[Resenha] Hoje e Sempre

hoje_e_sempre_151813871014970sk1518138710b-2020576446.jpgLivro: Hoje e Sempre – Coleção MacGregor #5

Autora: Nora Roberts

Ano: 2018

Editora: Harlequin Books Brasil

Páginas: 192

Sinopse: Daniel MacGregor sempre soube que construiria um império. Por isso, aos 30 anos e trabalhando para conquistar seu segundo milhão, ele decide que é a hora certa de encontrar a mulher perfeita para casar e começar uma família. As melhores candidatas são aquelas de linhagem forte, silenciosas, bonitas e que queiram ficar em casa cuidando dos futuros filhos. Anna Whitfield não se encaixa nesse perfil. Ela é a única mulher da turma de medicina e aspira ser uma ótima cirurgiã. A última coisa que Anna deseja é se casar e ter filhos, pois isso iria interferir na sua dedicação à carreira médica. Mas Daniel não vai deixá-la fugir da atração que sentem, mesmo que para isso tenha que ignorar seus instintos que imploram por um casamento e aceitar a proposta de Anna de apenas morarem juntos. Essa situação será um escândalo que apenas o amor poderá superar! Finalizando o arco da família MacGregor, Hoje e sempre vai emocionar as leitoras com uma história controversa e repleta de amor!

Anna Whitfield sempre soube o que queria para sua vida. Em plena década de 40, ela lutava contra o preconceito e se dedicava de corpo e alma para seu sonho de ser médica. Enquanto todas as jovens da sociedade de Boston, procurava por bons casamentos com maridos ricos, Anna só pensava em terminar seu último ano de faculdade e iniciar uma residência.

– Mas amar…- Ela suspirou, lembrando-se. – é como um labirinto, Anna. Há curvas e becos sem saída. Você tem que continuar andando e confiando.

Daniel MacGregor é um homem de negócios, determinado. Aos 30 anos trabalha arduamente para conquistar seu segundo milhão tanto quanto trabalhou para conquistar o primeiro. Dono de varia empresas de sucesso, agora ele procura uma esposa, vinda de uma boa linhagem, que lhe dê bons herdeiros. Mas é na indomável Anna que ele encontra o amor e uma paixão tão intensos que fará tudo que for necessário para tê-la.

Embora tivesse nascido pobre, Daniel MacGregor não venerava o dinheiro. Ele o utilizava, empunhava e jogava com ele. Dinheiro era como o poder, e poder era como uma arma.

“Hoje e Sempre” é o quinto livro da coleção MacGregor, da autora best seller Nora Roberts. Uma história forte e envolvente que promete agarrar o leitor e fazê-lo se apaixonar de forma tão intensa quanto seus protagonistas.

– É tudo sobre amor e sorte, não é?

– A maioria das coisas é.

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SOCORRO QUE LIVRO É ESSE?!

Hoje e Sempre é um dos nossos primeiros recebidos em parceria com a Harlequin Books Brasil. E preciso dizer que fiquei muito confuso com esse livro, assim que o recebi.

Ele é o quinto livro da série, e como nos chegou sem maiores informações, ficou a dúvida se poderia ser lido fora de ordem, sem estregar a linearidade da história. Só por esse ponto já entrei em desespero, mas resolvi arriscar a leitura, afinal, é Nora Roberts. Não tinha como dar errado.

Todo assumimos riscos, Anna. Se estamos realmente vivendo.

Anna e Daniel MacGregor são os patriarcas do atual Clã MacGregor, e nesse livro vemos um história de amor divertida e cativante. Ambos possuem temperamento muito fortes e parecidos. Os dois são determinados, arrogantes e cabeça dura, o que torna a relação instigante e em diversos momentos hilária.

Mas de longe, o que mais me cativou no livro, foi a própria Anna e seu pensamento fortemente feminista em plena década de 40. A forma com ela se impunha diante de uma sociedade conservadora e enfrentava o preconceito por estar tentando carreira em uma profissão, tão tipicamente masculina. Até mesmo a forma como ela derrubava aos poucos o pensamento machista de seu amado Daniel.

