[Variedades] Os melhores apelidos românticos para se inspirar!

Ah, o amor está no ar!

Já pensou em como demonstrar carinho pela pessoa que você ama? A companhia que você gosta, está ao seu lado e lhe faz bem, não precisa se prender aos apelidos clichês – pode é claro, aqui o amor é permitido -, usar algo único para se referir a quem você gosta é uma forma de carinho – quando ela gosta, vale ressaltar – remete a ideia de que algum momento do seu dia foi investido para pensar no quão bem aquela pessoa lhe faz.

É pensando nisso que recapitulei meus casais fictícios, selecionei os apelidos mais fora do comum e nas mais distintas línguas para inspirar a sua mente a criar, pesquisar ou utilizar aquela referência para quem ama e melhor ainda, incitar a curiosidade para ler esses livros (a verdadeira intenção aqui é conquistar mais fãs, confesso):

  • Desejo à meia noite – Monisha e beija-flor

desejo a meia noiteA irmã mais velha da família Hathaway protagoniza Desejo à meia noite, o primeiro livro da série dos 5 irmãos mais… excêntricos da sociedade inglesa, mas o foco aqui é o quanto a personalidade de Amelia Hathaway de proteger sua família a leva de encontro com o rom Cam Rohan, o meio-cigano de postura felina, olhar aguçado e fala mansa conquista a sempre determinada Amelia, que aprende aos poucos sobre a cultura dos ciganos em seu romance com Cam, entre isso a forma como ele se refere a ela, um em referência a sua linguagem cigana, seus costumes ciganos, monisha e o outro, beija-flor, devido a natureza impetuosa dela.

– O que essa palavra quer dizer?
Monisha? É um tratamento carinhoso. – Ele mal conseguia raciocinar. – Os rons dizem isso para a mulher com quem têm intimidade.

  • Série A Maldição do Tigre – Priya, Bilauta, Rajkumari, Priyatama (Iadala, Chittaharini, Prema… a lista é extensa)

a maldicao do tigreNa adorada série sobre tigres, misticismo indiano e magia, Collen Houck criou dois príncipes que parecem um sonho encarnado, literalmente, os irmãos Rajaram, Dhiren – Ren para os íntimos – e Kishan foram condenados a uma maldição que perdura por séculos até então, quando Kelsey Hayes desenvolve um laço afetivo único com um tigre branco de circo, a chave para a quebra da maldição parece estar ao alcance, assim como um sem fim de aventuras e seres sobrenaturais, com um bônus (e tanto!) de novas palavras em hindu, com doses generosas de carinho e encanto dos príncipes irmãos.

Rajkumari, quero lhe dizer obrigado. Obrigado por ficar e me ajudar. Você não sabe quanto isso significa para mim.
– De nada – sussurrei. – E o que significa rajkumari?
Ele me lançou um sorriso branco luminoso e habilmente mudou de assunto.

a garota do calendarioA série A Garota do Calendário, retrata os 12 meses da trajetória de Mia como acompanhante de luxo, com os mais diversos homens, em diferente situações e nacionalidades, no segundo volume, que retrata Fevereiro, o par de Mia é um artista francês, com sua forma aberta de pensar e se expressar, ele contratou Mia para ser sua musa, mas não obstante, a forma como ele se refere a ela não deixa pendência, é linda forma dele de valorizar uma pessoa querida, Jolie é a forma em que ela é vista aos olhos do francês.

— Esta noite, ma jolie, foi muito maior do que qualquer coisa que eu já fiz. Estar com você é… é como ter um lugar especial no mundo. Nunca mais vou ter isso de novo. Eu quero que você saiba que tudo isso tem um significado muito forte para mim.

a furia e a auroraNa trama de Renné Ahdieh, conhecemos a trama de Sherazade, a cidadã de Khorasan que assim como todos, sabe da trágica e revoltante realidade do califa, o rei dos reis, que além de jovem é conhecido pelos inexplicáveis assassinatos de inúmeras esposas, para vingar sua melhor amiga, Sherazade arma uma ardilosa trama para conquistar a confiança e então destruir o califa, ela porém não esperava ser também conquistada pela conflituosa e silenciosa personalidade de Khalid, ficando cada vez mais impossível resistir a esses sentimentos e ao carisma do califa, que cada vez mais cativa pela seus carinhosos gestos.

