[Resenha] Provence

provenca_1493038951523856sk1493038951bLivro: Provence – O lugar onde se curam os corações partidos

Autor: Bridget Asher

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Páginas: 368

Sinopse: “Eis uma forma de colocar a coisa: a perda é uma história de amor contada de trás para frente… Toda boa história de amor guarda outra história de amor escondida dentro dela.”

A vida de Heidi com o filho Abbot tornou-se um jogo para manter viva a memória de Henry, bom pai e marido exemplar. Manter uma vida normal em um mundo em que Henry não existe mais está cada dia mais complicado. Heidi precisa lidar com o filho que se tornou um verdadeiro maníaco por limpeza e com a sobrinha Charlotte, uma adolescente problemática.

Uma casa em Provence, na França, que pertence à família de Heidi há gerações, é rica em histórias de amor e surpreendentes coincidências. Heidi e sua irmã mais velha, Elysius, passavam os verões lá quando crianças, com sua mãe. Mas a casa, as lembranças e os segredos de Provence haviam ficado no passado, mas agora, com o incêndio na propriedade, a casa precisa ser salva por Heide. Ou será que é Heide que precisa ser salva pela casa?

Uma história de recomeço, amor e esperança em face à perda, onde uma pequena casa na zona rural do sul da França parece ser a responsável por curar corações partidos há anos.

“Devemos ser sinceros quando o mundo não faz sentido…”

 

 

 

Terminar a leitura foi como finalizar uma das sobremesas que a Heidi preparava!…

 

Deliciosas!

 

Sim, no início foi difícil…

 

… a perda é uma história de amor contada de trás para frente p.5

O fato é que a vida continuou sem mim (…) o mundo seguia em frente e eu, não. p.10

 

Henry Bartolozzi morreu já há dois anos, “seguiu a jornada dele” – se assim o acreditar – e ela, a viúva Heidi, estagnou. Sua letargia apenas perdia para o filho, razão dela se ainda se mover. O negócio passa a ser tocado pela sócia…

 

Olhei para cima e flagrei meu reflexo no espelho do armário – turva, fantasmagórica, alguém que costumava existir, mas que agora já havia quase ido embora. – p.82

 

Como disse Roland Barthes, a saudade é dita a partir de quem ficou… E a Heidi sente muito a falta do marido. O amor que eles tinham era tangível, verdadeiro, incondicional… Lindo e raro. Um presente. As lembranças e histórias que ela sempre conta para o filho, Abbot, uma criança de oito anos, mantém a memória do pai. Ela perde a noção de tempo, perde objetos… O filho torna-se germofóbico… Cada um com sua porção a superar.

 

É no dia do casamento da irmã, Elysius, com o Daniel (com quem mora há oito anos) que a mãe informa que teve um incêndio na casa da família e parece “atordoada”. A casa, em Provence, é herança de família e tem uma longa história de amor. Foi criada a partir dele, pedra sobre pedra, por um ancestral. Essa é a desculpa, a necessidade de reparo, que é usada para enviar o trio para a França: Heidi, Abbot e Charlotte. Ah, sim, a Charlotte é filha do Daniel, uma adolescente de dezesseis anos, que também tem seus problemas a superar.

 

Jornada. Aí os “pequenos milagres” começam a operar. Crenças, descrenças, e ajuda, claro! Véronique (amiga de infância da mãe) e seu filho caçula, Julien Dumonteils (que implicava com a Heidi quando criança). Muito ocorre. Assalto. Susto. Fobias. Passeios. Trabalho…

 

Reproduzo à vocês a pergunta da protagonista na página 210: ‘Quando você está fechada e começa a se abrir, o que volta à vida primeiro?’

 

– Você está bem? – Julien perguntou.

(…)

– Eu sou. Estou sendo. p.213

 

O presente… Um presente. Uma andorinha que tem a asa quebrada pode vir a se curar com o devido tempo e voltar a alçar voo com o seu bando. Tempo e um pouco de cuidado, descanso… Olhar as cores das montanhas, observar se e quando e como mudam… Ouvir a casa. Ouvir a si.

 

Se de início foi difícil; com a viagem, novo frescor. Afinal, como diz a mãe da Heidi, todos merecem um verão perdido. As receitas ao final, o transcorrer que não devo tirar o prazer de cada um ler por si… Posso apenas assegurar que tem muita carga, surpresas, histórias… Um garoto de oito pode muito enxergar e, mesmo com capota quebrada e na chuva, conversíveis serão sempre conversíveis! Rs…

 

Quanto ao produto físico em si, não posso mentir… As flores da capa, sua cor, chamaram a minha atenção, bem como as construções de pedra, estilo europeu – tem ‘um certo’ charme. A cor do papel e a fonte tornam a leitura agradável. Parei apenas em dois lugares: 219 (“de” a mais) e 264 (ausência de um “que”), por estranhamento mesmo, porque em nada atrapalha a compreensão do texto.

 

E, claro, não podia deixar de lado: merci pour le Voyage!

