[Resenha] Apenas Um Dia

downloadLivro: Apenas Um Dia

Autor (a): Gayle Forman

Editora: Novo Conceito

Ano: 2014

Páginas: 384

Sinopse: Apenas um Dia – A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida. Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro… Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

Bom, migos, hoje eu trago a beleza e maravilhosidade por trás da escrita de Gayle Forman. Quem já leu livros dela sabe o quanto é envolvente a leitura, quanto o leitor se identifica facilmente com os assuntos abordados nos livros. Dessa vez não seria diferente,  então hoje teremos Apenas Um Dia.

Me deparar com Alysson foi como olhar um pouco para um espelho. Não totalmente, claro, mas alguns de seus dilemas e inseguranças também foram/são como os meus em algum momento da minha vida. Alysson é a menina certinha, que os pais sabem exatamente onde está,  o que está fazendo e por isso não se libertou para as aventuras que o mundo tem para oferecer, até mesmo as mais “bestas” como esticar a noite em um pub.

Em uma viagem, que ganhou dos pais, de formatura pela Europa, para conhecer os países e absorver as suas respectivas manifestações culturas, conhece o jovem e intrigante ator Willem, porém, o garoto é totalmente oposto de Alysson. Willem é um espírito livre, esperamdoesperando o próximo acaso para mudar totalmente a vida dele e ele próprio,  porque não!?

Por serem completamente opostos, desenvolvem um tipo de atração e isso faz com que eles embarquem em uma romântica viagem a Paris.

(Um ponto: claramente eu não teria a mesma cabeça dela com relação a sair para um país novo com um total desconhecido e não façam isso crianças,  é perigoso.)

Paris, como se espera, se torna um determinante na relação deles, sendo palco para uma das mais bonitas cenas de romance, com destaque para os detalhes descritos pela autora, o que torna a experiência ainda mais rica.

“Parte de mim sabe que mais um dia não servirá para nada além de postergar o coração partido. Mas outra parte de mim pensa diferente. Nascemos em um dia. Morremos em um dia. Podemos mudar em um dia. E podemos nos apaixonar em um dia. Qualquer coisa pode acontecer em apenas um dia.”

Acima do romance,  que obviamente é muito importante, o livro é sobre descobrimento. Descobrimento de Alysson sobre o mundo, sobre o romance e especialmente sobre ela mesma, o que é uma coisa necessária para todos nós, nos descobrir. Outro ponto interessante é o tempo do livro, se eu pensei que ele se passaria em apenas um dia? Pensei sim, mas não é bem assim. Ao longo do livro é mostrado a vida dela na faculdade e os pontos importantes que ela viveu no período. Com relação ao fim do livro, é aberto, assim a gente pode acompanhar mais dessa história em Apenas Um Ano.

Espero que tenham gostado e que leiam essa lindeza de livro, e como nós temos mais que apenas um dia, até semana que vem.

Xoxo,

Nath.

 

 

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[Resenha] Zac & Mia

zac-e-mia-capa_1.jpg.1000x1353_q85_crop

Livro: Zac & Mia

Autor (a): A.J. Beets

Editora: Novo Conceito

Ano: 2015

Páginas: 288

Sinopse: A última pessoa que Zac esperava encontrar em seu quarto de hospital era uma garota como Mia – bonita, irritante, mal-humorada e com um gosto musical duvidoso. No mundo real, ele nunca poderia ser amigo de uma pessoa como ela. Mas no hospital as regras são diferentes. Uma batida na parede do seu quarto se transforma em uma amizade surpreendente. Será que Mia precisa de Zac? Será que Zac precisa de Mia? Será que eles precisam tanto um do outro? Contada sob a perspectiva de ambos, Zac e Mia é a história tocante de dois adolescentes comuns em circunstâncias extraordinárias.

Sabe, depois de A Culpa é das Estrelas, eu não prestei mais pra livros que tratam de doenças, tipo câncer. Pensei que não seria capaz de lidar com essa temática novamente, mas estava errada, pelo menos nesse caso. Descobri Zac & Mia, por acaso, em um dos meus milhões de passeios pelo site da saraiva e um conselho, migos, nunca digam dessa água não beberei mais, porque beberás.

