[Resenha] Primeiras Impressões

Livro: Primeiras Impressões
Autora
: Laís Rodrigues
Ano: 2018
Editora: Pedra Azul
Páginas: 252
Sinopse: Charles Bing, um otimista incorrigível, decide que está na hora de internacionalizar a sua bem-sucedida cadeia de restaurantes nova-iorquina.
Deseja começar pelo país que sempre incitou sua curiosidade: o Brasil. E nada melhor que Búzios, uma belíssima cidade turística no litoral do Rio de Janeiro. A fim de garantir que sua escolha será acertada, ele leva a tiracolo o seu melhor amigo, Frederick Darcy, um político americano de família conservadora, que se orgulha de ser um homem racional e prático.
Mal sabem eles que, ao chegar à cidade paradisíaca, virarão alvo de Janaína Benevides, dona das pousadas mais requisitadas do balneário. Ela é mãe de quatro belas moças, que são, para sua tristeza, solteiras. Janaína preocupa-se, em especial, com a solidão de Jane e Lizzie Benevides, as mais velhas.
Enquanto a primeira acaba se decepcionando em seus relacionamentos, por ser uma pessoa que sempre busca ver o melhor nas pessoas, a outra não deixa nenhum homem se aproximar.

Orgulho e Preconceito meu amor ❤

O enredo baseado no consagrado Orgulho e Preconceito retrata uma nova perspectiva do livro, assim como demonstrado no título. A visão inicial que Liz e Darcy possuem um do outro, retoma a um certo afastamento de ideias e preconceitos acerca da personalidade de ambos, entretanto, a afirmada eloquência de Liz deixa o sujeito estatelado diante de uma mulher voraz e autoconfiante.

É inicialmente no cenário paradisíaco brasileiro de Búzios que a trama ocorre, Charles Bing acompanhado do relutante Frederick Darcy exploram região, enquanto um mantém uma atitude positiva e exploradora, Frederick como esperado é beirando o ranzinza, orgulhoso e cheio de seus preceitos, parece pouco disposto a aceitar uma segunda opinião, ou até de admitir o próprio equívoco.

“Amizade nunca é unilateral. Deve ter reciprocidade. Então, não basta que eu queira conhecer alguém, se esta pessoa quiser me ignorar.”
“Acho impossível alguém te ignorar, Liz.”

Porém a chegada para passar as férias das duas filhas mais velhas de Janaína Benevides, dona de uma pousada local e o conhecimento de ricos partidos na região, deixa Janaína animada com a possibilidade de um enlace de sucesso de suas filhas Jane e Lizzie, é dada a largada para criar e aproveitar todas as situações possíveis para estar à vista de Frederick e Charles.

Apesar de Charles e Jane terem uma aparente convergência de interesses, Darcy e Lizzie estão longe de se darem bem, pelo contrário, para Lizzie são dois pesos e duas medidas, se Darcy está disposto a ser orgulhoso e convicto mesmo no erro, ela não deixa passar batido e sua personalidade se revela desafiadora demais para Darcy lidar, ambos são afeiçoados ao que acreditam, porém divergem nessas crenças e faz valer sua certeza.

Todo o sangue de Liz concentrou-se em suas bochechas ao se lembrar do final do sonho, e ela saiu tentando convencer a si mesma de que ela não significava nada. Por sorte, na mansão de Back Bay não havia qualquer lago, Ou jardim. Ou flores.
Mas havia Frederick Darcy.

É um livro lindo, com um trabalho editorial bastante atrativo e até mesmo provocante, com um enredo é claro, fluído e gostoso de ler, ainda mais lembrando da essência da Jane Austen, de personagens tão queridos, apreciando a inserção das características e locais brasileiros, o que dificulta é que mesmo com a remontagem de cenários, é literalmente uma versão do clássico de Jane, mesmo a permanência dos nomes dá uma sensação de poder ter sido evitada, dando a possibilidade da reinvenção, reivindicado mais propriedade de identidade aos personagens principais da trama.


E fim!

