[FILMES] DEADPOOL 2

imagesDireção: David Leitch
Data de Lançamento: 17 de Maio de 2017
Elenco: Ryan Reynolds, Josh Brolin, Zazie Beetz, Brianna Hildebrand, Morena Baccarin
Gênero: Fantasia/Filme de Ficção Científica
Duração: 2 horas
Sinopse: Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o mercenário Deadpool (Ryan Reynolds) precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiél escudeiro Dopinder (Karan Soni).

 

Mais violento, mais engraçado, mais família. Ao menos é assim que o próprio Deadpool define o filme – e ele não poderia estar mais certo.

Criado em 1991, Deadpool passou por várias transformações para chegar ao falastrão boca suja que amamos e temos hoje. Inicialmente criado para ser um vilão que faria a vida dos Novos Mutantes e X-Force um inferno, passou a ser anti-herói em 1997 ao ganhar sua própria revista em quadrinhos escrita pelo Joe Kelly, com um adicional de muito humor e muito sangue.

Interpretado por Ryan Reynolds, Deadpool teve outras aparições antes de estrelar em seus dois filmes solos, sendo a mais lembrada sua luta contra Wolverine em X-Men – Origens (2009) que não foi tão bem recebida pelo público e considerada um fiasco – diga-se de passagem. Mas foi apenas em 2016, no lançamento de seu primeiro filme que o personagem deslanchou e hoje em dia tem milhares de seguidores que não aguentavam mais esperar pelo 2º filme da franquia, que é sobre o que falaremos agora.

O filme segue a mesma fórmula de seu antecessor, apenas duplicando tudo o que fez o primeiro ser um grande sucesso. Se antes o anti-herói perseguia e vingava todas as pessoas que sequestraram sua namorada (Morena Baccinin), agora ele tem que proteger um adolescente mutante de um mercenário vindo do futuro que quer matar a criança a qualquer custo. Uma sinopse bem nível Deadpool.

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Logo após ter nosso emocional duramente abalado depois de Guerra Infinita, assistir um filme do mesmo gênero mas rindo do início ao fim é sem duvida relaxante. Até os momentos tristes do filme você pode se pegar chorando e rindo ao mesmo tempo. As piadas eram infinitas e as que tinham outros heróis (ou vilões) da Marvel do meio eram sem dúvidas as melhores. O trabalho feito pelos roteiristas estava tanto baixo quanto brilhante.

Entretanto, sem dúvida, as melhores partes do filme eram as cenas onde víamos o Deadpool matando dezenas de inimigos, enquanto sangue era jorrado por todos os lados e uma música muito suave e dançante tocava como plano de fundo. Sem questionar um dos destaques do filme foi a trilha sonora, totalmente coordenada com as cenas de luta e fatalmente hilárias.

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Deadpool obviamente nasceu para que Ryan Reynolds pudesse interpretá-lo e ele o faz isso com a mesma maestria que havíamos visto no primeiro filme. Tivemos algumas participações de figuras ilustres no cinema hollywoodiano (algumas tão rápidas que se você piscar os olhos é capaz de perder) mas com certeza a que mais se destacou foi a entrada da atriz Zazie Beetz, que interpreta a mutante Dominó, que com o seu poder de ter muita sorte conseguiu o segundo maior destaque do filme, apenas ficando atrás do protagonista. Aqui também somos apresentados a mais uma equipe de mutantes da Marvel, a X-Force, que será montada pelo Deadpool e será composta por personagens que ao logo do filme iremos conhecer. O filme não se aprofunda muito nessa equipe que é super importante no mundo da Marvel, mas podemos ter certeza que no próximo filme (que já está sendo pensado pelos roteiristas) teremos um conhecimento mais aprofundado sobre ela.

Deadpool 2 estreia hoje, 17 de Maio nos cinemas de todo o Brasil, e não podemos deixar de falar também sobre o marketing desenvolvido para divulgar o filme. Já tínhamos ideia de como ele seria graças ao que foi feito para o primeiro, mas a genialidade da divulgação de Deadpool 2 traz um gostinho a mais de assisti-lo e fazê-lo ser um dos filmes de maior bilheteria esse ano. Mas fique atento a faixa etária. Menores de 18 anos nem acompanhados dos pais poderão assistir ao filme.

