[Especial] A entrada para o paraíso: Bangtan Boys – BTS

B-T-S, EU DISSE O QUÊ? B-T-S, B-T-S, B-T-S, B-T-S!!

Eu, a louca desvairada dos animes, trago pra vocês a evolução das gostos, afinal animes são o princípio, depois vem os live-actions, logo os doramas, k-dramas, depois você está fazendo as coreografias da Girl’s Generation e quando se percebe é tarde demais e o mundo acaba de ficar mais interessante e agitado, não tenho arrependimentos (são anos e o amor não passou) e me surgiu a conclusão tardia de: como assim nunca falei de k-pop por aqui? Uma falha grave que vai começar a ser corrigida today!

Primeiro vamos falar de gênero musical, o K-Pop é um gênero popular musical oriundo da Coreia do Sul, sendo os coreanos grande responsáveis por lançar boys e girls band (tudo o que adoro), ou seja, coreografia para aprender e mandar na sua festa, na formatura e no meio da rua. Um dos fatores que mais atraem atenção no k-pop é o visual, ao olhos externos é considerado bastante excêntrico, os cabelos coloridos, as lentes e a extravagância nas vestimentas, passado esse choque inicial, a conquista vem pelo ritmo extremamente contagiante, por isso mesmo sem saber coreano, muitos se tornam adeptos, afinal não é gosto, é estilo de vida.

Antes restringido a grupos menores que se encontravam em eventos de cultura oriental – grande parte de cultura japonesa – os k-popers aumentaram seu número e hoje já somos um sólido grupo que adora disseminar esse pedaço do paraíso. Em um destaque imenso vai para a Bangtan Boys, ou BTS, o grupo musical que mais cresce nesse gênero atualmente, inclusive agora no dia 21 desse mês de maio, está prestes a levar o k-pop a um nível ainda nunca alcançado no tapete da Billboard, indicados a Social Media (votem bastante por obséquio!!!) e marcando presença no evento (me segura que tô desfalecendo).

O estilo musical da banda se destaca pela fuga ao convencional do K-Pop que se foca bastante naquele pop dançante, inserindo bastante do rap e hip-hop nas músicas e ritmo, contando também com composições bem densas e com críticas sociais, o resultado? É alucinante, viciante e totalmente digno de infinitos repeats e playlists de horas pra curtir essa maravilha musical (inclusive agora mesmo me encontro em um amor pleno em repetir desesperadamente I Need U).

Existem 2 tipos de pessoa: aquelas que gostam de K-Pop e as que ainda não conhecem (se você já ouviu e não gosta, ouve de novo, você escutou muito errado) e para ajudar vai aqui um resuminho leve sobre cada um dos sete integrantes e pessoas mais maravilhosas com as personalidades mais distintas e agitadas que formam esse grupo (em caso de dúvida na pronúncia, clica aqui e já pega a manha):

  • Min Yoongi, é o Suga sugar daddy, o responsável por mandar ver nas principais partes de rap da banda, tem a língua meio presa (algo que influencia na sua fala mais lenta), é também o mais preguiçoso e sério;
  • Park Jimin, que atende por Jimin (e Chim Chim) mesmo e até mesmo Jiminie e coxas grossas é o que traz a voz mais suave do grupo, muita das vezes responsável por descontrair e aliviar a tensão no clima da banda (e sensualizar pra me desestabilizar);
  • Jeon Jung-kook, conhecido como Jungkook cookie maknae é o caçula do grupo, mas não o subestimem em grande parde das apresentações e MV‘s ele está na frente e arrasa na coreografia com movimentos, ritmo e canto arrepiantes;
  • Kim Nam-joon, o Rap Monster ou Namjoon que voz nossasinhora é o líder, também o segundo integrante responsável pelo rap e hip-hop característico das músicas da banda, além de manda super bem no inglês, sendo responsável por responder muitas das entrevistas internacionais;
  • V o sedutor, na verdade Kim Taehyung, é basicamente o mais excêntrico, mesmo o nome artístico é devido também a dificuldade de pronúncia do seu nome, possui a personalidade mais afável, sempre que alguém o abraça, ele abraça de volta e não se deixem enganar por essa face de mocinho, quando fala justifica a ideia de “à prova de balas” afinal é tão grave que só assim pra quem sabe, resistir a essa saraivada com essa voz tão intensa;
  • Kim Seokjin, atende pelo apelido de Jin omma é um dos mais velhos, por isso geralmente o mais sério, a mãe do grupo em muitas ocasiões literalmente, dá apoio, carinho e traz pra linha (bônus: cozinha muito bem), tem todo um carisma e a voz é tão calma que só dá  pra amar;
  • J-Hope o rei do molejo é o mais animado, já é comprovado que ele é naturalmente assim, feliz, além de ter um vocal incrível, manda umas palhinhas insanas no rap, amém J-Hope!

Lançados pela Big Hit Entertainment, em 2010 a ideia de formar uma banda no conceito do k-pop começou a ter prosseguimento, contudo até a formação em oficial em 2013 do que hoje seria o que conhecemos como BTS aconteceram vários desfalques de integrantes, o único que persistiu desde a primeira formação é o Namjoon, felizmente a formação concretizada desde o début em 2013 deu super certo e hoje o estrondo causado pela banda só cresce, sendo que já vieram para solo brasileiro 3 vezes (e eu em casa rolando de vontade de estar naquele meio também), em 2013, 2014 e em março desse ano!

A trajetória discográfica é bem diversificada, cada álbum é conceitual e tão único que não dá pra apontar um só como favorito:

  • 2 Cool 4 Skool (1º Álbum de Singles, 2013)not today
  • O!RUL8,2? (1º Mini Álbum, 2013)
  • Skool Luv Affair (2º Mini Álbum, 2014)
  • Dark & Wild (1º Full-lenght, 2014)
  • The Most Beautiful Moment In Life, Pt. 1 (3º Mini Álbum, 2015)
  • The Most Beautiful Moment In Life, Pt. 2  (4º Mini Álbum, 2015)
  • The Most Beautiful Moment In Life: Young Forever (1º Álbum Especial, 2016)
  • Wings (2º Álbum Full-lenght, 2016)
  • You Never Walk Alone (2º Álbum Especial, 2017)

Vai ter mais K-pop, dorama e muito, muito mais por aqui, ah se vai! Aguardem cenas do próximo episódio.


