[Resenha] Volúpia de Veludo

Livro: Volúpia de Veludo
Autora: Loretta Chase
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne,acaba 
de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.
Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot.
Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, 
e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima 
do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.
Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar 
a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. 
Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar 
a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da 
temporada acabará acontecendo dentro de Leonie? 

 Muito amor aveludado por esse livro!

Loretta dessa vez incluiu brilhantemente os arranjos filantrópicos de outrora e as condições em que a alta sociedade pouco se importava com muita coisa além da superficialidade, ao mesmo tempo que detinham o poder de destruir reputações e consequentemente, pessoas. Leonie não tinha destaque nos livros de suas irmãs e sua mente analítica levava a crer que seria uma leitura insonsa, nada como estar muito errada e de combo dar boas risadas com o constante conflito de interesses da modista e do marquês.

Leonie é a mais nova das temidas irmãs Noirot – pra referência de distinção, é a ruiva -, com um dom de lidar com números e planejamentos, a jovem modista possui agora a missão de levar a frente a Maison Noirot sem o apoio costumeiro de Marcelline – temporariamente debilitada – e Sophie – em viagem de lua de mel e afastada de Londres devido a sua última grande interpretação.

– Não posso acreditar que esteja bancando o inocente ferido. Fui eu que me joguei em cima do senhor, milorde?
– Não, e foi muita falta de consideração de sua parte não tê-lo feito, quando me empenhei tanto para me tornar atraente aos seus olhos. Por que deveria sempre ser eu a dar o primeiro passo? Por que a senhorita não pode se esforçar um pouco mais?

Com uma personalidade decidida e menos sonhadora que suas irmãs, ela decide priorizar e manter a todo custo a Maison Noirot e a Sociedade das Costureiras para Educação de Mulheres Desafortunadas, logo cada boato e escândalo é vital na imagem de ambos, uma associação com Lorde Swaton, o poeta – e primo de Lisburne se torna perigosa e cabe a jovem Noirot planejar uma volta por cima, com a ajuda por vezes perturbadora e enlouquecedora do irresistível marquês.

Simon Fairfax, o sobrenome é familiar certo? Ele é primo de Harry Fairfax, o conde de Longmore e cunhado de Leonie, Simon, além de marquês de Lisburne, conta com um incrível senso de humor e uma sabedoria admirável de seu próprio charme, afinal se sentir confortável na própria na pele é um direito de nascença dos aristocratas, porém usar isso de forma velada é um dom desse exemplar masculino com uma cobertura generosa de beleza e sorrisos sedutores.

– Não é de bom-tom querer me seduzir quando estou ocupada em tentar não nos matar – reagiu ela.
– Eu a estou seduzindo? Não percebi que já chegara a essa parte. Devo ser incrivelmente inteligente. Mas preste atenção. Estamos chegando a Cumberland Gate.

Em paralelo ao jogo de sedução e conquista de Leonie e Simon, o resultado de uma perigosa aposta, valendo nada menos do que um Botticelli, envolvendo a protegida de Leonie, que por sua vez cativa a atenção do jovem poeta, que se vê cativado pela voz firme e canora de Lady Gladys Fairfax, um romance improvável está borbulhando nas duas polêmicas figuras da alta sociedade inglesa, esta afirmação é plenamente aplicável a ambas as duplas.

(…) Ela o viu corar enquanto falava. Algo do tipo “me daria a honra”. Lady Gladys também estava corada, o rosa- escuro descendo por seu colo, exibido elegantemente e sem pudor.
A orquestra voltou a tocar.
E lorde Swanton a conduziu até a pista de dança.

A deliciosa impressão que o livro deixa, é de um romance em que os dois competem sedução e se completam em paixão. Enquanto um outro casal está em um desencontro, apaixonados, porém temerosos e o resultado desses pares são suspiros e muitos leques agitados, em união a um visual lindo e muito bem acabado da Arqueiro, que consegue me conquistar cada vez mais com a qualidade do livro e dedicação editorial.


ARQUEIRO PODERIA LANÇAR ROMANCE ENTRE RENDAS EM AGOSTO, PELO AMOR DE JANE AUSTEN!

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[Resenha] Big Rock

big_rock_1492192347671208sk1492192347bLivro: Big Rock

Autor(a): Lauren Blakely

Editora: Faro Editorial

Ano: 2017

Páginas: 224

Sinopse: “A maioria dos homens não entendem as mulheres.”

Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam.

E não pense você que se trata só de mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?”

Quer dizer, a vida ERA assim.

Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente – comprometedor… pelo menos durante esse processo.

Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado… até agora.

 

Spencer Holidays é um dos maiores garanhões que você vai conhecer. E se você ainda tiver alguma duvida ele vai se sentir muito feliz em te provar isso. Ele esta acostumado a ter as mulheres que quer, quando quer, porque é claro, não tem como não resistir a ele.

