[RESENHA] SIMON vs. A AGENDA HOMO SAPIENS

996full-love,-simon-posterLivro: Simon vs. A Agenda Homo Sapiens

Autor (a): Becky Albertalli

Editora: Intrínseca

Ano: 2015

Páginas: 256

Sinopse: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.  Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.  Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.

Simon chegou para mim em um momento conturbado: fim do semestre. Então fiz, com ele, o que faço com todas as coisas que me aparecem nesses momentos: empurrei com a barriga. E foi a melhor decisão que eu já poderia ter tido.

Esse livro é aquele tipo de leitura a ser feita em um momento só seu. Você decide quando, onde e em que ritmo quer ler, o que eu, sinceramente, acho que não será necessário, pela dinâmica e facilidade de ler esse livro.

É uma delícia ler esse livro, que é a estreia de Becky Albertalli. Nesse caso, ela retrata um dos grandes dilemas que rodeiam os jovens: crescer, e todos os mistérios/medos/inseguranças que rodeiam essa fase e ainda, no caso de Simon, as inseguranças triplicam, afinal ele é gay e não sabe como será a reação das pessoas ao saberem sobre o fato.

Como um apoio, ombro amigo, confidente, temos a figura de Blue, um garoto de sua escola com quem vem trocando e-mails. Ambos dividem esse sentimento de “sair do armário” e como fazê-lo. Assim, desenvolvem uma relação que não é capaz de ficar somente entre e-mails trocados.

“Você é o herói hoje, Blue. Você derrubou seu próprio muro. E talvez o meu também.”

Porém, infelizmente, nada é como planejamos ou queremos, assim o grande segredo de Simon cai nas mãos de Martin, que quer tirar proveito dessa situação delicada vivida pelo garoto. A partir disso, a narrativa se desenvolve em torno da chantagem de Martin, da dúvida em torno de quem seja Blue (inclusive me sinto a própria CSI por ter descoberto antes do livro contar) e como Simon lida com esse e outros problemas que cercam ele e seus amigos.

Não tem como você não se apaixonar por esse livro. Tudo nele contribui para que a experiência de leitura seja a melhor possível e, no meu caso, exceda as expectativas. A maneira como a autora escreve, os personagens (!!!!), as relações construídas ao longo livro… TUDO.  Pessoalmente, espero que meu amigo gay seja tipo Simon e que ele tenha a sorte de ter um Blue para dividir suas angústias. E espero também, que vocês gostem de Simon vs. A Agenda Homo Sapiens tanto quanto eu gostei.

Ah! Quase ia esquecendo!!! Tenho dicas e sugestões

DICAS: fiquem de olho na data de estreia da adaptação de Simon vs. A Agenda Homo Sapiens! SIM, essa belezura vai virar filme e já tem até trailer, Para ver é bem simples: Youtube> pesquisa> Love, Simon. Ou https://www.youtube.com/watch?v=ykHeGtN4m94

SUGESTÃO: depois que terminar de ler coma oreos e beba leite. Vai fazer maravilhas em seu corpo recém impactado por essa leitura.

Love,

Nath.

 

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[Resenha] No Coração do Mar

Livro: No Coração do Mar
Autores: Charlotte Rogan
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
Sinopse: No verão de 1914, a Europa está à beira da guerra, mas o futuro de Grace parece caminhar para um destino seguro enquanto ela e o marido navegam rumo a Nova York. 
Quando uma misteriosa explosão afunda o navio, Grace é jogada em um barco salva-vidas por um ágil membro da tripulação, que também pula para dentro da embarcação já sobrecarregada.
À medida que o clima piora e os passageiros são forçados a escolher lados em uma disputa por poder, Grace percebe que sua sobrevivência depende de quem vai apoiar: o velho lobo do mar John Hardie ou a enigmática Ursula Grant, cuja influência aumenta a cada dia. 
Durante três semanas, os passageiros planejam, esquematizam, disseminam intrigas e confortam uns aos outros enquanto suas mais profundas convicções sobre humanidade e divindade são postas em xeque.
Grace Winter finalmente é resgatada, apenas para ser levada a julgamento. Incertos sobre como defendê-la, seus advogados sugerem que ela escreva as lembranças do naufrágio. 
O resultado é uma fantástica narrativa sobre dilemas morais e o retrato de uma mulher que se torna cada vez mais complexa à medida que os acontecimentos se desenrolam.

Pense em um livro surpreendente!

Pela sinopse chega a remeter a Náufrago, quem não se lembra do personagem interpretado por Tom Hanks, que após o fatídico acidente que atingiu sua embarcação, acaba em uma ilha deserta, onde é obrigado a trilhar tortuosos caminhos para não perder a vontade de viver ou se compadecer pela loucura iminente e então sofrer com a descoberta de um mundo que avançou sem sua presença? Pois é um pouco disso e uma uma realidade totalmente diferente, são por relatos que descobrimos o drama vivido durante o náufrago do navio Empress Alexandra da obra, uma dramática história de superação e reviravoltas.