Segue trailer do filme legendado logo abaixo:

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[FILMES] A NOITE DO JOGO

4Direção: John Francis Daley, Jonathan Goldstein
Data de Lançamento: 10 de Maio 2018
Elenco: Rachel Mcadams, Jason Bateman, Jesse Plemons, Kyle Chandler, Kylie Bunbury, Billy Magnussen, Lamorne Morris, Sharon Horgan
Gênero: Comédia/Filme Policial
Duração: 1h40min
Sinopse: Max e Annie participam de um grupo de casais que organizam noites de jogos. Quando o irmão de de Max, Brooks, chega, ele decide organizar uma festa de assassinato e mistério. Quando Brooks é sequestrado, eles acreditam que tudo faz parte da misteriosa brincadeira. Os seis amigos competitivos precisam resolver o caso para vencer o jogo, cujo rumo vai se tornando cada vez mais inesperado.

 

 

Não sei se pra vocês, mas ir ao cinema hoje em dia para assistir um filme de comédia é já chegar na sala antes dele começar com uma pulga atrás da orelha. Talvez se deva pelo fato de quase todos os últimos filmes de comédia que eu assisti ultimamente tenham sido tão incrivelmente horríveis. Mas graças ao bom universo, não é isso que veremos na resenha de hoje.

A Noite do Jogo, dirigido por John Frances Daley e Jonathan Goldstein, acompanha Bateman e McAdams em uma série contínua de situações que destacam seus respectivos talentos para fazer o público rir. E como fez o público rir.

Essas situações envolvem um grupo de amigos de longa data, que se reúnem regularmente para jogar qualquer tipo de jogo de tabuleiro que exista, ou mímica, Pictionary, ou jenga. Qualquer coisa,  que permita que um dos participantes – ou um casal – ganhe.

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Na verdade, foi assim que os personagens retratados por Bateman e McAdams – Max e Annie – se conheceram pela primeira vez, durante um concurso de curiosidades, onde ambos adivinharam simultaneamente o nome certo do personagem roxo do Teletubbies e bam – amor à primeira vista.

Anos depois eles estão muito bem casados e felizes, mas com um porém: Annie não pode engravidar, presumivelmente porque Max está sentindo algum tipo tipo de estresse que inibe seus poderes produtivos. Max também está em um estado perpétuo de se sentir inferior ao seu irmão mais velho Brooks (Kyle Chandler), que é sempre um pouco melhor do que ele em… tudo.

Então, quando Brooks aparece no Game Night, ostentando um carro novo e se gabando de seu sucesso na carreira, Max é novamente escalado como perpétuo perdedor. E esse sentimento persiste quando o irmão mais velho convida todo o grupo para sua casa na próxima semana para uma Noite de Jogos que eles nunca esquecerão. E é aqui que o filme decola.  Enquanto a intenção de Brooks é fingir um sequestro, dois estranhos aparecem subitamente e o sequestra de verdade, mas ninguém acredita. Apenas após alguns minutos eles percebem o perigo em que o irmão de Max se encontra e se juntam para salvá-lo antes que ele seja assassinado.

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O roteiro que Daley e Goldstein seguem tem duas reviravoltas que vão te deixar adivinhando, incluindo uma que envolve o vizinho assustador de Max e Annie – um divorciado que adora cachorros e que quer muito fazer parte de sua turma da noite de jogo novamente. Como o vizinho, Jesse Plemons – um artista talentoso – é um grande contraste para todos os outros, o que só enfatiza o quão engraçado é o resto do elenco.