Fiquem com esse vídeo da coreografia de Baepsae:

[Resenha Estrangeira] Cream of the Crop

cream of the crop capaLivro: Cream of the Crop (Hudson Valley #2)
Autora: Alice Clayton
Ano: 2016
Editora: Gallery Books
Páginas: 336
Sinopse: A garota sensação de Manhattan, Natalie Grayson, tem tudo: ela é uma executiva quente de uma empresa líder de publicidade, conhecida por toda a indústria por suas campanhas desafiantes e nervosas.Ela tem um grande círculo de amigos, 
uma família que a ama muito, e seu cartão de dança está sempre cheio com solteiros bonitos.
O que mais uma moderna garota da cidade poderia desejar? A resposta, claro, é... Queijo.
A parte favorita de Natalie, a cada semana, é gastar todo sábado de manhã na Union Square Farmer’s Market, onde ela se entrega ao seu amor sobre todas as coisas com creme triplo.
Seu estande favorito também satisfaz o seu amor por todas as coisas bonitas. Oscar Mendoza, proprietário do Bailey Falls Creamery e fornecedor dos melhores queijos artesanais que Hudson Valley tem para oferecer, é alto, sombrio, misterioso e um pouco distraído.
Ou assim ela pensa. Mas isso não impede Natalie de fantasiar sobre o tamanho da sua, aham, leiteira. 
O romance está produzindo, paixão está queimando, e algo incrível está subindo para o topo. Poderia ser... Amor?

Vamos de Alice Clayton hoje porque necessito dessa série aqui!!!

Cream of the Crop é um hot engraçado, sobre duas pessoas que se envolvem sem compromissos e se sentem confortáveis em levar o tempo delas em uma relação e se isso ainda contenha muitas sessões de sexo, melhor ainda, um orgasmo é bom, ainda mais intenso se compartilhado.

Natalie Grayson é um sonho de mulher, uma inspiração – minha então, nem se se fala – livre, independente e segura de si, o seu número 48 não reprimem sua autoestima, ser uma plus size não lhe incomoda como outrora, muito pelo contrário, é uma proporção vasta e muito bem aproveitada. Ninguém preenche um jeans como ela e ela sabe disso, a garota de negócios e socialite sabe como usar o seu talento e charme, trabalho não necessariamente precisa estar isolado do prazer.

“Eu preciso voltar ao celeiro para fazer o almoço.”
“Ótimo! Estou morrendo de fome!” Eu anunciei, puxando para baixo a minha gola, ansiosa para varrer essa coisa toda sob o jipe.
“Um almoço que Oscar está participando.”
“Eu ainda estou cheia com o café da manhã.” Subi a gola alta da blusa para cima. 

Oscar Mendonza é o leiteiro e sonho quente de garoto homem, ele é todo homem da fazenda, com seu cabelo mais longo e sua personalidade calma, o seu potencial está em toda a sua altura magnífica e o jeito enigmático e calado que dá ganas de saber mais a seu respeito – muito, muitíssimo mais.

“Então, aqui está a coisa, Oscar. Posso te chamar de Oscar?”
“Meu nome é Oscar.” ele disse, soando um pouco divertido. 

Sem delongas os dois se encontram no prazer um do outro, Natalie não é uma mulher de inibições, Oscar não é falador, mas sim um homem de ações, surpreendendo uma Natalie beligerante quanto as capacidades dw flertar dele, a melhor surpresa que ela poderia ter – e nem estou falando da fartura em todos os sentidos do rapaz. Oscar é simples, em contraposição com Natalie, uma mulher da selva de asfalto e botas Prada, que sabe fazer as pessoas comerem em sua mão – principalmente seus parceiros sexuais.

Eu sinto falta de sua boca
Sinto falta do seu gosto
Traga a sua grande vírgula bunda grande de volta para cá para que eu possa mordê-la

Alice Clayton sutilmente faz uma conexão entre séries, Mia da série Redhead faz sua aparição logo no primeiro livro, como uma celebridade de L.A. e sua amiga e chef Roxie Callahan, mas a conexão real foi ainda mais marcante nesse livro com a série Cocktail – lançada nacionalmente como série Wallbanger – as três amigas loucas Caroline, Sophia e Mimi, são em essência, Roxie, Natalie e Clara, respectivamente, as personalidades se encontram tão bem que não há como não desejar que a Alice criasse enredos voltados para a Sophia e a Mimi também!


Sabe um sonho? Ser a Natalie!

[Resenha Estrangeira] Nuts

nuts capaLivro: Nuts (Hudson Valley #1)
Autora: Alice Clayton
Ano: 2016
Editora: Gallery Books
Páginas: 320
Sinopse: Roxie Callahan é a chef particular de algumas das mais ricas e mais sórdidas esposas contadoras de calorias de Hollywood. Porém, após um desastre com laticínios, sua carreira cuidadosamente trabalhada foi por água abaixo, e ela encontra-se agora de volta para sua casa no interior de Nova York, 
resgatando sua mãe hippie e tomando conta do restaurante da família.
Quando o lindo fazendeiro local, Leo Maxwell, oferece-lhe um monte encantador de nozes orgânicas, Roxie se pergunta se um verão de volta em casa é realmente uma ideia tão ruim, afinal. Leo está fortemente envolvido no movimento de comida sustentável, e ele gosta de tomar seu tempo lentamente. 
Em todas as coisas. Roxie está determinada a voltar para a costa oeste assim que o verão terminar, mas a atração por preguiçosos vaga-lumes e seu próprio Almanzo Wilder, será suficiente para mantê-la bem em casa?
Salgado. Picante. Doce. Nozes? Vá em frente, pegue um punhado.

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[Variedades] Os melhores apelidos românticos para se inspirar!

Ah, o amor está no ar!

Já pensou em como demonstrar carinho pela pessoa que você ama? A companhia que você gosta, está ao seu lado e lhe faz bem, não precisa se prender aos apelidos clichês – pode é claro, aqui o amor é permitido -, usar algo único para se referir a quem você gosta é uma forma de carinho – quando ela gosta, vale ressaltar – remete a ideia de que algum momento do seu dia foi investido para pensar no quão bem aquela pessoa lhe faz.

É pensando nisso que recapitulei meus casais fictícios, selecionei os apelidos mais fora do comum e nas mais distintas línguas para inspirar a sua mente a criar, pesquisar ou utilizar aquela referência para quem ama e melhor ainda, incitar a curiosidade para ler esses livros (a verdadeira intenção aqui é conquistar mais fãs, confesso):

  • Desejo à meia noite – Monisha e beija-flor

desejo a meia noiteA irmã mais velha da família Hathaway protagoniza Desejo à meia noite, o primeiro livro da série dos 5 irmãos mais… excêntricos da sociedade inglesa, mas o foco aqui é o quanto a personalidade de Amelia Hathaway de proteger sua família a leva de encontro com o rom Cam Rohan, o meio-cigano de postura felina, olhar aguçado e fala mansa conquista a sempre determinada Amelia, que aprende aos poucos sobre a cultura dos ciganos em seu romance com Cam, entre isso a forma como ele se refere a ela, um em referência a sua linguagem cigana, seus costumes ciganos, monisha e o outro, beija-flor, devido a natureza impetuosa dela.

– O que essa palavra quer dizer?
Monisha? É um tratamento carinhoso. – Ele mal conseguia raciocinar. – Os rons dizem isso para a mulher com quem têm intimidade.