 

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[RESENHA] Mais do que isso

mais_do_que_isso_1490714554588396sk1490714554bLivro: Mais do que isso

Autor: Patrick Ness

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Paginas: 432

Sinopse:Um garoto se afoga, desesperado e sozinho em seus momentos finais. E morre. Então ele acorda. Nu, ferido e com muita sede, mas vivo. Como pode ser? Que lugar é este, tão estranho e deserto? Enquanto se esforça para compreender a lógica de seu pior pesadelo, o garoto ousa ter esperança. Poderia isto não ser o fim? Poderia haver mais desta vida, ou quem sabe da outra vida?

 

Com uma edição bem trabalhada, fonte permitindo leitura confortável, uma divisão em três portas – oops! partes (rs), o que foi interessante por serem momentos específicos da história e a capa que retrata bem a claridade buscada pela personagem em meio ao desconhecido, que diz ser “purificador e cinza” (p.18), eis Mais do que isso, do autor Patrick Ness, publicado aqui no Brasil pela Editora Novo Conceito. Que leitura!

Capturar

Será que isso é um sonho?” p.22

Você termina a leitura extasiado e como a personagem Seth: ser poder dizer o que é real.

Seth se afogou. Sensações… Observações… A descrição física pode ser aplicada a afetiva. Ele “acorda” morto (?), atordoado. Seria um “último sonho antes da morte”? Acorda sem saber quem é.

Lampejos de memória vem primeiramente através de sonhos. É assim que lembra o seu nome: Seth Wearing. Tais “lampejos de memórias” doem quando tristes e ruins… E algumas lembranças são tão boas que machucam. Ainda mais quando se está total e completamente sozinho.

“A dor daquilo. A dor da falta que sente de Gudmund é tanta que ele mal consegue suportá-la.” p.99

E o Seth, lembrando a vida, incidentes familiares – um pelo qual se sente responsável, pensa na morte em vida. E a solidão daquele lugar.

“A solidão. Nessa exaustão contínua, a solidão terrível desse lugar o engole, assim como as ondas nas quais se afogara.” p.134

Sem eletricidade, nada funciona. Casa antiga, na Inglaterra, mato alto ao redor… Andando, lojas abandonadas, carros… nada. No mercado, latas de comidas vencidas, mas algumas comíveis. Até que, em um impulso, “loop”: arruma tudo sem descanso e, depois, sai para correr.

“Só mais uma rua comprida, e chegará ao sopé da colina.” p.149

Uma van preta, EM MOVIMENTO, muda tudo! Bem como duas mãos que se colocam por trás dele, sobre a sua boca, quando ele grita “espere” para o motorista.

— Porta —

Seria sua mente buscando explicações? Peças pregadas pelo inferno? Onde ele está? Morreu, mão morreu? Teorias… Lembranças continuam. Necessidade de respostas – mas não mais tão sozinho (ou está?): Regina e Tomasz (reais?). Presídio.

Seth precisa… o leitor precisa.

“Eu me lembro.” p.273

E outra porta.

Tomasz também não gosta de não saber as coisas, e devoraria o livro buscando saber. É real? Qual a explicação?

“Se tudo isso é mesmo uma história da minha cabeça…” p.426

Necessário adentrar o caixão. Olhar. Conectar.

Olhares.

“Está pronto?”

“Estou pronto!”

 

Um abraço,

Carolina.

[Resenha] Sempre Haverá Você

Livro: Sempre Haverá Você
Autora: Heather Butler
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 256
Sinopse: Quando o George escreve as coisas, destaca suas palavras preferidas em negrito. 
As palavras de que ele não gosta, escreve em letras pequenas e bem magrinhas.
Ele adora a escola, mas detesta o Carl, que é malvado e gosta de colocar medo nas outras crianças.
Ele ama o seu irmãozinho, Theo, mas de vez em quando perde a paciência com ele.
O jogo preferido do George é aquele em que ele e a mamãe brincam com palavras novas. Na verdade, a mamãe é a pessoa favorita do George no mundo inteiro. 
Ele gosta mais dela do que do seu melhor amigo, Dermo, ou do seu cão fedorento, mas adorado, que se chama Goffo.
Agora que a mamãe ficou doente, está cada vez mais difícil sorrir e inventar versos com o Theo.
Sempre haverá você conta sobre uma família diferente da sua, mas um pouquinho parecida. 
E de um menino que está aprendendo algumas coisas. Você quer ser amigo dele?

Hoje tem mais resenha!

Narrado por George, um garoto com apenas 10 anos e prestes a enfrentar a dor de acompanhar sua mãe adoecer gravemente, a obra retrata a passagem de uma criança por uma crise familiar e que enquanto isso “cuida” de seu irmãozinho Theo e o cachorro Goffo.

A trajetória diária de George sinaliza seus hábitos, como o de lidar com palavras que ele gosta e não gosta, seus colegas na escola, o bullying que sofre pelo garoto – que ele obviamente não gosta –  Carl, fazendo o leitor se envolver na história pelo olhos de uma criança.

Odiei o aconteceu o que aconteceu no parquinho.
A mamãe e o papai dizem que é errado brigar.

Algumas passagens são realmente emocionantes, como na forma que George tem de lidar com Theo, enquanto embalar o menino e diz que tudo vai ficar bem, são partes de cortar o coração.