Você não vai querer nos campos sobre um pônei, se puder escolher o maior e mais garboso dos garanhões.

Mas isso está prestes a mudar, quando para ajudar seu paina venda de sua joalheria para uma multinacional, ele precisa assumir o papel de homem sério e responsável, logo ele um dos maiores conquistadores da cidade, que ainda na faculdade criou um aplicativo de relacionamentos que hoje é sucesso de downloads, o homem que sempre estrelas as capas das revistas de fofocas sempre com mulheres diferentes.

Eu domino a arte de entender o que uma mulher quer… e dar à mulher o que ela quer. Meu conhecimento nessa área é enciclopédico. Tenho grande fluência na leitura da linguagem corporal feminina, dos sinais e gestos.

E que forma melhor de provar isso ao comprador do que anunciando que está noivo? E para encarnar o papel da noiva ele pede ajuda da sua sócia e melhor amiga Charlotte, que para escapar dos próprios problemas embarca com seu amigo nesse noivado inesperado durante uma semana.

O que ele não esperava, era que com toda essa encenação ele fosse acabar por notar sua amiga de uma outra forma…

Alguma coisa esta acontecendo. Alguma coisa estranha, completamente desconhecida.Meu coração está falando uma língua que eu não compreendo, enquanto tenta me arrastar para a Charlotte

E assim tem inicio um dos relacionamentos mais divertidos que já li nos últimos tempos.

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Você não vai querer ter um diamante minusculo no dedo, se puder ter um de três quilates. […]

Por quê? Porque os grandes são melhores. E proporcionam mais diversão.

Big Rock é o nosso primeiro livro em parceria com a Faro Editorial, e não poderia ter sido um livro melhor. Afinal, quem me conhecer sabe que eu sou o louco dos New Adults, e já fazia muito tempo que eu não me divertia tanto com um livro, como com esse.

Spencer é um personagem tão grande quanto o seu ego (em todos os sentidos), e nos prende em sua história do começo ao fim do livro, com sarcasmo, ousadia e muita sensualidade. Esse também é o primeiro da Lauren Blakely que eu leio, e supriu todas as minhas expectativas com uma narrativa leve, divertida e cativante, que nos apaixonar pelo Spencer desde o primeiro momento.

Um completo casanova. Cem por cento mulherengo. Livre para voar e sem a menor necessidade de uma gaiola.

Quando falamos de edição, a Faro Editorial nos presenteia com um livro bem trabalhado desde a capa, até a tradução, revisão e todo acabamento. Simplesmente não vejo a hora que eles lancem “Mister O”, segundo livro da “série”.

Esse é o livro perfeito para as férias que estão chegando: Leve, ousado, divertido e que com certeza vai te garantir boas risadas do começo ao fim.

Um cheiro e até a próxima!

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[Resenha] Um Acordo de Cavalheiros

Vocês sabem que eu não sou fã de romance de época. E se um romance de época foi para mim  o melhor livro do ano, é por que ele com certeza é muito bom!!

um_acordo_de_cavalheiros_1494016665677677sk1494016665bLivro: Um Acordo de Cavalheiros

Autora: Lucy Vargas

Editora: Bertrand Brasil

Ano: 2017

Páginas: 350

Sinopse: Tristan Thorne, o Conde de Wintry, não é um homem para brincadeiras. Com uma vida de segredos, amado e odiado na sociedade, ele não é o parceiro ideal para uma dama. Dorothy Miller não sabe o que há por trás de suas motivações, apenas que ele é bastante intenso. Os jornais dizem que ele bebe demais, joga demais e ama escandalosamente. E até mata. Como uma dama determinada a ser dona do próprio destino como Dorothy Miller acaba em um acordo com um homem como Lorde Wintry? Você teria coragem de guardar um segredo com o maior terror dos salões londrinos? Lembre-se: Nunca faça acordos com ele, pois o conde sempre volta para cobrar.

Dorothy Miller não consegue acreditar, que mesmo com todo o vinho do mundo, elá um dia iria parar na cama do Conde de Wintry. Logo ela, uma dama que mesmo após tantas temporadas ainda buscava por um pretendente a altura de sua reputação exemplar, iria se entregar ao Lord Demoniaco.

Thristan Thorne é o completo oposto de Dot (pelo menos é o que dizem os boatos), um libertino de primeira linha, destruidor de corações e reputações por onde quer que ele passe, ficou completamente encantado com dama que não resistiu as suas habilidades orais e desmaiou em seus braços. E assim começa um jogo de gato e rato entre a dama com uma das melhores reputações de Londres e um dos lords mais depravados da  cidade.

Seria um acordo de cavalheiros a solução para o problema dos dois?

– Um caso. Sexo consensual e prazeroso por mais de uma noite. Eu espero que seja por muitas noites, mas não quero que apague outra vez. Temos que chegar até o final . Gostei muito de lhe proporcionar prazer, Dot, mas um bom sexo é feito de reciprocidade e muito prazer compartilhado.