  • Série A Maldição do Tigre – Priya, Bilauta, Rajkumari, Priyatama (Iadala, Chittaharini, Prema… a lista é extensa)

a maldicao do tigreNa adorada série sobre tigres, misticismo indiano e magia, Collen Houck criou dois príncipes que parecem um sonho encarnado, literalmente, os irmãos Rajaram, Dhiren – Ren para os íntimos – e Kishan foram condenados a uma maldição que perdura por séculos até então, quando Kelsey Hayes desenvolve um laço afetivo único com um tigre branco de circo, a chave para a quebra da maldição parece estar ao alcance, assim como um sem fim de aventuras e seres sobrenaturais, com um bônus (e tanto!) de novas palavras em hindu, com doses generosas de carinho e encanto dos príncipes irmãos.

Rajkumari, quero lhe dizer obrigado. Obrigado por ficar e me ajudar. Você não sabe quanto isso significa para mim.
– De nada – sussurrei. – E o que significa rajkumari?
Ele me lançou um sorriso branco luminoso e habilmente mudou de assunto.

a garota do calendarioA série A Garota do Calendário, retrata os 12 meses da trajetória de Mia como acompanhante de luxo, com os mais diversos homens, em diferente situações e nacionalidades, no segundo volume, que retrata Fevereiro, o par de Mia é um artista francês, com sua forma aberta de pensar e se expressar, ele contratou Mia para ser sua musa, mas não obstante, a forma como ele se refere a ela não deixa pendência, é linda forma dele de valorizar uma pessoa querida, Jolie é a forma em que ela é vista aos olhos do francês.

— Esta noite, ma jolie, foi muito maior do que qualquer coisa que eu já fiz. Estar com você é… é como ter um lugar especial no mundo. Nunca mais vou ter isso de novo. Eu quero que você saiba que tudo isso tem um significado muito forte para mim.

a furia e a auroraNa trama de Renné Ahdieh, conhecemos a trama de Sherazade, a cidadã de Khorasan que assim como todos, sabe da trágica e revoltante realidade do califa, o rei dos reis, que além de jovem é conhecido pelos inexplicáveis assassinatos de inúmeras esposas, para vingar sua melhor amiga, Sherazade arma uma ardilosa trama para conquistar a confiança e então destruir o califa, ela porém não esperava ser também conquistada pela conflituosa e silenciosa personalidade de Khalid, ficando cada vez mais impossível resistir a esses sentimentos e ao carisma do califa, que cada vez mais cativa pela seus carinhosos gestos.

Joonam. Ele já a chamara assim. Meu tudo.
Como na noite em que ela contara a história de Tala e Mehrdad, por que isso tinha um halo de verdade? 

  • Ligeiramente Seduzidos – Chérie

ligeiramente seduzidosNo quarto volume da série dos irmãos Bedwyns da Mary Balogh, a Bedwyn a protagonizar a trama é a Morgan, a beldade da família e a mais nova entre os irmãos, após o seu debute, Morgan acompanha a melhor amiga e família para Bruxelas, em conta da iminente guerra, em meio a permanente tensão e aos suntuosos eventos da alta sociedade, Morgan conhece Gervase, conde de Rosthorn, o inglês com sangue e vivência francesa que parece flertar descaradamente com ela, que por sua vez tenta a todo tempo ler as entrelinhas das ações do conde, enquanto ele utiliza o charme para tentar deleitar a perspicaz Bedwyn.

Gervase estava encostado na parede de pedra, em um dos lados da entrada da gruta, de braços cruzados.
– Chérie – disse, em um tom suave –, você concordou em me dar uma última oportunidade de convencê-la a não me abandonar, a não partir meu coração.

  • A Transformação de Raven – Cassita 

Em paralelo com a série Inferno de Gabriel, Sylvain decidiu se superar e criar a Noites em Florença, que além de conter essência sobrenatural convém a agraciar os leitores não só com a sagacidade do autor em inserir habilmente teorias bem embasadas e uma lógica fenomenal (super fã aqui!), nessa trama o submundo de Florença ganha um novo tom e a encantadora cidade cativa os sentidos pelos olhos de Raven e William, um enredo enriquecido com as personalidades de dois seres distintos, mas companheiros e um romance tenro, ao mesmo tempo cheio de sensualidade,  uma mulher tenaz e um homem misterioso protagonizam essa trama cheia de suspense e de um romance acalentador, Will surpreende com sua habilidade com o latim e sua carinhosa forma de ver Raven.

– Noé soltou o corvo, e o corvo retornou. Se eu fosse capaz de ter esperança, torceria para você voltar para mim. Boa noite, Cassita.

Em Play, o segundo título da série que retrata sobre os músicos mais hilariantes (e quentes) de todos, a Stage Dive, Malcolm Ericsson, o baterista inveterado da banda é conhecido por seu charme e a sua fama de conquistador o precede, porém o destaque da personalidade dele é o humor, ainda não inventaram um ser tão seguro de si e engraçado como Mal, quem descobre isso de forma inesperada é Anne Rollins, que passa a conviver com a personalidade agitada e cheia de humor do homem das formas mais distintas possíveis, todas elas cheias de risadas, o apelido que Malcolm usa para Anne na versão original é abóbora, entretanto a versão nacional em seu lugar é utilizado moranguinho, por uma escolha da editora acredito, no meu coração vai ser sempre abóbora.

— Você a chama de sua abóbora? — A voz de minha irmã estava cheia de temor. — Será que ela realmente responde?
— Bem, ela finge odiá-lo. Mas, secretamente, eu sei que ela adora. O rosto dela fica todo suave e tudo mais.

  • Nove Regras a Ignorar antes de se apaixonar – Imperatriz

nove regras Em Números do Amor, a Sarah persuade deliciosamente o leitor com um jogo sensual e ao mesmo tempo bem humorado com os números, o primeiro narra a trajetória para descobrir os prazeres proibidos ao público feminino no contexto através de Calpúrnia, uma lady cheia de ousadia, porém retraída, em um momento de dar um ‘basta’ nessa monotonia que se tornou sua vida, Callie decide fazer uma lista escandalosa de atividades para cumprir, mesmo pondo sua reputação em risco, ela toma todas as devidas precauções, para cumprir o primeiro item de sua lista, ela vai em busca do homem mais angelicamente devasso de Londres, o marquês de Ralston, Gabriel é um homem cheio de lábia e em um momento de reflexão histórica referente ao nome de Callie, decide lhe chamar de Imperatriz.

– Ainda não desistiria dessa parte dela, Imperatriz.
Callie prendeu a respiração diante do apelido, que trazia consigo uma lembrança difusa de muito tempo atrás.

nutsProtagonizado pela Roxie, Nuts retrata a trajetória da chef que após um incidente envolvendo manteiga – isso mesmo, você leu certo! –  e atendendo o pedido de sua mãe, ela retorna para Bailley Falls, sua cidade natal e lugar que ela temia retornar, mas quando a vizinhança é boa, algumas decisões podem ser bem… repensadas, isso acontece ao conhecer o mais quente agricultor da região, Leo, um interlúdio envolvendo os dois é promissor, melhor ainda quando ele habilmente sabe como incitar a chef com um exótico apelido.

