[Resenha] As Garotas de Corona del Mar

Livro: As Garotas de Corona del Mar
Autora: Rufi Thorpe 
Ano: 2017 
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Sinopse: Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, 
não há dúvidas de que isso é verdade.
À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e 
passeios ao shopping.
Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores. 
Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad 
girl, vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, 
quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto 
de fadas. 
Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle...

Um verdadeiro não julgue o livro pelo título

Toda criança possui sonhos, sonhos de profissão, de quem estará ao seu lado anos mais tarde como parte de sua família, mesmo que o laço afetivo não seja advindo de relação sanguínea ou de certidões de nascimento, a amizade é o laço sentimental de maior partilha entre pessoas e nesse livro Rufi Thorpe demonstra os altos e baixos de amizades de longas datas, todo mundo cresce, uma amizade é sujeita aos desencontros temporais.

Mia e Lorrie Ann, são amigas, duas garotas que dividem uma deliciosa amizade, com personalidades distintas, Lorrie Ann é uma garota que se revela conforme seu desenvolvimento, o seu crescimento molda a sua personalidade e autentica suas escolhas, enquanto isso Mia é uma profusão, apresentando desde traços calculistas até solidão.

Lorrie Ann não tinha nunca, nunca mesmo, dito antes para mim algo assim tão frio. Lorrie Ann era sempre gentil – esse era o papel dela, ser gentil, doce, boa e me chamar de ursinha Mia.

É no desenrolar dos trágicos acontecimentos que a felicidade juvenil é aos poucos fraturada, elas acometem em suma a sonhadora Lorrie, formando uma antítese em comparação a vida de ascendência de Mia, que mesmo diante do seu sucesso pessoal, sente as quedas que perpassa pela vida de Lorrie, o “fundo do poço” parece parte do contexto vivido por Lorrie, uma frequente tensão a acompanha e a obriga a ofuscar a sua brilhante personalidade de infância.

– Eu pensei que ele podia ter morrido.
– E por que você ia querer estar drogada em um momento como esse?
– Para não ter de sentir.

Crescer é um processo por vezes doloroso, antigos risos esmorecem, obstáculos que exigem uma visão de vida amadurecida surgem desenfreadamente, mesmo quando não há preparo para tal, ninguém vai alertar “cuidado, isso pode te destruir”, mas apoio é o crucial para superar essa fase de transição, mas quando se está tão nocauteado pela vida e seu porto está em oposição ao seu rumo, novas perspectivas se tornam dolorosas, a amizade e companheirismo perduram por diversas situações, porém suportar o pouco ressentimento e temor de machucar alguém é um deteriorador potente.

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[Resenha] Vacas [Não Siga o Rebanho]

Livro: Vacas [Não Siga o Rebanho]
Autora: Dawn O'Porter
Ano: 2017 
Editora: Harper Collins
Páginas: 352
Sinopse: Um pedaço de carne; feito para reproduzir; além da sua data de vencimento; parte do rebanho.
Mulheres não têm que se encaixar em estereótipos.Tara, Cam e Stella são estranhas vivendo suas
próprias vidas da melhor forma que podem,apesar de poder ser difícil gostar do que você
vê no espelho quando a sociedade grita que você devia viver de um jeito específico.
Quando um evento extraordinário cria laços invisíveis de amizade entre elas, a catástrofe 
de uma mulher vira a inspiração de outra, e uma lição para todas.
Às vezes não tem problema não seguir o rebanho.
Vacas é um livro poderoso sobre três mulheres julgando uma à outra, mas também a si mesmas. 
Entre todo o barulho da vida moderna, elas precisam encontrar suas próprias vozes.

Só siga o rebanho se ele estiver lendo esse livro!

Com um título intrigante, o livro já inicia com uma assimilação fatídica de uma realidade cultural vivida em países como a Índia onde mulheres são agredidas e violentadas em uma regularidade assustadora e as vacas são divinificadas, mesmo sendo dois mamíferos, não possuem o mesmo respeito. Durante a leitura a forte impressão inicial não morre, agora o aspecto é acentuado por uma narrativa forte e densa sobre o drama diário vivido por pessoas, embora personagens, Tara, Stella e Cam refletem pessoas reais: as mulheres.

Tara é produtora de mídia, mas essa não é sua vida pessoal, mãe solteira de Annie de 6 anos, ela tenta equilibrar sua vida pessoal com longos turnos de trabalho e olhares injustiçados de sua equipe pois acreditam que ela “não se dedica o bastante a causa”, afinal ser mãe solteira foi totalmente opção dela certo? Qual é, não é possível conciliar uma criança com horas extras que não constam em contrato?

– Tara – insiste ele – tem algo que você gostaria de dizer?
(…)
– Sim. Que é uma vergonha que eu tenha que passar por tudo isso, porque foi um orgasmo maravilhoso. Acabamos?

Stella é assistente, admira seu chefe que está prestes a lançar um livro e que precisa de seu sábio controle, pessoalmente Stella vive o drama do vácuo da perda de sua mãe e irmã gêmea por câncer de mama e nos ovários, se é possível para ela estar a par da rotina de procrastinação de seu chefe, manter sua vida pessoal em perfeita equidade é moleza, certo?