Joonam. Ele já a chamara assim. Meu tudo.
Como na noite em que ela contara a história de Tala e Mehrdad, por que isso tinha um halo de verdade? 

  • Ligeiramente Seduzidos – Chérie

ligeiramente seduzidosNo quarto volume da série dos irmãos Bedwyns da Mary Balogh, a Bedwyn a protagonizar a trama é a Morgan, a beldade da família e a mais nova entre os irmãos, após o seu debute, Morgan acompanha a melhor amiga e família para Bruxelas, em conta da iminente guerra, em meio a permanente tensão e aos suntuosos eventos da alta sociedade, Morgan conhece Gervase, conde de Rosthorn, o inglês com sangue e vivência francesa que parece flertar descaradamente com ela, que por sua vez tenta a todo tempo ler as entrelinhas das ações do conde, enquanto ele utiliza o charme para tentar deleitar a perspicaz Bedwyn.

Gervase estava encostado na parede de pedra, em um dos lados da entrada da gruta, de braços cruzados.
– Chérie – disse, em um tom suave –, você concordou em me dar uma última oportunidade de convencê-la a não me abandonar, a não partir meu coração.

  • A Transformação de Raven – Cassita 

Em paralelo com a série Inferno de Gabriel, Sylvain decidiu se superar e criar a Noites em Florença, que além de conter essência sobrenatural convém a agraciar os leitores não só com a sagacidade do autor em inserir habilmente teorias bem embasadas e uma lógica fenomenal (super fã aqui!), nessa trama o submundo de Florença ganha um novo tom e a encantadora cidade cativa os sentidos pelos olhos de Raven e William, um enredo enriquecido com as personalidades de dois seres distintos, mas companheiros e um romance tenro, ao mesmo tempo cheio de sensualidade,  uma mulher tenaz e um homem misterioso protagonizam essa trama cheia de suspense e de um romance acalentador, Will surpreende com sua habilidade com o latim e sua carinhosa forma de ver Raven.

– Noé soltou o corvo, e o corvo retornou. Se eu fosse capaz de ter esperança, torceria para você voltar para mim. Boa noite, Cassita.

Em Play, o segundo título da série que retrata sobre os músicos mais hilariantes (e quentes) de todos, a Stage Dive, Malcolm Ericsson, o baterista inveterado da banda é conhecido por seu charme e a sua fama de conquistador o precede, porém o destaque da personalidade dele é o humor, ainda não inventaram um ser tão seguro de si e engraçado como Mal, quem descobre isso de forma inesperada é Anne Rollins, que passa a conviver com a personalidade agitada e cheia de humor do homem das formas mais distintas possíveis, todas elas cheias de risadas, o apelido que Malcolm usa para Anne na versão original é abóbora, entretanto a versão nacional em seu lugar é utilizado moranguinho, por uma escolha da editora acredito, no meu coração vai ser sempre abóbora.

— Você a chama de sua abóbora? — A voz de minha irmã estava cheia de temor. — Será que ela realmente responde?
— Bem, ela finge odiá-lo. Mas, secretamente, eu sei que ela adora. O rosto dela fica todo suave e tudo mais.

  • Nove Regras a Ignorar antes de se apaixonar – Imperatriz

nove regras Em Números do Amor, a Sarah persuade deliciosamente o leitor com um jogo sensual e ao mesmo tempo bem humorado com os números, o primeiro narra a trajetória para descobrir os prazeres proibidos ao público feminino no contexto através de Calpúrnia, uma lady cheia de ousadia, porém retraída, em um momento de dar um ‘basta’ nessa monotonia que se tornou sua vida, Callie decide fazer uma lista escandalosa de atividades para cumprir, mesmo pondo sua reputação em risco, ela toma todas as devidas precauções, para cumprir o primeiro item de sua lista, ela vai em busca do homem mais angelicamente devasso de Londres, o marquês de Ralston, Gabriel é um homem cheio de lábia e em um momento de reflexão histórica referente ao nome de Callie, decide lhe chamar de Imperatriz.