— Me chame disso de novo e eu estarei cancelando a aula de picles — Corri minhas mãos pelo seu cabelo e couro cabeludo, obtendo um gemido satisfeito em resposta.
— Ervilha? Isso te excita? — Perguntou, e eu inclinei a cabeça para cima em sinal de rebeldia.

A noiva do capitaoNo terceiro volume da série Castles Ever After, Maddie cria um noivo perfeito que lhe escreve cartas de seu contingente do exército, o capitão Logan Mackenzie –  ou MacFajuto como ela gostava de brincar nas cartas que ela escrevia para ele – um escocês que se encontra em meio aos combatentes do exército como um apreciado capitão, todavia a mentira tem perna curta, pior ainda, para Maddie tem pernas longas, usa kilt, tem olhos azuis e os mais escandalosos trunfos na manga, mais conhecidos como correspondências, sim! O capitão de Maddie existe e foi em busca de sua noiva, que havia lhe matado (?) heroicamente em suas cartas, afim de dar um fim ao seu passado comprometedor, mas o seu passado sabe como ser persuasivo e encantador com seu gaélico bem aplicado.

— Não sou nenhum fantasma, mo chridhe. Só um homem. De carne e osso.
Mo chridhe. Ele ficava usando essas palavras… Maddie não era fluente em gaélico, mas ao longo dos anos ela aprendeu algumas palavras aqui e ali. Ela sabia que mo chridhe significava “meu coração”.


Tem algum para acrescentar a lista? Conta para mim!

[Mangá] Ghost in the Shell

O mangá cyberpunk Ghost in the shell, é uma trama intricada de ficção científica a frente de seu tempo, como seu nome sugere, “fantasma na casca”, em que interpretando o contexto se trata de consciência em um corpo sintético, ghost, a consciência é aquela em que os humanos possuem e o sintético, shell, fica por conta da máquina, do inorgânico.

major gifPor volta de 1989, a autor Masamune Shirow idealizou o mundo em 2029, onde a tecnologia seria parte do ser humano e não somente um criação da humanidade, em que partes do corpo podem ser facilmente substituídas por peças inorgânicas, aprimoradas, as pessoas possuem a capacidade de fazer transferência e leitura de dados por dispositivos instalados na região da cabeça e nuca. Contudo, como todo grande avanço, existe o nascimento de um novo risco, os hackers estão com mais espaço e crimes cibernéticos podem levar a morte direta, sem falar na possibilidade de invasão do cérebro alheio e manipulação de memórias de qualquer um, basta ter o acesso, por outro lado “surge” novos indivíduos, os mais singulares em aprimoramento, os ciborgues.

Como o título sugere, a consciência em um corpo robótico, é um ciborgue, na obra, especificamente a protagonista, Motoko Kusanagi, mais conhecida como Major e a mais impiedosa investigadora e resolutora de crimes cibernéticos – o terrorismo do futuro -, ou até mesmo rebeliões das mais avançadas produções tecnológicas, em que o temor a se tornar berserk (produto ultrapassado) afeta a inteligência de alguns robôs e reações agressivas podem pôr em risco o equilíbrio raso de humanidade e tecnologia (para referência, a obra Eu, Robô, possui basicamente essa premissa).

Somente com sua consciência humana em um corpo totalmente aprimorado, Motoko é uma unidade que supera as máquinas e os humanos, a combinação de força de uma máquina e raciocínio humano a tornam letal, a sua falta de tato sentimental a torna fria para muitos, porém a característica calculista dela a põe a frente, para se afeiçoar a ela como um leitor exige mais dedicação do que em um personagem usual, a Major é como uma união de comandos, mas é quando sua insegurança quanto ao seu encaixe no mundo que a torna mais tangível surgem na superfície, que ela demonstra sua humanidade, além de suas interações com o sempre presente companheiro de equipe Batou, que junto a Aramaki sempre marca presença na obra junto a Kusanagi, mesmo nas produções baseadas nesse enredo.

Mais um ponto muito positivo para o mangá são os personagens, que por sua vez são bem construídos e se envolvem na trama com suas características próprias de forma a equilibrar a própria personalidade da Kusanagi. Como citei o Batou acima, ele é humano e possui aprimoramento nos olhos, as poucas vezes em que ela demonstra certa redutibilidade é na presença dele, por vê-lo como o mais próximo de um amigo, Shirow não só criou uma personagem feminina sólida, como também desenvolveu personagens secundários marcantes, um universo completo que após escapar da influência de se tornar uma obra com fan service desnecessário como vemos em muitas HQ’s, se eternizou também como inspiradora para a saga Matrix, isso é poder, meus caros!

Nunca existiram relatos de dores de barriga, ou outro tipo de condição médica relacionados com o fato de alguém engolir o seu próprio orgulho. – Daisuke Aramaki, Ghost in the shell – 1995

O sucesso do sci-fi foi tal que conta com uma vasta seleção de produções, adaptadas ou baseadas no enredo de Shirow, segue a impressionante lista:

  • Ghost in the shell – 1995 (Filme)
  • Ghost in the Shell 2: Innocence – 2004 (Filme)
  • Ghost in the shell 2.0 – 2008 (Filme)
  • Ghost in the Shell: Stand Alone Complex – 2002 a 2003 (Anime)
  • Ghost in the Shell: Stand Alone Complex 2nd GIG -2005 (Anime)
  • Ghost in the Shell: Stand Alone Complex – Solid State Society – 2006 (OVA)
  • Ghost in the Shell: Arise – Border:1 Ghost Pain – 2013 (Filme)
  • Ghost in the Shell: Arise – Border:2 Ghost Whispers – 2013 (Filme)
  • Ghost in the Shell: Arise – Border:3 Ghost Tears – 2014 (Filme)
  • Ghost in the Shell: Arise – Border:4 Ghost Stands Alone – 2014 (Filme)
  • Ghost in the Shell: Arise – Alternative Architecture – 2015 (Anime)
  • Ghost in the Shell – 2015 (Filme)
  • A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell – 2017 (Filme)

Versoes da MajorAcha que está pouco? Calma, pois o estúdio Production I.G anunciou a produção de mais um anime para o universo de Masamune Shirow, sob direção de Kenji Kamiyama (Ghost in the Shell: Stand Alone Complex) e Shinji Aramaki (Captain Harlock e Appleseed).

Live-action A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell:

No longa de 2017, a produção não decepciona – mesmo após o escândalo envolvendo whitewashing – Scarlet é apresentada como a ciborgue que faz parte do Setor 9, Miura, Major Miura, setor responsável pelo combate de crimes cibernéticos, que em suas memórias tem um passado turbulento que a fez perder sua família e seu corpo orgânico.

Com uma boa dose de referências retiradas da animação original de 1995, o filme retoma a faceta de uma protagonista durona, sem meios termos e direta, em companhia da equipe de membros da Seção 9 que trabalha junto com ela, com destaque bastante assertivo em Batou, o mais próximo dela e capaz de trazer à tona reações emotivas da Major, desde que a personalidade sólida e rígida da personagem remete a condição de ciborgue da mesma, sendo o seu ghost ainda não o bastante para lhe conferir mais humanidade nas reações, menos ainda nas ações, o andar se destaca pela artificialidade dos trejeitos.

