[Resenha] Um Acordo Pecaminoso

Livro: Um Acordo Pecaminoso (Os Ravenels #3)
Autor: Lisa Kleypas
Tradução: Ana Rodrigues
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Sinopse: Lady Pandora Ravenel é muito diferente das debutantes de sua idade. Enquanto a maioria delas não perde uma festa da temporada londrina e sonha encontrar um marido, Pandora prefere ficar em casa idealizando jogos de tabuleiro e planejando se tornar uma mulher independente.
Mas certa noite, num baile deslumbrante, ela é flagrada numa situação muito comprometedora com um malicioso e lindo estranho.
Gabriel, o lorde St. Vincent, passou anos conseguindo evitar o casamento, até ser conquistado por uma garota rebelde que não quer nada com ele. Só que ele acha Pandora irresistível e fará o que for preciso para possuí-la.
Para alcançar seus objetivos, os dois fazem um acordo curioso, e entram em uma batalha de vontades divertida e sensual, como só Lisa Kleypas é capaz de criar.

Se não é um dos livros que mais estive sedenta pra devorar!

A expectativa pra esse livro é grande e fomentada pela presença de um casal que cativou em As Quatro estações do amor, Evie e Sebastian que foi o casal mais improvável de acontecer e sob circunstâncias não convencionais que deixava um quê de “será que vai dar certo?” E não deu outra, os dois se tornaram além de companheiros, parceiros, sua pródiga prole dessa vez ganha espaço através do destaque com Gabriel, o agora detentor do título de lorde St. Vincent, que é a pintura de seu pai porém com a inteligência afável de sua mãe, mas isso tudo não importa quando Pandora, além de ferina é uma Ravenel e as circunstâncias que leva os dois a se encontrarem é a premissa de um jogo de argumentos e força de vontade que nenhum dos dois esta disposto a perder, só a conquistar nem que seja um ao outro.

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[Resenha] Uma noiva para Winterborne

Livro: Uma Noiva para Winterborne (Os Ravenels #2)
Autora
: Lisa Kleypas
Tradução: Ana Rodrigues
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Sinopse: Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer – nos negócios e em tudo mais. No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda.
Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão. Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.

A Lisa não cansa de ser assim surpreendente!

A obra não segue o fluxo usual dos romances de época mais comuns, por isso se não estiver disposto a encarar o desafio e consumir o livro por um todo, esse livro pode não ser pra você, afinal a construção narrativa inicial não faz jus ao todo, mas o todo compreende o conturbado e até esquivo começo, nada de julgar o livro nem pela capa nem pelo ponta pé do princípio.

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[Resenha] Mais forte que o sol

Livro: Mais Forte que o Sol (Irmãs Lyndon #2)
Autora
: Julia Quinn
Tradução: Viviane Diniz
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Sinopse: Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento.
Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu.
Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro.
No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal…

Esse deve ser o romance de época mais hilário desse ano

O que acontece quando um homem adulto despenca de uma árvore quase em cima de você? Eleanor Lyndon pode responder essa, porque é quando o audaz conde de Billington, Charles, despenca quase em sua cabeça – não em seu colo, devo ratificar – que uma série de acontecimentos tornam a presença inesperada desse estranho e charmoso homem em sua vida, bastante oportuna, até mesmo a proposta precipitada de casamento que ela recebe desse estranho, lhe soa como algo familiar, uma negociação. Ainda solteira, Ellie mora com seu pai, também vigário local, um homem difícil e de opiniões rígidas, só que o pior está por vir:  o Sr. Lyndon está para casar, seria ótimo para Ellie ter uma madrasta após perder sua mãe e o recente casamento de sua irmã Victoria.

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[Resenha] Uma Proposta e Nada Mais (Clube dos Sobreviventes #1)

Livro: Uma Proposta e Nada Mais (Clube dos Sobreviventes #1)
Autora
: Mary Balogh
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
Sinopse: Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela.
Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa.
Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre.

Mary é tão boa que deveria ser elogio!

Nesse retorno nacional da Mary, uma série se forma através de um grupo incomum, porém com tanto em comum que mesmo sem laços de sangue, são tão próximos quanto parentes – ou até mais -, unidos pelas tragédias e sofrimentos passados nas Guerras Napoleônicas, viveram períodos de recuperação e lutas contra os demônios que os agonizam na casa de campo Penderris Hall, sob cuidados de George Crabbe, duque de Stanbrook e mesmo após a separação do grupo para reintegração social e com os próprios familiares, anualmente voltam a se reunir e desfrutar de um tempo juntos.

