[Resenha] Mais forte que o sol

Livro: Mais Forte que o Sol (Irmãs Lyndon #2)
Autora
: Julia Quinn
Tradução: Viviane Diniz
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Sinopse: Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento.
Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu.
Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro.
No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal…

Esse deve ser o romance de época mais hilário desse ano

O que acontece quando um homem adulto despenca de uma árvore quase em cima de você? Eleanor Lyndon pode responder essa, porque é quando o audaz conde de Billington, Charles, despenca quase em sua cabeça – não em seu colo, devo ratificar – que uma série de acontecimentos tornam a presença inesperada desse estranho e charmoso homem em sua vida, bastante oportuna, até mesmo a proposta precipitada de casamento que ela recebe desse estranho, lhe soa como algo familiar, uma negociação. Ainda solteira, Ellie mora com seu pai, também vigário local, um homem difícil e de opiniões rígidas, só que o pior está por vir:  o Sr. Lyndon está para casar, seria ótimo para Ellie ter uma madrasta após perder sua mãe e o recente casamento de sua irmã Victoria.

Entretanto esse enlace de seu pai é a prévia de um pesadelo, além da mulher ser uma nata fofoqueira, a megera Sra. Floxglove acredita que deve a todo custo impor uma hierarquia numa casa que sequer é sua ainda – apesar de estar sempre como uma assombração nela -, prometendo criar uma atmosfera insuportável para a jovem Lyndon. Casamento não é o que Ellie esperava para ter sua independência, mesmo sendo administradora das suas finanças, sem o nome de um homem atrelado a si, ela pouco pode fazer além de esconder suas intenções e interesses próprios.

– Está dizendo que provei minha inteligência superior pela minha capacidade de resistir aos seus encantos? – Ellie começou a rir. – Que maravilha. A única mulher inteligente o suficiente para ser sua condessa é aquela que enxerga seu caráter leviano.
– Algo assim – murmurou Charles, detestando a maneira como ela distorcera suas palavras, mas sem conseguir descobrir uma forma de distorcê-las de volta a seu favor.

Ellie Lydon é – quase – totalmente dona de si, mesmo com as limitações de ser mulher em pleno século XIX, ela sabiamente usa subterfúgios pra expandir suas próprias condições, sejam intelectuais ou financeiras, a mulher é uma administradora nata, usando sua sagacidade e perspicácia pra investir em ações e preparar um futuro pra si. Delimitada e subestimada, ela decide dar um basta na sua condição de submissão às vontades alheias e propõe ao conde Billington uma negociação com os termos claros para que ambos possam ter vantagens no enlace matrimonial, se ela mantiver tanto a posse, quanto o livre arbítrio na gestão de seus bens, o conde continua com sua fortuna e ela, com sua independência e sua inteligência  reconhecida, ela só não contava que sua falta óbvia de experiência com casamentos e o magnetismo de Charles se tornasse uma equação que ela não consegue compreender.

– Se está tentando me seduzir, não vai funcionar – disse ela francamente.
Ele abriu um sorriso charmoso e malicioso.
– Não estou tentando seduzi-la, querida Eleanor. Nunca empreenderia uma tarefa tão colossal. Afinal, você é nobre; você é reta; você é constituída de material sólido.
Colocado dessa forma, Ellie pensou que ela mais parecia um tronco de árvore.
– E o que isso significa? – grunhiu ela.
– Ora, é simples, Ellie. Acho que você deveria me seduzir!

Charles Wycombe é a síntese de confusão, belo, charmoso, cheio de lábia e um libertino convicto – entretanto como já citado pela sábia Lady Whistledown, libertinos regenerados tendem a ser os melhores maridos -, todavia esse libertino em questão almeja a tal troca de votos matrimoniais, toda a sua fortuna depende disso e um conde pobre é o mesmo que uma meia furada, ou seja, um mau negócio. Com seu tempo esgotando ele acredita ter pousado na sua solução – ou quase esmagado ela, depende do ponto de vista -, a impetuosa mulher que lhe tratou firmemente e não mantém a língua ferina sob controle é um deleite, seus sentidos ficam entusiasmados por desfrutar da companhia de uma personalidade tão irritantemente ardente, assim como ele, ela não cede facilmente e os conflitos entre ambos são de matar ou dar risada, as vezes, um pouco dos dois.

– Sim, sim, é claro – respondeu Judith. – Bom dia para você, Charles, mas terá que sair.
Ellie abafou uma risada.
– E por quê? – perguntou ele.
– Tenho assuntos extremamente importantes para tratar com Ellie. Assuntos particulares.
– É mesmo?
Judith ergueu as sobrancelhas com uma expressão altiva que, de alguma forma, adequava-se de modo perfeito aos seus 6 anos.
– Sim. Mas pode ficar enquanto dou o presente de Ellie.
– Que generoso de sua parte – declarou Charles.

