[Anime] Julgando um anime pela abertura

As músicas são marcantes e a melhor forma de comunicação, por sua facilidade atrelada a uma melodia que envolve o ouvinte, em animes as aberturas e encerramentos são bem… tão bem pensados que deixam uma marca de quem curte o gênero, inclusive muitas delas são parte da infância de uma enormidade de pessoas, as clássicas como Pegasus Fantasy – só o hino da minha vida – de Cavaleiros do Zodíaco, Guerreiras Mágicas de Guerreiras Mágicas de Rayearth, mas são só as nacionais? Não, as japonesas tem espaço também e a lista de hoje é composta de indicações dedicadas à elas:

Sakamoto desu ga?

Com um protagonista totalmente cool, cooler, coolest, Sakamoto mais do que digno de uma abertura arrebatadora, chega dá vontade de soltar o som e viver de repeat por dias a fio.

Shingenki no Kyojin (TODAASS!!)

Depois do retorno brutal do anime para a 2ª temporada, simplesmente aconteceu de dar uma vontade insana de rever o anime todo e ainda maior de rever as aberturas, a abertura da primeira metade da 1ª temporada é a mais eletrizante, a da 2ª temporada foi um momento de choque pelo tempo espera para o retorno do anime, mas 2 semanas depois já estava a plenos “Sasageyo, sasageyo, sinto wo sasageyo!”

HaNaYaMaTa

Esse é um dos animes mais fofos e animados que já assisti, desde o enredo e interação das personagens um sentimento de amizade é crescente e na abertura isso fico bem claro, inclusive transpassando um agradável vontade de ter amigos ao redor, de ser só pessoas, uma abertura dessa é só amor!

Noragami (Não sou capaz de opinar!!)

Se alguém deixar escapar que pula as aberturas de Noragami, sinceramente, eu mesma já excluo de qualquer laço próximo, é não respeitar o herói, ninguém em sã consciência pula esse começo magnífico.

Kuroko no Basket

São várias aberturas para esse anime, todas são maravilhosas, porém fiz questão de selecionar a favorita, porque esse anime o que tem de ótimo conteúdo e adrenalina, tem de boas aberturas e encerramentos, te desafio a negar essa maravilhosidade musical!

Yuri!!! On ice

Essa maravilha que dilacerou corações ao redor do mundo tinha que estar nessa lista, só esse começo é uma conquista certeira para ver o anime e ainda cantar a música a plenos pulmões – inclusive recomendo – fazer uma coreografia na pista de patinação de gelo.

Kaichou wa maid-sama

Somente o meu shoujo favorito e claro uma abertura marcante ganha logo espaço naquela lista de mais amadas para todo o sempre, uma vontade de chorar e cantar loucamente acomete qualquer fã de Kaichou!

Shiki

Quando o anime é de terror, o impacto da abertura começa a invadir até o psicológico, com sutis toques do que terá na trama, Shiki retrata um realidade onde vampiros são devastadores estratégicos e os humanos são presas a serem seduzidas e enlaçadas por esse “charme” sanguinário.

[Resenha] Volúpia de Veludo

Livro: Volúpia de Veludo
Autora: Loretta Chase
Ano: 2017
Editora: Arqueiro
Páginas: 320
Sinopse: Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne,acaba 
de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar.
Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot.
Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, 
e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima 
do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos.
Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar 
a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. 
Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar 
a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da 
temporada acabará acontecendo dentro de Leonie? 

 Muito amor aveludado por esse livro!

Loretta dessa vez incluiu brilhantemente os arranjos filantrópicos de outrora e as condições em que a alta sociedade pouco se importava com muita coisa além da superficialidade, ao mesmo tempo que detinham o poder de destruir reputações e consequentemente, pessoas. Leonie não tinha destaque nos livros de suas irmãs e sua mente analítica levava a crer que seria uma leitura insonsa, nada como estar muito errada e de combo dar boas risadas com o constante conflito de interesses da modista e do marquês.

Leonie é a mais nova das temidas irmãs Noirot – pra referência de distinção, é a ruiva -, com um dom de lidar com números e planejamentos, a jovem modista possui agora a missão de levar a frente a Maison Noirot sem o apoio costumeiro de Marcelline – temporariamente debilitada – e Sophie – em viagem de lua de mel e afastada de Londres devido a sua última grande interpretação.