Isso inclui Kyle Bunbury e Lamorne Morris como marido e mulher briguentos, e Billy Magnussen, que foi muito bom em “Ingrid Goes West”, lançado ano passado. Aqui ele interpreta o cara burro e bonito, e que em todos os jogos semanais leva uma acompanhante com ele, mas cansado de perder sempre, neste último jogo ele leva Sarah,  interpretada pela Sharon Horgan, cujo ele pensa ser inteligente e o necessário para fazer com que ganhe os jogos.

Mas acima de tudo, “Game Night” pertence a Bateman e McAdams. Ninguém pode mastigar um brinquedo barulhento mais engraçado do que ele, e ninguém é melhor em combinar tempo de piadas perfeitos e ser sexy ao mesmo tempo do que ela.

Juntos, eles fazem “O Jogo da Noite” ser muito melhor do que eu imaginava e totalmente válido de assistir, garantindo uma dor de barriga de tantas risadas que serão dadas.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] Verdade ou Desafio

verdade-ou-desafioDireção: Jeff Wadlow

Data de Lançamento: 03 de Maio de 2018

Elenço: Lucy Hale, Tyler Posey, Violett Beane, Landon Liboiron, Nolan Gerard Funk, Sophia Ali, Hayden Szeto e Brady Smith

Gênero: Terror/Suspense

Duração: 1h40min

Sinopse: Olivia e seu grupo de amigos de férias no México são convencidos a brincar de “Verdade ou Desafio”, em um prédio em ruínas, pelo misterioso Carter. Ao passar a maldição para os recém-conhecidos, Carter alerta o grupo sobre os riscos e regras do jogo, mas não é levado a sério até que essa presença demoníaca começa a assombrar os participantes — encurralados em uma trama de chantagens e perigos que parece conduzi-los a uma única saída: a morte.

A primeira coisa que me chamou atenção, e acho que pra muitos, é o nome do filme, afinal, quem nunca, pelo menos uma vez na vida, não já jogou Verdade ou Desafio com os amigos?! Justamente por ter um conhecimento sobre do que se trata o jogo, o espectador, vai com muita segurança no que espera e no potencial do filme como um todo.

Olivia (Lucy Hale) é aquela personagem típica de filmes adolescentes americanos. A menina perfeitinha, que tem um futuro brilhante pela frente e que ajuda os necessitados. Já Markie (Violett Beane) é aquele tipo “vamos viver e depois a gente vê isso”, melhor amiga de Olívia, e namora Lucas (Tyler Posey); Penelope (Sophia Ali) e Tyson (Nolan Gerard Funk) são o típico casal de filmes adolescentes, que chega a enjoar; por fim, Brad (Hayden Szeto)  é o amigo gay, que não tem coragem de contar para o pai.

Era a ultima viagem que eles fariam juntos, antes do destino separá-los pelo resto da vida, por isso não teria como faltar uma pessoa. Então Olivia, convencida/obrigada por Markie, vai para essa viagem. O que não pode faltar numa viagem de amigos? Isso mesmo, um rolê, e na ultima noite, Olivia é convencida por Carter (Landon Liboiron) a ir, junto com seus amigos, para um lugar (não façam isso amiguinhos, não vão na onda de um estranho) para estender a noite.

Film Title: Blumhouse's Truth or Dare

A partir dessa ida conhecemos os piores segredos de cada personagem, o que cada um esconde e que não poderá mais ser escondido, afinal eles tem de jogar o jogo, não por questões de querer saber sobre o segredo do amiguinho, mas por questões de sobrevivência, porque: se você não jogar você morre, se você não cumprir um desafio você morre. Essa é a maldição que liga os amigos com Carter e o que rege todo o filme, mas o misterioso Carter sumiu do nada e o jogo continua em suas vidas “normais”. Não adianta querer “enrolar” o jogo, ele sempre consegue colocar os jogadores em situações que não tem uma segunda opção, então algumas coisas tem de ser feitas.