E então eu penso no Theo.
Porque eu acho que ele também não sabe sobre a mamãe.

De todos os das Novo Conceito que tinha que ler esse foi o mais difícil, de início pela capa que não conquista e logo em seguida pelo interior do livro, o porquê fica por conta da narrativa e do enredo do livro, é doloroso acompanhar a mãe de George definhar e ao mesmo tempo a narrativa não foi atrativa, apesar de tudo é um livro curto e interessante.

[Resenha] A Última Camélia

Livro: A Última Camélia
Autora: Sarah Jio
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Sinopse: Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.
Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. 
Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.
Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. 
A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro.
No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

Vai ser chuva de elogios por motivos de: me apaixonei por esse livro!

Sendo a primeira vez em contato com a escrita da Sarah Jio, o choque da qualidade não poderia ser tão bem vindo, com uma linguagem rica e ao mesmo tempo intricada, a fluidez da narrativa adquire tons distintos e a atmosfera das passagens são sentidas pelo leitor em uma trama enigmática e fortificada de personalidade.

Addison é uma mulher contemporânea dos anos 2000, uma paisagista casada e aparentemente satisfeita com sua vida e seu marido Rex, no entanto, a ideia de satisfação está longe de alcançar uma mulher com um passado assombroso como Addison. É em busca de se encontrar e evitar a abertura dessas antigas feridas que a mesma parte para a mansão recém adquirida de seus sogros no interior da Inglaterra, onde o aroma da flores a leva de encontro a misteriosa Flora.

Eu ainda não estava pronta para acabar com a imagem que ele tinha de mim, aquela que eu havia criado com tanto cuidado com o passar dos anos.

Flora vive no século passado, em torno de 1940, uma época que diverge e muito com a de Addison, sua vida é mediada por regras rígidas e a necessidade de sobrevivência nessa época para uma mulher é cheia de obstáculos. Em troca de segurança ela se submete a trabalhar como uma babá na Mansão Linvigston e ao mesmo tempo agir como espiã na busca da requisitada camélia capaz dos mais inimagináveis enigmas.

Não se acomode aí, Senhorita Lewis. Você tem um trabalho a fazer. Complete sua missão ou farei uma visita ao seu pai, e não será uma visita cordial.
– Philip

Ambas dividem o foco nesse livro, com seus dramas e personalidades remetem as faces de uma moeda, distintas, porém no mesmo espaço e compartilhando o mesmo objetivo, a escrita da Sarah é mais do que excepcional, a Novo Conceito caprichou no seu trabalho editorial e lançou para nós leitores, esse livro cheio de maravilhas (e nem falei de Alice).


Indicação do dia: LEIAM ESSE LIVRO!

[Resenha] Mentiras como o Amor

Livro: Mentiras como o Amor
Autora: Louisa Reid
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 432
Sinopse: Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e pela sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. 
Juntos, eles estão em busca de dias melhores.
A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro.
Então Audrey conhece Leo, e com ele é difícil fingir quem ela realmente é. 
Leo torna a vida de Audrey realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida.
Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família, especialmente de seu irmão, ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja?

Uma resenha um tanto dolorosa hoje

Confesso que a capa tão pouco atrativa me fez não ter um apelo sincero de devorar a obra, porém no livro a história age por si e enreda o leitor em uma trama tão densa que são necessárias pausas para digerir o conteúdo, me remeteu em parte o drama vivido por Madeline em Tudo e todas as coisas.

Audrey está presa, a sua condição emocional está tão ligada à sua família que ela vive em uma caixa invisível e constantemente aflita, seu irmão mais novo está em um centro de sua vida, a condição instável dela não a impele a seguir, mas o amor que sente por ele age como esse catalisador para resistir. Sofrendo de uma doença mental séria, Audrey sempre busca agradar, se sacrificando sempre e muitas dessas vezes, se fere irreversivelmente no processo.

A fragilidade da Audrey é aflitiva, sua mente está tão exaurida que muitas vezes é sentida a sua agonia e o conflitivo embate entre a realidade e fruto da imaginação dela. Não obstante a estrutura da sua família também não contribui para que ela possa superar, indo além da sua preocupação constante com o irmão, sua mãe, Lorraine não é exatamente gentil e destrói aos poucos e com palavras cortantes a filha, Audrey parece viver em um ciclo de sofrimento até Leo trazer um sopro de alegria pra vida dela.

As palavras da minha mãe eram pequenos punhais que me cortavam e perfuravam.

Leo é a pausa para a liberdade que Audrey precisava para sair dessa redoma autodestruitiva, indo além do romance, ele age como um pilar na vida dela, enquanto ela se torna parte da sua felicidade, os únicos momentos de deleite real de ambos é quando compartilham a presença um do outro.

(…) felicidade é ser amada por quem você é sem nenhuma reserva ou hesitação, sem retroceder ou se importar com o que qualquer pessoa venha a pensar.

A obra é intensa do início ao fim, apesar de possuir um ótimo conteúdo, é triste em muitas passagens e difícil de ler coma a vida de Audrey é tão carregada de dor. Reflexivo e marcante, a trajetória de Audrey e a chegada de Leo demarcam o efeito de uma pessoa que se envolve positivamente na vida de uma pessoa e o quanto um relacionamento tóxico pode vir em doses inesperadas.