Lembre-se: Nunca faça acordos com ele, pois o conde sempre volta para cobrar.

– Tão inocente e tão canalha… – Ele balançou a cabeça para ela, claramente sem acreditar, então estendeu a mão. – Temos um acordo de cavalheiros ou não?

Eu não possuo o habito de ler romances de época, conheço muitos, li poucos, mas nunca me diverti tanto com uma leitura do gênero como dessa vez. Lucy vargas é uma das grandes promessas da literatura. Por várias vezes durante a leitura me peguei pensando: “Seria a Lucy a Julia Quinn brasileira?”, e de todo coração eu espero que sim.

Diferente dos outros livros do gênero que eu já li, “Um Acordo de Cavalheiros” nos traz uma protagonista de época diferente das outras, e diante da sua época bastante empoderada. O livro tem uma escrita muito leve fluída, que garante ao leitor cenas muito intensas, sejam elas de comedia, erotismo, romance ou drama.

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Com personagens humanos em seus pensamentos e sensações, Lucy Vargas presenteia os leitores com um romance acima da média, em um gênero característico de livros clichês e de formulas repetitivas, com um grande destaque para a protagonista consciente de sua sexualidade e suas vontades, e um protagonista que por mais devasso e libertino, sabe como tratar e respeitar uma mulher.

Você é uma bela de uma vigarista. Deve ser por isso que a quero tanto

“Um Acordo de Cavalheiros” é um prato cheio para as fãs de romance de época se deliciarem do começo ao fim, e não se arrependerem de se entregar ao Tristan Thorne.

Nos próximos dias 02, 08 e 09 de Julho, a autora irá sair em turnê por três cidades junto com a editora, apresentando o “Chá da Record”, um evento criado para os fãs de romances de época conhecerem os lançamentos da editora e participarem da sessão de autógrafos com a autora:

02/07 – http://bit.ly/ChaDeEpoca2017Rio
08/07 – http://bit.ly/ChaDeEpoca2017Salvador
09/07 – http://bit.ly/ChaDeEpoca2017SP

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Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] Sociedade J. M. Barrie

sociedade_j_m_barrie_1489760137663529sk1489760137bLivro: Sociedade J. M. Barrie

Autor (a): Barbara J. Zitwer 

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Páginas: 288

Sinopse: Após passar por altos e baixos na vida, Joey ­ finalmente tem uma grande oportunidade: a empresa de arquitetura onde trabalha decidiu mandá-la para Inglaterra para supervisionar a restauração de uma antiga casa. A Stanway House é o lugar onde J. M. Barrie teria escrito Peter Pan, o livro favorito de Joey. Entretanto, a tarefa se mostra mais difícil do que ela imaginava. Até que um dia, enquanto corria pelo parque, Joey conhece um grupo de alegres octogenárias. Elas são membros da Sociedade de Natação de Senhoras J.M. Barrie. O desafio delas é nadar nas águas geladas do lago. A cada dia de Natal, desde 1864, os membros da Sociedade fazem uma competição ao ar livre. J.M. Barrie era o patrono e deu aos participantes um troféu, agora conhecido como Troféu Peter Pan. Essa sociedade, adorável e divertida, transforma a vida de Joey, e marca o início de uma amizade que a mudará de maneira inesperada. Encontrar o amor é muitas vezes apenas um mergulho em nós mesmos.

Desculpem o atraso. Digerir o prato nacional da Escócia feito pelo Ian demandou tempo… Se quiserem a receita, está nas páginas 146-7. A Joey torceu o nariz mas, quando na degustação, diferia da leitura dos ingrediente.  😉

Joey trabalha na Apex Group há sete anos.

“…sua estratégia profissional – ser melhor que qualquer outra pessoa e, quem sabe, alguém notaria isso – começava a parecer equivocada.” p.13

Até que um imprevisto faz com que apresente o projeto de Stanway, e sua dedicação, bem como o amor à história do Peter Pan (a propriedade foi a casa na qual J. M. Barrie passava as férias, onde se inspirou e conviveu com a família Llwelyn Davies) fazem não apenas com que o projeto seja aprovado pela empresa britânica, como que ela seja a responsável por tocá-lo adiante.

WOW!

Propriedade (142):

– capela, hall, antigo refeitório onde os monges faziam refeições, dezesseis quartos, doze banheiros, biblioteca, seis salas semiprivadas, sala de refeições, enorme cozinha, lavanderia e outros doze cômodos que serviram a vários propósitos ao longo dos séculos;

– estábulo;

– edifício de pedra para guardar 1/10 da colheita doado para a igreja;

– chalés de hóspedes;

– dormitório de pedra onde os monges de Tewkesbury Abbey dormiam.