Sobre a edição:

Se você esteve em uma caverna nos últimos meses, você ainda não sabe que a Harlequin Books, clássica editora dos romances de banca, está se repaginando e trazendo para as livrarias, seus clássicos de publicação como a Coleção MacGregor, edições belíssimas é muito bem repaginadas, desde sua arte de capa, ate um primoroso trabalho interno de edição e revisão.

Eu estou muito ansioso para continuar com a leitura dessa série e espero muito em breve poder conferir o que foi feito da vida do Clã MacGregor. Migos da Harlequin, vcs bem que ja podem mandar os outros livros dessa série!

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[Resenha] Homem de Lata

Livro: Homem de Lata

Autor: Sarah Winman

Editora: Faro Editorial

Páginas: 160

Ano: 2018

Sinopse: Em 1963, Ellis e Michael eram dois garotos de doze anos que se tornaram grandes amigos. Durante muito tempo, sempre foram apenas os dois, andando pelas ruas de Oxford, um ensinando ao outro coisas como nadar, descobrir autores e livros e a esquivar-se dos punhos de seus pais dominadores. Até que um dia algo muito maior que uma grande amizade cresce entre eles. Mas então, avançamos cerca de uma década nesta história e encontramos Ellis, agora casado com Annie, e Michael não está mais por perto. O que leva à pergunta: o que aconteceu nos anos que se seguiram? Esta é quase uma história de amor. Mas seria muito simples defini-la assim.

A História de Ellis pode lhe parecer um pouco comum até. Faz alguns anos que ele perdeu a esposa em um acidente de carro, e hoje dedica sua vida ao trabalho.

Mas nós últimos dias tudo aquilo que sempre esteve na sua cabeça parece voltar a tona. A perda de sua mãe, sua amizade com Michael, seu amor por ele, a dor pela perda de Annie… E a grande questão: Porque ele Michael se afastaram?

Em Homem de Lata, encontramos uma história de amor, um drama, e uma história de vida, tudo junto e entrelaçado, com a missão de aquecer o coração dos leitores e arrancar suas lágrimas, tornando impossível não se apaixonar pelo Ellis.

Sarah Winman constrói uma história cheia de sentimentos, digna de um roteiro cinematográfico. Uma história bem construída e desenvolvida do começo ao fim, capaz de fazer os mais sérios chorarem (sério, minha mãe chorou. E olha que ela não chora nem descascando cebola), e os apaixonados se derreteram de amor.

A Faro Editorial nos trouxe esse livro para o Brasil, em uma edição belíssima super bem elaborada, como já é comum da editora, somando com um preço justo e acessível ao público.

Esperamos que muito em breve tenhamos mais livros dessa autora no Brasil, pois Sarah Winman já conquistou nossos corações!

[Resenha] Nevernight

nevernight_1496925073672288sk1496925074b-1664970340.jpgLivro: Nevernight

Autor: Jay Kristoff

Editora: Plataforma 21

Ano: 2017

Páginas: 608

Sinopse: histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la.

Quando ela era criança, Darius Corvere – seu pai – foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam “traidor, traidor, traidor”…

No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram.

Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha – o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato… O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar

Mia Covere viu seu pai ser enforcado diante dos seus olhos.

Não trema.

Viu sua mãe e seu irmão, ainda bebê serem levados, pelos lumiinati para a prisão na pedra filosofal.

Não tema.

Viu sua vida, ser destruída por aqueles que pregavam estar fazendo a justiça divina. E agora ela vai se vingar.

Nunca esqueça.

Depois de anos sendo treina pelo velho Mercúrio, pelas ruas e vielas de Godsgrave, chegou a hora Mia ir em busca da sua vingança. Mas para isso, primeiro ela precisa se tornar uma Lâmina da Igreja Vermelha, devota de Nossa Senhora do Bendito Assassino, uma antiga organização secreta, que forma os melhores assassinos da história de Iterya. Mas para isso ela deverá passar por várias provas e testes, muitos deles fatais, e mostrar que existe uma diferença entre ser feita de ferro e ser feita de vidro.

Eu sou aço.