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[Resenha] A verdade sobre amores e duques

Livro: A Verdade Sobre Amores e Duques
Autora
: Laura Lee Guhrke
Ano: 2018
Editora: Harlequin
Páginas: 320
Sinopse: Henry Cavanaugh, duque de Torquil, ansiava por uma vida ordenada e previsível. Mas isso era impossível com a família que tinha. Apenas a mãe facilitava a sua vida… até se apaixonar por um artista que estava inferior à classe social de sua família e decidir seguir o conselho amoroso de Lady Truelove de largar tudo e seguir os desejos do coração. Agora Henry vai exigir que a mulher mexeriqueira que lhe deu aquele conselho imprudente o ajude a trazer a mãe de volta antes que um casamento possa colocar o nome da família na lama.
Irene Deverill é o que a sociedade londrina considera uma ovelha negra: dirige o jornal da família, é sufragista, solteirona e têm certas tendências ao marxismo. Mas ninguém sabe que ela tem um grande problema nas mãos: o duque de Torquil exige que ela o ajude a impedir que a mãe se case com um homem de reputação duvidosa. Irene não acha que isso é uma questão em que deva se envolver, mas ela não pode recusar a proposta quando Henry oferece ajuda para conseguir um bom pretendente para a irmã dela. Esse relacionamento forçado fará Irene descobrir que Henry é mais do que um “lírio do campo” e que ele é capaz de despertar nela sentimentos que nunca pensou possuir.

 Dois personagens explosivos e opiniões divergentes são sempre um prato cheio num romance

Dá para fazer uma lista com vários motivos mais que convincentes para ler esse livro, mas vamos seguir como damas da alta sociedade e discorrer sobre essa maravilha, com uma escrita deliciosa e um ritmo envolvente de acompanhar, Laura insere uma trama com personagens carismáticos e perspectivas reais de vida. O estopim da trama é dado graças ao folhetim Society Snippets, uma estrela ascendente no apreço dos leitores, principalmente no público que resguardada seus amores, com uma coluna de sucesso, Lady Truelove assume uma faceta de conselheira eloquente, responsável por dar um empurrão nos leitores em direção ao tão esperado romance, mesmo que isso signifique se reconstruir, é assim que uma duquesa viúva descobre que não precisa esperar pelas regras impostas da sociedade para viver seu romance, ela pode fugir e viver ternos momentos de amor, porém a índole pouco confiável do homem de sua afeição deixa seu filho, Henry Cavanaugh, o duque de Torquil em sufoco para conservar a imagem da família e reavivar o juízo de sua mãe.

– Meu querido Henry – murmurou ela. – De todos os meus filhos, você é o que mais me preocupa.
– Eu? – Ele a encarou, abismado com aquela revelação. – Pelo amor de Deus, por quê?
– Porque você luta demais contra a sua própria natureza.

Henry Cavanaugh, além de aristocrata é pouco menos como as figuras masculinas de romances de época, mas preocupado em gerir sua família e não macular a imagem da mesma ele vai atrás de uma solução para o que seria a iminente loucura da duquesa, sua atitude orgulhosa e poder o colocam a frente de Irene Deverill, a verdadeira imagem por trás de Lady Truelove e ainda a responsável pelo próprio Society Snippets, afim de garantir o sustento e o futuro de sua irmã e seu pai um resoluto alcoólatra.

– Há outra opção, que você não considerou. Podemos ter um caso.
Foi a vez do duque de ficar perplexo.
– Não podemos fazer isso.
Para sua imensa consternação, Irene riu.
– Por que não? O que sentimos não é pecado.

Para Irene Deverill, todos devem ter direito à sua liberdade, mesmo que para amar abertamente ou seja uma mulher lançando mão do seu destino, mulheres que são presas a rígidas normas de etiquetas e regras sociais, a personalidade de Irene e o fato de ser sufragista demonstra sua tenacidade e desejo de viver sem leis impostas por uma sociedade regida para perdoar homens e condenar mulheres, ela precisa manter não só sua dignidade, quanto sua família, é assim que acaba persuadida pelo duque de Torquil a amenizar a situação com a duquesa, o desejo de resguardar a família.