Truth or Dare

Um dos meus problemas com o filme é um erro cometido que é bem visível: ele não é um filme de terror. Simplesmente. O que nos dá um placar negativo para a produtora Blumhouse, que também produziu Corra! (que, inclusive, eu fiquei muito mais apreensiva e tomei mais sustos). Não se pode, no entanto, colocar a culpa só na produtora, afinal a muito tempo não se faz um filme de terror que realmente seja de terror. Outro problema, o roteiro. Não tem como ele ser mais raso, e em momentos que ele traz assuntos que poderiam ser muito bem explorados, tipo o triângulo amoroso ou um passado marcante de uma personagem, ele faz de uma forma bem superficial. Então, o filme a acaba caindo em mais um filme adolescente, clichê, que os amigos tem de juntos encontrar, ou tentar, uma solução no fim.

Por mais que ele não compra com o que promete em alguns aspectos, se você está ali no shopping, bate aquela vontade de ver um filminho e não tem nenhum da lista prioridades em cartaz, Verdade ou desafio é uma opção pra você. De qualquer forma ele te prende e te faz querer ver no que isso vai dar no fim. Não é nenhuma maravilha da natureza, mas é ok. As atuações são um ponto positivo, Jeff Wadlow fez possível (e o impossível) pra fazer isso acontecer da melhor maneira e, em algumas cenas, a fotografia do lugar é muito boa.

Então, dê uma chance a Verdade ou Desafio. Como? Vendo o trailer aqui em baixo.

 

[FILMES] RAMPAGE: DESTRUIÇÃO TOTAL

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Direção: Brad Peyton
Data de Lançamento: 12 de Abril de 2018
Elenco: Dwayne Johnson, Jeffrey Dean MOrgan, Breanne Hill, Joe Manganiello e Naomie Harris
Gênero: Fantasia/ Ficção Científica
Duração: 1h55min
Sinopse: Davis Okoye é um primatologista, um homem recluso que compartilha um vínculo inabalável com George, um gorila muito inteligente que está sob seus cuidados desde o nascimento. Quando um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores que inclui o primata, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho. Agora, Okoye precisa conseguir um antídoto e impedir que seu amigo provoque uma catástrofe global.

Este é um grande e bobo filme de monstros, muito mais caricatural do que a maioria dos filmes de quadrinhos modernos, e mais parecido com filmes de monstros bobos clássicos do que os modernos monstros vistos nos últimos King Kong e Godzilla. A corporação do mal responsável pelo caos é cômica, ridiculamente má; o diálogo é exagerado como nos anos 90 e a narrativa não se importa muito com lógica ou razão.

Se é isso que você procura e se você mantém suas expectativas de qualidade baixas, você irá adorar Rampage.

O jogo de arcade em que é baseado era adorado por ter monstros enormes destruindo os prédios de uma cidade, enquanto um minúsculo exército humano tentava detê-los. O filme certamente entrega isso – embora demore cerca de uma hora para os monstros chegarem à cidade. A batalha climática tem alguns momentos adequadamente épicos que proporcionam um nível de espetáculo puro.

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Mas o requisito óbvio para todos os bits importantes a serem feitos em um computador diminui o impacto, como quase sempre acontece. A computação gráfica é muito bem feita, mas em várias cenas de ação cruciais ela parece claramente computação, falhando em enganar o olho humano para acreditar.

O enorme carisma de Dwayne Johnson faz com que todas as cenas sejam agradáveis, Naomie Harris é uma parceira de cena interessante e Joe Manganiello é um destaque surpreendente como um mercenário sexy. Jeffrey Dean Morgan vai um pouco longe demais com tudo, fazendo seu personagem em The Walking Dead parecer sutil em comparação, mas a maior parte do elenco de apoio aqui atrapalha as coisas mais do que deveriam.

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Isso é tudo parte do estupendo tom de brincadeira – o que provavelmente vai irritar muitos espectadores, embora eu tenha gostado bastante. Há algumas piadas que não deveriam ter existido e é uma pena que algumas das ações não funcionem, mas o filme é bem ok, bom, se formos comparar com a maioria das adaptações de videogames, o filme é realmente bom.

