[Resenha] Como Agarrar uma Herdeira

Livro: Como Agarrar uma Herdeira
Autora: Julia Quinn
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, 
não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente 
sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um 
homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.
Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline 
não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis 
semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto 
isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador 
misterioso.
A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por 
ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração 
dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira 
tentação que o desarma completamente.

Julia Quinn na área, ninguém sai, é o meu momento!

Quem apreciou  os Bridgertons, o Quarteto Smythe-Smith está pronto para se deliciar com mais uma obra genial e hilária da Quinn, em uma duologia com ação, mistério e claro, romance, a autora se supera com personagens ainda mais ousados e com personalidades hilárias, o resultado é um livro excepcional, engraçado e esplêndido do título ao ponto final.

Aproveitando da situação conveniente de ser levada pra longe sob a proteção de um sujeito misterioso, Caroline tenta manter sua identidade sob uma névoa, enquanto sabota todas as tentativas de seu captor de lhe interrogar, protelando o fim de sua estadia sob a hospedagem de Blake.

Caroline Trent é jovem porém sua sorte nas mãos ora cruéis, ora negligentes – ora ambos – de seus tutores, com bônus da morte precoce deles, a forçaram a amadurecer e planejar a sua liberdade aos 22 anos. Sua personalidade é moldada para estar preparada para intervenções inesperadas e ataques violentos, sim, Caroline está munida de seu intelecto e de uma arma, afinal não é possível se safar de qualquer situação por meio de um debate amistoso.

– O mínimo que você poderia fazer era me dizer obrigado – disse Caroline, bufando.
– Obrigado?!
– De nada – retrucou ela rapidamente.

Blake Ravenscroft é um agente da coroa, depois de viver e sobreviver a muitas causas impossíveis em nome do país, as perdas o tornaram ressentido, por vezes amargo, seu objetivo de concluir sua última missão – prender uma espiã espanhola – o leva a capturar uma estranha figura feminina. Para tormento de Blake a mulher capturada é revelada uma fraude, porém a ardilosa Caroline é mais do que ele pode lidar e debater com alguém insolente e vívida como ela é um desafio a tênue paciência do agente, ainda em união com seu amigo e companheiro de missão, James, o marquês de Riverdale, Blake está sempre a beira de uma síncope.

– Perriwick! – bradou Blake. – Se eu ouvir “Se me permite a impertinência” mais uma vez, juro que o jogarei no Canal da Mancha.
– Ah, meu Deus – disse Penelope. – Talvez ele esteja mesmo com febre. O que acha, Perriwick?
O mordomo estendeu a mão para a testa de Blake, que quase o mordeu.
– Se me tocar, morre – ameaçou Blake.
– Estamos um pouco rabugentos esta tarde, não é mesmo? – comentou Perriwick, sorrindo. 

Como uma pessoa mais do que suspeita para avaliar os livros da Julia, mais do que nunca me senti cativada por quão criativa ela é, o primeiro título dos Agentes da Coroa é para quem deseja acima de tudo rir e mergulhar em uma trama com ação na medida certa e um romance encantador, afinal Julia não vive sem nos dar uma dose mais que bem-vinda de amor e paixão. Se todos esses argumentos ainda forem insuficientes, bem, checa essa capa e acabamento editorial que Arqueiro fez e imagine as possibilidades do enredo.


À Espera de James, o Marquês casamenteiro!

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[Resenha] Uma Noite Inesquecível

Livro: Uma Noite Inesquecível
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 144 
Sinopse: O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres 
para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante 
e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá 
a seus pés.
No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de 
farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger 
Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil 
do que Rafe esperava.
Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude 
pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais 
a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce 
e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis 
que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos,
quem sabe o que pode acontecer?

Vamos falar sobre o meu mais novo amor!

Em apenas cento e poucas páginas a Lisa faz sonhar e se apaixonar mais uma vez pelas quatro amigas, as Flores Secas e vai mais além com personagens totalmente charmosos a Hannah e o infame (vou explicar o porquê) Rafe Bowman.

~Jingle bells jingle bells~ é Natal e um eminente espetáculo está prestes a invadir a chaminé, Rafe irmão mais velho de Lilian e Daisy está chegando a Inglaterra para se casar com uma inglesa de sangue nobre – se pensou na intromissão do detestável Thomas Bowman, pensou certo – Lady Natalie Blandford, para ajudar Rafe em sua missão de corteja-lá Lilian, Anabelle e Evie organizam um chá da tarde com a dama de companhia de Natalie, srta. Appleton, a espirituosa e sincera Hannah.

Rafe não conseguia parar de olhar para a Srta. Appleton, que estava sentada bem aprumada em sua cadeira, tomando o chá de maneira polida. Queria tirar os grampos do cabelo dela e passar os dedos por ele. Queria jogá-la no chão. Ela parecia tão distinta, tão certinha, sentada ali com as saias perfeitamente arrumadas.
E isso só o fazia querer ser muito, muito mau.

Com seus estritos modos ingleses, a srta. Appleton é confrontada pela natureza tipicamente despojada do americano Rafe, que por sua vez sente o instinto traquina em seu sangue borbulhar e se vê instigado pela forma polida e certinha dela. Em busca de provocar reações adversas e desvendar Hannah, Rafe se sente atraído e compelido a incita-lá, ela por outro lado não é tola e lhe responde a altura com muita propriedade de si.

– Tudo o que você demonstrou até agora confirma que não é capaz de ser fiel.
– Posso ser, se encontrar a mulher certa.
– Não, você não seria – disse ela com firmeza. – Ser ou não fiel não tem nada a ver com a mulher, depende inteiramente de seu caráter.

Enquanto é incumbido de cortejar lady Natalie, Rafe aprecia mais do que nunca Hannah, para Hannah Rafe aos poucos de transforma de um cretino para um belo insolente, as farpas que os dois trocam demonstram o quão diferentes os dois são e nos faz deliciar com os diálogos ricos e com o senso de humor sarcástico de ambos.

Muitas palavras  elogiosas podem descrever um livro tão curto e tão brilhantes, uma delas com certeza uma delas é magnífico, sentir o Natal e o desabrochar de uma paixão tão intensa – de todos os casais envolvidos, portanto use a imaginação – é mais do que uma promessa, é uma essência encontrada em cada espacinho dessa obra, desde a bela capa tão representativa até o último ponto final dessa deliciosa aventura.

[Resenha] Volúpia de Veludo

Livro: Volúpia de Veludo
Autora: Loretta Chase
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne,acaba 
de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.
Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot.
Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, 
e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima 
do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.
Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar 
a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. 
Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar 
a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da 
temporada acabará acontecendo dentro de Leonie? 

