[Variedades] Os melhores apelidos românticos para se inspirar!

Ah, o amor está no ar!

Já pensou em como demonstrar carinho pela pessoa que você ama? A companhia que você gosta, está ao seu lado e lhe faz bem, não precisa se prender aos apelidos clichês – pode é claro, aqui o amor é permitido -, usar algo único para se referir a quem você gosta é uma forma de carinho – quando ela gosta, vale ressaltar – remete a ideia de que algum momento do seu dia foi investido para pensar no quão bem aquela pessoa lhe faz.

É pensando nisso que recapitulei meus casais fictícios, selecionei os apelidos mais fora do comum e nas mais distintas línguas para inspirar a sua mente a criar, pesquisar ou utilizar aquela referência para quem ama e melhor ainda, incitar a curiosidade para ler esses livros (a verdadeira intenção aqui é conquistar mais fãs, confesso):

  • Desejo à meia noite – Monisha e beija-flor

desejo a meia noiteA irmã mais velha da família Hathaway protagoniza Desejo à meia noite, o primeiro livro da série dos 5 irmãos mais… excêntricos da sociedade inglesa, mas o foco aqui é o quanto a personalidade de Amelia Hathaway de proteger sua família a leva de encontro com o rom Cam Rohan, o meio-cigano de postura felina, olhar aguçado e fala mansa conquista a sempre determinada Amelia, que aprende aos poucos sobre a cultura dos ciganos em seu romance com Cam, entre isso a forma como ele se refere a ela, um em referência a sua linguagem cigana, seus costumes ciganos, monisha e o outro, beija-flor, devido a natureza impetuosa dela.

– O que essa palavra quer dizer?
Monisha? É um tratamento carinhoso. – Ele mal conseguia raciocinar. – Os rons dizem isso para a mulher com quem têm intimidade.

  • Série A Maldição do Tigre – Priya, Bilauta, Rajkumari, Priyatama (Iadala, Chittaharini, Prema… a lista é extensa)

a maldicao do tigreNa adorada série sobre tigres, misticismo indiano e magia, Collen Houck criou dois príncipes que parecem um sonho encarnado, literalmente, os irmãos Rajaram, Dhiren – Ren para os íntimos – e Kishan foram condenados a uma maldição que perdura por séculos até então, quando Kelsey Hayes desenvolve um laço afetivo único com um tigre branco de circo, a chave para a quebra da maldição parece estar ao alcance, assim como um sem fim de aventuras e seres sobrenaturais, com um bônus (e tanto!) de novas palavras em hindu, com doses generosas de carinho e encanto dos príncipes irmãos.

Rajkumari, quero lhe dizer obrigado. Obrigado por ficar e me ajudar. Você não sabe quanto isso significa para mim.
– De nada – sussurrei. – E o que significa rajkumari?
Ele me lançou um sorriso branco luminoso e habilmente mudou de assunto.

a garota do calendarioA série A Garota do Calendário, retrata os 12 meses da trajetória de Mia como acompanhante de luxo, com os mais diversos homens, em diferente situações e nacionalidades, no segundo volume, que retrata Fevereiro, o par de Mia é um artista francês, com sua forma aberta de pensar e se expressar, ele contratou Mia para ser sua musa, mas não obstante, a forma como ele se refere a ela não deixa pendência, é linda forma dele de valorizar uma pessoa querida, Jolie é a forma em que ela é vista aos olhos do francês.

— Esta noite, ma jolie, foi muito maior do que qualquer coisa que eu já fiz. Estar com você é… é como ter um lugar especial no mundo. Nunca mais vou ter isso de novo. Eu quero que você saiba que tudo isso tem um significado muito forte para mim.

a furia e a auroraNa trama de Renné Ahdieh, conhecemos a trama de Sherazade, a cidadã de Khorasan que assim como todos, sabe da trágica e revoltante realidade do califa, o rei dos reis, que além de jovem é conhecido pelos inexplicáveis assassinatos de inúmeras esposas, para vingar sua melhor amiga, Sherazade arma uma ardilosa trama para conquistar a confiança e então destruir o califa, ela porém não esperava ser também conquistada pela conflituosa e silenciosa personalidade de Khalid, ficando cada vez mais impossível resistir a esses sentimentos e ao carisma do califa, que cada vez mais cativa pela seus carinhosos gestos.