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Um grande trabalho; uma grande oportunidade de explorar ao máximo seu potencial e se destacar, certamente! Para a “intimidação inicial” da Joey o ex dela que trabalha na empresa (bom, sem detalhes deste, não é mesmo?!?…) ficou presente durante a apresentação que deu a ela a oportunidade. (E com “sorrisinho”! Aff!)

Esse é o pontapé inicial. O motivo da viagem da Joey e da sua cachorrinha Tink – Sim, Tink! – de Nova York para Cotswolds. Seu mundo amplia… e o foco principal parece alterado. Ela conhece “as garotas perdidas”: Aggie, Viv, Gala, Meg e Lilia – garotas de aproximadamente 80 anos.

“Se fechar os olhos e for uma pessoa de sorte”, disse o nosso amado senhor Barrie, “deve ver às vezes um lago sem forma, de incríveis cores claras, suspenso na escuridão; então, se olhar bem, o lago começará a ter forma, e as cores ficarão tão vivas que, se olhar bem de novo, devem estar pegando fogo.” Tenho certeza de que falava do nosso lago.p.267

Você mergulharia em um lago congelado?… Se tiver tal “coragem”, após o primeiro impacto térmico (aprendi), que será excruciante, o euforismo será revigorante! Mas não ultrapasse os quinze minutos, mais ou menos, ou pode ter hipotermia. Segredo: dosagem.

Cinco mulheres experientes, corajosas, garotas perdidas… Que nunca deixaram a amizade esvanecer. Sorte?!? NÃO!

“Isso não tem nada a ver com sorte, querida. Decidimos ser amigas e continuar amigas, na alegria e na tristeza.” p.81.

Um tipo cada vez mais raro de amizade, não? Empecilhos não fazem desistir. Eram garotas quando formaram tal laço. Porque o trocadilho com os de Barrie?!…

“Talvez para você, Joey, seja difícil de acreditar, mas cada uma de n´s esteve perdida. Algumas durante meses; algumas durante anos.” p.266.

A briga com a Sarah, sua amiga/irmã de infância que mora há anos na Inglaterra (casada, 4 filhos, com quem tinha perdido contato também enquanto trabalhava e se relacionava “em segredo” com o  Alex), a abalou e Aggie conversou com ela. A “culpa” pela mudança não é do filho dela, Henry, marido da Sarah, mas da criação que ele teve (cuidadores, colégios internos, família tradicional…). Sim, Aggie é sogra da Sarah… Parece que está tudo “em família”? É uma cidade pequena… (Mesmo que morem em Londres.) rs.

A viagem a trabalho possibilitaria o reencontro das amigas, mas as diferenças ocorridas como tempo causam descompassos e estranhamentos. Sim, trabalho! Mas a vida não é apenas isso…

Carol, é sobre a reforma de Stanway, garotas perdidas, amizade ou o quê?!?…

Acalmem-se que nem falei do responsável pela propriedade e genro da Lilia, pai da Lily (adolescente que quer ser atriz, morar em Nova York…rs), o Ian McCormack!

Vida. Escolhas. Perdas e reencontros. A sociedade de natação J. M. Barrie, laços fortes que não podem ser desfeitos com brigas, rompantes, tristezas, discordâncias, diferenças, tempo. Vida compartilhada… apoio… chocolate especial (Chocolate Branco Quente Russo) ou whisky, ou torradas, ou chá… Estar, ser, poder contar. Ter uma Terra do Nunca.

“A liberdade pode ser solitária.” p.135.

Criar laços… Cativar… Ser cativado.

Amigo disse que não era sobre o Peter apesar do Barrie… Não é. É. Pode ser. Tudo muda consoante o olhar. Você decide percorrer a jornada e regressa diferente de quando partiu. Poderia ter decidido não regressar…

Uma língua presa pode transformar “my friend” em “my fwendy” e ser homenageada eternamente, tornando-se Wendy…

Como não embarcar?… Emocionar… Convido-os!

 

Um abraço, Carolina.

[Resenha] Um Amor Conquistado

Livro: Um Amor Conquistado
Autora: Silvia Spadoni
Ano: 2017
Editora: Pedra Azul
Páginas: 208
Sinopse: Ainda criança, Sophia foi levada para a Inglaterra para fugir da perseguição e do terror impostos pela Revolução Francesa. Com medo de ser descoberta, nunca revelou sua origem nobre, mas manteve viva a esperança de reencontrar sua família. 
Após o falecimento da madrinha, Sophia se vê obrigada a buscar trabalho para sobreviver e, por isso, se candidata à vaga de preceptora de Louise, a sobrinha órfã do conde de Buckington, um nobre conhecido pela sua frieza e arrogância. 
Uma brincadeira do acaso e ela se vê diante da possibilidade de voltar à França sob a proteção do nobre inglês e de descobrir o que aconteceu com seus pais. Mesmo avisada sobre os riscos, ela decide seguir em frente, ainda que isso signifique fingir ser a noiva do conde de gelo. 
Edward é um homem frio e arrogante, disposto a qualquer coisa para vingar-se do francês que destruiu seu irmão, até mesmo embarcar para a França em companhia de uma desconhecida apresentando-a como sua noiva. 
Ele conhece os riscos da empreitada, só não está preparado para os sentimentos contraditórios que invadem seu coração.