– Não posso acreditar que esteja bancando o inocente ferido. Fui eu que me joguei em cima do senhor, milorde?
– Não, e foi muita falta de consideração de sua parte não tê-lo feito, quando me empenhei tanto para me tornar atraente aos seus olhos. Por que deveria sempre ser eu a dar o primeiro passo? Por que a senhorita não pode se esforçar um pouco mais?

Com uma personalidade decidida e menos sonhadora que suas irmãs, ela decide priorizar e manter a todo custo a Maison Noirot e a Sociedade das Costureiras para Educação de Mulheres Desafortunadas, logo cada boato e escândalo é vital na imagem de ambos, uma associação com Lorde Swaton, o poeta – e primo de Lisburne se torna perigosa e cabe a jovem Noirot planejar uma volta por cima, com a ajuda por vezes perturbadora e enlouquecedora do irresistível marquês.

Simon Fairfax, o sobrenome é familiar certo? Ele é primo de Harry Fairfax, o conde de Longmore e cunhado de Leonie, Simon, além de marquês de Lisburne, conta com um incrível senso de humor e uma sabedoria admirável de seu próprio charme, afinal se sentir confortável na própria na pele é um direito de nascença dos aristocratas, porém usar isso de forma velada é um dom desse exemplar masculino com uma cobertura generosa de beleza e sorrisos sedutores.

– Não é de bom-tom querer me seduzir quando estou ocupada em tentar não nos matar – reagiu ela.
– Eu a estou seduzindo? Não percebi que já chegara a essa parte. Devo ser incrivelmente inteligente. Mas preste atenção. Estamos chegando a Cumberland Gate.

Em paralelo ao jogo de sedução e conquista de Leonie e Simon, o resultado de uma perigosa aposta, valendo nada menos do que um Botticelli, envolvendo a protegida de Leonie, que por sua vez cativa a atenção do jovem poeta, que se vê cativado pela voz firme e canora de Lady Gladys Fairfax, um romance improvável está borbulhando nas duas polêmicas figuras da alta sociedade inglesa, esta afirmação é plenamente aplicável a ambas as duplas.

(…) Ela o viu corar enquanto falava. Algo do tipo “me daria a honra”. Lady Gladys também estava corada, o rosa- escuro descendo por seu colo, exibido elegantemente e sem pudor.
A orquestra voltou a tocar.
E lorde Swanton a conduziu até a pista de dança.

A deliciosa impressão que o livro deixa, é de um romance em que os dois competem sedução e se completam em paixão. Enquanto um outro casal está em um desencontro, apaixonados, porém temerosos e o resultado desses pares são suspiros e muitos leques agitados, em união a um visual lindo e muito bem acabado da Arqueiro, que consegue me conquistar cada vez mais com a qualidade do livro e dedicação editorial.


ARQUEIRO PODERIA LANÇAR ROMANCE ENTRE RENDAS EM AGOSTO, PELO AMOR DE JANE AUSTEN!

[Resenha] Um Amor Conquistado

Livro: Um Amor Conquistado
Autora: Silvia Spadoni
Ano: 2017
Editora: Pedra Azul
Páginas: 208
Sinopse: Ainda criança, Sophia foi levada para a Inglaterra para fugir da perseguição e do terror impostos pela Revolução Francesa. Com medo de ser descoberta, nunca revelou sua origem nobre, mas manteve viva a esperança de reencontrar sua família. 
Após o falecimento da madrinha, Sophia se vê obrigada a buscar trabalho para sobreviver e, por isso, se candidata à vaga de preceptora de Louise, a sobrinha órfã do conde de Buckington, um nobre conhecido pela sua frieza e arrogância. 
Uma brincadeira do acaso e ela se vê diante da possibilidade de voltar à França sob a proteção do nobre inglês e de descobrir o que aconteceu com seus pais. Mesmo avisada sobre os riscos, ela decide seguir em frente, ainda que isso signifique fingir ser a noiva do conde de gelo. 
Edward é um homem frio e arrogante, disposto a qualquer coisa para vingar-se do francês que destruiu seu irmão, até mesmo embarcar para a França em companhia de uma desconhecida apresentando-a como sua noiva. 
Ele conhece os riscos da empreitada, só não está preparado para os sentimentos contraditórios que invadem seu coração.