As divergências mais explícitas do mangá para o filme de 2017 ficam por parte da centralidade do enredo, enquanto Ghost in the shell mantém o foco no drama político em contraposição aos avanços cibernéticos, em A Vigilante do Amanhã, é a própria tecnologia que assume esse papel como trama principal. A citação como Motoko Kusanagi, nome original da personagem só vem a tona em meio ao desenvolvimento da trama, o que convenientemente serviu como uma forma de justificar a troca na nacionalidade da atriz que interpreta a Major

Major 2017O cenário do filme com certeza merece toda a atenção, desde que um futuro “surrealista” compõe tudo o que perpassa do mundo da trama, os efeitos convencem e deslumbram – principalmente uma pessoa como eu que não é uma expert em CGI – pela boa representação, desde aos anúncios tecnológicos, como a realidade virtual que faz parte da rotina humana. Cenas marcantes como o uso da tecnologia de camuflagem termo-ótica, são presenças marcantes no filme e claro tem todo o seu destaque como um grande marco de presença da Major.

Pessoalmente, fiquei surpresa com o filme, não esperava que fosse ser bom, no entanto me vi fissurada pelos marcos da trama original surgindo e da animação de 1995, o filme não só foi bem construído no termo geral, como a produção teve o cuidado de adaptar a concepção do mundo intelectualizado de Shirow em 1989, o cenário mais tangível com o realidade tecnológica atual permeou uma reflexão magistral, recomendo o filme para quem é fã do mangá, do filme de 95 também, é um deleite de lembranças e para os curiosos, se tiver aquela companhia que já viu o original ainda melhor, vai ser uma troca magnânima com toda a certeza.

[Resenha] No Coração do Mar

Livro: No Coração do Mar
Autores: Charlotte Rogan
Ano: 2013
Editora: Intrínseca
Páginas: 240
Sinopse: No verão de 1914, a Europa está à beira da guerra, mas o futuro de Grace parece caminhar para um destino seguro enquanto ela e o marido navegam rumo a Nova York. 
Quando uma misteriosa explosão afunda o navio, Grace é jogada em um barco salva-vidas por um ágil membro da tripulação, que também pula para dentro da embarcação já sobrecarregada.
À medida que o clima piora e os passageiros são forçados a escolher lados em uma disputa por poder, Grace percebe que sua sobrevivência depende de quem vai apoiar: o velho lobo do mar John Hardie ou a enigmática Ursula Grant, cuja influência aumenta a cada dia. 
Durante três semanas, os passageiros planejam, esquematizam, disseminam intrigas e confortam uns aos outros enquanto suas mais profundas convicções sobre humanidade e divindade são postas em xeque.
Grace Winter finalmente é resgatada, apenas para ser levada a julgamento. Incertos sobre como defendê-la, seus advogados sugerem que ela escreva as lembranças do naufrágio. 
O resultado é uma fantástica narrativa sobre dilemas morais e o retrato de uma mulher que se torna cada vez mais complexa à medida que os acontecimentos se desenrolam.

Pense em um livro surpreendente!

Pela sinopse chega a remeter a Náufrago, quem não se lembra do personagem interpretado por Tom Hanks, que após o fatídico acidente que atingiu sua embarcação, acaba em uma ilha deserta, onde é obrigado a trilhar tortuosos caminhos para não perder a vontade de viver ou se compadecer pela loucura iminente e então sofrer com a descoberta de um mundo que avançou sem sua presença? Pois é um pouco disso e uma uma realidade totalmente diferente, são por relatos que descobrimos o drama vivido durante o náufrago do navio Empress Alexandra da obra, uma dramática história de superação e reviravoltas.

É com a narrativa de Grace Winter, a personagem recém casada, com seus 22 anos de idade, que inicia com base nas lembranças dos momentos vividos pela mesma durante a viagem na embarcação em que viajou junto a seu marido Henry, vivenciando um desespero: um naufrágio. Onde ela conta os acontecimentos que viveu e presenciou, com um único objetivo, se não a sobrevivência.

Ele, que apenas alguns minutos antes parecera tão seguro de si ao repassar a lista de equipamentos contidos em cada barco salva-vidas e explicar como utilizá-los, ficava agora cada vez mais sem jeito para desempenhar essa parte de sua tarefa.

Desde o início o que almejava era sobrevivência, desde que o navio era destinado a America e procurava sair do cenário destrutivo da Primeira Guerra Mundial, objetivo também do Sr Hardie, Hannah, Mary Ann e da Srª Grant, pessoas que passam a se inserir na trama significativamente e junto a isso, o enredo se molda diante da perspectiva de Grace por eles.

— Será que isso conta como suicídio? — ouvi-o dizer. — Será que o paraíso me será negado?

O enredo não só retrata um drama de vida e morte, como de humanidade, Grace enfrenta um obstáculo atrás do outro, enquanto aos poucos tenta resistir a aparente insanidade que aflige seus companheiros durante o drama em que vivem. A obra está para ser adaptada para o cinema, sob a produção de Anne Hathaway, que irá também interpretar Grace Winter no longa, o que é premissa para filme ótimo!


Plena esperando por esse filme!

Anne deusa

[Resenha] Romance com o Duque

Livro: Romance com o Duque (Castles Ever After #1)
Autora: Tessa Dare
Ano: 2016
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Sinopse: A doce Isolde Ophelia Goodnight, filha de um escritor famoso, cresceu cercada por contos de fadas e histórias com finais felizes. 
Ela acreditava em destino, em sonhos e, principalmente, no amor verdadeiro. Amor como o de Cressida e Ulric, personagens principais do romance de seu pai.
Romântica, ela aguardava ansiosamente pelo clímax de sua vida, quando o seu herói apareceria para salvá-la das injustiças do mundo e ela descobriria que um beijo de amor verdadeiro é capaz de curar qualquer ferida.
Mas, à medida que foi crescendo e se tornando uma mulher adulta, Izzy percebeu que nenhum daqueles contos eram reais. 
Ela era um patinho feio que não se tornou um cisne, sapos não viram príncipes, e ninguém da nobreza veio resgatá-la quando ela ficou órfã de mãe e pai e viu todos os seus bens serem transferidos para outra pessoa.
Até que sua história tem uma reviravolta: Izzy descobre que herdou um castelo em ruínas, provavelmente abandonado, em uma cidade distante. O que ela não imaginava é que aquele castelo já vinha com um duque…

Nada aqui fica pela metade, ainda mais com um incentivo delirante desse!

Tessa é uma criadora de histórias sempre sagaz, laça atenções e faz borbulhar constantes risadas com sua escrita cheia de humor inteligente, fortificando ainda mais seu enredo ao inserir uma heroína fora do convencional e aquele mocinho “cheio de marra” em que nós atiça a imaginar a sua queda para uma mulher além de seus limites “viris”.