Espero que se envolvam nessa obra tanto quanto eu

[Resenha] Espero por você

Livro: Espero por Você
Autora: Jennifer L. Armentrout
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Sinopse: Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. 
O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir.
Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. 
Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível.
Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, 
que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre?

Hoje tem cookie!!

Avery é uma protagonista de início difícil de interpretar e com a narração a primeira pessoa o envolvimento com o enredo se arrasta, em contrapartida, é assim que a proximidade com a trama de sua vida se insere dramaticamente durante a leitura e toca o leitor, um trágico ocorrido que lhe marcou mentalmente e fisicamente, ainda com o impacto pelo afastamento e negligência de sua família – vou tacar a mão na cara dessa gente -, porém Avery é persistente e usa da distância a chance de entrar em um novo mundo e ter uma vida tranquila, esquecer que aqueles que ela mais precisou lhe pouparam qualquer carinho e encaram o acontecido como um ato de rebeldia e insolência juvenil

— Fácil para você dizer. Você que tomou a trombada. Eu estava dando a trombada.
O queixo de Cam caiu. Meu Deus, eu disse mesmo aquilo? Disse. Ruborizando até meu último fio de cabelo, abri o caderno.

Cameron, ou Cam para os íntimos – somos muito chegados então é Cam mesmo -, é o popular do campus, desde os tempos do colegial o seu charme era reconhecido e o resultado é: amigos que o respeitam e um sem fim de apaixonados (isso mesmo, qualquer pode estar inclinado a ter uma cascata pelo garoto). De cara Cam se mostra alguém tão cheio de si que beira o cômico, é aos poucos que ele faz a sua magia particularmente conhecida como: cozinhar – aprendam com o mestre, seduzam pelo paladar! – e sua personalidade é descontraída e leve, as vezes nublada por fantasmas do passado que ele não gosta de lembrar e traz a tona sua vulnerabilidade.

— Caramba — disse Jacob, balançando a cabeça. — Ele faz uma calça jeans parecer que foi moldada especialmente para o seu… Oi, Cameron! Tudo bem? Fechei os olhos.

A parte mais emocionante da vida de estudante é exaltada no livro é algo que amei com tudo, as amizades, o apoio emocional, toda aquela companhia cheia de descontração de um novo ambiente e como os amigos são uma parte incrível de tudo, desde o emocional, até o amoroso – tem que ter o conselho semanal pra avaliar como vai os romances da vida – principalmente Avery que teve tanta ausência desse calor, é acalentador ver algo começar a dar certo e com afetividade.

– Tenho certeza que há uma porção de garotas querendo ter um encontro com você.
– Tem mesmo.
– Nossa! Quanta modéstia!
– E por que deveria ser modesto? – retrucou ele. – E eu quero sair com você. Não com elas.

O ritmo do livro é mais lento, apesar das séries de acontecimentos que já levam a presumir o envolvimento de Cam e Avery, o todo não é surpreendente, mas sim uma gostosa leitura, a escrita da Jennifer tem os toques leves da juventude e retrata um pouco dos embates do colegial e da vida universitária (dormir ou estudar, eis a questão), além de uma editoração maravilhosa de editora que faz a experiência ser ainda mais desfrutável.


E por hoje é só! ^^

[Resenha] Angus: O Primeiro Guerreiro

 

angus__o_primeiro_guerreiro_1485862686649842sk1485862686bLivro: Angus - O Primeiro Guerreiro

Autor: Orlando Paes Filho

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Sinopse: Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. 
Uma invasão dos homens do norte arrasa a Ilha da 
Bretanha.
Cidades e monastérios são deitados ao chão. 
Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido 
pela devastação. A morte se espalha por toda parte.
Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan que não parece tombar diante 
dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. 
Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar 
cadáveres dos invasores.
Ele liberta os cativos e propõe uma nova resistência. Unifica reis. 
Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e 
seus reinos para sempre

Angus é filho de um “Jarl” nórdico e um Cristã, o jovem de 16 anos sonha em ser um Guerreiro. Mas não um guerreiro comum, um guerreiro de verdade. Para isso ele se dedica de corpo e alma em sua primeira missão, rumo a Terra dos Anglos do Leste.

Essa missão foi convocada por Ivan Sem-Osso, um homem que se confunde com seu próprio desejo de vingança pela morte de seu pai Ragnar, e deseja fazer jorrar o sangue de todos os cristãos, dando inicio a um massacre ao qual Angus (Criado nos costumes da religião viking e do cristianismo), nunca havia sonhado. Após cometer seu primeiro assassinato na mesma batalha perder seu e pai e seu melhor amigo, Angus foge ainda ferido, deixando para trás toda a crueldade comandada por Ivan.

A vida de Angus muda por completo, quando ele encontra em seu caminho o monge Nennius, que cuida de seu corpo enquanto ensina sua alma um novo caminho. O Caminho das Sete Virtudes. Durante anos, ele treinou e se dedicou até estar pronto de corpo e alma, e após se converter de vez ao cristianismo, ele retorna em busca de justiça.