A obra do dia é nacional!

Sophia é francesa, os modos estão acima de qualquer suspeita, entretanto a personalidade vivaz e língua ferina ganham um destaque, orgulhosa e inteligente, ela sabe como se impor e delimitar as ações alheias que a afetem e contornar uma situação constrangedora com muita classe, afinal se candidatar a uma vaga de preceptora logo após ser quase atropelada pela carruagem de seu possível contratante é digno de uma mente hábil e afiada.

– Então estou decidida, não preciso de sua permissão e nem de sua aprovação, lorde Buckington – e virando-se ostensivamente para lorde Cavendish, completou: – Estou pronta, milorde. (…)

Edward, lorde Buckington é singular em alguns aspectos, além da sua aparência, um evento no passado, destruiu a vida de sua família e a ação principal de um francês o levou a repudiar os franceses. É quando sua última alternativa é colocar sua única e rebelde sobrinha em uma escola para damas que seu caminho se cruza – literalmente – com a jovem Sophia, a perturbadora francesa conquista não só a confiança dos seus entes mais próximos, como consegue ter uma boa comunicação e influência sobre a pequena Louise, além do próprio tio, no caso, ele!

– Não vou mais permitir que me desafie impunemente, Sophia. De agora em diante quando o fizer terá que arcar com as consequências – disse ele com um sorriso irônico. – Minha esposa, a condessa de Buckington, terá que aprender a se comportar, mesmo sendo uma francesa muito atrevida e… maravilhosa!

A qualidade do enredo é excelente, o livro é curto e conquista em cada passagem, deixando aquela ansiedade para a próxima obra da autora, porém, o trabalho editorial deixou a desejar em questão de ortografia, por vezes os diálogos não eram acompanhados da sinalização, chegando a confundir, exigindo um pouco mais de atenção na leitura. Retirando algo facilmente corrigível, como esse pequeno equívoco, o que de coração não poderia deixar de sinalizar é o carinho da editora e da própria Silvia em enviar marcadores cheios de carinho e um autógrafo muito lindo, o que só me deixou ainda mais apaixonada ao conhecer conhecer o trabalho da editora Pedra Azul e da Silvia.


E por hoje é essa dica MARA de um gênero que adoro me deleitar lendo!

[Resenha] Sempre Haverá Você

Livro: Sempre Haverá Você
Autora: Heather Butler
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 256
Sinopse: Quando o George escreve as coisas, destaca suas palavras preferidas em negrito. 
As palavras de que ele não gosta, escreve em letras pequenas e bem magrinhas.
Ele adora a escola, mas detesta o Carl, que é malvado e gosta de colocar medo nas outras crianças.
Ele ama o seu irmãozinho, Theo, mas de vez em quando perde a paciência com ele.
O jogo preferido do George é aquele em que ele e a mamãe brincam com palavras novas. Na verdade, a mamãe é a pessoa favorita do George no mundo inteiro. 
Ele gosta mais dela do que do seu melhor amigo, Dermo, ou do seu cão fedorento, mas adorado, que se chama Goffo.
Agora que a mamãe ficou doente, está cada vez mais difícil sorrir e inventar versos com o Theo.
Sempre haverá você conta sobre uma família diferente da sua, mas um pouquinho parecida. 
E de um menino que está aprendendo algumas coisas. Você quer ser amigo dele?

Hoje tem mais resenha!

Narrado por George, um garoto com apenas 10 anos e prestes a enfrentar a dor de acompanhar sua mãe adoecer gravemente, a obra retrata a passagem de uma criança por uma crise familiar e que enquanto isso “cuida” de seu irmãozinho Theo e o cachorro Goffo.

A trajetória diária de George sinaliza seus hábitos, como o de lidar com palavras que ele gosta e não gosta, seus colegas na escola, o bullying que sofre pelo garoto – que ele obviamente não gosta –  Carl, fazendo o leitor se envolver na história pelo olhos de uma criança.

Odiei o aconteceu o que aconteceu no parquinho.
A mamãe e o papai dizem que é errado brigar.

Algumas passagens são realmente emocionantes, como na forma que George tem de lidar com Theo, enquanto embalar o menino e diz que tudo vai ficar bem, são partes de cortar o coração.