Isolde Godnight é uma síntese, se distancia das heroínas usuais dos romances de época pelos cabelos arredios, dona de uma cabeleira cacheada arredia, a promessa de franqueza total dela é real, não importa o quão escandaloso é o seu pensamento, ela busca exprimir isso de forma honesta, se atendo somente em raros momentos em prol de manter a imagem de donzela que as histórias de seu pai a pintam. Com traços de uma personalidade convicta de suas opiniões e ideologias, nem mesmo o abandono de seu pai e a miséria pela qual passou dobrou seu espírito, com direito a um último destaque para o fator decisivo na trama, como uma amante de histórias, Izzy adora repensar suas discussões anteriores e imaginar respostas mais ferinas – algo que faço e com frequência, acredito não ser a única.

“Eu pensei em uma coisa”, ela disse, agitada. “Isso me ocorreu durante a noite, na cama. R-A-NS-O-M.”
“O quê?” Ele perguntou enquanto alongava o pescoço.
“Na primeira noite, você perguntou se precisaria soletrar ‘perigo’ para mim. Mas então, no meio do caminho, você esqueceu como soletrar perigo.”

Ransom é orgulhoso, tal que mesmo diante da delicada situação envolvendo sua visão, o mesmo se recusa a receber qualquer auxílio, vivendo isolado não só por seu orgulho, mas se afastando dos possíveis olhares de pena da sociedade. A catástrofe que lhe causa dores excruciantes e lhe incapacitou a visão ainda é misteriosa, alguns fatos são verídicos, porém a verdadeira face do acontecido somente e o duque e não compartilha com ninguém, o que atiça ainda mais a curiosidade de Izzy, um homem tão orgulhoso e uma fortaleza de si não parece possível ser uma vítima do acaso, é aqui que entra o apreço por histórias e contos dela.

Não se enganem, o olhos danificados do duque não são de todo um empecilho, é devido a isso que outros sentidos são aguçados e a percepção explorada de uma nova forma. A própria Izzy se surpreende com o fato promissor – ao mesmo tempo comprometedor – que Ransom por si foi capaz de tirar a conclusão que ela manteve por baixo dos panos, de forma a ser conveniente a sua família e a condição da sociedade em que se inseria, em que uma mulher tinha excessivas limitações.

Antes do acidente, Ransom nunca teve dificuldade para atrair a atenção das mulheres. Mas as que se sentiam atraídas por ele eram mulheres experientes e seguras de si. Não garotas tolas e impressionáveis. E será que ele estava ficando louco ou elas simplesmente não notaram a cicatriz que lhe deformava um lado do rosto?
Bom Deus. Uma delas beliscou seu traseiro. E então todas soltaram risinhos.

Enquanto Izzy se esforça para se afirmar a senhoria do castelo – ou ao menos como dona do único lar que lhe cabe -, Ransom tenta a todo custo se livrar dela, um estorvo para o seu isolamento e sossego. Todavia uma trama articulada para retirar qualquer direito ducal dele e para impedir que os agentes desse plano ardiloso tenham sucesso, Ransom descobre que precisa de ajuda e abdicar de seu orgulho, todavia para ele o importante é assegurar que a pequena Izzy, a desbravadora e corajosa mulher que conquistou aquilo que ele não sabia ter mais: seu coração.

[Resenha] A Rosa e a Adaga

A Rosa e a adagaLivro: A Rosa e a Adaga
Autores: Renée Ahdieh
Ano: 2017
Editora: Globo Alt
Páginas: 368
Sinopse: A jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada.Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. 
Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. 
De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.

aviso!!! Esse livro pode proporcionar os seguintes sintomas: lágrimas, risadas, sentimentos desenfreados, sofrimento e paixonites agudas! esteja avisado!

Longe de Rey, Sherazade enfrenta um pesadelo constante, estar próxima de sua família, mas, distante de onde o seu coração está, com Khalid, o califa de Khorasan. Diante da perspectiva de amar um assassino perante todo o seu reino, Sherazade tenta manter o seu gênio direto sob controle enquanto trama para salvar não só Khalid de uma eminente destruição, como o derramamento de sangue inocente por uma guerra equivocada, como rainha de Khorasan, ela veste o manto e enfrenta seus temores.

Tudo isso terminaria nessa noite. Destino era coisa para tolos. Sherazade não ia ficar esperando que as coisas acontecessem para ela.
Ela as faria acontecer.

Enquanto isso, Khalid tenta lidar com a destruição deixada em Khorasan depois do temporal causado por Jahandar – fato desconhecido pelo califa – saindo às escondidas do palácio para usar as próprias mãos na tentativa de recuperar o pouco que restou da vida de muitos do seu povo. É nesse mesmo momento que sua vida já desestruturada sofre mais um abalo, a fuga repentina de Despina junto ao Rajput, com o consentimento de Khalid, enfraquece o laço dele com Jalal, seu primo e chefe da guarda, o golpe fatal recebido como uma traição por Jalal desde que não só o seu amor desapareceu como levou junto o seu filho, sua família. Mesmo diante da revolta do primo, Khalid não demonstra reação significativa, para ele, seu coração está longe, em algum lugar pelo mar de areia e seu único papel como rei dois reis é assegurar a segurança e prosperidade de seu povo.

Já Sherazade, contando com a ajuda e sabedoria de Musa effendi, destaca a parte mística da trama, ao descobrir que existe uma forma de quebrar a maldição que atrela Khalid a optar por condenar a vida de inocentes durante as auroras, ou a vida de todo o povo, todavia, o preço a pagar exige que ela esteja preparada a enfrentar uma potente ameaça mágica, para isso ela precisa desenvolver seus próprios dons, com ajuda do desaforado Artan. O segundo viés para a quebra da maldição envolve Jahandar, especificamente o livro de feitiços ao qual ele não soltou em momento algum durante sua inconsciência desde o fatídico acontecimento em Khorasan, em que vitimou inúmeras pessoas com uma torrente de raios, o que lhe custou parte de sua vitalidade.

— Ainda assim quer que eu acredite que merece Sherazade. Que é o melhor para ela. — Tariq segurou sua ironia.
— Nunca pediria coisa tão descabida. E fique tranquilo, porque o dia em que eu me preocupar com a sua opinião, será o dia em que a lua nascerá no lugar do sol. Mas saiba o seguinte: lutarei pelo que é importante para mim, até morrer.

Com Jahandar debilitado e sob a corrupção destrutiva do livro mágico, Irsa se alia a Sherazade para sanar duas ameaças em um único golpe, o que ambas não esperavam era que à espreita Tariq e Rahim poderia pôr tudo a perder, pior ainda o próprio Jahandar revidaria e corrompido pelo poder do livro mágico, usaria até mesmo suas filhas para reaver o livro e sua conquista à soberania.

