós temos em comum…” p.177

E esse link é feito de ambos os lados. A personagem cresce e se consolida.

______

* p.320


Um abraço,

Carolina.

 

[Resenha Estrangeira] Cream of the Crop

cream of the crop capaLivro: Cream of the Crop (Hudson Valley #2)
Autora: Alice Clayton
Ano: 2016
Editora: Gallery Books
Páginas: 336
Sinopse: A garota sensação de Manhattan, Natalie Grayson, tem tudo: ela é uma executiva quente de uma empresa líder de publicidade, conhecida por toda a indústria por suas campanhas desafiantes e nervosas.Ela tem um grande círculo de amigos, 
uma família que a ama muito, e seu cartão de dança está sempre cheio com solteiros bonitos.
O que mais uma moderna garota da cidade poderia desejar? A resposta, claro, é... Queijo.
A parte favorita de Natalie, a cada semana, é gastar todo sábado de manhã na Union Square Farmer’s Market, onde ela se entrega ao seu amor sobre todas as coisas com creme triplo.
Seu estande favorito também satisfaz o seu amor por todas as coisas bonitas. Oscar Mendoza, proprietário do Bailey Falls Creamery e fornecedor dos melhores queijos artesanais que Hudson Valley tem para oferecer, é alto, sombrio, misterioso e um pouco distraído.
Ou assim ela pensa. Mas isso não impede Natalie de fantasiar sobre o tamanho da sua, aham, leiteira. 
O romance está produzindo, paixão está queimando, e algo incrível está subindo para o topo. Poderia ser... Amor?

Vamos de Alice Clayton hoje porque necessito dessa série aqui!!!

Cream of the Crop é um hot engraçado, sobre duas pessoas que se envolvem sem compromissos e se sentem confortáveis em levar o tempo delas em uma relação e se isso ainda contenha muitas sessões de sexo, melhor ainda, um orgasmo é bom, ainda mais intenso se compartilhado.

Natalie Grayson é um sonho de mulher, uma inspiração – minha então, nem se se fala – livre, independente e segura de si, o seu número 48 não reprimem sua autoestima, ser uma plus size não lhe incomoda como outrora, muito pelo contrário, é uma proporção vasta e muito bem aproveitada. Ninguém preenche um jeans como ela e ela sabe disso, a garota de negócios e socialite sabe como usar o seu talento e charme, trabalho não necessariamente precisa estar isolado do prazer.

“Eu preciso voltar ao celeiro para fazer o almoço.”
“Ótimo! Estou morrendo de fome!” Eu anunciei, puxando para baixo a minha gola, ansiosa para varrer essa coisa toda sob o jipe.
“Um almoço que Oscar está participando.”
“Eu ainda estou cheia com o café da manhã.” Subi a gola alta da blusa para cima. 

Oscar Mendonza é o leiteiro e sonho quente de garoto homem, ele é todo homem da fazenda, com seu cabelo mais longo e sua personalidade calma, o seu potencial está em toda a sua altura magnífica e o jeito enigmático e calado que dá ganas de saber mais a seu respeito – muito, muitíssimo mais.

“Então, aqui está a coisa, Oscar. Posso te chamar de Oscar?”
“Meu nome é Oscar.” ele disse, soando um pouco divertido. 

Sem delongas os dois se encontram no prazer um do outro, Natalie não é uma mulher de inibições, Oscar não é falador, mas sim um homem de ações, surpreendendo uma Natalie beligerante quanto as capacidades dw flertar dele, a melhor surpresa que ela poderia ter – e nem estou falando da fartura em todos os sentidos do rapaz. Oscar é simples, em contraposição com Natalie, uma mulher da selva de asfalto e botas Prada, que sabe fazer as pessoas comerem em sua mão – principalmente seus parceiros sexuais.

Eu sinto falta de sua boca
Sinto falta do seu gosto
Traga a sua grande vírgula bunda grande de volta para cá para que eu possa mordê-la

Alice Clayton sutilmente faz uma conexão entre séries, Mia da série Redhead faz sua aparição logo no primeiro livro, como uma celebridade de L.A. e sua amiga e chef Roxie Callahan, mas a conexão real foi ainda mais marcante nesse livro com a série Cocktail – lançada nacionalmente como série Wallbanger – as três amigas loucas Caroline, Sophia e Mimi, são em essência, Roxie, Natalie e Clara, respectivamente, as personalidades se encontram tão bem que não há como não desejar que a Alice criasse enredos voltados para a Sophia e a Mimi também!


Sabe um sonho? Ser a Natalie!