E então eu penso no Theo.
Porque eu acho que ele também não sabe sobre a mamãe.

De todos os das Novo Conceito que tinha que ler esse foi o mais difícil, de início pela capa que não conquista e logo em seguida pelo interior do livro, o porquê fica por conta da narrativa e do enredo do livro, é doloroso acompanhar a mãe de George definhar e ao mesmo tempo a narrativa não foi atrativa, apesar de tudo é um livro curto e interessante.

[Resenha] A Última Camélia

Livro: A Última Camélia
Autora: Sarah Jio
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Sinopse: Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o último espécime de uma camélia rara, a Middlebury Pink, esconde mentiras e segredos em uma afastada propriedade rural inglesa.
Flora, uma jovem americana, é contratada por um misterioso homem para se infiltrar na Mansão Livingston e conseguir a flor cobiçada. 
Sua busca é iluminada por um amor e ameaçada pela descoberta de uma série de crimes.
Mais de meio século depois, a paisagista Addison passa a morar na mansão, agora de propriedade da família do marido dela. 
A paixão por mistérios é alimentada por um jardim de encantadoras camélias e um velho livro.
No entanto, as páginas desse livro insinuam atos obscuros, engenhosamente escondidos. Se o perigo com o qual uma vez Flora fora confrontada continua vivo, será que Addison vai compartilhar do mesmo destino?

Vai ser chuva de elogios por motivos de: me apaixonei por esse livro!

Sendo a primeira vez em contato com a escrita da Sarah Jio, o choque da qualidade não poderia ser tão bem vindo, com uma linguagem rica e ao mesmo tempo intricada, a fluidez da narrativa adquire tons distintos e a atmosfera das passagens são sentidas pelo leitor em uma trama enigmática e fortificada de personalidade.

Addison é uma mulher contemporânea dos anos 2000, uma paisagista casada e aparentemente satisfeita com sua vida e seu marido Rex, no entanto, a ideia de satisfação está longe de alcançar uma mulher com um passado assombroso como Addison. É em busca de se encontrar e evitar a abertura dessas antigas feridas que a mesma parte para a mansão recém adquirida de seus sogros no interior da Inglaterra, onde o aroma da flores a leva de encontro a misteriosa Flora.

Eu ainda não estava pronta para acabar com a imagem que ele tinha de mim, aquela que eu havia criado com tanto cuidado com o passar dos anos.

Flora vive no século passado, em torno de 1940, uma época que diverge e muito com a de Addison, sua vida é mediada por regras rígidas e a necessidade de sobrevivência nessa época para uma mulher é cheia de obstáculos. Em troca de segurança ela se submete a trabalhar como uma babá na Mansão Linvigston e ao mesmo tempo agir como espiã na busca da requisitada camélia capaz dos mais inimagináveis enigmas.

Não se acomode aí, Senhorita Lewis. Você tem um trabalho a fazer. Complete sua missão ou farei uma visita ao seu pai, e não será uma visita cordial.
– Philip

Ambas dividem o foco nesse livro, com seus dramas e personalidades remetem as faces de uma moeda, distintas, porém no mesmo espaço e compartilhando o mesmo objetivo, a escrita da Sarah é mais do que excepcional, a Novo Conceito caprichou no seu trabalho editorial e lançou para nós leitores, esse livro cheio de maravilhas (e nem falei de Alice).


Indicação do dia: LEIAM ESSE LIVRO!

[Resenha] Mentiras como o Amor

Livro: Mentiras como o Amor
Autora: Louisa Reid
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 432
Sinopse: Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e pela sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. 
Juntos, eles estão em busca de dias melhores.
A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro.
Então Audrey conhece Leo, e com ele é difícil fingir quem ela realmente é. 
Leo torna a vida de Audrey realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida.
Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família, especialmente de seu irmão, ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja?

Uma resenha um tanto dolorosa hoje

Confesso que a capa tão pouco atrativa me fez não ter um apelo sincero de devorar a obra, porém no livro a história age por si e enreda o leitor em uma trama tão densa que são necessárias pausas para digerir o conteúdo, me remeteu em parte o drama vivido por Madeline em Tudo e todas as coisas.

