[Resenha] Um Trono Negro

um_trono_negro_1508759191720603sk1508759191bLivro: Um Trono Negro (Três Coroas Negras #02)

Autora: Kendare Blake

Editora: GloboAlt

Ano: 2017

Páginas: 336

Sinopse: A batalha pela coroa já começou, mas qual das três irmãs triunfará? Após os inesquecíveis acontecimentos da Cerimônia da Aceleração e com o Ano da Ascenção em andamento, as apostas mudaram Katharine, outrora a irmã mais fraca, agora está mais forte do que nunca. Arsinoe, após descobrir a verdade sobre seus poderes, deve aprender a usar seu talento secreto a seu favor, sem que ninguém descubra. E Mirabella, antes a favorita para o trono, enfrenta uma série de ataques enquanto vê a fragilidade de sua posição. Em meio ao perigo constante, alianças serão formadas e desfeitas na fantástica continuação de Três coroas negras. As rainhas de Fennbirn terão que combater a única coisa no caminho entre elas e a coroa umas às outras.

 

Desde que eu terminei de ler “Três Coroas Negras”, que eu tô surtando pela continuação da história das três rainhas gêmeas .

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Nós somos uma maldição para aqueles que amamos.

Depois de todos os acontecimentos de “Três Coroas Negras”, começou oficialmente o ano da Aceleração. Enquanto os Envenenadores e a Rainha Katherine se preparam para destruir as outras, a Rainha Mirabela de divide entre o cumprir seu dever é o sentimento que tem pelas irmãs. Arsenoe por outro lado, precisa lidar com a sua última descoberta sobre seu dom (vamos para por aqui para não dar spoilers). Manipulações políticas, dever, amores e desejo de vingança e poder. “Um Trono Negro” é de tirar o fôlego e fazer você terminar de ler mandando mensagem pro namorado, desesperado pela continuação.

Por muito tempo, Arsinoe sonhou com uma chance como esta. De fugir. Desaparecer. Mas a Deusa sempre deu um jeito de movê-la como uma peça de xadrez, colocando-a onde queria.

Um Trono Negro é um livro excelente, que segue a mesma formula de Três Coroas Negras e prende o leitor desde a primeira pagina até o ultimo ponto final da história das rainhas gemeas. A GloboAlt fez um trabalho maravilhoso co esse livro, como ja vem sendo caracteristico da editora com seus livros desde de o seu lançamento no mercado.

Recentemente foi anunciado um ebook spin-off da série que até então foi lançado apenas em inglês “The Young Queens” ainda sem publicação em português. Enquanto isso, seguimos sem previsão do lançamento do terceiro livro da série.

– Eles não ficaram sabendo? – ela pergunta. – Não se pode matar o que já está morto.

Mais uma vez Kendare Blake constrói uma história única e envolvente, daquelas que prende o leitor, é o faz desejar cada vez mais e mais dessas jovens rainhas. Se você ainda não conhece essa série, leia também a resenha de Três Coroas Negras, Aqui.

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Um cheiro e até a próxima!

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[Resenha] Três Coroas Negras

tres_coroas_negras_1493838855672939sk1493838855bLivro: Três Coroas Negras

Autora: Kendare Blake

Editora: Globo Alt

Ano: 2017

Páginas: 304

Sinopse: Três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões.

Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.

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Três irmãs, nascidas do mesmo ventre, tem como destinos matar umas as outras para que apenas a que restar assuma o trono como Rainha.

Três rainhas sombrias
Num vale vêm ao mundo,
Pequenas doces trigêmeas
Nutrem um ódio profundo
Três irmãs sombrias
Lindas de se ver
Duas devem ser devoradas
E uma Rainha por ser

Durante anos, os Envenenadores estão no poder, por isso a Rainha Katherine gasta horas e mais horas de seu dia cercada de venenos se preparando para o Grave Noir de Beltane. Onde durante a Aceleração, ela deverá se deliciar com um banquete preparado com os venenos mais mortais do mundo.

Arsinoe treina seus talentos todos os dias. Mas infelizmente eles ainda não se desenvolveram o suficiente para a Aceleração que se aproxima. Se ao menos seu Familiar aparecesse e mostrasse a todos que ela é a um das Naturalistas mais fortes da Ilha….

Raios, trovões, tempestades. Tudo isso é muito fácil para Rainha Elemental Mirabella. Seu dom apareceu de forma tão natural como acordar de manhã. As sacerdotisas acreditam que ela irá assumir facilmente ao Trono Negro, e derrotará suas irmãs sem nem fazer muito esforço. Mas será que o emocional de Mira, tão turbulento como uma tempestade, está pronto para matar as irmãs ou o Templo deverá tomar suas providencias?

As Rainhas correm contra o tempo, o destino da Ilha está nas mão delas. Apenas uma poderá ficar viva. Duas devem morrer.

– Você tem escolhas. Você tem todas as escolhas do mundo.

Três Coroas Negras é um dos lançamentos da Globo Alt desse ano, e de longe uma fantasia incrível! Magia, ação, tramas politicas… tudo que pode fazer de um livro um grande sucesso. A escrita da Kendare  Blake já nossa conhecida por “Ana Vestida de Sangue” segue com a mesma fluidez e simplicidade, permitindo ao leitor cair de cabeça na história.

– Quero vingança – sussurra ela, seus dedos traçam listras sangrentas pelos braços de Natalia.