 Muito amor aveludado por esse livro!

Loretta dessa vez incluiu brilhantemente os arranjos filantrópicos de outrora e as condições em que a alta sociedade pouco se importava com muita coisa além da superficialidade, ao mesmo tempo que detinham o poder de destruir reputações e consequentemente, pessoas. Leonie não tinha destaque nos livros de suas irmãs e sua mente analítica levava a crer que seria uma leitura insonsa, nada como estar muito errada e de combo dar boas risadas com o constante conflito de interesses da modista e do marquês.

Leonie é a mais nova das temidas irmãs Noirot – pra referência de distinção, é a ruiva -, com um dom de lidar com números e planejamentos, a jovem modista possui agora a missão de levar a frente a Maison Noirot sem o apoio costumeiro de Marcelline – temporariamente debilitada – e Sophie – em viagem de lua de mel e afastada de Londres devido a sua última grande interpretação.

– Não posso acreditar que esteja bancando o inocente ferido. Fui eu que me joguei em cima do senhor, milorde?
– Não, e foi muita falta de consideração de sua parte não tê-lo feito, quando me empenhei tanto para me tornar atraente aos seus olhos. Por que deveria sempre ser eu a dar o primeiro passo? Por que a senhorita não pode se esforçar um pouco mais?

Com uma personalidade decidida e menos sonhadora que suas irmãs, ela decide priorizar e manter a todo custo a Maison Noirot e a Sociedade das Costureiras para Educação de Mulheres Desafortunadas, logo cada boato e escândalo é vital na imagem de ambos, uma associação com Lorde Swaton, o poeta – e primo de Lisburne se torna perigosa e cabe a jovem Noirot planejar uma volta por cima, com a ajuda por vezes perturbadora e enlouquecedora do irresistível marquês.

Simon Fairfax, o sobrenome é familiar certo? Ele é primo de Harry Fairfax, o conde de Longmore e cunhado de Leonie, Simon, além de marquês de Lisburne, conta com um incrível senso de humor e uma sabedoria admirável de seu próprio charme, afinal se sentir confortável na própria na pele é um direito de nascença dos aristocratas, porém usar isso de forma velada é um dom desse exemplar masculino com uma cobertura generosa de beleza e sorrisos sedutores.

– Não é de bom-tom querer me seduzir quando estou ocupada em tentar não nos matar – reagiu ela.
– Eu a estou seduzindo? Não percebi que já chegara a essa parte. Devo ser incrivelmente inteligente. Mas preste atenção. Estamos chegando a Cumberland Gate.

Em paralelo ao jogo de sedução e conquista de Leonie e Simon, o resultado de uma perigosa aposta, valendo nada menos do que um Botticelli, envolvendo a protegida de Leonie, que por sua vez cativa a atenção do jovem poeta, que se vê cativado pela voz firme e canora de Lady Gladys Fairfax, um romance improvável está borbulhando nas duas polêmicas figuras da alta sociedade inglesa, esta afirmação é plenamente aplicável a ambas as duplas.

(…) Ela o viu corar enquanto falava. Algo do tipo “me daria a honra”. Lady Gladys também estava corada, o rosa- escuro descendo por seu colo, exibido elegantemente e sem pudor.
A orquestra voltou a tocar.
E lorde Swanton a conduziu até a pista de dança.

A deliciosa impressão que o livro deixa, é de um romance em que os dois competem sedução e se completam em paixão. Enquanto um outro casal está em um desencontro, apaixonados, porém temerosos e o resultado desses pares são suspiros e muitos leques agitados, em união a um visual lindo e muito bem acabado da Arqueiro, que consegue me conquistar cada vez mais com a qualidade do livro e dedicação editorial.


ARQUEIRO PODERIA LANÇAR ROMANCE ENTRE RENDAS EM AGOSTO, PELO AMOR DE JANE AUSTEN!

[Variedades] Você conhece a série “O Doador”?

Você conhece a série O Doador?

(Teve o primeiro livro adaptado para filme com o título O doador de memórias.)

Ela foi escrita pela premiada autora Lois Lowry e é composta de quatro volumes, todos já publicados nos E.U.A. e três no Brasil.

. The Giver – O Doador

. Gathering blue – A escolhida

. Messenger – O Mensageiro

. Son

O Doador, lançado pela Sextante em 2012, foi relançado pelo selo da própria editora, Arqueiro, no ano da adaptação, 2014, com a capa e o título do filme.

  • O doador:

Http://profcarolinalivros.blogspot.com.br/2017/03/o-doador-o-doador-de-memorias.html

https://silenciocontagiante.wordpress.com/2017/03/20/resenha-o-doador-de-memorias-de-lois-lowry-por-carolina/

  • A escolhida:

https://silenciocontagiante.wordpress.com/2017/03/22/resenha-a-escolhida-de-lois-lowry-por-carolina-silva/

  • O Mensageiro:

https://silenciocontagiante.wordpress.com/2017/04/07/resenha-o-mensageiro-de-lois-lowry-por-carolina-silva/

E enquanto aguardamos ansiosamente o lançamento do quarto livro, que tal conhecermos um pouquinho das personagens?

O Doador. Muita responsabilidade. Já foi Recebedor. O conhecimento do qual se vale para orientar o Conselho de Anciãos quando solicitado não provém apenas dos livros os quais dispõe (INÚMEROS!) mas também das memórias do passado do Homem. Memórias belas… memórias dolorosas… “Falhou” com pessoa escolhida como Recebedora anteriormente, que não suportou uma memória de perda e pediu dispensa. O Doador mora sozinho, em um “anexo”. Teve uma filha chamada Rosemary.

Jonas. Escolhido como novo Recebedor. Dentre as regras que recebe: Não pode pedir dispensa. (Ele consegue “ver além”…) Após um ano de “treinamento” com o Doador, encantos, belezas, cores, sentimentos… Guerra, perda, morte, dor, “horrores”, planeja junto ao seu “mestre” sua fuga, para que cidadãos, quem sabe, voltem a ter memórias e consigam compartilhar fardo e sentimentos. Tem seus planos antecipados devido ao conhecimento da dispensa do Gabe.

Gabe. Bebê com problemas para dormir no Centro de Criação. O pai do Jonas ,que trabalha lá, pede autorização para leva-lo durante as noites para a sua casa. Tem olhos claros como os do Jonas e do Doador e consegue tranquilidade para a noite de sono após  Jonas passar fragmentos de memórias para ele. Quando decidem no Centro dispensá-lo na manhã seguinte Jonas antecipa seus planos e foge com ele.