– Se sua mãe quer se casar com Foscarelli, quem é o senhor para dizer que ela não pode? Se está apaixonada, quem é o senhor para julgá-la por isso?

Uma pessoa pode ser persuadida, entretanto não exatamente dobrada de suas vontades e tanto Irene quanto o duque acabam num impasse de interesses, ela pode ajudar a manter a imagem de Torquil, porém a própria duquesa prova sua vontade e ideais, aliados a uma certeza plena e o duque é constantemente confrontado por Irene, as farpas trocadas são deliciosas e duas pessoas com ideais tão distintos precisam conviver e chegar num ponto comum, Irene quer liberdade, algo que ela não acredita vir num matrimônio, ao mesmo tempo em que luta pela liberdade feminina.


Lady Truelove e Lady Whistledown poderiam ser grandes amigas!

[FILMES] DEADPOOL 2

imagesDireção: David Leitch
Data de Lançamento: 17 de Maio de 2017
Elenco: Ryan Reynolds, Josh Brolin, Zazie Beetz, Brianna Hildebrand, Morena Baccarin
Gênero: Fantasia/Filme de Ficção Científica
Duração: 2 horas
Sinopse: Quando o super soldado Cable (Josh Brolin) chega em uma missão para assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison), o mercenário Deadpool (Ryan Reynolds) precisa aprender o que é ser herói de verdade para salvá-lo. Para isso, ele recruta seu velho amigo Colossus e forma o novo grupo X-Force, sempre com o apoio do fiél escudeiro Dopinder (Karan Soni).

 

Mais violento, mais engraçado, mais família. Ao menos é assim que o próprio Deadpool define o filme – e ele não poderia estar mais certo.

Criado em 1991, Deadpool passou por várias transformações para chegar ao falastrão boca suja que amamos e temos hoje. Inicialmente criado para ser um vilão que faria a vida dos Novos Mutantes e X-Force um inferno, passou a ser anti-herói em 1997 ao ganhar sua própria revista em quadrinhos escrita pelo Joe Kelly, com um adicional de muito humor e muito sangue.

Interpretado por Ryan Reynolds, Deadpool teve outras aparições antes de estrelar em seus dois filmes solos, sendo a mais lembrada sua luta contra Wolverine em X-Men – Origens (2009) que não foi tão bem recebida pelo público e considerada um fiasco – diga-se de passagem. Mas foi apenas em 2016, no lançamento de seu primeiro filme que o personagem deslanchou e hoje em dia tem milhares de seguidores que não aguentavam mais esperar pelo 2º filme da franquia, que é sobre o que falaremos agora.

O filme segue a mesma fórmula de seu antecessor, apenas duplicando tudo o que fez o primeiro ser um grande sucesso. Se antes o anti-herói perseguia e vingava todas as pessoas que sequestraram sua namorada (Morena Baccinin), agora ele tem que proteger um adolescente mutante de um mercenário vindo do futuro que quer matar a criança a qualquer custo. Uma sinopse bem nível Deadpool.

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Logo após ter nosso emocional duramente abalado depois de Guerra Infinita, assistir um filme do mesmo gênero mas rindo do início ao fim é sem duvida relaxante. Até os momentos tristes do filme você pode se pegar chorando e rindo ao mesmo tempo. As piadas eram infinitas e as que tinham outros heróis (ou vilões) da Marvel do meio eram sem dúvidas as melhores. O trabalho feito pelos roteiristas estava tanto baixo quanto brilhante.

Entretanto, sem dúvida, as melhores partes do filme eram as cenas onde víamos o Deadpool matando dezenas de inimigos, enquanto sangue era jorrado por todos os lados e uma música muito suave e dançante tocava como plano de fundo. Sem questionar um dos destaques do filme foi a trilha sonora, totalmente coordenada com as cenas de luta e fatalmente hilárias.