A obra do dia é nacional!

Sophia é francesa, os modos estão acima de qualquer suspeita, entretanto a personalidade vivaz e língua ferina ganham um destaque, orgulhosa e inteligente, ela sabe como se impor e delimitar as ações alheias que a afetem e contornar uma situação constrangedora com muita classe, afinal se candidatar a uma vaga de preceptora logo após ser quase atropelada pela carruagem de seu possível contratante é digno de uma mente hábil e afiada.

– Então estou decidida, não preciso de sua permissão e nem de sua aprovação, lorde Buckington – e virando-se ostensivamente para lorde Cavendish, completou: – Estou pronta, milorde. (…)

Edward, lorde Buckington é singular em alguns aspectos, além da sua aparência, um evento no passado, destruiu a vida de sua família e a ação principal de um francês o levou a repudiar os franceses. É quando sua última alternativa é colocar sua única e rebelde sobrinha em uma escola para damas que seu caminho se cruza – literalmente – com a jovem Sophia, a perturbadora francesa conquista não só a confiança dos seus entes mais próximos, como consegue ter uma boa comunicação e influência sobre a pequena Louise, além do próprio tio, no caso, ele!

– Não vou mais permitir que me desafie impunemente, Sophia. De agora em diante quando o fizer terá que arcar com as consequências – disse ele com um sorriso irônico. – Minha esposa, a condessa de Buckington, terá que aprender a se comportar, mesmo sendo uma francesa muito atrevida e… maravilhosa!

A qualidade do enredo é excelente, o livro é curto e conquista em cada passagem, deixando aquela ansiedade para a próxima obra da autora, porém, o trabalho editorial deixou a desejar em questão de ortografia, por vezes os diálogos não eram acompanhados da sinalização, chegando a confundir, exigindo um pouco mais de atenção na leitura. Retirando algo facilmente corrigível, como esse pequeno equívoco, o que de coração não poderia deixar de sinalizar é o carinho da editora e da própria Silvia em enviar marcadores cheios de carinho e um autógrafo muito lindo, o que só me deixou ainda mais apaixonada ao conhecer conhecer o trabalho da editora Pedra Azul e da Silvia.


E por hoje é essa dica MARA de um gênero que adoro me deleitar lendo!

[Resenha] A Melodia Feroz – Monstros da Violência #01

 

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Livro: Melodia Feroz – Monstros da Violência #01
Autora: V.E. Schwab

Editora: Seguinte

Páginas: 384

Ano: 2017

Sinopse: Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver.

 

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V. E. Schwab, ou Victoria Schwab, é uma autora muito superestimada pelos leitores. Ela é o tipo de pessoa que, se publicasse sua lista de compras do supermercado do ano todo compilada num último volume em hardcover, entraria na lista dos mais vendidos do New York Times num piscar de olhos. Por isso, eu fiquei com um pé atrás para ler A Melodia Feroz, livro que está sendo amado por quase geral, pois se eu não gostasse, admitir isso publicamente seria tão polêmico quanto anunciar pro mundo que não gosto de filhotinhos de cachorro, que por sinal gosto muito. Mas prefiro gatos. Mesmo assim, eu recebi o livro na minha primeira e única caixinha do Turista Literário, um serviço de assinatura maravilhoso e caro para desempregados que nem eu (por favor me contratem), e como já tinha pagado oitenta reais nessa bagaça, eu tinha que ler o livro, né? Então eu apaguei o fogo no rabo e li. E realmente… QUE LIVRÃO DA PORRA!

“Somos os atos mais sombrios transformados em luz.”

Depois dessa introdução gigantesca, finalmente vou falar da história. Resumindo a treta toda, é mais ou menos assim:

Neste universo incrivelmente bem construído, a violência gera monstros que se alimentam de carne, ossos e sangue (ou seja, de gente). Existem três tipos deles (Corsais, Malchais e Sunais), cada um gerado a partir de uma violência específica.

“Corsais, corsais, dentes e garras,sombras e ossos abrirão as bocarras.

Malchais, malchais, cadavéricos e sagazes, bebem seu sangue com mordidas vorazes.

Sunais, sunais, olhos de carvão, com uma melodia sua alma sugarão.”

A cidade de Veracidade é separada em dois territórios: Norte e Sul. No Norte, Callum Harker vende proteção para as pessoas, em forma de um medalhão de ferro. No Sul, o líder Henry Flynn tenta manter a trégua entre as duas cidades, eliminando o máximo de monstros que pode e caçando o máximo de pessoas que já criaram monstros com atos violentos, causando mais violência e gerando mais monstros.

