[Resenha] No Ritmo do Amor

Livro: No Ritmo do Amor

Autora: Brittainy C. Cherry

Editora: Record

Ano: 2018

Páginas: 336

Sinopse: Duas almas atormentadas unidas por uma grande paixão.

A linda e encantadora Jasmine Greene nasceu para brilhar. Cantora nata, ela cresceu sabendo que tinha vindo ao mundo para ser famosa, pois sua mãe — uma artista frustrada que concentrava na filha todas as suas expectativas — não a deixava se esquecer disso um minuto sequer. A vida da jovem de 16 anos se resume a estúdios, aulas de dança e canto e a inúmeros testes para ser o grande nome da música pop. Ela não tem tempo nem de ir à escola, é educada em casa e sofre com a rotina atribulada.
Para Jasmine, o pior de tudo é não poder cantar soul, sua paixão.

Mas ela não reclama, porque, na verdade, seu maior sonho é fazer com que a mãe tenha orgulho dela. Elliott Adams é uma alma atormentada. Para ele, cada dia é uma batalha a ser vencida. O rapaz tímido, humilde e franzino sofre bullying na escola por causa de sua aparência e por ser gago. Mas ele é mais forte do que imagina e encontrou em seu saxofone uma válvula de escape. Tira todas as suas forças dos acordes de Duke Ellington, Charlie Parker e Ella Fitzgerald, seus maiores ídolos.

Quando Jasmine finalmente consegue a permissão da mãe para frequentar a escola pela primeira vez na vida, sente que ganhou na loteria. Adora estar cercada de pessoas da sua idade, que vivem os mesmos dilemas e questionamentos… ela só odeia ver o garoto mais encantador que já conheceu na vida sofrer na mão dos valentões e fará tudo o que estiver ao seu alcance para mostrar a Elliott que ele não está sozinho. Aos poucos, esses dois jovens sofredores irão descobrir que têm muito mais em comum do que o amor pela música. Mas será que vão superar as reviravoltas que o destino preparou para eles?


Tudo que Jasmine queria era cantar. Cantar o Soul que tanto ama, espalhar sua alma pelo mundo com sua música, mas para sua mãe isso não era o bastante… Para ela, Jasmine precisava ser famosa, uma Diva Pop, rica e cheia de fãs, mesmo que para isso ela tivesse que vender a própria filha e sua felicidade para indústria da música.

Entre uma rotina exaustiva de aulas, ensaios e horas no estúdio de gravação, Jasmine conhece Elliot Adams, um garoto gago que estuda na mesma escola que ela, e passa os finais de semana tocando Sax nas ruas de Nova Orleans. Elliot é uma garoto tímido que sofre bullying, mas mesmo assim permanece com seu coração puro e cheio de amor pela música.

Logo uma amizade inesperada surge entre os dois, um amor ainda jovem começa a nascer em seus corações. Mas a ganância da Mãe de Jasmine, faz com elas se mudem para Londres, enquanto o bullying com Elliot chega a níveis extremos, destruindo um coração puro.

Agora seis anos depois, muitos e-mails não respondidos e sentimentos não ditos, Jasmine e Elliot se reencontram, e o amor entre eles ainda está ali, mas será que irá sobreviver as mudanças e aos monstros que os atormenta?

No Ritmo do Amor é o primeiro livro da série Music Street, da autora Best Seller Brittainy C Cherry. Uma história cheia amor, música e envolvente do começo ao fim.


Quando eu pensava que a Brittainy não poderia me dar um novo livro favorito, vem ela e lança “No Ritmo do Amor”.

Um história envolvente e apaixonante, que trata de assuntos tão relevantes como Bullying e Assédio Moral, de uma forma direta, pronta para fazer o leitor pensar e refletir sobre a própria vida e os próprios monstros e as próprias verdades.

Com uma narrativa bem elaborada e um desenvolvimento bem construído, a autora nos conta não apenas a história do casal protagonista, mas também de todos aqueles ao seu redor que contribuem de forma tão importante para a vida da Jasmine e do Elliot.

A edição do livro é um “show” a parte, graças ao já conhecido trabalho que o Grupo Editorial Record dedica as suas publicações.