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Deadpool obviamente nasceu para que Ryan Reynolds pudesse interpretá-lo e ele o faz isso com a mesma maestria que havíamos visto no primeiro filme. Tivemos algumas participações de figuras ilustres no cinema hollywoodiano (algumas tão rápidas que se você piscar os olhos é capaz de perder) mas com certeza a que mais se destacou foi a entrada da atriz Zazie Beetz, que interpreta a mutante Dominó, que com o seu poder de ter muita sorte conseguiu o segundo maior destaque do filme, apenas ficando atrás do protagonista. Aqui também somos apresentados a mais uma equipe de mutantes da Marvel, a X-Force, que será montada pelo Deadpool e será composta por personagens que ao logo do filme iremos conhecer. O filme não se aprofunda muito nessa equipe que é super importante no mundo da Marvel, mas podemos ter certeza que no próximo filme (que já está sendo pensado pelos roteiristas) teremos um conhecimento mais aprofundado sobre ela.

Deadpool 2 estreia hoje, 17 de Maio nos cinemas de todo o Brasil, e não podemos deixar de falar também sobre o marketing desenvolvido para divulgar o filme. Já tínhamos ideia de como ele seria graças ao que foi feito para o primeiro, mas a genialidade da divulgação de Deadpool 2 traz um gostinho a mais de assisti-lo e fazê-lo ser um dos filmes de maior bilheteria esse ano. Mas fique atento a faixa etária. Menores de 18 anos nem acompanhados dos pais poderão assistir ao filme.

Segue trailer do filme legendado logo abaixo:

[Resenha] A Rainha Domada

Livro: A Rainha Domada
Autora
: Philipa Gregory
Ano: 2018
Editora: Record
Páginas: 448
Sinopse: Da dama do romance histórico, uma trama de disputas, intrigas, paixão e traição na Era Tudor.
No verão de 1543, a Inglaterra celebra a ascensão de uma nova rainha. Depois de se tornar viúva de seu segundo marido, Catarina Parr recebe com hesitação o pedido de casamento do rei Henrique VIII. Contudo, ela sabe que não tem escolha e se vê obrigada a abandonar seus planos de finalmente se casar por amor para subir ao trono.
Catarina não tem dúvidas do perigo que está prestes a enfrentar; afinal, vai se casar com um rei que matou duas de suas ex-esposas. Mas Henrique a adora, e ela aos poucos conquista sua confiança. Porém, uma conspiração faz com que a ira do rei se volte contra ela, e a punição para heresia e traição é a morte.

Quando o livro é cheio de conhecimento e fatos com bases reais é até um choque de saber

Com fatos reais sobre a estória da realeza inglesa, a autora retrata um conturbado período da vida de Catarina Parr, primogênita de sua família que após alguns casamentos e a viuvez, decide estar próxima de sua família, no entanto a interferência e insinuosa figura do rei Henrique VIII a propõe matrimônio e como já é um fato histórico bem conheciso, sua pouca liberdade de expressão como mulher, ainda mais diante do próprio rei instável e imprevisível, ela não possui escolha a não ser aceitar a indesejada união.

– Quem me questiona? – grito para ela. – Quem ousa me questionar?
– Temo que muitas pessoas questionem sua posição – responde ela em voz baixa. – Os rumores já começaram. Quase todos questionam sua aptidão para ser rainha.

Catarina mesmo cansada de seus matrimônios anteriores possui um amor, o irmão de uma das esposas do rei, Thomas Seymor e esse é mais um dos motivos pelo qual repugna um novo casamento. Os fatores de peso, são a falta de tato do rei e sua imprevisibilidade em governar seus súditos e ainda mais em relação com suas esposas, quando se apaixona por outras mulheres, o sujeito dava um jeito de se livrar de suas pessoas, seja por morte ou por abandono. Lembrando aqui que além de ser homem e desfrutar de direitos que mulheres sequer sonhavam em ter, Henrique VIII é historicamente eternizado com um período sombrio de vida, suas esposas estavam mais para prisioneiras do medo, os súditos eram peões em um jogo de discórdia e seu governo problemático.

– Ele a machucou?
– Sim – respondo.
– De propósito?
– Sim.
– Mas você está perdoada?
– Ele queria destruir minha alma, e acho que conseguiu. Não pergunte mais nada, Nan.