Kira. De outra comunidade. Nasceu cm deficiência em uma das pernas, o que faria cm que fosse “deixada para as feras”, mas a mãe (e avô, que participava d Conselho) não deixou (deixaram). Ela anda com cajado, “meio que se arrastando”. Tem um dom, que se expressa através dos bordados que faz. Este se manifesta enquanto acompanhando a mãe, acometida repentinamente por “algum mal desconhecido”, que a mata. Órfã, perde casa da família (o pai, disseram, tinha sido “morto pelas feras” antes dela nascer) e é levada para morar no prédio do Conselho. Continuará o trabalho da mãe na túnica da História do cantor do Hino da Ruína do Mundo.

*Poderes*. Visão além… Bordado que ganha vida por minuto após feito… Madeira talhada que “mostra”… Voz que deixa quem escuta feliz… e outros mais. Desconhecidos da maioria; conhecidos, apropriados, por outros…

Matt(y). Um menino sem limites, “selvagem”, amigo da Kira, morou no brejo. Ajuda a amiga, que gostaria de encontrar a cor azul para a tintura das suas linhas. Parte além das fronteiras da floresta e encontra o outro vilarejo, citado pela senhora que ensinou as pigmentações para a Kira. Leva a cor azul e outra surpresa para a amiga. Depois parte pro outro vilarejo, onde passa a morar com o Vidente, tornado espécie de pai para ele. Deixa os delitos, mas não o amor pela floresta, animais e sensação de liberdade.

Vidente. Como a maioria da população do vilarejo, não nasceu lá, mas chegou extremamente ferido, com olhos inutilizados. Chamava-se Christopher antes do Líder “batizá-lo” com seu “nome verdadeiro”: Vidente. Perdeu a vida anterior que tinha quando quase perdeu a vida, esposa, criança ainda não nascida… Sente/vê coisas pelas vozes, comportamento, etc. Adotou o Matty como filho e sente saudades da criança que conheceu escondido, anos depois, sua filha.

Floresta. Organismo vivo. Provedora, porém não acolhe a todos igualmente. Transeuntes não tão bem-vindos são machucados, “enxotados” por seus galhos, espinhos, relva. Sempre acolheu Matty como seu, dando caminho, fornecendo alimento, água límpida, quando ele viajava para lá e cá com mensagens. Fica estranha, passa a agredi-lo também, rios-lamas, odor de putrefação, lodos… Adoece e ataca. Fere a Escolhida. Fere o Mensageiro. Morrendo… e matando.

Negociador. Diz-se que antes a feira de troca era alegre… Como grande parte da população do vilarejo, ele é um forasteiro que foi bem acolhido, como todos sempre foram. Há algo por trás das negociações que conduz, os registros no grande caderno, bem como cobranças que faz pessoalmente, depois, de casa em casa. O que quer? O que dará em troca? A família do Ramon, amigo do Matty, está com uma máquina de jogos que “dá doces”… o amigo dele, adoeceu. Que será?!?

Por favor, querida Arqueiro, teremos “presente” nesta Bienal?!?… Deixarei espaço na mala. 😉

 

Um abraço,

Carolina.

[Variedades] Os melhores apelidos românticos para se inspirar!

Ah, o amor está no ar!

Já pensou em como demonstrar carinho pela pessoa que você ama? A companhia que você gosta, está ao seu lado e lhe faz bem, não precisa se prender aos apelidos clichês – pode é claro, aqui o amor é permitido -, usar algo único para se referir a quem você gosta é uma forma de carinho – quando ela gosta, vale ressaltar – remete a ideia de que algum momento do seu dia foi investido para pensar no quão bem aquela pessoa lhe faz.

É pensando nisso que recapitulei meus casais fictícios, selecionei os apelidos mais fora do comum e nas mais distintas línguas para inspirar a sua mente a criar, pesquisar ou utilizar aquela referência para quem ama e melhor ainda, incitar a curiosidade para ler esses livros (a verdadeira intenção aqui é conquistar mais fãs, confesso):

  • Desejo à meia noite – Monisha e beija-flor

desejo a meia noiteA irmã mais velha da família Hathaway protagoniza Desejo à meia noite, o primeiro livro da série dos 5 irmãos mais… excêntricos da sociedade inglesa, mas o foco aqui é o quanto a personalidade de Amelia Hathaway de proteger sua família a leva de encontro com o rom Cam Rohan, o meio-cigano de postura felina, olhar aguçado e fala mansa conquista a sempre determinada Amelia, que aprende aos poucos sobre a cultura dos ciganos em seu romance com Cam, entre isso a forma como ele se refere a ela, um em referência a sua linguagem cigana, seus costumes ciganos, monisha e o outro, beija-flor, devido a natureza impetuosa dela.

– O que essa palavra quer dizer?
Monisha? É um tratamento carinhoso. – Ele mal conseguia raciocinar. – Os rons dizem isso para a mulher com quem têm intimidade.

  • Série A Maldição do Tigre – Priya, Bilauta, Rajkumari, Priyatama (Iadala, Chittaharini, Prema… a lista é extensa)

a maldicao do tigreNa adorada série sobre tigres, misticismo indiano e magia, Collen Houck criou dois príncipes que parecem um sonho encarnado, literalmente, os irmãos Rajaram, Dhiren – Ren para os íntimos – e Kishan foram condenados a uma maldição que perdura por séculos até então, quando Kelsey Hayes desenvolve um laço afetivo único com um tigre branco de circo, a chave para a quebra da maldição parece estar ao alcance, assim como um sem fim de aventuras e seres sobrenaturais, com um bônus (e tanto!) de novas palavras em hindu, com doses generosas de carinho e encanto dos príncipes irmãos.

Rajkumari, quero lhe dizer obrigado. Obrigado por ficar e me ajudar. Você não sabe quanto isso significa para mim.
– De nada – sussurrei. – E o que significa rajkumari?
Ele me lançou um sorriso branco luminoso e habilmente mudou de assunto.

a garota do calendarioA série A Garota do Calendário, retrata os 12 meses da trajetória de Mia como acompanhante de luxo, com os mais diversos homens, em diferente situações e nacionalidades, no segundo volume, que retrata Fevereiro, o par de Mia é um artista francês, com sua forma aberta de pensar e se expressar, ele contratou Mia para ser sua musa, mas não obstante, a forma como ele se refere a ela não deixa pendência, é linda forma dele de valorizar uma pessoa querida, Jolie é a forma em que ela é vista aos olhos do francês.