No Ritmo do Amor é um livro que vai lhe proporcionar todos os tipos choros e emoções durante a leitura, quebrando seu coração ao mesmo tempo que cola os pedaços, e te faz desejar ansiosamente os próximos livros da série.

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[Resenha] Mais forte que o sol

Livro: Mais Forte que o Sol (Irmãs Lyndon #2)
Autora
: Julia Quinn
Tradução: Viviane Diniz
Ano: 2018
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Sinopse: Quando Charles Wycombe, o irresistível conde de Billington, cai de uma árvore – literalmente aos pés de Elllie Lyndon –, nenhum dos dois suspeita que esse encontro atrapalhado possa acabar em casamento.
Mas o conde precisa se casar antes de completar 30 anos, do contrário perderá sua fortuna. Ellie, por sua vez, tem que arranjar um marido ou a noiva intrometida e detestável de seu pai escolherá qualquer um para ela. Por isso o moço alto, bonito e galanteador que surge aparentemente do nada em sua vida parece ter caído do céu.
Charles e Ellie se entregam, então, a um casamento de conveniência, ela determinada a manter a independência e ele a continuar, na prática, como um homem solteiro.
No entanto, a química entre os dois é avassaladora e, enquanto um beijo leva a outro, a dupla improvável descobre que seu casamento não foi tão inconveniente assim, afinal…

Esse deve ser o romance de época mais hilário desse ano

O que acontece quando um homem adulto despenca de uma árvore quase em cima de você? Eleanor Lyndon pode responder essa, porque é quando o audaz conde de Billington, Charles, despenca quase em sua cabeça – não em seu colo, devo ratificar – que uma série de acontecimentos tornam a presença inesperada desse estranho e charmoso homem em sua vida, bastante oportuna, até mesmo a proposta precipitada de casamento que ela recebe desse estranho, lhe soa como algo familiar, uma negociação. Ainda solteira, Ellie mora com seu pai, também vigário local, um homem difícil e de opiniões rígidas, só que o pior está por vir:  o Sr. Lyndon está para casar, seria ótimo para Ellie ter uma madrasta após perder sua mãe e o recente casamento de sua irmã Victoria.

Entretanto esse enlace de seu pai é a prévia de um pesadelo, além da mulher ser uma nata fofoqueira, a megera Sra. Floxglove acredita que deve a todo custo impor uma hierarquia numa casa que sequer é sua ainda – apesar de estar sempre como uma assombração nela -, prometendo criar uma atmosfera insuportável para a jovem Lyndon. Casamento não é o que Ellie esperava para ter sua independência, mesmo sendo administradora das suas finanças, sem o nome de um homem atrelado a si, ela pouco pode fazer além de esconder suas intenções e interesses próprios.

– Está dizendo que provei minha inteligência superior pela minha capacidade de resistir aos seus encantos? – Ellie começou a rir. – Que maravilha. A única mulher inteligente o suficiente para ser sua condessa é aquela que enxerga seu caráter leviano.
– Algo assim – murmurou Charles, detestando a maneira como ela distorcera suas palavras, mas sem conseguir descobrir uma forma de distorcê-las de volta a seu favor.

Ellie Lydon é – quase – totalmente dona de si, mesmo com as limitações de ser mulher em pleno século XIX, ela sabiamente usa subterfúgios pra expandir suas próprias condições, sejam intelectuais ou financeiras, a mulher é uma administradora nata, usando sua sagacidade e perspicácia pra investir em ações e preparar um futuro pra si. Delimitada e subestimada, ela decide dar um basta na sua condição de submissão às vontades alheias e propõe ao conde Billington uma negociação com os termos claros para que ambos possam ter vantagens no enlace matrimonial, se ela mantiver tanto a posse, quanto o livre arbítrio na gestão de seus bens, o conde continua com sua fortuna e ela, com sua independência e sua inteligência  reconhecida, ela só não contava que sua falta óbvia de experiência com casamentos e o magnetismo de Charles se tornasse uma equação que ela não consegue compreender.