Nutrindo seu amor por Thomas Seymor, Catarina Parr precisa além de usar uma coroa, ser verdadeiramente rainha e pior ainda, viver constantemente sob a cruz e a espada, desde que Henrique VIII possuía a convicção de que era protegido por Deus e as escrituras sagradas era sua comprovação, dado isto qualquer um que saísse da linha com ele recebia o que “merecia” da tirania e aparente loucura do homem.

A obra retrata o quanto a loucura de um rei e o controle religioso afeta aqueles que vivem sob essas influências, intrigas e terrores psicológicos são as principais consequências, ainda mais importante é a perceptível resistência de Catarina que mesmo sujeita a um matrimônio e a coroa, não recusa suas responsabilidades reais, governando de forma perspicaz e possivelmente mais sabiamente que Henrique VIII.

– Anne morreu sem nunca mencionar seu nome. Enfrentou o cavalete e a morte por você, para que possa sair para jantar e, quando a oportunidade se apresentar novamente, defender a reforma da Igreja. Ela sabia que você precisa continuar livre para falar com o rei, mesmo que todos nós sejamos mortos. Mesmo que nos perca, um a um. Mesmo que você seja a única que restar, você precisa defender a reforma da Inglaterra. Ou ela terá morrido em vão.

Até hoje os feitos dela são notáveis e reconhecidos indo além de religar o marido a família do próprio, ela era estudiosa, apreciadora de teologia, fluente em inglês e francês, além de ter conhecimento para ler e se comunicar em italiano, latim e grego, se consagrou como a primeira rainha autora de um livro em inglês sob sua própria assinatura, demonstrava também tino inegável para a política e a aliança com o Sacro Imperador Romano era grande parte uma responsabilidade cultivada por ela.


Apesar de denso é um leitura bastante intrigante

[Resenha] Escândalos da Boemia e outros contos clássicos de Sherlock Holmes

download (1)Livro: Escândalos da Boemia e outros contos clássicos de Sherlock Holmes 

Autor: Arthur Conan Doyle

Editora: Record

Ano: 2018

Páginas: 400

Sinopse: Antologia exclusiva que reúne 15 contos clássicos de Sherlock Holmes.

Esta antologia reúne 15 contos escolhidos para sintetizar o cânone das aventuras escritas por Conan Doyle para a Strand Magazine, revista britânica conhecida por levar a um público amplo grandes nomes da literatura, como Agatha Christie, Rudyard Kipling e Graham Greene. Dos mistérios em quartos fechados a planos mirabolantes de assalto; de intrigas internacionais a casos de espionagem capazes de derrubar o governo (e talvez a Realeza); sem deixar de lado chantagens, perseguições e assassinatos a sangue-frio. Para aqueles já iniciados nos tortuosos casos de Sherlock Holmes, esta edição oferece, além dos contos consagrados, narrativas menos conhecidas que ajudam a compreender a jornada do detetive mais conhecido da literatura ao longo de três décadas. Para os recém-chegados, eis o universo original do peculiar Sherlock Holmes e seu fiel escudeiro, Dr. Watson.

Para essa semana, um personagem clássico que acho impossível você não saber o mais emblemático, afinal é elementar, meu caro Watson. Se mesmo assim você ainda não reconhece, vou te apresentar Sherlock Holmes com “Escândalos da Boêmia” e outros contos clássicos.

Desvendar mistérios é sempre bem empolgante, seja para o detetive ou para o leitor, e com Sherlock isso não é diferente. Nesse livro Sr. Arthur Conan Doyle teve a graça de criar um dos personagens mais emblemáticos da literatura e dá a ele destinos que provavelmente outra pessoa não poderia dar.

Em Escândalos da Boêmia, Holmes conhece Irene, que segundo o detetive é qualquer mulher, mas sim A mulher, porém está ligada com um mistério com o Rei da boêmia. Ele solicita os serviços do detetive para resolver as chantagens que vem recebendo.

“-Vossa majestade possui algo que para mim seria de valor maior ainda. – disse Holmes.

– Basta dizer o que é.

– Esta fotografia!

O rei o encarou com espanto.

– A fotografia de Irene! – gritou ele. – Claro, se é o que deseja.”