E Camilla Stacey? Uma blogueria bem-sucedida com uma página online onde se comunica regulamente com seus milhares de seguidores e em troca em admirada e considerada inspiração com suas reflexões sobre feminismo, para uma mulher que conquista com suas sábias palavras e socializa facilmente on-line, manter toda a sua vida pessoal nos eixos é água com açúcar, afinal ser reprovada diariamente pela própria família e receber hates constante na internet é algo cotidiano e conciliável com sua mente humana suscetível a sentir como qualquer um, não é mesmo?

Peço que você repense sua atitude em relação a essa história. Não é só o caso de uma mulher sendo flagrada, é o caso de uma mulher sendo explorada.

HowItIs

Porém acontece que como qualquer pessoa, ambas possuem suas próprias aflições pessoais, seja pela família que reprova pensamentos emponderadores, ou pelo temor de ser menos “mulher” e não estar confortável consigo mesma. Todos possuem máscaras e mulheres são obrigadas a usá-las diariamente, melhor, a incorporá-las, Vacas é uma síntese sobre dramas femininos de mulheres que personificam mulheres reais, são pessoas que planejam, permutam e crescem dentro de ambientes que não estão prontos para receber suas opiniões, mas estão a postos pra lhe julgar a qualquer demonstração de sentimentos.


Por Viviane, desenhista, designer de interiores, que cozinha mas não sabe cozinhar ovos, péssima costureira e maquiadora, o que isso faz de mim? Mulher, sim, mulher de verdade, que aprende a cada dia, que cresce um pouco todos os dias como qualquer ser humano.

[Resenha] Provence

provenca_1493038951523856sk1493038951bLivro: Provence – O lugar onde se curam os corações partidos

Autor: Bridget Asher

Editora: Novo Conceito

Ano: 2017

Páginas: 368

Sinopse: “Eis uma forma de colocar a coisa: a perda é uma história de amor contada de trás para frente… Toda boa história de amor guarda outra história de amor escondida dentro dela.”

A vida de Heidi com o filho Abbot tornou-se um jogo para manter viva a memória de Henry, bom pai e marido exemplar. Manter uma vida normal em um mundo em que Henry não existe mais está cada dia mais complicado. Heidi precisa lidar com o filho que se tornou um verdadeiro maníaco por limpeza e com a sobrinha Charlotte, uma adolescente problemática.

Uma casa em Provence, na França, que pertence à família de Heidi há gerações, é rica em histórias de amor e surpreendentes coincidências. Heidi e sua irmã mais velha, Elysius, passavam os verões lá quando crianças, com sua mãe. Mas a casa, as lembranças e os segredos de Provence haviam ficado no passado, mas agora, com o incêndio na propriedade, a casa precisa ser salva por Heide. Ou será que é Heide que precisa ser salva pela casa?

Uma história de recomeço, amor e esperança em face à perda, onde uma pequena casa na zona rural do sul da França parece ser a responsável por curar corações partidos há anos.

“Devemos ser sinceros quando o mundo não faz sentido…”

 

 

 

Terminar a leitura foi como finalizar uma das sobremesas que a Heidi preparava!…

 

Deliciosas!

 

Sim, no início foi difícil…

 

… a perda é uma história de amor contada de trás para frente p.5

O fato é que a vida continuou sem mim (…) o mundo seguia em frente e eu, não. p.10

 

Henry Bartolozzi morreu já há dois anos, “seguiu a jornada dele” – se assim o acreditar – e ela, a viúva Heidi, estagnou. Sua letargia apenas perdia para o filho, razão dela se ainda se mover. O negócio passa a ser tocado pela sócia…

 

Olhei para cima e flagrei meu reflexo no espelho do armário – turva, fantasmagórica, alguém que costumava existir, mas que agora já havia quase ido embora. – p.82

 

Como disse Roland Barthes, a saudade é dita a partir de quem ficou… E a Heidi sente muito a falta do marido. O amor que eles tinham era tangível, verdadeiro, incondicional… Lindo e raro. Um presente. As lembranças e histórias que ela sempre conta para o filho, Abbot, uma criança de oito anos, mantém a memória do pai. Ela perde a noção de tempo, perde objetos… O filho torna-se germofóbico… Cada um com sua porção a superar.

 

É no dia do casamento da irmã, Elysius, com o Daniel (com quem mora há oito anos) que a mãe informa que teve um incêndio na casa da família e parece “atordoada”. A casa, em Provence, é herança de família e tem uma longa história de amor. Foi criada a partir dele, pedra sobre pedra, por um ancestral. Essa é a desculpa, a necessidade de reparo, que é usada para enviar o trio para a França: Heidi, Abbot e Charlotte. Ah, sim, a Charlotte é filha do Daniel, uma adolescente de dezesseis anos, que também tem seus problemas a superar.

 

Jornada. Aí os “pequenos milagres” começam a operar. Crenças, descrenças, e ajuda, claro! Véronique (amiga de infância da mãe) e seu filho caçula, Julien Dumonteils (que implicava com a Heidi quando criança). Muito ocorre. Assalto. Susto. Fobias. Passeios. Trabalho…

 

Reproduzo à vocês a pergunta da protagonista na página 210: ‘Quando você está fechada e começa a se abrir, o que volta à vida primeiro?’

 

– Você está bem? – Julien perguntou.