No entanto, ele sorria e era encantador. Mas estaria sorrindo por dentro? Havia algo levemente perturbador em sua alegria, agora que compreendia a devastação que as guerras lhe causaram.

Hugo é a antítese de um romântico nato, com personalidade de quem já viu e passou por muito, acredita que os rodeios de ações e conversas são percas de tempo, por isso é direto e até mesmo cortante, meias palavras não fazem parte do seu vocabulário, como um produto de uma sociedade que subestima sentimentos e por vezes a capacidade feminina de digerir determinados assuntos – dentre eles, a destruição causada pela guerra – ele ainda tem muito o que se permitir. Apesar de ser reconhecido como um lorde e herói de guerra, reluta em aceitar a hipocrisia da situação, a guerra destrói vidas e a missão suicida que liderou mesmo tendo sucesso, custou a vida de inúmeros companheiros e sua consciência – literalmente -, mas agora responsável por sua família ele deve assumir a frente e também cumprir a promessa feita a seu pai em leito de morte: ter um herdeiro, para isso ele precisa se casar, todavia seu traquejo social e de corte, são quase nulos, parece mais fácil assumir a frente de uma tropa numa guerra.

– Sinto muito pelo que passou – disse ela. – Mas seu colapso só foi vergonhoso quando analisado sob a perspectiva de uma masculinidade brutal e agressiva. Não se espera que um comandante se importe com os subordinados. O fato de ter se importado, de se importar, só o torna mais admirável aos meus olhos.

Lady Gwendoline Muir, é uma viúva já a cerca de 7 anos, seu casamento embora contasse com afeto mútuo, deixou-a emocionalmente exaurida. Com uma personalidade singela e disposta a ajudar que a deixa em situações que seria preferível evitar – como ficar na companhia de Vera, uma “amiga” que ninguém merece ter -, mesmo sendo amada e amando seus familiares, Gwen sente uma solidão e ressentimento fruto do seu matrimônio. Além de traumas físicos, como seu tornozelo manco e a aparente incapacidade de conceber filhos, possui também traumas psicológicos, guarda dores e arrependimentos, embora deseje aproveitar o máximo seus familiares, essa sombra a acompanha e ela não acredita que existe alguém no seu círculo íntimo capaz de compreender seus “demônios”.

– (…) As pessoas, sobretudo as religiosas, dão a entender que é errado, até mesmo pecado, amar a si mesmo. Não é. É o amor básico, essencial. Quando você não ama a si mesma, não tem condições de amar mais ninguém. Não de maneira completa e verdadeira.

As diferenças sociais se sobressaem entre Lady Muir e Lorde Trenthan, ela como dama de nascença e ele com receio da classe aristocrática, divergem em reflexões com base em experiências do próprio mundo, lembrando um pouco da essência de Elizabeth e Darcy em Orgulho e Preconceito, onde ambos possuem visões conjeturadas em paradigmas. Hugo com extremo receio acaba sendo o maior obstáculo para desenvolver proximidade afetiva, apesar de sua inegável auto confiança, seu temor se desenrola em uma forma de temor excessivo e até mesmo preconceito sobre o modo de vida da sociedade aristocrata, algo que penosamente Gwen tenta demonstrar não se tratar de uma inviabilidade para acreditar que ela também é humana.

– (…) Já carrega muitas culpas sem ter que assombrar a alma com as minhas. Precisamos de alguém que nos liberte de tanto peso.
– Ninguém é capaz de fazer tal coisa – ressaltou ele. – Nunca se case motivada por essa esperança. Ela será destruída antes que se passe uma quinzena

Devo também destacar o quão mágico é revisitar lembranças de outros livros quando personagens anteriores da autora são inseridos na trama atual, uma experiência nostálgica e deliciosa tenho que dizer, o coração dá até uma acelerada de relembrar os momentos passados, ainda mais quando o duque de Bewcastle, Wulfric Bedwyn dá os ares com toda a sua arrogância ducal para rebater a tirania de alguns, acompanhado da esplêndida duquesa Christine Bedwyn. Somando também o fator das características dos membros dos Clubes dos Sobreviventes prometer um futuro promissor para a série, como a animosidade de Flavian Artnott, o visconde Ponsonby, a placidez de Ralph Stockwood, o conde de Berwick, a sagacidade de Imogen Hayes, a viúva lady Barclay, a tenacidade de Benedict Harper, a perceptividade de Vincent Hunt, lorde Darleigh e as atitudes reservadas de George Crabbe, o duque de Stanbrook.