Joonam. Ele já a chamara assim. Meu tudo.
Como na noite em que ela contara a história de Tala e Mehrdad, por que isso tinha um halo de verdade? 

  • Ligeiramente Seduzidos – Chérie

ligeiramente seduzidosNo quarto volume da série dos irmãos Bedwyns da Mary Balogh, a Bedwyn a protagonizar a trama é a Morgan, a beldade da família e a mais nova entre os irmãos, após o seu debute, Morgan acompanha a melhor amiga e família para Bruxelas, em conta da iminente guerra, em meio a permanente tensão e aos suntuosos eventos da alta sociedade, Morgan conhece Gervase, conde de Rosthorn, o inglês com sangue e vivência francesa que parece flertar descaradamente com ela, que por sua vez tenta a todo tempo ler as entrelinhas das ações do conde, enquanto ele utiliza o charme para tentar deleitar a perspicaz Bedwyn.

Gervase estava encostado na parede de pedra, em um dos lados da entrada da gruta, de braços cruzados.
– Chérie – disse, em um tom suave –, você concordou em me dar uma última oportunidade de convencê-la a não me abandonar, a não partir meu coração.

  • A Transformação de Raven – Cassita 

Em paralelo com a série Inferno de Gabriel, Sylvain decidiu se superar e criar a Noites em Florença, que além de conter essência sobrenatural convém a agraciar os leitores não só com a sagacidade do autor em inserir habilmente teorias bem embasadas e uma lógica fenomenal (super fã aqui!), nessa trama o submundo de Florença ganha um novo tom e a encantadora cidade cativa os sentidos pelos olhos de Raven e William, um enredo enriquecido com as personalidades de dois seres distintos, mas companheiros e um romance tenro, ao mesmo tempo cheio de sensualidade,  uma mulher tenaz e um homem misterioso protagonizam essa trama cheia de suspense e de um romance acalentador, Will surpreende com sua habilidade com o latim e sua carinhosa forma de ver Raven.

– Noé soltou o corvo, e o corvo retornou. Se eu fosse capaz de ter esperança, torceria para você voltar para mim. Boa noite, Cassita.

Em Play, o segundo título da série que retrata sobre os músicos mais hilariantes (e quentes) de todos, a Stage Dive, Malcolm Ericsson, o baterista inveterado da banda é conhecido por seu charme e a sua fama de conquistador o precede, porém o destaque da personalidade dele é o humor, ainda não inventaram um ser tão seguro de si e engraçado como Mal, quem descobre isso de forma inesperada é Anne Rollins, que passa a conviver com a personalidade agitada e cheia de humor do homem das formas mais distintas possíveis, todas elas cheias de risadas, o apelido que Malcolm usa para Anne na versão original é abóbora, entretanto a versão nacional em seu lugar é utilizado moranguinho, por uma escolha da editora acredito, no meu coração vai ser sempre abóbora.

— Você a chama de sua abóbora? — A voz de minha irmã estava cheia de temor. — Será que ela realmente responde?
— Bem, ela finge odiá-lo. Mas, secretamente, eu sei que ela adora. O rosto dela fica todo suave e tudo mais.

  • Nove Regras a Ignorar antes de se apaixonar – Imperatriz

nove regras Em Números do Amor, a Sarah persuade deliciosamente o leitor com um jogo sensual e ao mesmo tempo bem humorado com os números, o primeiro narra a trajetória para descobrir os prazeres proibidos ao público feminino no contexto através de Calpúrnia, uma lady cheia de ousadia, porém retraída, em um momento de dar um ‘basta’ nessa monotonia que se tornou sua vida, Callie decide fazer uma lista escandalosa de atividades para cumprir, mesmo pondo sua reputação em risco, ela toma todas as devidas precauções, para cumprir o primeiro item de sua lista, ela vai em busca do homem mais angelicamente devasso de Londres, o marquês de Ralston, Gabriel é um homem cheio de lábia e em um momento de reflexão histórica referente ao nome de Callie, decide lhe chamar de Imperatriz.

– Ainda não desistiria dessa parte dela, Imperatriz.
Callie prendeu a respiração diante do apelido, que trazia consigo uma lembrança difusa de muito tempo atrás.

  • Nuts – Ervilha

nutsProtagonizado pela Roxie, Nuts retrata a trajetória da chef que após um incidente envolvendo manteiga – isso mesmo, você leu certo! –  e atendendo o pedido de sua mãe, ela retorna para Bailley Falls, sua cidade natal e lugar que ela temia retornar, mas quando a vizinhança é boa, algumas decisões podem ser bem… repensadas, isso acontece ao conhecer o mais quente agricultor da região, Leo, um interlúdio envolvendo os dois é promissor, melhor ainda quando ele habilmente sabe como incitar a chef com um exótico apelido.

— Me chame disso de novo e eu estarei cancelando a aula de picles — Corri minhas mãos pelo seu cabelo e couro cabeludo, obtendo um gemido satisfeito em resposta.
— Ervilha? Isso te excita? — Perguntou, e eu inclinei a cabeça para cima em sinal de rebeldia.

A noiva do capitaoNo terceiro volume da série Castles Ever After, Maddie cria um noivo perfeito que lhe escreve cartas de seu contingente do exército, o capitão Logan Mackenzie –  ou MacFajuto como ela gostava de brincar nas cartas que ela escrevia para ele – um escocês que se encontra em meio aos combatentes do exército como um apreciado capitão, todavia a mentira tem perna curta, pior ainda, para Maddie tem pernas longas, usa kilt, tem olhos azuis e os mais escandalosos trunfos na manga, mais conhecidos como correspondências, sim! O capitão de Maddie existe e foi em busca de sua noiva, que havia lhe matado (?) heroicamente em suas cartas, afim de dar um fim ao seu passado comprometedor, mas o seu passado sabe como ser persuasivo e encantador com seu gaélico bem aplicado.

— Não sou nenhum fantasma, mo chridhe. Só um homem. De carne e osso.
Mo chridhe. Ele ficava usando essas palavras… Maddie não era fluente em gaélico, mas ao longo dos anos ela aprendeu algumas palavras aqui e ali. Ela sabia que mo chridhe significava “meu coração”.


Tem algum para acrescentar a lista? Conta para mim!

[Resenha] Deep

deep_1481318964634202sk1481318964bLivro: Deep
Autora: Kylie Scott
Ano: 2017
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 320
Sinopse: Ben Nicholson é o único homem que já fez a garota 
comum, Lizzy Rollins, sentir-se ao mesmo tempo completamente 
segura e louca de desejo. O problema é que Ben é o baixista 
irresistivelmente sexy de Stage Dive, e, não importa o quanto
 Lizzy deseje o contrário, ele só está procurando 
por diversão. Além disso, Lizzy não tem a mínima chance – 
a menos que ela possa conseguir que ele a veja além do fato dela ser a irmã mais 
nova da mulher do seu companheiro de banda.
Quando Lizzy se vê em apuros, em Las Vegas, Ben está lá para 
ajudá-la. Mas,depois de um grande erro, os dois aprendem rapidamente que o que 
acontece em Vegas, nem sempre fica em Vegas. Agora Lizzie e Ben estão conectados 
da maneira mais profunda possível... mas será que levará a algo mais?

Lizzy, irmã de Anne e consequentemente, a nova irmãzinha do baterista enlouquecido da Stage Dive, Mal – que é caçula de sua família também – acaba por se revelar uma garota ardente, uma acadêmica dedicada. mas sua maior atração sexual atende pelo nome de Ben Nicholson, o baixista, grande como um lenhador e de bônus amigo de infância de Mal. A atração é o suficiente para pôr em jogo todos os instintos adormecidos da garota, decidida a fazer o baixista usar dos meios mais convincentes para mostrar que ela vale muito do mais do que uma noite.

Elizabeth Rollings é uma universitária com hormônios a flor da pele e com uma queda inegável por Ben, o que os envolve em um jogo ardente de sedução e desejo, enquanto ela tenta usar todo tipo de persuasão possível para convencer o baixista, ele tenta negar o desejo e finge não perceber os avanços decididos dela. Quando em uma noite de paixão fervorosa resulta em uma consequência a longo prazo, Lizzy se vê incapaz de revelar a fonte de seus tormentos e tenta se fechar de tudo, para proteger a si e ao seu futuro, mas seus planos são frustrados quando uma desagradável notícia recai sobre todos, sob a sombra do mal estar frequente dela e de Lena, é então escancarada a gravidez de ambas.

— Fora!
— Onde estão as maneiras, docinho? Que tipo de exemplo você dará, hmm? —
Eu grunhi. — Por favor, Ben, você tiraria as suas calças para mim? É meio que importante.

— Claro que sim, Liz. Obrigado por perguntar tão bem.

A revelação põe a prova não só o lado super protetor de Anne, como testa os laços de amizade entre Mal e Ben, já que antes de ser um baterista louco e um apaixonado inveterado, Malcolm é novo cunhado/irmão de Lizzy e seu melhor amigo ultrapassou os limites ao seduzir e se deixar seduzido pela irmãzinha dele, entretanto, a própria Lizy demonstra que sabe o que quer e assume que quis isso e foi atrás, só não era esperada tais consequências como ser mãe de uma hora para a outra.

O baterista maluco ficou em um joelho na frente de Anne, estendendo uma mão. Com um sorriso, ela colocou os dedos nos dele.
— Quem é essa sobrenatural criatura que eu vejo em minha frente? — ele perguntou. — Você ofusca os meus olhos, estranha misteriosa. Eu preciso saber quem é você imediatamente.
— Eu sou sua esposa.
— Pensei que você parecia familiar.

Agora Lizzy e Ben vão ter que sobreviver essa fase juntos, em uma relação que fica entre amizade e “não envolvimento sexual” – até segunda ordem – afinal a família de ambos estão juntas e acompanhando os dois. Mesmo Lizzy sabe que não tem escolha a não ser tolerar uma turnê badalada com a Stage Dive com sua recém descoberta gravidez e a aparente vida agitada do pai de seu filho, o homem de seus delírios mais eróticos.

— Porque você é minha, e eu sou seu. E eu quero deixar isso claro para todo mundo. — Jimmy foi para frente, olhando para ela. — Eu te amo, Lena. Ponha a porra do anel. 
— Ponha a porra do anel. — ela murmurou, imitando o homem. Em um discreto show de emoção, a morena muito grávida fungou. — Francamente. Você nem ao menos disse ‘por favor.’ 
Jimmy revirou os olhos. — Por favor. —

Quem leu os anteriores pode se apaixonar pelo desenvolvimento da obra, a Kylie não só conduziu com maestria o desenvolvimento de Ben e Lizzy, como também inseriu um pouco do acontecia ao redor dos dois, o resultado é um livro engraçado com um enredo envolvente.  A contribuição das interações dos casais anteriores permitem matar aquela saudade, Lena e Jimmy está aprendendo a conviver com os sentimentos mútuos, Jimmy continua arisco nas suas interações, porém claramente de quatro pela morena, por outro Mal e Anne avançam no relacionamento e vivem uma lua de mel agitadíssima, enquanto isso o sempre amoroso Dave só tem olhos para sua Ev, que se demonstra afoita por seu marido.


Deep fecha a série com momentos de chorar de rir de Lizzy e Ben E claro, tem playlist também:

[Resenha] Lead

LeadLivro: Lead
Autora: Kylie Scott
Ano: 2016
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 368
Sinopse: Como vocalista do Stage Dive, Jimmy estava habituado a ter o que quiser, quando quiser, seja bebida alcoólica, drogas ou mulheres. No entanto, quando um desastre nas relações públicas serve como um despertar para sua vida e o leva para uma clínica de reabilitação, ele conhece Lena, sua nova assistente em tempo integral para mantê-lo longe de problemas.
Lena não está disposta a aceitar merda do sexy roqueiro e está determinada a manter seu relacionamento completamente profissional, apesar da forte química entre eles. Mas quando Jimmy vai longe demais, Lena vai embora, e ele percebe que pode ter perdido a melhor coisa que já aconteceu com ele.

Confesso que tenho uma queda pela lena!

Agora a verdade pode vir à tona, quando conheci a série comecei por esse livro, a lógica de uma pessoa que decide começar pelo 3º livro é questionável, mas deixem as conclusões sobre essa peculiaridade para depois desse casal que se odeia, mas, no fundo, se ama, Lena e Jimmy, que são duas peças controversas de um quebra-cabeça.

Lena é a protagonista que mais amo, sarcástica, cínica e sabe o que quer e quando quer, o que a leva a perceber que está na hora de cortar a proximidade que vem em conviver com seu até então chefe, James Dylan Ferris (sinto uma referência ao bad boy de todos os tempos, James Dean), para nós (que somos muito íntimos) Jimmy Ferris, vocalista do Stage Dive e consagrado não só pelo rostinho de esquentar o sangue, como pelo surtos com relação a drogas e bebidas.

— Você só está com ciúmes do meu estilo impressionante. — Eu segurei o meu e-reader contra o meu peito, fazendo o meu melhor para esconder meus mamilos felizes. — Eu aposto que você dorme vestido com Armani ou algo assim, não é? Prada, talvez? — Ele riu. — O que você quer, Jimmy?

Aquele cara chato, metido e viciado que se apresentou no primeiro livro, Lick e parecia só fazer idiotice na sua relação com seu irmão Dave, amadureceu em Play e agora no terceiro livro da série, Lead, depois que a vida dele desandou e quem está ao seu lado o tempo todo, a assistente e “quase” amiga, Lena. O que ela tem de sarcástica, ele tem de irônica, o que ela tem de cinismo, ele rebate em um mau humor digno de estrelas do rock, mas Jimmy é orgulhoso e se empenha em manter sua relação com Lena no limite do aceitável, a não ser quando o assunto é brincadeiras sacanas, o homem não perde as estribeiras, ele perde o juízo e mostra a maturidade de um adolescente cheio de espinhas – palavras da própria Lena –

— Então, você está disposta a fazer sexo no terceiro ou quarto encontro? Mais ou menos?
Eu parei, olhando para ele com admiração absoluta.
— Eu te pergunto quantas vezes você se masturba, Jimmy?
— Pelo menos uma vez por dia, ultimamente. — Ele jogou a informação ao vento, como se nem mesmo importasse

A inversão dos papéis é trabalhada pela autora nesse livro, Jimmy tem uma fachada, como uma armadura de sabichão que é vulnerável a nada menos do que ~rufem os tambores~ afeto! Isso mesmo, Jimmy não sabe como lidar com afeto e até mesmo demonstrar isso é estranho para o ele, o mesmo homem que consternado e arrasado com a morte da sua mãe de consideração (mais mãe do que a biológica diga-se de passagem) mantém uma distância das pessoas que o cercam, o que ele não consegue lidar é com uma Lena ousada e disposta a sobrepujar a parte cheia de canalhice dele pela parte que se importa, do mesmo homem que se ensina a tocar violão para oferecer mais para a banda do que uma voz de incendiar qualquer um e um rosto dos deuses e seus vários outros talentos que são melhores ainda no mistério, Lena é mulher que não abaixa a cabeça e consegue e o que quer, Jimmy é feito de camadas e por baixo da fachada existe um homem intenso e enlouquecedor.


Playlist de Lead (a Kylie gosta de Arctic Monkeys e escolheu a melhor música para definir esse casal, R U Mine)

[Resenha] Play

268990503Livro: Play
Autora: Kylie Scott
Ano: 2015
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 320
Sinopse: Mal Ericson, o baterista da mundialmente famosa banda de rock Stage Dive, precisa melhorar sua imagem, e rápido. Ter uma boa garota ao seu lado parece ser o suficiente. Mal não planejara que este artifício temporário se tornasse permanente; no entanto, ele não esperava encontrar o amor de sua vida.
Anne Rollings jamais pensou que conheceria o rockstar que inundava as paredes de seu quarto na adolescência - especialmente não naquelas circunstâncias. Anne está com problemas financeiros, e dos grandes. Porém, ser paga para ser a namorada de mentira de um selvagem e festeiro baterista não poderia terminar bem, não importa se ele é muito gostoso. Será que um final feliz é possível nesse caso?

Lhes apresento Anne e Mal, a combinação perfeita para risos sem fim!

Kylie se destaca em Play com uma narrativa inteligente e divertida, colocando em cena toda a horda do Stage Dive, com agregados e suas crises, Anne não é representação da protagonista clichê que se afeta pelo seu “preferido”, mas sim uma mulher que se aprecia por saber o que quer e saber se valorizar, sexo é bom e ela gosta e quando ele bate a porta? Bem, é preciso checar o que vem junto, principalmente se for o perigo ambulante, de quebra loiro e tatuado com uma boca destruidora, afinal Malcolm Ericson é bem mais do que a paixonite da Anne adolescente, é também a promessa catalisadora do desejo da Anne adulta e o baterista da mundialmente famosa, Stage Dive.

No ápice de um momento desestabilizador Anne acaba frente a frente com o Stage Dive, mas é Malcolm Ericson que mexe com seus nervos –  literalmente! – Anne possui noção do que a cerca e é orgulhosa, mas não deixa isso tomar conta do seu bom senso no momento de aceitar entrar em um relacionamento de fachada com Mal, o baterista louco e descontrolado que promete uma estadia de pura loucura na sua vida pacata.

— Suas bochechas ficaram totalmente coradas. Você está tendo pensamentos indecentes sobre mim, Anne?
— Não.
— Mentirosa — Ele zombou com uma voz suave. — Você está totalmente pensando em mim sem calças.
Eu estava totalmente.
— Isso é simplesmente grosseiro, cara. Uma invasão maciça da minha privacidade — Ele se inclinou mais perto, sua respiração aquecendo meu ouvido. — Tudo o que você está imaginando, é maior.

Mal Ericson é tudo o que se pode unir de comédia em uma pessoa, com um ego de dar inveja, ele não fica jogando charme ao vento, ou usa isso para suprimir quem o cerca, não, ele usa a seu favor, para quê esperar elogios, quando pode elogiar a si mesmo? Muita gente poderia aprender com ele, se blindar contra as interferências externas. Malcolm é enlouquecedor com seu raciocínio… único e seu dom de converter situações em piadas.

— Enfiar seu pau? — Perguntei, minhas sobrancelhas provavelmente se tocando. — Você realmente disse isso?
— Fazer amor. Eu quis dizer fazer amor… É claro. Eu nunca iria apenas enfiar meu pau em você. Gostaria de fazer um louco, apaixonado amor com esse seu doce, corpo doce por dias, não, semanas. Seria bonito, abóbora. Haveria anjinhos, e passarinhos, e você sabe… Todos apenas pendurados ao redor, observando. Pervertidos.

Se Lick não ganhou a atenção, os rios de risadas que Mal e Anne proporcionam em Play vai te cativar sem igual. A obra continua maravilhosa com a narrativa fluída e bem humorada  da Kylie e a edição da Universo dos Livros, mantendo as capas originais e as lombadas cheias de significados – já fica essa dica! – no entanto uma mudança fez toda diferença na edição nacional, na versão original o apelido que o Mal dá a Anne é abobora e a graça do apelido incomum foi completamente alterada para moranguinho, ainda me recupero desse choque, mas sendo desse baterista não existe maneiras de levar qualquer um dos dois a sério,

As interações de Mal e Anne são impressionantes de tão surreais, ele tem energia e ela sentia falta de um agito na sua vida, então mergulhar nesse redemoinho que é Malcolm é mais do que um prazer, é puro êxtase. E êxtase no sentido literal da palavra, desde que o homem não é só enlouquecedor com as palavras, mas no sexo também.