(…)

– Eu sou. Estou sendo. p.213

 

O presente… Um presente. Uma andorinha que tem a asa quebrada pode vir a se curar com o devido tempo e voltar a alçar voo com o seu bando. Tempo e um pouco de cuidado, descanso… Olhar as cores das montanhas, observar se e quando e como mudam… Ouvir a casa. Ouvir a si.

 

Se de início foi difícil; com a viagem, novo frescor. Afinal, como diz a mãe da Heidi, todos merecem um verão perdido. As receitas ao final, o transcorrer que não devo tirar o prazer de cada um ler por si… Posso apenas assegurar que tem muita carga, surpresas, histórias… Um garoto de oito pode muito enxergar e, mesmo com capota quebrada e na chuva, conversíveis serão sempre conversíveis! Rs…

 

Quanto ao produto físico em si, não posso mentir… As flores da capa, sua cor, chamaram a minha atenção, bem como as construções de pedra, estilo europeu – tem ‘um certo’ charme. A cor do papel e a fonte tornam a leitura agradável. Parei apenas em dois lugares: 219 (“de” a mais) e 264 (ausência de um “que”), por estranhamento mesmo, porque em nada atrapalha a compreensão do texto.

 

E, claro, não podia deixar de lado: merci pour le Voyage!

 

[Resenha] Como se casar com um Marquês

Livro: Como se casar com um marquês
Autora: Julia Quinn
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Elizabeth Hotchkiss precisa se casar com um homem rico, e bem
rápido. Com três irmãos mais novos para sustentar, ela sabe que não lhe 
resta outra alternativa.
Então, quando encontra o livro Como se casar com um marquês na biblioteca
de lady Danbury, para quem trabalha como dama de companhia, ela não pensa
duas vezes: coloca o exemplar na bolsa e leva para casa.
Incentivada por uma das irmãs, Elizabeth decide encontrar um homem qualquer
para praticar as técnicas ensinadas no pequeno manual.
É quando surge James Siddons, marquês de Riverdale e sobrinho de lady Danbury,
que o convocou para salvá-la de um chantagista. Para realizar a investigação,
ele finge ser outra pessoa. E o primeiro nome na sua lista de suspeitos 
é justamente... Elizabeth Hotchkiss.
Intrigado pela atraente jovem com o curioso livrinho de regras, James galantemente se oferece para ajudá-la a 
conseguir um marido, deixando-a praticar as técnicas com ele. Afinal, quanto mais tempo passar na companhia de 
Elizabeth, mais perto estará de descobrir se ela é culpada.Mas quando o treinamento se torna perfeito demais, 
James decide que só há uma regra que vale a pena seguir: que Elizabeth se case com seu marquês.

Melhor que um marquês, é um marquês disfarçado!

Se um livro da Julia conta com a presença ativa do maior ícone da alta sociedade inglesa, então inegavelmente o resultado vai conter: doses gloriosas de comédia, artimanhas apuradas de uma esperta condessa, personagens se não loucos, já ensandecidos ou próximos de uma beatificação, o segundo volume de Agentes da Coroa não possui escapatória e Quinn mais uma vez enfeitiça com personagens tão autênticos e vorazes diálogos.

Elizabeth Hotchkiss, é dama de companhia da desaforada e sarcástica Lady Danbury – o temor da alta sociedade, porém amada em igual nível -, após 5 anos consecutivos em convivência com a condessa anciã, obviamente a sanidade da jovem é questionável, em meio a tantos “humpf” Elizabeth encontra além do sustento de seus 3 irmãos mais novos, encontra sua habilidade e tenacidade.

– Ah, bom, eu… – Ela reprimiu o que quer que estivesse planejando dizer. – Eu não me expressei bem. Juro. Não quero que você se machuque, mas realmente coloquei toda a minha força naquele soco, e…
– Sem dúvida vou exibir os resultados do seu soco amanhã, não se preocupe. Ela arquejou em uma mistura de alegria e horror.
– Deixei você com um olho roxo?
– Achei que você não quisesse me machucar. 

James, o marquês de Riverdale, também o adorado sobrinho da condessa aterrorizadora em questão, é requisitado para cumprir a missão de desvendar a identidade do descarado e ousado – e ponha ousado nisso – chantagista que ousa tomar como alvo a querida Danbury, sob uma falsa identidade ele se infiltra na rotina da casa Danbury e uma figura de atitudes estranhas levanta suspeitas com seu comportamento agitado e ilógico.

– É mesmo uma história sensacional – disse Blake com um dar de ombros. – Eu escreveria um livro a respeito, mas sei que ninguém acreditaria em mim. – Acha mesmo? – perguntou Caroline, os olhos iluminados de prazer. – Que título você daria ao livro?

– Não sei… – falou Blake, esfregando o queixo. – Talvez algo sobre como agarrar uma herdeira.

James aproximou o rosto do de Blake.

– Por que não Como deixar seus amigos completa e irrevogavelmente loucos? 

Se revelando uma desastrada James beira a conclusão da inocência da Srta. Hotchkiss, no entanto a frequente atitude suspeita de Elizabeth o confundem, as vagas e infrutíferas tentativas dela de conquistar o administrador no seu treino, a levam a beira da loucura, afinal é bastante difícil levar a risca os absurdos decretos do livrinho da Sra. Seeton, algo esperando de um livro advindo da coleção de Lady Agatha Danbury.