Em Nevernight, vamos acompanhar a trajetória da Moça Branca e sua jornada para fazer justiça e se vingar daqueles que arruinaram sua vida (ou seriam aqueles que lhe deram um propósito para o qual viver?). Entre aulas mortais, inimizades, desejos e a luta pela sobrevivência, Mia enfrentará muitos inimigos, e até a si mesma, no primeiro volume dessa trilogia que promete arrancar seu fôlego do começo ao fim.

Quando sangue é tudo, tudo é sangue.

Antes de qualquer coisa preciso muito agradecer a Nick Mafra (@nickmafra), e a Julianne Viturini (@julianevituri) por me influenciarem digitalmente a ponto de eu ficar semanas desesperado atrás desse livro.

A idéia inicial era acompanhar a leitura coletiva do The Buddy Reads (@thebuddyreads), dois capítulos por dia, do dia 10/03 até dia 30/03, porém já nos primeiros capítulos ficou muito claro para mim que seria impossível acompanhar esse calendário dada a narrativa e enredo tão envolventes a ponto de me fazer passar o dia pensando apenas no livro.

O livro possui personagens super cativantes, entre eles e na minha opinião o melhor deles, o narrador com seus comentários sarcásticos e instigantes. Jay Kristoff criou um universo envolto em intrigas políticas e fanatismo religioso, com uma protagonista que possui um crescimento evidente em seu objetivo e sobre quem ela é. Outro fato interessante que me tirava o folego a cada capitulo eram os flashbacks da infancia de Mia, nos dando uma nova perspectiva de como foi o surgimento daquela que se tornaria a Matadora de matadores. Como um bom livro voltado para o publico adolescente, não poderia faltar um relacionamento  amoroso entre a nossa protagonista e um belo rapaz.

Já faz algum tempo que um livro não me instiga dessa forma, me fazendo desejar e sofrer pelos próximos volumes. Nos últimos anos, apenas a Cassandra Clare conseguiu tal proeza. Mas posso garantir, que a partir de hoje, o Jay Kristoff já possui um lugar cativo na minha estante.

Agora precisamos falar sobre edição. Já conhecendo outros livros da Plataforma 21, esperava um trabalho gráfico e de edição que valesse a pena o preço de capa que pagamos pelo livro. Nevernight, tem diversos defeitos que não condizem com o valor que pagamos por ele (R$49,90):

  1. – Páginas Brancas, finas e transparente de baixa qualidade;
  2. – Fontes pequenas, que nos trechos em itálico proporcionam a míopes como eu, dores de cabeça e talvez uma visita ao oftalmologista;
  3. – Esse último tópico pode ser um excepcional do meu exemplar, vale ser pontuado: Páginas grudadas.

Tirando esse itens direcionados unicamente a edição brasileira, eu super recomendo a vocês a leitura de Nevernight. Mas leiam com a certeza de irão se apaixonar e contar os segundos até o lançamento de Godsgrave, segundo livro da série em Junho!

[Resenha] Uma Dobra No Tempo

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Livro: Uma Dobra No Tempo – Irmãos Murry #1

Autora: Madeleine L’ Engle

Editora: Harper Collins Brasil

Páginas: 240

Ano: 2018

Sinopse: Era uma noite escura e tempestuosa; a jovem Meg Murry e seu irmão mais novo, Charles Wallace, descem para fazer um lanche tardio quando recebem a visita de uma figura muito peculiar.

“Noites loucas são a minha glória”, diz a estranha misteriosa. “Foi só uma lufada que me pegou de jeito e me tirou da rota. Descansarei um pouco e seguirei meu rumo. Por falar em rumos, meu doce, saiba que o tesserato existe, sim.”

O que seria um tesserato? O pai de Meg bem andava experimentando com a quinta dimensão quando desapareceu misteriosamente… Agora, com a ajuda de três criaturas muito peculiares, chegou o momento de Meg, seu amigo Calvin e Charles Wallace partirem em uma jornada para resgatá-lo. Uma jornada perigosa pelo tempo e o espaço.
Uma dobra no tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para os mestres da fantasia e da ficção científica do mundo, agora adaptada para os cinemas pela Disney. Junte-se à família Murray nesta jornada, entre criaturas fantásticas e novos mundos jamais imaginados.