Angus é um livro sobre o qual eu já ouço falar a um certo tempo, e sempre me foi muito bem recomendado. Quando recebi a edição da Novo Conceito, foi uma feliz surpresa pois finalmente poderia conhecer essa história.

Angus é uma ficção com grandes embasamento históricos, e muito bem construída. Um daqueles livros que prendem o leitor o cativam o transportam diretamente para o ano de 863.

Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. Uma invasão dos homens do norte arrasa a Ilha da Bretanha. Cidades e monastérios são deitados ao chão. Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido pela devastação. A morte se espalha por toda parte. Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan que não parece tombar diante dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar cadáveres dos invasores. Ele liberta os cativos e propõe uma nova resistência. Unifica reis. Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e seus reinos para sempre. ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ www.outrogarotolendo.wordpress.com ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Quer divulgar com a gente? Entre em contato: outrogarotolendo@gmail.com #like #like4like #TFLers #liker #likes #l4l #likes4likes #photooftheday #love #likeforlike #likesforlikes #liketeam #likeback #likebackteam #instagood #likeall #likealways #liking

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A edição merece um destaque especial, com diagramação e edição primorosamente trabalhados, e ilustrações espetaculares. Esperamos muito em breve que a continuação da série seja publicada com o mesmo capricho.

 

Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] Caraval

CARAVAL_1490102313663118SK1490102313BLivro: Caraval

Autora: Stephanie Garber

Editora: Novo Conceito

Páginas: 400

Ano: 2017

Sinopse: Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.

Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

Sabe aquele livro que sempre que você vê nas mãos dos Booktubers e Bookgrams Gringos você fica babando? Esse sou eu com Caraval.

Eu não sei quantas vezes eu coloquei esse livro nos meus carrinhos da Amazon e da Saraiva, e quando eu recebi o email da NC, me convidando para esse jogo eu simplesmente pirei!

“Cara! Cês ainda perguntam se eu quero participar?! É obvio!!”

O desafio era ler e resenhar e resenhar Caraval um dos lançamentos mais esperados do ano em 5 DIAS! Sempre trabalhei com deadline, mas nunca com um tão apertado… Desafio aceito,  ebook recebido, o jogo havia começado.

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Desde criança Scarlett sempre sonhou com o Caraval e sua Trupe. Ela sempre escrevia cartas para o Mestre Lenda, mas nunca teve resposta… Os anos passaram, e como filha do cruel Governador Drague, temendo seu pai, ela aceita se casar com um Conde misterioso. E mesmo já sem esperança, mesmo assim ela escreve uma carta de despedida para o Mestre Lenda, e contra todas as expectativas ela recebe uma resposta! Na verdade é mais um convite para visitar o Caraval.

Temendo a reação do seu pai, mas com um “empurrãozinho” da sua irmã Donatella, elas vão juntas para o lugar mágico com o qual Scarlett tanto sonhou… Mas as coisas não são como parecem. Sua irmã desaparece, e Scarlett se vê presa em um jogo onde tudo pode acontecer…

“Sejam Bem Vindos ao Caraval! O maior show em terra ou pelo mar. Dentro, você experimentará mais maravilhas do que a maioria das pessoas veem na vida.”

 unnamed (1)Caraval é o primeiro livro da autora Stephanie Garber, um livro com muita ação, fantasia, mistério e muita magia. Esse é daqueles livros que cativam o leitor de forma a fazê-lo desejar a continuação a todo custo. Já vinha ouvindo diversos comentários positivos sobre esse livro, e agora depois de ter lido, percebo que todos fazem muito jus a obra.

Eu estou evitando dar spoilers sobre o livro, afinal ele ainda vai ser lançado, mas preciso comentar dois pontos:

  • O livro possui bastante narrativa, seguindo um pouco a escola criada pelo mestre J. R. R Tolkien, o que para muitos pode dar um ar de cansativo. Mas queridinha, eu já li o Silmarillion, tirei isso de letra.
  • O desenvolvimento dos personagens é algo impressionante. Tanto o crescimento positivo da Scarlett, como negativo da Donnatela. Enquanto Scarlett cresce a cada minuto do livro, Donnatela que começa como uma personagem forte e empoderada vai deteriorando no decorrer da história. Mas como esse é apenas o primeiro livro, acredito que muita coisa ainda vai acontecer.

Caraval é o novo lançamento da Novo Conceito, mas você já pode garantir o seu na pré venda!

Um cheiro e até a próxima!

[Lançamentos] Wishlist de Abril – Parte 1:

As editoras tem se especializado em querer me falir de vez. A cada mês é um tiro diferente, e a conta bancaria ficando cada dia mais vazia!

Abril não seria diferente, e para ajudar a vocês a conhecerem um pouco mais sobre o que está vindo por ai, separei a minha Wish List de Abril (que segundo o Itaú, vai ficar só no wish mesmo).

capa-beauty-of-darkness-3d-darkside-books-lancamento-marco1- The Beauty of Darkness – As Crônicas de Amor e Ódio Vol. 03:

Lia sobreviveu a Venda, mas não foi a única. Um grande mal pretende destruir o reino de Morrighan, e somente ela pode impedi-lo. Com a guerra no horizonte, Lia não tem escolha a não ser assumir seu papel de Primeira Filha, como uma verdadeira guerreira — e líder.

Enquanto luta para chegar a Morrighan a tempo de salvar seu povo, ela precisa cuidar do seu coração e seus sentimentos conflituosos em relação a Rafe e as suspeitas contra Kaden, que a tem perseguido. Nesta conclusão de tirar o fôlego, os traidores devem ser aniquilados, sacrifícios precisam ser feitos e conflitos que pareciam insolúveis terão que ser superados enquanto o futuro de todos os reinos está por um fio e nas mãos dessa determinada e inigualável mulher.

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download2- O Ceifador – Scythe Vol.01:

A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade.
Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador — um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a “arte” da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão — ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais —, podem colocar a própria vida em risco.

capa-023- Sociedade de J.M. Barrie:

Joey, uma arquiteta nova-iorquina que só pensa em trabalho, está em Cotswolds para supervisionar a restauração da majestosa mansão que inspirou J. M. Barrie a escrever Peter Pan.

Os moradores da região não foram exatamente receptivos e também havia um problema com o zelador da mansão, um homem que parecia determinado a arruinar os planos dela. Com essa situação, Joey logo começa a pensar que não conseguirá fazer nada certo neste projeto e também em sua vida até descobrir a Sociedade de Natação de Senhoras J. M. Barrie e começar a nadar com elas em sua Terra do Nunca particular.

Para Joey, conhecer Aggie, Gala, Meg, Viv e Lilia vai ser uma grandeexperiência de vida o começo de um relacionamento que vai transformá-la de uma maneira mais que extraordinária…

Para Joey, conhecer Aggie, Gala, Meg, Viv e Lilia vai ser uma grande experiência de vida, o começo de um relacionamento que vai transformá-la de uma maneira mais que extraordinária…

capa-abominacao-darkside-books-gary-whitta-3d.png4- Abominação:

O reinado de Wessex foi o único de toda a Inglaterra que escapou dos invasores dinamarqueses. Seu rei, Alfredo, o Grande, negocia um acordo com os bárbaros do Mar do Norte, mesmo sabendo que eles não são exatamente os maiores adeptos da paz. É preciso estar preparado, a guerra pode recomeçar a qualquer momento. O arcebispo de Canterbury oferece proteção ao reino, através de feitiços descobertos por ele em velhos pergaminhos. O rei só não poderia imaginar que a magia seria ainda mais perigosa que os próprios vikings.

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mais-do-que-isso_capa5- Mais do que isso:

Um garoto se afoga, desesperado e sozinho em seus momentos finais. E morre. Então ele acorda. Nu, ferido e com muita sede, mas vivo.

Como pode ser? Que lugar é este, tão estranho e deserto?
Enquanto se esforça para compreender a lógica de seu pior pesadelo, o garoto ousa ter esperança. Poderia isto não ser o fim? Poderia haver mais desta vida, ou quem sabe da outra vida?

Do premiado autor Patrick Ness, o mais perturbador romance Young Adult do nosso tempo.

9788581638515_16- Angus – O Primeiro Guerreiro:

Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. Cidades e monastérios são deitados ao chão. Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido pela devastação. A morte se espalha por toda parte. Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan, que não
parece tombar diante dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar cadáveres dos invasores.
Ele parece libertar os cativos e propor uma nova resistência. Ele parece unifi car reis. Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e seus reinos para sempre

Angus – O Primeiro Guerreiro é o início de uma trilogia medieval ricamente ilustrada, que mistura literatura fantástica com importantes fatos históricos da humanidade.

ariel_e_a_prola_da_sabedoria_2871278090b7- Ariel e a Pérola da Sabedoria:

Ariel é a princesa-sereia caçula do reino submarino governado pelo Rei Tritão, seu pai. A vida da Pequena Sereia é repleta de compromissos reais entediantes e aulas cansativas, sendo sempre supervisionada pelo conselheiro real, o siri Sebastião. A maior diversão de Ariel nas horas vagas é explorar o mar com seu inseparável amigo, Linguado, à procura de tesouros provenientes do mundo humano, que tanto sonha em conhecer.
Porém, tudo muda quando, em um passeio, conhece Nyssa, uma jovem sereia rebelde que a envolve em uma incrível e perigosa aventura em busca de um dos maiores mistérios dos sete mares: a Pérola da Sabedoria. Será que nossa Pequena Sereia vai dar conta desse mistério sem se meter em confusão?

pecadora_1488495608650875sk1488495608b8- Pecadora:

Todos nós éramos pecadores. Somente uma coisa diferenciava um pecador: as escolhas. Saber o certo e escolher seguir pelo caminho errado em vez de fazer o que era correto. Fechei os olhos. Apesar de tudo que tinha feito naquela noite, não me arrependi. Era pecado, era perdição, mas também era mais do que eu já tinha sonhado em ter. ––– Entre a rígida criação religiosa e o desejo que sempre a consumiu, Isabel precisa se encontrar. Casada há quatro anos com Isaque, seu namorado de adolescência, a jovem sabe que a relação está longe de ser satisfatória. Mas é só quando Isaque fica amigo de Enrico, um publicitário solteiro e bem-sucedido, que a situação começa a ficar insustentável. Agnóstico, sem amarras e cheio de mulheres, Enrico é tudo o que Isabel acredita rejeitar, mas ela não consegue deixar de se sentir interessada pelas histórias que o marido conta dele. Para piorar, ela consegue um emprego na agência dele, e agora terá de passar os dias ao lado do homem que traz à tona seus sentimentos mais proibidos.

inesquecivel_1487808353648051sk1487808353b9- Inesquecível:

Após um acidente aéreo, uma garota é encontrada ilesa e sem memória em meio aos destroços em pleno oceano Pacífico. Ela não estava na lista de passageiros da aeronave e seu DNA e suas impressões digitais não são reconhecidos em nenhum lugar do mundo. Sua única esperança é um garoto estranho e sedutor que afirma conhecê-la. E que eles eram apaixonados um pelo outro. Mas será que ela pode confiar nele para recuperar seu passado e descobrir quem ela realmente é?

10-  The X Files – Origens: Agente do Caos

Baseado na série clássica Arquivo X, THE X-FILES: Agente do caos conta a adolescência do personagem inesquecível Fox Mulder, abordando como os personagens começaram a se interessar por temas como teorias da conspiração, OVNIS e o oculto.

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Bônus (caso aceitem que eu pague com um rim ou parte do fígado):

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  • The X Files – Origens: Advogado do Diabo:

Baseado na série clássica Arquivo X, os dois livros THE X-FILES: Agent of Chaos e THE X-FILES: Devil’s Advocate contam a adolescência dos personagens inesquecíveis Fox Mulder e Dana Scully, abordando como os personagens começaram a se interessar por temas como teorias da conspiração, OVNIS e o oculto.

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  • Na Escuridão da Floresta:

Castella Cresswell e seus cinco irmãos sabem o que é ser diferente. O mundo deles se resume à casa decrépita da família na escuridão da floresta. Os irmãos obedecem estritamente às leis de Deus, cujas mensagens são transmitidas através de seu pai. Uma delas diz que eles são as únicas pessoas puras na terra e deverão se casar uns com os outros em uma cerimônia divina. Na escola, eles ainda são encarados como os esquisitos de sempre, que aparecem com hematomas inexplicados e vivem em completo isolamento. Até Castley ser obrigada a fazer dupla com George Gray, que oferece a ela um vislumbre do que é uma vida com liberdade e opções. O mundo de Castley rapidamente se expande para além da floresta que ela conhece tão bem e das crenças que um dia ela pensou serem as únicas verdades. Há um futuro esperando por ela se conseguir escapar das garras de seu pai, mas a garota se recusa a deixar os irmãos para trás. E, justo quando ela começa a bolar um plano, seu pai faz um anúncio arrepiante: os Cresswell em breve retornarão para seu lar no paraíso. Com o tempo se esgotando, Castley precisa arrumar um jeito de expor toda a extensão da loucura de seu pai. A floresta manteve a verdade no escuro por muito tempo, e agora Castley pode ser a última esperança de salvação para os irmãos Cresswell.

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  • Prometo Perder:

A mais recente incursão do escritor português, que é sucesso na internet, por um universo poético e cheio de sensações, do qual leitor algum sairá o mesmo. Em uma viagem intimista e desconcertante, Pedro Chagas Freitas caminha, em Prometo perder, até o interior da emoção: da saudade ao desejo, da rebeldia à submissão, da dor ao amor, nada ficará por tocar. Permita-se sentir. “Prometo perder. Prometo por vezes fraquejar, por vezes cair, por vezes ser incapaz de ganhar. Nem sempre conseguirei superar, nem sempre conseguirei ultrapassar. Nem sempre poderei ser capaz de ir tão longe como você me pede, de te dar exatamente o que você merecia que eu te desse. O que desesperadamente te quero dar. Nem sempre conseguirei sorrir, também. “Prometo perder”. Prometo ainda me manter vivo depois de cada derrota, resistir ao peso insustentável de cada impossibilidade. Há de haver momentos em que sem querer te magoarei, momentos em que sem querer tocarei no lado errado da ferida. Mas o que nunca vai acontecer é desistir só porque perdi, parar só porque é mais fácil, ceder só porque dói construir. “Prometo Perder”. Porque só quem ama corre o risco de perder; os outros correm apenas o risco de continuar perdidos. “Prometo Perder”. Porque só quem nunca amou nunca perdeu.”

Continuar lendo “[Lançamentos] Wishlist de Abril – Parte 1:”

[Resenha] Darkmouth

darkmouth__os_cacadores_de_le_1484303405644395sk1484303405bLivro: Darkmouth
Autor: Shane Hegarty
Editora: Novo Conceito
Ano: 2017
Páginas: 336
Sinopse: Elas estão chegando!

As Lendas (ou melhor, monstros aterrorizantes que se 
alimentam de humanos) 
invadiram a cidade de Darkmouth. 
Elas querem dominar o mundo.

Mas não entre em pânico! 
Finn, o último dos Caçadores de Lendas, vai nos proteger.
Finn tem doze anos, adora animais, não leva muito jeito para lutar; 
mas é muito, muito esforçado. E todos nós sabemos que ser esforçado é a 
melhor arma contra um Minotauro faminto, né?

