[Resenha] As Garotas de Corona del Mar

Livro: As Garotas de Corona del Mar
Autora: Rufi Thorpe 
Ano: 2017 
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Sinopse: Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, 
não há dúvidas de que isso é verdade.
À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e 
passeios ao shopping.
Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores. 
Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad 
girl, vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, 
quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto 
de fadas. 
Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle...

Um verdadeiro não julgue o livro pelo título

Toda criança possui sonhos, sonhos de profissão, de quem estará ao seu lado anos mais tarde como parte de sua família, mesmo que o laço afetivo não seja advindo de relação sanguínea ou de certidões de nascimento, a amizade é o laço sentimental de maior partilha entre pessoas e nesse livro Rufi Thorpe demonstra os altos e baixos de amizades de longas datas, todo mundo cresce, uma amizade é sujeita aos desencontros temporais.

Mia e Lorrie Ann, são amigas, duas garotas que dividem uma deliciosa amizade, com personalidades distintas, Lorrie Ann é uma garota que se revela conforme seu desenvolvimento, o seu crescimento molda a sua personalidade e autentica suas escolhas, enquanto isso Mia é uma profusão, apresentando desde traços calculistas até solidão.

Lorrie Ann não tinha nunca, nunca mesmo, dito antes para mim algo assim tão frio. Lorrie Ann era sempre gentil – esse era o papel dela, ser gentil, doce, boa e me chamar de ursinha Mia.

É no desenrolar dos trágicos acontecimentos que a felicidade juvenil é aos poucos fraturada, elas acometem em suma a sonhadora Lorrie, formando uma antítese em comparação a vida de ascendência de Mia, que mesmo diante do seu sucesso pessoal, sente as quedas que perpassa pela vida de Lorrie, o “fundo do poço” parece parte do contexto vivido por Lorrie, uma frequente tensão a acompanha e a obriga a ofuscar a sua brilhante personalidade de infância.

– Eu pensei que ele podia ter morrido.
– E por que você ia querer estar drogada em um momento como esse?
– Para não ter de sentir.

Crescer é um processo por vezes doloroso, antigos risos esmorecem, obstáculos que exigem uma visão de vida amadurecida surgem desenfreadamente, mesmo quando não há preparo para tal, ninguém vai alertar “cuidado, isso pode te destruir”, mas apoio é o crucial para superar essa fase de transição, mas quando se está tão nocauteado pela vida e seu porto está em oposição ao seu rumo, novas perspectivas se tornam dolorosas, a amizade e companheirismo perduram por diversas situações, porém suportar o pouco ressentimento e temor de machucar alguém é um deteriorador potente.

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