O Pai de Meg, está desaparecido. A bastante tempo que sua família não tem notícias dele. Nos últimos anos, ele vinha trabalhando em experiências para o governo, é derivado desses experimentos, resultou em seu sumiço.

Desde então a vida de Meg mudou completamente. Suas notas caíram, seu comportamento piorou, e ela vive se envolvendo em brigas, detenções dentro do colégio.

Mas um dia, em meio a uma tempestade, enquanto desfruta de um delicioso chocolate quente, com seu irmão mais que especial, Charles Wallace e sua Mãe, uma figura estranha, envolta em lençóis e frases desconexas, é um jeito bastante peculiar, conhecida como Senhora Quequeé, entra em sua casa e sua vida para vira-la de cabeça para baixo.

[…] Você não precisa entender as coisas para elas existirem.

A partir daí, Meg, seu irmão Charles e seu amigo Calvin, partem em uma jornada para salvar o Pai de Meg. Uma viagem que promete muitas aventuras, mas a maior delas deve acontecer dentro da própria Meg.

Uma Dobra No Tempo, é mais um daqueles livro atemporais, que apesar de ter sido lançado em 1962, possui mensagens e ideais que nos são relevantes e úteis ainda no dia de hoje.

O livro clássico de Madeleine L’Engle, é uma obra necessária, em tempos onde padrões de perfeições tentam determinar como as pessoas devem ser é agir, aprendemos junto com Meg, que nossos defeitos, são quem nós somos, e o amor das pessoas que nos cercam é o que nos mantém forte, não importando as adversidades, se tiver o amor, temos como combate-las.

O coração tem razões que a própria razão desconhece.

55 anos após a publicação original, a Harper Collins nos presenteia com uma edição maravilhosa, desse livro brilhantemente escrito é narrado. Em março, a Disney vai lançar uma adaptação, estrelada pela Oprah Winfrey. O segundo livro da série dos Irmãos Murry, “Um Vento à Porta” já foi publicado no Brasil pela Harper Collins.

Confira o Trailer:

O filme será lançado no Brasil dia 29 de Março.

[Resenha]Em um instante… tudo pode mudar

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Livro: Em um instante… tudo pode mudar

Autor: L.M Gomes

Editora: Qualis

Ano: 2016

Monique não tinha do que reclamar, sua vida era exatamente aquilo que sempre sonhou. Aos 23 anos, prestes a concluir a tão sonhada faculdade, seu namorado era um príncipe, tinha amigos incríveis e era dona do seu destino. Até que viu sua vida nas mãos de um estranho.

Rafael era um cara normal, com sua vida planejada e previsível. Batalhador, pediatra e sonhador, aos 28 anos, acreditava ter seu destino traçado. Mas quem era ele para subestimar o quanto o mundo pode girar?

Eles passavam naquele momento, naquele lugar. Um instante é o suficiente para que tudo possa mudar.

Olá amores, a resenha de hoje é de um livro bem gostosinho, para acabar com qualquer ressaca literária.

Em um instante tudo pode mudar, da autora L.M. Gomes, conta a história da Monique e do Dr. Crush Rafael.

Monique, cursava a faculdade de Literatura e namorava com Carlos a um bom tempo. Rafael namorava com Alessandra a sete anos e mudou-se para cidade de Miranda para seu novo emprego como pediatra e abrir o seu próprio consultório.

Eles se conheceram de uma forma inusitada onde nenhuma pessoa em sã consciência não gostaria de estar. Mas tudo bem, Rafael e Monique desde o início sentem uma forte atração, mesmo sendo comprometidos.

Mas a atração dos dois é forte demais e a necessidade de saber mais um do outro é mais forte do que qualquer coisa que eles pudessem imaginar…

O romance acontece de maneira muito rápida, o que não deixa a leitura ser ruim. Muito pelo contrário.

Apesar da paixão avassaladora, o romance é bem gostoso e a química entre os dois é sentida a cada virada de página do livro.

Mas como nem tudo são flores, tem muita coisa para atrapalhar o romance dos dois, o que torna o livro mais interessante.