Audrey está presa, a sua condição emocional está tão ligada à sua família que ela vive em uma caixa invisível e constantemente aflita, seu irmão mais novo está em um centro de sua vida, a condição instável dela não a impele a seguir, mas o amor que sente por ele age como esse catalisador para resistir. Sofrendo de uma doença mental séria, Audrey sempre busca agradar, se sacrificando sempre e muitas dessas vezes, se fere irreversivelmente no processo.

A fragilidade da Audrey é aflitiva, sua mente está tão exaurida que muitas vezes é sentida a sua agonia e o conflitivo embate entre a realidade e fruto da imaginação dela. Não obstante a estrutura da sua família também não contribui para que ela possa superar, indo além da sua preocupação constante com o irmão, sua mãe, Lorraine não é exatamente gentil e destrói aos poucos e com palavras cortantes a filha, Audrey parece viver em um ciclo de sofrimento até Leo trazer um sopro de alegria pra vida dela.

As palavras da minha mãe eram pequenos punhais que me cortavam e perfuravam.

Leo é a pausa para a liberdade que Audrey precisava para sair dessa redoma autodestruitiva, indo além do romance, ele age como um pilar na vida dela, enquanto ela se torna parte da sua felicidade, os únicos momentos de deleite real de ambos é quando compartilham a presença um do outro.

(…) felicidade é ser amada por quem você é sem nenhuma reserva ou hesitação, sem retroceder ou se importar com o que qualquer pessoa venha a pensar.

A obra é intensa do início ao fim, apesar de possuir um ótimo conteúdo, é triste em muitas passagens e difícil de ler coma a vida de Audrey é tão carregada de dor. Reflexivo e marcante, a trajetória de Audrey e a chegada de Leo demarcam o efeito de uma pessoa que se envolve positivamente na vida de uma pessoa e o quanto um relacionamento tóxico pode vir em doses inesperadas.


Espero que se envolvam nessa obra tanto quanto eu

[Resenha] Espero por você

Livro: Espero por Você
Autora: Jennifer L. Armentrout
Ano: 2017
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
Sinopse: Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. 
O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir.
Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. 
Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível.
Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, 
que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre?

Hoje tem cookie!!

Avery é uma protagonista de início difícil de interpretar e com a narração a primeira pessoa o envolvimento com o enredo se arrasta, em contrapartida, é assim que a proximidade com a trama de sua vida se insere dramaticamente durante a leitura e toca o leitor, um trágico ocorrido que lhe marcou mentalmente e fisicamente, ainda com o impacto pelo afastamento e negligência de sua família – vou tacar a mão na cara dessa gente -, porém Avery é persistente e usa da distância a chance de entrar em um novo mundo e ter uma vida tranquila, esquecer que aqueles que ela mais precisou lhe pouparam qualquer carinho e encaram o acontecido como um ato de rebeldia e insolência juvenil

— Fácil para você dizer. Você que tomou a trombada. Eu estava dando a trombada.
O queixo de Cam caiu. Meu Deus, eu disse mesmo aquilo? Disse. Ruborizando até meu último fio de cabelo, abri o caderno.

Cameron, ou Cam para os íntimos – somos muito chegados então é Cam mesmo -, é o popular do campus, desde os tempos do colegial o seu charme era reconhecido e o resultado é: amigos que o respeitam e um sem fim de apaixonados (isso mesmo, qualquer pode estar inclinado a ter uma cascata pelo garoto). De cara Cam se mostra alguém tão cheio de si que beira o cômico, é aos poucos que ele faz a sua magia particularmente conhecida como: cozinhar – aprendam com o mestre, seduzam pelo paladar! – e sua personalidade é descontraída e leve, as vezes nublada por fantasmas do passado que ele não gosta de lembrar e traz a tona sua vulnerabilidade.

— Caramba — disse Jacob, balançando a cabeça. — Ele faz uma calça jeans parecer que foi moldada especialmente para o seu… Oi, Cameron! Tudo bem? Fechei os olhos.

A parte mais emocionante da vida de estudante é exaltada no livro é algo que amei com tudo, as amizades, o apoio emocional, toda aquela companhia cheia de descontração de um novo ambiente e como os amigos são uma parte incrível de tudo, desde o emocional, até o amoroso – tem que ter o conselho semanal pra avaliar como vai os romances da vida – principalmente Avery que teve tanta ausência desse calor, é acalentador ver algo começar a dar certo e com afetividade.