— Esta noite, ma jolie, foi muito maior do que qualquer coisa que eu já fiz. Estar com você é… é como ter um lugar especial no mundo. Nunca mais vou ter isso de novo. Eu quero que você saiba que tudo isso tem um significado muito forte para mim.

a furia e a auroraNa trama de Renné Ahdieh, conhecemos a trama de Sherazade, a cidadã de Khorasan que assim como todos, sabe da trágica e revoltante realidade do califa, o rei dos reis, que além de jovem é conhecido pelos inexplicáveis assassinatos de inúmeras esposas, para vingar sua melhor amiga, Sherazade arma uma ardilosa trama para conquistar a confiança e então destruir o califa, ela porém não esperava ser também conquistada pela conflituosa e silenciosa personalidade de Khalid, ficando cada vez mais impossível resistir a esses sentimentos e ao carisma do califa, que cada vez mais cativa pela seus carinhosos gestos.

Joonam. Ele já a chamara assim. Meu tudo.
Como na noite em que ela contara a história de Tala e Mehrdad, por que isso tinha um halo de verdade? 

  • Ligeiramente Seduzidos – Chérie

ligeiramente seduzidosNo quarto volume da série dos irmãos Bedwyns da Mary Balogh, a Bedwyn a protagonizar a trama é a Morgan, a beldade da família e a mais nova entre os irmãos, após o seu debute, Morgan acompanha a melhor amiga e família para Bruxelas, em conta da iminente guerra, em meio a permanente tensão e aos suntuosos eventos da alta sociedade, Morgan conhece Gervase, conde de Rosthorn, o inglês com sangue e vivência francesa que parece flertar descaradamente com ela, que por sua vez tenta a todo tempo ler as entrelinhas das ações do conde, enquanto ele utiliza o charme para tentar deleitar a perspicaz Bedwyn.

Gervase estava encostado na parede de pedra, em um dos lados da entrada da gruta, de braços cruzados.
– Chérie – disse, em um tom suave –, você concordou em me dar uma última oportunidade de convencê-la a não me abandonar, a não partir meu coração.

  • A Transformação de Raven – Cassita 

Em paralelo com a série Inferno de Gabriel, Sylvain decidiu se superar e criar a Noites em Florença, que além de conter essência sobrenatural convém a agraciar os leitores não só com a sagacidade do autor em inserir habilmente teorias bem embasadas e uma lógica fenomenal (super fã aqui!), nessa trama o submundo de Florença ganha um novo tom e a encantadora cidade cativa os sentidos pelos olhos de Raven e William, um enredo enriquecido com as personalidades de dois seres distintos, mas companheiros e um romance tenro, ao mesmo tempo cheio de sensualidade,  uma mulher tenaz e um homem misterioso protagonizam essa trama cheia de suspense e de um romance acalentador, Will surpreende com sua habilidade com o latim e sua carinhosa forma de ver Raven.

– Noé soltou o corvo, e o corvo retornou. Se eu fosse capaz de ter esperança, torceria para você voltar para mim. Boa noite, Cassita.

Em Play, o segundo título da série que retrata sobre os músicos mais hilariantes (e quentes) de todos, a Stage Dive, Malcolm Ericsson, o baterista inveterado da banda é conhecido por seu charme e a sua fama de conquistador o precede, porém o destaque da personalidade dele é o humor, ainda não inventaram um ser tão seguro de si e engraçado como Mal, quem descobre isso de forma inesperada é Anne Rollins, que passa a conviver com a personalidade agitada e cheia de humor do homem das formas mais distintas possíveis, todas elas cheias de risadas, o apelido que Malcolm usa para Anne na versão original é abóbora, entretanto a versão nacional em seu lugar é utilizado moranguinho, por uma escolha da editora acredito, no meu coração vai ser sempre abóbora.

— Você a chama de sua abóbora? — A voz de minha irmã estava cheia de temor. — Será que ela realmente responde?
— Bem, ela finge odiá-lo. Mas, secretamente, eu sei que ela adora. O rosto dela fica todo suave e tudo mais.

  • Nove Regras a Ignorar antes de se apaixonar – Imperatriz

nove regras Em Números do Amor, a Sarah persuade deliciosamente o leitor com um jogo sensual e ao mesmo tempo bem humorado com os números, o primeiro narra a trajetória para descobrir os prazeres proibidos ao público feminino no contexto através de Calpúrnia, uma lady cheia de ousadia, porém retraída, em um momento de dar um ‘basta’ nessa monotonia que se tornou sua vida, Callie decide fazer uma lista escandalosa de atividades para cumprir, mesmo pondo sua reputação em risco, ela toma todas as devidas precauções, para cumprir o primeiro item de sua lista, ela vai em busca do homem mais angelicamente devasso de Londres, o marquês de Ralston, Gabriel é um homem cheio de lábia e em um momento de reflexão histórica referente ao nome de Callie, decide lhe chamar de Imperatriz.

– Ainda não desistiria dessa parte dela, Imperatriz.
Callie prendeu a respiração diante do apelido, que trazia consigo uma lembrança difusa de muito tempo atrás.

nutsProtagonizado pela Roxie, Nuts retrata a trajetória da chef que após um incidente envolvendo manteiga – isso mesmo, você leu certo! –  e atendendo o pedido de sua mãe, ela retorna para Bailley Falls, sua cidade natal e lugar que ela temia retornar, mas quando a vizinhança é boa, algumas decisões podem ser bem… repensadas, isso acontece ao conhecer o mais quente agricultor da região, Leo, um interlúdio envolvendo os dois é promissor, melhor ainda quando ele habilmente sabe como incitar a chef com um exótico apelido.

— Me chame disso de novo e eu estarei cancelando a aula de picles — Corri minhas mãos pelo seu cabelo e couro cabeludo, obtendo um gemido satisfeito em resposta.
— Ervilha? Isso te excita? — Perguntou, e eu inclinei a cabeça para cima em sinal de rebeldia.

A noiva do capitaoNo terceiro volume da série Castles Ever After, Maddie cria um noivo perfeito que lhe escreve cartas de seu contingente do exército, o capitão Logan Mackenzie –  ou MacFajuto como ela gostava de brincar nas cartas que ela escrevia para ele – um escocês que se encontra em meio aos combatentes do exército como um apreciado capitão, todavia a mentira tem perna curta, pior ainda, para Maddie tem pernas longas, usa kilt, tem olhos azuis e os mais escandalosos trunfos na manga, mais conhecidos como correspondências, sim! O capitão de Maddie existe e foi em busca de sua noiva, que havia lhe matado (?) heroicamente em suas cartas, afim de dar um fim ao seu passado comprometedor, mas o seu passado sabe como ser persuasivo e encantador com seu gaélico bem aplicado.