Em uma similaridade ao casal Ravenscroft, tanto James, quanto Elizabeth se provam apegados ao orgulho, mesmo catalisador da demora para admissão de sentimentos de Blake e Caroline, dessa vez a personalidade solidamente apegada aos próprios princípios e as limitações, sejam elas por sua condição social ou impostas por si mesma, ficam por conta de Elizabeth e a habilidade de descontrair e até mesmo distorcer um pensamento é parte – como já era de se imaginar –  de James.

– Ah, Jane! – chamou ele, inclinando-se contra o batente da porta.

Elizabeth não conseguiu ver dentro da cozinha, mas conseguia imaginar perfeitamente a cena: a irmã pequena levantando a cabeça, os olhos azul-escuros arregalados e encantados.

James soprou um beijo para ela.

– Adeus, doce Jane. Gostaria de verdade que você fosse um pouco mais velha.

Poucos sobrevivem a um diálogo com Lady Danbury, mas Elizabeth tem isso como sua rotina diária, se isso não é mais límpida comprovação de seu espírito de aço e personalidade ferrenha então não sei o que mais seria, enquanto James cresceu sob os cuidados da condessa e consegue compreender as artimanhas da anciã, ambos compartilham pontos em comum, porém suas divergências estão a um segredo de distância. Se um conteúdo tão excepcional e inspirador são insuficientes, obviamente a Arqueiro realizou mais uma produção simplesmente espetacular em confecção editorial e transforma a leitura em uma experiência completa e sensacional.


Compartilha conosco sua experiência com esses Agentes – do amor, claro!

[Resenha] Romance Entre Rendas

Livro: Romance Entre Rendas
Autora: Loretta Chase
Ano: 2017 
Editora: Arqueiro 
Páginas: 320
Sinopse: Que lady Clara Fairfax é dona de uma beleza estonteante, Londres 
inteira já sabe. Mas a fila de pretendentes que bate à porta de sua casa 
com propostas de casamento já está irritando a jovem.
Cansada de ser vista apenas como um ornamento, Clara decide afastar-se um 
pouco da alta sociedade e se dedicar à caridade. Um dia, numa visita a uma 
obra social, ela depara com uma garota em perigo e pede ajuda ao alto, 
sombrio e enervante advogado Oliver Radford.
Radford sempre foi avesso à nobreza, mas, para sua surpresa, pode vir a se 
tornar o próximo duque de Malvern. Embora queira manter sua relação com 
Clara no campo estritamente profissional, aos poucos ele percebe que ela, 
além de linda, é inteligente, sensível e corajosa.
E quando a perspectiva de casamento se aproxima, tudo o que Radford pode 
fazer é tentar não perder a cabeça por Clara. Será que a herdeira mais 
adorada da sociedade e o solteiro menos acessível de Londres serão vítimas
de seus próprios desejos?

Último chá da tarde com as melhores modistas do continente!

Desde Sedução da Seda, a trajetória de Lady Clara Fairfax é acompanhada pelas irmãs Noirot, podendo se dizer que a mesma é uma Noirot honorária, que em tênue oposição às obras anteriores da série, a mente de uma modista e comerciante não fica em destaque, afinal as irmãs Noirot são calculistas por sangue e treinamento, a Clara é atribuída a característica de tenaz e mesmo sem compartilhar do sangue dos DeLuceys faz por merecer seu lugar ao lado das temidas modistas francesas.

Com um conceito proveniente do feminismo, Clara é a personificação da mulher em processo de libertação e inconformidade com seu lugar no mundo pré-determinado desde o nascimento pela condição de mulher aristocrata. As frequentes declarações e propostas de casamento que recebe tornou Clara apática a ideia do casamento e sua sede de aventura fala mais alto incitando sua espirituosa faceta.

– Cuidar de você vai me oferecer oportunidades mais do que suficientes – retrucou ela. – Tendo a acreditar que eu possa civilizá-lo, embora suspeite que o processo será lento e exigirá muita astúcia, bem como paciência.
– Ele exige uma mulher de vontade extraordinariamente forte. Acredito que você esteja qualificada.
– Sei que estou. Caso contrário, não teria me casado com você. Meu caro e erudito amigo, podemos analisar o problema de maneira lógica?

Radford é um homem inteligente e consequentemente antipático, em sua carreira de advogado acumulou diversos inimigos, afinal o submundo de Londres não apreciam intrometidos de mente e língua afiada. Desde seu “título” como Corvo, ele é perspicaz, insistente e sabe usar suas habilidades para lhe dar a vantagem, no entanto barganhar é um fraco e sua pouca influência em Clara Fairfax o levam a testar suas próprias capacidades de persuasão e auto controle, que ao estar em nesse debate ideológico o inspira aos mais acalorados discursos sobre prudência e paixão.

– Se você não se tornar mais moderado em seus hábitos, morrerá jovem. Antes disso, porém, se tornará impotente. O que significa que…
– Sei o que significa. – Bernard riu. – Membro desolado e caído. É esse o seu problema, pequeno Corvo? O que o faz ser um chato?
– É do seu membro que estamos falando, seu imbecil – retrucou Radford.