O câncer é uma realidade, tanto para Zac, quanto para Mia. O que os diferencia e a forma como cada um lida com a doença. Zac, vive o máximo que pode, afinal, depois de um transplante de medula bem sucedido ele só quer retomar sua vida, estar bem e viver os 55% de chances dele da melhor forma possível. Já Mia, não aceita sua doença, acha que não há volta a partir daquilo, prefere fugir e que preferia não ter os 98% de chances que tem.

Ao longo da história, você vai sentir muita vontade de sentar na cadeira rosa e conversar com Zac sobre tudo, porque ele é a pessoa pra isso, aparentemente não teria momento ruim pra ele. Em outros, você pode até sentir um pouco de raiva de Mia (admito que senti), mas é o jeito com que ela, inicialmente foi capaz de lidar com tudo aquilo… é aquela coisa de que só quem tem, quem está passando pelo processo sabe.

A maneira como A.J. Beets escreve, deixa tudo mais leve. Diferente de A Culpa é das Estrelas, o foco não está no romance em si, mas na superação de dois adolescentes que lutam contra uma doença que ninguém quer ter, principalmente com 17 anos. E o romance? Bom, esse é construído de uma maneira tão linda e fofa, que não tem como não pedir pra eles ficarem juntos a cada frase, a cada momento.

Muito desse livro é sobre o depois. Depois que a cirurgia é feita. Depois que a nova medula é colocada. Depois. E é nesse depois que eles se encontrar e o leitor pode perceber que muito desse livro também é sobre a salvar, um salva o outro. Juntos eles são fortes.

“Há tanta coisa que ela ainda não compreende: que fica melhor; que não é culpa dos médicos. “Não lute”, eu quero dizer. “Não puxe a alavanca da Saída de Emergência. Tome as pílulas e aproveite o passeio como der.”

Bom, eu me apaixonei por esse livro de uma forma que nem está escrita. Ele, com certeza, entrou para minha tríade de livros favoritos (que não é uma tríade), principalmente por me fazer refletir sobre essas questões do depois e de como vivemos de uma forma genérica, sem dar muita importância. E eu realmente espero que para vocês seja uma experiência tão boa e significativa quanto foi pra mim.

Até logo,

Nath.

[Resenha] As Garotas de Corona del Mar

Livro: As Garotas de Corona del Mar
Autora: Rufi Thorpe 
Ano: 2017 
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Sinopse: Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, 
não há dúvidas de que isso é verdade.
À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e 
passeios ao shopping.
Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores. 
Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad 
girl, vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, 
quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto 
de fadas. 
Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle...

Um verdadeiro não julgue o livro pelo título

Toda criança possui sonhos, sonhos de profissão, de quem estará ao seu lado anos mais tarde como parte de sua família, mesmo que o laço afetivo não seja advindo de relação sanguínea ou de certidões de nascimento, a amizade é o laço sentimental de maior partilha entre pessoas e nesse livro Rufi Thorpe demonstra os altos e baixos de amizades de longas datas, todo mundo cresce, uma amizade é sujeita aos desencontros temporais.

Mia e Lorrie Ann, são amigas, duas garotas que dividem uma deliciosa amizade, com personalidades distintas, Lorrie Ann é uma garota que se revela conforme seu desenvolvimento, o seu crescimento molda a sua personalidade e autentica suas escolhas, enquanto isso Mia é uma profusão, apresentando desde traços calculistas até solidão.

Lorrie Ann não tinha nunca, nunca mesmo, dito antes para mim algo assim tão frio. Lorrie Ann era sempre gentil – esse era o papel dela, ser gentil, doce, boa e me chamar de ursinha Mia.

É no desenrolar dos trágicos acontecimentos que a felicidade juvenil é aos poucos fraturada, elas acometem em suma a sonhadora Lorrie, formando uma antítese em comparação a vida de ascendência de Mia, que mesmo diante do seu sucesso pessoal, sente as quedas que perpassa pela vida de Lorrie, o “fundo do poço” parece parte do contexto vivido por Lorrie, uma frequente tensão a acompanha e a obriga a ofuscar a sua brilhante personalidade de infância.

– Eu pensei que ele podia ter morrido.
– E por que você ia querer estar drogada em um momento como esse?
– Para não ter de sentir.

Crescer é um processo por vezes doloroso, antigos risos esmorecem, obstáculos que exigem uma visão de vida amadurecida surgem desenfreadamente, mesmo quando não há preparo para tal, ninguém vai alertar “cuidado, isso pode te destruir”, mas apoio é o crucial para superar essa fase de transição, mas quando se está tão nocauteado pela vida e seu porto está em oposição ao seu rumo, novas perspectivas se tornam dolorosas, a amizade e companheirismo perduram por diversas situações, porém suportar o pouco ressentimento e temor de machucar alguém é um deteriorador potente.