– Tenho certeza que há uma porção de garotas querendo ter um encontro com você.
– Tem mesmo.
– Nossa! Quanta modéstia!
– E por que deveria ser modesto? – retrucou ele. – E eu quero sair com você. Não com elas.

O ritmo do livro é mais lento, apesar das séries de acontecimentos que já levam a presumir o envolvimento de Cam e Avery, o todo não é surpreendente, mas sim uma gostosa leitura, a escrita da Jennifer tem os toques leves da juventude e retrata um pouco dos embates do colegial e da vida universitária (dormir ou estudar, eis a questão), além de uma editoração maravilhosa de editora que faz a experiência ser ainda mais desfrutável.


E por hoje é só! ^^

[Especial] A entrada para o paraíso: Bangtan Boys – BTS

B-T-S, EU DISSE O QUÊ? B-T-S, B-T-S, B-T-S, B-T-S!!

Eu, a louca desvairada dos animes, trago pra vocês a evolução das gostos, afinal animes são o princípio, depois vem os live-actions, logo os doramas, k-dramas, depois você está fazendo as coreografias da Girl’s Generation e quando se percebe é tarde demais e o mundo acaba de ficar mais interessante e agitado, não tenho arrependimentos (são anos e o amor não passou) e me surgiu a conclusão tardia de: como assim nunca falei de k-pop por aqui? Uma falha grave que vai começar a ser corrigida today!

Primeiro vamos falar de gênero musical, o K-Pop é um gênero popular musical oriundo da Coreia do Sul, sendo os coreanos grande responsáveis por lançar boys e girls band (tudo o que adoro), ou seja, coreografia para aprender e mandar na sua festa, na formatura e no meio da rua. Um dos fatores que mais atraem atenção no k-pop é o visual, ao olhos externos é considerado bastante excêntrico, os cabelos coloridos, as lentes e a extravagância nas vestimentas, passado esse choque inicial, a conquista vem pelo ritmo extremamente contagiante, por isso mesmo sem saber coreano, muitos se tornam adeptos, afinal não é gosto, é estilo de vida.

Antes restringido a grupos menores que se encontravam em eventos de cultura oriental – grande parte de cultura japonesa – os k-popers aumentaram seu número e hoje já somos um sólido grupo que adora disseminar esse pedaço do paraíso. Em um destaque imenso vai para a Bangtan Boys, ou BTS, o grupo musical que mais cresce nesse gênero atualmente, inclusive agora no dia 21 desse mês de maio, está prestes a levar o k-pop a um nível ainda nunca alcançado no tapete da Billboard, indicados a Social Media (votem bastante por obséquio!!!) e marcando presença no evento (me segura que tô desfalecendo).

O estilo musical da banda se destaca pela fuga ao convencional do K-Pop que se foca bastante naquele pop dançante, inserindo bastante do rap e hip-hop nas músicas e ritmo, contando também com composições bem densas e com críticas sociais, o resultado? É alucinante, viciante e totalmente digno de infinitos repeats e playlists de horas pra curtir essa maravilha musical (inclusive agora mesmo me encontro em um amor pleno em repetir desesperadamente I Need U).

Existem 2 tipos de pessoa: aquelas que gostam de K-Pop e as que ainda não conhecem (se você já ouviu e não gosta, ouve de novo, você escutou muito errado) e para ajudar vai aqui um resuminho leve sobre cada um dos sete integrantes e pessoas mais maravilhosas com as personalidades mais distintas e agitadas que formam esse grupo (em caso de dúvida na pronúncia, clica aqui e já pega a manha):