O fatos subsequentes se transformam em uma teia de aranha intricada, onde cada movimento dos envolvidos diretamente ou indiretamente leva a uma fatídico destino, podendo ele ser revertido com astúcia ou enfrentado em sua eclosão furiosa, mesmo Reza bin-Latief se transformou com o poder que passou a deter e essa mudança é tangível para Tariq, para Omar, Reza esconde mais do que aparenta e seus movimentos devem ser estudados, para determinar o rumo que a ganância do homem outrora tão sensato, Omar cautelosamente se prepara para lidar com uma virada do tabuleiro, são tempos obscuros e até os mais honrados dos homens estão suscetíveis à sede de poder.

— Porque não é apenas um beijo. 
— E por quê?
— Porque, quando eu te beijar, quero que os seus sejam os primeiros… e os últimos lábios que jamais beijarei. 

Rahim e Irsa começam a se envolver sentimentalmente, esta que esconde uma solidão pela sua personalidade introspectiva se mostra uma flor do deserto ao receber os raios da determinação, decisivo no momento em que um embate envolvendo Tariq e Khalid, onde uma Sherazade incapacitada e o sentimento de culpa fervem os humores de dois homens não conhecidos por sangue frio e mentes brandas

— Onde… — Jalal tomou fôlego, ainda incrédulo — você esteve?
Despina deu de ombros.
— Estou aqui agora. Está muito zangado comigo?
— Você… — Ele engasgou. — Você… esmagou meu coração.
— Eu sei. — Ela começou a andar na direção dele. — E vou passar o resto da minha vida tentando restaurá-lo. 

O desfecho dessa obra magnífica é de estatelar qualquer um, algumas lágrimas foram derramadas, afinal Renée Ahdieh decidiu fazer um malabarismo com os finais dos personagens e consequentemente com a emoção do leitor. Sendo tão lindamente escrito, A Rosa e a Adaga é único e surpreendente do início ao fim assim como A Fúria e a Aurora, cada momento decisivo é uma nova perspectiva do todo, reviravoltas são a premissa para tantos jogos e traições, cabe a Sherazade assumir as rédeas do destino dessa história, a astuta garota, agora demonstra toda a sua majestade e perspicácia.


para tudo que a globo alt quer me tentar, tem até playlist!

[Resenha] A Fúria e a Aurora

A furia e a aurora capaLivro: A Fúria e a Aurora
Autores: Renée Ahdieh
Ano: 2016
Editora: Globo Alt
Páginas: 288
Sinopse: A jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. 
Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. 
Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. 
De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.

Furiosa de paixão por esse livro!

Sherazade Al-Khayzuran é uma indomável garota de 16 anos, disposta a arriscar sua vida em prol de cumprir seus objetivos, nem mesmo Jahandar, seu pai, a impede de casar-se com o califa de Khorasan, Khalid Ibn al-Rashid, o assassino que matou dezenas esposas durante as auroras, ela sabe que se tornando a califa nada significa além de colocar um alvo nas costas. Com nova esposa, a próxima vítima da aparente loucura do ‘menino-rei’ é ela, porém o seu desejo de vingança é o combustível para sua sobrevivência e o prazer de arrancar a vida do assassino de sua melhor amiga, Shiva, lhe impulsiona a enredar o califa para estender o seu tempo de vida.

Enquanto Sherazade busca juntar as peças sobre o mistério que é seu marido, a recíproca é verdadeira, o porquê dela ir parar no palácio voluntariosamente para desposar Khalid é um enigma. Para desvendar os segredos da bela Sherazade, Khalid, seu tio Aref al-Khoury, o shahrban de Rey e Jalal al-Khoury, o chefe da guarda e também seu primo iniciam uma busca das verdades ocultas da nova califa que através da astúcia superou com vida não só uma aurora, mas várias consecutivas e ainda não revelou sua identidade ainda, gerando ainda mais suspeitas sobre uma ameaça a vida de Khalid.

— E como saberia se eu estivesse mentindo, sayyidi?
— Porque você não é uma hábil mentirosa. Você apenas acha que é. — Ele se debruçou sobre a mesa e pegou um punhado de amêndoas da bandeja.
O sorriso dela se alargou. Perigosamente.
— E você não é tão bom em avaliar as pessoas. Você apenas acha que é. 

Enquanto isso, Sherazade começa o ardiloso plano de seduzir com histórias o jovem califa, este mesmo em busca do que move sua esposa a uma ofensiva tão serena, ainda sim se encanta não só com a beleza da garota, como na fortaleza em que ela mantém suas emoções. Mantendo sob um manto de sutil obscuridade suas habilidades, como seu talento com o arco, para manter a fachada de fragilidade em prol do seu objetivo, em um descuido ao lidar com sua criada Despina, designada para espioná-la e Jalal, chefe da guarda real, ela percebe estar cercada por pessoas astutas e analíticas ao menor dos seus deslizes, ela precisa retomar as rédeas e se demonstrar afável, escondendo sua personalidade arredia.

Enquanto lida com os obstáculos para executar sua vingança, os amigos de Sherazade pegos de surpresa por sua mudança começam a arquitetar uma forma de resgatá-la e destruir o califa, é o primeiro amor dela, Tariq Imran al-Ziyad, filho de um emir, que por não conseguir tolerar a decisão suicida de sua amada – algo que para o bem e para o mal explicita parte essencial da personalidade do rapaz – se alia ao pai amargurado de Shiva, Reza bin-Latief e segue pelo deserto em busca de aliados e uma revolta de enormes proporções começa a se insinuar ao horizonte.

Tariq era meio palmo mais alto que ele e tinha os ombros mais largos. E Khalid tinha de olhar para cima para falar com esse bobo.
— Sherazade é uma moça difícil, e eu sou um monstro. Suponho que isso forme um belo casal.
Os olhos claros do rapaz faiscaram ao ouvir as palavras de Khalid.
— Você se chocou. — Khalid o observou intensamente. — Com qual parte?
— Com… tudo, sayyidi

Descobrir o que existe sob a camada de frieza e distanciamento do rei é o golpe decisivo para a determinação de Sherazade, cartas nunca enviadas as famílias de todas as garotas que perderam suas vidas para a aurora cruel como esposa do califa a deixam atônita e incapaz de digerir como tanta crueldade é fruto de um homem que se culpa pela morte de suas vítimas, talvez uma explicação possa trazer a tona o que ela já sabia: estava apaixonada por Khalid, pelo assassino de Shiva, sua amiga, sua irmã.

— Perdoe-me, joonam. Pelos segredos. Pelas portas trancadas. Por tudo. Prometo lhe contar um dia. Mas não agora. Acredite que alguns segredos são mais seguros atrás de fechaduras e cadeados — ele disse baixinho.
Joonam. Ele já a chamara assim. Meu tudo

Baseado no clássico As Mil e Uma Noites, O livro inteiro em um banquete aos sentidos, desde o glossário, até o trabalho espetacular com editora em dar uma identidade em forma de capa a obra e  tenho orgulho de dizer que fui conquistada pela capa e encantada pela sinopse. Vários significados são descobertos no contexto criado por Renée Ahdieh, uma obra tão belamente escrita, quanto magicamente concebida, eu indicaria esse livro para quem gosta de uma aventura, do calor e de um delicioso romance.