— Não sou nenhum fantasma, mo chridhe. Só um homem. De carne e osso.
Mo chridhe. Ele ficava usando essas palavras… Maddie não era fluente em gaélico, mas ao longo dos anos ela aprendeu algumas palavras aqui e ali. Ela sabia que mo chridhe significava “meu coração”.


Tem algum para acrescentar a lista? Conta para mim!

[Resenhista Convidado] O Feiticeiro de Terramar

o_feiticeiro_de_terramar_1470088093571388sk1470088093bLivro: O Feiticeiro de Terramar (Ciclo de Terramar #1)

Autora: Ursula K. Le Guin

Ano: 2016

Editora: Arqueiro

Páginas: 176

Sinopse: Há quem diga que o feiticeiro mais poderoso 
de todos os tempos é um homem chamado Gavião. 
Este livro narra as aventuras de Ged, o menino que um 
dia se tornará essa lenda.
Ainda pequeno, o pastor órfão de mãe descobriu seus poderes e foi para uma 
escola de magos. Porém, deslumbrado com tudo o que a magia podia lhe proporcionar,
Ged foi logo dominado pelo orgulho e a impaciência e, sem querer, libertou um 
grande mal, um monstro assustador que o levou a uma cruzada mortal pelos mares 
solitários.
Publicado originalmente em 1968, O feiticeiro de Terramar se tornou um 
clássico da literatura de fantasia. Ged é um predecessor em magia e rebeldia de 
Harry Potter. E Ursula K. Le Guin é uma referência para escritores do gênero como
Patrick Rothfuss, Joe Abercrombie e Neil Gaiman.

“Conheci” a Úrsula K. Le Guin através de um discurso que fez ao receber premiação, exibido em um evento da Aleph sobre ficção científica. Fiquei encantada!… Este, O feiticeiro de Terramar, não tinha ainda sido publicado pela Editora Arqueiro. Ganhei meu exemplar de presente, com direito a dedicatória, na Bienal de 2016!.. Obrigada, May!!

Questionava-me… Como mencionar minha afeição pelo Ged, pelo Vetch/Estarriol… – Sim, quando ele confidenciou seu nome verdadeiro ao amigo confiou em mim também!

“(…) Aquele que sabe o nome de um homem tem a vida desse homem nas mãos.” p.71

Ged nasceu Dune, na Ilha de Gond, apelidado de Gavião. A mãe morreu antes que completasse um ano de vida, os seis irmãos ganharam o mundo e o pai… um bruto. Assim cresceu: sem carinho, selagem, ágil, barulhento, de gênio forte – bela apresentação! Descobre seu poder “sem querer”, ao ouvir algo e repetir para rebanho… E em pouco tempo salva a vila em que mora, sofrendo consequências do abuso do poder e conhecendo seu mestre: Ogion, o Silencioso. Ironia para um barulhento?.. ☺

A impaciência o leva para aprendizados com outros mestres, após primeiro embate proporcionado pela vaidade.

Parte para a cidade de Thwil, onde frequenta escola. Lá forma outro laço forte: amizade com o Vetch.

“… ele tinha uma habilidade maior, que não se ensina: a bondade.” p.47

(Já o Jaspe…)

Mestre Malabar suavemente adverte contra o perigo… escuridão; Mestre dos nomes, sr. Kurremkarmerreck… necessidade do equilíbrio. Mestre Nemmerle esgota sua força vital ao intervir em uma situação…

Ao “libertar sombra”, mudança… Tudo muda.

“Cicatriz”. Estudo. Formação. Cajado. Aprendizagens. Nova partida. Dragão – dragões. (E que capa LINDA!!…) Mata maioria dos filhotes, “domina a mãe” com seu nome verdadeiro. Amarração. – Promessa e oferta recusada. Sabe como dragões são..! Nova partida… A Jornada do Herói…

A Úrsula nos leva a lugares, apresenta pessoas, seres, fazemos amizades como o Ged, afeiçoamo-nos ao Oath, aceitamos a viagem de descoberta/captura, lidamos com seres, adentramos fortalezas, conhecemos pedra falante e recebemos nova oferta. Porém, sabemos: o que vem fácil não tem tanto valor e pode custar alto. Precisamos das buscas próprias, enfrentar nossos monstros, cuidar das nossas palavras…

“…Para a palavra ser dita deve haver o silêncio…”p.153

Tomamos outras formas buscando escapar… Contudo, sabemos: é necessário enfrentar.

“Mestre (…) Eu voltei para o senhor da mesma forma que parti: um tolo.” p.121

Temos que decidir entre sermos caça e fugirmos, ou caçadores, e adentrar a mata, buscar, solucionar.

E o que fazer para enfrentar as Sombras?

Você pode me responder que lançar luz forte, em ângulo correto… Pode sugerir “desligar o interruptor” – no escuro a sombra não propaga… E quando esta não se relaciona diretamente com luz ou ausência da mesma, mas algo inerente?…

“…Em silêncio, homem e sombra se encontraram frente a frente e pararam.” p.166

Ursula, agradeço por ter aceito o pedido do editor e ter escrito a boa e velha fantasia, pura, sem misturá-la com ficção fientífica”(p.172), em 1968! Aguardo ansiosa nosso reencontro no livro dois! 😉

Um abraço,

Carolina.

[TAG] E Os Bridgertons viveram felizes para sempre…

Hoje é dia de grandes surpresas!

Essa TAG é o marco para o fim cheio de nostalgia da série com a família mais truculenta e incrível de todas: Os Bridgertons, o blog Silêncio Contagiante bolou essa forma sutil de tortura e diversão com o conjunto mais excêntrico da sociedade londrina, e o resultado? Vocês já podem ver:

1. Essa é difícil: quem é seu Bridgerton favorito?

Anthony e Colin, algo totalmente suspeito desde que comecei a série pelo O Visconde que me Amava, mas mesmo assim segue sendo os irmãos que protagonizaram a mais épica cena de todas, Anthony, nosso amado visconde e o diabólico, Colin, a sugestão de uma dose de cicuta ainda me provoca boas risadas e uma profunda nostalgia.

2. Mergulhei nas páginas: qual é seu livro favorito?

Ah! Como expor o quanto amo O Conde Enfeitiçado… seria um exagero afirmar que amo todo o livro, desde a capa, a cor da fonte, até a circunstância em que o adquiri? Pode ser, entretanto é a mais pura verdade, o fator impactante provém de a Julia maravilhosa Quinn ter dados as caras por aqui em uma tour de promoção do lançamento desse livro e piro até hoje de saber que ela tocou nesse livro – e alguns outros, mas esse é o especial!