 

Link do trailer logo abaixo:

[FILMES] UM LUGAR SILENCIOSO

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Direção: John Krasinski
Data de Lançamento: 5 de Abril de 2018
Elenco: John Krasinski, Emily Blunt, Millicent Simmonds e Noah Jupe
Gênero: Drama/Thriller
Duração: 1h35min
Sinopse: Em uma fazenda nos Estados Unidos, uma família do Meio-Oeste é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, a qualquer custo, pois o perigo é ativado pela percepção do som.

 

Imagine um futuro onde você não pode fazer nenhum tipo de barulho, por menor que ele seja, estar atento o tempo todo a tudo o que ocorre ao seu redor, caminhar sempre pelos mesmos caminhos com os pés descalços em cima de uma areia branca porque se o menor dos ruídos for propagado você poderá morrer por uma besta que ninguém sabe ao certo o que é (e nem tiveram o tempo de descobrir)? Em um resumo bem compacto, essa é a sinopse de Um Lugar Silencioso, terceiro filme do diretor John Krasinski, que também atua na obra.

O filme se passa no ano distópico de 2020, onde pouco tempo após uma invasão alienígena a terra se encontra no seu estado de quase inabitação de qualquer ser vivo. Aqueles que sobreviveram e continuam a tentar sobreviver estão tendo que viver num silêncio quase que absoluto, pois qualquer barulhinho, um desses aliens, que são incrivelmente rápidos e com um ouvido super desenvolvido, ataca a qualquer coisa com uma violência extrema.

A obra foca inteira e apenas numa família, a família Abbott que tenta levar uma vida “normal” com seus filhos, mas os perigos são constantes e vem de todos os lados. A invasão ocorreu rápido demais e as mortes em massa também foram rápidas demais para que alguém conseguisse desenvolver uma teoria do que pudesse ter acontecido. Enquanto um dia passa após o outro, o patriarca tenta descobrir o que houve e entrar em contato com qualquer outro sobrevivente em outra parte do mundo, já que as pessoas que restaram vivem isoladas umas das outras, cada um com o seu sistema de sobrevivência.

A nota de 99% de aproveitamento no Rotten Tomatoes neste filme não é atoa. O roteiro bem amarrado e com poucos furos, juntando com as atuações impecáveis do filme o faz ele ser um dos melhores filmes de suspense/terror já lançados esse ano e que marcará a carreira do diretor Krasinski, que antes desse trabalho teve dois outros de sua autoria mas que não tiveram tanto reconhecimento da mídia.

Falando nas atuações, não poderia deixar passar em branco o show que é ver a Emily Blunt gigante na minha frente. Falar da atuação dela é como falar que o céu é azul: não há contradição no que diz respeito ao tamanho talento que ela tem. John Krasinski (Você deve lembrar dele de uma das maiores séries americanas, The Office), que também dirigiu o filme, também teve um ótimo desempenho apesar deste gênero ele já ter afirmado em entrevistas que não era fã desde pequeno. Além de ter que dirigir uma imensa atriz e sua mulher, Emily Blunt. Porém eu diria que o grande destaque desse filme foi a atuação das crianças. Você já deve ter visto o rostinho do Noah Jupe em um dos grandes sucessos de bilheteria do ano passado, Extraordinário, onde ele fez o papel do melhor amigo do Auggie Jack Will. Em Um Lugar Silencioso ele interpreta o assustado porém corajoso filho do meio da família. E junto com ele conhecemos a filha mais velha, que é surda, e é interpretada também por uma atriz surda, Millicent Simmonds, que deu um show de atuação. (Se quiser conhecer mais o trabalho da Millicent, recomendo que assista Wonderstruck, para esse trabalho ela foi indicada para inúmeras premiações como Melhor Jovem Atriz).

Em uma entrevista recente, John disse que queria apenas que uma atriz surda interpretasse a personagem, porque além da importância de representatividade, ele estaria trabalhando com uma pessoa que vive com essa questão diariamente e isso iria ajudá-lo a imergir ainda mais no mundo em que o filme se passa.