– E depois quero a minha Coroa.

Não sei se por eu estar muito ansioso pela próxima temporada de #GOT, mas em diversos momentos senti referencias e situações politicas/religiosas que poderiam muito bem ter sido escritas pelo Martin sem deixar a desejar em nada. O segundo livro “One Dark Throne” ainda não tem previsão de lançamento divulgada pela Globo Alt.

Recentemente a Verus Editora, anunciou que eles compraram os direitos da continuação de “Ana Vestida de Sangue”, “Girl of Nightmares”. Enquanto isso, o filme de Ana Vestida de Sangue segue em produção.

Um Cheiro e até a próxima!

[Resenha] Battle Royale

Cheguei outra vez!

capa

Com 664 páginas, Battle Royale é a única obra de Koushun Takami, sendo ela desclassificada em plena final do Japan Prix Horror Novel, devido ao conteúdo profundo e polêmico, mas como uma premiação que leva em conta o conteúdo mais psicológico e sombrio em uma criação, rechaçou uma obra dessa, já é de se imaginar que deve ser bem intenso, mesmo com essa ocorrência, acabou sendo publicada em Abril de 1999 no Japão e chegou no Brasil em 2014, pela editora Globo Livros.

mangá
O mangá

A trama já conta com uma serialização em mangá (~me segurando para não comparar~), adaptação cinematográfica, que inclusive foi estendida na tentativa de dar continuidade a história, porém não foi bem sucedida, boatos de uma adaptação em série de TV foram esquecidos e pelo visto, arquivados.

Indo direto ao ponto, em um enredo sombrio e bem tecido, a obra diverge opiniões sobre a crueldade e o âmago da natureza humana, em meio ao um jogo bizarro e sanguinário 42 estudantes (21 garotas e 21 garotos) são forçados a se dividirem em duas classes: predador e presa, morrer ou matar, porém, não é algo unânime e linear, como alguns pensam.

Filme
O Filme

A República da Grande Ásia Oriental, trata-se de um sistema governamental totalitário e supressor, onde os cidadãos são censurados firmemente, livros são analisados, músicas e estilos musicais que de certa forem contra o sistema imposto, são proibidas, tudo que semeia o idealismo de liberdade, rebeldia e direitos é banido, entretanto o pior não é isso e sim, o esquema aterrorizante de selecionar uma turma do Ensino Fundamental para participar de um programa militar, que prega a necessidade de mostrar as pessoas o caráter duvidoso daqueles que as cercam.

A dedicatória por si só, intriga o leitor do que haverá no conteúdo:

Dedico este livro a todas as pessoas que amo. Embora duvide que elas me agradeçam por isso” – Koushun Takami

Após selecionar a turma escolhida e “sequestrarem” os estudantes é hora de de explicar e dar procedimento ao jogo, cada um (se ainda estiver vivo) recebe um kit de sobrevivência com equipamentos para mantê-los hábeis a participar do grande show, um tipo de arma está incluída em cada kit, sendo ela decisória no embate par a sobrevivência, já que podem ser desde facas de cozinha até submetralhadoras.

O desenvolvimento temporal é fluido e detalhista, a localização de cada personagem é de relevância extrema e auto consciência é um diferencial, o autor não somente traz várias implicâncias durante o contexto, que agitam as tomadas de decisões e os prosseguimentos dados.

Um ponto que favorece no livro além do impressionante discorrer de fatos e desenvolvimento dos acontecimentos, é a edição brasileira, os elementos trabalhados na capa, contra-capa e até mesmo a disposição dos elementos figurativos, mexem com quem lê, levando a interpretar cada significado, nada em Battle Royale é à toa e isso a editora estendeu para a construção dos elementos iniciais dele, sinal verde para checar isso com vontade.

Tirando o esqueleto do armário…

 Battle Royale X The Hunger Games

Embora haja de fato algumas semelhanças gritantes entre as duas obras, as convergências são ainda mais óbvias, a forma de tecer os fatos são bem diferentes.

Ao invés de simplesmente diminuir os participantes do jogo, Koushun desenvolve a personagem, possibilitando ao leitor visualizar o indivíduo, ao invés de simplesmente vê-lo como uma peça, humanizando cada um, com características psicológicas e físicas, embora não pareça muito, é isso que viabiliza tecer as peculiaridades de todos e analisar os diferentes tipos de ações perante as circunstâncias impostas, todo o tipo de caráter é perceptível, desde psicopatas até os mais “inocentes”, já que todos são pessoas e os comportamentos movem a trama.

A citação de uma amiga (eu amo essa menina!) diz muita coisa:

Os participantes do Distrito 1 e 2 [em Jogos Vorazes], deixam de assumir o papel de vítimas e se tornam abusadores na trama, convertendo a visão que o leitor tem deles, como pessoas” – Jade L.

Em contra partida, Jogos Vorazes caminha e prossegue para um “além” jogo, enquanto é centrado no jogo, como um objeto de estudo, em que analisar e diagnosticar este é o objetivo e acaba relativizando o contexto externo ao esquema, algo que senti falta na obra e deixou um ponto vago na conclusão da leitura.

Ainda assim, recomendo e digo que não tive arrependimentos, somente  aquela depressão de querer saber mais e esperar outro livro para preencher esse vazio, que ficou por terminar o livro, o desfecho foi de cair para trás e ainda tento superar o impacto.


Book Trailer para vocês e até a próxima!