3. Feitos um para o outro: quem merece o título de casal perfeito?

Essa tem um sério empate, depois de esperar por anos por seu amor, tanto Sophie e Benedict, quanto Francesca e Michael se encontraram aos olhos e sentimentos mútuos, apesar das desavenças e os momentos que hilariantes – que de forma alguma abro mão! –  os casais quando de uniram foi só emoção, nunca vibrei tanto, Michael em seu solidificado amor não correspondido e Benedict, que leva um ponto extra no quesito se apaixonar, afinal se apaixonar duas vezes pela mesma mulher aquece o meu coração de romântica voraz!

4. Me abana: quem é seu protagonista masculino predileto?

MICHAEL, posso gritar a plenos pulmões isso, o Devasso Alegre seduz como respira e seu inegável charme me conquista desde o primeiro momento, se reafirmando com o seu agudo senso de humor, afinal, mesmo em meio a uma crise de malária o homem mantém o senso de humor e consegue transformar até sua trágica circunstância em piada, sempre imagino o quanto a aposentada Lady Whistledown não teria se banqueteado com as peripécias desse homem ~suspiros~.

5. Estilo mulher maravilha: quem é sua protagonista feminina predileta?

Em um quase empate, Kate leva essa, a sagacidade do narciso chamuscado e a língua ferina da nova viscondessa me remete a ninguém menos que Elizabeth Bennet, se sobrepondo a arrogância de Anthony que acredita controlar tudo.

Imaginem o embate que tive em ter que escolher entre Kate e Penélope, esta última responsável pela maior façanha de todas e causa dos mais suculentos mexericos e boatos?!

A familia6. Roubou a cena: quem é seu coadjuvante predileto?

Ok que ela teve seu momento de protagonista, mas a coadjuvante de todos os livros e a maior matrona casamenteira de todas: Violet Bridgerton leva de lavada!  O que seria dessa prole sem essa mãe para beliscar esse grupo insano e trazer a realidade? Portanto a mãezona que queria e não queria ter leva com louvor essa!

Violet Bridgerton é uma mulher excepcionalmente astuta, afinal, e logo pode descobrir que Hyacinth está se apaixonando.
Provavelmente até mesmo antes de Hyacinth.

7. Sai daqui: quem é o pior personagem na sua opinião?

Poderia facilmente ser as detestáveis madrasta e meia-irmã de Sophie, Aramita e Rosamund, mas uma criatura vil que me causou desespero é o tio de Lucy, Robert, em A Caminho do Altar o suspense foi tal que o final feliz de Gregory e Lucy foi posta em prova, bem como os meus nervos, o homem testou minha paciência, me levou ao limite da fúria!

8. Melhor cenário: qual lugar que você adoraria conhecer?

A casa de campo Bridgerton, Aubrey Hall, é onde o cenário de uma grande desavença familiar, bem antes de O Visconde que me Amava, em que aquela abelhinha – trocadilho totalmente proposital – ficou na orelha instigando a curiosidade sobre os jacintos que inspiram Violet, o campo de guerra de Pall Mall e é claro o lago, lar da finada bola vermelha.

9. Final perfeito: quem teve o melhor e viveram felizes para sempre?

Como definir os picos de emoção e adrenalina com A Caminho do Altar? Pois é, o livro foi puro desespero, um evento mais conflitante que o outro, quase acreditei que a Julia deixou de gostar de “finais felizes” e Lucy e Gregory não ia ter o seu tão sonhado juntos e melosos, foi sofrido, mas tão sofrido que realmente me deixou aquele gosto de “não há tempestade que dure para sempre”, eles juntos enfim foi a realização e quase me levou a beira das lágrimas.


Desafio vocês a responderem a TAG e se desdobrarem para escolher o que se encaixa mais em cada!

[Resenha] Escândalo de Cetim

capa escandalos de cetimLivro: Escândalos de Cetim - As Modistas 2
Autora: Loretta Chase
Ano: 2016
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Sinopse: Irmã do meio entre as três proprietárias de um refinado ateliê de Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos. 
Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação.
Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. 
Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor... se sobreviverem um ao outro.

Se existe algo que não canso é romance de época!

De volta com outra  obra digna de suspiros apaixonados e risadas histéricas da Loretta Chase, Escândalo de Cetim é uma escandalosa harmonia de ousadia e vontades, onde madame Sophia Noirot e o conde Longmore, Harry Fairfax trocam deliciosas farpas e as mais questionáveis amabilidades, um desfrute desde o interlúdio fascinante de Clevedon com Marcelline, atualmente duque e duquesa de Clevedon.

Desde o explosivo encontro de Sophia e Longmore no escritório do duque de Clevedon, a conexão entre dois agentes tão distintos se tornou questionável e especulativa, como o mais requintado cetim e a mais detalhada renda, o conde e a madame Noirot são uma dupla inconsequente. O aparente interesse de Longmore o leva a descobrir as múltiplas identidades da enigmática Sophia, que se questiona quanto a sórdida falta de sagacidade do conde e eficiência dos seus disfarces. Mesmo com suas diferenças ambos de unem com o objetivo de salvar Lady Clara Fairfax de uma decisão catastrófica consequência  da recém descoberta auto confiança de Clara lhe leva a uma aventura em busca de sua liberdade.

– Até que enfim alguma coisa positiva. Abandonamos a imitação da ignorante de Lancashire.
– O senhor tem ideia do que aconteceria se eu fosse descoberta?
– E o que lhe importa? Sua irmã é casada com um duque – retrucou Longmore.
– Eu me importo, seu… seu grande paspalho

Sophia, a irmã do meio das denominadas três bruxas de Macbeth, responsável pelos tons dramáticos e rico em detalhes publicados pelo jornal desaforado Morning Spetacle, possui uma mente incensurável e uma imaginação vasta para malícias, que incluem o conde Longmore, o exemplar de beleza masculina mais atordoante que já cruzou o caminho da esperta modista.

Em seguida, agarrou Sophia pela mão e a puxou para cima de maneira tão abrupta que ela voou em direção ao corpo dele.
Os braços de Longmore a envolveram. Ele soltou mais alguns impropérios e se afastou, como se ela estivesse contaminada.
– Aposto que a senhorita está fazendo isso para me enlouquecer.

Longmore é o perfeito macho alfa, que acredita que quase qualquer coisa pode ser resolvida com os punhos e a lábia de um sedutor malicioso, entretanto ao acabar se aproximando de uma das irmãs e modistas Noirot, a bela loira Sophia, o conde se sente instigado a retirar as camadas que se ocultam na personalidade da modista,  o levando a descoberta de que uma mente brilhante pode levá-lo a nocaute.