Em A liga dos ruivos, é contada a história de uma associação que admitia somente homens ruivos. Porém, ao contratar um comerciante ruivo, o intuito não seria somente de ter mais um membro na associação, mas sim executar o plano de roubar o banco, que passava por baixo da loja do tal comerciante.

Em O ritual Musgrave, o detetive é solicitado, por Reginald Musgrave, para solucionar o mistério envolta do desaparecimento de seu mordomo e de sua empregada. Particularmente, esse tipo de conto é o clássico conto policial que te prende e te faz criar trocentas teorias.

O tratado naval, conta a história de um crime ambientado em Londres e envolvendo o sumiço de documentos de Percy Phelps, sobrinho do ministro de relações exteriores londrino, daí a importância dos documentos e porque tanta ênfase no mistério.

O problema final, relata a perseguição do Professor Moriaty a Holmes. Mas porque perseguição? O detetive queria pegar o professor e a única forma disso acontecer seria se tornar um fugitivo e atrair a atenção do criminoso.

Com o fim do conto anterior, em A casa vazia, Holmes, após fugir para se proteger e deixarem pensar que estava morto, decide voltar e se adiantar com relação ao possível ataque que sofrerá dos capangas de Professor Moriaty, colocando um busto seu na janela de uma casa vazia.

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Os seis napoleões traz mais um caso que instigará tanto Sherlock quanto o leitor, ao deparar-se com o pensamento do detetive acerca do caso, aparentemente simples, porém tão complexo quanto todos os outros.

O pincenê dourado conta como Sherlock foi solicitado para resolver um assassinato do assistente de professor Coran. Este foi encontrado com um ferimento de faca e um penci- nez de ouro na mão. E, meus amigos, um assassino pode estar mais perto que se imagina.

Em o cliente ilustre o amor é o grande obstáculo do detetive, na verdade um amor cego e tóxico da Violet Merville com o assassino barão Gruner. Para solucionar, o detetive contara com uma arma bastante poderosa para destruição, quando destinada a isso: uma ex.

“O coração e a mente das mulheres são quebra-cabeças insolúveis para um homem. Um assassinato pode ser perdoado ou explicado. Do mesmo modo que uma pequena ofensa pode se tornar grave.”

O vampiro de sussex, conta a história de uma mãe acusada de cometer atos vampirescos (tipo morder o pescoço) com seu bebê. A mulher não é flor que se cheire e isso todo mundo sabe, inclusive o marido que procura a ajuda de Holmes para ajudá-lo com as atitudes da esposa.

A ponte de Thor com uma personagem brasileira e recheado de estereótipos com os latinos, o conto narrado por Watson (como os outros), que inicia instigando o leitor sobre as outras histórias não contada de Sherlock, tem a vingança como seu prato principal e no fim ainda faz o detetive duvidar de suas habilidades.

Os planos de Bruce-Partington, conta com documentos roubados mais uma vez, e agora referentes ao submarino bruce-partington. Infelizmente esse é mais um caso da culpa ir para o inocente, que não tem tempo para se defender, mas o detetive dá seu jeito e prova a inocência de Cadogan West.

Em O detetive agonizante Holmes usa mais uma vez de sua grande mente para validar um disfarce afim de capturar um assassinato. O que chama atenção nesse conto é o pensamento lógico do detetive, que desvenda o caso sem nem sair de casa.

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O pé do diabo, conta com nem em suas férias Sherlock descansa, ao deparar-se com um evento numa cidade com um quê de sobrenatural, por parte dos moradores, que antes de morrerem sofrem alucinações, colocando em prova também no conto a amizade, aparentemente inabalável de Holmes e Watson

E por fim Seu último conto- um epílogo de Sherlock Holmes, como o nome já denuncia esse é o último conto antes da definitiva aposentadoria do detetive, além do último trabalho registrado dele com seu fiel amigo Watson, então não perde a essência Sherlock, mas acrescenta nela um pouco de melancolia e saudades.

UFA! São tantos contos, tantas histórias que te envolvem e te fazem pensar, raciocinar acerca dos crimes e mistérios contados de forma perfeita por Arthur Conan Doyle, que não te farão nunca esquecer do emblemático Sherlock Holmes. Se você ainda não tinha lido nada do detetive, nunca é tarde para começar e a minha sugestão é essa.