E para melhorar a Kylie ainda disponibilizou uma playlist para cada livro, vai ser repeat sem fim:


Reação ao ler Play:

bateria

[Resenha] Lick

Lick Stage DiveLivro: Lick
Autora: Kylie Scott
Ano: 2015
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 304
Sinopse: No impulso de uma noite de diversão e bebedeira em Las Vegas, Evelyn Thomas casou-se com um desconhecido. No dia seguinte, porém, ela se deu conta de que aquilo fora um terrível engano. Então, decidiu manter este pequeno deslize em segredo.
O que Evelyn não sabia era que havia se tornado a esposa do cobiçado David Ferris, guitarrista da famosa banda de rock Stage Dive. Agora, ao retornar para sua casa em Portland, ela terá de enfrentar as perseguições de repórteres, fugir às loucuras das fãs do astro e ainda encarar sua família, que não demonstrou nenhum contentamento com o ímpeto matrimonial da jovem filha.
Será que Evelyn conseguirá resistir às delícias de David a fim de permanecer como “a garota certinha” ou decidirá embarcar nessa glamourosa aventura junto ao marido rockstar?

Hoje é dia de Stage Dive!

Kylie Scott envolve com uma narrativa não somente erótica, mas também engraçada e com personagens bem construídos, desde os protagonistas até os coadjuvantes, que pessoalmente tiveram o mesmo poder de cativar que os protagonistas. O enredo até mesmo clichê surpreende pelo desenvolvimento explosivo de uma relação despretensiosa entre duas pessoas quase opostas, afinal, nem tudo o que acontece em Vegas, fica em Vegas, Ev descobre que Dave e um anel de diamante no dedo é tudo o que poderia assustar o inferno fora dela, mas essa perspectiva pode ser deliciosamente alterada.

Evelyn é comum no seu próprio conceito, mesmo que suas características contradigam essa visão, o aperto da sua família sob seu comportamento e aparência podem  influenciar até certo ponto a sua vida, mas sua auto estima não é inexistente e seu orgulho, tampouco. grita nas situações certas. Contundo Eve não é uma mulher que se deixa controlar, isso põe a prova o guitarrista da mundialmente famosa Stage Dive.

— Vá em frente, sorria para o tio Mal. Você sabe que você quer.
Sorri pela metade.
— Isso é um sorriso porco e eu tenho vergonha de você. Você não vai enganar ninguém com isso. Tente novamente.
Me esforcei até sentir minhas bochechas doerem.
— Droga. Agora você só parece estar sentindo dor.

David Ferris é o membro mais novo da Stage Dive, além de ser o guitarrista, é o compositor, logo, o mais sensibilizado do seu grupo, com seu charme, aspecto, riqueza e fama, Dave é um prato cheio não só para os olhos como para os sentidos, desde que as fãs basicamente desmaiam a mera menção dele. Uma noite em Las Vegas era todo o sopro de sossego que o romântico guitarrista precisava, entretanto o sossego tem nome, Ev é a mulher que ele deseja e que ele sabe que precisa conquistar para tê-la ao seu lado.

Ele soltou uma gargalhada. — Eu nunca estive no controle de minhas reações a você. Nem uma vez.
— É por isso que se casou comigo? Porque você estava indefeso contra mim?
— Você me faz tremer de medo, com certeza. — O sorriso que ele me deu me fez tremer e tremer não tinha nada a ver com isso. — Mas eu casei com você, Evelyn, porque você fez sentido para mim. Nós fazemos sentido. Estamos muito melhor juntos do que separados. Você percebe isso?

O amadurecimento do casal é a base do enredo, mas a ideia que Dave e principalmente Ev tentam amadurecer é o fato de que agora eles são definitivamente um casal e que pouco sabem um do outro. Como quase dois desconhecidos podem se aproximar e levar as limitações de cada um em conta é o que cativa e encanta, no quanto um está disposto a ceder em prol do outro, mesmo sem ter certeza da reciprocidade do caso.

Além de ser um livro incrível, apaixonante e engraçado, Kylie teceu genialmente a personalidade de cada um de seus personagens, levando o leitor a se perguntar mais sobre o tal baterista, Mal, o irmão mais velho e viciado de Dave, Jimmy, até mesmo sobre a melhor amiga de Eve, Lauren e como ela reagiria sendo uma fã e tanto do Stage Dive. A Universo dos Livros além de ganhar uma admiração sem fim com o lançamento da série aqui no Brasil, tratou com todo o carinho a obra e deu um presente e tanto para fãs da sagas – pessoas sei lá, como eu! – com exemplares de qualidade.

Playlist da Kylie para Lick, claro que tinha que voltar e colocar ela aqui:


Lick é só o começo!

guitar