A escrita da L.M. Gomes é muito leve e é aquele tipo de romance, que a gente pega num início de tarde e fica com o sorriso no rosto quando terminamos de ler.

Os personagens do livro são fantásticos, e já estou ansiosa pela história do irmão do Dr. Bonitão, o Pedro.

[Resenha] A Melodia Feroz – Monstros da Violência #01

 

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Livro: Melodia Feroz – Monstros da Violência #01
Autora: V.E. Schwab

Editora: Seguinte

Páginas: 384

Ano: 2017

Sinopse: Kate Harker e August Flynn vivem em lados opostos de uma cidade dividida entre Norte e Sul, onde a violência começou a gerar monstros de verdade. Eles são filhos dos líderes desses territórios inimigos e seus objetivos não poderiam ser mais diferentes. Kate sonha em ser tão cruel e impiedosa quanto o pai, que deixa os monstros livres e vende proteção aos humanos. August também quer ser como seu pai: um homem bondoso que defende os inocentes. O problema é que ele é um dos monstros, capaz de roubar a alma das vítimas com apenas uma nota musical. Quando Kate volta à cidade depois de um longo período, August recebe a missão de ficar de olho nela, disfarçado de um garoto comum. Não vai ser fácil para ele esconder sua verdadeira identidade, ainda mais quando uma revolução entre os monstros está prestes a eclodir, obrigando os dois a se unir para conseguir sobreviver.

 

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V. E. Schwab, ou Victoria Schwab, é uma autora muito superestimada pelos leitores. Ela é o tipo de pessoa que, se publicasse sua lista de compras do supermercado do ano todo compilada num último volume em hardcover, entraria na lista dos mais vendidos do New York Times num piscar de olhos. Por isso, eu fiquei com um pé atrás para ler A Melodia Feroz, livro que está sendo amado por quase geral, pois se eu não gostasse, admitir isso publicamente seria tão polêmico quanto anunciar pro mundo que não gosto de filhotinhos de cachorro, que por sinal gosto muito. Mas prefiro gatos. Mesmo assim, eu recebi o livro na minha primeira e única caixinha do Turista Literário, um serviço de assinatura maravilhoso e caro para desempregados que nem eu (por favor me contratem), e como já tinha pagado oitenta reais nessa bagaça, eu tinha que ler o livro, né? Então eu apaguei o fogo no rabo e li. E realmente… QUE LIVRÃO DA PORRA!

“Somos os atos mais sombrios transformados em luz.”

Depois dessa introdução gigantesca, finalmente vou falar da história. Resumindo a treta toda, é mais ou menos assim:

Neste universo incrivelmente bem construído, a violência gera monstros que se alimentam de carne, ossos e sangue (ou seja, de gente). Existem três tipos deles (Corsais, Malchais e Sunais), cada um gerado a partir de uma violência específica.

“Corsais, corsais, dentes e garras,sombras e ossos abrirão as bocarras.

Malchais, malchais, cadavéricos e sagazes, bebem seu sangue com mordidas vorazes.

Sunais, sunais, olhos de carvão, com uma melodia sua alma sugarão.”

A cidade de Veracidade é separada em dois territórios: Norte e Sul. No Norte, Callum Harker vende proteção para as pessoas, em forma de um medalhão de ferro. No Sul, o líder Henry Flynn tenta manter a trégua entre as duas cidades, eliminando o máximo de monstros que pode e caçando o máximo de pessoas que já criaram monstros com atos violentos, causando mais violência e gerando mais monstros.

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Kate Harker faz de tudo para conseguir a atenção do seu pai, Callum, mas ele a mantém afastada de Veracidade e longe de onde toda a ação acontece. Só que ela quer orgulhar o seu pai, então causa um monte de problemas em todos os colégios internos que estuda (incluindo botar fogo em uma capela, quem nunca?) durante sua adolescência até que, FINALMENTE, o seu pai a manda de volta para “casa”, em Veracidade.