– Ainda não desistiria dessa parte dela, Imperatriz.
Callie prendeu a respiração diante do apelido, que trazia consigo uma lembrança difusa de muito tempo atrás.

nutsProtagonizado pela Roxie, Nuts retrata a trajetória da chef que após um incidente envolvendo manteiga – isso mesmo, você leu certo! –  e atendendo o pedido de sua mãe, ela retorna para Bailley Falls, sua cidade natal e lugar que ela temia retornar, mas quando a vizinhança é boa, algumas decisões podem ser bem… repensadas, isso acontece ao conhecer o mais quente agricultor da região, Leo, um interlúdio envolvendo os dois é promissor, melhor ainda quando ele habilmente sabe como incitar a chef com um exótico apelido.

— Me chame disso de novo e eu estarei cancelando a aula de picles — Corri minhas mãos pelo seu cabelo e couro cabeludo, obtendo um gemido satisfeito em resposta.
— Ervilha? Isso te excita? — Perguntou, e eu inclinei a cabeça para cima em sinal de rebeldia.

A noiva do capitaoNo terceiro volume da série Castles Ever After, Maddie cria um noivo perfeito que lhe escreve cartas de seu contingente do exército, o capitão Logan Mackenzie –  ou MacFajuto como ela gostava de brincar nas cartas que ela escrevia para ele – um escocês que se encontra em meio aos combatentes do exército como um apreciado capitão, todavia a mentira tem perna curta, pior ainda, para Maddie tem pernas longas, usa kilt, tem olhos azuis e os mais escandalosos trunfos na manga, mais conhecidos como correspondências, sim! O capitão de Maddie existe e foi em busca de sua noiva, que havia lhe matado (?) heroicamente em suas cartas, afim de dar um fim ao seu passado comprometedor, mas o seu passado sabe como ser persuasivo e encantador com seu gaélico bem aplicado.

— Não sou nenhum fantasma, mo chridhe. Só um homem. De carne e osso.
Mo chridhe. Ele ficava usando essas palavras… Maddie não era fluente em gaélico, mas ao longo dos anos ela aprendeu algumas palavras aqui e ali. Ela sabia que mo chridhe significava “meu coração”.


Tem algum para acrescentar a lista? Conta para mim!

[Resenha] Romance com o Duque

Livro: Romance com o Duque (Castles Ever After #1)
Autora: Tessa Dare
Ano: 2016
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Sinopse: A doce Isolde Ophelia Goodnight, filha de um escritor famoso, cresceu cercada por contos de fadas e histórias com finais felizes. 
Ela acreditava em destino, em sonhos e, principalmente, no amor verdadeiro. Amor como o de Cressida e Ulric, personagens principais do romance de seu pai.
Romântica, ela aguardava ansiosamente pelo clímax de sua vida, quando o seu herói apareceria para salvá-la das injustiças do mundo e ela descobriria que um beijo de amor verdadeiro é capaz de curar qualquer ferida.
Mas, à medida que foi crescendo e se tornando uma mulher adulta, Izzy percebeu que nenhum daqueles contos eram reais. 
Ela era um patinho feio que não se tornou um cisne, sapos não viram príncipes, e ninguém da nobreza veio resgatá-la quando ela ficou órfã de mãe e pai e viu todos os seus bens serem transferidos para outra pessoa.
Até que sua história tem uma reviravolta: Izzy descobre que herdou um castelo em ruínas, provavelmente abandonado, em uma cidade distante. O que ela não imaginava é que aquele castelo já vinha com um duque…

Nada aqui fica pela metade, ainda mais com um incentivo delirante desse!