Nesse último volume de As Modistas, Loretta explora mais a fundo a personalidade de Clara e o que antes se tinha como uma dama frívola é esclarecido como um equívoco, a capacidade de se impor perante o astuto Radford e não permitir ser subjugada por ser mulher não é possível para qualquer dama de berço aristocrático, um pouco dos personagens anteriores é introduzido no livro, um complemento caloroso para um desfecho com um revira volta a cada capítulo e um casal espirituoso e atrevido como protagonista.

Graças às noções que o duque, o marquês e o conde faziam de uma despedida de solteiro, Radford não desfrutara de mais do que duas horas de sono. Ele achou que os três homens, como tantos outros, estavam tentando matá-lo ou queriam ter certeza de que ele não chegaria à cerimônia de casamento.

Mas o motivo de ele não conseguir ver nada nem ninguém a seu redor foi outro.

Foi a imagem à entrada do salão.

Clara.

A sua noiva – sua noiva – de braço dado com o pai.


Iniciando com 3 modistas e uma lady bem nascida e concluindo com 2 duquesas, 1 marquesa e 1 condessa, o amor da Loretta pela aristocracia domada não tem fim!

[Resenha] Como Agarrar uma Herdeira

Livro: Como Agarrar uma Herdeira
Autora: Julia Quinn
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 304
Sinopse: Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, 
não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente 
sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um 
homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.
Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline 
não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis 
semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto 
isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador 
misterioso.
A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por 
ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração 
dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira 
tentação que o desarma completamente.

Julia Quinn na área, ninguém sai, é o meu momento!

Quem apreciou  os Bridgertons, o Quarteto Smythe-Smith está pronto para se deliciar com mais uma obra genial e hilária da Quinn, em uma duologia com ação, mistério e claro, romance, a autora se supera com personagens ainda mais ousados e com personalidades hilárias, o resultado é um livro excepcional, engraçado e esplêndido do título ao ponto final.

Aproveitando da situação conveniente de ser levada pra longe sob a proteção de um sujeito misterioso, Caroline tenta manter sua identidade sob uma névoa, enquanto sabota todas as tentativas de seu captor de lhe interrogar, protelando o fim de sua estadia sob a hospedagem de Blake.

Caroline Trent é jovem porém sua sorte nas mãos ora cruéis, ora negligentes – ora ambos – de seus tutores, com bônus da morte precoce deles, a forçaram a amadurecer e planejar a sua liberdade aos 22 anos. Sua personalidade é moldada para estar preparada para intervenções inesperadas e ataques violentos, sim, Caroline está munida de seu intelecto e de uma arma, afinal não é possível se safar de qualquer situação por meio de um debate amistoso.

– O mínimo que você poderia fazer era me dizer obrigado – disse Caroline, bufando.
– Obrigado?!
– De nada – retrucou ela rapidamente.

Blake Ravenscroft é um agente da coroa, depois de viver e sobreviver a muitas causas impossíveis em nome do país, as perdas o tornaram ressentido, por vezes amargo, seu objetivo de concluir sua última missão – prender uma espiã espanhola – o leva a capturar uma estranha figura feminina. Para tormento de Blake a mulher capturada é revelada uma fraude, porém a ardilosa Caroline é mais do que ele pode lidar e debater com alguém insolente e vívida como ela é um desafio a tênue paciência do agente, ainda em união com seu amigo e companheiro de missão, James, o marquês de Riverdale, Blake está sempre a beira de uma síncope.

– Perriwick! – bradou Blake. – Se eu ouvir “Se me permite a impertinência” mais uma vez, juro que o jogarei no Canal da Mancha.

– Ah, meu Deus – disse Penelope. – Talvez ele esteja mesmo com febre. O que acha, Perriwick?

O mordomo estendeu a mão para a testa de Blake, que quase o mordeu.

– Se me tocar, morre – ameaçou Blake.

– Estamos um pouco rabugentos esta tarde, não é mesmo? – comentou Perriwick, sorrindo. 

Como uma pessoa mais do que suspeita para avaliar os livros da Julia, mais do que nunca me senti cativada por quão criativa ela é, o primeiro título dos Agentes da Coroa é para quem deseja acima de tudo rir e mergulhar em uma trama com ação na medida certa e um romance encantador, afinal Julia não vive sem nos dar uma dose mais que bem-vinda de amor e paixão. Se todos esses argumentos ainda forem insuficientes, bem, checa essa capa e acabamento editorial que Arqueiro fez e imagine as possibilidades do enredo.


À Espera de James, o Marquês casamenteiro!

[Resenha] Uma Noite Inesquecível

Livro: Uma Noite Inesquecível
Autora: Lisa Kleypas
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 144 
Sinopse: O Natal está se aproximando e Rafe Bowman acaba de chegar a Londres 
para uma união arranjada com Natalie Blandford. Com sua beleza estonteante 
e o físico imponente, ele tem certeza de que a linda aristocrata logo cairá 
a seus pés.
No entanto, seus terríveis modos americanos e sua péssima reputação de 
farrista deixam Hannah, a prima da moça, chocada. Determinada a proteger 
Natalie, ela vai tornar a tarefa de cortejar a jovem muito mais difícil 
do que Rafe esperava.
Hannah, porém, logo começa a se importar mais do que gostaria com o rude 
pretendente da prima. Rafe, por sua vez, passa a apreciar um pouco demais 
a companhia de Hannah, uma mulher forte e pragmática com um coração doce 
e gentil. E quando Daisy, Lillian, Annabelle e Evie, quatro amigas inseparáveis 
que já conseguiram encontrar o homem de seus sonhos, decidem agir como cupidos,
quem sabe o que pode acontecer?