A trama orna tão bem com a forma de construção do enredo que aquela visão temerosa por se tratar de um casamento de conveniência é simplesmente esquecida, afinal o temperamento e esperteza de ambos torna uma situação que poderia ser entristecedora, uma negociação bem humorada. Com o fator de os personagens secundários deixarem marcas consideráveis no desenvolvimento dos protagonistas, um grande destaque vai para Judith, uma garota de 6 anos, tão certa dos seus desejos que acabo nutrindo um anseio por acompanhar também o crescimento dela – poderia facilmente ter o próprio livro, é o que sugiro Quinn -, sendo impossível ignorar uma personalidade tão intensa em um corpinho tão pequeno.

Some isso a construção de caráter dos personagens e as farpas que eles trocam que são deliciosamente intrigantes, cada um exibe características que os tornam mais humanos e a sensitividade do leitor quanto a isso acontece de forma natural, Ellie com sua animosidade e ferrenha força de vontade e, Charles que apesar de toda imagem de homem libertino avassalador de corações exibe uma predileção bastante inimaginável por – rufem os tambores – listas, isso mesmo, aquela construção cheia de lógica em geral usada para tarefas diárias.

– Ah, Charles. Fico tão feliz que tenha caído daquela árvore.
Ele sorriu.
– E eu fico feliz que você estivesse ali embaixo. Tenho, sem dúvida, uma mira excelente.
– E grande modéstia também.

A Julia faz uma troca de características que seriam atribuídas ao homem e mulher, tornando o enredo afável e uma fuga ao usual, de maneira brilhante ela atrela a dramatização com um mistério leve, onde para solucionar os dramas dos personagens, ele retornam ao passado, costurando causa e consequência, com a sagacidade marcante de justificar o título do livro e marcar a presença dele de maneira interpretativa do sol tanto na personalidade dos personagens, quanto no cabelo ruivo de Ellie, um verdadeiro banquete literário, vestido com uma capa excepcional e calorosamente linda.


A pior missão de escrever essa resenha:  escolher os trechos favoritos,
dava para colocar o livro absolutamente todo!

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[Resenha] Como se casar com um Marquês

Livro: Como se casar com um marquês
Autora: Julia Quinn
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem
rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe 
resta outra alternativa.
Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca
de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa
duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa.
Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer
para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual.
É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury,
que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação,
ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos 
é justamente... Elizabeth Hotchkiss.
Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a 
conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de 
Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada.Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, 
James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Melhor que um marquês, é um marquês disfarçado!

Se um livro da Julia conta com a presença ativa do maior ícone da alta sociedade inglesa, então inegavelmente o resultado vai conter: doses gloriosas de comédia, artimanhas apuradas de uma esperta condessa, personagens se não loucos, já ensandecidos ou próximos de uma beatificação, o segundo volume de Agentes da Coroa não possui escapatória e Quinn mais uma vez enfeitiça com personagens tão autênticos e vorazes diálogos.

Elizabeth Hotchkiss, é dama de companhia da desaforada e sarcástica Lady Danbury – o temor da alta sociedade, porém amada em igual nível -, após 5 anos consecutivos em convivência com a condessa anciã, obviamente a sanidade da jovem é questionável, em meio a tantos “humpf” Elizabeth encontra além do sustento de seus 3 irmãos mais novos, encontra sua habilidade e tenacidade.

– Ah, bom, eu… – Ela reprimiu o que quer que estivesse planejando dizer. – Eu não me expressei bem. Juro. Não quero que você se machuque, mas realmente coloquei toda a minha força naquele soco, e…
– Sem dúvida vou exibir os resultados do seu soco amanhã, não se preocupe. Ela arquejou em uma mistura de alegria e horror.
– Deixei você com um olho roxo?
– Achei que você não quisesse me machucar. 

James, o marquês de Riverdale, também o adorado sobrinho da condessa aterrorizadora em questão, é requisitado para cumprir a missão de desvendar a identidade do descarado e ousado – e ponha ousado nisso – chantagista que ousa tomar como alvo a querida Danbury, sob uma falsa identidade ele se infiltra na rotina da casa Danbury e uma figura de atitudes estranhas levanta suspeitas com seu comportamento agitado e ilógico.

– É mesmo uma história sensacional – disse Blake com um dar de ombros. – Eu escreveria um livro a respeito, mas sei que ninguém acreditaria em mim. – Acha mesmo? – perguntou Caroline, os olhos iluminados de prazer. – Que título você daria ao livro?

– Não sei… – falou Blake, esfregando o queixo. – Talvez algo sobre como agarrar uma herdeira.

James aproximou o rosto do de Blake.

– Por que não Como deixar seus amigos completa e irrevogavelmente loucos? 

Se revelando uma desastrada James beira a conclusão da inocência da Srta. Hotchkiss, no entanto a frequente atitude suspeita de Elizabeth o confundem, as vagas e infrutíferas tentativas dela de conquistar o administrador no seu treino, a levam a beira da loucura, afinal é bastante difícil levar a risca os absurdos decretos do livrinho da Sra. Seeton, algo esperando de um livro advindo da coleção de Lady Agatha Danbury.