– Se está tentando me seduzir, não vai funcionar – disse ela francamente.
Ele abriu um sorriso charmoso e malicioso.
– Não estou tentando seduzi-la, querida Eleanor. Nunca empreenderia uma tarefa tão colossal. Afinal, você é nobre; você é reta; você é constituída de material sólido.
Colocado dessa forma, Ellie pensou que ela mais parecia um tronco de árvore.
– E o que isso significa? – grunhiu ela.
– Ora, é simples, Ellie. Acho que você deveria me seduzir!

Charles Wycombe é a síntese de confusão, belo, charmoso, cheio de lábia e um libertino convicto – entretanto como já citado pela sábia Lady Whistledown, libertinos regenerados tendem a ser os melhores maridos -, todavia esse libertino em questão almeja a tal troca de votos matrimoniais, toda a sua fortuna depende disso e um conde pobre é o mesmo que uma meia furada, ou seja, um mau negócio. Com seu tempo esgotando ele acredita ter pousado na sua solução – ou quase esmagado ela, depende do ponto de vista -, a impetuosa mulher que lhe tratou firmemente e não mantém a língua ferina sob controle é um deleite, seus sentidos ficam entusiasmados por desfrutar da companhia de uma personalidade tão irritantemente ardente, assim como ele, ela não cede facilmente e os conflitos entre ambos são de matar ou dar risada, as vezes, um pouco dos dois.

– Sim, sim, é claro – respondeu Judith. – Bom dia para você, Charles, mas terá que sair.
Ellie abafou uma risada.
– E por quê? – perguntou ele.
– Tenho assuntos extremamente importantes para tratar com Ellie. Assuntos particulares.
– É mesmo?
Judith ergueu as sobrancelhas com uma expressão altiva que, de alguma forma, adequava-se de modo perfeito aos seus 6 anos.
– Sim. Mas pode ficar enquanto dou o presente de Ellie.
– Que generoso de sua parte – declarou Charles.

A trama orna tão bem com a forma de construção do enredo que aquela visão temerosa por se tratar de um casamento de conveniência é simplesmente esquecida, afinal o temperamento e esperteza de ambos torna uma situação que poderia ser entristecedora, uma negociação bem humorada. Com o fator de os personagens secundários deixarem marcas consideráveis no desenvolvimento dos protagonistas, um grande destaque vai para Judith, uma garota de 6 anos, tão certa dos seus desejos que acabo nutrindo um anseio por acompanhar também o crescimento dela – poderia facilmente ter o próprio livro, é o que sugiro Quinn -, sendo impossível ignorar uma personalidade tão intensa em um corpinho tão pequeno.

Some isso a construção de caráter dos personagens e as farpas que eles trocam que são deliciosamente intrigantes, cada um exibe características que os tornam mais humanos e a sensitividade do leitor quanto a isso acontece de forma natural, Ellie com sua animosidade e ferrenha força de vontade e, Charles que apesar de toda imagem de homem libertino avassalador de corações exibe uma predileção bastante inimaginável por – rufem os tambores – listas, isso mesmo, aquela construção cheia de lógica em geral usada para tarefas diárias.

– Ah, Charles. Fico tão feliz que tenha caído daquela árvore.
Ele sorriu.
– E eu fico feliz que você estivesse ali embaixo. Tenho, sem dúvida, uma mira excelente.
– E grande modéstia também.

A Julia faz uma troca de características que seriam atribuídas ao homem e mulher, tornando o enredo afável e uma fuga ao usual, de maneira brilhante ela atrela a dramatização com um mistério leve, onde para solucionar os dramas dos personagens, ele retornam ao passado, costurando causa e consequência, com a sagacidade marcante de justificar o título do livro e marcar a presença dele de maneira interpretativa do sol tanto na personalidade dos personagens, quanto no cabelo ruivo de Ellie, um verdadeiro banquete literário, vestido com uma capa excepcional e calorosamente linda.


A pior missão de escrever essa resenha:  escolher os trechos favoritos,
dava para colocar o livro absolutamente todo!