Vamos falar sobre o meu mais novo amor!

Em apenas cento e poucas páginas a Lisa faz sonhar e se apaixonar mais uma vez pelas quatro amigas, as Flores Secas e vai mais além com personagens totalmente charmosos, a Hannah e o infame (vou explicar o porquê) Rafe Bowman.

~Jingle bells jingle bells~ é Natal e um eminente espetáculo está prestes a invadir a chaminé, Rafe irmão mais velho de Lilian e Daisy está chegando a Inglaterra para se casar com uma inglesa de sangue nobre – se pensou na intromissão do detestável Thomas Bowman, pensou certo – Lady Natalie Blandford, para ajudar Rafe em sua missão de corteja-lá, Lilian, Anabelle e Evie organizam um chá da tarde com a dama de companhia de Natalie, srta. Appleton, a espirituosa e sincera Hannah.

Rafe não conseguia parar de olhar para a Srta. Appleton, que estava sentada bem aprumada em sua cadeira, tomando o chá de maneira polida. Queria tirar os grampos do cabelo dela e passar os dedos por ele. Queria jogá-la no chão. Ela parecia tão distinta, tão certinha, sentada ali com as saias perfeitamente arrumadas.

E isso só o fazia querer ser muito, muito mau.

Com seus estritos modos ingleses, a srta. Appleton é confrontada pela natureza tipicamente despojada do americano Rafe, que por sua vez sente o instinto traquina em seu sangue borbulhar e se vê instigado pela forma polida e certinha dela. Em busca de provocar reações adversas e desvendar Hannah, Rafe se sente atraído e compelido a incita-lá, ela por outro lado não é tola e lhe responde a altura com muita propriedade de si.

– Tudo o que você demonstrou até agora confirma que não é capaz de ser fiel.
– Posso ser, se encontrar a mulher certa.
– Não, você não seria – disse ela com firmeza. – Ser ou não fiel não tem nada a ver com a mulher, depende inteiramente de seu caráter.

Enquanto é incumbido de cortejar lady Natalie, Rafe aprecia mais do que nunca Hannah, para Hannah, Rafe aos poucos de transforma de um cretino para um belo insolente, as farpas que os dois trocam demonstram o quão diferentes os dois são e nos delicia com os diálogos ricos e com o senso de humor sarcástico de ambos.

Muitas palavras  elogiosas podem descrever um livro tão curto e tão brilhante, uma delas com certeza é magnífico, sentir o Natal e o desabrochar de uma paixão tão intensa – de todos os casais envolvidos, portanto use a imaginação – é mais do que uma promessa, é uma essência encontrada em cada espacinho dessa obra, desde a bela capa tão representativa até o último ponto final dessa deliciosa aventura.

[Variedades] K-Drama, Dorama… aqui tem!

Você sabe o que é K-Drama? Se sim, o post é todinho para você, se não… é também, óbvio!

Já pensou em embarcar em um novo mundo com muita emoção, adrenalina, oppas lindos de morrer, fantasia, casais para shippar, unnies badass, enredos instigantes, teorias, sofrimento, ilusão… ok não (só um pouquinho), mas tem muito mais e para quem já assiste, tem recomendações maravilhosas para ver desde já e mostrar para os amiguinhos que ainda não conhecem esse universo glorioso, só chega junto que hoje tem!

Ah todas as sinopses a seguir vieram do DramaFever e lá é o portal para encontrar muitas preciosidades, nossa Netflix dos doramas ❤

  • Strong Woman Do Bong Soon

A força de Bong Soon a ajuda a arranjar um emprego. Ela tem que que ser a guarda-costas do arrogante chaebol Ahn Min Hyuk, CEO de uma empresa de jogos. Ahn Min Hyuk sabe jogar todos os tipos de jogos errados. Ele é esquisito, mimado, dominador e muitas vezes mostra um absoluto desrespeito pelas regras e cortesia comum. A personalidade dele bate de frente com a da certinha Do Bong Soon, mas não demora muito tempo para o gelo entre os dois começar a derreter e as coisas começarem a esquentar. Será que o CEO do jogo se tornará uma pessoa melhor e conquistará o coração da nossa mulher forte? Ou será que ela sempre suspirará pelo homem que não gosta da força que a torna única?

  • Lookout

Quando um grupo de pessoas que perderam entes queridos se junta para obter justiça num sistema legal ineficiente, eles ensinam a cada criminoso da cidade o verdadeiro significado da vingança.
Criminosos matam, e são soltos. A história é antiga, mas ainda machuca. Isto é o que acontece com a Jo Soo Ji, uma ex-investigadora da polícia que teve a filha dela brutalmente assassinada, e teve que ver o assassino ser liberado por negligencia da polícia. Para obter justiça, ela junta forças com um grupo que tem contas a resolver com o sistema corrupto judiciário.