[Resenha] Provence

provenca_1493038951523856sk1493038951bLivro: Provence – O lugar onde se curam os corações partidos

Autor: Bridget Asher

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Páginas: 368

Sinopse: “Eis uma forma de colocar a coisa: a perda é uma história de amor contada de trás para frente… Toda boa história de amor guarda outra história de amor escondida dentro dela.”

A vida de Heidi com o filho Abbot tornou-se um jogo para manter viva a memória de Henry, bom pai e marido exemplar. Manter uma vida normal em um mundo em que Henry não existe mais está cada dia mais complicado. Heidi precisa lidar com o filho que se tornou um verdadeiro maníaco por limpeza e com a sobrinha Charlotte, uma adolescente problemática.

Uma casa em Provence, na França, que pertence à família de Heidi há gerações, é rica em histórias de amor e surpreendentes coincidências. Heidi e sua irmã mais velha, Elysius, passavam os verões lá quando crianças, com sua mãe. Mas a casa, as lembranças e os segredos de Provence haviam ficado no passado, mas agora, com o incêndio na propriedade, a casa precisa ser salva por Heide. Ou será que é Heide que precisa ser salva pela casa?

Uma história de recomeço, amor e esperança em face à perda, onde uma pequena casa na zona rural do sul da França parece ser a responsável por curar corações partidos há anos.

“Devemos ser sinceros quando o mundo não faz sentido…”

 

 

 

Terminar a leitura foi como finalizar uma das sobremesas que a Heidi preparava!…

 

Deliciosas!

 

Sim, no início foi difícil…

 

… a perda é uma história de amor contada de trás para frente p.5

O fato é que a vida continuou sem mim (…) o mundo seguia em frente e eu, não. p.10

 

Henry Bartolozzi morreu já há dois anos, “seguiu a jornada dele” – se assim o acreditar – e ela, a viúva Heidi, estagnou. Sua letargia apenas perdia para o filho, razão dela se ainda se mover. O negócio passa a ser tocado pela sócia…

 

Olhei para cima e flagrei meu reflexo no espelho do armário – turva, fantasmagórica, alguém que costumava existir, mas que agora já havia quase ido embora. – p.82

 

Como disse Roland Barthes, a saudade é dita a partir de quem ficou… E a Heidi sente muito a falta do marido. O amor que eles tinham era tangível, verdadeiro, incondicional… Lindo e raro. Um presente. As lembranças e histórias que ela sempre conta para o filho, Abbot, uma criança de oito anos, mantém a memória do pai. Ela perde a noção de tempo, perde objetos… O filho torna-se germofóbico… Cada um com sua porção a superar.

 

É no dia do casamento da irmã, Elysius, com o Daniel (com quem mora há oito anos) que a mãe informa que teve um incêndio na casa da família e parece “atordoada”. A casa, em Provence, é herança de família e tem uma longa história de amor. Foi criada a partir dele, pedra sobre pedra, por um ancestral. Essa é a desculpa, a necessidade de reparo, que é usada para enviar o trio para a França: Heidi, Abbot e Charlotte. Ah, sim, a Charlotte é filha do Daniel, uma adolescente de dezesseis anos, que também tem seus problemas a superar.

 

Jornada. Aí os “pequenos milagres” começam a operar. Crenças, descrenças, e ajuda, claro! Véronique (amiga de infância da mãe) e seu filho caçula, Julien Dumonteils (que implicava com a Heidi quando criança). Muito ocorre. Assalto. Susto. Fobias. Passeios. Trabalho…

 

Reproduzo à vocês a pergunta da protagonista na página 210: ‘Quando você está fechada e começa a se abrir, o que volta à vida primeiro?’

 

– Você está bem? – Julien perguntou.

(…)

– Eu sou. Estou sendo. p.213

 

O presente… Um presente. Uma andorinha que tem a asa quebrada pode vir a se curar com o devido tempo e voltar a alçar voo com o seu bando. Tempo e um pouco de cuidado, descanso… Olhar as cores das montanhas, observar se e quando e como mudam… Ouvir a casa. Ouvir a si.