É com a narrativa de Grace Winter, a personagem recém casada, com seus 22 anos de idade, que inicia com base nas lembranças dos momentos vividos pela mesma durante a viagem na embarcação em que viajou junto a seu marido Henry, vivenciando um desespero: um naufrágio. Onde ela conta os acontecimentos que viveu e presenciou, com um único objetivo, se não a sobrevivência.

Ele, que apenas alguns minutos antes parecera tão seguro de si ao repassar a lista de equipamentos contidos em cada barco salva-vidas e explicar como utilizá-los, ficava agora cada vez mais sem jeito para desempenhar essa parte de sua tarefa.

Desde o início o que almejava era sobrevivência, desde que o navio era destinado a America e procurava sair do cenário destrutivo da Primeira Guerra Mundial, objetivo também do Sr Hardie, Hannah, Mary Ann e da Srª Grant, pessoas que passam a se inserir na trama significativamente e junto a isso, o enredo se molda diante da perspectiva de Grace por eles.

— Será que isso conta como suicídio? — ouvi-o dizer. — Será que o paraíso me será negado?

O enredo não só retrata um drama de vida e morte, como de humanidade, Grace enfrenta um obstáculo atrás do outro, enquanto aos poucos tenta resistir a aparente insanidade que aflige seus companheiros durante o drama em que vivem. A obra está para ser adaptada para o cinema, sob a produção de Anne Hathaway, que irá também interpretar Grace Winter no longa, o que é premissa para filme ótimo!


Plena esperando por esse filme!

Anne deusa

[Resenha] Matéria Escura

materia_escura_1484658590645465sk1484658590bLivro: Matéria Escura
Autor: Blake Crouch
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 343
Sinopse: VOCÊ É FELIZ COM A VIDA QUE TEM?
Essas são as últimas palavras que Jason Dessen ouve 
antes de acordar num laboratório, preso a uma maca. 
Raptado por um homem mascarado, Jason é levado para 
uma usina abandonada e deixado inconsciente. 
Quando acorda, um estranho sorri para ele, dizendo: 
“Bem-vindo de volta, amigo.”

Neste novo mundo, Jason leva outra vida. 
Sua esposa não é sua esposa, seu filho nunca nasceu e, em vez de professor numa 
universidade mediana, ele é um gênio da física quântica que conseguiu um feito 
inimaginável. Algo impossível. Será que é este seu mundo, e o outro é apenas um 
sonho? E, se esta não for a vida que ele sempre levou, como voltar para sua 
família e tudo que ele conhece por realidade?

Com ritmo veloz e muita ação, Matéria escura nos leva a um universo muito 
maior do que imaginamos, ao mesmo tempo em que comove ao colocar em primeiro 
plano o amor pela família. Marcante e intimista, seus múltiplos cenários 
compõem uma história que aborda questões profundamente humanas, 
como identidade, o peso das escolhas e até onde vamos para recuperar 
a vida com que sonhamos.

Com certeza você já ouviu falar que a vida é feita de escolhas. Que se nós estamos onde estamos, ou somos quem somos é porque em algum momento da nossa vida escolhemos isso.

Não há avisos quando tudo está prestes a mudar, a ser tomado de você. Nenhum alerta de proximidade, nenhuma placa indicando a beira do precipício. E talvez seja isso que torna a tragédia tão trágica. Não é apenas o que acontece, mas como acontece: um soco que vem do nada, quando você menos espera. Não dá tempo de se esquivar ou se proteger.

São nossas escolhas que nos definem e definem nossos caminhos. Por exemplo: se a 7 anos atrás eu tivesse aceitado seguir carreira de modelo, ao invés de criar um blog sobre literatura, é muito pouco provável que eu estivesse aqui hoje conversando com vocês.

A gente fica tão imerso na rotina que acaba deixando de ver as pessoas que amamos como realmente são.

E quando não estamos muito felizes com nossas vidas, vocês já pararam para pensar como ela seria se você tivesse escolhido o comprimido azul ao invés do vermelho?

Todos nós vivemos, dia após dia, totalmente alheios ao fato de que fazemos parte de uma realidade muito maior e mais estanha do que se pode imaginar.

Jason Dessen não tem uma das melhores vidas. Ele é professor de física em uma universidade, recebe um salário medíocre, tem um carro horrível, uma esposa amada e um filho adolescente. Mas um dia tudo isso muda, quando Jason Dessen de outra realidade, o sequestra e troca de lugar e de vida com ele.

Cada momento, cada respiração, contém uma escolha. Mas a vida é imperfeita. Fazemos escolhas erradas. Então, acabemos vivendo em perpétuo arrependimento. Não existe nada pior do que isso. 

Agora ele é um cientista renomado, rico e recluso, que desenvolveu uma caixa que permite que as pessoas entrem em um estado de superposição, sendo assim levadas para outras realidades, criadas a partir de escolhas não feitas. Jason precisa agora entrar na Caixa e encontrar um meio de retornar a sua esposa, seu filho, sua casa, SUA VIDA.

A Caixa não é muito diferente da vida. Se você entrar com medo, vai encontrar medo.