  • Hello My Twenties ou Age of Youth (tem na Netflix)

A universitária Yoon Jin Myung vive ocupada enquanto trabalha para pagar seus estudos e ir bem nas provas, tendo muito pouco tempo para o drama que a cerca em seu cotidiano. Infelizmente, as outras quatro garotas com quem vive não a deixam escapar facilmente. A universitária Song Ji Won não deixa que sua bebedeira tire o melhor da sua personalidade. Jung Ye Eun é apaixonada pelo namorado e sempre deixa bem claro o que não gosta. Kang Yi Na tem uma grande popularidade devido ao seu corpo tonificado. Yoo Eun Jae é a mais nova inquilina e se esconde atrás de sua timidez e gosto peculiar em rapazes. Juntas, elas passarão por vários desafios diante da vida, mas para que mais serviriam colegas de quarto?

  • Descendants of the Sun (tem na Netflix)

É amor a primeira vista quando o Capitão das forças especiais Yoo Shi Jin encontra pela primeira vez uma linda médica chamada Kang Mo Yeon. Mas mesmo antes de embarcarem nesse amor, os dois percebem que trabalham com valores opostos – um soldado que tira vidas e uma médica que as salva. Um ano depois do primeiro encontro, uma reunião fatal os leva para Uruk. Será que o amor entre Shi Jin e Mo Yeon será maior que as batalhas travadas em suas vidas?

  • Pinocchio

No meio de vários jovens jornalistas, a nova repórter Choi In Ha está a procura de um furo jornalístico, só que ela se encontra presa em sua síndrome de Pinóquio, em que não pode contar mentiras sem ter vários soluços! Enquanto isso, o repórter Choi Dal Po prova ter uma memória esplêndida e uma habilidade muito boa para mentir. Em um mundo dominado por fatos, o quão longe você consegue ir com uma mentira?

  • Heirs

Kim Tan mora nos EUA e é herdeiro de um dos homens mais ricos da Coreia. Cha Eun Sang mora na Coreia e tem uma vida difícil, tendo que manter vários empregos a fim de se sustentar e ajudar a mãe. Quando Cha Eun Sang vai aos EUA encontrar a irmã, eles acabam se esbarrando, no que parece ser um pequeno sonho na vida de Eun Sang. De volta à Coreia, o destino tratará de uni-los novamente em uma história que, além disso, mostra a vida, os amores e os aprendizados dos grandes herdeiros dos milionários da Coreia que frequentam o Colégio Jeguk.


apreciem essa maravilha!

[Resenha] As Feiticeiras de East End

Livro: As Feiticeiras de East End
Autores: Melissa de La Cruz
Ano: 2012
Editora: iD
Páginas: 312
Sinopse: As três mulheres da família Beauchamp 
escondem um segredo: são feiticeiras poderosas, há 
séculos proibidas de usar sua magia. Joanna consegue 
ressuscitar os mortos e curar feridas graves; Ingrid 
prevê o futuro e tece nós que podem resolvem qualquer
problema; e Freya tem um encantamento que certamente
consegue curar os piores desencantos amorosos. Ela vai se casar com o 
misterioso Bran Gardiner, e cada vez fica mais difícil esconder seu segredo.
Ingrid e Joanna sentem o mesmo dilema, e as três percebem que não podem 
mais ignorar quem realmente são. Desenterram varinhas e vassouras e 
começam a criar feitiços bem intencionados para algumas pessoas. É então 
que ataques violentos começam a assolar a cidade. Quando uma jovem 
desaparece, elas percebem que está na hora de descobrir que forças 
obscuras operam contra elas.

Tem magia na resenha de hoje!

Vivendo na pacífica cidade-ilha North Hampton, tanto Joanna, quanto suas filhas Freya e Ingrid são feiticeiras em situação de restrição de seus poderes, enquanto lidam com sua natureza mágica, as três tentam se envolver com seu entorno. É sob os distintos pontos de vista das três Beauchamp que suas personalidades e dramas pessoais são apresentados.

Havia algo errado com os três pássaros mortos na praia durante a manhã, os que ela enterrou um pouco adiante na areia, mas Joanna não conseguiu atinar naquele momento. Era uma ameaça? Ou um aviso? Para quê? De quem?

Série Witches of East End

Freya apesar de se demonstrar egoísta em muitas coisas, de sua forma tenta dar pequenos empurrões em vidas amorosas com poções do amor, por outro lado, a mesma se encontra em um estranho triângulo amoroso, noiva e ao mesmo tempo envolvida em um caso com o primo de seu noivo. Enquanto isso, Ingrid é uma amante nata de livros e com um dom para curar, usa pequenos feitiços para ajudar aqueles ao seu redor, já Joanna possui uma personalidade mais turva, por assim dizer, passou pela perda de forma misteriosa de um filho e isso desandou parte de si, porém seu amor e dedicação a sua família é inspirador e puro.

– Você não está entendendo. Nós nos pertencemos. Sempre – Killian falou. – Eu não podia dizer nada. Estava preso à profecia e não podia me revelar até que você me reconhecesse pelo que sou. Só podia ter esperança embora eu tivesse tentado avisá-la sobre o perigo à minha própria maneira.

Em uma cidade tão pacata é uma perturbação suspeita, além de incomum, casos de assassinato, surtos de doenças e mortes misteriosas, que separados já causam uma inquietação da tranquilidade local, porém a brevidade dos acontecidos deixam as três feiticeiras em estado de alerta para qualquer interferência sobrenatural e nesse momento segredos a muito trancados voltam a emergir, abalando os laços que as unem e as mantém no manto do sigilo.