  • Min Yoongi, é o Suga sugar daddy, o responsável por mandar ver nas principais partes de rap da banda, tem a língua meio presa (algo que influencia na sua fala mais lenta), é também o mais preguiçoso e sério;
  • Park Jimin, que atende por Jimin (e Chim Chim) mesmo e até mesmo Jiminie e coxas grossas é o que traz a voz mais suave do grupo, muita das vezes responsável por descontrair e aliviar a tensão no clima da banda (e sensualizar pra me desestabilizar);
  • Jeon Jung-kook, conhecido como Jungkook cookie maknae é o caçula do grupo, mas não o subestimem em grande parde das apresentações e MV‘s ele está na frente e arrasa na coreografia com movimentos, ritmo e canto arrepiantes;
  • Kim Nam-joon, o Rap Monster ou Namjoon que voz nossasinhora é o líder, também o segundo integrante responsável pelo rap e hip-hop característico das músicas da banda, além de manda super bem no inglês, sendo responsável por responder muitas das entrevistas internacionais;
  • V o sedutor, na verdade Kim Taehyung, é basicamente o mais excêntrico, mesmo o nome artístico é devido também a dificuldade de pronúncia do seu nome, possui a personalidade mais afável, sempre que alguém o abraça, ele abraça de volta e não se deixem enganar por essa face de mocinho, quando fala justifica a ideia de “à prova de balas” afinal é tão grave que só assim pra quem sabe, resistir a essa saraivada com essa voz tão intensa;
  • Kim Seokjin, atende pelo apelido de Jin omma é um dos mais velhos, por isso geralmente o mais sério, a mãe do grupo em muitas ocasiões literalmente, dá apoio, carinho e traz pra linha (bônus: cozinha muito bem), tem todo um carisma e a voz é tão calma que só dá  pra amar;
  • J-Hope o rei do molejo é o mais animado, já é comprovado que ele é naturalmente assim, feliz, além de ter um vocal incrível, manda umas palhinhas insanas no rap, amém J-Hope!

Lançados pela Big Hit Entertainment, em 2010 a ideia de formar uma banda no conceito do k-pop começou a ter prosseguimento, contudo até a formação em oficial em 2013 do que hoje seria o que conhecemos como BTS aconteceram vários desfalques de integrantes, o único que persistiu desde a primeira formação é o Namjoon, felizmente a formação concretizada desde o début em 2013 deu super certo e hoje o estrondo causado pela banda só cresce, sendo que já vieram para solo brasileiro 3 vezes (e eu em casa rolando de vontade de estar naquele meio também), em 2013, 2014 e em março desse ano!

A trajetória discográfica é bem diversificada, cada álbum é conceitual e tão único que não dá pra apontar um só como favorito:

  • 2 Cool 4 Skool (1º Álbum de Singles, 2013)not today
  • O!RUL8,2? (1º Mini Álbum, 2013)
  • Skool Luv Affair (2º Mini Álbum, 2014)
  • Dark & Wild (1º Full-lenght, 2014)
  • The Most Beautiful Moment In Life, Pt. 1 (3º Mini Álbum, 2015)
  • The Most Beautiful Moment In Life, Pt. 2  (4º Mini Álbum, 2015)
  • The Most Beautiful Moment In Life: Young Forever (1º Álbum Especial, 2016)
  • Wings (2º Álbum Full-lenght, 2016)
  • You Never Walk Alone (2º Álbum Especial, 2017)

Vai ter mais K-pop, dorama e muito, muito mais por aqui, ah se vai! Aguardem cenas do próximo episódio.


Fiquem com esse vídeo da coreografia de Baepsae:

[Resenha Estrangeira] Cream of the Crop

cream of the crop capaLivro: Cream of the Crop (Hudson Valley #2)
Autora: Alice Clayton
Ano: 2016
Editora: Gallery Books
Páginas: 336
Sinopse: A garota sensação de Manhattan, Natalie Grayson, tem tudo: ela é uma executiva quente de uma empresa líder de publicidade, conhecida por toda a indústria por suas campanhas desafiantes e nervosas.Ela tem um grande círculo de amigos, 
uma família que a ama muito, e seu cartão de dança está sempre cheio com solteiros bonitos.
O que mais uma moderna garota da cidade poderia desejar? A resposta, claro, é... Queijo.
A parte favorita de Natalie, a cada semana, é gastar todo sábado de manhã na Union Square Farmer’s Market, onde ela se entrega ao seu amor sobre todas as coisas com creme triplo.
Seu estande favorito também satisfaz o seu amor por todas as coisas bonitas. Oscar Mendoza, proprietário do Bailey Falls Creamery e fornecedor dos melhores queijos artesanais que Hudson Valley tem para oferecer, é alto, sombrio, misterioso e um pouco distraído.
Ou assim ela pensa. Mas isso não impede Natalie de fantasiar sobre o tamanho da sua, aham, leiteira. 
O romance está produzindo, paixão está queimando, e algo incrível está subindo para o topo. Poderia ser... Amor?