O livro é uma ficção cientifica soft, mas com questionamentos que estimulam ao leitor repensar a própria vida e as escolhas. A Editora Intrínseca nos presenteia com uma edição maravilhosa, se um projeto gráfico super bem desenvolvido, e com acabamentos que vem se tornando característicos da nova Intrínseca.

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Esse é uma daqueles livros que te atinge como um soco no estomago, e te faz vomitar todas as emoções e de forma que te força a pensar em uma unica pergunta que permeia o livro inteiro:

Você é feliz com a vida que tem?

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[Resenha] Puros

PurosLivro: Puros
Autora: Julianna Baggott
Ano: 2012
Editora: Intrínseca
Páginas: 386
Sinopse: Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos da antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido: como um mundo com parques, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras e corpos mutilados. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.
Houve, porém, quem escapasse ileso do apocalipse. Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura.

Suspense e drama nessa resenha de um dos meus favoritos!

Tem tempos que tinha uma vontade gigantesca de ler essa obra e sabe que com o tempo se cria uma infinidade de expectativas? Pois bem, Julianna me surpreendeu por uma escrita bem tramada, com uma riqueza de detalhes que comovem e até mesmo chocam o leitor da crueldade e características do cenário narrado. Sendo este dividido em duas partes opostas, o Domo e os sobreviventes, em cada um deles é apresentado os principais envolvidos do enredo.

No Domo, Ripkard Willux, conhecido como Partridge Willux passa por uma crise, sua mente é atormentada por perguntas mal respondidas e pelo mistério acerca da “morte” de sua mãe, em conjunto com o poder exercido por seu pai, que parece esconder muitos mais do aparenta. Toda a existência no Domo parece fora do eixo, Partridge sabe que do lado de fora, onde estão os ditos miseráveis – pessoas que sobreviveram às explosões, mas possuem novas características em consequência disso – existe bem mais do que é disseminado ali dentro e o fato de não ser suscetível às codificações (uma espécie de aprimoramento humano avançado), incitam ainda mais sua necessidade de saber o quanto sua mãe se envolve nessa questão e para isso, ele tem que sair.

— Uma das criaturas de Pressia. Ela faz isso. Seu avô me mostrou algumas. Ele tinha orgulho dela.
Agora Partridge percebe que é uma borboleta com asas cinzentas e um pequeno mecanismo de dar corda nas costelas de arame.
— Ela barganhava com essas criaturas no mercado. Seu avô pode ter tentado salvá-las. Houve uma luta.

Vivendo com seu avô entre os sobreviventes e sendo um deles, está Pressia Belze, uma garota de quase 16 anos, que além de passar pelas provações de uma memória limitada quanto ao Antes – período que antecede as explosões -, se encontra em uma fase crítica de sua existência. Além de só existir da mesma forma que as pessoas fora do Domo, esperando para morrer, sua idade indica que é quase chegada a hora de ser levada pela OBR (Operação Bendita Revolução), mesmo com tudo isso, ela não quer depender de ninguém e quando Bradwell com sua visão crítica sobre as explosões se insere em sua vida, seu orgulho é abalado e mesmo não querendo, ela sabe que ele pode ter razão, as explosões foram realmente acidentais?

Outros personagens ganham mais espaço ao decorrer da trama, como a Lyda, o Bradwell e El Capitán, a autora envolve cada um no momento exato e usufrui de suas influências, de forma que cada ação é somada ao todo e flui em um ritmo eletrizante, de maneira marcante as diferentes narrativas se entrelaçam e viabilizam uma visão bem

O livro é profundo, o cenário distópico é relacionado com referências reais e sofrimentos quase palpáveis, uma comoção é inevitável nesta leitura, Puros é uma reflexão em sim, quem sabe um pouco sobre a data marcante da semana de 06 a 09 de agosto, sabe que refiro-me as bombas de Hiroshima e Nagasaki, que devastou uma cultura e destruiu vidas, onde até hoje existem cicatrizes da brutalidade do ataque. É pegando emprestado a essência desse cenário e essa fatalidade que é construída uma sociedade que luta, literalmente, para sobreviver.

— (…) Tropecei na calçada, caí de quatro e olhei para cima. Houve um clarão de luz. O vidro estilhaçou. E eu fui fundida ao asfalto, braços e pernas. Algumas pessoas sabiam onde eu tinha ido parar. Procuraram por mim. Quatro torniquetes e uma serra. Fui salva. (…)

O livro e a qualidade editorial da obra são magníficos, para quem se entregar ao enredo tende a reparar na grande significância que a capa possui e principalmente a importância que a própria Julianna deu a um momento fatal para a vida de inúmeras pessoas, esta se refletindo ainda nos dias atuais. Puros, em verdade, é uma trilogia, o segundo livro, Fuse e o terceiro, Burn, foram lançados em 2003 e 2004, mas infelizmente a Intrínseca só realizou o lançamento do primeiro aqui.


Fanart do bradwell, que foi fundido com PÁSSAROS

Brandwell