O livro se aprofunda em questões além de fatores do amor imensurável entre o possível casal a ser formado, onde a Mary emociona o leitor com o porquê desse grupo de pessoas merecer ter um foco específico, cada um carregando suas cicatrizes, o quanto uma companhia pode salvar um espírito enfraquecido e desacreditado, como se pode crescer reconhecendo que amizades são partilhas tanto de alegrias, quanto de tristezas. Os momentos reflexivos da trama são densos e tocantes no sentido mais cru da palavra.


Um sonho: O segundo volume poderia sair amanhã

[Resenha] Um sedutor sem coração

Livro: Um sedutor sem coração (Os Ravenels #1)
Autora
: Lisa Kleypas
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Devon Ravenel, o libertino mais maliciosamente charmoso de Londres, acabou de herdar um condado. Só que a nova posição de poder traz muitas responsabilidades indesejadas – e algumas surpresas.
A propriedade está afundada em dívidas e as três inocentes irmãs mais novas do antigo conde ainda estão ocupando a casa. Junto com elas vive Kathleen, a bela e jovem viúva, dona de uma inteligência e uma determinação que só se comparam às do próprio Devon.
Assim que o conhece, Kathleen percebe que não deve confiar em um cafajeste como ele. Mas a ardente atração que logo nasce entre os dois é impossível de negar.
Ao perceber que está sucumbindo à sedução habilmente orquestrada por Devon, ela se vê diante de um dilema: será que deve entregar o coração ao homem mais perigoso que já conheceu?

Romance de época para o ano ficar melhor

Lisa retorna com mais uma série de romances de época e cativa pela construção de enredos e incita o leitor a acompanhar cada momento e desenrolar dramático de sua obra, uma escritora carismática com personagens tão bem concebidos que a proximidade para reconhecer suas evoluções é tangível a um nível além da imaginação.

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[Resenha] Como se casar com um Marquês

Livro: Como se casar com um marquês
Autora
: Julia Quinn
Tradução: Ana Rodrigues
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe resta outra alternativa.
Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa.
Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual.
É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury, que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação, ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos é justamente… Elizabeth Hotchkiss.
Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada.
Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Melhor que um marquês, é um marquês disfarçado!

Se um livro da Julia conta com a presença ativa do maior ícone da alta sociedade inglesa, então inegavelmente o resultado vai conter: doses gloriosas de comédia, artimanhas apuradas de uma esperta condessa, personagens se não loucos, já ensandecidos ou próximos de uma beatificação, o segundo volume de Agentes da Coroa não possui escapatória e Quinn mais uma vez enfeitiça com personagens tão autênticos e vorazes diálogos.

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[Resenha] Romance Entre Rendas

Livro: Romance Entre Rendas (As Modistas 4)
Autora
: Loretta Chase
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Que lady Clara Fairfax é dona de uma beleza estonteante, Londres inteira já sabe. Mas a fila de pretendentes que bate à porta de sua casa com propostas de casamento já está irritando a jovem. Cansada de ser vista apenas como um ornamento, Clara decide afastar-se um pouco da alta sociedade e se dedicar à caridade. Um dia, numa visita a uma obra social, ela depara com uma garota em perigo e pede ajuda ao alto, sombrio e enervante advogado Oliver Radford. Radford sempre foi avesso à nobreza, mas, para sua surpresa, pode vir a se tornar o próximo duque de Malvern. Embora queira manter sua relação com Clara no campo estritamente profissional, aos poucos ele percebe que ela, além de linda, é inteligente, sensível e corajosa. E quando a perspectiva de casamento se aproxima, tudo o que Radford pode fazer é tentar não perder a cabeça por Clara. Será que a herdeira mais adorada da sociedade e o solteiro menos acessível de Londres serão vítimas de seus próprios desejos?

Último chá da tarde com as melhores modistas do continente!

Desde Sedução da Seda, a trajetória de Lady Clara Fairfax é acompanhada pelas irmãs Noirot, podendo se dizer que a mesma é uma Noirot honorária, que em tênue oposição às obras anteriores da série, a mente de uma modista e comerciante não fica em destaque, afinal as irmãs Noirot são calculistas por sangue e treinamento, a Clara é atribuída a característica de tenaz e mesmo sem compartilhar do sangue dos DeLuceys faz por merecer seu lugar ao lado das temidas modistas francesas.

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