Adaptado para a série Witches of East End – que infelizmente foi cancelada após 2 temporadas -, a obra de Melissa é uma trama que envolve magia, romance e suspense, com personagens magnificamente desenvolvidos em um enredo de surpreender os mais céticos quanto ao conteúdo do livro, contando com uma capa linda e uma diagramação espetacular, a obra é mais do que gratificante.


Tem a série na Netflix!

[Resenha] Seraphina

Livro: Seraphina
Autores: Rachel Hartman
Ano: 2013
Editora: Jangada
Páginas: 384
Sinopse: Seraphina Dombegh, uma garota de 16 anos com grande talento 
para a música, tem um terrível segredo e razões para temer humanos e 
dragões. Ela se torna assistente do compositor da corte justo quando um
membro da família real é encontrado morto, devido a um ataque muito ao
estilo dos dragões, isto é, com a cabeça arrancada a mordidas. 
Seraphina, com sua inteligência e senso de humor ácido e feroz, passa a
colaborar com as investigações, ao lado do capitão da Guarda da Rainha,
o sagaz e encantador Príncipe Lucian Kiggs. Enquanto eles começam a 
encontrar pistas de uma trama sinistra para destruir a paz, a fachada 
cuidadosamente construída por Seraphina começa a desmoronar, tornando 
cada vez mais difícil manter seu segredo, cuja revelação seria 
catastrófica em sua vida.

Seraphina é a protagonista do meu coração!

Seraphina Dombegh é musicista, completamente envolta em notas e sons, a jovem de 18 anos utiliza sua vida em partituras como uma forma de exprimir sua verdadeira essência, mesmo tão jovem possui um talento inato para a música, a maior parte devido ao fato de seu hibridismo, Seraphina é meio-dragão. Como híbrida ela tenta esconder o seu sangue dragontino e escamas que cobrem parte de seu corpo, enquanto lida com as peculiaridades de sua existência, compartilhando sua mente com seres estranhos e que ameaçam lhe tirar o controle do próprio corpo.

Agora vivendo como parte da corte real, a existência de seres como ela é um tabu e um ato de extrema heresia, a paz superficial entre humanos e saarantras – dragões em sua forma humana – que mascara a hostilidade com que os qualquer um com sangue saar (dragão) está abalada, e uma crise que já borbulhava na superfície essa convivência está prestes a implodir de vez.

– Acabei de ser perseguida no mercado de São Willibald, e você sabe por quê? Porque fui gentil com um quig. Ocultei escrupulosamente todas as razões legítimas para as pessoas me odiarem, e agora elas não precisam mais de motivos legítimos. O Céu forjou uma adaga de ironia para me apunhalar.

O estopim para as atitudes ainda mais agressivas se dá com o assassinato de caráter dragontino do Príncipe Rufus, filho da rainha Lavonda, a decapitação e desaparecimento da cabeça do Príncipe não deixa margem para inocentar a comunidade de dragões, é quando Seraphina presencia as ações do grupo mais radical em oposição ao Tratado de Commomont, os Filhos de São Ogdo.

É na aproximação por interesses na manutenção da paz e investigação por trás do assassinato do Príncipe Rufus que Seraphina encontra no jovem Príncipe Lucian Kiggs uma proximidade afetiva, a recíproca é verdadeira e palatável. Desenvolvendo uma amizade, o príncipe vê em Seraphina um pedaço de si, uma pessoa que se mantém a margem, embora difícil de ler, ele sabe que o intelecto da jovem é sábio e passa a buscar cada vez mais a companhia e conselhos dela.

– Tenho raiva dela por me deixar tão jovem; você talvez sinta o mesmo em relação à sua mãe, mas também, para minha mortificação, raiva pelo fato de ela ter se apaixonado de maneira tão imprudente.
– Eu sei – sussurrei para o ar gelado, esperando e temendo que ele pudesse ouvir

Para Seraphina é uma oportunidade de estar próxima de alguém que compreenda parte de sua angústia, mesmo que aumente os seus níveis de tensão, afinal deixar alguém aproximar-ser tanto é um risco a sua vida, suas escamas estão sempre em evidência sobre as camadas de tecido de suas vestes, mas o seu inegável afeto com o dragão Norma, semeia uma desconfiança no Príncipe, que para espanto dela tem uma terrível conclusão sobre o significado dessa proximidade.

Enquanto se desvencilha da desconfiança de Kiggs acerca dos sentimentos, ela inicia uma parceria até então fora de seu horizonte, ao mesmo tempo que esta é a chave pra descobrir a verdade sobre os avatares em sua mente, Seraphina descobre que não está sozinha, em paralelo a ameaça a família real é ainda mais inesperada e na tentativa de pôr fim a essa sombra, novos métodos devem ser usados, um meio-dragão possui habilidades únicas e diferenciadas uns dos outros como ela tem a surpresa em saber.

A escrita da Rachel Hartman não deixa a desejar em quesito algum, desde a originalidade do enredo, até a construção do universo de seu livro é uma aventura repleta de detalhes que inferem personalidade a trama, além de um suspense bem dosado, é certeza de uma grande leitura, Seraphina é uma leitura formidável e uma interpretação fantástica e sublime do mito dos dragões.