Realmente espero que tenham gostado (da mesma forma que eu gosto de Holmes) e até semana que vem.

Xoxo,

Nath.

[AlêNews] Paris Filmes anuncia parceria com o Ministério dos Direitos Humanos

COM O LANÇAMENTO DO FILME “EU SÓ POSSO IMAGINAR”, DISTRIBUIDORA DIVULGARÁ AO PÚBLICO CANAIS DE DENÚNCIAS

Em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos, a Paris Filmes anuncia que o lançamento do filme “Eu Só Posso Imaginar (I Can Only Imagine) será acompanhado por uma ação inédita e colaborativa entre a distribuidora e o órgão federal.

Com estreia oficial agendada para 31 de maio e sessões de pré-estreias pagas nos dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de maio, as exibições do longa-metragem protagonizado por Dennis Quaid e J. Michael Finley serão precedidas por uma vinheta do Ministério, com 30 segundos, que convida os espectadores a denunciar violações contra crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população LGBT, pessoas em situação de rua e discriminação racial. Para conferir a vinheta, acesse: https://www.facebook.com/ParisFilmesBR/videos/1850431675018378/.

Os canais divulgados no vídeo são o Disque 100, o aplicativo Proteja Brasil, e o site Humaniza Redes(http://www.humanizaredes.gov.br/). Nos Estados Unidos, a Lionsgate, responsável pela distribuição do filme no país, promoveu uma ação semelhante com o Chat About Faith (https://chataboutfaith.com/), um canal idealizado para auxiliar pessoas em situação de risco pessoal e social.

Dirigido pelos irmãos Andrew Erwin e Jon Erwin (de “Mamãe: Operação Balada”), Eu Só Posso Imaginar” retrata a história de Bart Millard [J. Michael Finley], um jovem que viveu uma infância conturbada aos ser deixado pela mãe aos 11 anos de idade e sofreu com o pai abusivo, interpretado por Dennis Quaid.

Criada por Bart Millard, a música ‘I Can Only Imagine’ é o single de maior sucesso do grupo e exprime sua jornada autobiográfica de superação e fé. A produção narra a conturbada relação de Bart com sua família e seu encontro com a fé por meio da música. Enquanto Millard se distancia do convívio com seu pai, ele persegue o sonho de cantar e usa sua dor como inspiração para desenvolver sua carreira. Nesta missão, o artista reencontra o amor, e é surpreendido por ensinamentos de fé, que irão ajudá-lo a perdoar e transformar seu pai.

A canção que inspirou o filme ganhou dois Dove Awards em 2002, dos quais um foi na categoria “Música Pop/Contemporânea do Ano” e outro na categoria “Música do Ano”. Millard também ganhou na categoria “Compositor do Ano”. No Brasil, artistas como Ana Paula Valadão, Chris Duran, Eduardo e Silvana e Dayan Paiva já regravaram a música.

Sobre o Disque 100
O Disque 100 é o maior serviço brasileiro de recepção de denúncias de violações de direitos humanos. O canal é gratuito e mantém o sigilo dos denunciantes. Além de receber denúncias, a central encaminha os casos para uma rede de proteção composta por entidades que possam ajudar a evitar e interromper as violações, como o Ministério Público, instituições de assistência social e de segurança pública. Em 2017, o Disque 100 recebeu mais de 142 mil denúncias.

O Ministério dos Direitos Humanos está nas redes sociais, nos canais: facebook.com/direitoshumanosbrasil, instagram.com/min_direitoshumanos e twitter.com/dhumanosbrasil.