Longmore passou por ela, mas não saiu. Em vez disso, bateu a porta na cara do lacaio. Ele jogou no chão as luvas e o chapéu, e a tomou nos braços.
– Ah, não, não vai, não – disse ela. – Você não vai bancar o macho dominador em cima de mim, seu miserável. – Sophia bateu no peito de Longmore. – Ponha-me no chão! 

É a caminho para ajudar Lady Clara e ao mesmo tempo salvar seu negócio de mais uma fratura, que Sophia usa de suas artimanhas para resolver a situação e garantir um final satisfatório, embora envolver-se com o irmão da jovem lady fosse uma comedida entrega ao desejo, para Harry, a modista com aparência de anjo e astúcia de um demoníaca Hedonê permeia entre uma mútua lembrança para uma marca permanente em sua consciência e o maior desafio que ele já enfrentou está posto: atravessar as barreiras de Sophia e conquistar mais do que seu corpo, como sua mente e coração, enquanto ela resiste ao avanços devassos do conde pecaminoso.

O segundo livro da série As Modistas assim como primeiro conquista pela capa logo de cara, em seguida pela astúcia bem aplicada da narrativa da Loretta e claro por enredo leve, cheio de suntuosos bordados de comédia, romance e suculentos momentos, mais uma vez a Arqueiro conquista esta fã eloquente que vos fala.


 Como não ficar escandalizada com ritmo delicioso dessa obra?romance

[Resenha] Sedução da Seda

capa seducao da sedaLivro: Sedução da Seda - As Modistas 1
Autora: Loretta Chase
Ano: 2016
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Sinopse: Talentosa e ambiciosa, a modista Marcelline Noirot é a mais velha das três irmãs proprietárias de um refinado ateliê londrino. 
E só mesmo seu requinte impecável pode salvar a dama mais malvestida da cidade: lady Clara Fairfax, futura noiva do duque de Clevedon.
Tornar-se a modista de lady Clara significa prestígio instantâneo. 
Mas, para alcançar esse objetivo, Marcelline primeiro deve convencer o próprio Clevedon, um homem cuja fama de imoralidade é quase tão grande quanto sua fortuna. 
O duque se considera um especialista na arte da sedução, mas madame Noirot também tem suas cartas na manga e não hesitará em usá-las. 
Contudo, o que se inicia como um flerte por interesse pode se tornar uma paixão ardente. E Londres talvez seja pequena demais para conter essas chamas.

Depois do sucesso que se tornou O Príncipe dos Canalhas e posteriormente O Último dos Canalhas, aqui no Brasil, com personagens femininas vibrantes e destemidas, a Arqueiro prosseguiu e nos agraciou com a série As Modistas da Loretta Chase, que não cansa de surpreender com seus enredos cheios de encantos, malícia e com ainda mais personalidade e casais em potencial com um atrito de ideais vigoroso e eloquente.

As três temidas irmãs Noirot, Marcelline, Sophia e Leonie são detentoras de um tato peculiar para lidar com o próprio negócio, afinal mulheres como lojistas não era de bom tom, ainda mais com uma descendência francesa, somando a isso o fato de suas produções serem voltadas a valorizar a mulher, a esculpir o corpo feminino envoltos em belos tecidos e os mais finos espartilhos e acessórios, as mesmo tempo moldando a auto estima de suas clientes com beleza e requinte.

Cada uma das irmãs é dotada de um dom peculiar para gerir o negócio, Leonie é a ruiva e a mais nova, é também excepcional com cálculos, dinheiro e possibilidades, enquanto isso Sophia a loira e irmã do meio, tem a destreza de manipular através de ações e principalmente de palavras, uma pena é uma arma na mão dela. Para serem lojistas, as criações devem possuir um tom único e esse dom é atribuído a irmã mais velha e morena, Marcelline, que assim como todas as outras sabe como tirar proveito das situações, sendo autora das obras de arte produzidas pelas Noirot, afiada no desenho, Marcelline é o gênio responsável não só por criar vestidos, como por manter a loja nos eixos.

– Se o senhor queria um animalzinho domesticado, Vossa Graça, deveria ter escolhido outra mulher.
Ela se enfiou no meio da multidão, a renda preta e os laços vermelhos flutuando sobre a cintilante mistura de ouro e rosa do vestido.

A carreira de modistas esconde o passado sombrio das Noirot e a verdadeira descendência delas, além dos inúmeros obstáculos superados até a presente, além de possuir uma mente vasta para criar e desenhar. Os modos refinados e a fala macia são pontos fortes das irmãs e principalmente de Marcelline, que assume a responsabilidade de vestir e desfilar os mais belos trajes, atraindo novas clientes, enquanto assume riscos, como fofocas – habilmente manipuladas por Sophia – e convence os clientes mais inalcançáveis, desde enfadonhas ladies até os maridos, cujo os bolsos cheios de dinheiro são prioridade para ascender as Noirot como as melhores modistas de Londres, ou melhor do mundo.

– Talvez você não possua o conjunto usual de escrúpulos, moral e ética e coisas assim, mas não engana suas clientes.
– Eu as manipulo. Quero o dinheiro delas. 

Gervaise é o notável duque de Clevedon, além do vigor, beleza, charme, arrogância e notável dom para sedução, Clevedon é noivo a anos de Lady Clara Fairfax, que através do aperto do irmão da jovem lady e melhor amigo do duque, Harry, conde de Longmore viabiliza uma euforia quanto a proximidade de realização do esperado matrimônio. Um casamento vantajoso para modistas que desejam destaque no mercado, afinal vestir a futura duquesa é vigorar o status de modistas conceituadas e detentoras do privilégio grandioso de vestirem um ícone da sociedade, contudo para atrair a Clara, quem acaba como é alvo é ninguém menos que o duque, que como um aristocrata até então despreocupado não sabe as artimanhas e a lábia de uma mulher obstinada como madame Noirot.

– Às favas com o vestido! – exclamou Longmore. – Você anda ingerindo ópio? Bebendo absinto? Contraiu uma febre? Gonorreia? Pelo que sei, ela sobe para a cabeça. Aquela costureira…
– A qual delas você se refere? Temos três aqui.
– Não brinque comigo – retrucou Longmore. – Por Deus, você sozinho é uma provação para a paciência de todos os santos e mártires juntos. 