[Resenha] Hoje e Sempre

hoje_e_sempre_151813871014970sk1518138710b-2020576446.jpgLivro: Hoje e Sempre – Coleção MacGregor #5

Autora: Nora Roberts

Ano: 2018

Editora: Harlequin Books Brasil

Páginas: 192

Sinopse: Daniel MacGregor sempre soube que construiria um império. Por isso, aos 30 anos e trabalhando para conquistar seu segundo milhão, ele decide que é a hora certa de encontrar a mulher perfeita para casar e começar uma família. As melhores candidatas são aquelas de linhagem forte, silenciosas, bonitas e que queiram ficar em casa cuidando dos futuros filhos. Anna Whitfield não se encaixa nesse perfil. Ela é a única mulher da turma de medicina e aspira ser uma ótima cirurgiã. A última coisa que Anna deseja é se casar e ter filhos, pois isso iria interferir na sua dedicação à carreira médica. Mas Daniel não vai deixá-la fugir da atração que sentem, mesmo que para isso tenha que ignorar seus instintos que imploram por um casamento e aceitar a proposta de Anna de apenas morarem juntos. Essa situação será um escândalo que apenas o amor poderá superar! Finalizando o arco da família MacGregor, Hoje e sempre vai emocionar as leitoras com uma história controversa e repleta de amor!

Anna Whitfield sempre soube o que queria para sua vida. Em plena década de 40, ela lutava contra o preconceito e se dedicava de corpo e alma para seu sonho de ser médica. Enquanto todas as jovens da sociedade de Boston, procurava por bons casamentos com maridos ricos, Anna só pensava em terminar seu último ano de faculdade e iniciar uma residência.

– Mas amar…- Ela suspirou, lembrando-se. – é como um labirinto, Anna. Há curvas e becos sem saída. Você tem que continuar andando e confiando.

Daniel MacGregor é um homem de negócios, determinado. Aos 30 anos trabalha arduamente para conquistar seu segundo milhão tanto quanto trabalhou para conquistar o primeiro. Dono de varia empresas de sucesso, agora ele procura uma esposa, vinda de uma boa linhagem, que lhe dê bons herdeiros. Mas é na indomável Anna que ele encontra o amor e uma paixão tão intensos que fará tudo que for necessário para tê-la.

Embora tivesse nascido pobre, Daniel MacGregor não venerava o dinheiro. Ele o utilizava, empunhava e jogava com ele. Dinheiro era como o poder, e poder era como uma arma.

“Hoje e Sempre” é o quinto livro da coleção MacGregor, da autora best seller Nora Roberts. Uma história forte e envolvente que promete agarrar o leitor e fazê-lo se apaixonar de forma tão intensa quanto seus protagonistas.

– É tudo sobre amor e sorte, não é?

– A maioria das coisas é.

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SOCORRO QUE LIVRO É ESSE?!

Hoje e Sempre é um dos nossos primeiros recebidos em parceria com a Harlequin Books Brasil. E preciso dizer que fiquei muito confuso com esse livro, assim que o recebi.

Ele é o quinto livro da série, e como nos chegou sem maiores informações, ficou a dúvida se poderia ser lido fora de ordem, sem estregar a linearidade da história. Só por esse ponto já entrei em desespero, mas resolvi arriscar a leitura, afinal, é Nora Roberts. Não tinha como dar errado.

Todo assumimos riscos, Anna. Se estamos realmente vivendo.

Anna e Daniel MacGregor são os patriarcas do atual Clã MacGregor, e nesse livro vemos um história de amor divertida e cativante. Ambos possuem temperamento muito fortes e parecidos. Os dois são determinados, arrogantes e cabeça dura, o que torna a relação instigante e em diversos momentos hilária.

Mas de longe, o que mais me cativou no livro, foi a própria Anna e seu pensamento fortemente feminista em plena década de 40. A forma com ela se impunha diante de uma sociedade conservadora e enfrentava o preconceito por estar tentando carreira em uma profissão, tão tipicamente masculina. Até mesmo a forma como ela derrubava aos poucos o pensamento machista de seu amado Daniel.

Sobre a edição:

Se você esteve em uma caverna nos últimos meses, você ainda não sabe que a Harlequin Books, clássica editora dos romances de banca, está se repaginando e trazendo para as livrarias, seus clássicos de publicação como a Coleção MacGregor, edições belíssimas é muito bem repaginadas, desde sua arte de capa, ate um primoroso trabalho interno de edição e revisão.