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Kate Harker faz de tudo para conseguir a atenção do seu pai, Callum, mas ele a mantém afastada de Veracidade e longe de onde toda a ação acontece. Só que ela quer orgulhar o seu pai, então causa um monte de problemas em todos os colégios internos que estuda (incluindo botar fogo em uma capela, quem nunca?) durante sua adolescência até que, FINALMENTE, o seu pai a manda de volta para “casa”, em Veracidade.

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August Flynn é um Sunai. Ele rouba as almas dos pecadores (pessoas que já mataram pessoas), utilizando o seu violino para materializar as almas e se alimentar delas. Sim, a mitologia desse livro é incrível. Só que August não quer ser um monstro, ele quer ser um humano. E seu sonho meio que se realiza quando ele recebe a missão de estudar no mesmo colégio que a Kate, se passando por um humano e, caso algo aconteça, dar aquele sequestro básico nela e negociar com Callum em troca da trégua entre as duas cidades, que está sendo ameaçada.

“O nome disso é vida, August. Você queria se sentir vivo, certo? Não importa se é monstro ou humano. Viver dói.”

Essa é a ideia central do livro: dois ideais opostos convivendo, mas não é só isso. O livro toma um rumo diferente do que eu deduzi, com mais ação e reviravoltas, o que acaba sendo muito bom! Os personagens são incrivelmente humanos, até mesmo os monstros e o livro tem aquela escrita que parece um filme dentro da nossa cabeça. Se os outros livros da autora forem tão bom quanto esse, já quero!

“Temia que o vazio só deixasse de existir quando ele deixasse de existir.”

Se ainda não te convenci, te dou logo os cincos motivos para você ler A Melodia Feroz:

1. Os pontos de vista.

2. A capa é linda.

3. É uma distopia, mas não é mais do mesmo. (Cof cof, indireta.)

4. SEM ROMANCE. (Pelo poder da amizade!)

5. E os monstros criativos.

A Sony já comprou os direitos do livro, então espero que façam algo mais Jogos Vorazes do que Divergente. Ou seja: que essa história dê certo nos cinemas.

Um abraço violento e até mais.

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[Variedades] Achadinhos por menos de R$30? Só na Avenida 7

Quem me acompanha lá no Instagram (@blogoutrogarotolendo), sabe que tenho me aventurado muito pelo principal meio de comercio popular de Salvador, a Avenida 7 de Setembro.

E durante as minhas aventuras pelas lojas de beleza da Ladeira da Lapa, as lojinhas de tecnologia do Beco das Flores, e as de bijuterias e cosméticos do Relógio de São Pedro , eu acabei fazendo algumas comprinhas e posso garantir a vocês que esse é um lugar onde você pode comprar muito, gastando pouco e ainda encontrar muitas tendencias e novidades do mercado. Vamos por setores:

– Acessórios par Celular:

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Cabo para celular de 3M: R$8,50

Quando se trata de Tecnologia e acessórios para celular é bom tomar cuidado. Muitos produtos são “xing ling” e de baixa qualidade, mas se você garimpar você consegue achar algumas coisas bem legais.

Como  esse cabo para celular de 3M por apenas R$8,50!

Isso mesmo Brasil! Eu paguei fuckin R$8,50 em 3 metros de cabo para carregar o celular. Esse e todos o produtos de Tecnologia e acessórios para celular eu compre na loja “Alaiannie” que fica no finalzinho do Beco das Flores, quase na Av. Joana Angelica.

É uma loja que vende produtos para atacado, por tanto, quanto mais você compra, mais barato fica e se pagar a vista ainda rola um big desconto!

Outro achadinho dessa mesma loja foi o Spider Tripod. Um tripé para celular e câmeras portáteis que se adéqua a sua necessidade, permitindo que você dobre e amarre suas pernas. Na Internet, eu já encontrei o mesmo produto, de outras marcas por até R$80. Mas como estamos falando do melhor lugar do mundo para achar “primos baratinhos”, eu comprei por apenas R$10,00!

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Spider Tripod: R$10,00

Eu não sei vocês mas eu sou louco por fones de ouvido. Mas o problema é que eu sempre perco os meus muito rápido! Então, se eu consigo comprar um fone sem fio por R$15, com certeza eu não ia perder essa oportunidade não é verdade? Ainda mais agora que a nossa playlist 2017 já está disponível no Spotify!

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Fone Sem Fio: R$15,00

Acompanhe nossa playlist no Spotify:

 

– Maquiagem:

Eu sou o Louco das Maquiagens. #REALOFICIAL.

E assim como eu, tenho certeza que várias leitoras e até leitores também são. Por que vamos ser bem sinceros: Não tem como tirar meio mundo de fotos, apresentar eventos e gravar com a cara toda marcada de espinhas e olheiras não é mesmo?