 

Se de início foi difícil; com a viagem, novo frescor. Afinal, como diz a mãe da Heidi, todos merecem um verão perdido. As receitas ao final, o transcorrer que não devo tirar o prazer de cada um ler por si… Posso apenas assegurar que tem muita carga, surpresas, histórias… Um garoto de oito pode muito enxergar e, mesmo com capota quebrada e na chuva, conversíveis serão sempre conversíveis! Rs…

 

Quanto ao produto físico em si, não posso mentir… As flores da capa, sua cor, chamaram a minha atenção, bem como as construções de pedra, estilo europeu – tem ‘um certo’ charme. A cor do papel e a fonte tornam a leitura agradável. Parei apenas em dois lugares: 219 (“de” a mais) e 264 (ausência de um “que”), por estranhamento mesmo, porque em nada atrapalha a compreensão do texto.

 

E, claro, não podia deixar de lado: merci pour le Voyage!

 

[RESENHA] Mais do que isso

mais_do_que_isso_1490714554588396sk1490714554bLivro: Mais do que isso

Autor: Patrick Ness

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Paginas: 432

Sinopse:Um garoto se afoga, desesperado e sozinho em seus momentos finais. E morre. Então ele acorda. Nu, ferido e com muita sede, mas vivo. Como pode ser? Que lugar é este, tão estranho e deserto? Enquanto se esforça para compreender a lógica de seu pior pesadelo, o garoto ousa ter esperança. Poderia isto não ser o fim? Poderia haver mais desta vida, ou quem sabe da outra vida?

 

Com uma edição bem trabalhada, fonte permitindo leitura confortável, uma divisão em três portas – oops! partes (rs), o que foi interessante por serem momentos específicos da história e a capa que retrata bem a claridade buscada pela personagem em meio ao desconhecido, que diz ser “purificador e cinza” (p.18), eis Mais do que isso, do autor Patrick Ness, publicado aqui no Brasil pela Editora Novo Conceito. Que leitura!

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Será que isso é um sonho?” p.22

Você termina a leitura extasiado e como a personagem Seth: ser poder dizer o que é real.

Seth se afogou. Sensações… Observações… A descrição física pode ser aplicada a afetiva. Ele “acorda” morto (?), atordoado. Seria um “último sonho antes da morte”? Acorda sem saber quem é.

Lampejos de memória vem primeiramente através de sonhos. É assim que lembra o seu nome: Seth Wearing. Tais “lampejos de memórias” doem quando tristes e ruins… E algumas lembranças são tão boas que machucam. Ainda mais quando se está total e completamente sozinho.

“A dor daquilo. A dor da falta que sente de Gudmund é tanta que ele mal consegue suportá-la.” p.99

E o Seth, lembrando a vida, incidentes familiares – um pelo qual se sente responsável, pensa na morte em vida. E a solidão daquele lugar.

“A solidão. Nessa exaustão contínua, a solidão terrível desse lugar o engole, assim como as ondas nas quais se afogara.” p.134

Sem eletricidade, nada funciona. Casa antiga, na Inglaterra, mato alto ao redor… Andando, lojas abandonadas, carros… nada. No mercado, latas de comidas vencidas, mas algumas comíveis. Até que, em um impulso, “loop”: arruma tudo sem descanso e, depois, sai para correr.

“Só mais uma rua comprida, e chegará ao sopé da colina.” p.149

Uma van preta, EM MOVIMENTO, muda tudo! Bem como duas mãos que se colocam por trás dele, sobre a sua boca, quando ele grita “espere” para o motorista.

— Porta —

Seria sua mente buscando explicações? Peças pregadas pelo inferno? Onde ele está? Morreu, mão morreu? Teorias… Lembranças continuam. Necessidade de respostas – mas não mais tão sozinho (ou está?): Regina e Tomasz (reais?). Presídio.

Seth precisa… o leitor precisa.

“Eu me lembro.” p.273

E outra porta.

Tomasz também não gosta de não saber as coisas, e devoraria o livro buscando saber. É real? Qual a explicação?

“Se tudo isso é mesmo uma história da minha cabeça…” p.426

Necessário adentrar o caixão. Olhar. Conectar.

Olhares.

“Está pronto?”

“Estou pronto!”

 

Um abraço,

Carolina.