Tessa é uma criadora de histórias sempre sagaz, laça atenções e faz borbulhar constantes risadas com sua escrita cheia de humor inteligente, fortificando ainda mais seu enredo ao inserir uma heroína fora do convencional e aquele mocinho “cheio de marra” em que nós atiça a imaginar a sua queda para uma mulher além de seus limites “viris”.

Isolde Godnight é uma síntese, se distancia das heroínas usuais dos romances de época pelos cabelos arredios, dona de uma cabeleira cacheada arredia, a promessa de franqueza total dela é real, não importa o quão escandaloso é o seu pensamento, ela busca exprimir isso de forma honesta, se atendo somente em raros momentos em prol de manter a imagem de donzela que as histórias de seu pai a pintam. Com traços de uma personalidade convicta de suas opiniões e ideologias, nem mesmo o abandono de seu pai e a miséria pela qual passou dobrou seu espírito, com direito a um último destaque para o fator decisivo na trama, como uma amante de histórias, Izzy adora repensar suas discussões anteriores e imaginar respostas mais ferinas – algo que faço e com frequência, acredito não ser a única.

“Eu pensei em uma coisa”, ela disse, agitada. “Isso me ocorreu durante a noite, na cama. R-A-NS-O-M.”
“O quê?” Ele perguntou enquanto alongava o pescoço.
“Na primeira noite, você perguntou se precisaria soletrar ‘perigo’ para mim. Mas então, no meio do caminho, você esqueceu como soletrar perigo.”

Ransom é orgulhoso, tal que mesmo diante da delicada situação envolvendo sua visão, o mesmo se recusa a receber qualquer auxílio, vivendo isolado não só por seu orgulho, mas se afastando dos possíveis olhares de pena da sociedade. A catástrofe que lhe causa dores excruciantes e lhe incapacitou a visão ainda é misteriosa, alguns fatos são verídicos, porém a verdadeira face do acontecido somente e o duque e não compartilha com ninguém, o que atiça ainda mais a curiosidade de Izzy, um homem tão orgulhoso e uma fortaleza de si não parece possível ser uma vítima do acaso, é aqui que entra o apreço por histórias e contos dela.

Não se enganem, o olhos danificados do duque não são de todo um empecilho, é devido a isso que outros sentidos são aguçados e a percepção explorada de uma nova forma. A própria Izzy se surpreende com o fato promissor – ao mesmo tempo comprometedor – que Ransom por si foi capaz de tirar a conclusão que ela manteve por baixo dos panos, de forma a ser conveniente a sua família e a condição da sociedade em que se inseria, em que uma mulher tinha excessivas limitações.

Antes do acidente, Ransom nunca teve dificuldade para atrair a atenção das mulheres. Mas as que se sentiam atraídas por ele eram mulheres experientes e seguras de si. Não garotas tolas e impressionáveis. E será que ele estava ficando louco ou elas simplesmente não notaram a cicatriz que lhe deformava um lado do rosto?
Bom Deus. Uma delas beliscou seu traseiro. E então todas soltaram risinhos.

Enquanto Izzy se esforça para se afirmar a senhoria do castelo – ou ao menos como dona do único lar que lhe cabe -, Ransom tenta a todo custo se livrar dela, um estorvo para o seu isolamento e sossego. Todavia uma trama articulada para retirar qualquer direito ducal dele e para impedir que os agentes desse plano ardiloso tenham sucesso, Ransom descobre que precisa de ajuda e abdicar de seu orgulho, todavia para ele o importante é assegurar que a pequena Izzy, a desbravadora e corajosa mulher que conquistou aquilo que ele não sabia ter mais: seu coração.