Eu estou muito ansioso para continuar com a leitura dessa série e espero muito em breve poder conferir o que foi feito da vida do Clã MacGregor. Migos da Harlequin, vcs bem que ja podem mandar os outros livros dessa série!

[Resenha] Homem de Lata

Livro: Homem de Lata

Autor: Sarah Winman

Editora: Faro Editorial

Páginas: 160

Ano: 2018

Sinopse: Em 1963, Ellis e Michael eram dois garotos de doze anos que se tornaram grandes amigos. Durante muito tempo, sempre foram apenas os dois, andando pelas ruas de Oxford, um ensinando ao outro coisas como nadar, descobrir autores e livros e a esquivar-se dos punhos de seus pais dominadores. Até que um dia algo muito maior que uma grande amizade cresce entre eles. Mas então, avançamos cerca de uma década nesta história e encontramos Ellis, agora casado com Annie, e Michael não está mais por perto. O que leva à pergunta: o que aconteceu nos anos que se seguiram? Esta é quase uma história de amor. Mas seria muito simples defini-la assim.

A História de Ellis pode lhe parecer um pouco comum até. Faz alguns anos que ele perdeu a esposa em um acidente de carro, e hoje dedica sua vida ao trabalho.

Mas nós últimos dias tudo aquilo que sempre esteve na sua cabeça parece voltar a tona. A perda de sua mãe, sua amizade com Michael, seu amor por ele, a dor pela perda de Annie… E a grande questão: Porque ele Michael se afastaram?

Em Homem de Lata, encontramos uma história de amor, um drama, e uma história de vida, tudo junto e entrelaçado, com a missão de aquecer o coração dos leitores e arrancar suas lágrimas, tornando impossível não se apaixonar pelo Ellis.

Sarah Winman constrói uma história cheia de sentimentos, digna de um roteiro cinematográfico. Uma história bem construída e desenvolvida do começo ao fim, capaz de fazer os mais sérios chorarem (sério, minha mãe chorou. E olha que ela não chora nem descascando cebola), e os apaixonados se derreteram de amor.

A Faro Editorial nos trouxe esse livro para o Brasil, em uma edição belíssima super bem elaborada, como já é comum da editora, somando com um preço justo e acessível ao público.

Esperamos que muito em breve tenhamos mais livros dessa autora no Brasil, pois Sarah Winman já conquistou nossos corações!

[Resenha] Nevernight

nevernight_1496925073672288sk1496925074b-1664970340.jpgLivro: Nevernight

Autor: Jay Kristoff

Editora: Plataforma 21

Ano: 2017

Páginas: 608

Sinopse: histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la.

Quando ela era criança, Darius Corvere – seu pai – foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam “traidor, traidor, traidor”…

No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram.

Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha – o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato… O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar

Mia Covere viu seu pai ser enforcado diante dos seus olhos.

Não trema.

Viu sua mãe e seu irmão, ainda bebê serem levados, pelos lumiinati para a prisão na pedra filosofal.

Não tema.

Viu sua vida, ser destruída por aqueles que pregavam estar fazendo a justiça divina. E agora ela vai se vingar.

Nunca esqueça.

Depois de anos sendo treina pelo velho Mercúrio, pelas ruas e vielas de Godsgrave, chegou a hora Mia ir em busca da sua vingança. Mas para isso, primeiro ela precisa se tornar uma Lâmina da Igreja Vermelha, devota de Nossa Senhora do Bendito Assassino, uma antiga organização secreta, que forma os melhores assassinos da história de Iterya. Mas para isso ela deverá passar por várias provas e testes, muitos deles fatais, e mostrar que existe uma diferença entre ser feita de ferro e ser feita de vidro.

Eu sou aço.

Em Nevernight, vamos acompanhar a trajetória da Moça Branca e sua jornada para fazer justiça e se vingar daqueles que arruinaram sua vida (ou seriam aqueles que lhe deram um propósito para o qual viver?). Entre aulas mortais, inimizades, desejos e a luta pela sobrevivência, Mia enfrentará muitos inimigos, e até a si mesma, no primeiro volume dessa trilogia que promete arrancar seu fôlego do começo ao fim.