Em uma similaridade ao casal Ravenscroft, tanto James, quanto Elizabeth se provam apegados ao orgulho, mesmo catalisador da demora para admissão de sentimentos de Blake e Caroline, dessa vez a personalidade solidamente apegada aos próprios princípios e as limitações, sejam elas por sua condição social ou impostas por si mesma, ficam por conta de Elizabeth e a habilidade de descontrair e até mesmo distorcer um pensamento é parte – como já era de se imaginar –  de James.

– Ah, Jane! – chamou ele, inclinando-se contra o batente da porta.

Elizabeth não conseguiu ver dentro da cozinha, mas conseguia imaginar perfeitamente a cena: a irmã pequena levantando a cabeça, os olhos azul-escuros arregalados e encantados.

James soprou um beijo para ela.

– Adeus, doce Jane. Gostaria de verdade que você fosse um pouco mais velha.

Poucos sobrevivem a um diálogo com Lady Danbury, mas Elizabeth tem isso como sua rotina diária, se isso não é mais límpida comprovação de seu espírito de aço e personalidade ferrenha então não sei o que mais seria, enquanto James cresceu sob os cuidados da condessa e consegue compreender as artimanhas da anciã, ambos compartilham pontos em comum, porém suas divergências estão a um segredo de distância. Se um conteúdo tão excepcional e inspirador são insuficientes, obviamente a Arqueiro realizou mais uma produção simplesmente espetacular em confecção editorial e transforma a leitura em uma experiência completa e sensacional.


Compartilha conosco sua experiência com esses Agentes – do amor, claro!

[Resenha] Como Agarrar uma Herdeira

Livro: Como Agarrar uma Herdeira
Autora: Julia Quinn
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, 
não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente 
sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um 
homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.
Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline 
não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis 
semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto 
isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador 
misterioso.
A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por 
ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração 
dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira 
tentação que o desarma completamente.

Julia Quinn na área, ninguém sai, é o meu momento!

Quem apreciou  os Bridgertons, o Quarteto Smythe-Smith está pronto para se deliciar com mais uma obra genial e hilária da Quinn, em uma duologia com ação, mistério e claro, romance, a autora se supera com personagens ainda mais ousados e com personalidades hilárias, o resultado é um livro excepcional, engraçado e esplêndido do título ao ponto final.

Aproveitando da situação conveniente de ser levada pra longe sob a proteção de um sujeito misterioso, Caroline tenta manter sua identidade sob uma névoa, enquanto sabota todas as tentativas de seu captor de lhe interrogar, protelando o fim de sua estadia sob a hospedagem de Blake.

Caroline Trent é jovem porém sua sorte nas mãos ora cruéis, ora negligentes – ora ambos – de seus tutores, com bônus da morte precoce deles, a forçaram a amadurecer e planejar a sua liberdade aos 22 anos. Sua personalidade é moldada para estar preparada para intervenções inesperadas e ataques violentos, sim, Caroline está munida de seu intelecto e de uma arma, afinal não é possível se safar de qualquer situação por meio de um debate amistoso.

– O mínimo que você poderia fazer era me dizer obrigado – disse Caroline, bufando.
– Obrigado?!
– De nada – retrucou ela rapidamente.

Blake Ravenscroft é um agente da coroa, depois de viver e sobreviver a muitas causas impossíveis em nome do país, as perdas o tornaram ressentido, por vezes amargo, seu objetivo de concluir sua última missão – prender uma espiã espanhola – o leva a capturar uma estranha figura feminina. Para tormento de Blake a mulher capturada é revelada uma fraude, porém a ardilosa Caroline é mais do que ele pode lidar e debater com alguém insolente e vívida como ela é um desafio a tênue paciência do agente, ainda em união com seu amigo e companheiro de missão, James, o marquês de Riverdale, Blake está sempre a beira de uma síncope.

– Perriwick! – bradou Blake. – Se eu ouvir “Se me permite a impertinência” mais uma vez, juro que o jogarei no Canal da Mancha.

– Ah, meu Deus – disse Penelope. – Talvez ele esteja mesmo com febre. O que acha, Perriwick?

O mordomo estendeu a mão para a testa de Blake, que quase o mordeu.

– Se me tocar, morre – ameaçou Blake.

– Estamos um pouco rabugentos esta tarde, não é mesmo? – comentou Perriwick, sorrindo. 

Como uma pessoa mais do que suspeita para avaliar os livros da Julia, mais do que nunca me senti cativada por quão criativa ela é, o primeiro título dos Agentes da Coroa é para quem deseja acima de tudo rir e mergulhar em uma trama com ação na medida certa e um romance encantador, afinal Julia não vive sem nos dar uma dose mais que bem-vinda de amor e paixão. Se todos esses argumentos ainda forem insuficientes, bem, checa essa capa e acabamento editorial que Arqueiro fez e imagine as possibilidades do enredo.


À Espera de James, o Marquês casamenteiro!

[TAG] E Os Bridgertons viveram felizes para sempre…

Hoje é dia de grandes surpresas!

Essa TAG é o marco para o fim cheio de nostalgia da série com a família mais truculenta e incrível de todas: Os Bridgertons, o blog Silêncio Contagiante bolou essa forma sutil de tortura e diversão com o conjunto mais excêntrico da sociedade londrina, e o resultado? Vocês já podem ver:

1. Essa é difícil: quem é seu Bridgerton favorito?

Anthony e Colin, algo totalmente suspeito desde que comecei a série pelo O Visconde que me Amava, mas mesmo assim segue sendo os irmãos que protagonizaram a mais épica cena de todas, Anthony, nosso amado visconde e o diabólico, Colin, a sugestão de uma dose de cicuta ainda me provoca boas risadas e uma profunda nostalgia.

2. Mergulhei nas páginas: qual é seu livro favorito?

Ah! Como expor o quanto amo O Conde Enfeitiçado… seria um exagero afirmar que amo todo o livro, desde a capa, a cor da fonte, até a circunstância em que o adquiri? Pode ser, entretanto é a mais pura verdade, o fator impactante provém de a Julia maravilhosa Quinn ter dados as caras por aqui em uma tour de promoção do lançamento desse livro e piro até hoje de saber que ela tocou nesse livro – e alguns outros, mas esse é o especial!

3. Feitos um para o outro: quem merece o título de casal perfeito?

Essa tem um sério empate, depois de esperar por anos por seu amor, tanto Sophie e Benedict, quanto Francesca e Michael se encontraram aos olhos e sentimentos mútuos, apesar das desavenças e os momentos que hilariantes – que de forma alguma abro mão! –  os casais quando de uniram foi só emoção, nunca vibrei tanto, Michael em seu solidificado amor não correspondido e Benedict, que leva um ponto extra no quesito se apaixonar, afinal se apaixonar duas vezes pela mesma mulher aquece o meu coração de romântica voraz!

4. Me abana: quem é seu protagonista masculino predileto?

MICHAEL, posso gritar a plenos pulmões isso, o Devasso Alegre seduz como respira e seu inegável charme me conquista desde o primeiro momento, se reafirmando com o seu agudo senso de humor, afinal, mesmo em meio a uma crise de malária o homem mantém o senso de humor e consegue transformar até sua trágica circunstância em piada, sempre imagino o quanto a aposentada Lady Whistledown não teria se banqueteado com as peripécias desse homem ~suspiros~.

5. Estilo mulher maravilha: quem é sua protagonista feminina predileta?

Em um quase empate, Kate leva essa, a sagacidade do narciso chamuscado e a língua ferina da nova viscondessa me remete a ninguém menos que Elizabeth Bennet, se sobrepondo a arrogância de Anthony que acredita controlar tudo.

Imaginem o embate que tive em ter que escolher entre Kate e Penélope, esta última responsável pela maior façanha de todas e causa dos mais suculentos mexericos e boatos?!

A familia6. Roubou a cena: quem é seu coadjuvante predileto?

Ok que ela teve seu momento de protagonista, mas a coadjuvante de todos os livros e a maior matrona casamenteira de todas: Violet Bridgerton leva de lavada!  O que seria dessa prole sem essa mãe para beliscar esse grupo insano e trazer a realidade? Portanto a mãezona que queria e não queria ter leva com louvor essa!

Violet Bridgerton é uma mulher excepcionalmente astuta, afinal, e logo pode descobrir que Hyacinth está se apaixonando.
Provavelmente até mesmo antes de Hyacinth.

7. Sai daqui: quem é o pior personagem na sua opinião?

Poderia facilmente ser as detestáveis madrasta e meia-irmã de Sophie, Aramita e Rosamund, mas uma criatura vil que me causou desespero é o tio de Lucy, Robert, em A Caminho do Altar o suspense foi tal que o final feliz de Gregory e Lucy foi posta em prova, bem como os meus nervos, o homem testou minha paciência, me levou ao limite da fúria!

8. Melhor cenário: qual lugar que você adoraria conhecer?

A casa de campo Bridgerton, Aubrey Hall, é onde o cenário de uma grande desavença familiar, bem antes de O Visconde que me Amava, em que aquela abelhinha – trocadilho totalmente proposital – ficou na orelha instigando a curiosidade sobre os jacintos que inspiram Violet, o campo de guerra de Pall Mall e é claro o lago, lar da finada bola vermelha.

9. Final perfeito: quem teve o melhor e viveram felizes para sempre?

Como definir os picos de emoção e adrenalina com A Caminho do Altar? Pois é, o livro foi puro desespero, um evento mais conflitante que o outro, quase acreditei que a Julia deixou de gostar de “finais felizes” e Lucy e Gregory não ia ter o seu tão sonhado juntos e melosos, foi sofrido, mas tão sofrido que realmente me deixou aquele gosto de “não há tempestade que dure para sempre”, eles juntos enfim foi a realização e quase me levou a beira das lágrimas.


Desafio vocês a responderem a TAG e se desdobrarem para escolher o que se encaixa mais em cada!

[Resenha] E Viveram Felizes Para Sempre

capa felizes para sempreLivro: E Viveram Felizes Para Sempre
Autora: Julia Quinn
Ano: 2016
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
Sinopse: Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...
Mas não era uma família comum. 
Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. 
Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.

Aquele limiar entre felicidade e tristeza!

A obra, brilhantemente envolvida no suntuosa dedicação da Editora Arqueiro, reúne uma coletânea de segundos epílogos de cada um dos Bridgertons, para quem não se saciou com essa família, o livro é uma dádiva deliciosa, recheada de bons momentos e lembranças, desde que Julia decidiu que não era o bastante e concluiu que os fãs tinham razão, os Bridgertons não haviam finalizado, afinal quando enfim seria o dito fim? O fim propriamente dito não existe, mas essa é uma promessa deliciosa de um futuro sem fim.

Em cada um dos contos um pequeno momento se desenvolve e dúvidas são sanadas – outras nascem, não existe contentamento quando se trata dessa família – com um toque todo especial dos momentos em família de cada Bridgerton, incluindo a matrona de todos os tempos, Violet Bridgerton. Com Daphne e Simon a paternidade traz um novo significado 17 anos depois do nascimento do filho mais novo, David – herdeiro do ducado -,  junto a aflição de Colin e Penelope com a similaridade do filho mais novo com o duque de Hastings, retomando a infância deste, a gagueira ainda o acompanha e o pequeno Georgie parece refletir esse passado, o que leva Simon a pensar sobre o seu laço com seu pai, trazendo a tona, o fantasma das cartas que foram deixadas anos atrás aos cuidados de Daphne.

O visconde da família, Anthony, ainda vive em delicioso conflito com a sua enlouquecedora esposa Kath, antes símbolo da família Bridgerton, o Pall Mall tornou-se tradição desde a última reunião peculiar no campo – aquela na qual uma abelha casamenteira entrou em cena. Enquanto isso, remetendo ao conto da Cinderela, Sophie – e Benedict – agora cedem espaço para a irmã postiça de Sophie, Posy Reiling, que aos 25 anos continua sendo Srta. Reiling, o que para a Bridgerton é uma injustiça, desde que se alguém merece um par é Posy, é momento do interlúdio amoroso de Posy com um empurrão – nada leve – de sua irmã Sophie.

Realmente era como se ela não estivesse ali, pensou Sophie.
– Como gosta do seu chá? – perguntou Posy.
– Do que jeito que a senhorita quiser.
Ah, isso já era de mais. Nenhum homem caía tão cegamente de amor que não tinha mais preferências em relação ao chá. Estavam na Inglaterra, Santo Deus. Na Inglaterra, falando de chá. 

Colin nunca seria acusado de não ser um Bridgerton, voltando no tempo para o casamento de Eloise, o Bridgerton tenta a todo custo provocar sua amada esposa com o segredo de sua dupla identidade – uma certa colunista teria uma ou duas palavras a dizer sobre isso. Pulando alguns anos, a mesma Eloise já superou o fatídico sensor humor de Colin e a maternidade lhe deu um novo desafio, afinal os gêmeos Oliver e Amanda já possuem idade de casar e é Amanda que narra esse momento, além dos mais é seu possível matrimônio a brilhar no horizonte, enquanto relembra dos momentos com suas duas mães e o quanto a felicidade está no simples fato de poder ser Amanda amada.

Inegavelmente Francesca e Michael Stirling foram o epítome de uma curiosidade sem fim, afinal foram agraciados com a paternidade que tanto desejavam? Michael convive pacificamente com a malária? Bem, no decorrer desse epílogo podemos ter uma clara visão de um alívio, mesmo que a resposta positiva só é comprovada para o primeiro caso (~suspense~), o conde não perdeu o encanto e todos os argumentos levam a conclusão de que Michael e Francesca podem conquistar toda a Escócia, ela com sua beleza e astúcia, ele com a beleza e charme irresistível, em conjunto com seus rebentos.

– Fiquei sabendo que estive envolvido na geração dele também, mas ainda não vi nenhuma prova – disse Michael, brincando.
Francesca olhou para ele com tanto amor que quase deixou Violet sem fôlego.
– Ele tem o seu charme – disse ela. 

 O mistério enfrentado por Hyacinth St. Clair – e já posto de lado por Gareth – ainda remete as misteriosas jóias, herança da avó de Gareth, todavia, os nervos da Bridgerton de nascença estão sendo testados por sua filha, Isabella, que para tormento da Hyacinth – e deleite de Violet – possui o mesmo gênio da mãe e um faro para mistérios, envolvendo os até então desconhecidos diamantes desaparecidos. Com Lucy e Gregory o decorrer é turbulento, afinal são pelo que sabe são nove filhos, com nomes que homenageiam os irmãos do Bridgerton e a anfitriã da festa em que os dois se conheceram e pelas palavras da Julia, com um pouco de drama um final feliz é ainda mais encantador, então Gregory começa a sofrer o peso de um futuro e uma paternidade inesperados, enquanto Lucy sofre pela possibilidade de ser cortada desse futuro

Para finalizarmos, é a vez dela, Violet Elizabeth Ledger, agora reconhecida e valorizada como a eterna viscondessa Violet Bridgerton, é descrita uma parte conturbada da sua infância, graças ao tal Edmund Bridgerton, que anos depois a reencontra e parece continuar mexendo com o emocional da jovem Violet, uma desavença de infância se transforma em admiração e reage perfeitamente com amor. O obscuro momento da viuvez de Violet, sintoniza os sentimentos do leitor com o sofrimento e a perda da família, posso ter deixado cair uma, dez ou umas vinte lágrimas com essa passagem emocionante, mas só posso registrar aqui: “Ah! Vale a pena cada momento”, que as palavras dessas páginas iluminem sorrisos e façam generosas lágrimas umedecerem suas sensações, afinal Julia nos deixou aquecidos com tanto carinho dessa família tão barulhenta e deslumbrante.

– Não fiz uma promessa, nem nada tão formal. Suponho que, se a oportunidade tivesse surgido, e o homem certo tivesse aparecido, eu poderia ter…
– Se casado com ele – completou Daphne por ela.
Violet olhou de lado para ela.
– Você realmente é uma puritana, Daphne.


 Uma olhadinha do qual vasta essa família se tornou!

family tree

[Resenha] A Caminho do Altar

capaLivro: A Caminho do Altar
Autora: Julia Quinn
Ano: 2016
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. 
Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece.
O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. 
Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la.

Em retorno a nossa interrompida #8WeeksofBridgertons e para enaltecer a maravilhosa Julia Queen (trocadilho proposital) ^^

Como uma escritora consagrada no coração dos leitores e uma romântica incurável, Julia Quinn não deixa de surpreender, com uma narrativa radiante e cheia de altos e baixos. Não menos importante e ainda mais evidente, o carinho com que a Arqueiro trata cada um de seus lançamentos, conquistando nós fãs, pelo conteúdo e por trabalho editorial detalhista e envolvente, em A Caminho do Altar é definitivo, a combinação de romance e detalhes é tão homogênea inserindo aventura, tensão e a promessa de um grande amor, com uma cálida sensualidade.

O sétimo dos singulares irmãos Bridgertons e, portanto, o último homem, Gregory é um romântico, o fato de todos os seus irmãos – incluindo sua irmã mais nova Hyacinth – tenham um matrimônio com uma sólida base de amor, Gregory mal pode aguardar o seu grande momento, ele tem consciência de que sua metade está por aí, mas como encontrá-la?

Com 26 anos, a pressão que essa demora faz sobre o rapaz é desalentadora, superando até mesmo o constante sermão de seu irmão mais velho, o visconde Anthony, que insiste na – segundo o próprio Gregory – ladainha de que o irmão mais novo deveria ter alguma visão para o futuro, mal sabendo ele que a maior ambição do mais novo é o casamento, mas por amor, para chegar ao ápice de sua existência, o que ele acredita estar próximo de alcançar ao conhecer a encantadora Srta. Hermione Watson e consequentemente a sagaz Srta. Lucy Abernathy.

Era estranho, assustador e, acima de tudo, desconfortável, porque ela não era a Srta. Hermione Watson.
Aquela era Lady Lucinda Abernathy, não a mulher com quem ele pretendia passar o resto de sua vida

Lucinda Abernathy é a filha do falecido conde de Fennsworth, sendo agora irmã do herdeiro do título, a pacata e analítica Lucy se mantém cômoda quanto ao seu futuro, ao contrário de sua amiga Hermione, um casamento proveitoso para ela é o suficiente, afinal amor não sustenta uma família e para a sempre ajuizada, o amor não está nas cartas. O fato de se ver como uma garota mediana e comum a faz se manter sempre em segundo em plano, com a amizade de anos com a ofuscante Hermione.

Lucy assiste um homem atrás do outro cair aos pés da beleza inigualável da amiga, mesmo que esta já parece ter entregue seu coração a um candidato um tanto improvável, sendo o enlace entre dois ainda para mais improvável, então envolvida na ideia de fazer a amiga mudar de ideia e convencida pelo charmoso Gregory Bridgerton, Lucinda embarca na missão de unir os dois, o que ela não esperava é que o vazio de seu futuro a amedrontasse e ao contrário do que sempre acreditou, o amor se mostra atraente e tivesse nome e face tão suntuosos.

Lucy flutuara. E sentira frêmitos. Experimentara todas as sensações que Hermione dissera ter experimentado com o Sr. Edmonds – e com Richard também.
Tudo isso com uma pessoa.
Ela estava apaixonada por ele. Estava apaixonada por Gregory Bridgerton. Não poderia ser mais claro… ou mais cruel.

Como o próprio título sugere, A Caminho do Altar retrata os momentos essenciais para a união de um casal, até a chegada definitiva ao altar, Lucy e Gregory percorrem um perigoso caminho, ultrapassando inúmero obstáculos, três deles quase intransponíveis, o tio e tutor de Lucy, Robert, o provável futuro sogro de Lucy, o conde Davenport – incrivelmente não o visconde de Haselby, mas o próprio conde – e por último, o casamento iminente da Srta. Abernathy – porém não com o querido Bridgerton.

Lucy assentiu. A faca dele pressionava suas costelas cada vez mais forte, a lâmina roçando o tecido duro de seu corpete.
Ele a levou pelo corredor e desceu as escadas. Gregory estava ali, Lucy dizia a si mesma. Estava ali e iria encontrá-la.

Com uma série de tirar o fôlego e uma síntese de descobertas improváveis, Julia mais uma vez renova o amor incondicional por suas criações, os Bridgertons são mais que uma família e isso fica claro, afinal um Bridgerton é petulante, mas juntos são uma força da natureza. Como uma força da natureza, a irresistibilidade dos Bridgertons é um fator inegável, afinal essa acalentadora tempestade é tão suave quanto uma brisa de verão e uma chuva de primavera.


A fanart  com todos os irmãos e seus CÔNJUGES

fanart os bridgertons

[Variedades] A Caminho do Altar

livro 8Livro: On the Way to the Wedding (no Brasil, A Caminho do Altar)
Autora: Julia Quinn
Sinopse: Algo cômico aconteceu...
A diferença da maioria dos homens que conhece, Gregory Bridgerton acredita no amor verdadeiro. E está convencido de que quando encontrar à mulher de seus sonhos, saberá em um instante que ela é a única. E isso é exatamente o que ocorreu. Exceto...
Ela não era a única. De fato, a deslumbrante senhorita Hermione Watson está apaixonada por outro. Mas sua amiga, a sempre prática Lucinda Abernathy, quer salvar Hermione de uma desastrosa aliança, assim se oferece para ajudar Gregory a convencê-la. Mas no processo, Lucy se apaixona. Por Gregory! Exceto...
Lucy está comprometida. E seu tio não está disposto a voltar atrás com o enlace, ainda quando Gregory recupera o juízo e se dá conta que é Lucy, com seu agudo engenho e seu risonho olhar quem faz cantar seu coração. E agora, no caminho do casamento, Gregory deve arriscar tudo para assegurar-se que quando chegar o momento de beijar à noiva, ele seja o único homem que esteja de pé no altar.

Hoje infelizmente não tem resenha, mas ainda é a nossa semana com os Bridgertons e dessa vez é o Gregory!

Ao invés de ser uma resenha por motivos de: não deu para mim e quero o livro da Arqueiro, que só tem previsão de lançamento para junho deste ano (tô esperando solenemente), mas para não deixar a semana passar em branco, então teremos alguns trechos que envolvem o Gregory.

Enquanto Simon era realmente apresentado a todo o clã Bridgerton em O Duque e Eu, ele também foi agraciado com a língua ferina dos mais novos, dentre eles, Gregory:

Finalmente, Hyacinth, que estava sentada à direita de Daphne, encarou-o e disse:
– O senhor não é de falar muito, né?
Violet engasgou com o vinho.
– O duque – disse Daphne à irmã mais nova – está sendo muito mais educado do que todos nós, que interrompemos uns aos outros a todo momento, como se tivéssemos medo de não sermos ouvidos.
– Eu não tenho medo de não ser ouvido – argumentou Gregory. – Trecho de O Duque e Eu

Em O Visconde que me Amava, uma passagem logo no início do livro em que se revela um diálogo entre Kate, a futura viscondessa e Colin Bridgerton, demonstra que Gregory ainda jovem, já possuía grande fama – apesar de que não o favorecesse – entre seus entes queridos:

– A senhorita – continuou ele em um tom divertido – precisa conhecer meu irmão.
– O visconde? – indagou com desconfiança.
– Bem, a companhia de Gregory também lhe agradará – admitiu –, mas, como eu disse, ele tem apenas 13 anos e é provável que coloque um sapo em sua cadeira.
– E o visconde?
– Acho que não colocará um sapo em sua cadeira – falou, com uma expressão muito séria.
Kate não soube como conseguiu prender a risada. Totalmente séria, respondeu:
– Entendo. Ele tem algo muito importante a seu favor, nesse caso.
Colin sorriu. – Trecho de O Visconde que me Amava

Como esquecer quando em Um Perfeito Cavalheiro, os únicos irmãos solteiros disponíveis eram somente os dois do meio, Benedict e Colin. Lady Whistledown, fez questão de assinalar que Gregory ainda não estava disponível ao negócio mais importante da época, o matrimônio:

(…)
Nenhum dos tópicos mencionados acima, no entanto, é nem de longe tão interessante quanto os dois irmãos Bridgertons solteiros, Benedict e Colin. (Antes que alguém diga que há um terceiro, esta autora pode assegurar que tem plena consciência da existência de Gregory Bridgerton. Ele, no entanto, tem 14 anos e, portanto, não é pertinente a esta coluna em particular, que trata, como todas as outras, do mais sagrado dos esportes: a caça a maridos.) – Crônicas da Sociedade de Lady Whistledown, 31 de Maio de 1815
Trecho de Um Perfeito Cavalheiro

 

Em Os Segredos de Colin Bridgerton, o próprio Colin se dá conta do quanto o tempo passou e o garoto que colocava sapos em cadeiras alheias cresceu, agora em Cambridge, Gregory já se a assemelha à um ótimo partido para o matrimônio:

Colin devolveu a toalha a Wickham, que a olhou como se fosse um imenso inseto.
– Não a incomodarei, então. Quando ela terminar a conversa com Francesca, apenas lhe avise que estou aqui.
Wickham assentiu.
– Gostaria de trocar de roupa, Sr. Bridgerton? Creio que temos alguns trajes de seu irmão Gregory no quarto dele.
Colin sorriu. Gregory estava terminando o último período letivo em Cambridge. Era onze anos mais novo que Colin e era difícil acreditar que pudessem usar as mesmas roupas, mas talvez fosse chegada a hora de aceitar o fato de seu irmão mais novo ter finalmente crescido. – Trecho de Os Segredos de Colin Bridgerton

Para Sir Phillip, Com Amor, representou a grande entrada de Gregory, depois de anos, ele reapareceu e fez isso de uma forma não menos do que maravilhosamente hilária, com um salve a Eloise que não se deixa levar pelo irmão, afinal, ele é o mais novo:

Eloise fuzilou o irmão com o olhar
– O que você está fazendo aqui?
– Protegendo a honra da minha irmã – disparou ele
– Como se eu precisasse da sua proteção. Você não tem nem 20 anos!
Ah, pensou Phillip, ele devia ser o irmão cujo o nome começava com G. George? Não, não era isso. Gavin? Não…
– Tenho 23 – rebateu o jovem, com toda a irritação de um irmão mais novo
– E eu tenho 28 – respondeu ela – Não precisava da sua ajuda quando você usava fraldas e não preciso agora. – Trecho de Para Sir, Phillip Com Amor

Com tantos ocorridos, em O Conde Enfeitiçado, Gregory é citado somente uma vez, em frente a dúvida de Francesca sobre o noivado de seu irmão mais velho, Colin, porém, já se pode ter uma noção de que o irmão mais novo não deixa de ser um possível romântico, um prato cheio para nós amantes de um romance de dar suspiros ~expectativa~:

– Seu irmão ficou noivo.
– Colin? – perguntou ela, surpresa.
O irmão se dedicara de tal maneira à vida de solteiro que ela não estranharia se Michael lhe dissesse que o rapaz de sorte era, na verdade, o caçula, Gregory, embora ele fosse dez anos mais novo que Colin.
Michael fez que sim. – Trecho de O Conde Enfeitiçado

Em Um Beijo Inesquecível, Gregory demonstra o que seria uma faceta esperada: inconveniente, até compreensível em parte, já que a única em que ele pode se impor como irmão mais velho é a Hyacinth:

– Hyacinth, o que você está fazendo?
Ela quase morreu de susto.
– Desculpe – disse Gregory, seu irmão, não parecendo lamentar nem um pouco.
Estava de pé bem atrás dela, com os cabelos castanho-avermelhados bagunçados pelo vento e cortados só um pouco longos demais.
– Não faça isso – reclamou ela, pondo a mão no peito, como se pudesse apaziguar o coração.
Ele se limitou a cruzar os braços e a apoiar um dos ombros na parede.
– É o que faço de melhor – replicou ele com um sorriso.
– Eu não me gabaria de algo assim. – Trecho de Um Beijo Inesquecível

Para finalizar sobre On the Way to the Wedding (A Caminho do Altar), temos:

  • On the Way to the Wedding, 8º livro dos Bridgertons, ganhou o prêmio RITA (Romance Writers of America) de Melhor Romance Histórico de 2006;
  • O livro também ficou 4 semanas, chegando ao 6º lugar na lista de best-sellers do The New York Times, por seis semanas no USA Today;
  • Ficou quatro semanas no Publishers Weekly, chegando a 7ª colocação do ranking;
  • Eleito um um dos melhores romances no Top 10 Melhores Romances da Amazon.com, em 2006.

E é isso, pessoal, espero que assim como eu, vocês estejam ansiosos pelo lançamento de A Caminho do Altar, aqui no Brasil!


Espaço ‘Você Sabia?’

O segundo filho da família, Benedict Bridgerton, protagoniza o 3º volume da série, Um Perfeito Cavalheiro, em uma passagem Benedict faz a seguinte afirmação:

O Sr. Crabtree assentiu.
– Já está pronto, Sr. Bridgerton. Vimos seus cavalos no estábulo quando voltamos da casa de nossa filha agora de manhã, e a Sra. Crabtree começou a preparar o desjejum no mesmo instante. Ela sabe que o senhor adora ovos.
Benedict se virou para Sophie e lhe deu um sorriso conspiratório.
– Adoro mesmo. – Trecho de Um Perfeito Cavalheiro

Sabendo da existência de ovos Benedict, logo… isso é uma grande referência!