[Resenha] A Noiva do Capitão

Livro: A Noiva do Capitão (Castles Ever After #3)
Autora: Tessa Dare
Ano: 2017
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Sinopse: Madeline possui muitas habilidades preciosas: é uma excelente desenhista, escreve cartas como ninguém e tem uma criatividade fora do comum. Mas se tem algo em que ela nunca consegue obter sucesso, por mais que tente, é em se sentir confortável quando está cercada por muitas pessoas…
Chega a lhe faltar o ar! Um baile para ser apresentada à Sociedade é o sonho de muitas garotas em idade para casar, mas é o pesadelo de Maddie.
E, para escapar dessa obrigação, a jovem cria um suposto noivo: um capitão escocês. 
Ela coloca todo o seu amor em cartas destinadas ao querido – e imaginário – Capitão Logan MacKenzie e convence toda a sua família de que estão profunda e verdadeiramente apaixonados.
Maddie só não imaginava que o Capitão “MacFajuto” iria aparecer à sua porta, mais lindo do que ela descrevia em suas cartas apaixonadas e pronto para cobrar tudo o que ela lhe prometeu.

Alguém disse Tessa? Isso mesmo ladies e lordes!

Tessa novamente laça admiradores em um livro digno de vivas e com um lirismo inteligente, além de um enredo cheio de personalidade, cada personagem é bem tecido e contribui para a trama com sua própria particularidade. A pitada de humor sagaz é um ícone nesse livro, a heroína é uma mulher que representa quem lê a obra em admiração, o pensamento que vai lhe assaltar é o que ela de forma desinibida vai sentir e ir além, vai expor, uma contraposição com um escocês cheio de segredos, um enigma para uma curiosa, o sinônimo de uma leitura sensacional.

Madeleine é a síntese de uma mulher eloquente e cheia de vigor, impelida pelo seu temor extremo a grandes socializações, ela inventa um noivo e uma história cheia de romantismo e promessa de amor desmedido entre ela e o capitão escocês Logan Mackenzie, o personagem fictício a que ela se manteve literalmente fiel, escrevendo-lhe com frequências durante anos, a sua válvula de escape.

Acreditando levar a farsa muito adiante, a ponto de se tornar a herdeira do castelo de Lannair, ela decide finalizar esse conto com uma tragédia pitoresca: a morte heroica do seu querido capitão MacFictício – substitua por MacMaravilhoso -, o que ela não esperava era que todas essas cartas enviadas aparentemente sem destinatário era lida, ou seja, todos os segredos e mentiras, além de desenhos, eram recebidos e assimilados.

Então ele colocou o papel sobre a mesa e levou a mão à sua bolsa, de onde retirou algo inesperado. Um par de óculos. Quando ele ajustou a armação despretensiosa no rosto, a mudança em sua aparência foi imediata e profunda. Profundamente excitante. 

Anos após a morte de seu suposto noivo, Maddie ainda permanece em vestidos de luto, dedicada a sua solitária e calmante vida de ilustradora, distante do mundo afora das paredes do castelo, uma visita inesperada se revela como seu passado sombrio e mentiroso, seu presente tranquilo e a promessa de um futuro conturbado, o Capitão Logan Mackenzie, o destinatário imaginário das inúmeras tolas cartas, eme carne e osso, beleza de tirar o fôlego, todavia um homem com um objetivo e disposto a até mesmo destruir a reputação da mulher que lhe revelou as profundezas de suas personalidade e segredos.

Logan Mackenzie parece saído de um delírio sensual a primeira vista, mas no momento em que sua obstinação vem a tona é possível reconsiderar o primeiro momento, mesmo os reflexos ruivos de seus cabelos e barba, a sua kilt e seus profundos olhos azuis, é uma bela capa para um interior conflituoso. Desde cedo, Logan já recebia duros golpes da vida, mesmo de sua própria família, esse passado turbulento deixou um profundo marco em sua personalidade e o último golpe que lhe foi aplicado não foi no campo de batalha, foi em um folha de papel, sob a pena de Madeleine, a seu ver uma mulher que sequer lhe conhecia o usou e descartou.

Ele demonstra não se preocupar com esse fato e utiliza de seus subterfúgios para manter àqueles que protege em segurança, em um lar, usando o trunfo que lhe convém contra Madeleine Gracechurch, e acaba aos poucos eles mesmo cedendo as pronúncias hipnotizantes das palavras em gaélico – me apaixonei perdidamente pela forma carinhosa em gaélico que ele usa, mo chridhe (meu coração) – se estendendo ao seu ver de forma inconveniente a naturalidade despreocupada da inglesa de mente expansiva.