(último trecho, pois não tinha como resistir, dava para colar o livro inteiro aqui, Khalid é tão maravilhoso!)

— Não quero ser seu dono.
Ela virou o pescoço para encontrar os olhos dele.
— Então nunca mais fale em me mandar para longe. Não sou sua para dispor de mim como quiser.
As feições de Khalid suavizaram com a constatação.
— Você está certa. Você não é minha. — Ele tirou a mão da porta. — Eu é que sou seu. 

[Resenha] A Noiva do Capitão

Livro: A Noiva do Capitão (Castles Ever After #3)
Autora: Tessa Dare
Ano: 2017
Editora: Gutenberg
Páginas: 256
Sinopse: Madeline possui muitas habilidades preciosas: é uma excelente desenhista, escreve cartas como ninguém e tem uma criatividade fora do comum. Mas se tem algo em que ela nunca consegue obter sucesso, por mais que tente, é em se sentir confortável quando está cercada por muitas pessoas…
Chega a lhe faltar o ar! Um baile para ser apresentada à Sociedade é o sonho de muitas garotas em idade para casar, mas é o pesadelo de Maddie.
E, para escapar dessa obrigação, a jovem cria um suposto noivo: um capitão escocês. 
Ela coloca todo o seu amor em cartas destinadas ao querido – e imaginário – Capitão Logan MacKenzie e convence toda a sua família de que estão profunda e verdadeiramente apaixonados.
Maddie só não imaginava que o Capitão “MacFajuto” iria aparecer à sua porta, mais lindo do que ela descrevia em suas cartas apaixonadas e pronto para cobrar tudo o que ela lhe prometeu.

Alguém disse Tessa? Isso mesmo ladies e lordes!

Tessa novamente laça admiradores em um livro digno de vivas e com um lirismo inteligente, além de um enredo cheio de personalidade, cada personagem é bem tecido e contribui para a trama com sua própria particularidade. A pitada de humor sagaz é um ícone nesse livro, a heroína é uma mulher que representa quem lê a obra em admiração, o pensamento que vai lhe assaltar é o que ela de forma desinibida vai sentir e ir além, vai expor, uma contraposição com um escocês cheio de segredos, um enigma para uma curiosa, o sinônimo de uma leitura sensacional.

Madeleine é a síntese de uma mulher eloquente e cheia de vigor, impelida pelo seu temor extremo a grandes socializações, ela inventa um noivo e uma história cheia de romantismo e promessa de amor desmedido entre ela e o capitão escocês Logan Mackenzie, o personagem fictício a que ela se manteve literalmente fiel, escrevendo-lhe com frequências durante anos, a sua válvula de escape.

Acreditando levar a farsa muito adiante, a ponto de se tornar a herdeira do castelo de Lannair, ela decide finalizar esse conto com uma tragédia pitoresca: a morte heroica do seu querido capitão MacFictício – substitua por MacMaravilhoso -, o que ela não esperava era que todas essas cartas enviadas aparentemente sem destinatário era lida, ou seja, todos os segredos e mentiras, além de desenhos, eram recebidos e assimilados.

Então ele colocou o papel sobre a mesa e levou a mão à sua bolsa, de onde retirou algo inesperado. Um par de óculos. Quando ele ajustou a armação despretensiosa no rosto, a mudança em sua aparência foi imediata e profunda. Profundamente excitante. 

Anos após a morte de seu suposto noivo, Maddie ainda permanece em vestidos de luto, dedicada a sua solitária e calmante vida de ilustradora, distante do mundo afora das paredes do castelo, uma visita inesperada se revela como seu passado sombrio e mentiroso, seu presente tranquilo e a promessa de um futuro conturbado, o Capitão Logan Mackenzie, o destinatário imaginário das inúmeras tolas cartas, eme carne e osso, beleza de tirar o fôlego, todavia um homem com um objetivo e disposto a até mesmo destruir a reputação da mulher que lhe revelou as profundezas de suas personalidade e segredos.

Logan Mackenzie parece saído de um delírio sensual a primeira vista, mas no momento em que sua obstinação vem a tona é possível reconsiderar o primeiro momento, mesmo os reflexos ruivos de seus cabelos e barba, a sua kilt e seus profundos olhos azuis, é uma bela capa para um interior conflituoso. Desde cedo, Logan já recebia duros golpes da vida, mesmo de sua própria família, esse passado turbulento deixou um profundo marco em sua personalidade e o último golpe que lhe foi aplicado não foi no campo de batalha, foi em um folha de papel, sob a pena de Madeleine, a seu ver uma mulher que sequer lhe conhecia o usou e descartou.

Ele demonstra não se preocupar com esse fato e utiliza de seus subterfúgios para manter àqueles que protege em segurança, em um lar, usando o trunfo que lhe convém contra Madeleine Gracechurch, e acaba aos poucos eles mesmo cedendo as pronúncias hipnotizantes das palavras em gaélico – me apaixonei perdidamente pela forma carinhosa em gaélico que ele usa, mo chridhe (meu coração) – se estendendo ao seu ver de forma inconveniente a naturalidade despreocupada da inglesa de mente expansiva.

— Você pode dizer que não quer chamar atenção, mas eu presto toda atenção em você. — Ele afastou a cabeça e deixou que seu olhar percorresse o corpo dela. — Na verdade, estou começando a me sentir um tipo de naturalista. Com interesses muito particulares. Estou me tornando um especialista em Madeline Eloise Gracechurch.
— Logan…
— E mo chridhe, você não pode me impedir.

Um relacionamento enveredado por mentiras e provocações é o pontapé da ligação entre Maddie e Logan, ambos com personalidades bem marcadas, enquanto um representa o conhecimento, o outro, a experiência de vida, um conflito de interesses os afasta de forma atrativa, os dois se completam, porém nenhum dos dois quer perder, são assumidamente orgulhosos. A marca despretensiosa de Madeline fascina as pessoas a seu redor – Grant que o diga -, embora ela possua suas fraquezas as assume e utiliza seus potenciais como escudo, almejando se tornar uma requisitada ilustradora com o seu dom para o desenho.

— Você inventou que eu tinha morrido e me abandonou.
Lá estava. A raiz de toda raiva dele, nua e pulsante, como uma ferida exposta.
— E essa não foi a primeira vez que você foi abandonado, não é?
Ele não respondeu. Não conseguiu.
Na tréig mi — ela sussurrou. — Não me abandone. Você sabia que diz isso enquanto está dormindo?

Além dos momentos e atritos compartilhados, as cartas que relatavam sobre o suposto romance dos dois acaba se convertendo em um modo de troca e sutil deliberação, onde Madeleine e Logan reinventam fatos e tecem uma história por cima da história, é absolutamente o livro mais delicioso para rir junto a um casal enérgico, com um homem de ações inimagináveis e uma mulher curiosa e cheia, repito, cheia de imaginação, o que torna quase impossível de não identificar-se com seu modo de ver o mundo.


Escrevi correndo e fui reler!