E na Av. 7 você encontra muita coisa de maquiagem. Das marcas mais caras, até as mais baratinhas, e em muitas lojas você encontra ótimas promoções e precinhos maravilhosos para comprar não só para você, mas para as amigas também!

(Meninos, já guardem essa dica para o dia dos namorados!)

Eu prezo muito por uma pele bem feita, então a maioria dos produtos que eu compro são para pele. Seja aqueles que são os meus favoritos da vida, ou novos para testar. então vamos falar de base.

Geralmente para fotos e videos eu uso uma base mais carinha da Make Up Forever, mas quando falamos de dia-a-dia, eventos e fotos para o Instagram eu estou apaixonada pela base da Ruby Rose. Não só a base, como vários produtos dessa linha, mas a Base e o Corretivo são duas preciosidades da minha vida. Tanto pela cobertura quanto pelo preço.

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Base Ruby Rose – Efeito Matte: R$9,99
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Corretivo de Alta Cobertura Ruby Rose – Naked Skin: R$8,99

Outra coisa que eu gosto muito é um olhar bem marcado. Então sempre tenho uma Mascara de cílios, um delineador, um lápis na bolsa. E na minha ultima ida na Avenida 7 eu achei esses dois produtinhos bastante interessantes. Um promete 8x mais volume nos cílios (e cumpre!), e o outro é uma replica muito boa do delineador da Kylie Jenner (fica lindo nas fotos e é muito pigmentado mano).

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Mascara 4D Bella Femme: R$12,90
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Delineador KOKO by Kylie Cosmetics (replica): R$12,99

Mas para tirar todo esse reboco da cara? Eu amo os lencinhos umedecidos. Serio, para mim é uma das melhores coisas que a humanidade ja inventou. Então eu sempre tenho eles comigo na bolsa ou em casa.

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Lenços Removedores de maquiagem Ruby Rose: R$9,99

E sempre rola de comprar aqueles acessórios de maquiagem. Ainda mais se cada um deles estiver em promoção a partir de R$4,99

 

É isso migos. Quando se trata de comprar muito e gastar pouco, o melhor lugar é realmente a Avenida 7, a 25 de Março de Salvador.

Uma dica muito importante para quem está pensando em fazer a festa por lá: Vão com bastante tempo para vocês poderem garimpar pela Avenida de ponta a ponta e depois voltar comprando. Assim você consegue encontrar as melhores promoções.

Um Cheiro e até a próxima!

[Resenha] Sempre Haverá Você

Livro: Sempre Haverá Você
Autora: Heather Butler
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 256
Sinopse: Quando o George escreve as coisas, destaca suas palavras preferidas em negrito. 
As palavras de que ele não gosta, escreve em letras pequenas e bem magrinhas.
Ele adora a escola, mas detesta o Carl, que é malvado e gosta de colocar medo nas outras crianças.
Ele ama o seu irmãozinho, Theo, mas de vez em quando perde a paciência com ele.
O jogo preferido do George é aquele em que ele e a mamãe brincam com palavras novas. Na verdade, a mamãe é a pessoa favorita do George no mundo inteiro. 
Ele gosta mais dela do que do seu melhor amigo, Dermo, ou do seu cão fedorento, mas adorado, que se chama Goffo.
Agora que a mamãe ficou doente, está cada vez mais difícil sorrir e inventar versos com o Theo.
Sempre haverá você conta sobre uma família diferente da sua, mas um pouquinho parecida. 
E de um menino que está aprendendo algumas coisas. Você quer ser amigo dele?

Hoje tem mais resenha!

Narrado por George, um garoto com apenas 10 anos e prestes a enfrentar a dor de acompanhar sua mãe adoecer gravemente, a obra retrata a passagem de uma criança por uma crise familiar e que enquanto isso “cuida” de seu irmãozinho Theo e o cachorro Goffo.

A trajetória diária de George sinaliza seus hábitos, como o de lidar com palavras que ele gosta e não gosta, seus colegas na escola, o bullying que sofre pelo garoto – que ele obviamente não gosta –  Carl, fazendo o leitor se envolver na história pelo olhos de uma criança.

Odiei o aconteceu o que aconteceu no parquinho.
A mamãe e o papai dizem que é errado brigar.

Algumas passagens são realmente emocionantes, como na forma que George tem de lidar com Theo, enquanto embalar o menino e diz que tudo vai ficar bem, são partes de cortar o coração.

E então eu penso no Theo.
Porque eu acho que ele também não sabe sobre a mamãe.

De todos os das Novo Conceito que tinha que ler esse foi o mais difícil, de início pela capa que não conquista e logo em seguida pelo interior do livro, o porquê fica por conta da narrativa e do enredo do livro, é doloroso acompanhar a mãe de George definhar e ao mesmo tempo a narrativa não foi atrativa, apesar de tudo é um livro curto e interessante.