Fonte: Espaço Z MKT

[FILMES] A NOITE DO JOGO

4Direção: John Francis Daley, Jonathan Goldstein
Data de Lançamento: 10 de Maio 2018
Elenco: Rachel Mcadams, Jason Bateman, Jesse Plemons, Kyle Chandler, Kylie Bunbury, Billy Magnussen, Lamorne Morris, Sharon Horgan
Gênero: Comédia/Filme Policial
Duração: 1h40min
Sinopse: Max e Annie participam de um grupo de casais que organizam noites de jogos. Quando o irmão de de Max, Brooks, chega, ele decide organizar uma festa de assassinato e mistério. Quando Brooks é sequestrado, eles acreditam que tudo faz parte da misteriosa brincadeira. Os seis amigos competitivos precisam resolver o caso para vencer o jogo, cujo rumo vai se tornando cada vez mais inesperado.

 

 

Não sei se pra vocês, mas ir ao cinema hoje em dia para assistir um filme de comédia é já chegar na sala antes dele começar com uma pulga atrás da orelha. Talvez se deva pelo fato de quase todos os últimos filmes de comédia que eu assisti ultimamente tenham sido tão incrivelmente horríveis. Mas graças ao bom universo, não é isso que veremos na resenha de hoje.

A Noite do Jogo, dirigido por John Frances Daley e Jonathan Goldstein, acompanha Bateman e McAdams em uma série contínua de situações que destacam seus respectivos talentos para fazer o público rir. E como fez o público rir.

Essas situações envolvem um grupo de amigos de longa data, que se reúnem regularmente para jogar qualquer tipo de jogo de tabuleiro que exista, ou mímica, Pictionary, ou jenga. Qualquer coisa,  que permita que um dos participantes – ou um casal – ganhe.

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Na verdade, foi assim que os personagens retratados por Bateman e McAdams – Max e Annie – se conheceram pela primeira vez, durante um concurso de curiosidades, onde ambos adivinharam simultaneamente o nome certo do personagem roxo do Teletubbies e bam – amor à primeira vista.

Anos depois eles estão muito bem casados e felizes, mas com um porém: Annie não pode engravidar, presumivelmente porque Max está sentindo algum tipo tipo de estresse que inibe seus poderes produtivos. Max também está em um estado perpétuo de se sentir inferior ao seu irmão mais velho Brooks (Kyle Chandler), que é sempre um pouco melhor do que ele em… tudo.

Então, quando Brooks aparece no Game Night, ostentando um carro novo e se gabando de seu sucesso na carreira, Max é novamente escalado como perpétuo perdedor. E esse sentimento persiste quando o irmão mais velho convida todo o grupo para sua casa na próxima semana para uma Noite de Jogos que eles nunca esquecerão. E é aqui que o filme decola.  Enquanto a intenção de Brooks é fingir um sequestro, dois estranhos aparecem subitamente e o sequestra de verdade, mas ninguém acredita. Apenas após alguns minutos eles percebem o perigo em que o irmão de Max se encontra e se juntam para salvá-lo antes que ele seja assassinado.

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O roteiro que Daley e Goldstein seguem tem duas reviravoltas que vão te deixar adivinhando, incluindo uma que envolve o vizinho assustador de Max e Annie – um divorciado que adora cachorros e que quer muito fazer parte de sua turma da noite de jogo novamente. Como o vizinho, Jesse Plemons – um artista talentoso – é um grande contraste para todos os outros, o que só enfatiza o quão engraçado é o resto do elenco.

Isso inclui Kyle Bunbury e Lamorne Morris como marido e mulher briguentos, e Billy Magnussen, que foi muito bom em “Ingrid Goes West”, lançado ano passado. Aqui ele interpreta o cara burro e bonito, e que em todos os jogos semanais leva uma acompanhante com ele, mas cansado de perder sempre, neste último jogo ele leva Sarah,  interpretada pela Sharon Horgan, cujo ele pensa ser inteligente e o necessário para fazer com que ganhe os jogos.

Mas acima de tudo, “Game Night” pertence a Bateman e McAdams. Ninguém pode mastigar um brinquedo barulhento mais engraçado do que ele, e ninguém é melhor em combinar tempo de piadas perfeitos e ser sexy ao mesmo tempo do que ela.

Juntos, eles fazem “O Jogo da Noite” ser muito melhor do que eu imaginava e totalmente válido de assistir, garantindo uma dor de barriga de tantas risadas que serão dadas.

Confira o trailer do filme logo abaixo: