[Resenha] A Melodia Feroz – Monstros da Violência #01

 

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Livro: Melodia Feroz – Monstros da Violência #01
Autora: V.E. Schwab

Editora: Seguinte

Páginas: 384

Ano: 2017

Sinopse: Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver.

 

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V. E. Schwab, ou Victoria Schwab, é uma autora muito superestimada pelos leitores. Ela é o tipo de pessoa que, se publicasse sua lista de compras do supermercado do ano todo compilada num último volume em hardcover, entraria na lista dos mais vendidos do New York Times num piscar de olhos. Por isso, eu fiquei com um pé atrás para ler A Melodia Feroz, livro que está sendo amado por quase geral, pois se eu não gostasse, admitir isso publicamente seria tão polêmico quanto anunciar pro mundo que não gosto de filhotinhos de cachorro, que por sinal gosto muito. Mas prefiro gatos. Mesmo assim, eu recebi o livro na minha primeira e única caixinha do Turista Literário, um serviço de assinatura maravilhoso e caro para desempregados que nem eu (por favor me contratem), e como já tinha pagado oitenta reais nessa bagaça, eu tinha que ler o livro, né? Então eu apaguei o fogo no rabo e li. E realmente… QUE LIVRÃO DA PORRA!

“Somos os atos mais sombrios transformados em luz.”

Depois dessa introdução gigantesca, finalmente vou falar da história. Resumindo a treta toda, é mais ou menos assim:

Neste universo incrivelmente bem construído, a violência gera monstros que se alimentam de carne, ossos e sangue (ou seja, de gente). Existem três tipos deles (Corsais, Malchais e Sunais), cada um gerado a partir de uma violência específica.

“Corsais, corsais, dentes e garras,sombras e ossos abrirão as bocarras.

Malchais, malchais, cadavéricos e sagazes, bebem seu sangue com mordidas vorazes.

Sunais, sunais, olhos de carvão, com uma melodia sua alma sugarão.”

A cidade de Veracidade é separada em dois territórios: Norte e Sul. No Norte, Callum Harker vende proteção para as pessoas, em forma de um medalhão de ferro. No Sul, o líder Henry Flynn tenta manter a trégua entre as duas cidades, eliminando o máximo de monstros que pode e caçando o máximo de pessoas que já criaram monstros com atos violentos, causando mais violência e gerando mais monstros.

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Kate Harker faz de tudo para conseguir a atenção do seu pai, Callum, mas ele a mantém afastada de Veracidade e longe de onde toda a ação acontece. Só que ela quer orgulhar o seu pai, então causa um monte de problemas em todos os colégios internos que estuda (incluindo botar fogo em uma capela, quem nunca?) durante sua adolescência até que, FINALMENTE, o seu pai a manda de volta para “casa”, em Veracidade.

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August Flynn é um Sunai. Ele rouba as almas dos pecadores (pessoas que já mataram pessoas), utilizando o seu violino para materializar as almas e se alimentar delas. Sim, a mitologia desse livro é incrível. Só que August não quer ser um monstro, ele quer ser um humano. E seu sonho meio que se realiza quando ele recebe a missão de estudar no mesmo colégio que a Kate, se passando por um humano e, caso algo aconteça, dar aquele sequestro básico nela e negociar com Callum em troca da trégua entre as duas cidades, que está sendo ameaçada.

“O nome disso é vida, August. Você queria se sentir vivo, certo? Não importa se é monstro ou humano. Viver dói.”

Essa é a ideia central do livro: dois ideais opostos convivendo, mas não é só isso. O livro toma um rumo diferente do que eu deduzi, com mais ação e reviravoltas, o que acaba sendo muito bom! Os personagens são incrivelmente humanos, até mesmo os monstros e o livro tem aquela escrita que parece um filme dentro da nossa cabeça. Se os outros livros da autora forem tão bom quanto esse, já quero!

“Temia que o vazio só deixasse de existir quando ele deixasse de existir.”

Se ainda não te convenci, te dou logo os cincos motivos para você ler A Melodia Feroz:

1. Os pontos de vista.

2. A capa é linda.

3. É uma distopia, mas não é mais do mesmo. (Cof cof, indireta.)

4. SEM ROMANCE. (Pelo poder da amizade!)

5. E os monstros criativos.

A Sony já comprou os direitos do livro, então espero que façam algo mais Jogos Vorazes do que Divergente. Ou seja: que essa história dê certo nos cinemas.

Um abraço violento e até mais.

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[Resenha] Angus: O Primeiro Guerreiro

 

angus__o_primeiro_guerreiro_1485862686649842sk1485862686bLivro: Angus - O Primeiro Guerreiro

Autor: Orlando Paes Filho

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Sinopse: Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. 
Uma invasão dos homens do norte arrasa a Ilha da 
Bretanha.
Cidades e monastérios são deitados ao chão. 
Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido 
pela devastação. A morte se espalha por toda parte.
Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan que não parece tombar diante 
dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. 
Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar 
cadáveres dos invasores.
Ele liberta os cativos e propõe uma nova resistência. Unifica reis. 
Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e 
seus reinos para sempre

Angus é filho de um “Jarl” nórdico e um Cristã, o jovem de 16 anos sonha em ser um Guerreiro. Mas não um guerreiro comum, um guerreiro de verdade. Para isso ele se dedica de corpo e alma em sua primeira missão, rumo a Terra dos Anglos do Leste.

Essa missão foi convocada por Ivan Sem-Osso, um homem que se confunde com seu próprio desejo de vingança pela morte de seu pai Ragnar, e deseja fazer jorrar o sangue de todos os cristãos, dando inicio a um massacre ao qual Angus (Criado nos costumes da religião viking e do cristianismo), nunca havia sonhado. Após cometer seu primeiro assassinato na mesma batalha perder seu e pai e seu melhor amigo, Angus foge ainda ferido, deixando para trás toda a crueldade comandada por Ivan.

A vida de Angus muda por completo, quando ele encontra em seu caminho o monge Nennius, que cuida de seu corpo enquanto ensina sua alma um novo caminho. O Caminho das Sete Virtudes. Durante anos, ele treinou e se dedicou até estar pronto de corpo e alma, e após se converter de vez ao cristianismo, ele retorna em busca de justiça.

Angus é um livro sobre o qual eu já ouço falar a um certo tempo, e sempre me foi muito bem recomendado. Quando recebi a edição da Novo Conceito, foi uma feliz surpresa pois finalmente poderia conhecer essa história.

Angus é uma ficção com grandes embasamento históricos, e muito bem construída. Um daqueles livros que prendem o leitor o cativam o transportam diretamente para o ano de 863.

Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. Uma invasão dos homens do norte arrasa a Ilha da Bretanha. Cidades e monastérios são deitados ao chão. Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido pela devastação. A morte se espalha por toda parte. Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan que não parece tombar diante dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar cadáveres dos invasores. Ele liberta os cativos e propõe uma nova resistência. Unifica reis. Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e seus reinos para sempre. ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ www.outrogarotolendo.wordpress.com ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Quer divulgar com a gente? Entre em contato: outrogarotolendo@gmail.com #like #like4like #TFLers #liker #likes #l4l #likes4likes #photooftheday #love #likeforlike #likesforlikes #liketeam #likeback #likebackteam #instagood #likeall #likealways #liking

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A edição merece um destaque especial, com diagramação e edição primorosamente trabalhados, e ilustrações espetaculares. Esperamos muito em breve que a continuação da série seja publicada com o mesmo capricho.

 

Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] Caraval

CARAVAL_1490102313663118SK1490102313BLivro: Caraval

Autora: Stephanie Garber

Editora: Novo Conceito

Páginas: 400

Ano: 2017

Sinopse: Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele.

Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível.
O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

Sabe aquele livro que sempre que você vê nas mãos dos Booktubers e Bookgrams Gringos você fica babando? Esse sou eu com Caraval.

Eu não sei quantas vezes eu coloquei esse livro nos meus carrinhos da Amazon e da Saraiva, e quando eu recebi o email da NC, me convidando para esse jogo eu simplesmente pirei!

“Cara! Cês ainda perguntam se eu quero participar?! É obvio!!”

O desafio era ler e resenhar e resenhar Caraval um dos lançamentos mais esperados do ano em 5 DIAS! Sempre trabalhei com deadline, mas nunca com um tão apertado… Desafio aceito,  ebook recebido, o jogo havia começado.

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Desde criança Scarlett sempre sonhou com o Caraval e sua Trupe. Ela sempre escrevia cartas para o Mestre Lenda, mas nunca teve resposta… Os anos passaram, e como filha do cruel Governador Drague, temendo seu pai, ela aceita se casar com um Conde misterioso. E mesmo já sem esperança, mesmo assim ela escreve uma carta de despedida para o Mestre Lenda, e contra todas as expectativas ela recebe uma resposta! Na verdade é mais um convite para visitar o Caraval.

Temendo a reação do seu pai, mas com um “empurrãozinho” da sua irmã Donatella, elas vão juntas para o lugar mágico com o qual Scarlett tanto sonhou… Mas as coisas não são como parecem. Sua irmã desaparece, e Scarlett se vê presa em um jogo onde tudo pode acontecer…

“Sejam Bem Vindos ao Caraval! O maior show em terra ou pelo mar. Dentro, você experimentará mais maravilhas do que a maioria das pessoas veem na vida.”

 unnamed (1)Caraval é o primeiro livro da autora Stephanie Garber, um livro com muita ação, fantasia, mistério e muita magia. Esse é daqueles livros que cativam o leitor de forma a fazê-lo desejar a continuação a todo custo. Já vinha ouvindo diversos comentários positivos sobre esse livro, e agora depois de ter lido, percebo que todos fazem muito jus a obra.

Eu estou evitando dar spoilers sobre o livro, afinal ele ainda vai ser lançado, mas preciso comentar dois pontos:

  • O livro possui bastante narrativa, seguindo um pouco a escola criada pelo mestre J. R. R Tolkien, o que para muitos pode dar um ar de cansativo. Mas queridinha, eu já li o Silmarillion, tirei isso de letra.
  • O desenvolvimento dos personagens é algo impressionante. Tanto o crescimento positivo da Scarlett, como negativo da Donnatela. Enquanto Scarlett cresce a cada minuto do livro, Donnatela que começa como uma personagem forte e empoderada vai deteriorando no decorrer da história. Mas como esse é apenas o primeiro livro, acredito que muita coisa ainda vai acontecer.

Caraval é o novo lançamento da Novo Conceito, mas você já pode garantir o seu na pré venda!

Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] A Entrevista

a_entrevista_1483495719641413sk1483495719bLivro: A EntrevistaAutor(a): Shana GrayEditora: GutenbergAno: 2017Páginas: 272Sinopse: Sete entrevistadores irresistíveis. 
Quem a escolherá ao final da semana? 
Quem será o escolhido por ela?
Linda, inteligentíssima e extremamente sensual
, Tess Canyon é uma jovem determinada a se 
vingar de um dos maiores grupos dos EUA, 
as Empresas Diamond. 
Seu pai, um alto executivo, foi acusado de 
desviar fundos da empresa para gastar com uma 
suposta amante e teve sua carreira destruída. E isso o levou à morte...
A oportunidade de candidatar-se à vaga de Assistente Executiva do poderoso 
Mr. King parece ser a maneira ideal de infiltrar-se na empresa para limpar 
o nome de seu falecido pai.
Mas o processo seletivo não é o que ela espera. 
Chegando à sede da empresa, ela é escoltada até um helicóptero e, 
com os olhos vendados, é levada para um local secreto. Lá, Tess conhece 
Mr. King e descobre que a vaga na verdade é para o novo CEO das Empresas 
Diamond. Seu desafio será passar por sete testes durante uma semana.
Tess será avaliada por sete misteriosos executivos — deliciosamente bonitos
—, um para a tarefa de cada dia. Agora ela precisará usar toda a sua 
habilidade e competência se quiser ter sucesso e resistir ao magnetismo 
poderoso dos homens irresistíveis enviados para ajudá-la — ou distraí-la. 
Em um desafio que poderá levá-la ao topo, ou arruiná-la para sempre. 
Bem-vinda à entrevista mais sexy que você poderia imaginar!

Tess sempre sonhou com o dia em que vingaria seu pai e destruiria as empresas Diamond. No auge dos seus 50 anos, seu pai havia sido demitido da empresa sob a acusação de desvio  de verbas. A partir desse momento, a vida de Tess virou de cabeça para baixo: mudança do estilo de vida, seu pai entrando em depressão que o levou a morte pouco tempo depois.

Desde então é como se a vida inteira de Tess a tivesse levado até aquele momento: Uma entrevista para o cargo de Assistente Executiva nas empresas Diamond… bom. Pelos menos era o que ela achava… Quando um executivo alto, moreno de olhos azuis e uma cicatriz sexy no olho direito, aparece ao seu encontro e a leva para um helicóptero ela percebe que existe algo mais. Após enfrentar o seu medo de altura, viajando vendada ate uma mansão indescritível, Tess descobre que foi escolhida para ocupar o cargo de CEO da Empresa, e que antes de assumir deve passar  por uma semana de testes, que serão um desafio não só para sua inteligência, mas também para o seu foco na vingança e na vida amorosa, uma vez que os testes serão ministrados por 7 executivos que mais parecem deuses do Olimpo.

7 dias. 7 desafios. 7 homens de tirar o fôlego. Conseguirá Tess manter o foco?

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Não vou negar que eu esperava sexo do começo ao fim do livro (culpa de A Garota do Calendário), mas graças a @Deus, que me surpreendi. O livro foca no desenvolvimento da Tess, de uma bibliotecária executiva a uma CEO de uma das maiores empresas do país. A história é permeada por momentos de sensualidade e erotismo para alivio do tema principal, de uma forma divertida e cativante. Shana Gray possui uma escrita muito leve e divertida, porém muito sensual e  excitante nos momentos certos.

A Entrevista, é um livro leve. Daqueles que você senta e lê de uma vez só, e quando acaba você continua querendo mais dos personagens e da história. O livro esta disponível em duas formas: 7 e-books ou 1 livro físico contendo os 7 contos, em uma edição simples, porém bem trabalhada em diagramação e revisão.

Ficamos aqui na torcida de que a Editora Gutenberg nos tragas mais livros dessa autora incrível e tão brasileira de coração ❤

Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] Darkmouth

darkmouth__os_cacadores_de_le_1484303405644395sk1484303405bLivro: Darkmouth
Autor: Shane Hegarty
Editora: Novo Conceito
Ano: 2017
Páginas: 336
Sinopse: Elas estão chegando!

As Lendas (ou melhor, monstros aterrorizantes que se 
alimentam de humanos) 
invadiram a cidade de Darkmouth. 
Elas querem dominar o mundo.

Mas não entre em pânico! 
Finn, o último dos Caçadores de Lendas, vai nos proteger.
Finn tem doze anos, adora animais, não leva muito jeito para lutar; 
mas é muito, muito esforçado. E todos nós sabemos que ser esforçado é a 
melhor arma contra um Minotauro faminto, né?

Hum... Pensando bem, pode entrar em pânico.
Entre em pânico agora! Corra!

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Lançado pela Novo Conceito em Fevereiro deste ano. (Lembro-me de ter visto a foto da capa e pensado: nossa, parece legal! Talvez alunos quisessem ler… Após a sinopse, “acredito que eu vá gostar da leitura!” )

Mas… Darkmouth?!?..

Este é o nome da última das Vilas Flageladas. Não, as outras não deixaram de existir, mas não recebem mais portais pelos quais as Lendas adentram o “Mundo Prometido”.

“Tinha uma pureza que era revigorante (…) o ar era tão fresco que Broonie queria bebê-lo.” p.77

Nas outras vilas, os Caçadores de Lendas estão aposentados. Já em Darkmouth Hugo não para e treina Finn, seu filho, para que se torne seu sucessor. Ele é a 42ª geração de caçadores da família e o seu filho será a 43ª. Como se não bastassem os questionamentos internos do Finn, que sonha cursar veterinária, ser periodicamente lembrado das façanhas do maravilhoso inventor-caçador-pai não ajuda o seu jeito desengonçado de ser… E ainda tem que sobreviver à escola!…

“Uma coisa era ser diferente por conta de quem era (…) Outra coisa era ser excluído depois de tentar proteger aquelas pessoas do medo de serem espancadas por uma criatura mítica.” p.28

A população está cada vez mais descontente por ser a única vila a ainda ter problemas com monstros, digo, Lendas, e quer culpar alguém. O sargento Doyle tenta mediar, mas sonha com a transferência para a ilha paradisíaca do Taiti. Precisam de alguém para culpar, permanecendo com a sua ignorância… Que culpa a família tem?

Não, ele não está ou se sente pronto. Mais pressão começa quando o pai é convidado para integrar o Conselho dos Doze e, assim que sacramentado, Finn estará sozinho para proteger Darkmouth. Ele precisa “passar”, “formar-se”, Concluir. Precisa de três caçadas bem sucedidas.

Tentativas:
* 1ª Basilisco: (nada a ver com a imagem que temos após ler/assistir certa coleção J) um réptil estúpido e gordo com uma espécie de bico (p.32);
* 2ª Manticora: corpo de leão, asas curtas e largas de dragão, cauda de escorpião contornada por setas venenosas e a incapacidade de calar a boca (p.33);
* 3ª Minotauro… Que deixou para trás ao ser dissecado um… diamante?!?

6a0128759fd4d6970c01bb07e21959970dNão, nada de diamante! Corônio. Essas pedras são importantes, quando lerem entenderão, não estragarei aqui. Apenas informo que o Finn guardou em segredo após o pai atirar na Lenda. A única pessoa que tem conhecimento dela é a Emmie.

Ãhn… Emmie? Quem seria?.. Ninguém vem para Darkmouth! As pessoas saem da vila!.. Ela chega com o pai, Steve, que veio transferido a trabalho, e quer saber do Finn, faz perguntas infindas, quer conhecer sua casa… Casa. No longo corredor que acaba na biblioteca, 43 quadros. Os dois últimos, molduras vazias: serão do Hugo e do Finn. Antes delas… sobrenomes?

 

“Nós ganhamos um. Cada uma dessas pessoas ganhou o nome por causa de algo que fez ou pela sua personalidade.” p.65.

Bisavô: Geraldo, o Decepcionado. Avô: Niall Linguanegra (foi o primeiro a “tentar conversar com as Lendas, argumentar com elas e procurar entender por que queriam vir para este mundo” p.68)

O que houve com o avô? “Ninguém gosta de falar sobre isso.”

O pai será Hugo, o Grande.

Sim, não podemos esquecer que os Caçadores tem sempre um Reparador, alguém que ajuda a arrumar peças, conserta… mas não participa das caçadas ou assuntos concernentes aos Caçadores de Lendas. O do Hugo é um velho conhecido, o Sr.Glad.

“Civis não podem se tornar Caçadores de Lendas, mas alguns de nós encontramos maneiras de sermos úteis. Viajando pelas Vilas Flageladas, fazendo armas, consertando equipamentos, fornecendo materiais. Não é o que se pode chamar de uma função oficial. Os Doze gostam de nos manter escondidos, como você pode ver.” p.90.

– Loja feia, “apagada”, bagunçada, escondida –

Sim, a história do Shane Hegarty envolve, tem uma escrita acessível, cativa. Angustiei-me com o Finn, duvidei com ele, suspeitei, torci… Compreendo seus questionamentos, receios… Como ele, quis saber da tal profecia que o Broonie, um hogboon legalzinho que até ajuda apesar de dissecado, revivido, dissecado, revivido… Coitado! Ele foi uma lenda enviada pelo terrível Gantrua para dar um recado e levar uma pedra de corônio (elas vem do Mundo Infestado). Há mistérios a serem desvendados, visitas inusitadas, procura de mapa e o terrível retângulo de pergaminho na última página:

CONTINUA

Um abraço,
Carolina.

[Resenha] A Menina Que Não Acredita Em Milagres

Livro: A Menina Que Não Acredita Em Milagresa_menina_que_nao_acreditava_em_1456406450566144sk1456406450b

Autora: Wendy Wunder

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Páginas: 327

Sinopse: Campbell tem 17 anos.
Ela não acredita em Deus.
Muito menos em milagres
Cam sabe que tem pouco tempo de vida, por isso quer viver intensamente e fazer 
tudo o que nunca fez, no tempo que lhe resta. Mas a mãe de Cam não aceita o fato 
de perder a filha, assim, ela a convence a fazer uma viagem com ela e a irmã para 
Promise um lugar conhecido por seus acontecimentos miraculosos.
Em Promise, Cam se depara com eventos inacreditáveis, e, também, com o primeiro
 amor. Lá encontra, finalmente, o que estava procurando mesmo sem saber.
Será que ela mudará de ideia em relação à probabilidade de milagres? 
A Menina que não Acredita em Milagres vai fazer você rir, chorar e repensar sua 
conduta de vida.

Eu nunca pensei em como iria morrer.

Okay, eu sei que esse quote não é desse livro, mas é uma boa forma de começar essa resenha. Pois, diferente de mim ou da Bella, Campbell Cooper sabe exatamente como vai morrer desde os seus 10 anos de idade. Ela descobriu ter câncer logo após a morte de seu pai. E se você juntar isso ao fato de que a mãe de Cam nunca demonstrou sentir nada pela perda do ex marido, fica explicado o fato de Cam não acreditar em Deus, no  amor ou qualquer tipo de milagre.

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Hoje com 17 anos, não existe tratamento na terra que Campbell não tenha tentado, ou medicamentos que ela não tenha testado, os médicos chegaram ao diagnostico final de que a jovem não viveria tempo suficiente para completar 18 anos. Em uma ultima e desesperada tentativa, e confiando na palavra de um louco que mora em uma cabana isolada na Flórida, a mãe de Cam resolve se mudar com suas filhas para a misteriosa e milagrosa cidade de Promise no interior do Mine.

Enquanto parte nessa jornada sem nenhuma possibilidade de sucesso, Cam resolve que chegou a hora de executar a “Lista do Flamingo”, uma lista que ela e sua melhor amiga Lily (que também sofre da mesma doença que Cam), escreveram para realizar antes de morrer. Mas chegando a Promise, ela conhece Asher, um jovem tão misterioso quanto a cidade, e junto com ele pequenas coincidências que vão ensinar a Cam, que as vezes as coisas que mais precisamos, são aquelas que a vida nos traz sem nenhum planejamento, e que nem sempre podemos controlar nossos destinos ou os daqueles que amamos.

Lista do Flamingo – Campbell Cooper:

  1. Perder a virgindade em uma festa com birita;

  2. Deixar um babaca partir meu coração;

  3. Andar por aí infeliz, apática, fazendo beicinho, e dormir durante todo o sábado;

  4. Me meter em uma saia justa com o namorado da minha melhor amiga;

  5. Ser demitida de um emprego de verão;

  6. Puxar o rabo de uma vaca;

  7. Bancar a stalker inocente;

  8. Beber cerveja;

  9. Passar a noite fora de casa;

  10. Tentar roubar algo numa loja.

9c34727e-ea6e-4a4d-beb4-ebe60309ee8cVou ser bem sincero com vocês: Esse livro não tem um final feliz. Isso se você definir “final feliz” como aqueles que são apresentados pela Disney. Esse é mais um daqueles livros que serve para nos ensinar alguma coisa, abrir nossos olhos, nos chamar para realidade da vida. Não foram poucas as vezes em que as lagrimas embaçaram minha vista durante a leitura, e por mais que eu já soubesse como ele iria terminar, eu não pude deixar de me emocionar e agradecer a cada pessoa que faz parte da minha vida por existir.

O livro possui uma escrita leve e divertida, com muito humor por parte da Cam que, para para aliviar a sua realidade, utiliza como principal arma o sarcasmo e a ironia, trazendo o desconforto necessário para provocar um choque de realidade. Se você ja leu “A Culpa é das estrelas”, talvez esteja sentindo alguma leve e distante semelhança, mas esse livro não se trata de ter um amor e perde-lo. Se trata de ter uma vida, de viver com todas as suas forças, nem que seja para no ultimo minuto você possa fechar os olhos e pensar “Eu faria tudo novamente”.

Ela podia escolher o câncer e a infelicidade, ou as outras partes maravilhosas de sua personalidade. […] Pela primeira vez em um tempo muito longo, o câncer não era tudo.

A Menina Que Não Acredita Em Milagres, é um dos lançamentos da Editora Novo Conceito do mês de Fevereiro. E o livro da um show não só de escrita, mas de edição, com uma capa incrível, revisão e diagramação maravilhosas.

Para encerrar essa resenha eu queria dar uma dica: Agradeça pelas pessoas que fazem sua vida como ela é, agradeça por cada momento único e especial que vocês tem juntos, cada abraço, cada conversa, cada conselho. Não tenha vergonha de fazer o que você gosta, dos seus sentimentos ou de dizer o que você pensa. A gente nunca sabe quando vai ser a última vez que poderemos fazer isso.

Eu nunca pensei em como eu irei morrer, mas se eu morrer hoje, pelo menos eu tenho a certeza que disse que disse todos os “eu te amo” que pude, e agradeci a vária pessoas por fazerem parte da minha vida. Inclusive a vocês  (clique no coração).

O amor, Cam tinha de admitir, poderia ser real. E o amor permanece. As relações permanecem. Porque os pensamentos são energia, energia é matéria, e a matéria nunca desaparece

 Um cheiro e até a próxima!

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[Resenha] Crave a Marca

downloadLivro: Crave a Marca

Autora: Veronica Roth

Editora: Rocco

Ano: 2017

Páginas: 473

Sinopse: Num planeta em guerra, numa galáxia em que 
quase todos os seres estão conectados por uma energia 
misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui 
um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois 
jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva. 
Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de 
mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma 
galáxia. Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é 
aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá 
lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não 
só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars.

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Até onde seu destino pode controlar sua vida?

Quanto da sua vida você está disposto a abrir mão para sobreviver?

Em um universo onde a Corrente circula livre pelos planetas, as pessoas possuem poderes especiais (dons-da-corrente), e outros possuem ainda seu destino traçado como Fortunas, Akos vive em Thuve como filho de um fazendeiro e de uma Oráculo, levando a vida de forma simples a espera do seu dom e de sua Fortuna, quando por um capricho do tirano Shotet, Ryzke Noavek, que tenta fugir de sua fortuna, ele se vê longe de sua família e vendo seu irmão sofrer sem poder salvá-lo.

Com seu dom peculiar de interromper o fluxo da corrente nas outras pessoas, Ryzke o obriga a cumprir sua fortuna, e como forma de prisão, servir a irmã do tirano, Cyra Noavek. Graças a eu dom, Cyra sofre com dores intermináveis e pode compartilhar sua dor com as pessoas através do toque, levando elas a morte. Acostumada a servir com uma arma para seu irmão, Cyra vê em Akos um alivio e uma companhia na solidão de seu quarto, por mais que ela tente negar isso.

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– Crescer aqui realmente perturbou você, não foi?

– Crescer aqui – esclareci – me fez ver a verdade nas pessoas.

Entre a família, seu lar e sua cultura, o que você abriria mão para sobreviver?

– Ou seja, jogue a honra pela janela.

– Honra – falei, bufando. – Não há lugar para honra na sobrevivência.

E se em meio a todas as guerras, traições e decepções, surgisse um amor, você conseguiria se afastar dele?

– Você é uma Noavek – insistiu ele com teimosia, cruzando os braços. – A brutalidade está em seu sangue.

– Eu não escolhi o sangue que corre em minhas veias. – retruquei. -Do mesmo jeito que você não escolheu seu dom, sua fortuna. Você e eu, nós nos tornamos o que era esperado de nós.

Família muitas vezes pode ser um lugar de amor, mas também pode nos trazer muita dor.

Assim, eu sonhava com a morte, e a morte preenchia meus dias.

Veronica Roth nos faz viajar por um universo tão incrível e tão complexamente desenvolvido, em ondas da Corrente, descobertas e reviravoltas a cada capítulo, tão único e tão diferente de Divergente, mas ainda assim prendendo o leitor em suas teia, e não o deixando livre antes de se apaixonar e se envolver profundamente com a história. “Crave a Marca” inicia uma nova jornada de mistérios, revelações, amor e poder, que sem duvidas irá ajudar aos fãs da Série Divergente a superar a ausência da Tris e do Four, ao abraçarem  o Akos e a Cyra.

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Graças aos nosso amigos da Editora Rocco, recebemos um exemplar antes do lançamento oficial no dia 17/01, e nem sei como agradecer por me apresentarem a esse livro incrível! A edição por mais simples, possui uma delicadeza e um capricho em cada pagina. Se você não quiser esperar, o livro já está em pré venda em todas as redes de livraria.

Um cheiro e até a próxima!

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[Resenha] A Sétima Cela

a_setima_cela_1475711326617768sk1475711326bLivro: A Sétima Cela

Autor: Kerry Drewery

Ano: 2016

Editora: Astral Cultural

Páginas: 3116

Sinopse: Martha Heneydew é a primeira adolescente a ser
presa e condenada no novo sistema de justiça da 
Inglaterra. A polícia a encontrou ao lado do corpo de 
Jackson Paige, filantropo, milionário e uma das celebridades mais queridas do país.
Nesse novo sistema de justiça, o condenado tem sete dias cada dia em uma cela 
diferente para ter seu destino determinado pelos votos dos telespectadores. Se 
a audiência do programa de TV Morte é Justiça decidir pela inocência do preso, 
ele será solto. Caso contrário, será morto na cadeira elétrica. Porém, algumas 
peças não se encaixam na história que Martha conta para a justiça. Ela se declara 
culpada, mas há algo por trás da cena do crime que os telespectadores ainda não 
sabem. Com a ajuda da consultora psicológica, Eve Stanton, de um juiz do antigo 
sistema jurídico, Cícero, e do seu grande amor, os sete dias que precedem sua 
execução serão de muita intensidade, sofrimento, descobertas inesperadas e 
reviravoltas de perder o fôlego. Quem é, de verdade, Jackson Paige? Martha 
Heneydew é realmente culpada? Será que esse sistema jurídico é justo? Nesta 
distopia eletrizante, todas essas questões nos fazem refletir sobre o poder do 
dinheiro que, muitas vezes, prevalece sobre a justiça. E Martha, uma adolescente 
forte e destemida, mostra sua crença em uma sociedade verdadeiramente justa, na 
força da amizade e do amor. Mesmo que isso possa significar sua própria vida.

 

Estarrecida. Consternada. Reflexiva… E ansiosa pelo próximo.

São 02:27a.m., e agradeço não estar em uma das celas, mas ter finalizado esta minha visita à Martha Honeydew. Agradeço ter participado e conhecido um pouco da sua vida e momentos. Questiono-me até que ponto “distopia”.

 

[No Google, lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação; antiutopia.]

 

“O código de leis ficou louco.” p.89

 

Nossa realidade atual nos mostra diariamente as diferenças… Quem tem o poder de manipular a realidade exposta; quem parece sempre imune ao pagamento/conseqüências pelos seus atos; quem não tem recursos para alcançar meios necessários – à margem (nosso “arranha-céu”). Como seria esse sistema das sete celas no nosso dia-a-dia? Sem averiguações ou provas, mas tomadas de programa direcionado/mediado por apresentadores e votos por telefone, internet…  pagos:  $ + taxas?

Um Big Brother sem o convívio e com o dedo em um botão.

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Vocês não se questionam quanto aos motivos?

 

E as provas apresentadas na nossa realidade tem servido para algo? Gravações, depoimentos… Jamais esquecerei programa exibido tarde da noite, falando do nosso sistema prisional, a senhora presa a uns 7-8 anos por…roubar…um picolé que o filho pediu e ela não tinha condições de comprar. É errado, mas… Há quem roube milhões da saúde, da educação, cofres públicos… livres. (Assassinatos?)

 

“Olho por olho por olho por…”

 

Como seria organizado isso? Mais ainda, as ditas “provas” chegariam ao público? Tal público seria capaz de votar? Ser capaz não no sentido de “ter discernimento”, mas de ter “poder aquisitivo” para?…

 

“Kristina, você está me interrompendo para impedir que a informação  chegue à sua platéia e aos seus telespectadores? (…)” p.236

 

Pessoas com direito sobre a vida ou morte de alguém declarado culpado – por vezes sem o ser? Quem sabe? Quem votou? Quem conhece a verdade e é impedido de falar? Quem sabe que a câmera funcionava ou quem disse que a mesma estava quebrada?…

 

Manipulação.

 

Olhar o alheio sempre foi passatempo para alguns. Ficar na janela antigamente; câmeras, redes sociais, atualmente.

George Orwell nos apresentou a concepção do Big Brother sendo o Estado, que vigiaria todos os nossos passos… Mas sozinhos em celas sem contato humano ou quaisquer outros estímulos, animais encarcerados, com papel assinado abdicando da humanidade?

 

Observar…

 

Veio-me agora a mente meu querido Patrick Jane – seriado The Mentalist:

→ Ilusão de controle ←

 

E, em seguida, o Coliseu:

→ Prazer em ver a morte alheia ←

 

“Eu paguei uma boa grana para assistir a uma execução.” p.302

 

Justiça? Ou assistir a uma execução?

Evolução do sistema prisional? Ou loop constante do prazer com a fatalidade alheia?

 

“Mas ela confessou!”

 

E quem confessaria sabendo que o destino certo é a cadeira elétrica – e televisionada?… (Ninguém se declara culpado.)  Qual o papel que a Martha estaria assumindo para dar gratuitamente a vida dela para os telespectadores que dizem amar a um famoso que desconhecem enquanto ser humano, amando na realidade a uma imagem passada? Seria Martha Culpada ou inocente?

 

Você já votou?

 

As estatísticas atuais são ….. a favor  e ….. contra.

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[Resenha] A Garota do Calendário: Janeiro

Nós recebemos esse livro como uma ação promocional da Verus Editora. Lembrando que o lançamento oficial é dia 20 de Junho.

downloadLivro: A Garota do Calendário: Janeiro
Autora: Audrey Carlan
Ano: 2016
Editora: Verus
Páginas: 143
Sinopse: Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato.
 A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.
 Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser...
 Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.

Mia precisa de grana. De MUITA grana. Seu pai perdeu um dinheiro que não possuía nas mesas de Las Vegas, e tomar uma surra que o deixou internado, Mia tem um ano para quitar a dívida de 1 milhão de Dólares que seu pai contraiu com um agiota (que por acaso também é sue ex namorado). Agora aceita a proposta de ir trabalhar na agência de acompanhantes de sua tia, com um cachê de 100 mil dólares por mês.

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Logo no seu primeiro trabalho, ela conhece Wes. Um jovem e rico roteirista que contrata os serviços de Mia para ajuda-lo a sobreviver as tediosas festas e reuniões antes do lançamento do seu próximo filme.

Amor verdadeiro não existe. Passei anos imaginando que existesse.

img_20160601_085233.jpgUm ponto positivo do livro: ele é rápido. Um ponto negativo: ele é muito rápido.

Eu adoro livros hot, ainda mais aqueles que aboliram o romance. Mia é uma personagem forte, focada e empoderada. Ela sabe o que quer e o que precisa fazer para alcançar seu objetivo. Ela precisa do dinheiro para salvar sua vida e a vida do seu pai, e se para isso ela precisar ser acompanhante, ela fará isso. Antes que muitos comecem a dizer que o livro faz apologia ou incentivo a prostituição, vocês estão absolutamente enganados.

– A melhor decisão que tomei na minha vida foi contratar você.
– Prove – desafiei. E ele fez, repetidas vezes

O serviço de acompanhantes se resume a isso: fazer companhia. Mia é contratada para diversos serviço desse tipo: acompanhar em jantares e almoços de negócios, modelo para pintura, namorada falsa… Porém, como eu disse esse é um romance hot, e a Mia é uma personagem APAIXONADA por sexo. Uma cláusula em seu contrato determina que caso um cliente solicite fazer sexo com ela, 20% do valor do contrato deve ser pago pela noite.

Era como se eu estivesse para alugar. A cada mês atribuída a um novo homem e, se eu transasse com ele, ganharia vinte por cento a mais

O relacionamento entre Mia e Wes se divide em uma grande amizade e um tesão enlouquecedor. Mia é uma bela morena, com cabelos longos, seios fartos e uma cintura baste avantajada. Ao conhecer o sedutor Wes, um homem loiro, alto, musculoso e dono de uma “pegada marcante” ambos não conseguem conter a explosão de sensações entre eles.

– Você vai tirar a roupa para mim e eu não vou nem precisar pedir – ele sussurrou antes de dar um beijinho no canto da minha boca

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Como eu disse, um ponto positivo do livro é sua rapidez e fluidez em que acontecem os fatos. A escrita da Audrey Carlan foca exatamente nos problemas principais da história, sem muitas delongas e sem grandes enrolações nas cenas de romance, construindo a Mia de uma forma humana, com desejos humanos e ambições humanas diferente de outras protagonistas de romances eróticos que perdem tempo idealizando em seus pares príncipes encantados.

Éramos jovens e ficaríamos quase um mês juntos. Se a química sexual dessa noite indicasse alguma coisa, eu apostaria minha moto que ele era fantástico na cama.

O que mais gostei foi o fato da Mia não querer se apoiar em homens para conseguir o que precisa, e sim fazer por ela mesma o que for preciso para isso.

O livro será lançado pela editora Verus no dia 20/06 juntamente com sua continuação Fevereiro. A série é composta de doze títulos com uma média de 150 paginas cada livro. Os livros serão lançados em pares a cada mês, e com o diferencial de ter um preço abaixo da média: $19,90 cada volume.

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Clicando aqui, você pode garantir agora a sua pré venda de “A Garota do Calendário: Janeiro”.

Se você gosta de uma boa história e com bastante, bastante tempero, A Garota do Calendário irá fazer você se apaixonar.

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Um cheiro e até a próxima!

[Resenha] Além – Mundos

Antes de começar essa resenha, eu queria deixar bem claro, que esse foi de longe o melhor livro que li em 2016.

ALEMMUNDOS_1461040448579115SK1461040448BLivro: Além - Mundos

Autor: Scott Westerfeld

Ano: 2016

Editora: Galera Record

Páginas: 546

Sinopse: Darcy Patel escreveu seu primeiro livro em um mês. Não muito tempo depois, se mudou para Nova York, para realizar o sonho de viver de escrever. Lizzie se prepara para mais uma viagem de avião, até terroristas invadirem o aeroporto e começarem a atirar em todos. Desesperada, Lizzie se joga no chão. Eu estou morta, eu estou morta... No fim, está tão convencida de pertencer ao lugar dos mortos que acaba atravessando a fronteira do além-mundo. Darcy criou Lizzie. A menina de Além-mundos é sua protagonista. Enquanto Lizzie se vê cada vez mais envolvida nos assuntos dos mortos e do submundo, Darcy luta para se manter no paraíso do YA, na Big Apple, e quanto mais Darcy aprende e amadurece, mais a história de Lizzie também cresce. Ou seria o contrário? Sempre atravessando as barreiras entremundos, as duas irão se redescobrir, se reescrever e explorar os infinitos mundos dentro de si mesmas.

Darcy, acredita ter dado um golpe de sorte quando escreveu Além – Mundos e teve proposta para publicação em tão pouco tempo. Agora ela acabou de se mudar para New York City e esta vivendo o sonho de ser uma escritora de verdade. Mas será que a vida de um escritor é realmente um sonho?

Lizzie é a protagonista do livro de Darcy, ela estava em um atentado terrorista em um aeroporto em Dallas, e em uma tentativa desesperada de sobreviver ela se finge de morta, e sua força de vontade é tão grande que ela realmente morre, a partir daí ela conhece Yaramaji; um garoto que assim como ela, possui a habilidade de caminhar entre o mundo dos mortos mesmo estando vivo. Lizzie agora precisa conhecer mais sobre si  mesma, lidar com o amor que ela sente por Yaramaji, e ainda enfrentar o perigos de Além -Mundos.

Darcy, precisa provar a si mesma que é capaz de escrever poutro livro, lidar com as duvidas e inseguranças de viver por conta própria e cuidar para que o lançamento do seu livro seja um sucesso.

13230125_963140277135396_5829945804487156860_nO mais fabuloso nesse livro é que você vai fazer duas leituras ao mesmo tempo. Scott Westerfeld intercala as narrativas entre a vida real da Darcy e os capítulos do seu livro, narrando as aventuras de Lizzie. Já conhecia a escrita do Scott por ja ter lido Feios, mas a ideia que ele trouxe para Além – Mundos, é infinitamente mais empolgante. No livro nós (leitores), podemos conhecer um pouco mais sobre como realmente é dificil, escrever e publicar um livro. As cobranças por parte da editora e das agências, cobrança pessoal par poder levar apenas o melhor para o público. Darcy enquanto iniciante demonstra muito bem para o leitor todos esses problemas enquanto se esforça para aprender cada vez mais através do convívio com autores mais experientes. Os capítulos que narram a história da Lizzie ao meu ver serviam como um escape para todas as partes densas da história da Darcy.

Ser escritor é muito estranho não é? É como contar uma piada e tre que esperar dois anos até que alguém possa começar a rir.

Esse quote para mim é o que melhor expressa a ideia que  o livro passa. Darcy tem que esperar cerca de dois anos, até que seu livro possa ser publicado, uma vez que ele precisa passar por todo o processo de documentação legal de direitos autorais, reescrita, revisão, diagramação, arte de capa, divulgação para finalmente chegar as mãos do público. Esse livro me fez repensar todas as vezes em que eu praguejava com os autores por me fazerem esperar por uma sequência ou por um novo livro. O que mais me impressionou e me cativou nesse livro foi o amadurecimento da Dracy enquanto profissional e enqaunto pessoa durante o seu período reescrevendo Além – Mundos.

A edição da Galera Record, está mais uma vez de parabéns e dispensa comentários. Eu espero ansiosamente que esse livro possua uma continuação e que ela não demore muito a sair!13263797_962652523850838_8920291771579234813_n

No próximo final de semana, Salvador e irá receber o Mochilão da Record, um dos principais eventos da editora, que esse ano será apresentado pelos meus queridos amigos Thiago Mlaker (ele ja passou pelo nosso blog e nos deu uma entrevista sobre publicação) e Shirley Tuxo. Esperamos todos vocês dia 29/5 ás 15h na livraria Cultura do Shopping Salvador.

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Um cheiro e até a próxima!