[Resenha] A Última Camélia

Livro: A Última Camélia
Autora: Sarah Jio
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Sinopse: Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.
Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. 
Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.
Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. 
A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro.
No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

Vai ser chuva de elogios por motivos de: me apaixonei por esse livro!

Sendo a primeira vez em contato com a escrita da Sarah Jio, o choque da qualidade não poderia ser tão bem vindo, com uma linguagem rica e ao mesmo tempo intricada, a fluidez da narrativa adquire tons distintos e a atmosfera das passagens são sentidas pelo leitor em uma trama enigmática e fortificada de personalidade.

Addison é uma mulher contemporânea dos anos 2000, uma paisagista casada e aparentemente satisfeita com sua vida e seu marido Rex, no entanto, a ideia de satisfação está longe de alcançar uma mulher com um passado assombroso como Addison. É em busca de se encontrar e evitar a abertura dessas antigas feridas que a mesma parte para a mansão recém adquirida de seus sogros no interior da Inglaterra, onde o aroma da flores a leva de encontro a misteriosa Flora.

Eu ainda não estava pronta para acabar com a imagem que ele tinha de mim, aquela que eu havia criado com tanto cuidado com o passar dos anos.

Flora vive no século passado, em torno de 1940, uma época que diverge e muito com a de Addison, sua vida é mediada por regras rígidas e a necessidade de sobrevivência nessa época para uma mulher é cheia de obstáculos. Em troca de segurança ela se submete a trabalhar como uma babá na Mansão Linvigston e ao mesmo tempo agir como espiã na busca da requisitada camélia capaz dos mais inimagináveis enigmas.

Não se acomode aí, Senhorita Lewis. Você tem um trabalho a fazer. Complete sua missão ou farei uma visita ao seu pai, e não será uma visita cordial.
– Philip

Ambas dividem o foco nesse livro, com seus dramas e personalidades remetem as faces de uma moeda, distintas, porém no mesmo espaço e compartilhando o mesmo objetivo, a escrita da Sarah é mais do que excepcional, a Novo Conceito caprichou no seu trabalho editorial e lançou para nós leitores, esse livro cheio de maravilhas (e nem falei de Alice).


Indicação do dia: LEIAM ESSE LIVRO!

[Resenha] Mentiras como o Amor

Livro: Mentiras como o Amor
Autora: Louisa Reid
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 432
Sinopse: Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e pela sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. 
Juntos, eles estão em busca de dias melhores.
A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro.
Então Audrey conhece Leo, e com ele é difícil fingir quem ela realmente é. 
Leo torna a vida de Audrey realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida.
Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família, especialmente de seu irmão, ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja?

Uma resenha um tanto dolorosa hoje

Confesso que a capa tão pouco atrativa me fez não ter um apelo sincero de devorar a obra, porém no livro a história age por si e enreda o leitor em uma trama tão densa que são necessárias pausas para digerir o conteúdo, me remeteu em parte o drama vivido por Madeline em Tudo e todas as coisas.

Audrey está presa, a sua condição emocional está tão ligada à sua família que ela vive em uma caixa invisível e constantemente aflita, seu irmão mais novo está em um centro de sua vida, a condição instável dela não a impele a seguir, mas o amor que sente por ele age como esse catalisador para resistir. Sofrendo de uma doença mental séria, Audrey sempre busca agradar, se sacrificando sempre e muitas dessas vezes, se fere irreversivelmente no processo.

A fragilidade da Audrey é aflitiva, sua mente está tão exaurida que muitas vezes é sentida a sua agonia e o conflitivo embate entre a realidade e fruto da imaginação dela. Não obstante a estrutura da sua família também não contribui para que ela possa superar, indo além da sua preocupação constante com o irmão, sua mãe, Lorraine não é exatamente gentil e destrói aos poucos e com palavras cortantes a filha, Audrey parece viver em um ciclo de sofrimento até Leo trazer um sopro de alegria pra vida dela.

As palavras da minha mãe eram pequenos punhais que me cortavam e perfuravam.

Leo é a pausa para a liberdade que Audrey precisava para sair dessa redoma autodestruitiva, indo além do romance, ele age como um pilar na vida dela, enquanto ela se torna parte da sua felicidade, os únicos momentos de deleite real de ambos é quando compartilham a presença um do outro.

(…) felicidade é ser amada por quem você é sem nenhuma reserva ou hesitação, sem retroceder ou se importar com o que qualquer pessoa venha a pensar.

A obra é intensa do início ao fim, apesar de possuir um ótimo conteúdo, é triste em muitas passagens e difícil de ler coma a vida de Audrey é tão carregada de dor. Reflexivo e marcante, a trajetória de Audrey e a chegada de Leo demarcam o efeito de uma pessoa que se envolve positivamente na vida de uma pessoa e o quanto um relacionamento tóxico pode vir em doses inesperadas.


Espero que se envolvam nessa obra tanto quanto eu