Quando sangue é tudo, tudo é sangue.

Antes de qualquer coisa preciso muito agradecer a Nick Mafra (@nickmafra), e a Julianne Viturini (@julianevituri) por me influenciarem digitalmente a ponto de eu ficar semanas desesperado atrás desse livro.

A idéia inicial era acompanhar a leitura coletiva do The Buddy Reads (@thebuddyreads), dois capítulos por dia, do dia 10/03 até dia 30/03, porém já nos primeiros capítulos ficou muito claro para mim que seria impossível acompanhar esse calendário dada a narrativa e enredo tão envolventes a ponto de me fazer passar o dia pensando apenas no livro.

O livro possui personagens super cativantes, entre eles e na minha opinião o melhor deles, o narrador com seus comentários sarcásticos e instigantes. Jay Kristoff criou um universo envolto em intrigas políticas e fanatismo religioso, com uma protagonista que possui um crescimento evidente em seu objetivo e sobre quem ela é. Outro fato interessante que me tirava o folego a cada capitulo eram os flashbacks da infancia de Mia, nos dando uma nova perspectiva de como foi o surgimento daquela que se tornaria a Matadora de matadores. Como um bom livro voltado para o publico adolescente, não poderia faltar um relacionamento  amoroso entre a nossa protagonista e um belo rapaz.

Já faz algum tempo que um livro não me instiga dessa forma, me fazendo desejar e sofrer pelos próximos volumes. Nos últimos anos, apenas a Cassandra Clare conseguiu tal proeza. Mas posso garantir, que a partir de hoje, o Jay Kristoff já possui um lugar cativo na minha estante.

Agora precisamos falar sobre edição. Já conhecendo outros livros da Plataforma 21, esperava um trabalho gráfico e de edição que valesse a pena o preço de capa que pagamos pelo livro. Nevernight, tem diversos defeitos que não condizem com o valor que pagamos por ele (R$49,90):

  1. – Páginas Brancas, finas e transparente de baixa qualidade;
  2. – Fontes pequenas, que nos trechos em itálico proporcionam a míopes como eu, dores de cabeça e talvez uma visita ao oftalmologista;
  3. – Esse último tópico pode ser um excepcional do meu exemplar, vale ser pontuado: Páginas grudadas.

Tirando esse itens direcionados unicamente a edição brasileira, eu super recomendo a vocês a leitura de Nevernight. Mas leiam com a certeza de irão se apaixonar e contar os segundos até o lançamento de Godsgrave, segundo livro da série em Junho!

[Resenha] Uma Dobra No Tempo

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Livro: Uma Dobra No Tempo – Irmãos Murry #1

Autora: Madeleine L’ Engle

Editora: Harper Collins Brasil

Páginas: 240

Ano: 2018

Sinopse: Era uma noite escura e tempestuosa; a jovem Meg Murry e seu irmão mais novo, Charles Wallace, descem para fazer um lanche tardio quando recebem a visita de uma figura muito peculiar.

“Noites loucas são a minha glória”, diz a estranha misteriosa. “Foi só uma lufada que me pegou de jeito e me tirou da rota. Descansarei um pouco e seguirei meu rumo. Por falar em rumos, meu doce, saiba que o tesserato existe, sim.”

O que seria um tesserato? O pai de Meg bem andava experimentando com a quinta dimensão quando desapareceu misteriosamente… Agora, com a ajuda de três criaturas muito peculiares, chegou o momento de Meg, seu amigo Calvin e Charles Wallace partirem em uma jornada para resgatá-lo. Uma jornada perigosa pelo tempo e o espaço.
Uma dobra no tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para os mestres da fantasia e da ficção científica do mundo, agora adaptada para os cinemas pela Disney. Junte-se à família Murray nesta jornada, entre criaturas fantásticas e novos mundos jamais imaginados.

O Pai de Meg, está desaparecido. A bastante tempo que sua família não tem notícias dele. Nos últimos anos, ele vinha trabalhando em experiências para o governo, é derivado desses experimentos, resultou em seu sumiço.