Vamos de Alice Clayton hoje porque necessito dessa série aqui!!!

Cream of the Crop é um hot engraçado, sobre duas pessoas que se envolvem sem compromissos e se sentem confortáveis em levar o tempo delas em uma relação e se isso ainda contenha muitas sessões de sexo, melhor ainda, um orgasmo é bom, ainda mais intenso se compartilhado.

Natalie Grayson é um sonho de mulher, uma inspiração – minha então, nem se se fala – livre, independente e segura de si, o seu número 48 não reprimem sua autoestima, ser uma plus size não lhe incomoda como outrora, muito pelo contrário, é uma proporção vasta e muito bem aproveitada. Ninguém preenche um jeans como ela e ela sabe disso, a garota de negócios e socialite sabe como usar o seu talento e charme, trabalho não necessariamente precisa estar isolado do prazer.

“Eu preciso voltar ao celeiro para fazer o almoço.”
“Ótimo! Estou morrendo de fome!” Eu anunciei, puxando para baixo a minha gola, ansiosa para varrer essa coisa toda sob o jipe.
“Um almoço que Oscar está participando.”
“Eu ainda estou cheia com o café da manhã.” Subi a gola alta da blusa para cima. 

Oscar Mendonza é o leiteiro e sonho quente de garoto homem, ele é todo homem da fazenda, com seu cabelo mais longo e sua personalidade calma, o seu potencial está em toda a sua altura magnífica e o jeito enigmático e calado que dá ganas de saber mais a seu respeito – muito, muitíssimo mais.

“Então, aqui está a coisa, Oscar. Posso te chamar de Oscar?”
“Meu nome é Oscar.” ele disse, soando um pouco divertido. 

Sem delongas os dois se encontram no prazer um do outro, Natalie não é uma mulher de inibições, Oscar não é falador, mas sim um homem de ações, surpreendendo uma Natalie beligerante quanto as capacidades dw flertar dele, a melhor surpresa que ela poderia ter – e nem estou falando da fartura em todos os sentidos do rapaz. Oscar é simples, em contraposição com Natalie, uma mulher da selva de asfalto e botas Prada, que sabe fazer as pessoas comerem em sua mão – principalmente seus parceiros sexuais.

Eu sinto falta de sua boca
Sinto falta do seu gosto
Traga a sua grande vírgula bunda grande de volta para cá para que eu possa mordê-la

Alice Clayton sutilmente faz uma conexão entre séries, Mia da série Redhead faz sua aparição logo no primeiro livro, como uma celebridade de L.A. e sua amiga e chef Roxie Callahan, mas a conexão real foi ainda mais marcante nesse livro com a série Cocktail – lançada nacionalmente como série Wallbanger – as três amigas loucas Caroline, Sophia e Mimi, são em essência, Roxie, Natalie e Clara, respectivamente, as personalidades se encontram tão bem que não há como não desejar que a Alice criasse enredos voltados para a Sophia e a Mimi também!


Sabe um sonho? Ser a Natalie!

[Resenha Estrangeira] Nuts

nuts capaLivro: Nuts (Hudson Valley #1)
Autora: Alice Clayton
Ano: 2016
Editora: Gallery Books
Páginas: 320
Sinopse: Roxie Callahan é a chef particular de algumas das mais ricas e mais sórdidas esposas contadoras de calorias de Hollywood. Porém, após um desastre com laticínios, sua carreira cuidadosamente trabalhada foi por água abaixo, e ela encontra-se agora de volta para sua casa no interior de Nova York, 
resgatando sua mãe hippie e tomando conta do restaurante da família.
Quando o lindo fazendeiro local, Leo Maxwell, oferece-lhe um monte encantador de nozes orgânicas, Roxie se pergunta se um verão de volta em casa é realmente uma ideia tão ruim, afinal. Leo está fortemente envolvido no movimento de comida sustentável, e ele gosta de tomar seu tempo lentamente. 
Em todas as coisas. Roxie está determinada a voltar para a costa oeste assim que o verão terminar, mas a atração por preguiçosos vaga-lumes e seu próprio Almanzo Wilder, será suficiente para mantê-la bem em casa?
Salgado. Picante. Doce. Nozes? Vá em frente, pegue um punhado.

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