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August Flynn é um Sunai. Ele rouba as almas dos pecadores (pessoas que já mataram pessoas), utilizando o seu violino para materializar as almas e se alimentar delas. Sim, a mitologia desse livro é incrível. Só que August não quer ser um monstro, ele quer ser um humano. E seu sonho meio que se realiza quando ele recebe a missão de estudar no mesmo colégio que a Kate, se passando por um humano e, caso algo aconteça, dar aquele sequestro básico nela e negociar com Callum em troca da trégua entre as duas cidades, que está sendo ameaçada.

“O nome disso é vida, August. Você queria se sentir vivo, certo? Não importa se é monstro ou humano. Viver dói.”

Essa é a ideia central do livro: dois ideais opostos convivendo, mas não é só isso. O livro toma um rumo diferente do que eu deduzi, com mais ação e reviravoltas, o que acaba sendo muito bom! Os personagens são incrivelmente humanos, até mesmo os monstros e o livro tem aquela escrita que parece um filme dentro da nossa cabeça. Se os outros livros da autora forem tão bom quanto esse, já quero!

“Temia que o vazio só deixasse de existir quando ele deixasse de existir.”

Se ainda não te convenci, te dou logo os cincos motivos para você ler A Melodia Feroz:

1. Os pontos de vista.

2. A capa é linda.

3. É uma distopia, mas não é mais do mesmo. (Cof cof, indireta.)

4. SEM ROMANCE. (Pelo poder da amizade!)

5. E os monstros criativos.

A Sony já comprou os direitos do livro, então espero que façam algo mais Jogos Vorazes do que Divergente. Ou seja: que essa história dê certo nos cinemas.

Um abraço violento e até mais.

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{Resenha} Elle (2016)


Filme: Elle
Elenco: Isabelle Huppert, Laurent Lafitte,
Anne Consigny, Charles Berling, Judith Magre
Direção: Paul Verhoeven
Gênero: Drama
Ano: 2016
Sinopse: Michèle (Isabelle Huppert) é a 
executiva-chefe de uma empresa de videogames, 
mas sua rotina é quebrada quando ela é atacada 
por um desconhecido, dentro de sua própria casa. 
No entanto, ela decide não deixar que isso a abale.
O problema é que o agressor misterioso ainda não
 desistiu dela. (fonte: filmow.com)

Hello, hello, hello!

A temporada de premiações começou! E hoje vamos falar de um dos concorrentes mais fortes à categoria de Filme Estrangeiro e à corrida acirrada de atriz principal.

Elle é um drama dirigido por Paul Verhoeven, adaptação do livro “Oh…” de  Philippe Djian. A história começa com o estupro de Michèle Leblanc, chefe de uma empresa desenvolvedora de games. Porém percebemos que sua reação é peculiar. Após o acontecido, Michèle simplesmente levanta, arruma sua casa do estrago que o confronto causou e continua com  sua vida. Apenas dias depois ela decide revelar o abuso para seu ex-marido e amigos em um jantar. Também deixa bem claro que não vai reportar nada à polícia pois acha desnecessário.

Mas Michèle não esquece o acontecido. Ela passa a observar com mais atenção as pessoas ao seu redor e procura se proteger mais. Seu agressor também não a esquece, e a ataca novamente. Assim, a história vira um jogo de gato e rato repleto de violência e suspense.

O melhor do filme, com certeza é a personagem principal. O longa é apenas um estudo sobre ela e como ela lida com o incidente. Michèle é uma pessoa fria, distante e calculadora. Ela repara em tudo e em todos e sempre está um passo a frente e um degrau acima da outra pessoa. Em nenhum momento ela tenta conquistar a empatia do espectador, mesmo sendo a vítima da história você não se pega em nenhum momento com dó.

A interpretação de Isabelle é maravilhosa, minimalista e incrível de assistir. Ela nunca deixa sua personagem parecer fraca ou indefesa, nem deixa o espectador penetrar em outras camadas.

Elle é um filme sobre vingança, violência, prazeres ocultos, traição e um pouco mais. Doentio mas ao mesmo tempo realista. Recomendo muito que vocês assistam e já estou na torcida por Isabelle Huppert, que ganhou minha admiração junto com muitos prêmios, incluindo o Globo de Ouro.

Até mais, e obrigado pelos peixes!