Hum... Pensando bem, pode entrar em pânico.
Entre em pânico agora! Corra!

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Lançado pela Novo Conceito em Fevereiro deste ano. (Lembro-me de ter visto a foto da capa e pensado: nossa, parece legal! Talvez alunos quisessem ler… Após a sinopse, “acredito que eu vá gostar da leitura!” )

Mas… Darkmouth?!?..

Este é o nome da última das Vilas Flageladas. Não, as outras não deixaram de existir, mas não recebem mais portais pelos quais as Lendas adentram o “Mundo Prometido”.

“Tinha uma pureza que era revigorante (…) o ar era tão fresco que Broonie queria bebê-lo.” p.77

Nas outras vilas, os Caçadores de Lendas estão aposentados. Já em Darkmouth Hugo não para e treina Finn, seu filho, para que se torne seu sucessor. Ele é a 42ª geração de caçadores da família e o seu filho será a 43ª. Como se não bastassem os questionamentos internos do Finn, que sonha cursar veterinária, ser periodicamente lembrado das façanhas do maravilhoso inventor-caçador-pai não ajuda o seu jeito desengonçado de ser… E ainda tem que sobreviver à escola!…

“Uma coisa era ser diferente por conta de quem era (…) Outra coisa era ser excluído depois de tentar proteger aquelas pessoas do medo de serem espancadas por uma criatura mítica.” p.28

A população está cada vez mais descontente por ser a única vila a ainda ter problemas com monstros, digo, Lendas, e quer culpar alguém. O sargento Doyle tenta mediar, mas sonha com a transferência para a ilha paradisíaca do Taiti. Precisam de alguém para culpar, permanecendo com a sua ignorância… Que culpa a família tem?

Não, ele não está ou se sente pronto. Mais pressão começa quando o pai é convidado para integrar o Conselho dos Doze e, assim que sacramentado, Finn estará sozinho para proteger Darkmouth. Ele precisa “passar”, “formar-se”, Concluir. Precisa de três caçadas bem sucedidas.

Tentativas:
* 1ª Basilisco: (nada a ver com a imagem que temos após ler/assistir certa coleção J) um réptil estúpido e gordo com uma espécie de bico (p.32);
* 2ª Manticora: corpo de leão, asas curtas e largas de dragão, cauda de escorpião contornada por setas venenosas e a incapacidade de calar a boca (p.33);
* 3ª Minotauro… Que deixou para trás ao ser dissecado um… diamante?!?

6a0128759fd4d6970c01bb07e21959970dNão, nada de diamante! Corônio. Essas pedras são importantes, quando lerem entenderão, não estragarei aqui. Apenas informo que o Finn guardou em segredo após o pai atirar na Lenda. A única pessoa que tem conhecimento dela é a Emmie.

Ãhn… Emmie? Quem seria?.. Ninguém vem para Darkmouth! As pessoas saem da vila!.. Ela chega com o pai, Steve, que veio transferido a trabalho, e quer saber do Finn, faz perguntas infindas, quer conhecer sua casa… Casa. No longo corredor que acaba na biblioteca, 43 quadros. Os dois últimos, molduras vazias: serão do Hugo e do Finn. Antes delas… sobrenomes?

 

“Nós ganhamos um. Cada uma dessas pessoas ganhou o nome por causa de algo que fez ou pela sua personalidade.” p.65.

Bisavô: Geraldo, o Decepcionado. Avô: Niall Linguanegra (foi o primeiro a “tentar conversar com as Lendas, argumentar com elas e procurar entender por que queriam vir para este mundo” p.68)

O que houve com o avô? “Ninguém gosta de falar sobre isso.”

O pai será Hugo, o Grande.

Sim, não podemos esquecer que os Caçadores tem sempre um Reparador, alguém que ajuda a arrumar peças, conserta… mas não participa das caçadas ou assuntos concernentes aos Caçadores de Lendas. O do Hugo é um velho conhecido, o Sr.Glad.

“Civis não podem se tornar Caçadores de Lendas, mas alguns de nós encontramos maneiras de sermos úteis. Viajando pelas Vilas Flageladas, fazendo armas, consertando equipamentos, fornecendo materiais. Não é o que se pode chamar de uma função oficial. Os Doze gostam de nos manter escondidos, como você pode ver.” p.90.

– Loja feia, “apagada”, bagunçada, escondida –

Sim, a história do Shane Hegarty envolve, tem uma escrita acessível, cativa. Angustiei-me com o Finn, duvidei com ele, suspeitei, torci… Compreendo seus questionamentos, receios… Como ele, quis saber da tal profecia que o Broonie, um hogboon legalzinho que até ajuda apesar de dissecado, revivido, dissecado, revivido… Coitado! Ele foi uma lenda enviada pelo terrível Gantrua para dar um recado e levar uma pedra de corônio (elas vem do Mundo Infestado). Há mistérios a serem desvendados, visitas inusitadas, procura de mapa e o terrível retângulo de pergaminho na última página:

CONTINUA

Um abraço,
Carolina.