O primeiro volume da intrigante série das Modistas de Loretta é um bordado intrincado de desejo, sedução e uma acalentadora narrativa com detalhes minuciosos dos mais diversos vestidos, um banquete à imaginação, além de uma leitura deliciosa e de deixar as pernas bambas com um sem fim de acontecimentos surpreendentes e um enredo com aquele gosto de quero mais.


se enredem na sensualidade desmedida das modistas!

[Resenha] E Viveram Felizes Para Sempre

capa felizes para sempreLivro: E Viveram Felizes Para Sempre
Autora: Julia Quinn
Ano: 2016
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
Sinopse: Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...
Mas não era uma família comum. 
Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. 
Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.

Aquele limiar entre felicidade e tristeza!

A obra, brilhantemente envolvida no suntuosa dedicação da Editora Arqueiro, reúne uma coletânea de segundos epílogos de cada um dos Bridgertons, para quem não se saciou com essa família, o livro é uma dádiva deliciosa, recheada de bons momentos e lembranças, desde que Julia decidiu que não era o bastante e concluiu que os fãs tinham razão, os Bridgertons não haviam finalizado, afinal quando enfim seria o dito fim? O fim propriamente dito não existe, mas essa é uma promessa deliciosa de um futuro sem fim.

Em cada um dos contos um pequeno momento se desenvolve e dúvidas são sanadas – outras nascem, não existe contentamento quando se trata dessa família – com um toque todo especial dos momentos em família de cada Bridgerton, incluindo a matrona de todos os tempos, Violet Bridgerton. Com Daphne e Simon a paternidade traz um novo significado 17 anos depois do nascimento do filho mais novo, David – herdeiro do ducado -,  junto a aflição de Colin e Penelope com a similaridade do filho mais novo com o duque de Hastings, retomando a infância deste, a gagueira ainda o acompanha e o pequeno Georgie parece refletir esse passado, o que leva Simon a pensar sobre o seu laço com seu pai, trazendo a tona, o fantasma das cartas que foram deixadas anos atrás aos cuidados de Daphne.

O visconde da família, Anthony, ainda vive em delicioso conflito com a sua enlouquecedora esposa Kath, antes símbolo da família Bridgerton, o Pall Mall tornou-se tradição desde a última reunião peculiar no campo – aquela na qual uma abelha casamenteira entrou em cena. Enquanto isso, remetendo ao conto da Cinderela, Sophie – e Benedict – agora cedem espaço para a irmã postiça de Sophie, Posy Reiling, que aos 25 anos continua sendo Srta. Reiling, o que para a Bridgerton é uma injustiça, desde que se alguém merece um par é Posy, é momento do interlúdio amoroso de Posy com um empurrão – nada leve – de sua irmã Sophie.

Realmente era como se ela não estivesse ali, pensou Sophie.
– Como gosta do seu chá? – perguntou Posy.
– Do que jeito que a senhorita quiser.
Ah, isso já era de mais. Nenhum homem caía tão cegamente de amor que não tinha mais preferências em relação ao chá. Estavam na Inglaterra, Santo Deus. Na Inglaterra, falando de chá. 

Colin nunca seria acusado de não ser um Bridgerton, voltando no tempo para o casamento de Eloise, o Bridgerton tenta a todo custo provocar sua amada esposa com o segredo de sua dupla identidade – uma certa colunista teria uma ou duas palavras a dizer sobre isso. Pulando alguns anos, a mesma Eloise já superou o fatídico sensor humor de Colin e a maternidade lhe deu um novo desafio, afinal os gêmeos Oliver e Amanda já possuem idade de casar e é Amanda que narra esse momento, além dos mais é seu possível matrimônio a brilhar no horizonte, enquanto relembra dos momentos com suas duas mães e o quanto a felicidade está no simples fato de poder ser Amanda amada.

Inegavelmente Francesca e Michael Stirling foram o epítome de uma curiosidade sem fim, afinal foram agraciados com a paternidade que tanto desejavam? Michael convive pacificamente com a malária? Bem, no decorrer desse epílogo podemos ter uma clara visão de um alívio, mesmo que a resposta positiva só é comprovada para o primeiro caso (~suspense~), o conde não perdeu o encanto e todos os argumentos levam a conclusão de que Michael e Francesca podem conquistar toda a Escócia, ela com sua beleza e astúcia, ele com a beleza e charme irresistível, em conjunto com seus rebentos.

– Fiquei sabendo que estive envolvido na geração dele também, mas ainda não vi nenhuma prova – disse Michael, brincando.
Francesca olhou para ele com tanto amor que quase deixou Violet sem fôlego.
– Ele tem o seu charme – disse ela. 

 O mistério enfrentado por Hyacinth St. Clair – e já posto de lado por Gareth – ainda remete as misteriosas jóias, herança da avó de Gareth, todavia, os nervos da Bridgerton de nascença estão sendo testados por sua filha, Isabella, que para tormento da Hyacinth – e deleite de Violet – possui o mesmo gênio da mãe e um faro para mistérios, envolvendo os até então desconhecidos diamantes desaparecidos. Com Lucy e Gregory o decorrer é turbulento, afinal são pelo que sabe são nove filhos, com nomes que homenageiam os irmãos do Bridgerton e a anfitriã da festa em que os dois se conheceram e pelas palavras da Julia, com um pouco de drama um final feliz é ainda mais encantador, então Gregory começa a sofrer o peso de um futuro e uma paternidade inesperados, enquanto Lucy sofre pela possibilidade de ser cortada desse futuro

Para finalizarmos, é a vez dela, Violet Elizabeth Ledger, agora reconhecida e valorizada como a eterna viscondessa Violet Bridgerton, é descrita uma parte conturbada da sua infância, graças ao tal Edmund Bridgerton, que anos depois a reencontra e parece continuar mexendo com o emocional da jovem Violet, uma desavença de infância se transforma em admiração e reage perfeitamente com amor. O obscuro momento da viuvez de Violet, sintoniza os sentimentos do leitor com o sofrimento e a perda da família, posso ter deixado cair uma, dez ou umas vinte lágrimas com essa passagem emocionante, mas só posso registrar aqui: “Ah! Vale a pena cada momento”, que as palavras dessas páginas iluminem sorrisos e façam generosas lágrimas umedecerem suas sensações, afinal Julia nos deixou aquecidos com tanto carinho dessa família tão barulhenta e deslumbrante.

– Não fiz uma promessa, nem nada tão formal. Suponho que, se a oportunidade tivesse surgido, e o homem certo tivesse aparecido, eu poderia ter…
– Se casado com ele – completou Daphne por ela.
Violet olhou de lado para ela.
– Você realmente é uma puritana, Daphne.


 Uma olhadinha do qual vasta essa família se tornou!

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