[Resenha] Sempre Haverá Você

Livro: Sempre Haverá Você
Autora: Heather Butler
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 256
Sinopse: Quando o George escreve as coisas, destaca suas palavras preferidas em negrito. 
As palavras de que ele não gosta, escreve em letras pequenas e bem magrinhas.
Ele adora a escola, mas detesta o Carl, que é malvado e gosta de colocar medo nas outras crianças.
Ele ama o seu irmãozinho, Theo, mas de vez em quando perde a paciência com ele.
O jogo preferido do George é aquele em que ele e a mamãe brincam com palavras novas. Na verdade, a mamãe é a pessoa favorita do George no mundo inteiro. 
Ele gosta mais dela do que do seu melhor amigo, Dermo, ou do seu cão fedorento, mas adorado, que se chama Goffo.
Agora que a mamãe ficou doente, está cada vez mais difícil sorrir e inventar versos com o Theo.
Sempre haverá você conta sobre uma família diferente da sua, mas um pouquinho parecida. 
E de um menino que está aprendendo algumas coisas. Você quer ser amigo dele?

Hoje tem mais resenha!

Narrado por George, um garoto com apenas 10 anos e prestes a enfrentar a dor de acompanhar sua mãe adoecer gravemente, a obra retrata a passagem de uma criança por uma crise familiar e que enquanto isso “cuida” de seu irmãozinho Theo e o cachorro Goffo.

A trajetória diária de George sinaliza seus hábitos, como o de lidar com palavras que ele gosta e não gosta, seus colegas na escola, o bullying que sofre pelo garoto – que ele obviamente não gosta –  Carl, fazendo o leitor se envolver na história pelo olhos de uma criança.

Odiei o aconteceu o que aconteceu no parquinho.
A mamãe e o papai dizem que é errado brigar.

Algumas passagens são realmente emocionantes, como na forma que George tem de lidar com Theo, enquanto embalar o menino e diz que tudo vai ficar bem, são partes de cortar o coração.

E então eu penso no Theo.
Porque eu acho que ele também não sabe sobre a mamãe.

De todos os das Novo Conceito que tinha que ler esse foi o mais difícil, de início pela capa que não conquista e logo em seguida pelo interior do livro, o porquê fica por conta da narrativa e do enredo do livro, é doloroso acompanhar a mãe de George definhar e ao mesmo tempo a narrativa não foi atrativa, apesar de tudo é um livro curto e interessante.

[Resenha] A Última Camélia

Livro: A Última Camélia
Autora: Sarah Jio
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Sinopse: Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.
Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. 
Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.
Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. 
A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro.
No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

Vai ser chuva de elogios por motivos de: me apaixonei por esse livro!

Sendo a primeira vez em contato com a escrita da Sarah Jio, o choque da qualidade não poderia ser tão bem vindo, com uma linguagem rica e ao mesmo tempo intricada, a fluidez da narrativa adquire tons distintos e a atmosfera das passagens são sentidas pelo leitor em uma trama enigmática e fortificada de personalidade.

Addison é uma mulher contemporânea dos anos 2000, uma paisagista casada e aparentemente satisfeita com sua vida e seu marido Rex, no entanto, a ideia de satisfação está longe de alcançar uma mulher com um passado assombroso como Addison. É em busca de se encontrar e evitar a abertura dessas antigas feridas que a mesma parte para a mansão recém adquirida de seus sogros no interior da Inglaterra, onde o aroma da flores a leva de encontro a misteriosa Flora.

Eu ainda não estava pronta para acabar com a imagem que ele tinha de mim, aquela que eu havia criado com tanto cuidado com o passar dos anos.

Flora vive no século passado, em torno de 1940, uma época que diverge e muito com a de Addison, sua vida é mediada por regras rígidas e a necessidade de sobrevivência nessa época para uma mulher é cheia de obstáculos. Em troca de segurança ela se submete a trabalhar como uma babá na Mansão Linvigston e ao mesmo tempo agir como espiã na busca da requisitada camélia capaz dos mais inimagináveis enigmas.

Não se acomode aí, Senhorita Lewis. Você tem um trabalho a fazer. Complete sua missão ou farei uma visita ao seu pai, e não será uma visita cordial.
– Philip

Ambas dividem o foco nesse livro, com seus dramas e personalidades remetem as faces de uma moeda, distintas, porém no mesmo espaço e compartilhando o mesmo objetivo, a escrita da Sarah é mais do que excepcional, a Novo Conceito caprichou no seu trabalho editorial e lançou para nós leitores, esse livro cheio de maravilhas (e nem falei de Alice).


Indicação do dia: LEIAM ESSE LIVRO!