Desde então a vida de Meg mudou completamente. Suas notas caíram, seu comportamento piorou, e ela vive se envolvendo em brigas, detenções dentro do colégio.

Mas um dia, em meio a uma tempestade, enquanto desfruta de um delicioso chocolate quente, com seu irmão mais que especial, Charles Wallace e sua Mãe, uma figura estranha, envolta em lençóis e frases desconexas, é um jeito bastante peculiar, conhecida como Senhora Quequeé, entra em sua casa e sua vida para vira-la de cabeça para baixo.

[…] Você não precisa entender as coisas para elas existirem.

A partir daí, Meg, seu irmão Charles e seu amigo Calvin, partem em uma jornada para salvar o Pai de Meg. Uma viagem que promete muitas aventuras, mas a maior delas deve acontecer dentro da própria Meg.

Uma Dobra No Tempo, é mais um daqueles livro atemporais, que apesar de ter sido lançado em 1962, possui mensagens e ideais que nos são relevantes e úteis ainda no dia de hoje.

O livro clássico de Madeleine L’Engle, é uma obra necessária, em tempos onde padrões de perfeições tentam determinar como as pessoas devem ser é agir, aprendemos junto com Meg, que nossos defeitos, são quem nós somos, e o amor das pessoas que nos cercam é o que nos mantém forte, não importando as adversidades, se tiver o amor, temos como combate-las.

O coração tem razões que a própria razão desconhece.

55 anos após a publicação original, a Harper Collins nos presenteia com uma edição maravilhosa, desse livro brilhantemente escrito é narrado. Em março, a Disney vai lançar uma adaptação, estrelada pela Oprah Winfrey. O segundo livro da série dos Irmãos Murry, “Um Vento à Porta” já foi publicado no Brasil pela Harper Collins.

Confira o Trailer:

O filme será lançado no Brasil dia 29 de Março.

[Resenha]Em um instante… tudo pode mudar

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Livro: Em um instante… tudo pode mudar

Autor: L.M Gomes

Editora: Qualis

Ano: 2016

Monique não tinha do que reclamar, sua vida era exatamente aquilo que sempre sonhou. Aos 23 anos, prestes a concluir a tão sonhada faculdade, seu namorado era um príncipe, tinha amigos incríveis e era dona do seu destino. Até que viu sua vida nas mãos de um estranho.

Rafael era um cara normal, com sua vida planejada e previsível. Batalhador, pediatra e sonhador, aos 28 anos, acreditava ter seu destino traçado. Mas quem era ele para subestimar o quanto o mundo pode girar?

Eles passavam naquele momento, naquele lugar. Um instante é o suficiente para que tudo possa mudar.

Olá amores, a resenha de hoje é de um livro bem gostosinho, para acabar com qualquer ressaca literária.

Em um instante tudo pode mudar, da autora L.M. Gomes, conta a história da Monique e do Dr. Crush Rafael.

Monique, cursava a faculdade de Literatura e namorava com Carlos a um bom tempo. Rafael namorava com Alessandra a sete anos e mudou-se para cidade de Miranda para seu novo emprego como pediatra e abrir o seu próprio consultório.

Eles se conheceram de uma forma inusitada onde nenhuma pessoa em sã consciência não gostaria de estar. Mas tudo bem, Rafael e Monique desde o início sentem uma forte atração, mesmo sendo comprometidos.

Mas a atração dos dois é forte demais e a necessidade de saber mais um do outro é mais forte do que qualquer coisa que eles pudessem imaginar…

O romance acontece de maneira muito rápida, o que não deixa a leitura ser ruim. Muito pelo contrário.

Apesar da paixão avassaladora, o romance é bem gostoso e a química entre os dois é sentida a cada virada de página do livro.

Mas como nem tudo são flores, tem muita coisa para atrapalhar o romance dos dois, o que torna o livro mais interessante.

A escrita da L.M. Gomes é muito leve e é aquele tipo de romance, que a gente pega num início de tarde e fica com o sorriso no rosto quando terminamos de ler.

Os personagens do livro são fantásticos, e já estou ansiosa pela história do irmão do Dr. Bonitão, o Pedro.