— Você pode dizer que não quer chamar atenção, mas eu presto toda atenção em você. — Ele afastou a cabeça e deixou que seu olhar percorresse o corpo dela. — Na verdade, estou começando a me sentir um tipo de naturalista. Com interesses muito particulares. Estou me tornando um especialista em Madeline Eloise Gracechurch.
— Logan…
— E mo chridhe, você não pode me impedir.

Um relacionamento enveredado por mentiras e provocações é o pontapé da ligação entre Maddie e Logan, ambos com personalidades bem marcadas, enquanto um representa o conhecimento, o outro, a experiência de vida, um conflito de interesses os afasta de forma atrativa, os dois se completam, porém nenhum dos dois quer perder, são assumidamente orgulhosos. A marca despretensiosa de Madeline fascina as pessoas a seu redor – Grant que o diga -, embora ela possua suas fraquezas as assume e utiliza seus potenciais como escudo, almejando se tornar uma requisitada ilustradora com o seu dom para o desenho.

— Você inventou que eu tinha morrido e me abandonou.
Lá estava. A raiz de toda raiva dele, nua e pulsante, como uma ferida exposta.
— E essa não foi a primeira vez que você foi abandonado, não é?
Ele não respondeu. Não conseguiu.
Na tréig mi — ela sussurrou. — Não me abandone. Você sabia que diz isso enquanto está dormindo?

Além dos momentos e atritos compartilhados, as cartas que relatavam sobre o suposto romance dos dois acaba se convertendo em um modo de troca e sutil deliberação, onde Madeleine e Logan reinventam fatos e tecem uma história por cima da história, é absolutamente o livro mais delicioso para rir junto a um casal enérgico, com um homem de ações inimagináveis e uma mulher curiosa e cheia, repito, cheia de imaginação, o que torna quase impossível de não identificar-se com seu modo de ver o mundo.


Escrevi correndo e fui reler!

[Resenha] Diga sim ao marquês

Diga sim ao marquêsLivro: Diga sim ao marquês
Autora: Tessa Dare
Ano: 2016
Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Sinopse: Aos 17 anos, Clio Whitmore tornou-se noiva de Piers Brandon, o elegante e refinado Marquês de Granville e um dos mais promissores diplomatas da Inglaterra. Era um sonho se tornando realidade! Ou melhor, um sonho que algum dia talvez se tornasse realidade…
Oito anos depois, ainda esperando o noivo marcar a data do casamento, Clio já tinha herdado um castelo, tinha amadurecido e não estava mais disposta a ser a piada da cidade. Basta! Ela estava decidida a romper o noivado.
Bom… Isso se Rafe Brandon, um lutador implacável e irmão mais novo de Piers, não conseguir impedi-la. Rafe, apesar de ser um dos canalhas mais notórios de Londres, prometeu ao irmão que cuidaria de tudo enquanto ele estivesse viajando a trabalho. Isso incluía não permitir que o Marquês perdesse a noiva. Por isso, está determinado a levar adiante os preparativos para o casamento, nem que ele mesmo tenha que planejar e organizar tudo.

 Uma resenha de época para se apaixonar hoje!

Romance de época? OK. Enredo envolvente? OK. História de tirar o fôlego? OK e ponha uma grande OK para todos os requisitos dessa trama de tirar qualquer outra vontade que não seja ler esse livro magnífico. A Tessa Dare se reafirma a cada livro, não tem limites o talento e a capacidade de confecção de um belo livro da Tessa e em Diga sim ao Marquês, é construído um divisor de águas para reações que vão de apaixonantes a raiva desenfreada, Tessa é sensacional no que faz e com maestria transforma um livro em uma aventura cheia de romance e fãs, em apaixonados.