Um Lugar Silencioso estreia hoje, 5 de Abril em todos os cinemas do Brasil, e se mesmo tu tiver aquele medinho (que eu mesma tenho) de assistir esse tipo de gênero, não pense duas vezes antes de assisti-lo em uma sala de cinema, pois além do trabalho maravilhoso da equipe de trilha sonora que nos deixa sufocados junto com a família o filme inteirinho, ele nos traz importantíssimos efeitos sonoros para que nós possamos quase que sentir como é a sensação da personagem da Millicent, e isso faz a experiência ser completamente diferente, o que não aconteceria se estivéssemos assistindo por uma tela de computador. O filme é 95% mudo e todo esse trabalho sonoro com as atuações fazem o filme ser simplesmente incrível.

Confira o trailer do filme logo abaixo legendado:

[FILMES] Jogador Nº 1

A3Direção: Steven Spielberg
Data de Lançamento: 29 de março de 2018
Elenco: Olivia Cooke, Tye Sheridan, Ben Mendelsohn, Simon Pegg, T. J. Miller
Gênero: Fantasia/Thriller
Duração:  2h19min
Sinopse: Em 2044, Wade Watts, assim como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. Quando o criador do jogo, o excêntrico James Halliday morre, os jogadores devem descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico para conquistar sua fortuna inestimável. Para vencer, porém, Watts tem de abandonar a existência virtual e ceder a uma vida de amor e realidade da qual sempre tentou fugir.

 

Você está pronto para um momento genuinamente divertido no cinema? Procurando por algo que não exige nada além de você relaxar, esquecer um pouco dos problemas do mundo e aproveitar o que há na tela? Jogador Nº1 se encaixa perfeitamente nesses planos e atende às altas expectativas estabelecidas após suas exibições nos festivais de filmes. Jogador Nº1 é uma alegre celebração da cultura pop de duas horas, um espetáculo visual ininterrupto, mas não cansativo, que parece ao mesmo tempo novo e antigo.

Steven Spielberg toca em algo incrivelmente especial com esta adaptação cinematográfica do popular romance de Ernest Cline. A ação e aventura polvilha tantas referências à cultura pop ao longo de seus 140 minutos de duração que é impossível capturá-las em uma única visualização. Na verdade, um dos elementos mais agradáveis de assisti-lo em um teatro lotado é ouvir membros da platéia reagirem a personagens/criaturas reconhecíveis quando aparecerem inesperadamente.

O filme é ambientado em 2045 e propõe um futuro em que todos escapam dos problemas de pobreza e superpopulação do mundo real ao entrar no OASIS, um mundo virtual onde você pode ser qualquer pessoa e fazer qualquer coisa. Wade Watts/Parzival (Tye Sheridan) e seus amigos (que ele não conheceu no mundo real) estão obcecados em ganhar um concurso criado pelo criador do OASIS, James Halliday (Mark Rylance). Antes de sua morte, Halliday criou uma caça ao tesouro dentro do OASIS, na qual os participantes devem procurar por três chaves escondidas. Quem vencer o desafio será recompensado com o controle sobre a fortuna de Halliday e sobre o OASIS.

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Wade cruza o OASIS em De Volta Para o Futuro DeLorean. Há várias referências a John Hughes e Robert Zemeckis, e até mesmo um T-Rex do Jurassic Park de Spielberg aparece em toda a sua glória de CGI. King Kong, um gremlin (ou talvez dois) e personagens de videogames populares (incluindo HALO) fazem parte do que só pode ser descrito como um geekfest cinematográfica. Além disso, The Shining está bem representado em uma das cenas mais memoráveis do filme. O que há de louco é que, quando o filme acabar, você vai esquecer pelo menos metade de quem você reconheceu e suas memórias não corresponderão à data de seu filme.