Sobre a Clio, primeiro começa com aquela dificuldade de ler Clio e não converter em Cléo, todavia, quando a Sr. Whitmore decidiu que vai tomar as rédeas do seu destino, meu caros, só se prostrando ao pés dessa solidez de caráter. Depois de 8 anos esperando por um casamento que parece estar ainda mais longe de acontecer, Clio tomou uma decisão, chega de esperar, agora dona de seu castelo e com uma habilidade e vontade além do comum para administrar a própria e empreender, ela rompe com sua antiga personalidade e amadurece para fazer o que bem entender.

“Você gostaria de ouvir uma história para dormir?”
“Na verdade, não.”
Colocando a mão no peito dele, Clio o empurrou, fazendo-o deitar no colchão.
“Vai ouvir mesmo assim.”

Então diante de tudo o que Clio precisa romper, o noivado é prioridade, então surge o Rafe, irmão mais novo do marquês em questão, Piers Granville, tudo bem que o mocinho é de tirar o fôlego com todos os méritos que um bom libertino tem que ter para incitar a curiosidade, mas o que há melhor do que ver as barreiras de um homem forte cair por terra e um novo lado vir à tona? Rafe, assim como Clio possui um objetivo, mas diferente dela que possui toda uma criação e preparação para uma vida de marquesa e talentos ocultos, Rafe é um boxeador, esporte que ele usa como um título, desde que filho de um marquês é insignificante, tanto tempo vivendo afastado de sua família, mesmo administrando os bens do marquesado do irmão, Rafe não segue as regras da Sociedade e possui um desejo latente de se reafirmar e estar ao lado de Clio.

“Eu e meu irmão somos diferentes de muitas maneiras. De quase todos os modos. Ele é diplomata, eu sou o lutador. Ele cumpre seu dever, eu sou um rebelde. Ele passou oito anos sem lhe dizer o quão atraente você é.” Ele foi até a porta, fechou-a e virou a chave. “E eu não vou esperar nem mais um minuto.”

Não satisfeita com um enredo bem trabalhado e bem explorado, todos os personagens são desenvolvidos na medida certa, como no caso do treinador de Rafe, Bruiser, o cão de Piers que está sob os cuidados de Rafe, Ellingworth, o cunhado de Clio, Lorde Teddy Cambourne, casado com Daphne – ambos arrogantes, isso é inegável. Mas quem verdadeiramente se destaca é a irmã mais nova de Clio, ainda mais nova que Daphne, Phoebe, com apenas 16 anos, a garota é mais brilhante que todos os adultos juntos, deixando todos surpresos e estupefatos com seu raciocínio rápido e agilidade de resolução de problemas até então sem qualquer chance de solução.

“Será que você estaria interessada em me ajudar a fundar uma cervejaria?”
“Não sei no que eu poderia ajudar.” Phoebe pegou um pedaço de barbante do bolso. “Mas eu ganhei mil e oitocentas libras no carteado a noite passada. Eu quero investir.”

É quase impossível não criar certo asco quanto ao Piers, o que se fortifica ainda mais ao ver os sofrimentos que são infligidos a Clio, que as 24 anos já poderia ser taxada por solteirona. Porém o quadro é agravado ao ser noiva por 8 anos e sem quaisquer perspectiva de casamento, é quando a Sociedade entra com abusadores em relação do estarrecimento da ocasião e transforma a Srta. Whitmore – para um termo pejorativo – em Srta. Wait-More, em tradução Srta. Espera-Mais e ainda tornando-a temática principal de reuniões de cavalheiros como parte de aposta, tendo em visto seu casamento retardatário.

Para finalizar, o que dizer da Gutenberg que transformou qualquer um que batesse os olhos nesse livro em apreciadores natos? Se duvidarem do que lhes digo, os desafio a irem na livraria mais próxima e provar em primeira mão o trabalho editorial esplêndido da editora, que além de investir em um gênero que adoro com todas as forças, desenvolveu exemplares com capas e apelo visual geral simplesmente cativante, com detalhes bem pensados, desde o produção de um livro com qualidade até itens que passariam despercebidos como a modelo da capa e a cor de seu vestido em acordo com a preferência pessoal da própria protagonista.


Se tenho uma dica hoje, ela é: Leiam esse livro e se divirtam imensamente!