Tye Sheridan faz um ótimo trabalho ao liderar o elenco talentoso que inclui Mark Rylance, Olivia Cooke como Art3mis/Samantha, Lena Waithe como Aech/Helen, Philip Zhao como Sho, Win Morisaki como Daito, Simon Pegg como Ogden Morrow e TJ Miller como I-R0k Ben Mendelsohn lida com o papel de Sorrento, o principal vilão do filme, e abstém-se de interpretá-lo como um cara mau de bigode que ele poderia facilmente ter sido visto como exagerado no mundo de ficção científica em que o personagem existe.

O filme é como acordar na manhã de Natal para encontrar todos os seus brinquedos favoritos de anos passados, muitos dos quais você tinha esquecido, reunidos e apenas esperando para serem jogados. É incrível que o Jogador Nº1 seja capaz de abranger todas as faixas etárias e ambos os sexos. Nem todas as referências e personagens significam algo para todos os membros da audiência, mas isso não importa, porque se você não encontrar algo que outras pessoas na platéia estejam reagindo, a próxima cena provavelmente incluirá algo relacionado à sua faixa etária.

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Há uma quantidade surpreendente sentimento em Jogador Nº1, mas o filme não tenta colocar isso garganta abaixo com sua mensagem. Em vez disso, ele se preocupa mais com o entretenimento do público e mantém a história em um nível mais superficial no que diz respeito ao desenvolvimento do personagem. Ele não se aprofunda no porquê do OASIS existir e por que ele se tornou tão importante para a população da Terra.

Apesar do fato de que a história é toda fofa e sem preenchimento, Jogador Nº1 é o tipo de puro entretenimento de pipoca que precisamos ter neste momento. Escapismo na sua melhor maneira, o filme é um ótimo entretenimento familiar e que merece ser visto com seus colegas geeks em uma tela gigantesca.

Assista ao trailer do filme logo abaixo:

[FILMES] MARIA MADALENA

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Diretor: Garth Davis
Data de Lançamento: 15 de Março de 2018
Elenco: Rooney Mara, Joaquin Phoenix, Chiwetel Ejiofor, Tahar Rahim, Sarah-Sofie Boussnina
Duração: 2 horas
Gênero: Drama/História
Sinopse: A história de Maria Madalena.

 

 

Em meio ao final do Oscar e de assistir aos filmes dele que ainda estão em cartaz nos cinemas, ou prestes a estrear, , aqui está outro com uma performance central que é bom demais para você perder a chance de assisti-lo. A probabilidade é de que ele não estará nos cinemas por tanto tempo quanto os filmes mais conhecidos, então faça logo os seus planos para ir ao cinema e se preparar para assistir um filme com atuações emocionantes.

Reunindo-se novamente com o diretor de “Lion”, Garth Davis, e o colega Joaquin Phoenix com quem trabalharam juntos em “Her”, o trabalho de Mara neste livro de viagem da alma merece ser mencionado com o mesmo alvoroço na qual ela era mencionada quando foi nomeada pelas suas atuações nos longas que concorreram ao Oscar “A Garota com a Tatuagem de Dragão” e “Carol”. É difícil imaginar qualquer um de seus colegas se doando tanto quanto ela para fazer essa personagem, que é uma das figuras mais incompreendidas. O mistério de Rooney Mara quando está sumida das câmeras a faz ainda a mais poderosa quando está na frente delas.

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Davis, começa seu filme com uma cena subaquática, ajustando-se a quão imersiva Mary Magdalene prova ser. Com a história contada mais através dos olhos do que o diálogo; locais estéreis e bonitos e a pontuação do falecido Jóhann Jóhannsson, há uma sonhabilidade aqui, essa é uma experiência muito rara no cinema moderno.

Com um olho no presente, Davis amarra muitos temas para o despertar de Maria, mas com uma sutileza que só aumenta o poder de seu filme. A violência é reduzida ao mínimo e qualquer pessoa que tema a natureza gráfica da Paixão do Cristo deve ter certeza de que a ternura é a qualidade definidora de Maria Madalena. Atuando perfeitamente em oposição a Rooney (com quem já tinha feito um par romântico antes em Her), a caracterização de Phoenix como Jesus é tão gentil quanto fraco – o “papel da vida” se torna uma lição de humildade.